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sábado, 4 de janeiro de 2014

Companhia prevê perfuração de 900 poços artesianos este ano na Paraíba

04/01/2014 09h48 - Atualizado em 04/01/2014 09h54 

CDRM tenta parceria como Governo Federal.
Órgão está contratando pessoal e adquirindo mais maquinário.
 
Do G1 PB
 
 
A perfuração e a instalação de 900 poços artesianos está sendo projetada pela Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais da Paraíba (CDRM) para este ano. No ano passado, o órgão perfurou 310 e em 2012, 195 poços em toda a Paraíba.
 
Para crescer tanto em quantidade, a CDRM afirma que novas equipes que estão sendo contratadas por meio de Processo Seletivo Simplificado e que haverá aquisição de novos maquinários.
 
Além disso, a companhia divulgou que já em janeiro, as quatro equipes de perfuração e as três de instalação vão acelerar os trabalhos. “Vamos atender as demandas do Vale do Piancó, Cariri, Seridó e demais regiões, dentro das prioridades, e assim contribuir com a oferta de água”, disse através de nota o diretor presidente da CDRM, Marcelo Sampaio Falcão. 
 
Segundo Falcão, para ampliar o número de poços, o Governo do Estado tenta uma parceria com o Governo Federal. "Com mais recursos, equipes e perfuratrizes, o órgão terá condições técnicas de perfurar em média 80 poços por mês", disse.
 
O processo seletivo simplificado para contratação de pessoal em caráter excepcional vai preencher 20 vagas na CDRM. Três dos contratados exercerão a função de operador de sonda; quatro serão auxiliar de sondagem; quatro vão atuar como auxiliar de serviço de campo; dois, como auxiliar de serviço de campo na área de alvenaria; quatro montadores, dois auxiliares de serviço mecânico e um engenheiro mecânico.
 
 
Fonte
 
 
 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Vigilância Sanitária analisa qualidade da água de poços no Sertão da PB


13/11/2013 11h37 - Atualizado em 13/11/2013 11h37

Patos tem 40 poços, com 24 funcionando por conta do racionamento.
Testes identificaram que a água de pelo menos 5 deles está contaminada.
 
Do G1 PB com informações da TV Paraíba
 
 

Uma análise feita pela Vigilância Sanitária identificou que a água de cinco poços de Patos, no Sertão da Paraíba, está contaminada. Os técnicos do órgão orientam que a água destas fontes só deve ser utilizada em atividades domésticas. Patos tem 40 poços, sendo que 24 voltaram a entrar em funcionamento com o início do racionamento na cidade.
 
Segundo Petrônio Gouveia, diretor da Vigilância Sanitária de Patos, a análise busca identificar o nível de contaminação da água. “Encontramos índices de contaminação em cinco poços, e a água extraída destes reservatórios não pode ser ingerida pela população”, explicou Petrônio. O diretor comenta que o órgão está orientando a população que esta água deve ser destinada apenas para o consumo doméstico.
 
De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM), Marcelo Falcão, a meta do órgão é de fechar o ano de 2013 com cerca de 300 novos poços construídos. “Para o ano que vem, estamos trabalhando na perspectiva de construir mais 700 poços nas zonas rurais. Estes reservatórios devem minimizar os danos a população caso a estiagem continue”, completou Marcelo.

 Fonte

sábado, 24 de agosto de 2013

Ministro anuncia projeto para tratamento de água

Reunião ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene aconteceu nesta sexta-feira (23) em Maceió e contou com a participação do governador.





Divulgação/Secom-PB
Ricardo falou sobre a seca na Paraíba e ressaltou os investimentos do governo do Estado
 
O governador Ricardo Coutinho participou, ontem, da reunião ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel/Sudene), em Maceió. Na ocasião, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, lançou o projeto piloto de ‘Tratamento da Água – Operação Carro-pipa’. Também foram apresentados pelos governadores os problemas que cada Estado vem atravessando em consequência da seca e os programas desenvolvidos pelos gestores para tentar minimizar os efeitos da estiagem.

Durante a reunião, Ricardo falou sobre a seca na Paraíba e ressaltou os investimentos do governo do Estado em ações para minimizar os efeitos da estiagem. “Eu penso que é fundamental estruturar a atividade para que ela consiga passar por essa crise profunda. A situação do semiárido é muito difícil, estamos entrando em outro ciclo de seca. É fundamental que possamos aprofundar algumas medidas, a exemplo da questão dos poços.
 
Um plano de interação emergencial para todos os Estados do Nordeste, para que os governos possam agir e fazer com que as pessoas saiam dessa grave situação que se encontram", disse, afirmando que o governo da Paraíba está realizando obras estruturantes.
 
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ressaltou a necessidade de projetos de longo prazo. “Nossa mata sofreu uma mudança climática evidente nos últimos anos. Precisamos de mais economia, refazer os arranjos produtivos, a agricultura familiar", disse, destacando o papel do Condel como um espaço para esse debate”.
 
'TRATAMENTO DA ÁGUA'
A ação visa a garantir a segurança hídrica e a qualidade do abastecimento de água no semiárido. Com investimento de R$ 35 milhões, o projeto beneficiará mais de 460 mil pessoas no Nordeste. A água a ser tratada é a distribuída pela Operação Carro-Pipa.
 
'OPERAÇÃO CARRO-PIPA'
O projeto funcionará de forma que cada Estado será atendido por uma unidade móvel. As unidades ficarão próximas aos mananciais que abastecem os veículos da ‘Operação Carro-pipa’. Nestes locais, os motoristas serão identificados automaticamente e receberão a água já tratada.
 
Será possível, em tempo real, observar todo o processo de tratamento da água, comprovando sua qualidade e o volume abastecido em cada carro-pipa. O sistema de informação do projeto – que utiliza energia solar – permitirá que sua gestão funcione integrada ao monitoramento e rastreamento da Operação Carro-pipa, atualmente já realizados pela Secretaria Nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional. O superintendente da Sudene, Luis Gonzaga Paes Landim, destacou que o desenvolvimento do Brasil passa pelo desenvolvimento do Nordeste.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Consumir água imprópria é única opção de famílias em zona rural na PB


13/05/2013 09h21 - Atualizado em 13/05/2013 09h21 

Casas da zona rural de Olivedos nunca tiveram acesso a água encanada.
Água é considerada imprópria, mas Governo diz que recupera poços.
 
Taiguara Rangel 
 
Do G1 PB
 
Cerca de 12 carros-pipa retiram água diariamente de poço artesiano em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Cerca de 12 carros-pipa retiram água diariamente de poço
artesiano em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Considerada um bem raro para os moradores da zona rural de Olivedos, no Curimataú paraibano, há quase trezentos anos a água continua sendo escassa na região. Estas famílias, que representam 47,6% dos quase quatro mil habitantes do município – povoado a partir de 1722 e emancipado em 1961 – nunca tiveram acesso a água encanada e convivem até hoje com a necessidade de carros-pipa e poços artesianos para abastecer suas casas com líquido considerado impróprio para consumo. Na falta destas opções, mesmo possuindo um rendimento mensal mediano per capita de apenas R$ 127,50, os agricultores precisam comprar água por até R$ 200.
 
Os dados são os mais recentes divulgados sobre os olivedenses, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010). De acordo com a gerência de execução de obras da Secretaria de Infraestrutura do estado, atualmente 170 municípios na Paraíba estão sendo atendidos com abastecimento de carros-pipa por decreto de situação emergencial. Também já foram recuperados 133 poços artesianos desde outubro do ano passado, somados a outros 353 que ainda passarão por reformas.
 
De acordo com o Governo da Estado, a zona urbana é abastecida pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), com fornecimento a 697 'ligações de água'. Conforme o IBGE, 93,4% das casas naquela zona rural têm saneamento básico considerado inadequado.

Um dos únicos poços artesianos que fornecem água aos agricultores na zona rural de Olivedos fica na fazenda Campos. Construído em 1992, diariamente chegam até 12 carros-pipa do exército e particulares retirando o líquido do poço em períodos de seca, segundo o proprietário Lídio Meira. A fazenda também possuiu durante muito tempo a única fonte de abastecimento da zona rural, com um açude que existe desde 1921.

Açude ainda serve para o abastecimento de pelo menos 18 famílias em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Reservatório serve para o abastecimento de pelo menos
18 famílias (Foto: Taiguara Rangel/G1)
“Esse açude é chamado de 'Milagre' porque, em épocas mais 'brabas', até Pocinhos e outras cidades ele já ajudou a abastecer sem nunca secar. Já resistiu a várias secas, até que houve a construção do poço. Continua vindo gente aqui direto pegar água para o gado e para casa, mas o poço é que está salvando a vida dos bichos e ajudando todos os moradores por aqui”, afirmou o administrador da fazenda, Inácio Marcelo, 58 anos.

Um estudo realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Ministério de Minas e Energia, identificou 44 poços artesianos no município, mas apenas 17 em funcionamento. A água de 91% dos pontos analisados foi considerada salobra, com média na quantidade de sólidos totais dissolvidos (STD) de 8.631,88 mg/L.

“Conforme a Portaria 1.469/Funasa, que estabelece os padrões de potabilidade da água para consumo humano, o valor máximo permitido para os sólidos dissolvidos é 1.000 mg/L. Teores elevados neste parâmetro indicam que a água tem sabor desagradável, podendo causar problemas digestivos, principalmente nas crianças, e danifica as redes de distribuição”, assinalam os pesquisadores.

Açude é uma das poucas opções para consumo doméstico e de animais em Olivedos (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude é uma das poucas opções para consumo
doméstico e de animais (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Para Fernandes Pereira, 22 anos, seus quatro irmãos e ainda os pais, o açude considerado 'milagre' é a única fonte de água existente. Ele considera a água boa para o consumo de toda a família, que subsiste majoritariamente do trabalho em uma olaria na região. “Serve para tudo aqui em casa. Acho que retiramos uns 200 litros por dia. É para banho, beber, lavar a casa e ainda dar para as galinhas”, disse. Outras 18 famílias na fazenda Campos também dependem do açude e ainda do poço para o acesso à água.
 
Porém, para aqueles a quem a operação carro-pipa atende de modo insuficiente, resta como única solução comprar água. O abastecimento particular de 6 a 8 mil litros custa de R$ 120 a R$ 200, segundo a merendeira Lúcia de Fátima, da escola municipal José Inocêncio, zona rural de Olivedos. Assim, o morador da zona rural acaba gastando mais do que o próprio sustento para comprar água. O rendimento mensal mediano per capita dos agricultores na zona rural de Olivedos é de apenas R$ 127,50, enquanto a média na Paraíba é de R$ 170, conforme o IBGE.
 
“Já moro aqui há mais de 20 anos e vi muita seca. Praticamente só tem dois poços com água suficiente para abastecer a população. Na cidade tem a água encanada de Boqueirão (açude Epitácio Pessoa) que só chega à noite, mas na zona rural o jeito é comprar água porque o carro-pipa do Exército não dá para o consumo do mês”, alegou.
 
 
 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Aesa realiza autuações por uso irregular de água bruta

Somente no município do Conde, foram registrados 29 poços artesianos sem autorização


 
Cidades | Em 14/03/13 às 12h34, atualizado em 14/03/13 às 12h37 | Por Redação 
 
 

A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa) realizou 42 autos de constatação este ano, flagrando pessoas e empresas que estavam fazendo uso irregular de água bruta superficial ou subterrânea. Somente no município do Conde, foram registrados 29 poços artesianos sem autorização.
No ano passado, foram emitidos 164 autos de constatação e, em alguns casos, os proprietários desconheciam a necessidade de autorização da Agência Estadual para construção de reservatórios. “Algumas pessoas não sabem que, para ter direito a utilização da água bruta, é necessário um documento chamado outorga. Seja para realização de abastecimento humano, criação de animais, irrigação ou diluição de efluentes”, explicou o diretor-presidente da Aesa, Moacir Rodrigues.
A perfuração desordenada de poços pode provocar um desequilíbrio no meio ambiente. “Em solos com características sedimentares, como é o caso da região metropolitana de João Pessoa, pode ocorrer uma inversão de água doce pela água salgada do mar, em razão de esvaziamento dos nossos reservatórios subterrâneos”, alerta o gerente executivo de fiscalização, Pedro Freire.
Multas - O usuário considerado irregular, uma vez autuado e não tendo providenciado a regularização do uso no prazo determinado será formalmente advertido. Caso o problema persista, o infrator será multado em valores que variam entre uma e 40  UFIRs-PB, de acordo com a irregularidade. 
Regularização - No site da Aesa (www.aesa.pb.gov.br) estão disponíveis todos os requerimentos necessários para solicitação de outorgas. “Inclusive o modelo para licença prévia de construção hídrica que, além de atender a pretensão específica para poço, também deverá atender às necessidades para outras construções, a exemplo de passagem molhada e barragens”, completou Pedro Freire.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Ministério reconhece a situação de emergência em 195 cidades da PB

Portaria da Secretaria Nacional de Defesa Civil, foi publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União.



A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, reconheceu a situação de emergência em 195 cidades da Paraíba devido à estiagem prolongada que castiga os municípios do Estado. A portaria foi publicada ontem no Diário Oficial da União.

Segundo o Gerente Executivo Estadual de Defesa Civil, Coronel Cícero Hermínio, o reconhecimento do governo federal considera que a seca tem provocado danos à subsistência e a saúde em diversos municípios do Estado. Ainda segundo o gerente, todas as localidades que pediram a decretação de situação de emergência no Estado foram beneficiadas pela portaria federal.

De acordo com o Ministério da Integração, para garantir o abastecimento da população, atualmente, são utilizados 522 carros-pipa que levam água de beber para mais de 300 mil sertanejos. Ainda de acordo com o órgão, o programa Água para Todos já investiu mais de R$ 14 milhões no estado, e a Sedec repassou R$ 15 milhões para o socorro e assistência às vítimas da estiagem na Paraíba.

Também estão destinados mais de R$ 3 milhões para a recuperação de 436 poços. No total, o governo federal já investiu mais de R$ 4,9 bilhões em ações para enfrentar a pior estiagem dos últimos 30 anos no Nordeste e norte de Minas Gerais.

Fonte

 

sábado, 20 de outubro de 2012

158 poços já perfurados

Perfuração de poços continua em mais seis cidades da Paraíba, beneficiando 27.595 pessoas residentes na zona rural.
 
 

Famílias da zona rural do interior paraibano vêm sofrendo esse ano por falta de chuvas, que prejudicou principalmente quem trabalha com a agricultura. Uma das medidas para amenizar a situação dessas pessoas é a construção dos poços artesianos.

Este ano, 158 poços já foram perfurados em comunidades rurais do Estado e a programação segue na próxima semana em mais seis municípios (Mamanguape, São João do Cariri, Parari, Nazarezinho, Cajazeiras e Catingueira), beneficiando 27.595 pessoas residentes em localidades da zona rural.

O baixo índice pluviométrico em várias cidades da Paraíba está refletindo no tempo seco e na falta de água. Uma das soluções são os poços que são perfurados em pequenas comunidades rurais e cada um atende em média a demanda de cinco ou mais famílias. Segundo o chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM, Milton Mafra, a profundidade máxima desses poços, também chamados cacimbas no Nordeste, é de 50 metros, mas a média tem sido 35 metros.

A vida útil de um poço pode chegar a mais de 20 anos, de acordo com a vazão de 1.500 litros por hora. Em muitas localidades, como no Cariri, essa água dos poços serve para atender os rebanhos. No ano passado, foram perfurados apenas 26 poços artesianos. “Esse número foi baixo em comparação a esse ano porque passamos o primeiro semestre organizando a equipe e solicitando as máquinas para o trabalho, que só começou a partir de junho. Já em 2012 vamos ter um salto significativo de perfurações de poços, podendo chegar até 200”, informou Milton.

A estiagem e a escassez de água são os pré-requisitos para solicitar a perfuração de poços. Segundo Milton Mafra, as demandas podem surgir por meio do Projeto Cooperar e Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), em atendimento a pleitos de associações de comunidades rurais. O chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM informou que a solicitação de poços também chega por meio de projetos apresentados nas plenárias do Orçamento Democrático Estadual (ODE).

Dos seis municípios que vão ser beneficiados com os poços artesianos na próxima semana, todos eles registraram chuvas abaixo da média este ano. Segundo a meteorologista Marle Bandeira, o município de Cajazeiras deveria ter atingido uma média de 822 milímetros (mm) de chuva, mas só registrou 720mm. Como Cajazeiras, outras cidades também não atingiram a média de chuvas. “Esse ano foi um ano seco, podendo ser comparado a 1998”, disse.

Outra maneira para amenizar os efeitos da estiagem é a abertura das comportas dos açudes da Paraíba. Do total de mananciais monitorados (121) diariamente pela Aesa, 26 estão com capacidade inferior a 20%, até essa semana, e cinco têm menos de 5%. (Especial para o JP)


 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Atitude preocupa especialistas


Poços devem ficar distantes de fontes poluidoras e água deve passar por processo de desinfecção antes do consumo, como fervura ou filtragem.

 

“Toda água que não é tratada representa algum risco para as pessoas, mas isso depende do manancial. Se estiver perto de esgoto, o risco de contrair uma doença é maior. Água de poço que fica perto de fossa não deve ser consumida, porque pode estar poluída e contaminada. O correto é que todo mundo consuma a água tratada ou realize algum tipo de desinfecção da água em casa”, alerta Batista.

O especialista acrescenta que a água passa, pelo menos, por três fases de tratamento na Cagepa, antes de chegar ao consumidor. “Em João Pessoa, temos duas estações de tratamento que fazem a clarificação, filtração e desinfecção da água. Nestas etapas, são utilizados produtos químicos, como sulfato de alumínio e cloro, que limpam, clarificam e eliminam os microorganismos”, detalha.

Através da assessoria de imprensa, a Cagepa informou que o tratamento de água também é feito por prefeituras de alguns municípios paraibanos.

No entanto, segundo o presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), Rubens (Buba) Germano, a municipalização do serviço só ocorreu em Sousa, que fica a 429 quilômetros de João Pessoa.

Nas demais cidades, o fornecimento do serviço é competência da Cagepa. “A maioria dos municípios que não tem água encanada vive na zona rural e é abastecida por carros pipas”, disse o presidente.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Combate a seca: 78 poços artesianos foram perfurados em 17 cidades da Paraíba

Terça, 26 de Junho de 2012 - 13h01

A Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Minerais (CDRM) já perfurou 78 poços este ano, dentro da operação desencadeada pelo Governo do Estado para minimizar os efeitos da estiagem nas cidades que estão com quadro de emergência pela ausência das chuvas.

Nesta terça-feira (26) duas perfuratrizes do órgão vinculado à Secretaria da Infraestrutura inciaram os trabalhos no município de Barra de Santana, na microrregião do Cariri Oriental. A cidade, com 8,2 mil habitantes, terá um reforço na oferta d'água com 15 novos poços. 

Em seguida serão perfurados 13 poços no município de Caraúbas, que tem 4 mil habitantes, e está prevista a perfuração de 41 poços na zona rural de Campina Grande. A prioridade agora é a perfuração ou desobstrução de poços públicos. 

Em 2011 a CDRM perfurou 26 e desobstruiu outros seis poços. Em média a profundidade máxima dos poços artesianos é de 50 metros, porém, a água pode ser encontrada com profundidade variando de 25 a 45 metros.

Neste ano já houve perfuração em Campina Grande, Bananeiras, Nova Palmeira, Boa Vista, Pocinhos, Nazarezinho, Queimadas, Caraúbas, Sumé, Belém, Barra de Santa Rosa, Sumé, Riacho de Santo Antonio, São Sebastião do Umbuzeiro, Lagoa Seca, Emas e São José do Sabugi. No ano passado a CDRM atuou em Soledade, Guarabira, Monteiro, São João do Cariri, Cajazeiras, Pombal, Mulungu, São João do Cariri, Taperoá, Boqueirão, Lagoa Seca, Caturité, Algodão de Jandaíra, Cubati, São Vicente do Seridó, Alagoinha, Araruna e São João do Cariri. 

O chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM, Milton Mafra, revela que a companhia também perfura poços em propriedades particulares, por meio de contrato com o interessado. No entanto, nesse período de estiagem a prioridade é atender a demanda pública do Governo do Estado, do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep) e de prefeituras. Nos últimos meses a demanda atendida tem sido praticamente a do Funcep, programa do governo estadual ligado à Secretaria do Planejamento e Gestão. 

Para acelerar os trabalhos de perfuração de poços, o governador Ricardo Coutinho anunciou na segunda-feira (25), no programa de rádio Fala Governador, a liberação de R$ 2,5 milhões para revitalizar 738 poços. A Paraíba tem 12 mil poços cadastrados e cerca de seis mil estão inoperantes. Mais recursos serão destinados para o programa de perfuração e recuperação de poços.
Da Redação, com Secom/PB