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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

PRF apreende 300 quilos de lagosta e polvo impróprios para consumo

02/11/2016 09h35 - Atualizado em 02/11/2016 12h24
Segundo PRF, apreensão aconteceu na BR-101, em Mamanguape. 
Carga saiu do RN e seria comercializada no mercado de peixes de Tambaú.

Do G1 PB


Carga de lagosta e polvo estava sendo transportada indevidamente, diz PRF (Foto: Comunicação/PRF)
Carga de lagosta e polvo estava sendo transportada indevidamente,
diz PRF (Foto: Comunicação/PRF)

Cerca de 300 kg de lagosta e polvo impróprios para o consumo humano, foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde de terça-feira (1º), na BR-101, no Município de Mamanguape, Zona da Mata da Paraíba. A carga estava em uma caminhonete armazenada em caixas de isopor. 

Os produtos tinham como destino João Pessoa. O condutor do veículo disse aos policiais que os alimentos seriam comercializados no Mercado de Peixes, em Tambaú.

Segundo a PRF, o veículo vinha do Estado Rio Grande do Norte. Ao abrirem o compartimento de carga, os agentes encontraram o carregamento, que estava sem nenhum tipo de documento fiscal. 

Ainda de acordo com a PRF, este tipo de carga precisa ser transportada e armazenada em câmara frigorífica, o que mantém o produto na temperatura ideal para evitar a deterioração.

Equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e do Ministério da Agricultura foram acionados para verificar a adequação da carga de frutos do mar. O carregamento de lagosta descumpria o que determina a lei de crimes ambientais, estando com o tamanho inferior permitido para a pesca.



domingo, 29 de março de 2015

Reserva apresenta laços entre Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga

Em 29 de março de 2015 às 13:50

Do Redeeconews.com no Nordeste

Abelha-azul na Rebio Guaribas Foto: LSoares/Redeeconews.com
Numa paisagem dominada por vastos canaviais, três áreas descontínuas de Mata Atlântica despontam como sinais de sobrevivência da floresta a aproximadamente 50 quilômetros da capital paraibana, João Pessoa: elas formam a Reserva Biológica Guaribas, administrada pelo Instituto Chico Mendes para Conservação e Biodiversidade (ICMBio).  Duas dessas áreas estão localizadas no Município de Mamanguape (PB). A terceira, separada das demais pela BR-101, é praticamente envolvida pela zona urbana de Rio Tinto (PB).  Juntas, somam 4.028 hectares.

O desmatamento e a caça provocaram o desaparecimento de algumas espécies na região,  como porcos-do-mato, veados, anta, primatas e grandes carnívoros, entre eles as onças.
 
Guariba-de-mãos-ruivas
A Rebio Guaribas abriga centenas de espécies vegetais e animais, muitas incluídas na lista de espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Uma delas, o guaribas-de-mãos-ruivas (Allouata belzebul) inspirou o nome da reserva. Eles são raros no Nordeste, até mesmo nesse recorte preservado do bioma. E foi pura sorte a equipe do Redeeconews.com conseguir gravar imagens de um pequeno grupo desses primatas nas copas das árvores, após uma longa trilha (clique aqui para acessar vídeo).

Outra raridade, fotografada só a grande distância pela nossa equipe,  foi um único inseto reluzente, de cor verde-azulada, visitando flores por um breve instante. Pela foto, o analista ambiental do ICMBio, Afonso Leal, identificou de imediato como sendo uma abelha (Ordem Hymenoptera, superfamília Apoidea), “por causa das pernas posteriores dilatadas e o aparelho bucal longo”. Ele enviou a foto ao entomólogo Celso Feitosa Martins, professor da Universidade Federal da Paraíba, que confirmou a informação. Martins acrescentou que a abelha pertence à tribo Euglossini. As espécies dessa tribo estão entre as mais importantes pelo trabalho de polinização de muitas espécies nativas de florestas tropicais. São conhecidas como “abelhas das orquídeas”, porque os machos apresentam uma íntima relação com as flores de um grande número de espécies da família Orchidaceae.

Cerrado e Caatinga na Mata

Coroa-de-frade
Quem entra na reserva pela primeira vez se surpreende. A vegetação própria da Mata Atlântica mostra forte ligação com formações da Caatinga, a vegetação típica do semiárido, ou do Cerrado, encontrando-se espécies como Melocactus depressus (uma das espécies de coroa-de-frade) Acacia (Acácia), Anadenanthera (Angico-do-cerrado), Croton (Sangra d’água), Spondias (cajá), Hymenaea courbaril (Jatobá), Tabebuia avellanedae (Pau d’árco roxo), entre outras.

Foto: LSoares/Redeeconews.com
Nas três áreas e seu entorno, a vegetação é constituída por formações secundárias florestais e savânicas, áreas de tensão ecológica existentes nos contatos entre essas duas formações e sistemas secundários ou antrópicos, aqueles modificados pela intervenção humana.

O relevo também chama a atenção. Predominam planícies fluviais e marinhas - com grande acúmulo de sedimentos de origem marinha, fluvial e lacustre - e os tabuleiros costeiros, que possuem uma cobertura arenosa branca com aproximadamente um metro de espessura, encobrindo sedimentos areno-argilosos. De acordo com o Plano de Manejo da reserva, o Cerrado encontrado nos tabuleiros reforça a hipótese dessas áreas serem remanescentes de uma distribuição mais ampla e antiga dos domínios dos Cerrados.

Na região chove entre 1.750 e 2.000 milímetros anuais. A estiagem dura geralmente entre dois e três meses, de outubro a dezembro. A evapotranspiração é elevada, com temperaturas que variam de 24 °C a 36 °C.

Pesquisas - Várias pesquisas importantes são realizadas com a participação da equipe da Rebio Guaribas. Uma delas, em andamento, faz parte do Projeto Malha, em parceria com a

Mangaba
Universidade Federal de Lavras (MG), que abriga o Centro Brasileiro de Ecologia de Estradas, coordenado pelo professor Alex Bager. Os pesquisadores estão coletando dados sobre atropelamentos de fauna nas rodovias do entorno.

"Há também interação com universidades federais e estaduais do Rio do Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba, entre outras. Em um dos trabalhos, pesquisadores da UFPB e da Fiocruz realizam expedições num estudo sobre Leishmania e Tripanossoma na Mata Atlântica. Há ainda pesquisas com insetívoras (Drosera) e um importante trabalho com ecologia de pequenos mamíferos, que irá estudar como essa fauna se comporta entre a reserva biológica e o canavial", disse o chefe da Rebio, Getúlio Freitas.

Espécies – Atualmente, os analistas ambientais do ICMBio estão fazendo um novo levantamento das espécies da Rebio Guaribas, juntamente com profissionais de várias instituições que desenvolvem ou desenvolveram pesquisas de mestrado e doutorado nas três áreas da reserva.

Mas o levantamento original dá uma dimensão da importância da área preservada:  espécies como Manilkara salzmanii (Massaranduba), Tabebuia spp. (Pau d’arco), Apuleia leiocarpa (Jitaí-amarelo), Bowdichia virgilioides (Sucupira), Brosimum discolor (Quiri), Ficus sp. (Gameleira), Cariniana legalis (Jequitibá Rosa) e Lecythis luschnathii (Sucupira) destacam-se pelo elevado porte dos indivíduos com que são frequentemente encontrados no interior da floresta.

Entre as espécies mais importantes em densidade destacam-se Ocotea bracteosa (Louro), Caesalpinia echinata (Pau Brasil), Protium heptaphyllum (Amescuaba/Amesclão), P. spruceanum (Amescla de resina, cheiro) e Inga blanchetiana (Ingá caixão).

Vegetação na área de tabuleiro Foto: LSoares
No sub-bosque, predominam Piper arboreum e P. caldense (ambas, Pimenta-de-macaco), enquanto que no estrato herbáceo-arbustivo, Heliconia acuminata (Flor-papagaio) e H. hirsuta (Três hastes), além de várias espécies de Pteridophytas.

Das espécies arbóreas e arbustivas mais abundantes, destacam-se Anacardium occidentale (caju), Byrsonima sp (murici), Curatella americana (Caju bravo), Hancornia speciosa (Mangabeira) e Ouratea hexasperma (Bate butá).

Histórico
Rebio Guaribas Foto: LSoares/Redeeconews.com
O documento que define o plano de manejo da Rebio Guaribas relata que, nos séculos XVI e XVII, o litoral paraibano foi alvo da introdução do cultivo da cana-de-açúcar, especialmente nas várzeas dos rios Paraíba, Mamanguape, Una Miriri, Camaratuba e Gramane.  Os rios Camaratuba e Mamanguape são os mais próximos à Rebio Guaribas e estão diretamente relacionados às comunidades do entorno da reserva.

O solo e o clima favoráveis fizeram com que a indústria canavieira se desenvolvesse no litoral paraibano, desencadeando o surgimento dos primeiros engenhos. Do século XVI até o século XX, processos contínuos de expulsão do agricultor tradicional descapitalizado e dos grupos indígenas ocorreram à medida que a monocultura da cana-de-açúcar ia sendo estabelecida. Ainda assim, conviviam no mesmo espaço agrário os grandes monocultores, os pequenos e dependentes agricultores e os índios  Potiguara.

No século XX, os conflitos relativos ao uso do espaço e dos recursos ambientais tornaram-se mais acirrados.

No início da década de 1960, o modelo colonizador já havia destruído grande parte da Mata Atlântica em favor da plantação da cana-de-açúcar, mas o cultivo se limitava às várzeas de solos aluviais e algumas encostas do tabuleiro. Nessa época, apenas cinco usinas dominavam todo o cenário do litoral paraibano.

Os solos pobres e arenosos da região, na visão da época, garantiam a presença de muitas lavouras de subsistência e de extratos de Mata Atlântica, já que os mesmos não eram aproveitados pelos produtores da cana.

Proálcool e pressões
Um novo impacto na região ocorreu em 1975, com a criação do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), lançado com o objetivo de conter gastos com a importação de petróleo. O governo federal ofereceu créditos subsidiados aos produtores de cana-de-açúcar e desencadeou um novo ciclo de ocupação das terras anteriormente destinadas à pequena agricultura, ocupação indígena e áreas de vegetação natural, provocando alterações na dinâmica e na organização do espaço rural da porção oriental do Estado da Paraíba.

Somente em janeiro de 1990 foi oficialmente criada a Reserva Biológica Guaribas. O processo de implantação se iniciou com a transferência definitiva das terras que anteriormente constituíam reservas legais de assentamentos do INCRA nos municípios de Mamanguape e Rio Tinto para a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA).

Projeto prevê interligar áreas 1 e 2
Os três fragmentos que formam a Rebio Guaribas são denominados Sema 1, 2 e 3 (alusão à antiga Secretaria Especial de Meio Ambiente, que antecedeu o Ministério do Meio Ambiente).

Atualmente, existe a expectativa de interligar as áreas de reserva em Mamanguape (Sema 1 e 2), para ampliar as condições de sobrevivência das espécies, ameaçadas pela fragmentação causada por rodovias (BR-101 e rodovias estaduais), cultivos agrícolas e atividades industriais.

Apesar da fiscalização, outras ameaças também persistem: a caça, a retirada de madeira e alguns incêndios na mata.  Uma pequena equipe de brigadistas trabalha para proteger as plantas e os animais. Eles dizem que as investidas diminuíram, mas reconhecem que ainda falta muito para acabar.

Fonte


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Projeto usa sonar para pesquisar vida do peixe-boi em estuário na Paraíba

14/02/2015 20h01 - Atualizado em 14/02/2015 20h01

Peixe-boi é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil.
Projeto acontece no estuário do Rio Mamanguape.




 
Do G1 PB


Projeto Peixe Boi usa sonar para fazer pesquisas em Mamanguape, na Paraíba (Foto: Acervo / Fundação Mamíferos Aquáticos)
Pesquisadores querem conhecer a população de Peixe Boi no estuário do
Rio Mamanguape (Foto: Acervo / Fundação Mamíferos Aquáticos)
Pesquisadores da Fundação Mamíferos Aquáticos estão usando a tecnologia de sonar para pesquisar a população de peixe-boi marinho na Paraíba. O objetivo do Projeto Biologia Populacional do Peixei-Boi Marinho é localizar os peixes-bois marinhos no estuário da Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape. O animal é considerado o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil.
 
O projeto é realizado em parceira com a Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Federal do Ceará (UFC) e conta com o patrocínio da iniciativa privada. O sonar é colocado na lateral de uma embarcação e faz uma varredura no local. Além da distribuição e abundância, o projeto também estuda dados comportamentais e bioacústicos dos animais.

Segundo a bióloga responsável pelo projeto, a ideia surgiu após um censo aéreo feito em 2010 no Nordeste. A APA da Barra do Rio Mamanguape foi escolhida por ser historicamente uma das principais áreas de concentração deste animais. "Estamos trabalhando para estimar a população desta localidade com uma nova metodologia que está sendo implantada aqui no Brasil nos últimos anos. Nós passamos pelo estuário com este aparelho que faz a captação de imagens com base no som acústico que estes animais emitem embaixo d’água", explica. Na frente da embarcação, a equipe fez uma cabine onde foi acoplado um monitor de vídeo, por onde os pesquisadores conseguem fazer a leitura das imagens captadas pelo sonar.

Cinco profissionais participam das buscas no rio: dois observadores, um pesquisador, um responsável pela anotação dos dados e um piloto, que faz manobras pré-estudadas pelo projeto que facilitam a pesquisa. Ainda é usado um hidrofone, que capta o som feito pelos animais.

Projeto Peixe Boi usa sonar para fazer pesquisas em Mamanguape, na Paraíba (Foto: Acervo / Fundação Mamíferos Aquáticos)
Pesquisadores adapataram a embarcação para instalar equipamento (Foto: Acervo /
Fundação Mamíferos Aquáticos)

Fonte

quinta-feira, 17 de julho de 2014

PRF apreende carga de madeira da Amazônia em Mamanguape, na PB

16/07/2014 17h39 - Atualizado em 16/07/2014 17h39

Carga de 3,2 m³ de madeira de Pequiá trafegava sem documento.
Caminhão também foi autuado pela falta do licenciamento anual
 
Do G1 PB
 
Carga de madeira foi apreendida pela PRF no município de Mamanguape, no litoral norte da Paraíba (Foto: Nucom/PRF)
Carga de madeira foi apreendida pela PRF no Município de
Mamanguape, no litoral norte da Paraíba (Foto: Nucom/PRF)

Uma carga de 3,2 m³ de madeira de Pequiá foi apreendida nesta quarta-feira (16) pela Polícia Rodoviária Federal no município de Mamanguape, litoral norte da Paraíba. A árvore é típica do bioma amazônico e a carga não tinha Documento de Origem Florestal (DOF). Segundo a PRF, a apreensão aconteceu durante uma fiscalização de rotina. O transporte de madeira nativa sem DOF caracteriza crime contra o meio ambiente.
 
O inspetor da PRF Alexandre Poddis informou que o motorista do caminhão em que a carga seguia viagem não foi preso, mas o proprietário da carga pode ser punido com multa, o que é responsabilidade do Ibama, que recebeu tanto a carga quanto o veículo. O caminhão também foi autuado pela falta do licenciamento anual, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro.


 

terça-feira, 17 de junho de 2014

AGU da PB pede condenações por desmatamento da Mata Atlântica

17/06/2014 20h33 - Atualizado em 17/06/2014 20h33 

Desmatamento aconteceu em Santa Rita, Conde e Mamanguape.
AGU pede condenação e reparação dos danos causados.
 
Do G1 PB
 
O desmatamento de vegetação nativa de Mata Atlântica em Santa Rita, Conde e Mamanguape levou a Advocacia-Geral da União (AGU) a acionar judicialmente empresas e fazendeiros na Paraíba. Em quatro ações, os procuradores pedem a condenação dos acusados por degradação ambiental e reparo dos danos causados, além de penalidades penais e administrativas previstas na legislação ambiental.
 
Foram ajuizadas duas ações contra irregularidades praticadas no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa, segundo nota da AGU. A primeira, pelo desmatamento de 100 hectares de Área de Preservação Permanente (APP), sem autorização ou conhecimento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
 
A outra ação pretende reparar danos causados também em Santa Rita, totalizando 14,02 hectares. Segundo os procuradores, três particulares jogavam entulho (raízes e vegetação) nas APPs. Também verificaram que uma das áreas foi destinada à atividade agrícola com plantação de cana-de-açúcar, e que as demais estavam sendo preparadas para o mesmo fim.
 
Contra o desmatamento de três hectares de mata de preservação em Mamanguape, no Litoral paraibano, a AGU também ajuizou ação para responsabilizar a proprietária de uma fazenda. Além disso, houve uso de fogo em vegetação secundária de Mata Atlântica, sem a devida permissão, para o plantio irrigado de mamão, destruindo várias espécies nativas.
 
Uma obra indevida potencialmente poluidora construída na praia de Carapibus, Município do Conde, no Litoral sul, também foi alvo de ação judicial. A AGU alega que não houve licença ou autorização dos órgãos ambientais, na construção de uma escadaria para acesso à praia.
 
Segundo a AGU, em todas as ações, os procuradores reforçam que as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente devem sujeitar os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. Também apontam que os danos causados em decorrência das ações isoladas de produtores rurais podem trazer consequências irrecuperáveis às áreas.
 
Fonte
 
 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Poluição em estuários da Paraíba coloca em risco qualidade da água no litoral

08/03/2014



O trabalho que identificou os riscos realizou levantamento e análise do uso do solo e a qualidade da água de rios que desembocam no litoral central do estado. O Gramame e o Miriri foram alguns dos que tiveram os seus estuários analisados. Nos ambientes estuarinos são encontradas formas de vida em que qualquer alteração pode trazer danos. Como a população pratica pesca e agricultura nos rios e nos seus entornos, essas atividades tendem a modificar o ambiente. A repórter Ana Daniela conversou com o orientador do projeto, Eduardo Rodrigues Viana. Ele é professor do Departamento de Geociências da UFPB. 

Clique aqui, para escutar a reportagem.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Canal Acauã-Araçagi levará água a 600 mil paraibanos

Acauã-Araçagi é a segunda maior obra hídrica do Nordeste e receberá transposição.


 


Fotos: Amanda Araújo
Canal tem 112,4 km de extensão e corta 12 cidades e vai garantir a segurança hídrica na região
As máquinas não param no canteiro de obras do lote 1 do canal Acauã-Araçagi, no município de Mogeiro. É nessa obra que a população de 35 municípios da Paraíba deposita a esperança de dias melhores. É através do canal Acauã-Araçagi, a segunda maior obra hídrica do Nordeste, que passarão as águas da transposição do rio São Francisco. Mais de 600 mil paraibanos serão beneficiados. Os dias de sofrimento pela falta de água ficarão apenas na lembrança.

O canal tem 112,4 km de extensão e corta 12 cidades. O secretário dos Recursos Hídricos, João Azevêdo, disse que a obra vai garantir a segurança hídrica na região. “Através desse canal será possível implantar programas de irrigação de até 16 mil hectares. O canal Acauã-Araçagi faz parte das obras complementares da transposição e está em plena execução. As máquinas não param e isso todo mundo pode comprovar”, declarou.
 
Além de garantir água para centenas de famílias que já enfrentaram anos difíceis de estiagem, o canal Acauã-Araçagi está mudando o cenário econômico da região. As cidades estão mudando, o desenvolvimento não para. Em Mogeiro, por exemplo, a construção de novos imóveis ganhou novo fôlego, os aluguéis dispararam, novos restaurantes abriram.
 
Com a conclusão da obra, o desenvolvimento será ainda mais evidente. “O canal vai trazer uma nova realidade para os municípios, pois há muitas terras férteis onde é possível viver da agricultura e agropecuária, só faltava mesmo a água, que chegará através do canal Acauã-Araçagi”, explicou o secretário.
 
A ideia do governo do Estado é apoiar e orientar a população desses 35 municípios para que sejam implantados sistemas de irrigação.
 
Os investimentos no canal ultrapassam R$ 1 bilhão, contando com convênios feitos com o Ministério da Integração. Segundo João Azevêdo, a obra foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Por anos, a obra só existia no papel, e foi destravada após empenho do governador Ricardo Coutinho junto ao governo federal. A participação do Estado é de aproximadamente 10% do total investido, conforme explicou o secretário, que acompanha semanalmente o andamento da obra.
 
Em pouco mais de um ano de execução foram investidos cerca de R$ 210 milhões. Graças ao trabalho intenso, a previsão é que até o final do primeiro semestre deste ano seja entregue o primeiro trecho (que compreende 10 km de obra, do total de 112,4 km).
 
Dentre os municípios por onde o canal passa, estão Itatuba, Mogeiro, São José dos Ramos, Sapé, Mari e Curral de Cima. “É importante lembrar que a garantia hídrica se estende aos municípios que estão na zona de influência, que chega a 35”, frisou Azevêdo.
 
Depois que o canal Acauã-Araçagi estiver concluído, e a transposição do rio São Francisco se tornar realidade, as famílias paraibanas terão água todos os dias, o dia todo. A situação será bem diferente da já vivida pela aposentada Maria Glória de Souza, que por muitos anos teve de percorrer quilômetros a pé, para pegar água em açude e garantir a preparação de alimentos. “Esse canal é um sonho para nós que moramos no interior. Deus ouviu nossas preces”, afirmou dona Glória, que mora na zona rural do município de Itatuba.
 
Quando não tem muitos afazeres domésticos, a aposentada faz questão de chegar perto do canteiro de obras só para ter o gosto de ver os trabalhadores e as máquinas. “É uma felicidade só”, disse, esperançosa. Dona Glória está certa em suas colocações. O canal Acauã-Araçagi vem para mudar definitivamente a realidade no Vale do Mamanguape e Brejo paraibano. A escassez de água está perto de acabar.

RUMO AO DESENVOLVIMENTO
Antes mesmo de ser concluído, o canal Acauã-Araçagi já possibilita o desenvolvimento econômico nos municípios beneficiados. A arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) pelas prefeituras de Itatuba e Mogeiro, por exemplo, aumentou consideravelmente. Segundo o secretário João Azevêdo, foram transferidos mais de R$ 1,5 milhão de ISS para cada uma dessas cidades. Sem a obra, esse repasse seria utopia. O recebimento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é de R$ 400 mil. Como uma espécie de efeito dominó, todos acabam se beneficiando com a obra. Novos estabelecimentos comerciais são abertos (como restaurantes e lanchonetes) para atender os trabalhadores; proprietários de imóveis que lucram com o aluguel da casa, etc. Até mesmo o comércio informal aumenta o lucro, tendo em vista que a cidade acaba recebendo mais visitantes.
 
Na obra em si, estão empregados diretamente cerca de 1,5 mil trabalhadores, entre ferreiros, armadores, carpinteiros, mestres de obras, entre outras funções. Um deles é Edvaldo José da Cruz, que há dez meses estava desempregado e enfrentando situação difícil com a família. Quando soube que estavam precisando de trabalhadores para a obra, não perdeu tempo e foi contratado. “Já estou aqui há dez meses. Trabalhar na construção do canal é um orgulho para mim, pois sei que muitas famílias serão beneficiadas”, contou Edvaldo, que é casado e tem três filhos.
 
A obra também trouxe um emprego para Luiz Carlos Chagas, que mora em Mamanguape e ficou sabendo da oportunidade através de um conhecido, que trabalha no local. Chagas estava desempregado há três anos, vivia de 'bicos'. Desde que começou a trabalhar nas obras do canal, em novembro de 2013, consegue mandar dinheiro para a família e exibe com orgulho a carteira de trabalho assinada formalmente pela primeira vez.
 
ESTADO QUER ANTECIPAR CONCLUSÃO
A obra do canal Acauã-Araçagi está dividida em três lotes. Os dois primeiros estão em execução. O governo do Estado aguarda autorização do Ministério da Integração para início do lote 3. “Nossa expectativa é que a autorização aconteça ainda no mês de fevereiro”, declarou o secretário João Azevêdo. A conclusão do canal está prevista para abril de 2016, mas a intenção do governo é antecipar esse prazo para 2015. “O ritmo das obras é crescente, nunca houve um problema sequer de intervenção, então estamos otimistas”, disse.
 
O trabalho é feito através de um consórcio com três empresas (Queiroz Galvão, Via Engenharia e Marquise). No canteiro de obras foi montada uma estrutura na qual ficam os engenheiros e demais profissionais envolvidos no processo, como arqueólogos (que fazem a escavação da área em busca de possíveis achados arqueológicos); biólogos (que catalogam as espécies de fauna e flora existentes na extensão da obra); e técnicos da segurança do trabalho (que inspecionam diariamente se os trabalhadores estão com os equipamentos de segurança).
 
O canal Acauã-Araçagi terá trechos com largura de 120 metros em aberto que receberão revestimento impermeável; em outros trechos com 80 metros de largura, passarão três tubos de 1,9 metro de diâmetro. A água seguirá os 112,4 km por gravidade média de três centímetros a cada quilômetro, conforme dados técnicos dos engenheiros. No lote 1 estão sendo construídas duas pontes sobre os Rios Surrão e Ingá, além de um aqueduto.
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Polícia apreende aves em João Pessoa e aplica R$ 11,5 mil em multas

10/12/2013 13h00 - Atualizado em 10/12/2013 13h03 

Pássaros estavam em duas residências no Bairro da Torre e já foram soltos.
Polícia chegou até as aves por meio de denúncia anônima.
 
Do G1 PB
 
 
PM apreende aves em João Pessoa  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
PM chegou ao local após denúncia anônima 
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

A Polícia Ambiental apreendeu nesta terça-feira (10) 25 aves silvestres em João Pessoa. Os pássaros estavam em duas residências no Bairro da Torre e foram localizados após uma denúncia anônima. Segundo a polícia, os proprietários das casas foram multados em R$ 11,5 mil, R$ 7 mil para um e R$ 4,5 mil para o outro.

“Uma pessoa que não quis se identificar informou que tinha esses pássaros em uma residência, fomos até o local e confirmamos o fato”, afirmou o comandante da Polícia Ambiental, tenente-coronel Paulo Sérgio. Ele disse que após ir até a casa denunciada, a polícia acabou constatando a presença de aves em outra casa na mesma rua e complementou a apreensão.

Pássaros apreendidos em João Pessoa  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Pássaros apreendidos em João Pessoa
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
As aves apreendidas durante a ação foram soltas em habitat natural ainda na manhã desta terça. De  acordo com a polícia, a soltura aconteceu em uma área de mata nas proximidades da Cidade de Mamanguape, Litoral Norte da Paraíba.
 
A PM Ambiental explicou que o valor das multas aplicadas varia de acordo com a quantidade de aves encontradas em cada residência. Entre as espécies apreendidas estavam galo de campina, azulão, graúna e outros.

Fonte

 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

'Cidade Expressa' debate mobilidade urbana em Campina Grande

29/05/2013 11h35 - Atualizado em 29/05/2013 18h15

Seminário acontecerá no dia 7 de junho, no Teatro da Facisa.
Região metropolitana de Campina Grande foi criada em 2009.
 
Do G1 PB
 
 
Vice-governador Rômulo Gouveia compareceu à abertura do 'Cidade Expressa' (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Vice-governador Rômulo Gouveia compareceu à abertura do
'Cidade Expressa' (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Uma solenidade de abertura nesta quarta-feira (29) marcou o início do seminário 'Cidade Expressa' em Campina Grande. O debate visa despertar a atenção para a mobilidade urbana e concretização da região metropolitana de Campina Grande. O evento acontece no próximo dia 7 de junho, no Teatro da Facisa.



O lançamento do seminário aconteceu na sede da Associação Comercial de Campina Grande (ACCG) e contou com a presença do vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, do secretário de de Planejamento de Campina Grande, Marcio Caniello, do consultor em cooperativismo e desenvolvimento regional Rosalvo Meneses Filho e do superintendente da Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme Lima, além da presença de empresários e pesquisadores do tema.

Para o vice-governador, a importância da região metropolitana e do debate em torno da mobilidade urbana passam pela própria preponderância de Campina Grande enquanto entreposto comercial da Paraíba. "É um esforço importante para a geração de emprego e renda. Fico muito feliz pelo compromisso firmado pela nossa cidade. O desenvolvimento da Paraíba passa muito por Campina Grande e precisamos descobrir novos ciclos para alavancar o crescimento da cidade", afirmou Rômulo Gouveia.
 
Segundo o superintendente da Rede Paraíba de Comunicação, Guilherme Lima, "será prestado todo apoio e adesão do grupo na divulgação das propostas. Campina Grande é uma cidade que precisa dessa discussão em torno da mobilidade". De acordo com o consultor da ACCG, Rosalvo Meneses Filho, é importante que a Região Metropolitana de Campina Grande, criada através da Lei Complementar 92/2009, saia do papel. "Precisamos que se torne instrumento de ação, pensando os problemas que já se acumulam para resolver em um futuro próximo", alegou.
 
O secretário de Planejamento de Campina Grande, Marcio Caniello, afirmou que a Prefeitura vem tomando medidas que possam ajudar a sanar os problemas de mobilidade e implementar definitivamente a Região Metropolitana. "Queremos parabenizar a iniciativa. Precisamos discutir planos para que o crescimento de Campina Grande não se transforme em transtorno", disse.
 
No próximo dia 7 de junho, a programação contará, dentre os vários debates, com a palestra do ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro, o pernambucano doutor em engenharia do transporte Osvaldo Lima Neto, o potiguar doutor em arquitetura Ruskin Freitas, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Helvio Polito Lopes Filho, o vice-presidente do Fórum Nacional das Regiões Metropolitanas, Luciano Pinto, e o secretário de Planejamento da Paraíba, Gustavo Nogueira.

A Paraíba tem 11 regiões metropolitanas regulamentadas por leis: Araruna, Cajazeiras, Esperança, Itabaiana, Guarabira, Vale do Piancó, Sousa, Mamanguape, Patos, João Pessoa e Campina Grande.
 
Seminário Cidade Expressa
Data: sexta-feira (7)
Horário: 8h
Local: Teatro da Facisa

Fonte

 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Projeto recupera mata ciliar do Mamanguape

Projeto Rio Mamanguape abrange sete municípios do Brejo paraibano e já beneficiou cerca de 15 pessoas. 




Há 6 anos um projeto vem trabalhando para a recuperação do Rio Mamanguape, que abrange sete municípios do Brejo paraibano, através da conservação e preservação de suas nascentes. De acordo com o engenheiro civil Lucílio Vieira, da Cooperativa de Projetos, Assistência Técnica e Capacitação do Nordeste – Ltda. (Coopacne), que executa o Projeto Rio Mamanguape, cerca de 15 mil pessoas já foram beneficiadas através da iniciativa, que já começou a recuperar a mata ciliar do rio, degradada por anos com o desmatamento.

Ele explicou que o projeto tem o intuito de ajudar especialmente os agricultores das cidades de Alagoa Nova, Areial, Esperança, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Matinhas e Montadas, inclusive com ações educativas e construção ou recuperação de tanques e cisternas. “A grande solução para o abastecimento de água nessas cidades seria a recuperação da Barragem de Camará, já que apesar das chuvas serem consideráveis na região, não existem reservatórios para captar essa água”, informou.
 
As cisternas, uma solução encontrada pelo projeto como solução pontual, estão beneficiando hoje centenas de famílias. Conforme o engenheiro, já foram disponibilizadas entre mil a 1.200 equipamentos do tipo, para a reserva de água. “O trabalho educativo se estende na recuperação da mata ciliar do rio Mamanguape, inclusive com a ajuda dos próprios agricultores. Nós reflorestamos com 50% de plantas nativas, assim como árvores frutíferas e outras que possam também servir como fonte produtiva para os agricultores”, explicou.
 
O Projeto Rio Mamanguape está realizando a II Semana da Água, que aconteceu nas sete cidades do Brejo paraibano, sendo encerrada amanhã, em Lagoa Seca. Conforme a coordenadora da área de Educação da Coopacne, Maria Zélia Araújo, cerca de 600 pessoas, em cada um dos municípios, estiveram presentes ao evento, dentre gestores municipais, educadores, agricultores e estudantes. “Nós realizamos um trabalho de educação para a conservação do meio ambiente, desde o manuseio dos resíduos sólidos, o reaproveitamento da água, passando pelas doenças que podem ser ocasionadas por causa da exposição ao lixo”, disse.
 
O evento está acontecendo no Convento Ipuarana e se estenderá também através de uma oficina sobre as expectativas pertinentes à reedição do Projeto Rio Mamanguape em suas várias áreas de atuação, a partir da 8h, na Câmara de Vereadores, que acontecerá hoje. Amanhã haverá uma concentração ao lado da Secretaria de Ação Social, a partir das 8h, para uma caminhada que percorrerá várias ruas centrais da cidade e será encerrada na Praça da Igreja Matriz da cidade.

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domingo, 12 de maio de 2013

Unidades de conservação na costa paraibana estão deterioradas

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Após dois anos de acompanhamento, pesquisadores da UFPB comprovaram falta de efetividade das áreas de conservação do litoral da Paraíba. Para os estudiosos, esse problema ameaça os arrecifes e impede o desenvolvimento dos corais, matando esses seres marinhos. São alarmantes as análises realizadas nas águas da área de proteção da barra do Rio Mamanguape, na Reserva Acaú-Goiana e no Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha. A água desses locais está tão turva que a luz do sol não alcança os corais e é alto o índice de coliformes fecais. Os pesquisadores afirmam que o estado não tem garantido a preservação das áreas legalmente protegidas e esgotos vêm sendo lançado nos estuários. Além disso, a pesca predatória, o turismo desordenado e os efeitos do aquecimento global têm interferido decisivamente para a degradação da vida marinha. Doutor em Zoologia e um dos coordenadores da pesquisa, o professor Tarcísio Cordeiro revelou os resultados do estudo ao repórter Joel Cavalcanti.





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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mamanguape é região importante para preservação do pau-brasil

Estação de Mamanguape é uma das dez regiões mais importantes para preservação do pau-brasil


 
No distrito de Pitanga da Estrada, município de Mamanguape, Litoral Norte paraibano, está localizada uma das florestas mais importantes para preservação do pau-brasil, espécie símbolo do país, que sofre com a ameaça de extinção. A mata ainda desempenha a importante função de 'sequestrar carbono' e produzir grande quantidade de oxigênio, além de regular os microclimas.
 
A Estação Ecológica do Pau-brasil é uma área remanescente da Mata Atlântica, que abriga grande número da espécie do país, figurando entre as 10 regiões mais importantes para preservação do pau-brasil. Segundo o ecólogo e professor do curso de Biologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), George Miranda, a floresta dá suporte à melhoria da qualidade de vida da população, além de manter a biodiversidade e qualidade ambiental.
 
A iluminação e temperatura ideal, que oscila entre 24º e 27º, possibilitam que as árvores adquiram um aspecto diferente das encontradas na zona urbana, podendo atingir até 20 metros de altura. “Aqui, ela tende a ser mais retilínea e crescer um pouco mais. Até as folhas apresentam um formato diferente das que encontramos na cidade”, explicou a bióloga Sylvia Sátyro.
 
A Estação Ecológica é considerada uma área de extrema sensibilidade por abrigar duas espécies que estão seriamente ameaçadas, o pau-brasil e o Cebus flavius, popularmente conhecido por macaco prego galego. De madeira nobre e a intensa cor vermelha, o pau-brasil existe em abundância na Estação Ecológica, com árvores de pequeno, médio e grande porte.
 
Um projeto de materialização dos vértices das poligonais, que redelimitam a área da Unidade de Conservação, encontra-se em 70%. O trabalho é desenvolvido a pela Superintendência de Meio Ambiente da Paraíba (Sudema), responsável pela manutenção da floresta.
 
Entre as ações previstas pelo projeto de estruturação da Estação Ecológica, estão a criação de um escritório sede, que possa oferecer apoio à gestão, turismo sustentável, educação ambiental e pesquisa científica, além da estruturação de um viveiro para fabricação de mudas do pau-brasil.
 
“A previsão é de que, em dois anos, a gente consiga concluir esse processo de estruturação da Estação Ecológica. Estamos correndo atrás do tempo perdido. Para isso, precisamos de dados da área, que vão desde conhecimentos científicos aos conflitos externos”, estimou o coordenador de Estudos Ambientais e gestor das Unidades de Conservação Estaduais, da Superintendência de Meio Ambiente (Sudema), Thiago Silva.
 
A Sudema atua de forma efetiva na floresta, desde o início do ano passado, período em que atuou nas políticas públicas para regularizar problemas desde a criação da área, bem como, atividades de monitoramento, fiscalização e incentivo à pesquisa. Conforme Thiago Silva, o órgão manterá a gestão da floresta com monitoramento e fiscalização.


 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ribeirinho sofre com 'morte' do Paraíba

Seca e degradação do homem podem fazer desaparecer curso das águas de um dos mais importantes rios nos próximos anos.




A pesca já não é a mesma há alguns meses para o morador de Barra de Santana, no Cariri paraibano, Antônio Salomão, 44 anos, desde que a seca começou a interferir no Rio Paraíba.

Assim como ele, paraibanos que dependem do rio para o abastecimento de casa e no trabalho estão preocupados com a situação da torrente, que possui 300km de extensão. De acordo com ambientalistas, a seca não é único problema que afeta o curso de água, mas também a própria ação do homem, através da degradação das matas ciliares. Eles informaram que sem proteção o rio pode desaparecer nos próximos 40 anos.

Na comunidade Paraibinha, localizada em Barra de Santana, cortada pelo Rio Paraíba (que se inicia no município de Monteiro), os moradores já sentem os efeitos da seca deste ano, que segundo ambientalistas, é a mais preocupante dos últimos 50 anos.

Dependente da agricultura para sobreviver, José Bezerra, 32 anos, contou que passou a trabalhar com outras atividades para conseguir sustentar sua família. “Eu estou fazendo 'bicos' na cidade porque não tenho como plantar sem água”, lamentou.

Segundo o deputado estadual Frei Anastácio, um dos criadores do Fórum em Defesa do Rio Paraíba, em muitos pontos de sua extensão, o rio já secou. O deputado confirmou que um dos problemas enfrentados pelos rios é a própria evaporação, causada pelo sol e ventos mais fortes e que este ano estão ainda mais intensivos por causa da seca. “Em alguns trechos, como de Salgado de São Félix, até a desembocadura do rio, em cidades como Rio Tinto e Mamanguape, existe a escassez da água, o que está afetando completamente a vida dos ribeirinhos, que não podem plantar porque não têm como irrigar suas plantações”, informou.

Em Barra de Santana a situação é a mesma. Debaixo da ponte sobre o Rio Paraíba, com 164 metros de extensão, não há nada em vista, a não ser pedras e areia, que antes ficavam no fundo do rio. A vaqueira Maria do Socorro Vieira, 40 anos, sente em casa os efeitos da seca. Para todos os serviços de casa ela depende da água do rio e, agora, está enfrentando a distância de mais de um quilômetro para pegar alguns litros de água na zona urbana.

“Quase todos os dias é assim: as louças sujas na pia, as roupas para lavar e o banho improvisado”, lamentou Socorro, afirmando que os animais também sofrem com os efeitos do clima, chegando até a morrer de sede. Sem outra saída, o gado está sendo colocado para pastar dentro da torrente seca, onde ainda restam poucas poças de água.


 

sábado, 20 de outubro de 2012

158 poços já perfurados

Perfuração de poços continua em mais seis cidades da Paraíba, beneficiando 27.595 pessoas residentes na zona rural.
 
 

Famílias da zona rural do interior paraibano vêm sofrendo esse ano por falta de chuvas, que prejudicou principalmente quem trabalha com a agricultura. Uma das medidas para amenizar a situação dessas pessoas é a construção dos poços artesianos.

Este ano, 158 poços já foram perfurados em comunidades rurais do Estado e a programação segue na próxima semana em mais seis municípios (Mamanguape, São João do Cariri, Parari, Nazarezinho, Cajazeiras e Catingueira), beneficiando 27.595 pessoas residentes em localidades da zona rural.

O baixo índice pluviométrico em várias cidades da Paraíba está refletindo no tempo seco e na falta de água. Uma das soluções são os poços que são perfurados em pequenas comunidades rurais e cada um atende em média a demanda de cinco ou mais famílias. Segundo o chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM, Milton Mafra, a profundidade máxima desses poços, também chamados cacimbas no Nordeste, é de 50 metros, mas a média tem sido 35 metros.

A vida útil de um poço pode chegar a mais de 20 anos, de acordo com a vazão de 1.500 litros por hora. Em muitas localidades, como no Cariri, essa água dos poços serve para atender os rebanhos. No ano passado, foram perfurados apenas 26 poços artesianos. “Esse número foi baixo em comparação a esse ano porque passamos o primeiro semestre organizando a equipe e solicitando as máquinas para o trabalho, que só começou a partir de junho. Já em 2012 vamos ter um salto significativo de perfurações de poços, podendo chegar até 200”, informou Milton.

A estiagem e a escassez de água são os pré-requisitos para solicitar a perfuração de poços. Segundo Milton Mafra, as demandas podem surgir por meio do Projeto Cooperar e Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), em atendimento a pleitos de associações de comunidades rurais. O chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM informou que a solicitação de poços também chega por meio de projetos apresentados nas plenárias do Orçamento Democrático Estadual (ODE).

Dos seis municípios que vão ser beneficiados com os poços artesianos na próxima semana, todos eles registraram chuvas abaixo da média este ano. Segundo a meteorologista Marle Bandeira, o município de Cajazeiras deveria ter atingido uma média de 822 milímetros (mm) de chuva, mas só registrou 720mm. Como Cajazeiras, outras cidades também não atingiram a média de chuvas. “Esse ano foi um ano seco, podendo ser comparado a 1998”, disse.

Outra maneira para amenizar os efeitos da estiagem é a abertura das comportas dos açudes da Paraíba. Do total de mananciais monitorados (121) diariamente pela Aesa, 26 estão com capacidade inferior a 20%, até essa semana, e cinco têm menos de 5%. (Especial para o JP)


 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Sudema emite 600 licenças para propaganda eleitoral de rua na PB

18/10/2012 17h30 - Atualizado em 18/10/2012 17h30

Emissão se deve à exigência do TRE-PB, segundo Secom-PB. 
João Pessoa lidera ranking de denúncias sobre propaganda irregular. 

Do G1 PB

A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) emitiu 600 licenças de publicidade e de realização de comícios e carreatas para as eleições 2012 em todo a Paraíba. A informação foi passada pela Secretaria de Comunicação da Paraíba (Secom-PB) através de nota nesta quinta-feira (18).
 
De acordo com o informe, o número elevado de licenças se deu por causa da exigência do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para que as coligações partidárias tivessem autorização do órgão ambiental para a realização de propaganda eleitoral de rua. Nas eleições anteriores, não havia essa exigência.

As cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Mamanguape e Soledade apresentaram o maior número de denúncias, geralmente encaminhadas pelo TRE-PB, por causa da propaganda eleitoral irregular de rua, segundo a Secom-PB.

Durante o processo eleitoral paraibano, seis equipes da Sudema trabalharam de segunda-feira a sexta-feira nos processos de licenciamento. Nos sábados e domingos, ainda de acordo com a Secom-PB, foram intensificados os trabalhos de fiscalização.

Com relação ao trabalho de fiscalização foram realizadas ações em toda a Paraíba verificando se os veículos tinham ou não a licença ambiental para exercer a propaganda de rua e se essa a atividade estava de acordo com licença emitida. No caso do crime ambiental comprovado, o infrator está sujeito a uma multa administrativa e até a apreensão de veículo.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

880,7 mil paraibanos não têm água tratada

Sem aceso à água tratada, 23,38% da população paraibana, precisa recorrer a poços e outros tipos de fontes para garantir abastecimento.


 
Rizemberg Felipe
De acordo com dados do IBGE, a Paraíba possui 57.089 domicílios sem água encanada
Por outro lado, a pesquisa apontou que 829.018 domicílios são atendidos pela rede pública de fornecimento de água. Ao todo, são 2.901.563 paraibanos que dispõem desse serviço, já que o IBGE calcula que cada moradia possui, em média, 3,5 habitantes.

Das pessoas que não têm água encanada em casa, a maior parte recorre a poços ou nascentes naturais, existentes dentro da propriedade. São 57.089 domicílios nessa situação, o que corresponde a 199.811 pessoas, segundo estimativa do IBGE. A maior quantidade de casas, nestas condições, está localizada nas cidades de Jericó (6.795), Pedras de Fogo (2.494), São Sebastião de Umbuzeiro (2.366), Santa Rita (2.113), Mamanguape (1.699), Mari (1.468), São José do Rio do Peixe (1.191), Areia (1.097) e Baía da Traição (963).

Outras 50.988 moradias também são atendidas por poços ou nascentes naturais, no entanto, localizadas longe das propriedades, o que obriga que 178.458 habitantes precisem se deslocar, por alguma distância, para fazer o transporte de latas e baldes cheios com a água. Ainda de acordo com IBGE, a maioria dessas pessoas que não têm acesso à água encanada vive na zona rural.

Entre essas pessoas está a dona de casa Maria das Mercês da Silva, 59 anos. Ela mora numa comunidade conhecida como “Ilha dos Pescadores”, localizada às margens da PB 008, na divisa de João Pessoa e Conde. No local, só há apenas três casas, que não são atendidas por tratamento de água. Os moradores precisam recorrer a lago e a um poço artesiano, construído na área.

“Todos os dias, eu pego meu balde, coloco na cabeça e vou atrás da água. Preciso caminhar uma meia hora para ir e voltar. É um sofrimento grande, mas não tem jeito. Faz 23 anos que vivo assim”, lamenta.

Na precária casa, feita de taipa, Maria das Mercês vive com dois adultos e duas crianças, que já apresentaram na saúde as consequências da falta do tratamento de água. “Minha neta vive com dores de barriga. Acho que é por causa dessa água mesmo, que é muito barrenta. Meu sonho é que um dia a água encanada chegasse aqui, mas isso é muito difícil”, diz a dona de casa.

Perto dali, outra área também sofre a falta da água de qualidade, apesar de estar localizada em zona urbana. Mesmo atendida pela rede da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Comunidade de Paratibe, localizada ao lado do bairro do Valentina Figueiredo, precisa recorrer a poços artesianos.

Segundo a moradora Jorlane Nascimento Pereira, 23 anos, o motivo disso são as constantes faltas de água que ocorrem na região. “Aqui, falta água umas três vezes por semana. Às vezes, ficamos o dia todo sem uma gota de água na torneira. Por isso, tiramos água no poço”, diz.

O poço ao qual Jorlane se refere fica no quintal da casa e possui 25 metros de profundidade. Apesar da estrutura ficar perto de uma fossa, a água retirada é usada sem tratamento doméstico prévio. “A gente tira a água para beber, tomar banho, limpar a casa e fazer comida. Não colocamos água sanitária e nem fervemos, não", explica a dona de casa.


 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

14 barragens na PB serão recuperadas

Além de garantir o abastecimento, também será incentivado o desenvolvimento de piscicultura e de irrigação das plantações nas regiões. 


 


Até o final deste ano a Paraíba terá 14 barragens recuperadas distribuídas entre os municípios do Litoral, Cariri, Curimataú e Sertão. Com uma média de 15 milhões de metros cúbicos de água em cada reservatório, as obras vão beneficiar mais de 200 mil pessoas localizadas tanto na zona urbana quanto na rural.

Além de garantir o abastecimento nas residências, também será incentivado o desenvolvimento de piscicultura e de irrigação das plantações nas regiões.

De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, estão em fase de licitação três lotes que serão submetidos aos serviços de recuperação de erosão do solo, profundidade e drenagem. Quem apontou esse cenário foi Francisco Leonam, gerente executivo de Infraestrutura Hídrica do Estado, que afirmou que assim que as obras forem iniciadas, elas terão um prazo de execução de no máximo quatro meses e um investimento de R$ 2 milhões.

“Acreditamos que ainda este ano poderemos entregar essas barragens, já que estamos em fase de licitação e o tempo de obra é considerado baixo. Beneficiaremos moradores de municípios como Riacho dos Cavalos, Mamanguape, Curral Velho, Rio Tinto, e outras 10 cidades, além dos municípios vizinhos e áreas rurais que vão ser assistidas através de projetos de irrigação e piscicultura”, destacou o gerente executivo.

A justificativa dada pela urgência da obra foi o tempo da construção das barragens cuja maioria tem mais de 30 anos de existência. “Nós só temos dois desses reservatórios que foram construídos há pouco mais de 10 anos. Os demais têm quase 30 anos” declarou Leonam. Ele acrescentou que as ações fazem parte do Programa de Recuperação de Barragens desenvolvido pelo governo do Estado e que inclui também as obras da barragem de Capivara, que abastece o Alto Sertão; Acauã e São José, que abastecem Campina Grande e região; Sistema Adutor do Congo e a barragem de Jandaia, em Bananeiras, já estão em pleno funcionamento, segundo o gestor.


 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

14 açudes da Paraíba têm menos de 20% de água

Cidades | Em 30/07/12 às 06h57, atualizado em 30/07/12 às 06h58 | Por Daniel Mota, Jornal Correio da PB
 
Aesa: chuvas ocasionais não são suficientes para aumentar a capacidade de mananciais e outros podem entrar em colapso


Catorze açudes estão com menos de 20% da capacidade de armazenamento na Paraíba. Destes, três deles estão com volume inferior a 5%, o que torna a situação crítica. Dos doze açudes, nove ficam no Sertão, quatro no Cariri e um no Curimataú do Estado. Além disso, até ontem a Agência Estadual de Gestão das águas (Aesa) tinha registrado oito reservatórios sangrando, e um totalmente seco, localizado em São José de Sabugi, no Sertão. Outros quatro reservatórios estão próximos de chegar aos 20% de volume armazenado. Em São Gonçalo, perímetro irrigado de Sousa, o Ministério Público determinou racionamento de água.

De acordo com o gerente regional de Bacia da hidrográfica da Aesa, Isnaldo Candido da Costa, as chuvas ocasionais que vem caindo nos últimos dias não serão o suficiente para aumentar a capacidade dos açudes.

“Ainda temos quase sete meses de seca e de lá pra cá não acredito que possa aumentar a capacidade desses açudes. A tendência é que outros que já estão chegando à capacidade mínima entrem em estado crítico. Por outro lado, temos que levar em consideração que os maiores mananciais, como Coremas, Boqueirão e Engenheiro Ávidos, estão com capacidade acima da metade e não oferece muita preocupação”, explicou.

Os açudes que estão com capacidade abaixo dos 20% são ‘Bichinho’, em Barra de São Miguel, com 15,9%, ’Serrote’, em Monteiro, com 5,4% e ‘Ouro Velho’, em Ouro Velho, no Cariri, com 2,9% e ‘Prata II”, em Prata, com18,3%.

Já no Sertão, o açude ‘Carneiro’, em Jericó está com apenas 16,6% da capacidade total, ‘Saco’, em Nova Olinda com 7,1%, ‘Chupadouro I’, em São João do Rio do Peixe, com 9,6%, ‘São Mamede’, em São Mamede, com 18,2, “Farinha’ em Patos, com 18,7%, Novo II’, em Tavares, com 17,6% ‘Bastiana’, em Teixeira, com 5,6%, além dos reservatórios de ‘Sabonete’ e ‘São Francisco II’ também com 9,5% e 2,8%, respectivamente.

No Curimataú paraibano, reservatório de Caraibeiras, em Picuí, está com apenas 13,8% de sua capacidade, que é de mais de 2,7 milhões de m³.

Sangrando


Dos oito açudes que estão sangrando, seis ficam na Zona da Mata e dois no Agreste da Paraíba.

Os reservatórios de ‘Aracagi’, em Aracagi, ‘Brejinho’, em Juarez Távora, ‘Chã das Pereiras’ em Ingá, ‘São Salvador’, em Sapé, ‘Tauá’, em Cuitegi, ‘Gramame/Mamuaba’, no Conde, ‘Jangada’, em Mamanguape e ‘Olho d’água’, em Mari.


terça-feira, 24 de julho de 2012

Situação de espécies preocupa

Órgãos de defesa do meio-ambiente estão preocupados com a morte dos três peixes-boi, ocorridas recentemente na Paraíba.

 


A morte de três peixes-boi, ocorrida nos últimos 15 dias, na Paraíba, aumentou a preocupação de órgãos de defesa do meio ambiente com a situação das espécies ameaçadas de extinção.

Além destes animais marinhos, outras 626 espécies da fauna brasileira estão atualmente protegidas por leis federais, em virtude do risco de desaparecerem do país, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As aves representam 82% dos registros.

Na lista dos ameaçados estão jaguatiricas, tatus, arara vermelha, onça pintada, lobo guará, tucanos, pica-paus e tartarugas. De acordo com o ICMBio, das 627 espécies ameaçadas, 313 estão presentes em biomas, como a Mata Atlântica e Zona Costeira-Marinha. Estas áreas chegam a concentrar até 75% dos animais que correm o risco de desaparecer do país.

Na Paraíba, não existem dados oficiais sobre a quantidade de animais que sofrem do risco de extinção. No entanto, um levantamento feito pela Organização Não Governamental Fundação Mamíferos Aquáticos, estimou que o Estado era habitado, há dois anos, por 30 peixes-bois.

Porém, essa quantidade, que já era considerado pequena, sofreu redução de 10% neste mês, quando três animais morreram, dentro de uma área de proteção ambiental, no município de Mamanguape. As causas da morte ainda estão sendo investigadas.

Para o médico veterinário e ambientalista João Carlos Borges, presidente da Organização Não Governamental Fundação Mamíferos Aquáticos, o caso é motivo de preocupação e deve ser apurado corretamente. “Esses animais são costeiros e vivem principalmente em áreas próximas a praias e aos rios. Esses óbitos foram precoces e repentinos e nos preocuparam muito porque os animais já estão ameaçados de extinção”, opinou.

Já o chefe da Área de Preservação Ambiental da Barra de Mamanguape, Sandro Roberto da Silva Pereira, explicou que, após as mortes, foram feitos exames no rio Mamanguape, no entanto, os resultados mostraram que a água está em níveis normais, sem alteração que justificasse o óbito dos animais.
Apesar disso, novas análises serão feitas para encontrar as causas da morte. “Estamos tentando fazer um diagnóstico maior, com exames da água, plantas e crustáceos para ter uma resposta sobre o que aconteceu com os peixes-bois. Não iremos trazer mais animais para cá até descobrirmos o que aconteceu”, explica.


domingo, 22 de julho de 2012

Açudes da PB ainda apresenta baixo volume de água

Cidades | Em 21/07/12 às 14h52, atualizado em 21/07/12 às 14h59 | Por Jornal Correio da Paraíba 
 
A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa) informou que, dos 121 reservatórios de águas monitorados em toda a Paraíba

A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa) informou que, dos 121 reservatórios de águas monitorados em toda a Paraíba, oito estão sangrando e três estão em situação crítica, ou seja, com volume menor que 5% da sua capacidade. O último açude a sangrar foi o Chã dos Pereiras, em Ingá. Os outros sete são em Araçagi (Araçagi), Conde (Gramame/Mamuaba), Cuitegi (Tauá), Juarez Távora (Brejinho), Mamanguape (Jangada), Mari (Olho D’Água) e em Sapé (São Salvador). Já os três em estado crítico estão localizados nos municípios de São José do Sabugi (São José IV), Teixeira (São Francisco II) e em Ouro Velho (Ouro Velho).
 
Ainda segundo a Aesa, mais um reservatório entrou em observação por apresentar volume menor que 20% da capacidade, o Novo II, no Município de Tavares. Ao todo são 11 nesta situação. Os outros 98 reservatórios estão com capacidade armazenada superior a 20% do volume total. 

Confirma a situação dos açudes monitorados pela AESA 

08 Açudes Sangrando
Araçagi, em Araçagi
Gramame/Mamuaba, no Conde
Tauá, em Cuitegi
Brejinho, em Juarez Távora
Jangada, em Mamanguape
Olho D’Água, em Mari
São Salvador, em Sapé
Chã dos Pereiras, em Ingá

11 Reservatórios em Observação (Menor que 20% do seu volume total)
Bichinho, em Barra de São Miguel
Carneiro, em Jericó
Serrote, em Monteiro
Saco, em Nova Olinda
Caraibeiras, em Picuí
Prata II, em Prata
Chupadouro I, em São João do Rio do Peixe
São Mamede, em São Mamede
Bastiana, em Teixeira
Sabonete, em Teixeira
Novo II, em Tavares

03 Reservatórios em Situação Crítica (Menor que 5% do seu volume total
São José IV, em São José do Sabugi
São Francisco II, em Teixeira
Ouro Velho, em Ouro Velho

Fonte