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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Estudos ambientais da Linha de Transmissão 500 kV Milagres-Açu são aceitos pelo IBAMA

A implantação do empreendimento atinge 20 municípios nos Estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte
IBAMA abre prazo para solicitação de Audiências Públicas

Por: Christian Dietrich / IBAMA-PB

Imagem Iustrativa
Foi publicado no Diário Oficial da União (27/01/2014), pela Diretoria de Licenciamento Ambiental do IBAMA, edital informando que foram aceitos pelo órgão o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), referentes à Linha de Transmissão 500 kV Milagres II-Açu III, Seccionamentos e Subestações Associadas. A proposta da implantação do empreendimento atingirá 20 municípios nos Estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Com a publicação do edital, fica aberto também o prazo para consultas ao EIA/RIMA pela população, e também estipulado prazo de 45 dias para a solicitação de Audiências Públicas, nos municípios afetados pelo empreendimento. A solicitação de Audiência Pública deve ser feita, preferencialmente, à Superintendência do IBAMA na Paraíba.

Podem solicitar Audiência Pública entidades civis, o Ministério Público, ou grupos formados por mais de 50 cidadãos. Cópias do EIA/RIMA encontram-se à disposição da população nas Superintendências do IBAMA em Fortaleza, João Pessoa e Natal, nos órgãos estaduais de meio ambiente (SEMACE, SUDEMA, IDEMA), bem como no sítio eletrônico do IBAMA: (Para saber mais clique aqui) Em Seguida siga o seguite menu: EIAs > Relatórios > Monitoramento disponíveis > Linhas de Transmissão.

Além disso, cópias do EIA/RIMA estão disponível para consulta pública nas Prefeituras dos municípios afetados. No Estado do Ceará, as obras afetam os Municípios de Milagres e Barro; na Paraíba, Cachoeira dos Índios, São José de Piranhas, Cajazeiras, São João do Rio do Peixe, Sousa, Lastro, Santa Cruz, Bom Sucesso, Brejo dos Santos e Catolé do Rocha, e no Rio Grande do Norte, Alexandria, João Dias, Patu, Messias Targino, Janduís, Campo Grande, Paraú e Assu.

As Audiências Públicas são ferramentas importantes de participação popular no processo de licenciamento ambiental, permitindo esclarecer as comunidades afetadas pelo empreendimento sobre os impactos socioambientais associado à sua implantação e operação, bem como solucionar dúvidas dos cidadãos sobre as obras.
 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Ibama apreende 163 animais em operação no Sertão da Paraíba

07/08/2013 11h36 - Atualizado em 07/08/2013 11h36

Operação Orion combateu caça predatória e tráfico de animais silvestres.
Multas aplicadas durante a ação somaram R$ 95 mil.
 
Do G1 PB

Aves apreendidas durante operação no Sertão da Paraíba (Foto: Divulgação/Ibama )
Aves apreendidas durante operação no Sertão
da Paraíba (Foto: Divulgação/Ibama)
O Ibama divulgou nesta quarta-feira (7) que apreendeu 163 animais durante uma ação de combate à caça predatória e o tráfico de animais silvestres no Sertão da Paraíba. A Operação Orion aconteceu durante a semana passada. Os agentes ambientais federais percorreram feiras  livres, apurando denúncias de caça e cativeiro de animais. As multas aplicadas somaram R$ 95 mil.  
 
As feiras livres dos municípios de Catolé do Rocha e Belém do Brejo do Cruz foram fiscalizadas, resultando na apreensão de quase uma centena de aves que eram comercializadas ilegalmente nos locais, bem como de alguns animais silvestres abatidos. Nos municípios de Patos, São José de Espinharas, Belém do Brejo do Cruz e Mãe d'Água, foram monitoradas áreas de postura de ovos de arribaçãs e apuradas denúncias de caça.
 
Animais ameaçados, como dois primatas, um jabuti e diversos periquitos, em especial os da caatinga, estão entre os animais que foram apreendidos pela operação. Dez dos animais que foram avaliados aptos, com características selvagens e em bom estado de saúde, foram soltos em áreas de Caatinga na região.
 
Segundo o coordenador da operação, o analista ambiental Emmanuel Souza, “a avaliação das ações é positiva, as apreensões e autuações são importantes, mas mais importante é a presença constante do Ibama no sertão da Paraíba, pois a atuação do instituto tem efeito de dissuadir os infratores de cometerem crimes ambientais na região e consequentemente contribui para a conservação do meio ambiente”.
Fonte

quinta-feira, 4 de abril de 2013

PM descobre plantação com 60 mil pés de maconha no Sertão da Paraíba


03/04/2013 16h48 - Atualizado em 03/04/2013 20h17 

Quatro pessoas foram presas na ação da polícia.
Plantação tinha cerca de três hectares.
 
Do G1 PB
 


A Polícia Militar anunciou ter encontrado, no início da tarde desta quarta-feira (3), uma plantação com aproximadamente 60 mil pés de maconha em uma fazenda do município de Riacho dos Cavalos, no Sertão paraibano, às margens do Rio Piranhas. Segundo o tenente coronel Francisco Campos, a área tinha cerca de três hectares.

O local foi descoberto através do monitoramento aéreo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que localizou a plantação ilegal e acionou a polícia, confome informou o tenente coronel Campos. Três pessoas foram presas na ação. O dono da propriedade, de 50 anos, foi detido em Catolé do Rocha.
 
“Como a produção era em Riacho dos Cavalos, é possível que a droga fosse comercializada pela região de Catolé do Rocha ou até Campina Grande”, disse o tenente coronel.

Todos serão autuados em flagrante por plantio de entorpecente, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Durante a ação policial também foram apreendidos três quilos de maconha pronta para o tráfico e ainda um revólver calibre 38. “No procedimento pediremos, inclusive, a expropriação da terra por ter sido destinada a esse tipo de plantação”, explicou o delegado regional de Catolé do Rocha, Sílvio Rabelo.

Parte da maconha vai ser encaminhada para perícia e outra parte vai ser incinerada. Os suspeitos vão ser levados para a Superintendência de Polícia Civil na cidade de Catolé do Rocha, onde as investigações vão acontecer.

Fonte

 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Projeto de extensão do Campus IV revela descaso com meio ambiente no Sertão paraibano

13 mar 2013

O cenário é preocupante. As árvores existentes no Sertão paraibano estão agonizando. Por falta de consciência e desrespeito ao meio ambiente, grande parte da população está agredindo a natureza, causando danos quase que irreversíveis a flora e a fauna sertaneja. Isto é o que aponta o relatório final do projeto “Levantamento quantiqualitativo e fitossanitário das espécies vegetais do Campus IV da UEPB em Catolé do Rocha - PB”.

Coordenado pela professora Fabiana Xavier, o projeto surgiu em 2010 como atividade de extensão do curso de Ciências Agrárias do Campus IV e está em sua fase final. Os resultados parciais dos setores de caprinocultura e apicultura já foram apresentados à comunidade pelos alunos envolvidos na ação. Todos ficaram perplexos com os danos causados ao meio ambiente na cidade.

Luís Alberto Silva Albuquerque, Jair Clério Araújo, Luiz França de Farias, Mirtes Raísla Fernandes Dutra, José Sebastião de Melo Filho, Tarciano Santiago Silva, Geffson Figueredo Dantas, Anne Caroline Linhares, Diego Franklei Oliveira, Luciana Guimarães e Sonaria de Sousa Silva são os estudantes que integram o projeto, que tem previsão para ser concluído no próximo mês de abril, mas que desde o seu início vem revelando um lado triste do sertanejo.

Das mais de 20 mil árvores identificadas no entorno do Campus, muitas estão doentes. Desde julho de 2010, quando teve início a pesquisa, as espécies encontradas com mais frequência foram a Jurema Preta (Mimosa tenuiflora), Marmeleiro (Cydonia vulgaris), Mofumbo (Combretum leprosum), Nim (Azadirachta indica) e Algaroba (Prosopis juliflora).

Dados preocupantes
O resultado do estudo surpreende. Das 64 árvores de Angico pesquisadas, a maioria apresentava marcas de vandalismo com cortes agressivos, em boas condições fitossanitárias, mas com deficiência nutricional. A espécie Aroeira também tem sido maltratada. Todas as 15 árvores identificadas apresentaram poda inadequada e periderme desidratada. Os nove pés de Cajazeira também apresentaram cortes extravagantes e deficiência nutricional.

A Catingueira, árvore típica da região, também tem sido alvo de ataques. As 335 árvores pesquisadas estavam infestadas com ervas daninhas em fase de desenvolvimento e periderme desidratada. O estudo mostrou ainda outros problemas em duas árvores como Cumarú, que estavam em boas condições fitossanitárias, mas apresentam cupins, e em 23 árvores de Juazeiro com cortes extravagantes, poucas folhas, ataque de formigas e cupins, periderme desidratada, deficiência nutricional e presença de cochonilha.

Foram identificados problemas nas árvores de Jucá como cortes no caule, cupins e deficiência nutricional. Nas 103 árvores de Jurema foram vistos cortes agressivos. As 158 Juremas Brancas tinham cortes agressivos, apresentavam deficiência hídrica, deficiência nutricional e periderme desidratada. Já as 570 Juremas Pretas tinham vários cortes agressivos.

Os estudantes ainda identificaram problemas semelhantes em espécies como Maniçoba (29 árvores), Marmeleiro (2.153 árvores), Mororó (939 árvores), Mufumbo (534 árvores), Pau Branco (4 árvores), Pau Ferro (2 árvores), Pau Serrote (9 árvores), Pereiro (34 árvores), Pinhão Manso (20 árvores), Pinhão Branco (6 árvores), Pinhão Mato (8 árvores)  e Umburana (7 árvores). Elas apresentaram desidratação, cortes agressivos, formigueiros, entre outros danos.

Árvores como Abirotam, Algaroba, Algodão Bravo, Angico, Aroeira, Catingueira, Juazeiro, Jucá, Marmeleiro, Umburana, entre outras, também apresentam problemas como galhos secos e com formigas, cupins, cortes extravagantes, poucas folhas, caule ressecado e cortes profundos.

Última etapa
Inicialmente, a ação pretendia replantar algumas áreas em torno da Universidade. Conforme contou a professora Fabiana Xavier, o Campus de Catolé do Rocha é um dos maiores da Instituição e, todos os dias, professores, alunos e funcionários usufruem da paisagem.

A proposta era avaliar a saúde das plantas encontradas no Sítio Cajueiro, especialmente a qualidade e a quantidade das espécies arbóreas, numa investigação científica, voltada ao meio ambiente, tendo como objetivo melhorar a arborização do Campus e, consequentemente, de toda a região, dentro de uma proposta de reflorestamento do local. Mas a atividade foi além das expectativas.

O projeto, conforme revelou a professora Fabiana Xavier, se prepara para entrar na última etapa que será marcada pelo lançamento de um livro elaborado pelos alunos envolvidos no projeto, relatando a experiência feita em torno do Campus e na cidade.

 Fonte


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Açudes não acumulam água

Dos 121 açudes monitorados, nenhum está sangrando; Conforme a Aesa, o município que mais registrou chuvas foi Riacho dos Cavalos.


 

Leonardo Silva
Chuva foi bem-vinda em municípios da região sertaneja, uma das mais castigadas pela estiagem
As chuvas do último fim de semana foram recebidas com muita festa na Paraíba, apesar disso, ainda não foram suficientes para mudar a realidade do Estado. Desde a última sexta-feira até ontem choveu 4.043,8 milímetros em 114 municípios, onde foram registrados os índices pluviométricos pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). Estão em situação crítica, 12 açudes, que apresentam capacidade total abaixo de 5%.

A chuva foi bem-vinda em municípios da região sertaneja, uma das mais castigadas pela estiagem, desde o ano passado. Contudo, a água ainda não foi suficiente para influenciar no volume dos principais açudes do Estado.

O açude São José IV, localizado em São José do Sabugi, no Sertão do Estado, por exemplo, continua com sua capacidade (554.100 m³) reduzida a zero. Além dele, mais outros onze mananciais estão em situação crítica e mais 28 reservatórios em observação, com menos de 20% de seu volume total.

Este é o caso do açude Emas, localizado no município de mesmo nome, também no Sertão, que tem mais de dois milhões de capacidade, mas está apenas com 10,6% de volume total. A cidade de Emas teve um dos maiores registros de chuva no último fim de semana na Paraíba, com 103,3 mm.

Dos 121 açudes monitorados pela Aesa, nenhum está sangrando. No manancial Epitácio Pessoa (em Boqueirão), que abastece Campina Grande, o volume está em 56% de sua capacidade total, mais de 411 milhões de m³. Na cidade, a quantidade de chuvas não foi significante, apenas 2,8 m³ de água, nos últimos quatro dias.

Conforme os dados da Aesa, o município que mais registrou chuvas foi Riacho dos Cavalos, com 191,5 mm, da última sexta-feira até ontem; seguida de Catolé do Rocha, com 155,4 mm, e Catingueira, com 114,5 mm, todas na região do Sertão. De acordo com o gerente regional da Aesa, Isnaldo Cândido, apesar do registro de chuvas em muitas cidades paraibanas, a quantidade de água ainda é insuficiente para influenciar no volume dos mananciais do Estado, por causa da grande capacidade de armazenamento. “A terra ainda está muito seca e dependendo do local onde a chuva caiu, a água primeiro vai molhar a terra e depois haverá o seu deslocamento até chegar ao manancial”, informou.

ESTRAGOS
Apesar de não ter sido significativa para os açudes, moradores de várias cidades enfrentaram alguns contratempos ocasionados pelas chuvas.

Em Patos, onde foi registrado 9,5 mm de chuva apenas no último sábado, houve destruição de uma casa e vários alagamentos. Em Catolé do Rocha, o teto e a parte da parede de uma residência desabaram com as chuvas.

Em Sousa, a água invadiu várias casas e uma pequena barragem, localizada no sítio Caiçara, voltou a sangrar.

Conforme a mateorologista da Aesa, Carmen Becker, de acordo com a previsão, mais chuvas virão nos próximos dias, inclusive nas regiões do Sertão, Curimataú e Cariri, quando será iniciado o seu período chuvoso. “Por enquanto são chuvas isoladas, mas em março, a previsão é que as chuvas aumentem e se tornem mais frequentes”, informou. A previsão para hoje é de nebulosidade variável, podendo ocorrer chuvas isoladas em todas as regiões do Estado. Na região de Campina Grande (Agreste), a temperatura varia entre 21º e 32º.

Fonte


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aesa registra chuva em 78 cidades no Litoral, Agreste e Sertão da PB

18/02/2013 12h23 - Atualizado em 18/02/2013 12h25 

Maior precipitação aconteceu em Alhandra, no litoral sul, com 109,3mm.
Açude de Coremas, maior do estado, aumentou lâmina em 20 centímetros.
 
Do G1 PB
 
Defesa Civi disse que até as 8h não havia sido registrado nenhum chamado de emergência em João Pessoa por conta da chuva (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Trecho da Av. Pedro II ficou alagado nesta segunda
na capital (Foto: Walter Paparazzo/G1)
As chuvas que atingiram a Paraíba durante o domingo (17) nesta segunda-feira (18) chegaram a 78 municípios no Litoral, Agreste e Sertão do estado. De acordo com registro pluviométrico da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), a maior precipitação aconteceu em Alhandra, no Litoral Sul, que recebeu 109,3 milímetros de chuva. A Paraíba tem 223 municípios.
 
A região mais atingida foi o Sertão paraibano, onde 23 municípios registraram chuvas. De acordo com o gerente de bacias e açudes da Aesa, Lucílio Vieira, em relação ao aumento nos volumes dos recursos hídricos dos 121 reservatórios do estado, a alteração mais significativa foi registrada em Coremas, maior manancial da Paraíba. O açude de Coremas voltou a atingir 40,8% de sua capacidade.
 
"O mais atingido no estado foi o açude de Coremas, no Sertão. O manancial aumentou 20 centímetros de sua lâmina de água", afirmou Lucílio Vieira. Segundo a Aesa, 27 reservatórios continuam sob observação, abaixo de 20% de sua capacidade, e 11 açudes estão em situação crítica com volume abaixo de 5% do total.

Vários estragos também foram registrados com a força das águas e a ação dos ventos. Em Catolé do Rocha, no Sertão paraibano, uma residência desabou. Na capital João Pessoa e no Município de Sousa, no Sertão, várias ruas ficaram alagadas, provocando caos no trânsito e outros transtornos.

A segunda e terceira maiores precipitações foram registradas no Agreste paraibano, no Município de Arara, com 65,6 milímetros de água, e em São Sebastião de Lagoa de Roça, que recebeu 54,3 milímetros de chuva.


 

Aesa prevê continuidade das chuvas nas próximas 24 horas

18/02/2013 - 19:56 - Atualizado em 18/02/2013 - 19:58 

Na capital paraibana, foram registrados 24,5 mm em apenas quatro horas

Nesta terça-feira (19), a previsão é de variação de nuvens e possibilidade de pancadas de chuva nas regiões da Paraíba. Isto se deve ao deslocamento de nebulosidade proveniente da Zona de Convergência Intertropical. O Município de Alhandra, localizado a 48 quilômetros de João Pessoa, foi a cidade onde mais choveu nas últimas 24 horas. De acordo com as estações meteorológicas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), o índice pluviométrico registrado foi 109,3 mm.

Na capital paraibana, foram registrados 24,5 mm em apenas quatro horas. “Este foi resultado do monitoramento entre as 6h e 10h desta manhã, que foi um período mais intenso. Mas os números estão dentro da normalidade. Até o momento não há motivo para preocupação”, explicou a meteorologista Carmem Becker.

Durante o final de semana, o líder no ranking das chuvas foi o município Riacho  dos Cavalos, com 105 mm de chuvas. Catolé do Rocha também esteve entre as cidades mais chuvosas, contabilizando 78,5 mm do sábado para o domingo.

“As condições meteorológicas continuam favoráveis à ocorrência de chuvas em virtude do deslocamento de nebulosidade proveniente da Zona de Convergência Intertropical. Poderão ser registradas chuvas de intensidade moderada a forte tanto no semiárido paraibano quanto em áreas do Agreste, Brejo e Litoral no decorrer das próximas 24 horas”, concluiu a meteorologista.

Da Redação (com Assessoria)

Fonte

 

Fortes chuvas no Sertão enchem barragens e derrubam casas

18/02/2013 - 09:05 - Atualizado em 18/02/13 - 11:04
Em 72h choveu 65mm na cidade de Sousa

As chuvas que caíram na cidade de Catolé do Rocha causaram a queda de um muro e no desabamento de uma casa. O acidente quase resultou em uma tragédia, porém, os moradores da casa tiveram apenas alguns ferimentos.

Enquanto Maria de Fátima de Almeida, 49 anos, dormia com mais duas crianças, o muro da residência visinha, localizada na Rua Castelo Branco, no Bairro Sady Soares, desabou e caiu sobre a casa, destruindo metade do local.

“Eu dormia em uma rede armada na sala, em companhia de minha filha de criação, e uma neta, quando acordei por um forte barulho provocado pelo desabamento do telhado e paredes de minha residência. Abri os olhos e me deparei com os escombros por cima de mim, daí me levantei e fui ao encontro das crianças, que graças a Deus estão ilesos”, narrou a proprietária.


Sousa
Sousa
De acordo com informações não oficiais, nas últimas 72 horas choveu aproximadamente 65 mm na cidade de Sousa, com o registro de relâmpagos e trovões. O Corpo de Bombeiros informou que foram recebidas vários chamados alagamento de residências.

A forte chuva também atingiu também a Zona Rural do município. No sítio Caiçara dos Batistas, a barragem de “Caiçara” encheu. Segundo os agricultores, praticamente todos os açudes pequenos encheram e a barragem de Caiçara voltou a sangrar.

Apesar de ser motivo de alegria para os agricultores, a chuva causou alagamentos no bairro Sorrilândia III, fazendo com que a população fizesse um desvio para o escoamento da água no asfalto que liga o contorno da BR 230 ao aeroporto.

A Prefeitura Municipal, através da secretaria de infraestrutura, realizou uma ação voltada para o atendimento da comunidade. O prefeito André Gadelha determinou ajuda para a comunidade e um projeto de escoamento da água.

Volume açudes
De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (AESA), atualmente o açude de São Gonçalo está com 22,3% do volume total, o equivalente a 9.945.440m³, já o açude Engenheiro Ávidos (Boqueirão) em Cajazeiras, se encontra em situação de observação, pois está apenas com 15,7% do volume total, o equivalente a 40.119.200m³.

Previsão
De acordo com a meteorologista da AESA, Marli Bandeira, o mês de março será um período chuvoso. Entretanto, ela alerta que fenômenos climáticos conhecidos como El Niño e La Niña, que são imprevisíveis, podem prejudicar a chegada das águas. “Se tudo ocorrer bem, março será chuvoso nas regiões do Sertão, Alto Sertão, Curimataú e Cariri”, prevê Marli.

da Redação (com fotos e informações da Folha do Se
WSCOM Online




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Seca mata até abelhas e reduz em 80% produção de mel no Estado


03/12/2012 às 09:59

 
Um fenômeno atípico observado nos últimos meses na Paraíba está preocupando os apicultores do Estado. Cerca de 70% dos enxames de abelhas abandonaram suas colméias por conta da seca que assombra o Sertão, o Cariri, o Curimataú e até o Brejo paraibano. A estiagem dizimou a florada, o que impõe uma queda de até 60 toneladas na produção anual.

Os dados apontam números decrescentes da produção de mel em algumas cidades, como é o caso de Catolé do Rocha (localizada no Sertão, a 411 km de João Pessoa). Considerada pelos criadores de abelhas o município com maior potencial de produção da Paraíba, sua arrecadação em 2012 ainda não ultrapassou a margem de 40 toneladas de mel, número bem inferior aos anos anteriores, onde os produtores alcançavam a marca de 150 toneladas do produto anualmente.

Já no Brejo paraibano - região que tradicionalmente não enfrenta problemas com falta de água -, cerca de 70% dos enxames abandonaram suas colméias por conta da seca. Em Bananeiras e cidades circunvizinhas, que possuem a média de 150 criadores de abelhas, a escassez de água frustra o desenvolvimento da agricultura, por conta disso, as abelhas não encontram alimentos para se manterem e saem em busca de sobrevivência.

A confirmação deste fenômeno veio do presidente da Associação Paraibana de Apicultura, Caetano José de Lima. “As abelhas estão abandonando as colméias porque não encontram alimentos nas cidades atingidas pela seca. Temos cidades que das 50 toneladas de mel que produziam por ano, arrecadaram apenas 15, em 2012”.

Diante da situação, os apicultores paraibanos encaminharam à Confederação Brasileira de Apicultura, uma solicitação para inserção da discussão do problema, na pauta do encontro anual entre a CBA e o Ministério da Agricultura. “Precisamos de políticas públicas para o Nordeste, que auxiliem os apicultores durante os meses de estiagem. Vamos solicitar esta discussão também ao Governo do Estado da Paraíba”, conclui o presidente.

A imigração e a morte das abelhas devem influenciar a produção de mel em toda a Paraíba. Estima-se uma queda superior a 80% na produção de mel. São projeções da Cooperativa Regional dos Produtores Rurais (Coaprodes), sediada em Bananeiras.

Em 2011, a Paraíba produziu 303 toneladas de mel, 12,2% a mais do que o ano anterior, segundo a Pesquisa Municipal Agropecuária do IBGE.  

Redação com Polyanna Sorrentino





domingo, 16 de setembro de 2012

Estudantes transformam lixo em adubo no Sertão

Lixo orgânico produzido pelo restaurante universitário, passava por processo de compostagem e era utilizado como fertilizante. 


 
Utilizar a teoria da sala de aula como um mecanismo para contribuir para o meio ambiente foi uma escolha que deu certo para o estudante de Ciências Agrícolas Ariones Clebson de Almeida, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Ele e mais dois colegas desenvolvem um projeto de transformação do lixo em adubo, que está sendo utilizado para a produção de mudas de Cajueiro. Serão 46 mudas plantadas na entrada do campus de Catolé do Rocha, no Sertão paraibano.

A experiência começou como um trabalho para a disciplina de Ecologia e Meio Ambiente e o estudante, que já está na reta final do curso, achou interessante utilizar as técnicas que aprendeu para deixar a sua contribuição para a natureza. “A experiência começou há quatro meses, quando a gente começou a recolher o lixo orgânico do restaurante da universidade. O lixo foi recolhido em baldes e passou por um processo chamado de compostagem, sendo transformado em adubo”, contou.

De 15 em 15 dias, os estudantes recolhiam o lixo e faziam a compostagem, processo que dura algumas semanas, até que a matéria-prima se transformasse em adubo, alimento para as mudas de Cajueiro. Segundo o estudante, restos de alimentos, como as cascas de frutas, verduras e até o pó de café são excelentes elementos para a produção de fertilizante natural.

“Além do aprendizado técnico, essa experiência também nos ensinou que pequenas ações podem fazer muita diferença para o meio ambiente”, disse.

O resultado do trabalho foi a produção de 46 mudas de Cajueiro, que serão plantadas na entrada da UEPB, campus de Catolé do Rocha. A expectativa é de que, além de embelezarem a paisagem, as árvores tragam a possibilidade de um contato maior com a natureza, a melhor qualidade do ar, a diminuição da poluição sonora e absorção das partículas e gases presentes no ar. “Se todos nós fizéssemos a nossa parte, com certeza o meio em que vivemos seria mais agradável, especialmente em áreas tão secas como a nossa. Um pouco de sombra só faz bem”, disse o estudante.


 

domingo, 19 de agosto de 2012

Operação da PRF e Ibama apreende 219 aves em Campina Grande

19/08/2012 10h29 - Atualizado em 19/08/2012 11h02

Aves ameaçadas de extinção estavam sendo comercializadas ilegalmente.
Operação aconteceu em outras duas cidades; 13 pessoas foram detidas.

 
Do G1 PB 

Aves vão ser levadas para João Pessoa (Foto: Divulgação/PRF)
Aves vão ser levadas para João Pessoa
(Foto: Divulgação/PRF)
Uma operação integrada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ibama, realizada na manhã deste domingo (19), apreendeu 219 aves silvestres, que estavam sendo comercializadas ilegalmente na feira da Prata, em Campina Grande. A informação é do inspetor da PRF Samuel Wesley, um dos responsáveis pela ação integrada. Entre as espécies apreendidas estavam galos de campina, sabiás, concriz e outras ameaçadas de extinção como a pinta-silgo e a maracanã.

"Além da apreensão das aves, foram detidas 13 pessoas que estão sendo ouvidas e qualificadas para a adoção de medidas penais e administrativas. Apenas com o desenrolar das investigações é que saberemos se o crime se trata de tráfico de animais ou apenas comércio ilegal", explicou o inspetor Samuel. Os suspeitos podem responder por crime ambiental, pagando multa de R$ 1 mil a R$ 10 mil por animal e detenção de seis meses a um ano.

Os animais eram levados do Sertão e do Cariri do estado para serem vendidos em feiras como a de Campina Grande. As instituições realizaram simultaneamente a ação nas cidades de Catolé do Rocha e Brejo do Cruz, além de Campina.

Ainda conforme o inspetor Samuel as aves serão levadas para a sede do Ibama em João Pessoa onde serão avaliadas. Aquelas que estiverem machucadas serão transferidas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde receberão cuidados veterinários, e as demais, que estiverem saudáveis, serão soltas em seu habitat natural.

Fonte

 

terça-feira, 19 de junho de 2012

A Caatinga como cenário audiovisual

Para'iwa Coletivo de Assessoria e Documentação apresenta hoje, às 19h30, na Usina Cultural Energisa, vídeos produzidos por estudantes e professores do Pontão da Caatinga. 

Publicado em 19/06/2012 às 08h00

O bioma da Caatinga é único no mundo. Ocupando quase 10% do território nacional, abrange uma faixa territorial que vai do Maranhão a Minas Gerais, possui mil espécies de plantas e 876 de animais, representando um dos ecossistemas mais importantes do Brasil.

Com a proposta de ampliar as discussões em torno deste bioma, o Para'iwa Coletivo de Assessoria e Documentação apresenta hoje, às 19h30, na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, os vídeos produzidos por estudantes e professores do Pontão da Caatinga, reunião de pontos de cultura que já realizou 61 filmes, capacitou 150 estudantes, 40 professores e 24 agentes culturais.

A apresentação ocorre simultaneamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que traz ao Brasil, até a próxima sexta-feira, chefes e representantes de Estado para debaterem o futuro do nosso meio ambiente.

Segundo Flávia Emanuela, professora do Pontão da Caatinga em Arcoverde (PE), a iniciativa mostra "que a caatinga tem vida, formas, flores, culturas e valores". Local de maior concentração populacional do Semiárido, além de uma singular paisagem, a Caatinga tem servido de cenário para inúmeras manifestações culturais, sobretudo na área do audiovisual.

"Os pontos de cultura mostram a criatividade do povo, das pessoas que fazem a cultura. Cabe aos pontões identificar os grupos e amarrar esta rede, atuando como articulador, capacitador e difusor de cultura", conta Célio Turino, idealizador do programa Cultura Viva, no vídeo institucional do Pontão da Caatinga.

Os pontos de cultura atuam lado a lado com as escolas, como frisa Márcia Rollemberg, da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do MinC: "A parceria com as escolas possibilita o encontro dos jovens com os conteúdos e com os métodos, democratizando e viabilizando o acesso à cultura".

Os vídeos que serão exibidos são frutos de oficinas de formação, com a base teórica do audiovisual, de edição e captação de imagem. Posteriormente, cinco equipes foram formadas para a realização das filmagens.

Alguns deles evidenciam a cultura popular mostrando tradições como a do Reisado e a do Lesô, mantidas desde finais do século 19 para início do século 20. As primeiras mostras começaram a surgir em meio às novenas, o que fez com que o movimento migrasse da igreja para o campo, onde se tornou parte do patrimônio artístico agrário.

Outro vídeo narra o contexto político do Movimento Estudantil de 1969, que teve forte repercussão na cidade de Catolé do Rocha (PB). A sustentabilidade também está em voga em uma produção sobre o cultivo da Carnaúba, planta que, com suas palmeiras, serve de sustento para os sertanejos.