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domingo, 16 de outubro de 2016

Moradores de Intermares denunciam que incêndios criminosos atingem a Mata do Amém

Os moradores acreditam que os incêndios que começaram desde a última quinta-feira (13) possam ser criminosos


Os incêndios começaram acontecer na última quinta-feira (Foto: WhatsApp)

Moradores do bairro de Intermares, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, estão assustados com os constantes incêndios que estão ocorrendo nas proximidades da Mata do Amém, unidade de conservação brasileira de uso sustentável da natureza. Eles acreditam que os incêndios que começaram desde a última quinta-feira (13) possam ser criminosos. “A área e de especulação imobiliária” disse uma das moradoras do loteamento Boa Vista, que fica próximo do local.
 
De acordo com d. Aila Ferreira, câmara de segurança de uma das residências, nas proximidades de onde aconteceu o incêndio, flagrou um motoqueiro com um galão, provavelmente de combustível,  na mão, entrando na área e pouco tempo depois começou o incêndio. “Gostaria de lembrar que no dia anterior havia chovido e a terra estava molhada e não dava para acontecer um incêndio do nada”.





Ela revelou que sábado os moradores da região voltaram a notar a presença de um motoqueiro na área e em seguida começou um incêndio misterioso. Os bombeiros conseguiram debelar o fogo.

Ela conta que à tarde, às 15h, os militares retornaram para verificar se ainda havia algum foco de incêndio e não encontraram nada. Por volta das 18h de ontem o mesmo motoqueiro foi visto e novamente começou o incêndio que só foi apagado na manhã de hoje, às 5h. “Em decorrência disso uma casa ainda foi incendiada", disse a moradora.

“Todos acreditam que os incêndios que estão acontecendo aqui são criminosos. As construtoras já tentaram  comprar a área de patrimônio federal e não conseguiram” desabafou d. Aila que, segundo ela, com o desmatamento fica mais fácil à negociação da área.

O Corpo de Bombeiros Militares de Cabedelo e a Delegacia de Polícia Civil do Município (7ª DD) ainda não se manifestaram sobre os incêndios. 

Fonte


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Polícia Militar resgata mais de 70 aves em feira livre de João Pessoa

12/10/2015 09h48 - Atualizado em 12/10/2015 09h48
 
Animais estavam presos em gaiolas na Feira de Oitizeiro, segundo polícia.
Responsáveis pelos pássaros abandonaram o local com a chegada da PM.
 
Do G1 PB
  
Setenta e oito aves foram apreendidas na manhã de domingo (11) na feira de Oitizeiro, no bairro de mesmo nome, em João Pessoa. Segundo informações da Polícia Militar Ambiental, quando a equipe chegou ao local onde as aves estavam, os responsáveis haviam abandonado as gaiolas e fugido.

As aves foram recolhidas pela equipe policial e encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), localizado na Mata da Amem, na cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa. No Cetas, os bichos recolhidos na feira vão passar por uma avaliação médica veterinária e os liberados na avaliação serão devolvidos à natureza. Até a manhã desta segunda-feira (12), os suspeitos não tinham sido localizados.

Apreensão no Sertão
Na Zona Rural de Piancó, no Sertão paraibano, a polícia apreendeu seis pássaros e sete espingardas no sábado (10). Os suspeitos foram autuados em flagrante por posse ilegal de arma e por manter aves em cativeiro.




sábado, 31 de agosto de 2013

Projeto discute conservação marinha em área de 100 mil hectares na PB

30/08/2013 08h21 - Atualizado em 30/08/2013 08h24 

Floresta de Cabedelo será palco de reunião entre entidades ambientais.
Evento busca avaliar desenvolvimento de projeto de preservação local.
 
Do G1 PB
 
 
Evento Um Dia de Mar no Projeto Extremo Oriental das Américas vai reunir pesquisadores de oito entidades (Foto: Arquivo Pessoal/Marcos de Jesus)
Evento Um Dia de Mar no Projeto Extremo Oriental das
Américas vai reunir pesquisadores de oito entidades (Foto: Arquivo
Pessoal/Marcos de Jesus)

A Floresta Nacional (Flona) da Restinga de Cabedelo será a anfitriã de uma reunião científica nesta sexta-feira (30), para discutir a conservação marinha na Paraíba. Com o tema 'Um Dia de Mar no Projeto Extremo Oriental das Américas', o evento busca avaliar o desenvolvimento de um projeto de preservação desenvolvido no local. A floresta tem mais de 100 mil hectares.
 
Serão recebidos especialistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), além do Diretor do Departamento de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente, da Marinha do Brasil e da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA) da Paraíba.

Projeto está alinhado com as metas nacionais e internacionais do ICMBio e do MMA (Foto: Arquivo Pessoal/Herman Recaben)
Projeto está alinhado com as metas nacionais e
internacionais do ICMBio e do MMA  (Foto: Arquivo
Pessoal/Herman Recaben)
A reunião deve identificar quais são as lacunas de conhecimento, as dificuldades na gestão e oportunidades facilitadoras da área estudada. Os participantes também devem propor outras estratégias de gestão. O evento marca ainda a apresentação dos subprojetos do Projeto Extremo Oriental das Américas relacionados à área marinha. Os projetos incluem a criação, no litoral paraibano, de dois parques temáticos: um de mergulho e outro de pesca esportiva. Também  será estudada a possibilidade de implementação de um oceanário no Rio Paraíba.

Projeto Extremo Oriental das Américas
Pensado pela equipe da Flona da Restinga de Cabedelo, o projeto 'Extremo Oriental das Américas' preza pelo desenvolvimento de iniciativas que podem ser aplicadas, de forma conservacionista, à inovação da gestão ambiental local. Apesar de ter um foco em um geossistema estuarino de 160 mil hectares, o projeto está alinhado com metas nacionais e internacionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que considera a região do estuário do rio Paraíba como prioritária para a conservação da biodiversidade.
 
Segundo os idealizadores e coordenadores da iniciativa, envolver a sociedade na gestão da biodiversidade e mensurar os serviços ambientais são estratégias fundamentais para consolidar a ligação dos 260 fragmentos de Mata Atlântica do estuário do rio Paraíba e garantir sua interação ecológica com os ecossistemas marinhos do litoral paraibano.
 
Fonte


quarta-feira, 3 de julho de 2013

ICMBio e Prefeitura de Cabedelo (PB) celebram parceria

Victor Souza
victor.souza@icmbio.gov.br

João Pessoa-PB (03/07/2013) - Ocorreu no dia 21 de junho, no auditório da sede da Floresta Nacional (FLONA) da Restinga de Cabedelo (PB), o ato de assinatura do Termo de Reciprocidade entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Prefeitura Municipal de Cabedelo. O documento foi assinado pelo chefe da unidade de conservação (UC), Fabiano Gumier Costa e o prefeito da cidade, José Maria de Lucena Filho. Celebrando a parceria entre as duas partes, que já vêm trabalhando conjuntamente em iniciativas de política conservacionista, como o Projeto Extremo Oriental das Américas, o Termo de Reciprocidade oficializa a cooperação técnico-científica e pedagógica entre o ICMBio e o município de Cabedelo, prevendo o desenvolvimento de ações integradas nas áreas de educação, ciência, tecnologia, meio ambiente, turismo sustentável, patrimônio natural, descentralização cultural e participação da sociedade, entre outras.
 
De acordo com Orione Álvares, analista ambiental da floresta nacional, entre estas ações está o apoio técnico-científico que o Projeto Extremo Oriental das Américas dará para a Prefeitura de Cabedelo no desenvolvimento de seu Plano de Gestão Ambiental Municipal. "Com a participação de três secretarias municipais, o Laboratório de Ecologia Aplicada da Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo está realizando o mapeamento das Áreas de Preservação Permanente (APP) de todo o município, utilizando imagens de satélite de alta resolução", revela Orione, coordenador do projeto supracitado. "Outras ações importantes também estão em desenvolvimento, como o apoio na elaboração do plano de manejo das unidades de conservação municipais e na seleção de áreas para implantação dos píeres de atracação no litoral cabedelense", acrescenta o analista ambiental.
 
O prazo de vigência do Termo de Reciprocidade será de cinco anos, contados a partir da data de sua publicação no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado por igual período e/ou alterado, mediante lavratura de Termo Aditivo, com a devida justificativa, nos termos da legislação vigente.
 
Situada no litoral da Paraíba, Cabedelo concentra grande importância regional para o ICMBio por também abrigar as sedes do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBio); da Coordenação Regional 6 (CR-6) - responsável por prover suporte e apoio técnico e gerencial a 34 UC federais situadas nos Estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, parte da Bahia e parte do Piauí; e da Unidade Avançada de Administração e Finanças - 1ª Região (UAAF1) - que gerencia recursos orçamentários e financeiros de 52 UC federais, três Centros de Pesquisa especializados (com seis bases) e duas Coordenações Regionais (CR-5 e CR-6), todos distribuídos pelos nove Estados do Nordeste.


Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280
Comunicação ICMBio Nordeste
(83) 3245-2847 / 3245-1927



sábado, 4 de fevereiro de 2012

Paraíba é sede de conservação regional

Cidades,
sábado, 04/02/2012
 
Amanda Carvalho

Na Paraíba, a restinga - tipo de vegetação encontrada em praias - está em constante ameaça por causa do avanço urbano. Há também várias espécies de aves, mamíferos primatas e marinhos em risco de extinção. O trabalho na Floresta Nacional da Restinga, em Cabedelo, ou Mata do Amém, tem por objetivo evitar o desaparecimento dessas espécies. Ontem, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) inaugurou as novas instalações do local, que funcionará como Coordenação Regional dos Estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, parte da Bahia e parte do Piauí.

Na Mata do Amém foi inaugurada as novas instalações do edifício que abriga as sedes da Floresta Nacional (Flona) da Restinga de Cabedelo, da Unidade Avançada de Administração e Finanças (UAAF) de Cabedelo e da Coordenação Regional 6 (CR6).  Segundo o chefe do Flona da Restinga de Cabedelo, Carlos Augusto de Alencar Pinheiro, o local foi escolhido por estar num ponto estratégico geográfico em relação aos outros centros de conservação federal, tornando-se um facilitador para os trabalhos nas outras unidades.

Segundo a coordenadora do CR6, Carla Marcon, a Mata do Amém tem grande relevância ambiental e já possui instalação adequada para coordenar os oito Estados, com suas 33 Unidades de Conservação. Só na Paraíba existem cinco unidades e dois centros de pesquisa e conservação. “O objetivo da coordenação é fortalecer e ampliar a gestão das unidades e centros, disseminando a educação ambiental para toda a população”, afirmou.  

O trabalho realizado em Cabedelo consiste em avaliar o status de conservação das espécies ameaçadas e traça um plano de ação, integrado ao plano nacional, nas quais são identificadas as dificuldades de preservação e esquematizam os objetivos e ações para reverter o problema. A analista do Centro de Primatas Brasileiros, Mônica Montenegro, informou que há duas espécies em extinção: o macaco prego galego, com 12 indivíduos na Mata do Amém; e o guariba, com apenas 2 em cativeiro. Os dois tipos podem ser encontrados na natureza em Santa Rita, Mamanguape e Sapé.

600 aves serão catalogadas
O coordenador do Centro Pesquisa de Aves, João Luiz do Nascimento, explanou que a proposta nacional é catalogar todas 1.832 espécies de aves, 600 delas só da PB. Só na Mata do Amém já foram catalogadas 120 espécies, informou João. Ele informou que a lista das espécies ameaçadas já está em processo de publicação. “Vamos estabelecer um plano de monitoramento em todo o Brasil. Também estamos monitorando as aves migratórias de outros países”, expôs. Essa ação será integrada com o ICMBio. A coordenadora do Centro de Pesquisa e Manejo de Mamíferos Aquáticos, Fábia Luna, explicou que o peixe-boi marítimo é uma das espécies mais ameaçadas de extinção por conta da destruição das áreas de estuários, poluição e falta de alimento. Ela contabilizou que hoje há em torno de 500 espécimes no País. Na Paraíba, o centro faz o trabalho de soltura dos animais.“Nós resgatamos os filhotes encalhados, levamos para Itamaracá (PE), onde ficam por três anos. De lá levamos ou para Barra de Mamanguape ou Alagoas para a soltura”, explicou. Após devolver os animais à natureza, a equipe faz o monitoramento. “De 1994 para cá já soltamos 30 animais na natureza”.


domingo, 29 de janeiro de 2012

Moradores reclamam de poeira em depósito

Brita empilhada por empresa provoca nuvem de poeira que prejudica moradores em Cabedelo.


Uma montanha de brita depositada à céu aberto às margens da BR-230, em frente à rotatória que dá acesso à Mata do Amém, na estrada para Cabedelo, Grande João Pessoa, estaria provocado uma série de transtornos para comerciantes e moradores da região. A poeira que sobe com a constante movimentação de caminhões e tratores, segundo a população, gera problemas alérgicos, oftálmicos e respiratórios, sem falar nos danos ambientais.

A dona de casa Silvana da Silva Santos, que mora há 8 anos nos fundos do terrenos onde a usina de processamento da brita empilha o material, utilizado na construção civil, reclama dos inúmeros transtornos causados pela poeira. “Não há limpeza geral que dê jeito. Os móveis, o piso vivem empoeirados”, comenta.
Para agravar ainda mais a situação, explica Silvana, o filho, de apenas dois anos, está com graves problemas respiratórios, que ela afirma serem decorrentes do ar contaminado com a poeira que se espalha com o transporte da brita. “Ele sofre muito com a falta de ar, uma rouquidão e reclama muito dos olhos, dizendo que ardem. O médico acredita que deve ser da poeira da brita”, afirma.

Quem também reclama da sujeira provocada pela brita é a vendedora Cláudia Roberta Laranjeiras, que trabalha há dois anos em uma loja de móveis ao lado do terreno. “Por esses dias choveu e diminuiu um pouco, mas geralmente a poeira chega a fazer uma neblina na estrada, causando risco aos carros e pessoas que passam”, disse.

Segundo a vendedora, os comerciantes e moradores já fizeram um abaixo-assinado para que a empresa fosse deslocada para uma área mais apropriada, longe da movimentação urbana. “Estamos prejudicados por uma empresa poluente, funcionando em área residencial e próximo à vegetação nativa”, lamenta.

O secretário de Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Marques, confirmou que recebeu o abaixo-assinado e que, com base nele, a Prefeitura de Cabedelo solicitou uma série de exigências à empresa, como instalar aspersores para umedecer a brita, a fim de reduzir o nível de poeira.