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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

PRF apreende 300 quilos de lagosta e polvo impróprios para consumo

02/11/2016 09h35 - Atualizado em 02/11/2016 12h24
Segundo PRF, apreensão aconteceu na BR-101, em Mamanguape. 
Carga saiu do RN e seria comercializada no mercado de peixes de Tambaú.

Do G1 PB


Carga de lagosta e polvo estava sendo transportada indevidamente, diz PRF (Foto: Comunicação/PRF)
Carga de lagosta e polvo estava sendo transportada indevidamente,
diz PRF (Foto: Comunicação/PRF)

Cerca de 300 kg de lagosta e polvo impróprios para o consumo humano, foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde de terça-feira (1º), na BR-101, no Município de Mamanguape, Zona da Mata da Paraíba. A carga estava em uma caminhonete armazenada em caixas de isopor. 

Os produtos tinham como destino João Pessoa. O condutor do veículo disse aos policiais que os alimentos seriam comercializados no Mercado de Peixes, em Tambaú.

Segundo a PRF, o veículo vinha do Estado Rio Grande do Norte. Ao abrirem o compartimento de carga, os agentes encontraram o carregamento, que estava sem nenhum tipo de documento fiscal. 

Ainda de acordo com a PRF, este tipo de carga precisa ser transportada e armazenada em câmara frigorífica, o que mantém o produto na temperatura ideal para evitar a deterioração.

Equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e do Ministério da Agricultura foram acionados para verificar a adequação da carga de frutos do mar. O carregamento de lagosta descumpria o que determina a lei de crimes ambientais, estando com o tamanho inferior permitido para a pesca.



domingo, 26 de maio de 2013

PMJP incentiva produção e consumo de alimentos orgânicos


Domingo, 26 de maio de 2013 20h53

A Secretaria do Trabalho, Produção e Renda (Sedesp) da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) promove, a partir desta segunda-feira (27), a Semana dos Alimentos Orgânicos. A prefeitura apoia o evento criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que está em sua nona edição, realizado simultaneamente em todo o País.

“Há oito anos fazemos este evento para incentivar o consumo de alimentos orgânicos, que são livres de agrotóxicos e, portanto, recomendáveis à saúde”, afirmou o secretário de Trabalho, Produção e Renda, Raimundo Nunes.

O evento começa com uma panfletagem na manhã de segunda-feira (27), no Parque Solon de Lucena. No dia seguinte, às 6h, a ação ocorrerá na Feira Agroecológica Itinerante em frente ao Shopping Sebrae, no Bairro dos Estados. Às 14h haverá uma palestra sobre os orgânicos na Escola Antônio do Socorro Machado, na rodovia PB 008, em Paratibe. O palestrante será o presidente da Comissão dos Alimentos Orgânicos na Paraíba, Virgínio Carneiro.

Na quarta-feira (29) haverá um café da manhã, a partir das 6h, na Praça Alcides Carneiro, em Manaíra. Estarão presentes representantes do Mapa, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Conselho de Segurança Alimentar (Consea), além das associações agrícolas, como a Associação Agrícola de Engenho Velho, Associação de Camponeses do Assentamento Frei Anastácio II e a Cooperativa dos Produtores Agroecológicos de João Pessoa (Prohort).

Conforme o diretor de Agricultura Familiar, Ancelmo Rodrigues, a Secretaria do Trabalho auxilia os agricultores e criadores de animais da área do Cinturão Verde, dando assistência técnica, sobretudo, para a realização de práticas sustentáveis. Além disso, há a linha de crédito Cinturão Verde do Empreender-JP, e intermediação de comercialização de seus produtos.

“Nós incentivamos a produção agroecológica, que é uma etapa intermediária para a produção efetivamente orgânica, porque causa menos impactos ao meio ambiente e preserva a saúde das pessoas, já que o alimento é mais saudável”, disse a gerente de mobilização e fomento da diretoria de Agricultura Familiar, Rosiane Cruz.

Programação Semana dos Alimentos Orgânicos
 
Data    Local    Atividade       Horário
 
27/05 Parque Solon de Lucena Panfletagem 8h às 10h
28/05 Shopping Sebrae Panfletagem 6h às 7h
28/05 Escola Antônio do Socorro Machado, na PB 008 Palestra sobre orgânicos 14h às 16h
29/05 Praça Alcides Carneiro, em Manaíra Café da manhã 6h às 10h
30/05 Busto de Tamandaré Panfletagem 6h às 8h
31/05 Praça da Paz Panfletagem 6h às 7h
01/06 Mercado do Valentina Panfletagem 6h às 7h
 
Fonte: Da Redação com Secom/JP 
 
 

 



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mercado de orgânicos ganha força

Estado tem 40 feiras agroecológicas e potencial de crescimento do mercado, sendo grande oportunidade para elevar renda da agricultura familiar.





Kleide Teixeira
Nos supermercados, segmento está em franco crescimento

Os alimentos livres de agrotóxicos ganham cada vez mais espaço nas refeições dos paraibanos e também nas prateleiras dos supermercados. O mercado de orgânicos aparece como uma das grandes oportunidades para elevar a renda da agricultura familiar. De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área plantada das principais culturas na Paraíba é de 79,4 mil hectares para a perspectiva 2012/13). No Estado, conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), apenas 4,373 mil hectares são utilizados para o cultivo de orgânicos.
Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Agrário mostrou que, no país, o mercado de orgânicos movimenta cerca de R$ 500 milhões – com crescimento anual de até 20%. Estes dados, segundo o membro da Comissão de Produção Orgânica do Mapa, Newton de Novais, comprovam o potencial do mercado da alimentação saudável. “A produção paraibana de orgânicos, se incluirmos os pequenos produtores da agricultura familiar, chega a 7 mil hectares. Apesar de crescer um pouco com a inclusão deste segmento, ainda é muito modesta frente à demanda do Estado. Ela tem, portanto, muito espaço para crescer”, comentou Novais.
O Mapa contabiliza apenas 40 feiras agroecológicas no Estado para alimentar uma população de 3,7 milhões de pessoas. Talvez motivada por este fator, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirma que, atualmente, o setor é a grande fonte destes produtos para o consumidor brasileiro, chegando à marca de R$ 1,12 bilhão em vendas no ano passado.
A gerente comercial de orgânicos do Pão de Açúcar, Sandra Caires, conta que o supermercado investe, atualmente, em 700 itens de alimentos orgânicos, tendo como fornecedores principalmente produtores locais.
“Nosso principal fornecedor na Paraíba é a Moco Agropecuária, que trabalha com a marca Fazenda Tamanduá e produz nas cidades de Campina Grande, Patos e Sousa. Hoje, ele abastece ainda lojas Pão de Açúcar em Pernambuco e Rio Grande do Norte”, explica.
Para o presidente da Associação de Supermercados da Paraíba (ASPB), Cícero Bernardo, o segmento está em franco crescimento e o consumidor vai até os supermercados em busca deste tipo de alimento. A prova disto é que, conforme informações do Grupo, o Pão de Açúcar fechou o mês de outubro com 132% de crescimento na Paraíba, em comparação ao mesmo período de 2011.
“A companhia mantém um programa de identificação, treinamento e capacitação de fornecedores há sete anos. Muitos deles recebem nosso acompanhamento desde o início da produção, recebendo as informações necessárias para o cultivo de orgânicos e até para a comercialização”, comentou.


Fonte


 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Produtos orgânicos ainda são insuficientes na PB

Mesmo a Paraíba sendo o maior produtor de produtor orgânicos do Nordeste, volume não reduz forte importação de hortifrutis.

Publicado em 14/06/2012 às 09h00



Francisco França
Na Paraíba, são realizadas cerca de 40 feiras agroecológicas semanalmente

A Paraíba foi destaque regional na pesquisa do Sebrae na produção de produtos agroecológicos no Nordeste, ocupando a primeira colocação. No entanto, apesar da posição na região, o volume do Estado é pequeno e insuficiente para suprir a demanda da população que consome ainda fortemente os produtos tradicionais, com adição de agrotóxicos. “Atualmente, o Estado ainda importa 85% dos hortifrutigranjeiros que consome”, estima o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa-PB), Mário Borba.
 
Para o presidente da Faepa-PB, faltam ao Estado incentivos e políticas públicas. “Nós começamos a ver o governo do Estado se articulando para melhorar a situação, mas a Paraíba ainda importa a maior parte dos produtos de granja. Ou seja, se nossa produção é baixa, só podemos continuar comprando de fora”, comenta.
 
Segundo a Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa-PB), em 2011, hortaliças e frutas representaram 96,21% do total de produtos mercantilizados pelas centrais de abastecimento (152,095 mil toneladas de frutas e 134,983 mil de hortaliças). Com a agricultura limitada e a obrigação de compra, a Paraíba deixa de gerar internamente renda, empregos e de elevar o mercado interno com a produção de 'hortifrutis', deixa ainda de investir e de dar preferência aos alimentos mais saudáveis, a exemplo dos orgânicos e com maior valor agregado.
 
O consultor em agricultura do Sebrae-PB, Newton Novais, diz que os alimentos orgânicos costumam render 30% a mais para o produtor rural no valor de venda, no comparativo com os tradicionais.
 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento contabiliza apenas 40 feiras a groecológicas no Estado para alimentar uma população de 3,7 milhões de pessoas.
 
No ministério, a área de orgânicos no Estado é de 149 hectares de área plantada, além de duas grandes fazendas, que abastecem os supermercados de Campina Grande e João Pessoa.
 
O consultor do Sebrae enumera dois fatores principais para a baixa produção agroecológica no Estado. “Existe uma resistência por parte dos produtores que não têm garantias de uma colheita sem agrotóxico, e falta uma divulgação sobre a importância de se consumir esses alimentos”, comenta.

O presidente da Associação de Supermercados da Paraíba, Cícero Bernardo, acredita que os produtos ainda são inacessíveis para a maior parte da população. “O consumidor ainda compra pelo preço e os tradicionais sobre orgânicos ainda levam vantagem", frisou.