As notícias reproduzidas pelo blog Meio Ambiente da Paraíba têm o objetivo de oferecer um panorama do que é publicado diariamente sobre o meio ambiente da Paraíba e não representam o posicionamento dos compiladores. Organizações e pessoas citadas nessas matérias que considerem seu conteúdo prejudicial podem enviar notas de correção ou contra-argumentação para serem publicadas em espaço similar e com o mesmo destaque das notícias anteriormente veiculadas.
Peças trazem de volta o ar de moda sustentável e reafirmam a tendência de acessórios.
Phillipe Xavier Rizemberg FelipeBiojoias são feitas com ossos e coloridas com corante 100% natural
Ao mesmo tempo regionais e elegantes, as
biojoias feitas com ossos vêm despontando como grandes aliadas para
criar looks originais. Colares, brincos, anéis e pulseiras: o emprego
das peças também tem se mostrado eficaz na hora de montar visuais
antenados com as últimas tendências, que cada vez mais incorporam
elementos artesanais e étnicos.
Maria Josilene Bernardo de Souto, mais conhecida como 'Jô do Osso',
trabalha com a matéria-prima há mais de 30 anos e afirma com segurança
que as biojoias produzidas com ossos estão conquistando mulheres de
diferentes partes do Brasil e do mundo.
“Eu tenho clientes não só daqui, mas de vários países que me visitam e se interessam bastante pelo produto”, conta.
E esse interesse não fica restrito às ruas. Segundo ela, até
produtores de novela já pediram autorização para que as peças fossem
usadas na ficção. “Quando me ligaram, pensei que fosse brincadeira.
Disseram que minhas peças eram únicas e queriam autorização para usar na
novela. Hoje, alguns colares e brincos da personagem de Paola Oliveira
em 'Amor à Vida' são criações minhas”, menciona.
Conforme o estilista Romero Sousa, as peças têm a vantagem de se
adaptarem aos mais variados estilos e ocasiões. “As biojoias em osso têm
como característica serem impactantes, ou seja, por si só chamam
atenção. Então, elas se enquadram tanto em looks mais despojados quanto
nos mais elaborados”, observa. Ele ainda complementa: “dentro das
tipologias do artesanato do nosso estado, elas são únicas, tem um apelo
muito sofisticado e uma dedicação ímpar”.
Além de romper um pouco da sobriedade de algumas composições, as
biojoias feitas com ossos também são uma excelente opção para sair do
lugar comum. Isso é o que garante a jornalista de moda e blogueira
Fernanda Alves. Para ela, uma boa alternativa é combinar a formalidade
de looks casuais com a heterogeneidade das peças.
“Para quem quer começar aos poucos, eu recomendo tentar combinar com
roupas lisas e de corte clássico, como uma boa camisa social branca,
calça jeans e camiseta. Quem quiser ir além, pode combinar um colar ou
brinco, que ficarão na parte superior do corpo, com algum sapato de cor
forte ou mesmo estampado. Não vai chamar tanto a atenção justamente por
estarem em extremos do corpo”, explica.
A jornalista completa: “para quem já se sente segura, recomendo usar
dois braceletes iguais, um em cada braço, com um vestido estampado. Já
as mais ousadas podem tentar um macacão ou combinação de peças com a
mesma estampa - calça e blusa -, que está super na moda”.
ACESSÓRIOS DÃO UM TOQUE ÉTNICO AO LOOK
Designs inspirados em tribos indígenas e africanas têm adquirido
bastante relevância em coleções recentes de grandes estilistas. Por
conta disso é que o uso de elementos étnicos vem gradativamente
ganhando mais espaço no guarda-roupa, além de ter conquistado a estima
de fashionistas e consultores de estilo. Fernanda Alves considera
positiva essa influência.
“Eu acho legal a tendência étnica justamente por jogar luz em novos
materiais, feitos por artesãos independentes de várias partes do mundo.
Conseguir compor um look em que cada peça é de um lugar faz dele único,
e isso é moda”, exalta. Ela acrescenta: “acho que o étnico vai além
das estampas, que são a forma mais popular de seguir a moda, chegando
aos materiais e técnicas diferentes e únicas”.
Segundo Fernanda, as biojoias de osso criam oportunidades de
combinações interessantes com os looks étnicos, compondo visuais mais
arrojados. “As peças ficam bacanas em roupas com estampas do tipo e em
cortes alternativos, tipo saias assimétricas e vestidos com decotes
diferentes”, indica.
Sobre a utilização do osso como matéria-prima e o cenário fashion
atual, a professora e historiadora de moda Mayrinne Meira faz questão de
enaltecer e reconhecer o efeitos significativos de tais criações. “A
moda brinca com a linha do tempo de uma forma criativa, lúdica. Ela nos
mostra que tudo é atemporal e perecível no seu universo. Tudo tem
oportunidades de retorno. Esse material foi exaustivamente utilizado
como utensilio doméstico, mas também como adorno, o que mostra
preocupações funcionais e também deleite estético”.
PEÇAS DE OSSO FAZEM PARTE DA MODA ECOCHIC
As biojoias de osso surgem também como elementos da chamada moda
sustentável – ou do movimento ecochic. Para Mayrinne, peças como essas
dão um fôlego a mais ao meio fashion paraibano. “Esse trabalho, além de
ser belíssimo e ter um apelo comercial considerável, pode levar o nome
do nosso estado aos altos patamares da mídia, como aconteceu com o
macramê e algodão colorido”, exemplifica.
O consultor de estilo e produtor de moda Thiago Roese também exalta
produções do tipo. “Isso mostra como se pode ser criativo utilizando e
reciclando objetos. É um grande estímulo para outras pessoas que
trabalham com criações de roupas, joias e artes", acredita.
Compartilhando da mesma ideia, o estilista Romero Sousa ainda
ratifica os benefícios para a cultura local. “Eu, como estilista, sempre
estou pesquisando novas possibilidades de trabalhar com o artesanato
de apelo regional e acho importante a valorização da cultura para
preservar as nossas memórias”, ressalta.
“Já fiz uma coleção inspirada no cangaço, onde associei essas peças
com prata e bordados, e outra inspirada na Pedra de Ingá, onde as
simbologias foram transpostas para o osso. Recentemente, desenvolvi
também uma coleção de sandálias onde uni seda, couro de tilápia e osso”,
finaliza. (Especial para o JP)
No oeste da Paraíba, a 46 km de Campina Grande e a 109 km de João Pessoa,
localiza-se o primeiro monumento arqueológico tombado como patrimônio
nacional em 1944: a pedra do Ingá. Identificado pelos arqueólogos como
“itaquatiara”, o que em tupi-guarani significa “pedra pintada”, o bloco
rochoso possui desenhos esculpidos em baixo-relevo que aguçam o
imaginário dos místicos e despertam a curiosidade até dos mais céticos.
A maior parte da rocha tem sulcos redondos. À esquerda, pintura cujo formato lembra um foguete. Elaine Kawabe/UOL
A pedra, situada no município de Ingá, à margem do riacho Bacamarte,
mede 24m de comprimento e 3,8m de altura. Os símbolos, sulcados e
esculpidos com apurada técnica na enorme pedra, lembram figuras humanas e
animais; linhas onduladas remetem ao movimento das águas; há contornos
curvilíneos, círculos pendulares e formatos cônicos que, "forçando" a
imaginação, assemelham-se a foguetes. Mas tudo é especulação. Quem
desmistifica essas impressões é Vanderley de Brito, presidente da
Sociedade Paraibana de Arqueologia.
Segundo o historiador e arqueólogo, as inscrições pertenceram a uma
cultura extinta entre 2.000 e 5.000 anos atrás. Não se sabe a data certa
das inscrições, pois a pedra está numa área fluvial onde não há
vestígios orgânicos nem utensílios cerâmicos, objetos ou tecidos com
desenhos semelhantes àqueles encontrados na rocha. “O mais provável é
que o painel rupestre guarde em seu baixo-relevo um comunicado bem mais
simples do que se imagina. Talvez tenha sido feito para perpetuar alguma
tradição do clã e seus heróis do passado”, declara.
Além disso, certas ações realizadas há menos de um século dificultam,
hoje em dia, a descoberta de mais informações acerca das intrigantes
inscrições rupestres. Na década de 1950, algumas pedras com desenhos
esculpidos, próximas da rocha principal, foram destruídas para se
transformar em paralelepípedos destinados à pavimentação das ruas da
capital paraibana. A área total do complexo arqueológico, na época de
seu tombamento, era de 1.200m²; hoje, é de apenas 1000m². Por fim, o
clima também tem sua parcela de culpa. A pedra fica exposta ao sol, ao
frio, à chuva e às cheias do riacho. Tudo isso desgasta a camada
superficial da rocha, apagando lentamente a história dos primeiros
habitantes do Brasil.
Museu de história natural
No complexo da pedra do Ingá há um pequeno museu de história natural,
criado em 1996, que possui em seu acervo fósseis de animais extintos há
mais de 10 mil anos. Alguns desses fósseis – animais da fauna
pleistocênica da região de Ingá e instrumentos de pedra polida - foram
descobertos pela própria fundadora do museu, a historiadora e
paleontóloga Mali Trevas. Há também peças vindas do litoral paraibano,
como o esqueleto de baleia e o gastrópode (molusco) fossilizado, ambos
de origem triássica (entre 251 e 199 milhões de anos atrás).
Como chegar
De carro – Vindo de Campina Grande pela BR 230. Na altura do quilômetro
118, entre na estrada estadual PB 095, depois siga as placas por mais
5km até chegar ao sítio arqueológico.
De ônibus – Da rodoviária de Campina Grande, a empresa Auto Viação
Progresso parte diariamente para Ingá. Saídas: das 6h30 até 17 h. O
ônibus para na entrada da cidade, a 5km de distância do sítio
arqueológico. Dá para ir a pé ou pegar moto-táxi. Mais informações: www.autoviacaoprogresso.com.br
Saindo de João Pessoa, a empresa Real Bus sai da rodoviária diariamente
e pára em Ingá. Saída: das 5h às 21h. Mais informações: www.realbus.com.br
Sítio Arqueológico Itaquatiara (Pedra do Ingá)
Funcionamento: diariamente, das 8h às 16h. Entrada gratuita.
Onde ficar:
As opções de hospedagens estão em Campina Grande, que fica a 46 km.
A Pedra de Ingá mede 24 m de comprimento e 3,8m de altura. Elaine Kawabe/UOL
Na época de cheia do Riacho Bacamarte, as águas cobrem quase a toda a rocha. Elaine Kawabe/UOL
Visão lateral da Pedra de Ingá, na Paraíba. Elaine Kawabe/UOL
Arqueólogos
acreditam que uma cultura extinta entre 2.000 e 5.000 anos
atrás
desenhou as inscrições rupestres enigmáticas na Pedra de Ingá. Elaine Kawabe/UOL
No
sítio arqueológico da Pedra de Ingá, o pequeno museu de história
natural
reúne fósseis de animais de mais de 10 mil anos atrás. Elaine Kawabe/UOL
Partes do calcanhar de uma preguiça-gigante. Cada peça tem o tamanho
aproximado de uma bola de futebol. Elaine Kawabe/UOL
O fêmur da preguiça-gigante mede 80 cm e foi achado em terras próximas
a Pedra de Ingá. Elaine Kawabe/UOL
Instrumentos
de pedra polida foram encontrados no sítio arqueológico da Pedra de
Ingá. Acredita-se que pertenceram a povos em estágio agrícola, entre
4.000 e 1.000 anos atrás. Elaine Kawabe/UOL
Gastrópode
(molusco) fossilizado do período triássico (entre 251 e 199 milhões de
anos atrás). O fóssil foi encontrado em João Pessoa (PB) e está em
exposição no pequeno museu de história natural da Pedra de Ingá. Elaine Kawabe/UOL
Reprodução de uma parte dos desenhos sulcados na rocha. Elaine Kawabe/UOL
Pintura exposta no museu de História Natural da Pedra de Ingá. Elaine Kawabe/UOL
Ingá possui um dos maiores sítios arqueológicos do país.
Para quem quer
aproveitar o passeio de férias para ampliar o conhecimento sobre
história, um roteiro indicado é o Município de Ingá, no Agreste
paraibano, que possui um dos maiores sítios arqueológicos do país,
guardada nas inscrições rupestres de mais de cinco mil anos, com
segredos até hoje indecifráveis. O passeio para a Pedra do Ingá custa R$
30,00 para duas pessoas.
No local, os visitantes podem observar as inscrições rupestres
produzidas em baixo relevo ao longo de um paredão de 46 metros de
comprimento e 3,8m de altura, que se eleva sobre um lajedo do riacho
Bacamarte.
Quem preferir realizar uma caminhada ou rapel, a opção é subir a
Serra Velha com 655 metros de altura e que oferece ótimas atrações ao
longo de 4 km de percurso. Durante o trajeto é possível conhecer outros
atrativos, como a Pedra do Convento, que guarda uma série de lendas.
“Dizem que, antigamente, as pessoas vinham até a pedra do convento para
procurar por talheres de ouro”, conta o pesquisador Denis Mota, que
integra a Sociedade Paraibana de Arqueologia. Também é possível conhecer
as grutas existentes no local que eram usadas pelos cangaceiros.
ENGENHOS NO BREJO
O Brejo paraibano também é uma ótima opção para quem quer apreciar um
conjunto de paisagem serrana com altitude média de 550 m e uma paisagem
formada por rios, cachoeiras, trilhas, mata atlântica e um rico
patrimônio histórico.
A cidade de Areia costuma atrair visitantes durante todo o ano,
principalmente pelo rico patrimônio histórico. Região importante
produtora da rapadura artesanal e da cachaça de alambique, uma viagem na
história desta região leva aos tempos áureos dos engenhos de
cana-de-açúcar, permite ao visitante degustar produtos feitos na hora e
participar da produção.
Candidatos ignoram registros de 6.000 anos de idade em pedra
Carlos Madeiro, Fabrício Venâncio, Leandro Moraes e Noelle Marques
Do UOL, em Ingá (PB)
Ingá
é um município que fica entre as duas principais cidades da Paraíba:
João Pessoa e Campina Grande. O local tem fama internacional por conta
das itacoatiaras (técnica de gravura em rocha). Na cidade, três
candidatos disputam a prefeitura, mas nenhum deles tem propostas para a
Pedra do Ingá.
A cidade de Ingá (a 105 km de João Pessoa),
encravada no agreste paraibano, guarda um dos mais importantes achados
arqueológicos do país. A Pedra do Ingá tem registros dos paleoíndios
(primeiros seres humanos a povoar o Brasil) de aproximadamente 6.000
anos atrás, que fizeram gravuras em rochas e tornaram a cidade
referência internacional quando o assunto são as itacoatiaras --as de
Ingá são consideradas as mais expressivas do mundo.
O UOL visitou a cidade dentro do projeto UOL pelo Brasil
--série de reportagens que percorre municípios em todos os Estados do
Brasil durante a campanha eleitoral deste ano-- e viu que a cidade é
mais um exemplo típico de potencial turístico pouco explorado.
Tombado
pelo patrimônio histórico em 1944, o parque da Pedra do Ingá tem
infraestrutura precária e acesso difícil. No local não existe um museu, a
única lanchonete vive fechada e as visitações só são feitas com
marcação de um guia, que leva o turista ao encontro da pedra, às margens
do Rio Ingá.
Candidatos não têm propostas para desenvolver turismo
Em Ingá há três candidatos a prefeito disputando as eleições municipais de
2012, entre eles o prefeito Luiz Carlos Silva, o Lula (PMDB). Na
cidade, três cores dominam as ruas: o azul, o vermelho e o amarelo.
Apesar da disputa acirrada, nenhum político usa o potencial turístico
como plataforma de governo, e a Pedra do Ingá é assunto esquecido.
No plano de governo de Biurity (PP), por exemplo, há apenas a citação da
pedra, em meio a um projeto que cita preservação e recuperação de
mananciais dos rios. Já os candidatos Lula e Manoel Batista Chaves
Filho, Manoel da Lenha (PSD), não fazem nenhuma referência sequer ao
assunto.
A pedra do Ingá não é lembrada porque não traz voto. Dennis Mota, guia turístico
“Nas
eleições a Pedra do Ingá não é lembrada porque é uma coisa que não traz
voto. Quem visita é o estrangeiro, é o pessoal de outros estados. Como o
pessoal da cidade não se interessa, nas eleições a pedra não é
lembrada”, conta o historiador e guia de turismo oficial do parque,
Dennis Mota.
O casal Renato e Cecília Alves da Silva trabalha no
parque há 24 anos e reclama da prefeitura, que teria tirado deles a
chave do parque, o que passou a dificultar o acesso de turistas. “Nós
sempre ficamos ali cuidando de tudo, pagava até a energia. Hoje, o
parque recebe pouca gente. Acabou a visitação porque não se divulga
mais, não se faz melhoria, nada. Hoje, no máximo, tiramos R$ 300 por mês
de lá”, disse Renato.
A chave do parque passou para as mãos da prefeitura após acordo com o Ministério Público.
População reclama de esquecimento dos políticos
Para
a população, não há dúvidas de que a fama das pedras poderia ser usada
para melhorar a vida dos moradores. Eles reclamam dos políticos que não
fazem propostas. Todos os moradores ouvidos pelo UOL na cidade disseram que não existem investimentos para tornar a cidade um ponto turístico.
Homens observam comício político em Ingá, na Paraíba.
“É
um lugar muito bonito, mas pouco preservado pela parte política, que
não desenvolve um projeto de melhoria. Aos poucos, o parque vai se
deteriorando”, conta a dona de casa Lilian do Nascimento Santos.
Para
o professor José Honório da Silva, o assunto não tem a importância que
merece dos candidatos. “Não percebemos nenhuma vontade política. Estamos
num momento político, e não vemos nenhum candidato a prefeito ou
vereador tocar no assunto. É triste para a gente. Sousa [onde está o
parque dos Dinossauros] é a única cidade turística fora de João Pessoa”,
diz.
O desprezo também é percebido por outros moradores. "Até
aqui não vi nenhum candidato fazer promessa. É nosso ponto turístico,
mas, infelizmente, está abandonado. Os políticos vão lá, mas não fazem
tudo que é preciso. Ali precisa de uma coisa que chame a atenção. Era
para ter um hotel, um restaurante. A gente mesmo daqui não admira nada”,
afirma o aposentado José Celestino.
Segundo Celestino, a cidade
também sofre com a falta de políticas públicas para os jovens. “Precisa
cuidar dessa juventude. Hoje não temos uma faculdade para formar eles”,
diz.
Sem estrutura, Ingá vira roteiro rápido
Apesar
de ser cidade turística, Ingá não possui hotéis ou bons restaurantes.
Parte disso pode ser explicado pela proximidade com Campina Grande (38
km), cidade-polo do agreste paraibano.
A
falta de estrutura faz com que Ingá seja apenas um roteiro rápido. "A
verdade é que a cidade não se movimenta com o parque. Antes, as festas
de São João aconteciam aqui e aí, sim, gerava dinheiro. Hoje não se
investe no turismo, não temos boas pousadas, bons restaurantes. É um
ponto de visitação, mas só de passagem”, afirma o guia de turismo Dennis
Motta, que é funcionário da prefeitura.
Segundo ele, a prefeitura
tem interesse em fazer melhorias, com um projeto pronto, mas o terreno
onde está o parque foi desapropriado apenas no papel, sem a conclusão da
compra. O local ainda possui três donos, o que impede a execução das
obras de melhorias.