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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Lixo e esgotos 'sufocam' rios

O Rio Jaguaribe está sufocado por causa de lixo e esgotos



As rachaduras expostas na parede da casa são testemunhas de um sofrimento que castiga Maria do Carmo da Conceição há muitos anos. Moradora da Comunidade Tito Silva, construída às margens do Rio Jaguaribe, no bairro de Castelo Branco, em João Pessoa, ela está entre as dezenas de famílias que têm as casas alagadas a cada período chuvoso.
“Quando chove, a água do rio sobe e inunda tudo. A água sobe quase um metro e meio dentro de casa. Até um jacaré aparece por aqui e fica assustando a gente. Minha casa está cheia de rachaduras. Eu só aguento isso porque não tenho para onde ir”, desabafa.
Da porta da cozinha, é possível ver as causas desse transtorno.
Tomado por vegetação, o rio também está 'sufocado' pela presença de lixo e esgoto sem tratamento que sai das casas e é jogado diretamente no Jaguaribe. Restos de mobília, podas de árvores e até de animais mortos também são encontrados dentro do manancial e se misturam com a água escura do local.
Apesar de preocupante, essa realidade não é encontrada apenas na Comunidade Tito Silva. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP), todos as habitações construídas às margens dos nove rios que cortam a capital paraibana estão sendo atingidas também pela degradação ambiental dos mananciais.
Sanhauá, Jaguaribe, Cabelo, Cuiá, Timbó, Mumbaba, Gramame, Rio da Bomba e Riacho Mussuré são os nove rios que recebem diariamente poluição causada por despejo de lixo, entulhos, mobílias velhas e esgotos sem tratamento. Porém, os mais degradados são o Jaguaribe e o Cuiá, que cortam, juntos, toda a extensão de João Pessoa.
Para combater essas práticas, consideradas crimes por leis federais, a Semam criou equipes que fazem monitoramentos permanentes nas áreas atingidas, como explica o chefe da Divisão de Fiscalização do órgão, Alisson Cavalcanti.
“Dividimos a cidade em áreas verdes, que são cortadas pelos rios. Com isso, nosso trabalho de observação fica mais facilitado. Todos os dias, os fiscais visitam essas áreas e, ao final do mês, redigem um relatório. Em muitas delas, a situação é preocupante”, lamenta.
Segundo o ambientalista, a ocupação indevida das áreas próximas aos rios é a principal infração cometida. Por lei, todo terreno que fica no entorno de um manancial é considerado como Área Permanente de Proteção (APP). Por conta disso, nenhuma edificação poderá ser erguida a uma distância mínima de 30 metros da margem do rio.
Apesar disso, existem diversas comunidades ribeirinhas que crescem em direção à corrente das águas.
Como consequência, a presença do moradores aumenta o risco de ocorrer despejo de esgoto no rio. Isso acontece porque a maioria dos terrenos que ficam perto de rios possui água em áreas superficiais e não permite a construção de fossas. “Por causa disso, os esgotos saem das casas e são despejados diretamente nos mananciais”, explica Alisson Cavalcanti.
A Comunidade Tito Silva é um exemplo disso. No local, existem cerca de 300 casas, construídas em tijolo e cimento, que não respeitaram distância mínima estabelecida por lei. Como consequência, os moradores são os principais atingidos por enchentes e alagamentos a cada período chuvoso.
“Aqui, quando chove, ninguém dorme. A gente passa a noite toda acordado, olhando o rio, com medo dele subir e invadir a casa da gente. É um sofrimento sem fim”, lamenta o morador Antonio dos Santos.


domingo, 30 de setembro de 2012

Ocupações ameaçam a Mata Atlântica

Um dos biomas mais ricos e importantes para o ecossistema brasileiro, a Mata Atlântica, sofre a ação da ocupação irregular em João Pessoa.
 



Um dos biomas mais ricos e importantes para o ecossistema brasileiro, a Mata Atlântica, sofre a ação da ocupação irregular em João Pessoa. Nessas áreas, que são consideradas de Preservação Permanente, a chegada das pessoas e das moradias trouxe muito lixo, dejetos e desmatamento – modificando todo o ambiente antes preservado.

Apesar de a capital ter sido a primeira cidade a elaborar um Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, em novembro de 2010, ambientalistas apontaram que as intervenções não foram significativas e a vegetação continua sob constante ameaça.

No bairro do Rangel, por exemplo, a falta de cercamento em trechos da Mata do Buraquinho deixa a vegetação exposta a todo tipo de poluição, além da ação ilegal de retirada de madeira. A mata em questão é uma das 20 áreas vistas como prioritárias pelo plano municipal.

Porém, segundo a presidente da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), Socorro Fernandes, em visitas feitas há alguns meses na mata foi constatada a existência de fezes e diversos materiais orgânicos em seu interior. “Por ser uma área pública, não se pode sanear e os moradores acabam direcionando os efluentes para a mata”, completou Socorro, ao acrescentar que o mesmo problema é visto na parte da Mata Atlântica 'ocupada' pela comunidade do Timbó, nos Bancários.

Em visita ao local, a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA verificou que canos de concreto que passam ao lado das moradias estão ligados diretamente ao Rio Timbó. O mau cheiro chega a incomodar os próprios moradores do local.

O rio está um filete, estreito por falta da vegetação que segura o solo”, afirmou Socorro, referindo-se à destruição da mata ciliar nas margens do rio – vegetação considerada de preservação e permanente e de grande importância para a proteção dos mananciais. Sem ela, a erosão das margens leva terra para dentro do rio – provocando o assoreamento e mudando os cursos da água.

A presidente da Apan destacou, ainda, que praticamente todas as comunidades ribeirinhas da capital são ocupações irregulares, que devastam a mata ciliar e poluem os rios – entre elas a São José, Padre Hildo Bandeira, São Rafael e Boa Esperança.

“A Mata Atlântica também regula o clima, a temperatura e a chuva. Ao perdê-la, estaremos fadando a cidade de João Pessoa a ter um clima mais quente, e a população a perder em qualidade de vida. No futuro, se a devastação continuar, corremos sérios riscos de escassez de água”, alertou Socorro, ao afirmar que o Plano da Mata Atlântica precisa ser aplicado de forma efetiva “urgentemente”.

No bairro do Tambiá, uma outra reserva ambiental tem sido afetada pela ação da ocupação dos homens. O Parque Lauro Pires Xavier, área prioritária no Plano Municipal de Conservação, está rodeado de residências, comércio e estabelecimentos de serviços.

Dentro do próprio parque, duas famílias construíram casas e ocupam a área há aproximadamente 15 anos – segundo moradores da área que preferiram não se identificar. Várias árvores situadas próximas às construções foram cortadas e grande quantidade de lixo pode ser vista no parque. Como consequência, o Rio da Bomba (que passa pelo local) está bastante poluído.
 

Fonte

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Prefeitura derruba casas que foram atingidas por chuvas em João Pessoa

24/02/2012 18h06 - Atualizado em 24/02/2012 18h06

Casas localizadas na comunidade Rio da Bomba estavam desocupadas.
Segundo a Sedurb, moradores estão cadastrados no auxílio moradia.

Do G1 PB
 
Barracos são derrubados em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1 PB)
Moradores foram retirados após chuvas no fim do
mês passado (Foto: Walter Paparazzo/G1 PB)
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa realizou uma ação nesta sexta-feira (24) para demolir casas na comunidade Rio da Bomba, localizada no bairro do Roger. Os moradores das residências haviam sido retirados pela prefeitura da capital, após elas terem sido danificadas pelas águas das chuvas que caíram em João Pessoa no final do mês de janeiro.

Segundo Elói de Brito, que é coordenador do Núcleo de Apreensão e Depósito da Sedurb, as casas estão em um área de risco e por isso a prefeitura decidiu demoli-las para que não voltassem a ser ocupadas. De acordo com ele, no total seis casas foram derrubadas.

O coordenador informou que moradores de cinco casas foram removidos há cerca de quinze dias para abrigos da prefeitura. “Eles estão cadastrados no auxílio moradia e acredito que já estejam procurando local para morar”, disse Elói. Ele disse ainda que a sexta casa foi desocupada nesta sexta-feira.

Barracos são derrubados em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1 PB)
Casas estão em áreas de risco e estão sendo derrubadas para que não voltem a ser
ocupadas (Foto: Walter Paparazzo/G1 PB)
  Fonte