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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Crea pede intervenção do MPPB e MPT em obras de triplicação da BR-230

Paraíba / 12.05.2017 - 12:39:15



Uma representação feita pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PB), nesta sexta-feira (12), ao Ministério Público do Estado da Paraíba solicitou a intervenção da instituição para garantir a segurança da população que mora em João Pessoa e Cabedelo e de quem trafega pela BR-230, no trecho que vai passar por obras de triplicação.
 
De acordo com o assessor institucional do Crea-PB, Corjesu Paiva dos Santos, as obras iniciadas no trecho da rodovia federal que vai de Cabedelo às Três Lagoas, em João Pessoa, apresentam vários problemas de segurança.
Segundo ele, equipamentos e máquinas estão trabalhando muito próximo à linha de alta tensão. Além disso, obras de escavações também estão comprometendo a estabilidade dos postes, que podem cair na rodovia. “A situação é de risco iminente de acidentes que podem causar grandes transtornos à população e inclusive mortes”, alertou.
A representação foi comunicada ao 2° subprocurador-geral de Justiça, Valberto Lira, e será encaminhada à Promotoria de Justiça de Cabedelo e também ao Ministério Público do Trabalho (MPT) na Paraíba ainda hoje. O objetivo é que MP estadual e federal marquem uma reunião conjunta com o Dnit, com a empresa construtora responsável pela execução das obras e com a Energisa para tratar do assunto.
O engenheiro também informou que o Crea-PB vai solicitar ao MPT que seja adotada medida para interditar as obras até que estejam asseguradas as condições  de segurança para os trabalhadores e para quem trafega pela região e mora na área.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Canteiro é preparado para obra de ampliação da BR-230, na Paraíba

23/03/2017 15h00 - Atualizado em 23/03/2017 15h00

Máquinas foram vistas no km 8 da rodovia, na cidade de Cabedelo.
Mobilização do canteiro de obras pode levar até 60 dias, diz DNIT.

Do G1 PB


Obras na BR-230 mostraram primeiros sinais de início  (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Obras na BR-230 mostraram primeiros sinais
de início (Foto: Walter Paparazzo/G1)
A obra de ampliação da BR-230, que começa em Cabedelo, na região da Grande João Pessoa, já está na fase de preparação do canteiro de obras. No trecho do km 8 da rodovia federal, entre o Poço e Intermares, em Cabedelo, já existem máquinas e faixas de isolamento. A obra deve contemplar mais de 26 km da estrada, criar a terceira faixa de rodagem, além de novos viadutos e passarelas.

A assessoria de imprensa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que, segundo o fiscal do contrato, engenheiro Rainer Rembrandt, a ordem de início dos serviços foi assinada em 10 de março de 2017, consolidando o início da obra, que se encontra em fase de mobilização do canteiro de obras. Essa fase pode levar até 60 dias, contados da ordem de início dos serviços.​
  
A obra
O DNIT confirmou que vai construir 13 novos viadutos no trecho de 28 km da BR-230, que será alargado, entre a cidade de Cabedelo e o bairro de Oitizeiro, em João Pessoa. Além dos elevados, o órgão anunciou a ampliação de outros três para abrigar as novas faixas que serão construídas.

De acordo com o DNIT, a rodovia, que hoje tem duas faixas nos dois sentidos, passará a contar com três faixas de ida e mais três de volta. As obras devem ter início depois da fase de mobilização do canteiro de obras. A previsão é que o serviço seja concluído em janeiro de 2020.

Segundo o DNIT, a intervenção, orçada em mais de R$ 255 milhões, vai ser executada pelo Consórcio Copasa/Construcap, formado pelas companhias Sociedade Anonima Copasa e Construcap - CCPS Engenharia e Comércio SA. Em janeiro, o orçamento, como publicado no Diário Oficial da União, previa um custo total de R$ 225 milhões.


Ainda de acordo com o órgão federal, além das novas faixas e dos viadutos, vão ser construídas mais de dez passarelas para pedestres ao longo dos 28 quilômetros do trecho contemplado.

Com o alargamento da rodovia, os viadutos de Manaíra, UFPB e Cristo vão ser ampliados para acomodar as novas faixas. O DNIT informou também que, ao longo da execução, vai divulgar o cronograma de interdições da rodovia para que a intervenção seja feita.


 

terça-feira, 13 de maio de 2014

'Gente que nunca fez nada' critica obra do São Francisco, diz Dilma

13/05/2014 11h32 - Atualizado em 13/05/2014 13h53 

Presidente foi ao Nordeste vistoriar trechos da transposição.
Ao falar do abastecimento na região, ela citou o sistema Cantareira, em SP.
 
Juliana Braga  
Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff rebateu nesta terça-feira (13) críticas sobre atrasos nas obras de transposição do rio São Francisco e disse que "quem nunca fez nada, desanda a cobrar". A presidente realiza visita a estados do Nordeste para  vistoriar as obras do rio e deu a declaração em conversa com jornalistas em São José de Piranhas (PB).

Dilma posa para foto com operários no túnel Túnel Cuncas II, nas obras do Rio São Francisco  (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Dilma posa para foto com operários no Túnel Cuncas II, nas obras
do Rio São Francisco (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A construção começou em 2007. O projeto de integração do São Francisco tem extensão total de 469 quilômetros e a estimativa é que 11,6 milhões de pessoas sejam atendidas com fornecimento de água em cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A previsão do governo federal, segundo o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, é que as obras fiquem prontas até dezembro do ano que vem.

"Acontece uma coisa engraçada no Brasil, não sei se vocês já notaram. Quem nunca fez, desanda a cobrar de quem fez. Então é isso que nós estamos assistindo. Gente que nunca fez quando pôde, cobrar de quem está fazendo quando pode", criticou.
Ao comentar a oferta de água que a transposição vai proporcionar, a presidente fez uma comparação com o sistema Cantareira, que abastece a cidade de São Paulo. Para Dilma, a capital paulista passa por uma situação "difícil". O nível da represa chegou a 8,6% nesta terça.

"O rio São Francisco é o rio que beneficia mais a população nordestina e que vai garantir uma diferença de qualidade, principalmente quando nós estamos vendo, hoje, uma situação muito, muito difícil sendo passada no estado mais rico da federação, que é São Paulo. É a falta de água na barragem da Cantareira, lá do reservatório da Cantareira", disse.

Em seguida, Dilma elogiou o planejamento dos estados no Nordeste no que diz respeito a abastecimento de água. "Você veja que o Nordeste teve esse mérito. Ele teve essa consciência e esse planejamento. Não é de hoje que você faz isso", pontuou.

Momentos mais tarde, já em Jati (CE), Dilma voltou a mencionar a situação do estado de São Paulo, ao dizer que, no Nordeste houve "previsão" e que lá nenhum líder foi "surpreendido pela seca".
 
"Vejam vocês que o Brasil está passando por um período de estiagem e hoje, no Sudeste, nos estados mais ricos da federação, especialmente em São Paulo, estamos enfrentando uma seca de todas proporções. Mas lá não tem obra dessa proporção para garantir segurança hídrica", disse.

Ela completou que os trabalhadores que participaram da obra deveriam estar de "queixo erguido" porque, segundo ela, a transposição vai mudar as "condições" para o Nordeste se desenvolver.

Agenda
A presidente Dilma Rousseff vai fazer nesta terça vistoria em trechos da obra de transposição do Rio São Francisco em cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará.

Primeiro ela vai passar pelas obras do Túnel Cuncas II, próximo a São José de Piranhas (PB) – segundo o Ministério da Integração, o túnel possui quatro quilômetros de extensão e foi concluído em março deste ano. Em seguida, a presidente vai visitar a barragem construída em Jati (CE), responsável por levar a água do rio São Francisco ao estado do Ceará.

A última vistoria de Dilma nesta viagem será em Cabrobó (PE), onde visitará a Estação de Bombeamento 1, responsável por levar a água do rio a localidades com altitude elevada. De acordo com o ministério, a etapa está 83,8% concluída.

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o custo total previsto da obra de transposição é de R$ 8,2 bilhões e, até março deste ano, R$ 4,6 bilhões já haviam sido executados (valor sem correção monetária).

Cobranças
Na segunda-feira (12), em cerimônia na ciadade de Ipatinga (MG), Dilma também reclamou das críticas de cobranças feitas por conta de atrasos na execução do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. "Por que na hora de a gente fazer o acordo e passar os recursos todo mundo quer, e na hora de cobrar só nós somos cobrados? Que história é essa? Eu respondo pelos meus atos, mas não respondo pelos dos outros", disparou.

O governo mineiro rebateu a crítica e disse em nota que a responsabilidade pela obra é do governo federal. Disse ainda que a obra não foi iniciada porque o DNIT - estatal ligada ao Ministério dos Transportes - ainda não liberou o projeto para o estado fazer a licitação.
 
 Fonte
 
 
 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Obras destroem pegadas no Vale dos Dinossauros; TRF-5 determina paralisação

20/07/12 - 12:15 - Atualizado em 20/07/12 - 12:19
 
Obras serão suspensas até que sejam cumpridas as formalidades impostas pelo Iphan
 
 
Obras de implantação e pavimentação das rodovias BR-426 e BR-434 estão destruindo sítios pré-históricos e até pegadas de dinossauros dos bens arqueológicos e paleontológicos em toda a bacia do Rio do Peixe, região conhecida como Vale dos Dinossauros, localizada no sertão do estado. Está constatação foi feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) que junto com o Ministério Público Federal entrou na Justiça para paralisar as obras e conseguiram uma liminar para interromper os trabalhos.

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) aceitou recurso do Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba e determinou a paralisação imediata das obras de implantação e pavimentação das rodovias BR-426 e BR-434, até que sejam cumpridas as formalidades previstas pelo Ipahn.

Em março de 2012, o MPF havia ajuizado ação contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente na Paraíba (Sudema), para evitar que continuassem depredando o patrimônio cultural paleontológico daquela região. A Sudema, mesmo sendo órgão responsável pela manutenção do Monumento Natural Vale dos Dinossauros, emitiu licenças ambientais sem previsão específica de estudos de prospecção arqueológica. Já o Dnit, apesar de ter sido notificado diversas vezes pelo Iphan, continuou todas as obras embargadas, tendo, inclusive, concluído a BR-405.

Na Ação Civil Pública nº 0000423-93.2012.4.05.8202, o MPF pedia em caráter de urgência (liminar), que a Justiça determinasse ao Dnit a paralisação imediata de todas as obras até que fossem realizados estudos para identificar e salvar sítios arqueológicos existentes, condicionando o retorno das obras à autorização do Iphan. No entanto, o juiz de primeiro grau não concedeu a liminar requerida e as obras continuaram, o que levou o MPF a recorrer ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, obtendo vitória.

No recurso, o Ministério Público Federal insistiu que é urgente a paralisação imediata de todas as obras civis de implantação e pavimentação das rodovias BR-426 e BR-425. Ressaltou que as obras da BR 405 já haviam causado danos irreversíveis ao patrimônio paleontológico, com destruição de 2,5 quilômetros de cercas de rochas riquíssimas em materiais paleontológicos, algumas delas com registros de pegadas de dinossauros.

O MPF ainda enfatizou que a arqueóloga, contratada pelo próprio Dnit para diagnosticar a área das obras das rodovias, havia constatado os danos já sofridos pelo patrimônio arqueológico e alertado para a necessidade de monitoramento urgente sobre as obras, “porque outros bens, eventualmente não diagnosticados, podem vir a sofrer danos com o avanço do empreendimento”. A arqueóloga encontrou, pelo menos, seis sítios arqueológicos no trecho de 18 quilômetros de extensão da BR-434.

Apesar do alerta e dos insistentes apelos do Iphan para que as obras somente continuassem com a presença de arqueólogo e paleontólogo para assegurar a proteção aos bens históricos, eventualmente localizados, o Dnit, de forma irresponsável, prosseguiu os serviços com intenso revolvimento de solo e subsolo, mesmo nos locais onde foi apontada a presença de sítios arqueológicos pela profissional contratada pelo órgão.

Para o Ministério Público Federal, esse é o prenúncio do que ocorrerá com a riqueza paleontológica e arqueológica situada na região afetada pelas obras das rodovias BR-426 e BR-434. “Se não foi possível resguardar os bens culturais irreversivelmente prejudicados pelas obras da BR-405, já finalizadas pelo Dnit, ainda é possível minimizar os impactos decorrentes da implementação das rodovias BR-426 e BR-434 antes que o mesmo ocorra com o material arqueológico ou paleontológico presente em seu entorno”, argumentou o MPF no recurso e obteve a decisão favorável do desembargador Walter Nunes da Silva, no TRF-5.



quinta-feira, 5 de julho de 2012

Árvore cai e interdita parcialmente rodovia federal na Paraíba

03/07/2012 14h30 - Atualizado em 03/07/2012 14h30

Apenas um dos sentidos da BR-101 ficou interditado.
Após mais de 1 hora de trânsito lento, o DNIT desbloqueou a passagem.


Do G1 PB
 
Árvore deixou o trânsito lento no local por mais de 1 hora (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Árvore deixou o trânsito lento no local por mais de 1 hora (Foto: Walter Paparazzo/G1)
 
No final da manhã desta terça-feira (3), outra árvore não resistiu as fortes chuvas e caiu, desta vez interditando parcialmente o km 92 da BR-101, no sentido Cruz das Armas. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foi o responsável pela serragem da árvore. A passagem foi desbloqueada e o trânsito está normalizado.


 

sábado, 30 de junho de 2012

Chuva deixa um morto e 1.050 desabrigados

Segundo a Agência Executiva de Gestão de Águas (Aesa) choveu 76,4% a mais que a média para junho, e mais chuvas estão previstas.

 


Francisco França
Na BR-230 uma barreira despencou atingindo um carro e duas motocicletas, o acidente não deixou mortos

Uma pessoa morta, 1.050 desabrigadas, quatro deslizamentos de barreiras, seis acidentes de trânsito, quedas de árvores e alagamentos em diversos pontos na Região Metropolitana de João Pessoa. Este foi o saldo de 24 horas de chuvas (das 9h de quarta-feira até as 9h de ontem) e um volume pluviométrico de 151,6 milímetros (mm) somente na capital, conforme a Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba (Aesa).

Ainda de acordo com a Aesa, este mês já choveu na cidade 532,3 mm, o que corresponde a 76,4% a mais do que a média histórica para junho. A previsão para as próximas 24 horas é de chuvas intercaladas com períodos de estiagem, devendo chover mais durante a noite e madrugada.

Em Pitimbu, no Litoral Sul, a 64 quilômetros de João Pessoa, as precipitações também foram fortes e causaram a morte de um pescador de 36 anos. Segundo a secretária municipal do Meio Ambiente, Maria da Penha Menezes, o homem morava sozinho e dormia quando a casa desabou. Moradores acionaram policiais, mas a vítima já estava sem vida, quando foi resgatada dos escombros.

“Em Pitimbu, as chuvas causaram alagamentos e aumentou o risco de desabamentos em vários trechos. Equipes da Secretaria de Infraestrutura já estão monitorando as áreas. Pedimos ajuda também às equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para evitar novas tragédias”, disse a secretária.

Em João Pessoa, as chuvas deixaram a situação crítica. Houve alagamentos na maioria das 31 áreas de risco na cidade, situadas em regiões próximas a encostas e rios. Em quatro pontos da cidade houve deslizamentos de barreira. O mais grave ocorreu por volta das 8h, na BR-230, nas proximidades do bairro do Castelo Branco, onde parte de uma barreira despencou e soterrou duas motos e arrastou um carro - que transitavam no local no momento do incidente.

Os três ocupantes dos veículos sofreram escoriações e foram socorridos por equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Um deles, Pedro Pedrosa de Oliveira, 28 anos, foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma, passou por exames e recebeu alta hospitalar por volta das 9h44 de ontem - segundo a assessoria de imprensa da instituição.

Com o impacto do desmoronamento, o carro foi lançado para outra faixa da rodovia e ficou com os pneus para cima. Ainda assustada, a condutora do veículo, Ana de Lourdes, disse que, por pouco, não foi soterrada. “Eu percebi que a barreira estava caindo, mas não conseguia acelerar, porque estava lado a lado com um motoqueiro. Eu só senti quando o carro começou a virar.

Graças a Deus, que as perdas foram apenas materiais”, disse.

A Polícia Rodoviária Federal interditou o tráfego no local. O fluxo de carros só será liberado após a remoção da terra espalhada na pista e uma vistoria do Departamento Nacional de Infraestrutura do Trânsito (DNIT).

Os outros deslizamentos ocorreram, quase ao mesmo tempo, na comunidade do Timbó, Bancários; no bairro do Alto do Mateus e na avenida 14 de Julho, no Rangel. Não houve vítimas.

Além de deslizamentos de terra, a chuva causou alagamentos.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Noé Estrela, as áreas mais atingidas foram o bairro São José (Manaíra) e as comunidades Tito Silva, São Rafael (ambas no Castelo Branco), Padre Hildon Bandeira (Torre) e Timbó (Bancários).

As famílias prejudicadas pelas chuvas nestas localidades estão alocadas temporariamente em escolas públicas, na capital, conforme Noé. “Recebemos muitas ligações ontem, mas não foi possível fazer um levantamento dos chamados porque a equipe estava nas ruas atendendo às ocorrências”, completou. (Colaborou Camila Alves)



sábado, 17 de março de 2012

Áreas de risco de acidentes com produtos químicos perigosos serão mapeadas na PB

 
 
Secom-PB

A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), à frente da Comissão Estadual do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (P²R²), conseguiu recuperar, no Ministério do Meio Ambiente (MMA), o convênio para o mapeamento das áreas mais propensas a acidentes com produtos químicos perigosos na Paraíba. O convênio, que estabeleceu o mapeamento de áreas na BR-230, de Cabedelo à Campina Grande, representa a captação total R$ 599.080,00 em recursos - sendo R$ 530.940,00 do MMA e R$ 68.140,00 da Sudema.

Há quase três anos parado, o P²R² foi retomado pelo Governo do Estado por meio de novas propostas apresentadas pela Sudema, que também conseguiu a prorrogação do convênio com o MMA por mais um ano. O plano determina ações preventivas e corretivas, no que se refere a acidentes com produtos químicos perigosos, e também prepara e capacita os profissionais envolvidos nos âmbitos federal, estadual e municipais. O trabalho de prevenção é desenvolvido por meio da implantação de sistemas, programas, ações e iniciativas para inibir práticas que representem riscos de acidente. Já no caso de um acidente com produtos químicos perigosos, as ações de correção vão permitir respostas rápidas e eficazes, de forma a minimizar o impacto, tanto no meio ambiente quanto entre a população.

Nessa sexta-feira (16), a Comissão Estadual do P²R² esteve reunida para formalizar as parcerias e discutir adições e sugestões quanto à execução do plano na Paraíba, que hoje se encontra em fase de retomada do mapeamento e de construção do Sistema de Informação Geográfica (SIG) - um sistema computadorizado que facilita a análise, gestão ou representação do espaço e dos fenômenos naturais.

Comissão Estadual P²R² - Fazem parte da Comissão Estadual, a Sudema, as secretarias de Estado da Saúde (SES) e de Infraestrutura (Seinfra), a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Florestal, a Polícia Rodoviária Federal, o Exército Brasileiro, a Capitania dos Portos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), a Associação Nacional dos Municípios para o Meio Ambiente (Anamma), a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) e organizações não governamentais (ONGs).


 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Vale dos Dinossauros: MPF ajuíza ação contra Dnit e Sudema

15/03/2012 - 16h45

Obras de construção das BRs 405-PB, 426-PB e 434-PB, feitas pelo Dnit, já impactaram diversos locais de preservação, tendo até mesmo destruído um sítio pré-histórico. 
 
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, no dia 8 de março de 2012, ação civil pública, com pedido de liminar, contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado da Paraíba (Sudema), em defesa do patrimônio cultural, paleontológico e científico, formado pelo conjunto dos sítios paleontológicos da Bacia do Rio do Peixe, localizada no sertão da Paraíba.
 
O objetivo da ação, é evitar a continuidade da depredação realizada pelo Dnit contra o patrimônio cultural paleontológico daquela região, bem como responsabilizar, tanto o Dnit quanto a Sudema, pelos danos já causados durante as obras de construção das rodovias BRs 405-PB, 426-PB e 434-PB.
 
Segundo foi apurado, as obras das referidas BRs impactaram diversos locais de preservação, tendo até mesmo destruído um sítio pré-histórico. Foram utilizados explosivos para alargamento do leito existente, maquinário pesado, terraplenagem, sem qualquer espécie de estudos prévios de prospecção arqueológica e paleontológica, e muito menos trabalhos de salvamento. Achados paleontológicos destruídos foram localizados inclusive em “bota-fora” - restos das obras acumulados ao lado das estradas, após concluídas.
 
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) chegou a notificar o Dnit para que paralisasse imediatamente as intervenções físicas na área do Vale dos Dinossauros, por ausência de autorização do órgão competente, bem como explicasse, por escrito, a destruição da área com potencial arqueológico e paleontológico, considerando a existência, na área da obra, desses bens protegidos pela legislação. No entanto, nada foi providenciado pelo Dnit, que deu prosseguimento à devastação até a conclusão final da BR 405-PB.
 
Pegadas destruídas - Em inspeção no Vale dos Dinossauros, técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), verificaram que cercas de placas de rocha centenárias, usadas pela população rural para delimitação de propriedades, nas quais foram identificados grande número de evidências palentológicas, foram completamente destruídas pelas obras da BR 405-PB. Apenas nas obras de implantação dessa rodovia, no município de São João do Rio do Peixe, foram destruídos aproximadamente 2,5 km de cercas de placas de rocha.
 
Para o MPF, o poder público federal deveria ser o primeiro a zelar pelos seus próprios bens e propiciar, por todos seus órgãos, sejam da administração direta ou indireta, a proteção, o zelo e o cuidado com este importante patrimônio. “A participação da Sudema nestes empreendimentos, com a emissão de licenças ambientais sem previsão específica de estudos de prospecção arqueológica, surpreende, pois não só o órgão mantém o Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, como não desconhece a existência e a importância dos demais sítios paleontológicos do Vale do Rio do Peixe, muitos dos quais, como o sítio Cabra Assada, destruídos pela estrada que ela própria licenciou.”
 
Liminar - O Ministério Público Federal pede, em caráter de urgência, que a Justiça determine ao Dnit a paralisação imediata de todas as obras civis nos trechos mencionados na ação, abstendo-se de dar-lhes continuidade até que realizados os estudos arqueológicos necessários, sejam identificados, preservados ou salvos os sítios arqueológicos existentes, condicionando o retorno das obras à autorização do Iphan.
Também pede-se que o Dnit abstenha-se de dar início a qualquer obra de engenharia em toda a região da Bacia do Rio do Peixe, sem a contratação prévia de equipe de arqueologia, e sem que os estudos destas estejam concluídos, e realizado o salvamento de todos os sítios identificados na área de impacto das obras.
 
Pedido principal - O MPF pede que a ação seja julgada procedente, para que, mantidas as disposições do pedido liminar, sejam o Dnit e a Sudema condenados solidariamente ao pagamento de indenização pelos danos causados, no valor de R$ 10 milhões, considerada a gravidade dos fatos e a irreversibilidade da destruição já causada. Esse valor deverá ser integralmente revertido para projetos ou estudos de identificação, delimitação, proteção e salvamento de todos os sítios arqueológicos localizados na Bacia do Vale do Rio do Peixe.
 
Área tombada: A área de 700 km², trata-se de um dos mais importantes acervos paleontológicos do Brasil, que ainda padece de falta de estudos, mapeamento e proteção. É composta não só pelo conhecido Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, mas por diversos outros sítios, abrange cerca de trinta localidades da região, tais como os municípios de Sousa, Aparecida, Pombal, Uiraúna, Vieirópolis e São João do Rio do Peixe.
 
Vale ressaltar que a área é objeto do Processo de Tombamento nº 1.576-T-09, aberto no Iphan, o que a coloca imediatamente sob a tutela da autarquia, nos termos do Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.