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quarta-feira, 1 de março de 2017

Moradores dizem ter avistado onça na zona rural de São José de Piranhas

Alex Gonçalves, às 07:47


Serra do Braga, local onde há constantes aparecimento de onça (foto: Alex Gonçalves).


O suposto aparecimento de uma onça na tão conhecida Serra do Braga, Município de São José de Piranhas, tem tirado o sossego de diversos moradores. O animal já foi avistado por diversas pessoas e o medo de um possível ataque a humanos já vem de muito tempo. Os moradores dizem que a onça já atacou bezerros, ovelhas e até cachorros que tentam enfrentá-la.

Segundo relatos, diversas pegadas, carcaças de animais e marcas em arvores deixadas pelas unhas podem ser encontradas, além cachorros que passam a noite 'acoados' no mato no rastro da suposta onça.

O felino que anda pela serra [território de grande extensão] não é uma onça pintada, animal muito perigoso, mas sim uma onça Suçuarana [onça vermelha animal que não representa grande perigo às pessoas]. "Não é primeira vez que o povo daqui avista onça, nessa serra, uma vez aqui o povo matou uma onça e comeu com cachaça", diz um rapaz que mora no sítio Morros e pediu anonimato.

Caracterização
É o segundo maior felídeo neotropical, menor apenas que a onça-pintada. Chega a atingir 1,08 m de comprimento, mais a cauda que é longa medindo até 0,61 m e 63 cm de altura e a pesar até 80 kg. Seu pelo é em geral bege-rosado, pode ser cinza, marrom ou cor-de-ferrugem. O comprimento do pelo varia conforme o habitat - vai de curto a muito longo.

Seu período de vida é de 20 anos em cativeiro. Entre os felinos é um dos melhores saltadores, podendo saltar para o chão, de alturas de até 15 metros, pode dar também saltos de até 6 metros de extensão isto facilita sua caça. Suas garras são muito longas.

Habitat
São variados, incluindo florestas tropicais e subtropicais, caatinga, cerrado, pantanal , desertos e montanhas.
 

Distribuição
Vive nas Américas, do Canadá ao extremo da América do Sul.

Hábitos
É um animal solitário, terrestre. Sua atividade é noturna. O seu território compreende áreas de 65 km², necessita no mínimo 20 km² para sobreviver. Os machos toleram-se e evitam-se.
  
Alimentação
É muito variada, pois habita territórios vastos. Desde pequenos roedores até mamíferos de grande porte (capivaras, veados, catetos, aves e répteis).
 
Reprodução 
O período de gestão é de 84 a 98 dias, com minhada de 1 ou 6 filhotes, nascem com 220-440 gramas. O filhote é pintado, depois de alguns meses a cor do pelo fica uniforme. Os filhotes permanecem com a mãe por quase dois anos.
 
Manifestações sonoras
Os adultos se comunicam por meio de uma espécie de silvo estridente.

 
POR ALEX GONÇALVES
Tribuna10: 1º, 03, 2017, 12h39

Fonte
 
 
 


terça-feira, 13 de maio de 2014

Complexidade da transposição foi subestimada, afirma Dilma


13/05/2014 15h03 - Atualizado em 13/05/2014 18h40

Segundo presidente, esse foi um dos fatores que motivaram atrasos.
Ela fez nesta terça vistoria a trechos da obra em estados do Nordeste.
 
Gioras Xerez e Juliana Braga  

Do G1 Ceará e do G1, em Brasília
 
A presidente Dilma Rousseff e o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS) durante visita a trecho da obra de transposição do Rio São Francisco, em Jati (CE) (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)
A presidente Dilma Rousseff e o governador do Ceará, Cid Gomes
(PROS) durante visita a trecho da obra de transposição do
Rio São Francisco, em Jati (CE) (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)

 
Em visita ao sertão nordestino para vistoriar as obras da transposição do Rio São Francisco, a presidente Dilma Rousseff reconheceu nesta terça-feira (13) que houve atrasos no empreendimento, mas atribuiu a demora para concluir o projeto ao fato de a complexidade da construção ter sido subestimada. Ela não especificou quem subestimou o empreendimento.

"Acho que houve também uma subestimação da obra. (...) Houve atrasos porque também acho que se superestimou muito a velocidade que poderia ter, minimizando a sua complexidade" -- Dilma Rousseff, presidente da República
 
"Acho que houve também uma subestimação da obra. Não acredito que uma obra desta, em outro lugar do mundo, leve dois anos para ser feita. Nem tampouco um ano, nem tampouco três", disse a presidente.

"É uma obra bastante sofisticada. Implica num tempo de maturação. Eu não estou negando que houve atrasos. Houve atrasos porque também acho que se superestimou muito a velocidade que poderia ter, minimizando a sua complexidade", complementou.

A construção da obra que levará água do Rio São Francisco a regiões historicamente atingidas pela estiagem começou em 2007. O projeto de transposição tem extensão total de 469 quilômetros e a estimativa é que 11,6 milhões de pessoas sejam atendidas com fornecimento de água em cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A previsão do governo federal, segundo o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, é que as obras fiquem prontas até dezembro do ano que vem.

Vistoria
Dilma viajou ao Nordeste nesta terça para vistoriar trechos da obra de transposição do Rio São Francisco em cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará.

Primeiro, ela acompanhou as obras do Túnel Cuncas II, próximo a São José de Piranhas (PB). Segundo o Ministério da Integração, o túnel possui quatro quilômetros de extensão e foi concluído em março deste ano.
Em seguida, a presidente foi visitar a barragem construída em Jati (CE), responsável por levar a água do rio São Francisco ao estado do Ceará.

A última vistoria de Dilma nesta viagem será em Cabrobó (PE), onde, na tarde desta terça, visitará a Estação de Bombeamento 1, responsável por levar a água do rio a localidades com altitude elevada. De acordo com o ministério, a etapa está 83,8% concluída.
 
Conforme o Tribunal de Contas da União (TCU), o custo total previsto da obra de transposição é de R$ 8,2 bilhões e, até março deste ano, R$ 4,6 bilhões já haviam sido executados (valor sem correção monetária).
 
"O Nordeste adquiriu mais cedo do que o resto do Brasil a consciência da importância estratégica de ter água e de que você não pode achar que as conjunturas favoráveis, as conjunturas hidrológicas favoráveis, elas são permanentes" -- Dilma Rousseff, comentando sobre os investimentos para reduzir o impacto da seca nos estados do  Nordeste
 
Estiagem em São Paulo
Apesar de estar em visita pelo Nordeste, Dilma comentou durante sua passagem pelo Ceará sobre a situação dos reservatórios em São Paulo e da ameaça de falta de água no estado mais rico do país.

Na entrevista coletiva que concedeu em Jati (CE), a presidente disse que o problema não é de São Paulo, e sim de "todo o Sudeste. "Quem não investiu, quem não preveniu, vai ter problema. Em qualquer circunstância, é isso", avaliou.

A petista também voltou a elogiar o planejamento do Nordeste que, segundo ela, tinha "séculos de não investimento e insegurança hídrica". Segundo Dilma, é preciso sempre lidar com o fato de que pode não chover.

"Mas o Nordeste aprendeu. Como essa questão era uma questão muito candente para quem morava aqui, eu acho que o Nordeste adquiriu mais cedo do que o resto do Brasil a consciência da importância estratégica de ter água e de que você não pode achar que as conjunturas favoráveis, as conjunturas hidrológicas favoráveis, elas são permanentes", afirmou.

Ministério da Integração
Indagada sobre se o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, seria mantido no cargo até o final do seu mandato, a presidente da República disse que a pergunta era descabida.

Ela afirmou que os seus ministros ficam no cargo enquanto tiverem sua confiança. "E não tem motivo para eu não ter confiança no ministro Francisco no presente momento", enfatizou.

Teixeira é afilhado político do governador do Ceará, Cid Gomes, e do ex-ministro Ciro Gomes, ambos filiados ao PROS. No entanto, a cúpula do partido, mais novo integrantes da base aliada, vem pressionando a presidente a substituir o ministro por uma indicação da direção da legenda.

Na semana passada, como revelou o Blog do Camarotti, Ciro ameaçou deixar o partido e acusou os dirigentes da sigla de "chantagear" a presidente.

Os dirigentes do PROS iriam se reunir nesta terça, em Brasília, para discutir a eventual substituição de Francisco Teixeira, porém, o encontro foi desmarcado. O partido divulgou nota informando que o presidente nacional da legenda, Euripedes Junior, contraiu dengue e foi internado em um hospital de Brasília.

Copa do Mundo
Dilma Rousseff voltou a afirmar que o Brasil garantirá a segurança das delegações e dos chefes de Estado que vierem ao país participar da Copa do Mundo de 2014.  Ela disse que a conjunção das forças federais, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e Forças Armadas, com as polícias militares locais, vão assegurar que a Copa seja feita pacificamente.

"Quem quiser manifestar pode, mas quem quiser manifestar não pode prejudicar a Copa", defendeu.
 
"Quem quiser manifestar pode, mas quem quiser manifestar não pode prejudicar a Copa" -- Dilma Rousseff, falando sobre as expectativas de protestos durante o mundial da Fifa
A presidente acrescentou ainda que, como o Brasil é uma democracia, as pessoas podem se manifestar "perfeitamente", mas, na opinião dela, democracia "não significa vandalismo nem tampouco prejuízo para o conjunto da população".

Sobre as obras para o mundial, Dilma avaliou que os estádios e aeroportos estão "encaminhados". E lamentou as críticas feitas ao novo terminal do aeroporto de Guarulhos (SP), inaugurado no último domingo (11) com alguns problemas. Uma das queixas dos usuários do Terminal 3 foi a falta de água nos banheiros, e goteiras.

"Acho lamentável que quando se olhe um aeroporto do tipo de Guarulhos se fale de um pingo d’água, quando de fato a obra é uma obra excepcional. Acho de uma vontade com o país fantástica", reclamou.

Pesquisas eleitorais
Em meio à entrevista, Dilma se esquivou de responder questões sobre seu desempenho nas pesquisas eleitorais. Na última sexta-feira (9), pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha mostrou Dilma com 37% das intenções de voto, o senador Aécio Neves com 20%, e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos com 11%.
 
"Eu não comentei nunca pesquisa quando eu subia, não comento quando caio também. E também quando fico estável. Então, eu não comento pesquisa" -- Dilma Rousseff, esquivando-se de pergunta sobre seu desempenho na última pesquisa do Instituto Datafolha
Na pesquisa anterior, Dilma parecia com 38%, Aécio Neves com 16% e Eduardo Campos com 10%.

"Posso falar uma coisa para você? Eu não comentei nunca pesquisa quando eu subia, não comento quando caio também. E também quando fico estável. Então, eu não comento pesquisa", respondeu quando questionada em entrevista coletiva.

Em seguida, Dilma acrescentou que pesquisa é "conjuntural". "Sabe quando a gente vê o que vai dar? Quando você é testado, é ali que você olha. E testado pela população. Aí você sabe se você subiu, se você caiu, ou se você ficou na mesma", disse.
 
 
Fonte
 
 

'Gente que nunca fez nada' critica obra do São Francisco, diz Dilma

13/05/2014 11h32 - Atualizado em 13/05/2014 13h53 

Presidente foi ao Nordeste vistoriar trechos da transposição.
Ao falar do abastecimento na região, ela citou o sistema Cantareira, em SP.
 
Juliana Braga  
Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff rebateu nesta terça-feira (13) críticas sobre atrasos nas obras de transposição do rio São Francisco e disse que "quem nunca fez nada, desanda a cobrar". A presidente realiza visita a estados do Nordeste para  vistoriar as obras do rio e deu a declaração em conversa com jornalistas em São José de Piranhas (PB).

Dilma posa para foto com operários no túnel Túnel Cuncas II, nas obras do Rio São Francisco  (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Dilma posa para foto com operários no Túnel Cuncas II, nas obras
do Rio São Francisco (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A construção começou em 2007. O projeto de integração do São Francisco tem extensão total de 469 quilômetros e a estimativa é que 11,6 milhões de pessoas sejam atendidas com fornecimento de água em cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A previsão do governo federal, segundo o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, é que as obras fiquem prontas até dezembro do ano que vem.

"Acontece uma coisa engraçada no Brasil, não sei se vocês já notaram. Quem nunca fez, desanda a cobrar de quem fez. Então é isso que nós estamos assistindo. Gente que nunca fez quando pôde, cobrar de quem está fazendo quando pode", criticou.
Ao comentar a oferta de água que a transposição vai proporcionar, a presidente fez uma comparação com o sistema Cantareira, que abastece a cidade de São Paulo. Para Dilma, a capital paulista passa por uma situação "difícil". O nível da represa chegou a 8,6% nesta terça.

"O rio São Francisco é o rio que beneficia mais a população nordestina e que vai garantir uma diferença de qualidade, principalmente quando nós estamos vendo, hoje, uma situação muito, muito difícil sendo passada no estado mais rico da federação, que é São Paulo. É a falta de água na barragem da Cantareira, lá do reservatório da Cantareira", disse.

Em seguida, Dilma elogiou o planejamento dos estados no Nordeste no que diz respeito a abastecimento de água. "Você veja que o Nordeste teve esse mérito. Ele teve essa consciência e esse planejamento. Não é de hoje que você faz isso", pontuou.

Momentos mais tarde, já em Jati (CE), Dilma voltou a mencionar a situação do estado de São Paulo, ao dizer que, no Nordeste houve "previsão" e que lá nenhum líder foi "surpreendido pela seca".
 
"Vejam vocês que o Brasil está passando por um período de estiagem e hoje, no Sudeste, nos estados mais ricos da federação, especialmente em São Paulo, estamos enfrentando uma seca de todas proporções. Mas lá não tem obra dessa proporção para garantir segurança hídrica", disse.

Ela completou que os trabalhadores que participaram da obra deveriam estar de "queixo erguido" porque, segundo ela, a transposição vai mudar as "condições" para o Nordeste se desenvolver.

Agenda
A presidente Dilma Rousseff vai fazer nesta terça vistoria em trechos da obra de transposição do Rio São Francisco em cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará.

Primeiro ela vai passar pelas obras do Túnel Cuncas II, próximo a São José de Piranhas (PB) – segundo o Ministério da Integração, o túnel possui quatro quilômetros de extensão e foi concluído em março deste ano. Em seguida, a presidente vai visitar a barragem construída em Jati (CE), responsável por levar a água do rio São Francisco ao estado do Ceará.

A última vistoria de Dilma nesta viagem será em Cabrobó (PE), onde visitará a Estação de Bombeamento 1, responsável por levar a água do rio a localidades com altitude elevada. De acordo com o ministério, a etapa está 83,8% concluída.

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o custo total previsto da obra de transposição é de R$ 8,2 bilhões e, até março deste ano, R$ 4,6 bilhões já haviam sido executados (valor sem correção monetária).

Cobranças
Na segunda-feira (12), em cerimônia na ciadade de Ipatinga (MG), Dilma também reclamou das críticas de cobranças feitas por conta de atrasos na execução do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. "Por que na hora de a gente fazer o acordo e passar os recursos todo mundo quer, e na hora de cobrar só nós somos cobrados? Que história é essa? Eu respondo pelos meus atos, mas não respondo pelos dos outros", disparou.

O governo mineiro rebateu a crítica e disse em nota que a responsabilidade pela obra é do governo federal. Disse ainda que a obra não foi iniciada porque o DNIT - estatal ligada ao Ministério dos Transportes - ainda não liberou o projeto para o estado fazer a licitação.
 
 Fonte
 
 
 

Dilma vistoria nesta terça trechos da transposição do São Francisco

13/05/2014 05h47 - Atualizado em 13/05/2014 09h20 

Presidente visitará trechos em cidades da Paraíba, Ceará e Pernambuco.
Custo previsto da obra é de R$ 8,2 bi e estimativa é que termine em 2015.
 
Juliana Braga e Filipe Matoso Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff faz nesta terça-feira (13) visita de vistoria a trechos da obra de transposição do Rio São Francisco em cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará. A previsão do governo federal, segundo o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, é que as obras fiquem prontas até dezembro do ano que vem.

Dilma fará a vistoria nesta terça às obras do Túnel Cuncas II, próximo a São José de Piranhas (PB) – segundo o Ministério da Integração, o túnel possui quatro quilômetros de extensão e foi concluído em março deste ano. Em seguida, a presidente irá visitar a barragem construída em Jati (CE), responsável por levar a água do rio São Francisco ao estado do Ceará.

A última vistoria de Dilma nesta viagem será em Cabrobó (PE), onde visitará a Estação de Bombeamento 1, responsável por levar a água do rio a localidades com altitude elevada. De acordo com o ministério, a etapa está 83,8% concluída.

A construção começou em 2007. O projeto de integração do São Francisco tem extensão total de 469 quilômetros e a estimativa é que 11,6 milhões de pessoas sejam atendidas com fornecimento de água em cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o custo total previsto da obra é de R$ 8,2 bilhões e, até março deste ano, R$ 4,6 bilhões já haviam sido executados (valor sem correção monetária).
A transposição do São Francisco é, atualmente, dividida em dois eixos: Norte e Leste. O Eixo Norte, de acordo com o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentado em fevereiro deste ano, está 50% concluído e o Eixo Leste, 52%, segundo o governo. Além dos eixos, há obras dos chamados subsistemas, responsáveis por levar água dos eixos centrais a estações de tratamento.

Críticas
Ambientalistas e organizações sociais são contrários ao projeto de infraestrutura, com a alegação de que a transposição causaria danos graves ao meio ambiente e a populações mais pobres do sertão nordestino.

O Comitê da bacia hidrográfica do Rio São Francisco, que tem representantes de todos os estados em que passa o curso d’água, divulgou parecer afirmando que a revitalização do rio em áreas urbanizadas deveria ser prioridade antes da transposição. Segundo o comitê, as margens do São Francisco sofrem com a erosão e isso acarretaria no aumento da quantidade de terra no leito e redução do volume de água, oferecendo risco à navegação e impacto às espécies aquáticas.

Ambientalistas sugerem a necessidade de reduzir o despejo de esgoto não tratado no rio. Caso isso não fosse feito, a transposição levaria para açudes água poluída e não potável.

Para os críticos, as obras estariam impactando negativamente a Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais, e não beneficiaria populações ribeirinhas e indígenas que vivem nessas regiões, já que, segundo as ONGs, o projeto contemplaria principalmente grandes produtores rurais e o setor industrial.
 
TCU apura sobrepreço no Eixo Norte
obras da transposição do sao francisco no CE em janeiro (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Trecho das obras do São Francisco no Ceará,
em imagem de janeiro deste ano
(Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
O Tribunal de Contas da União (TCU) apura contratos assinados entre o governo e empresas responsáveis pelo fornecimento de bombas e construção de sistemas de bombeamento referentes ao Eixo Norte da obra – orçados em R$ 14,4 milhões.

A Secretaria de Fiscalização de Obras Portuárias, Hídricas e Ferroviárias, unidade técnica responsável por acompanhar todos os processos relativos às obras de integração do São Francisco, informou nesta segunda-feira (12) que, desses R$ 14,4 milhões, R$ 8,7 milhões são referentes a indícios de sobrepreço praticado contra a União e R$ 5,7 milhões, a serviços previstos considerados desnecessários ou repetidos.

Segundo o órgão, a União e as empresas já apresentaram explicações, que deverão ser analisadas pelo tribunal. Esses contratos são referentes ao Lote 8, licitação aberta em 2011.

O processo analisou, ao todo, R$ 16,7 milhões, mas R$ 2,3 milhões já retornaram aos cofres públicos.

Ainda segundo o TCU, desde 2005, quando o primeiro processo de fiscalização foi aberto para apurar indícios de irregularidade nas obras, foram encontrados R$ 776,2 milhões em indícios de sobrepreço e serviços desnecessários ou repetidos. No período, foram abertos 20 processos.

O TCU aponta que nos 20 processos foram encontrados projetos básicos deficientes, sobrepreço, deficiência de fiscalização e supervisão e atrasos nas obras.

O tribunal diz em relatório, no entanto, que "benefícios" foram obtidos ao longo desses nove anos, como a descentralização da estrutura de fiscalização, abertura de procedimentos para apurar pagamentos indevidos e realização de ações para melhorar a gestão de contratos.


 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Alternativas de uso e captação da água são apresentadas em CG

Evento em alusão ao Dia Mundial da Água está sendo realizado na sede do Instituto Nacional do Semiárido em Campina Grande.





Metodologias alternativas de captação, uso e reutilização da água foram apresentadas ontem em Campina Grande, na sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), durante o seminário “Água e Energia”, realizado em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

O evento, organizado em alusão ao Dia Mundial da Água, termina hoje com relatos de técnicos e dos próprios agricultores sobre as técnicas diferenciadas de uso da água e manejo da terra. Amanhã, ativistas plantarão 1.000 árvores no entorno do açude de Boqueirão.

Entre as experiências bem sucedidas estão as barragens subterrâneas. De acordo com o técnico José Afonso Bezerra, do Coletivo Regional do Cariri, são pelo menos 60 barragens construídas em 11 municípios do Cariri paraibano que funcionam como alternativa de captação de água para os produtores da região.

“Temos conseguido através de parcerias com vários órgãos os recursos para construir estas barragens, que têm custo relativamente baixo, em torno de R$ 4 mil a R$ 6 mil. A gente tem utilizado retroescavadeira para fazer a escavação do riacho, depois é colocada uma lona para fechar a passagem da água subterrânea. A experiência foi bem sucedida onde foi aplicada, para abastecimento humano, de animais e também para plantações”, explicou.

Outra alternativa de produção sustentável e de baixo custo apresentada é o “quintal produtivo”, que tem contribuído para aumentar a renda de pequenos agricultores no interior do Estado, como relatou a agricultora Sara Maria Constância, do assentamento São Domingos, no município de Cubati.

“Eu planto vários tipos de ervas e uso a água do poço que temos no sítio para esta pequena plantação. Teve mês que eu já tirei até R$ 2 mil com o que eu planto no meu quintal. É um investimento muito baixo, com R$ 80 é possível começar”, contou.

O diretor do Insa, Ignácio Salcedo, ressaltou a importância do o uso racional. “A água é um bem fundamental para a vida, sobretudo no Semiárido, então é preciso que se aplique o racionamento".

O Dia Mundial da Água é comemorado em 22 de março pela Organização das Nações Unidas (ONU). Durante os dois dias de seminário, serão realizadas palestras, mesas redondas e visitas técnicas de caráter educativo. O público-alvo são professores, agricultores, experimentadores, técnicos, estudantes, pesquisadores e representantes de organizações não governamentais.

O secretário de Estado de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, João Azevedo, lembrou as obras do governo. “São mais de 730 quilômetros de adutoras que estão sendo construídas e 11 cidades que estão recebendo saneamento, entre elas Brejo do Cruz, Coremas, São José de Piranhas, Coxixola. Obras estruturantes e fundamentais para o povo paraibano”, frisou.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ibama apreende redes de pesca na PB e aplica R$ 110 mil em multas

28/02/2014 16h47 - Atualizado em 28/02/2014 16h47 

Agentes apreenderam 14 km de redes no Sertão em período proibido.
Foram encontrados ainda 41kg de pescado e 170 aves em cativeiro.
 
Do G1 PB

Açude de Coremas é o maior reservatório hídrico da Paraíba (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Açude de Coremas foi um dos fiscalizados
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
Mais de 14,2 km de redes foram apreendidas durante um período ilegal para pesca, em açudes no Sertão paraibano, divulgou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) nesta sexta-feira (28). As fiscalizações durante o 'defeso da piracema' também apreenderam 41 kg de pescado, uma espingarda de mergulho, uma embarcação e um motor de rabeta. Ainda foram encontradas 170 aves em cativeiros ilegais. Foram aplicados mais de R$ 110 mil em multas.
 
O período de proteção objetiva manter a ocorrência de peixes nos açudes, lagos e cursos d´água da região. Foram realizadas buscas na área dos açudes de São Gonçalo, em Sousa, Engenheiro Ávidos, em São José de Piranhas, Lagoa do Arroz, em Cajazeiras, Estevam Marinho e Mãe d'Água, em Coremas, Engenheiro Arcoverde, em Condado, e Açude dos Cegos, em Catingueira.

Os pescados apreendidos foram doados a instituições filantrópicas nos respectivos municípios. As aves foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama na Paraíba. As redes de pesca foram destruídas pelos agentes ambientais federais.
Foram aplicados três autos de infração, somando R$ 2.380 reais em multas. Os agentes também aplicaram nove autos de infração por ilícitos contra a fauna, totalizando R$ 98 mil em multas aos infratores. Também foi flagrado e embargado um desmatamento ilegal de 12,3 hectares de caatinga, resultando em multa de R$ 13 mil ao responsável.

As equipes do Ibama realizaram patrulhamento nos açudes, retirando as redes de pesca encontradas, entre os dias 12 e 21 de fevereiro. O defeso da piracema na Paraíba é definido pelas Instruções Normativas 210/2008 e 3/2005, proibindo a pesca anualmente, de 1º de dezembro a 28 de fevereiro. A operação teve apoio do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

As espécies protegidas são Curimatã (Prochilodus spp.), Piau (Schizodon sp), Sardinha (Triportheus angulatus) e Branquinha (Curimatidae). Além da pesca, também são proibidos no período o transporte, industrialização, armazenamento e comercialização das espécies e de suas ovas.

As pessoas autuadas por cometerem crimes ambientais, além de receber as sanções administrativas de multa e de apreensão, entre outras aplicadas pelo Ibama e outros integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), ainda respondem criminalmente no judiciário.
 
Fonte
 
 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Estudos ambientais da Linha de Transmissão 500 kV Milagres-Açu são aceitos pelo IBAMA

A implantação do empreendimento atinge 20 municípios nos Estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte
IBAMA abre prazo para solicitação de Audiências Públicas

Por: Christian Dietrich / IBAMA-PB

Imagem Iustrativa
Foi publicado no Diário Oficial da União (27/01/2014), pela Diretoria de Licenciamento Ambiental do IBAMA, edital informando que foram aceitos pelo órgão o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), referentes à Linha de Transmissão 500 kV Milagres II-Açu III, Seccionamentos e Subestações Associadas. A proposta da implantação do empreendimento atingirá 20 municípios nos Estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Com a publicação do edital, fica aberto também o prazo para consultas ao EIA/RIMA pela população, e também estipulado prazo de 45 dias para a solicitação de Audiências Públicas, nos municípios afetados pelo empreendimento. A solicitação de Audiência Pública deve ser feita, preferencialmente, à Superintendência do IBAMA na Paraíba.

Podem solicitar Audiência Pública entidades civis, o Ministério Público, ou grupos formados por mais de 50 cidadãos. Cópias do EIA/RIMA encontram-se à disposição da população nas Superintendências do IBAMA em Fortaleza, João Pessoa e Natal, nos órgãos estaduais de meio ambiente (SEMACE, SUDEMA, IDEMA), bem como no sítio eletrônico do IBAMA: (Para saber mais clique aqui) Em Seguida siga o seguite menu: EIAs > Relatórios > Monitoramento disponíveis > Linhas de Transmissão.

Além disso, cópias do EIA/RIMA estão disponível para consulta pública nas Prefeituras dos municípios afetados. No Estado do Ceará, as obras afetam os Municípios de Milagres e Barro; na Paraíba, Cachoeira dos Índios, São José de Piranhas, Cajazeiras, São João do Rio do Peixe, Sousa, Lastro, Santa Cruz, Bom Sucesso, Brejo dos Santos e Catolé do Rocha, e no Rio Grande do Norte, Alexandria, João Dias, Patu, Messias Targino, Janduís, Campo Grande, Paraú e Assu.

As Audiências Públicas são ferramentas importantes de participação popular no processo de licenciamento ambiental, permitindo esclarecer as comunidades afetadas pelo empreendimento sobre os impactos socioambientais associado à sua implantação e operação, bem como solucionar dúvidas dos cidadãos sobre as obras.
 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Chuvas no Litoral fazem Gramame/Mamuaba sangrar; no Sertão, açudes estão secos

Estado vive dois extremos. Segundo a Aesa, no Sertão paraibano o déficit pluviométrico já teve um desvio negativo de 43,5%. No Litoral, em três dias da semana passada choveu mais do que a média histórica do mês 


Cidades | Em 25/06/2013 às 09h16, atualizado em 25/06/2013 às 15h18 | Por Priscila Andrade e Hermes de Luna

Reprodução/Internet

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Transposição segue lenta na PB

Nos municípios de São José de Piranhas e Monteiro, as obras da transposição do São Francisco estão atrasadas e longe das metas.






Francisco França
Canal em que passariam os Rios Cuncas I e II, em São José de Piranhas, está inacabado e com entulhos




Alvo de polêmicas desde o início, as obras de transposição do Rio São Francisco, que promete levar água para 12 milhões de pessoas, ainda não rendeu uma gota de água sequer para quem vive no semiárido nordestino. Nos municípios paraibanos de São José de Piranhas e Monteiro, as obras seguem a passos lentos. A demora faz a população desacreditar no projeto, ao mesmo tempo em que o Governo Federal promete concluir a obra até o final de 2015.

No canteiro de obras visitada pela equipe de reportagem, no final de abril, no município de São José de Piranhas, a impressão que se tem é de abandono. Mas o Ministério da Integração Nacional afirma que há 590 pessoas trabalhando 24 horas por dia. A reportagem visitou o local em um domingo. O custo da obra saltou de R$ 4,5 bilhões para R$ 8,2 bilhões.

O amontoado de rochas parece intocável e as estruturas gigantes, por onde a água deveria estar passando desde 2012 (primeiro prazo dado para a conclusão) estão inacabadas. Em meio ao concreto destinado aos túneis, é possível encontrar animais que buscam, em vão, saciar a sede, o que reforça ainda mais o quanto a seca vem castigando o interior da Paraíba.

A lentidão nas obras representa sofrimento para a população do semiárido nordestino, incluindo a Paraíba, que sofre com os efeitos da pior seca dos últimos 50 anos, segundo meteorologistas e técnicos de órgãos ligados à agricultura e pecuária. Em São José de Piranhas estão os lotes 7 e 14, que compõem a Meta 3N do projeto de integração do Rio São Francisco. Segundo o Ministério, atualmente as atividades do lote 14 estão em andamento, e as do lote 7 estão suspensas.

Os serviços devem ser retomados com a conclusão da licitação das obras complementares da Meta 3N, que teve edital publicado no dia 10 deste mês, no Diário Oficial da União (DOU). O edital contempla também as obras dos lotes 12, em Monteiro; 10 e 11, em Custódia (PE); e 6 em Mauriti (CE). A perspectiva é que as obras recomecem no início do segundo semestre.

Conforme informações do Ministério, a Meta 3N, da qual São José de Piranhas faz parte, está com 30,4% das obras em execução. Segundo o Ministério da Integração, as obras do projeto estão em andamento e apontam mais de 43% de avanço.

Para chegar que as águas da transposição cheguem até à população do semiárido, é preciso que as obras secundárias (como adutoras e canais), de responsabilidade das prefeituras municipais e governos estaduais, sejam executadas. Sobre esse assunto, o senador Vital do Rego (PMDB) esclarece que a Paraíba está atrasada em relação ao andamento dos projetos dos estados vizinhos. O senador é presidente da Comissão Externa de Acompanhamento dos Programas de Transposição e Revitalização do Rio São Francisco, que tem a missão de fiscalizar o andamento das obras.

Segundo o senador, no final de 2014, a Paraíba terá 100 km de água nos dois eixos. Porém, ele critica o fato da lentidão das obras secundárias, necessárias para que a água chegue às localidades. “Ao longo da obra os governos sabiam que precisavam de obras complementares”, afirma. De acordo com Vital, a Paraíba terá mais 20 açudes e em 50 cidades será feito o saneamento obrigatório através das obras do São Francisco. “Os estados precisam agir de forma mais efetiva”, declara.

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Jacaré de quase dois metros é capturado em açude no Sertão da PB

22/01/2013 18h49 - Atualizado em 22/01/2013 18h49

Réptil foi visto quando água de açude baixou devido à seca.
Animal foi levado para a sede do Ibama em Sousa.
 
Do G1 PB
 

Um jacaré da espécie papo amarelo foi capturado na noite desta segunda-feira (21) pelos Bombeiros no Município de São José de Piranhas, no Sertão paraibano. De acordo com a Companhia de Cajazeiras, o réptil tem quase dois metros de comprimento.

Ainda de acordo com os Bombeiros, o animal estava em um açude na zona rural da cidade. Quando a água baixou, devido à seca, ele acabou aparecendo. O jacaré foi levado para a sede do Ibama em Sousa.


 

sábado, 22 de setembro de 2012

Obra da transposição na Paraíba está paralisada em seis lotes, diz relatório

21/09/2012 06h23 - Atualizado em 21/09/2012 06h23

Comitiva da Assembleia Legislativa fez inspeção nas obras.
Foram constatados problemas ambientais em rios paraibanos.
 
Do G1 PB
Comitiva visitou obras da transposição (Foto: Divulgação/ALPB)
Comitiva visitou obras da transposição
(Foto: Divulgação/ALPB)
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), após uma inspeção às obras do projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco, divulgou na terça-feira (18) o relatório mostrando problemas e sugerindo soluções para o projeto. No local, a comitiva diz que encontrou obras paralisadas e constatou problemas ambientais em rios como o Paraíba e o Piranhas, sugerindo a despoluição e desassoreamento de mananciais para que eles tenham condições de receber as águas do Rio São Francisco.

A comitiva encontrou seis lotes dos Eixos Norte e Leste em que as obras estão paralisadas por diversos motivos. Ao todo, são 15 lotes, sendo que um deles é de responsabilidade do Exército. Além dos paralisados, sete estão em andamento sendo que três deles ainda têm providências a serem adotadas. Em um dos lotes aida não foi iniciada a construção de cinco barragens cujas Ordens de Serviço foram expedidas em agosto deste ano e apenas o lote de responsabilidade do Exército está em fase de conclusão, conforme mostra o relatório.
 
A inspeção foi realizada entre os dias 4 e 7 deste mês. O relatório será encaminhado à Presidência da República, ao Congresso Nacional e a autoridades dos nove estados nordestinos. O texto final do relatório foi publicado na edição do Diário do Poder Legislativo (DPL) desta terça.

Entre as sugestões apresentadas no relatório, está a criação pelo Governo do Estado de um Grupo de Trabalho Multidisciplinar para estudar os problemas ambientais que irão ocorrer com a entrada das águas no Estado. Ainda integram a lista a agilização de obras sanitárias nos 54 municípios paraibanos que serão beneficiados com o projeto e a proposta de fortalecimento da Agência Executiva de Gestão da Águas (Aesa).

O documento também recomenda que sejam definidos pontos de retirada de água a longo do Rio Paraíba “no sentido de evitar o desvio de água como acontece atualmente no Canal da Redenção”.

Sete lotes estão em andamento (Foto: Divulgação/ALPB)
Sete lotes do projeto estão em andamento
(Foto: Divulgação/ALPB)
O Ministério da Integração Nacional informou, via nota, que “operários já trabalham 24 horas para acelerar ainda mais as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Novas frentes de serviço também estão sendo criadas para que as metas sejam cumpridas. Quatro trechos do Eixo Norte já contam com trabalhos noturnos: os lotes 1 e 2, em Cabrobó (PE), o lote 8, em Salgueiro (PE), e o lote 14, em São José de Piranhas (PB)”.

Sobre os lotes que estão paralisados o MI adiantou que os novos serão licitados nas obras complementares. Ainda de acordo com a nota, um edital de licitação já foi publicado e outros quatro processos licitatórios devem acontecer até novembro, com valor aproximado de R$ 1,9 bilhão.

Segundo o Ministério, as obras do Projeto São Francisco estão em andamento e atualmente empregam mais de 4.100 trabalhadores ao longo da obra. Este número deverá subir para 6.000 nos próximos meses. O projeto contempla ainda 38 ações socioambientais, como o resgate de bens arqueológicos e o monitoramento da fauna e flora. O investimento nestas atividades é de quase R$ 1 bilhão. Estão em construção túneis, canais, aquedutos e barragens. Mais de 1,2 mil equipamentos estão em operação.

Participaram da comitiva representantes do Ministério da Integração Nacional, do Governo da Paraíba, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), da Associação Paraibana de Imprensa (API) e da própria ALPB.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

ALPB inspecionará transposição de rio

Comitiva irá percorrer cinco municípios e elaborar relatório técnico sobre o andamento das obras. 

 

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) vai realizar uma visita para inspecionar as obras de transposição das águas do Rio São Francisco, de hoje até o próximo dia 8 deste mês. Uma comitiva, composta por representantes de vários órgãos, vai percorrer cerca de 600 quilômetros e elaborar um relatório fundamentado tecnicamente sobre o andamento do trabalho. A comitiva vai percorrer cinco municípios, fazendo o levantamento das obras que estão abandonadas, paralisadas e em andamento.

“Essa é uma iniciativa de extrema importância para nós nordestinos, pois vai matar a sede de muita gente e ainda gerar emprego e renda. O presidente Ricardo Marcelo (PEN) me delegou a missão de acompanhar esse tema e essa viagem mostra a nossa preocupação com a temática”, destacou o deputado Francisco de Assis Quintans, que vai representar a Assembleia durante a visita.

A viagem terá como ponto de partida o município paraibano de São José de Piranhas, no Alto Sertão, de onde a comitiva segue em direção a Salgueiro e Cabrobó, que ficam localizados em Pernambuco e onde se encontra o primeiro ponto de captação do Eixo Norte. O grupo segue para Petrolândia (onde se encontra ponto de captação do Eixo Leste), depois para Sertânia, e finaliza a viagem em Monteiro, no Cariri paraibano.


 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Transposição do São Francisco está paralisada na PB

Das 16 áreas em todo o NE, sete estão paradas, inclusive as pertencentes ao eixo que inclui a Paraíba.



Leonardo Silva


Orçada em R$ 8,2 bilhões, a obra de transposição das águas do Rio São Francisco pretende em até 2025 beneficiar cerca de 2,5 milhões de paraibanos distribuídos em 127 municípios. Contudo, praticamente a metade dos lotes de execução de obras estão paralisados, inclusive os localizados no Estado, o que tem provocado o atraso na conclusão dos trechos.
Das 16 áreas em todo o Nordeste, sete estão em inatividade, inclusive os pertencentes ao eixo Norte, como a cidade de São José de Piranhas, que concentra os sistemas adutores de Coremas / Sabugi e Canal Coremas / Sousa. As obras em São José de Piranhas foram visitadas em dezembro de 2010 pelo então presidente Lula.
Quem denunciou a pausa nos trabalhos foi o deputado estadual Assis Quintans. Segundo ele, desde o último mês de junho, data de sua última visita aos canteiros de obras, não havia nenhum sinal de trabalho, o que apontaria um prejuízo para os moradores da região que contam com a conclusão do projeto para serem assistidos na região. “Aquela área tem 560 metros cúbicos de água por habitante/ ano, onde a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o mínimo seja 1.500 metros cúbicos. É uma região deficitária que sofre cada vez mais com o atraso dos trabalhos”, disse.
Quintans é um dos parlamentares indicados pela Assembleia Legislativa para acompanhar as obras e mostrou-se pessimista com os resultados dos investimentos que já foram feitos, uma vez que o andamento da obra em vários locais não tem sido positivo. “A obra começou com R$ 4,6 bilhões de previsão orçamentária. Hoje esse número subiu para R$ 8,2 bilhões, sendo gasto mais de R$ 3,2 bilhões até agora, mas com vários pontos que não avançaram, tanto no Eixo Norte como no Leste”, acrescentou.
No Estado da Paraíba, o Eixo Leste do projeto permitirá o aumento da garantia da oferta de água para os municípios atendidos pelas adutoras do Congo, Cariri, Boqueirão e Acauã.
De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional, 40% das obras estão concluídas, e os trechos que estão parados não apresentam preocupação, uma vez que até 2015 serão finalizados 81 quilômetros entre os municípios de Brejo Santo (CE), até o reservatório Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras.
Nova vistoria
Para o lote entre as cidades de São José de Piranhas (PB) e Cabrobó (PE), o Ministério apontou que está em fase de conclusão, uma vez que os contratos com as construtoras está em fase de encerramento. Contudo, o Quintans confirmou que até o mês de setembro será formada uma comissão contando, além da classe política, com técnicos do Ministério da Integração e o Tribunal de Contas da União para averiguar os motivos da morosidade nas áreas citadas pelo parlamentar.
“O que nós vimos foi um verdadeiro abandono nesses locais. O que precisamos fazer é a classe política assumir a responsabilidade e fazer pressão para o prosseguimento da obra.
Vamos reunir os representantes da Paraíba no Senado e fazer um relatório, porque o que eu fiz da última vez que visitei os locais mostra que a obra está andando a passos de tartaruga”, destacou Assis.


 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Carros de som e Igrejas lideram as reclamações

02/05/2012
 
Poluição sonora é mais intensa nos finais de semanas, dias em que as reclamações triplicam.


 Redação,
do Radar Sertanejo
 
som p/ carro - Carros, motos e barcos
O som estarrecedor dos carros de som e as manifestações exacerbadas nas Igrejas têm causado transtornos aos moradores de São José de Piranhas. Segundo reclamações chegadas à reportagem do Radar Sertanejo esses dois tipos de manifestações incomodam a população em razão da perturbação do sossego.

Os carros de som não obedecem ao limite de decibeis permitido pela lei, enquanto algumas Igrejas, extrapolam o horário noturno e excedem o volume de som gerando perturbação ao sossego alheio. “As Igrejas evangélicas invadiram a cidade inteira para onde se vai tem e sempre uma com som alto, principalmente à noite.” Diz um idoso que pediu para não se identificar.


Em São José de Piranhas não há uma fiscalização por parte do Ministério Público que regule o excesso de som e faça cumprir a lei ambiental.  A inércia do no combate à medida abusiva vem deixando a população prejudicada, principalmente os mais idosos.


A poluição sonora é ainda mais intensa nos finais de semanas, dias em que as reclamações triplicam.




sábado, 7 de abril de 2012

Enxame de abelhas mata aposentado


Segundo o relato de moradores da comunidade ao Corpo de Bombeiros, a vítima havia saído de casa para 'retirar' um enxame de abelhas e foi atacado pelos insetos.

 



Um enxame de abelhas causou a morte de um aposentado de 84 anos, no Sítio Serrote das Flores, na zona rural do município de São José de Piranhas, no Alto Sertão do Estado. O fato aconteceu na manhã de ontem. Segundo o relato de moradores da comunidade ao Corpo de Bombeiros, a vítima havia saído de casa para 'retirar' um enxame de abelhas e foi atacado pelos insetos.
 
Ao perceberem a ausência do aposentado, familiares iniciaram buscas, mas já o encontraram quase sem vida. Próximo ao corpo, havia abelhas da espécie 'italiana'. Zacarias Vicente Rodrigues ainda chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o hospital do município, mas não resistiu aos ferimentos.
 
O aposentado apresentava dezenas de picadas pelo corpo, além de inchações expostas. Equipes do Corpo de Bombeiros também foram ao local, que fica a cerca de 10 quilômetros da zona urbana de São José de Piranhas.
  
Fonte


domingo, 18 de março de 2012

Mineradora de São Paulo investe R$ 850 milhões na Paraíba

Domingo, 18/03/2012

Jandiara Soares e Daniel Motta

 
A empresa Brasil Nordeste pretende investir R$ 850 milhões em extração e beneficiamento de minério no sertão paraibano e já abriu uma filial em Cajazeiras. A expectativa é dar início à operação já no segundo semestre de 2013. As áreas que devem ser exploradas ficam nas cidades de Sousa, São José da Lagoa Tapada, São José de Piranhas e Carrapateira. Entretanto, o local de instalação da fábrica ainda está indefinido. A Brasil Nordeste está realizando estudos para escolher a cidade e deverá recuperar os 520 quilômetros que ligam Cajazeiras ao porto de Cabedelo para viabilizar o escoamento do minério.

A empresa foi fundada há cinco anos em São Paulo. “Atuamos com a venda e negociação de minérios. Agora, com a instalação em Cajazeiras, teremos a primeira unidade de produção e beneficiamento de minério de ferro. Depois teremos uma filial também no Ceará”, explica o sócio da Brasil Nordeste, Husseim Jader.

Segundo ele, já foi comprovada a qualidade do minério com estudos iniciados no ano passado. “Estamos fazendo estudos geofísicos para comprovar a quantidade e o volume existente de minério. Na próxima fase dos estudos geofísicos, vamos verificar se o volume da jazida compensará o investimento de R$ 850 milhões que teremos que fazer”, diz Jader.

Minério será beneficiado
A empresa vai exportarprodução para China, Turquia e alguns países árabes. “A China é responsável por 90% de tudo que exportamos. Nossa parceria é somente técnica e comercial. Temos cliente garantido e o “know how” da China nesse setor, que engrandece o nome de nossa empresa”, diz o empresário.

Segundo ele, o minério encontrado na região é duro e de qualidade inferior, se comparado ao encontrado em minas Gerais e no Pará, porém, é considero um minério bom e comercializável. A expectativa, até agora, é que a jazida possua uma capacidade inicial de produção de 2 milhões de toneladas ao ano, mas, com o final dos estudos, a empresa espera que esse número aumente, sofra uma ampliação de 650% chegando uma produção de  15 milhões de toneladas ao ano. “Pretendemos também recuperar os 520 quilômetros que ligam Cajazeiras ao porto de Cabedelo, já que a malha não está em boas condições para atender a demanda de exportação”, lembra Jader.

“Nosso interesse surgiu a partir dos indícios da existência do minério de ferro na região e sobretudo, dos incentivos do Governo da Paraíba, que está dando apoio para instalação da filial da empresa na região do Sertão. Além disso, a empresa e o Estado tem muito interesse na promoção do desenvolvimento da região, por meio da extração e do beneficiamento do mineral que além de tudo, ainda também será positivo para o social, por conta dos investimentos”, declara a Husseim Jader.

De acordo com o Engenheiro de minas responsável pela consultoria realizada na região, Jorge Luis Silva, a incidência de minério de ferro também está sendo investigada na cidade de Nova Olinda. “A localização de Cajazeiras é muito boa, equidistante aos portos de Fortaleza (CE), Suape (PE) e ao de Cabedelo (PB), e o apoio do governo do estado pra a instalação da mineradora também vem sendo muito importante”, destaca o engenheiro.

Investimento contínuo
Para o coordenador do programa de mineração da Paraíba, Marcelo Falcão, o Governo do Estado sempre tenta apoiar os projetos ligados a mineração. “Os investimentos são contínuos, seja buscando melhorar a infraestrutura para o escoamento de minério pelas rodovias, a infraestrutura da via elétrica, avaliando a qualidade e o volume de minério produzido e suas possibilidades de exportação”, explica o coordenador.

Marcelo Falcão lembra também que, após a fase de estudos, o Governo do Estado também irá monitorar o estudo dos impactos ambientais na região provocados pela extração do minério. “A concessão para o estudo e para a utilização da jazida é uma concessão federal, já que o minério pertence à União”, afirma o coordenador. Ele explica também que a instalação de uma mineradora também é uma grande oportunidade para aumentar a arrecadação de impostos.  O município onde a mineradora está instalada sofre o maior impacto, e fica com 65% dos impostos gerados, seguido do estado (23%) e da união (12%).  

De acordo com o sócio da Nordeste Brasil Husseim Jader, devem ser gerados cerca de mil empregos.  “A maior parte da mão de obra que será empregada não necessitará de muita qualificação, porque é no trabalho direto da extração. No entanto, daremos treinamento ao pessoal. Sem dúvidas a mão-de-obra que será empregada será, em grande maioria, local”, diz.

Fonte

 

Na PB, 65% das cidades não têm recursos para obras da transposição

Domingo, 18/03/2012
 
DANIEL MOTTA

Os municípios paraibanos que vão receber as águas do Rio São Francisco devem estar 100% saneados e com esgotamento sanitário até 2015, quando as obras da transposição devem ser concluídas. No entanto, apenas 18 cidades das 51 que integram diretamente as bacias dos Rios Piranhas e Paraíba, por onde correrão as águas após a transposição, possuem recursos para execução das obras, o que corresponde a 35% do total.

O Estado calcula que para executar os serviços em todos os 51 municípios seja necessário um investimento de meio bilhão de reais. Se até 2015 os municípios não tiverem concluído as obras, ficarão sem o abastecimento das águas do “Velho Chico”, conforme exigências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).  

Dos 51 municípios, apenas 11 conseguiram recursos na ordem de R$ 84 milhões pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que serão executados pelo Governo do Estado por meio da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e da Companhia de Água e Esgoto do Estado da Paraíba (Cagepa). Estes municípios esperam a conclusão de processos licitatórios para começarem as atividades. Os sete restantes conseguiram os recursos diretamente com o Governo Federal, um total de mais de R$ 37 milhões. A reportagem apurou que as cidades de Brejo do Cruz, Itaporanga e Pombal iniciaram os trabalhos.

De acordo com o secretário de obras do PAC da Paraíba, Ricardo Barbosa, o Estado não tem condições de garantir os recursos necessários para execução das obras em todos os municípios. Ele explicou que para que os trabalhos sejam realizados é necessário a participação dos municípios, do Estado e do Governo Federal. “São investimentos muito altos e que necessitam da participação de todos os setores. O Governo da Paraíba tem buscado adquirir recursos para execução das obras, para que nenhuma cidade fique sem receber as águas da transposição”, explicou.

Segundo Ricardo Barbosa, o Governo do Estado aprovou ano passado projeto para saneamento básico e esgotamento sanitário das cidades de Belém de Brejo do Cruz, São Bento, Coremas e São José de Piranhas, no Sertão, que estão inseridos na Bacia do Rio Piranhas, contemplados pelo Eixo Norte da transposição. Pelo eixo Leste, o Estado adquiriu recursos para Cabaceiras, Coxixola, Livramento, São José dos Cordeiros, Caraúbas, Serra Branca e Taperoá, no Cariri.
 
Obras não começaram
Apesar da garantia dos recursos, em nenhuma dessas cidades as obras ainda foram iniciadas. “Estão em fase final de processo licitatório e as obras devem começar em breve. A expectativa é de que as obras possam ser concluídas antes que a transposição aconteça. A legislação do Ibama exige que as cidades integrantes das Bacias do Rio São Francisco devem estar totalmente saneadas e com rede de esgoto completa e agora a luta é buscar mais recursos que possam garantir os serviços em todas essas cidades”, frisou.
 
Em São José de Piranhas existem dois lotes das obras da transposição, sendo que um está parado e outra em andamento. Mas o Rio Piranhas, que corre a região sertaneja e será usado para o transporte das águas que serão transpostas até os açudes de Engenheiro Ávidos e Coremas, recebe esgotos da cidade e de outros municípios da localidade. A cidade não conta com esgotamento sanitário.
 
“São José de Piranhas conseguiu recursos via Governo do Estado e Funasa na ordem de R$ 8,3 milhões para o esgotamento sanitário, porque a cidade não conta com o serviço. As obras ainda não foram iniciadas porque está em processo de licitação, mas as informações que temos é de que sejam iniciadas nos próximos meses”, contou o secretario de administração, Caio Lacerda.
 
Esgoto é despejado no Piranhas
As obras serão divididas em etapas em São José de Piranhas, conforme o secretário de Administração, Caio Lacerda, e para que a primeira aconteça, já foram liberados R$ 2,4 milhões. “A situação em São José de Piranhas é precária, porque a cidade é a primeira da Paraíba com acesso ao Rio Piranhas, que é por onde correrão parte das águas da transposição para o açude de Engenheiro Ávido, que abastece as cidades da região. Atualmente o esgoto cai nesse rio e, por isso, a cidade precisa logo que seja feito o esgotamento sanitário para não poluir mais”, disse.
 
Com a falta de esgotamento sanitário, cerca de 30 municípios, entre eles Livramento, Taperóa, Caraúbas, Camalaú, Serra Branca e Cabaceiras, depositam esgoto no Rio Taperoá, afluente do Rio Paraíba, que deságua no açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão, que abastece Campina Grande e parte do Agreste e Cariri. Os dois rios estão poluídos e assoreados e o açude está poluído por conta da grande quantidade de esgotos que recebe.
 
O secretario de administração de Livramento, José Anastácio, contou que a cidade foi contemplada com um total de recursos de R$ 6,2 milhões, para obras do esgotamento sanitário. Ele revelou que na última semana, técnicos da Cagepa estiveram na cidade realizando inspeções para que as obras possam ser iniciadas, logo que o processo licitatório seja concluído. “As obras têm que começar logo porque a transposição deve ser concluída em 2015 e precisamos estar com a cidade saneada e com o esgotamento sanitário em dia, para não mais necessitar jogar no rio, que levará as águas para o açude de Boqueirão”, destacou ele.
 
Taperoá
Já em Taperoá, serão investidos R$ 8,5 milhões dos recursos do PAC II, para as obras de esgotamento sanitário. No entanto, o prefeito do município, Deoclecio Moura, aponta que para toda a obra é necessário um total de R$ 15 milhões.  Um milhão e quinhentos mil reais referentes à primeira parcela do recurso, já foi liberado e, assim como nos outros municípios, a obra ainda não foi iniciada por conta da licitação. “Essa obra tem que ser concluída dentro de dois a três anos, porque são muitas obras”, destacou o prefeito, adiantando que outros municípios que integram a bacia hidrográfica do Taperoá estão com projetos sendo analisados para contemplação de recursos.
 
Pombal
Em Pombal, a prefeita Pollyana Feitosa conseguiu através do Ministério da Saude, um total de R$ 25 milhões para execução de 100% das obras de saneamento básico e esgotamento sanitário da cidade. A primeira etapa da obra, que custou R$ 5 milhões, já está em fase de conclusão e o recurso de R$ 8 milhões para segunda etapa, já foi licitado e a obra deverá ter início no mês de maio, quando a primeira etapa será concluída.
 
Segundo o gerente de convênios do município, José Tavares, para garantir a obra na primeira fase, a prefeitura também entrou com uma contrapartida de mais de R$ 254 mil. A expectativa é de que em três anos Pombal esteja totalmente pronta para receber as águas do Rio São Francisco.
 
“A rede de esgoto está toda sendo feita no Centro da cidade e depois será feita nos bairros. Todo o esgoto da cidade é depositado no rio Piranhas, mas isso não pode acontecer mais. Estamos acelerando os serviços para garantir que em 2015 quando a água chegar, Pombal esteja 100% saneada e com esgotamento sanitário”, frisou ele.Tavares.