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domingo, 2 de junho de 2013

Emepa realiza atividades para celebrar Semana do Meio Ambiente


Secom/PB 

A Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa) inicia, nesta segunda-feira (3), as comemorações da Semana do Meio Ambiente. A programação inclui caminhada ecológica nos arredores da reserva de Mata Atlântica, onde está situada a nova sede da empresa; ações de disciplinamento ambiental e palestras sobre preservação.
 
De acordo com a coordenadora do evento, engenheira agrônoma Glória Lemos, a Emepa quer o engajamento de todos os funcionários nas ações de preservação que serão implantadas dentro da empresa. "Vamos aplicar atitudes simples como redução do uso de descartáveis, reciclagem de garrafas pet, separação de resíduos orgânicos para transformação em adubo, dar destino correto a pilhas, baterias e computadores usados", informou.
 
Ela disse que a aplicação destas atitudes, sem nenhum investimento financeiro, implica não só em uma mudança de estilo de vida, como também pode mudar a qualidade de vida das pessoas e do mundo. "Só o homem pode mudar a qualidade de vida do mundo e só ele é o responsável por essa mudança", enfatizou.

PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira, dia 3
  • Abertura
  • Hasteamento da Bandeira e canto do Hino Nacional no pátio da Empresa
  • Caminhada ecológica visando à sensibilização, à preservação da reserva florestal, e conhecimento de espécies florestais da Mata Atlântica existentes nas imediações da Empresa

Quarta feira, dia 5
  • Amostragem de Espécies da Mata Atlântica de valor medicinal
  • Estruturação e identificação dos canteiros medicinais
  • Ação de disciplinamento ambiental - Entrega das canecas educativas
  • Ação de disciplinamento ambiental - Aposição das lixeiras ecológicas

Sexta feira, dia 7
  • Palestra de sensibilização a preservação e educação ambiental ministrada pela química industrial e técnica da Sudema, Maria de Fátima Morosine.
  • Aplicação da Dinâmica ambiental
  • Apresentação do Coral da Empasa
  • Lanche - Degustação sabores da natureza




sábado, 12 de maio de 2012

Praga da cochonilha do carmim já chegou à Campina Grande e destrói plantações

 
 
Praga da cochonilha do carmim já chegou à Campina Grande e destrói plantaçõesImagem (Assessoria)
O problema da praga da cochonilha do carmim já está atingindo as plantações de palma na região de Campina Grande e causando sérios prejuízos, principalmente neste momento em que a pior seca dos últimos anos está castigando o Nordeste. A informação é do deputado e engenheiro Romero Rodrigues.

No ano passado, o deputado participou na Embrapa em Campina Grande, no bairro do Centenário, seminário com técnicos do Ministério da Agricultura, para discutir alternativas para o combate a praga da cochonilha do carmim que ataca as plantações de palmas forrageiras, já devastou mais de 100 mil hectares em 54 municípios da Paraíba, causando um prejuízo de quase R$ 500 milhões.

O deputado Romero Rodrigues preocupado com o problema idealizou a iniciativa que contou com as presenças de técnicos do Governo Federal, secretários de Agricultura do Nordeste, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras autoridades.

Conforme as informações são cerca de 10 mil produtores rurais prejudicados pela destruição nos palmais e que estão sendo obrigados a buscar formas alternativas para a sobrevivência dos animais, principalmente do gado. Os prejuízos provocados pela ação do parasita também gera desemprego e reduz a renda, principalmente em 12 municípios do Cariri Ocidental e Oriental, onde a devastação já é quase 100%.

Nessas localidades, o problema é ainda mais grave porque os agricultores têm a agricultura e pecuária como suas principais atividades econômicas. Além do Cariri, os municípios da área compreendida pela Serra de Teixeira também foram afetados. Em toda Paraíba restam apenas 80 mil hectares de palmas que inclusive já estão sujeitas ao ataque da cochonilha. Com a velocidade de propagação da praga, é possível que essas áreas remanescentes também sejam dizimadas em até um ano.

Para minimizar as dificuldades enfrentadas pelos agricultores, técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PB) junto com pesquisadores da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), tem buscado soluções para sanar as dificuldades. Como ainda não existe no mercado rural nenhum tipo de defensivo agrícola capaz de combater a cochonilha, os pesquisadores e extensionistas rurais estão procurando introduzir nas áreas afetadas, uma espécie de palma conhecida como PB1, que geneticamente é resistente à praga. Porém, a planta só existe no Sertão da Bahia e custa até 50 centavos por raquete. Para obtê-la, o agricultor precisa de recursos financeiros, transporte e manuseio do produto, até às áreas rurais da Paraíba.

De acordo com o pesquisador da Emepa, Edson Batista Lopes, a cochonilha é uma praga de origem mexicana e que foi introduzida no Brasil pelo Estado de Pernambuco, para fins comerciais. "A praga da cochonilha é usada no exterior para produção de carmim, uma substância aproveitada para dar coloração a objetos, como batons, guloseimas como sorvetes e outros derivados. Ao ser trazida para o Brasil, os responsáveis perderam o controle biológico e as populações aumentaram e se espalharam por todas as áreas, principalmente Pernambuco e Paraíba", explicou o pesquisador.

Edson explicou que na região do Cariri Ocidental, praticamente toda área em que existia o cultivo de palma forrageira, foi devastada e com isso, milhares de agricultores estão sendo obrigados a conviver com os problemas. Ele disse que como ainda não existem formas mais eficientes de combate a praga, e a solução mais plausível para o momento é a substituição das palmas afetadas pela espécie PB1 mais conhecida como "palma doce", os órgãos responsáveis tem se dedicado ao máximo a busca da incorporação destas espécies para reduzir as dificuldades, que tem aumentado imensuravelmente na região, que já sofre com a seca.


 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Praga devasta palma no sertão da Paraíba e veneno causa morte de animais

Estimativas da Faepa apontam que dos 160 mil hectares de plantio de palma forrageira na Paraíba, aproximadamente 40% foram destruídos pelo inseto em 2011.

 

Em tempo de estiagem, a palma forrageira é uma das alternativas para alimentar o rebanho paraibano. Entretanto, o aparecimento da praga “cochonilha do carmim”, nos últimos anos, provocou queda na produção, sobretudo na região do Cariri, onde ela é mais cultivada. Estimativas da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) apontam que dos cerca de 160 mil hectares de plantio de palma forrageira na Paraíba, aproximadamente 40% foram destruídos pelo inseto no ano passado, o que representa 64 mil hectares.

Além dos prejuízos, outro problema tem causado preocupação nas autoridades: o uso excessivo de agrotóxicos. Na última quinta-feira, 13 bovinos acabaram morrendo em uma propriedade rural da cidade de Boa Vista, no Cariri, em um intervalo de apenas quatro horas. De acordo com os levantamentos iniciais feitos pelos técnicos da Defesa Agropecuária, as suspeitas são de que eles tenham morrido vítimas de intoxicação provocada pela ingestão de palma que continha excesso de produtos agrotóxicos, colocados para combater a cochonilha.

Segundo os especialistas, o excesso de agrotóxicos nos produtos pode também provocar complicações em humanos, já que a palma é usada para fabricação de bolos, sucos e doce.

“É preciso ficar alerta. A utilização de produtos químicos em excesso é um problema muito sério e que precisa ser combatido. Em verduras e na fruticultura esses agrotóxicos também são comuns e fica o alerta”, observou o agrônomo e gerente regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Sales Júnior.

No próximo dia 13 deste mês, os técnicos da Emater irão promover um encontro junto com equipes da Vigilância Sanitária para discutir o problema. “O público prioritário será os produtores que comercializam na Empasa e em feiras livres.

Nós precisamos fazer esse alerta”, alertou novamente Sales Júnior.

O agricultor Cândido Vieira, do distrito de Galante, município de Campina Grande, conta que desde o ano passado está difícil conseguir comprar a palma. “A questão é que alimentar o gado só com ração é impossível, devido ao alto preço. E se não alimentar bem o gado, ele corre o risco de cair de fraqueza. É uma dura realidade”, afirmou. O presidente da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), Manoel de Almeida Duré, disse que o principal meio de se enfrentar a praga é a plantação de variedades resistentes a ela. Já foram desenvolvidas pelo pesquisadores do órgão as variedades Palmepa 1, 2, 3 e 4. Ano passado foram distribuídas 350 mil raquetes da tipo 1.

Fonte