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terça-feira, 14 de maio de 2013

Indústria de cimento vai ampliar produção

Indústria de cimentos Lafarge, instalada em Caaporã, pretende expandir em 13% a produção do principal insumo da indústria de construção.



Divulgação
Grupo Lafarge Brasil possui nove fábricas e estações de moagem no país, disse o diretor de comércio do grupo

Com a demanda de cimento das obras de transposição do São Francisco e de prospecção com a chegada da montadora da Fiat, em Goiana, a indústria de cimentos Lafarge, instalada em Caaporã, pretende expandir em 13% a produção do principal insumo da indústria de construção: o cimento. A Lafarge pretende subir de 1,5 milhão de toneladas do insumo, em 2012, para 1,7 milhão este ano.

No ano passado, a Lafarge produziu 65% do cimento do Estado (2,3 milhões de toneladas), que atualmente tem duas indústria, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria Cimenteira (Snic).
 
Com atuação nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, a indústria Lafarge fornece material para as obras como a transposição do Rio São Francisco (entre as cidades de Piranhas e Cajazeiras), e em Pernambuco, para as obras das barragens de Palmares e São João Benedito.
 
Segundo o diretor de comércio de cimento da Lafarge Brasil, Rogério Silva, o grupo possui nove fábricas no país e estações de moagem. “Em 2012, Caaporã representou cerca de 24% da nossa produção no país”, afirmou o diretor.
 
EM EXPANSÃO
Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Francisco Buega Gadelha, a Cimpor e a Lafarge são as duas indústrias em atuação na Paraíba, mas o mercado está expandindo. Estão chegando à Paraíba mais quatro empresas: Cimpor 2 (Intercement), Votorantim, Elizabeth e a Brennand.
 
A Paraíba atualmente é o segundo maior produtor de cimento do Nordeste e deve liderar o mercado na Região nos próximos anos com a instalação das novas indústrias.
 
“O Brasil como um todo está consumindo muito cimento porque há mercado com obras como a da Hemobrás, Fiat e Transnordestina”, afirmou Buega Gadelha.
 
Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), Fábio Sinval, a entrada de mais indústrias amplia o mercado, aumenta a concorrência e pode provocar queda de preços para a indústria da construção.

“Para o setor da construção é bom porque existe a concorrência e isso pode resultar em preços mais baixos. Mas acredito que o que é produzido na Paraíba não vai ficar restrito somente ao consumo interno, será exportado”, frisou.

Já o presidente do Sinduscon-PB, Lamir Motta, não acredita na queda de preços do cimento. “Existe um preço médio do produto e isso não tende a sofrer alteração. Mas a chegada de indústrias no Estado beneficia todos porque o maior consumidor do produto é o povo e não as construtoras. A Paraíba tem uma posição logística interessante, além de ser rica em calcário. Isso atrai os empresários”, frisou.

EMPREGOS
O diretor de comércio de cimento da Lafarge Brasil, Rogério Silva, afirmou que a indústria possui um recrutamento de pessoal permanente. Nas fábricas, a demanda maior é por profissionais qualificados, especialmente nas áreas técnicas, como manutenção (inspetores, programadores e planejadores). Há também vagas associadas  a setores como Saúde e Segurança.

Segundo ele, os interessados em ingressar na empresa devem cadastrar seu currículo no vagas.com.  De acordo com Rogério Silva, a localização geográfica da Paraíba é estratégica e facilita a distribuição do cimento para o Nordeste e outros pontos do país.

“A localização geográfica do Estado, no centro do Nordeste, e a proximidade com grandes centros consumidores, favorece a distribuição e venda não apenas de nosso cimento, mas também dos concretos Lafarge em toda a região. Diretamente a partir de Caaporã, abastecemos todo o Estado da Paraíba e também os estados de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte. Pequenos volumes são direcionados ao Ceará”, frisou.
 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Ipês da Lagoa não floram

Plantados no Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa, ipês não floriram este ano; poluição e calor podem ter contribuído. 


 

Felipe Gesteira
Apenas algumas árvores floriram de forma tímida em pontos isolados

De setembro a dezembro, os moradores de João Pessoa sempre se encantavam com a florada dos Ipês roxo, rosa e amarelos do Parque Solon de Lucena, mais conhecida como a Lagoa, que enfeitavam o centro da cidade. No entanto, nos últimos anos, apenas algumas árvores floriram de forma tímida em pontos isolados do local.
Segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da capital, Anderson Fontes, o tempo seco e a poluição podem ser as causas da não floração das árvores.
“Não existe conclusão científica sobre o assunto, mas estudos mostram que os ipês plantados em locais urbanos sofrem bastante influência do calor excessivo, dos gases poluentes liberados pelos carros e pela falta de nutrientes no solo. Este é o cenário em que estão inseridas as árvores da Lagoa. Desde 2010 os ipês do Centro de João Pessoa não têm uma florada plena”, disse Anderson Fontes.
Ele disse, ainda, que as árvores que estão em locais de reserva, como a Mata do Buraquinho e no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, já tiveram sua floração no período correto.

De acordo com Anderson Fontes, a Secretaria de Meio Ambiente faz a catalogação destas árvores.
O chefe da Divisão da Arborização e Reflorestamento da Secretaria de Meio Ambiente, disse, ainda, que várias cidades do Nordeste também sofrem com a não floração dos ipês quando o clima esquenta.
“Não é um caso isolado de João Pessoa, não. Várias cidades nordestinas que tem ipês em solos urbanos, sem a proteção climática das demais árvores, sofrem com o clima quente. Com a experiência que eu tenho no estudo dos Ipês, acredito que as árvores do centro de João Pessoa não vão florar este ano”, disse chefe da Divisão da Arborização e Reflorestamento da Semam.


 

Seca e poluição podem ter impedido floração dos ipês em João Pessoa

05/01/2013 10h01 - Atualizado em 05/01/2013 10h02

Florada das árvores acontece de setembro a dezembro. 
Ipês fazem parte do cartão-postal de João Pessoa.
 

Do G1 PB com Larissa Keren
Desde 2010 os ipês do centro de João Pessoa não têm uma florada plena (Foto: Felipe Gesteira/Jornal da Paraíba)
Desde 2010 os ipês do centro não têm uma
florada plena
(Foto: Felipe Gesteira/Jornal da Paraíba)
De setembro a dezembro, os moradores de João Pessoa sempre se encantavam com a florada dos Ipês roxo, rosa e amarelos do Parque Solon de Lucena, mais conhecida como a Lagoa, que enfeitavam o centro da cidade. No entanto, nos últimos anos, apenas algumas árvores floriram de forma tímida em pontos isolados do local.

Segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da capital, Anderson Fontes, o tempo seco e a poluição podem ser as causas da não floração das árvores.

“Não existe conclusão científica sobre o assunto, mas estudos mostram que os ipês plantados em locais urbanos sofrem bastante influência do calor excessivo, dos gases poluentes liberados pelos carros e pela falta de nutrientes no solo. Este é o cenário em que estão inseridas as árvores da Lagoa. Desde 2010 os ipês do Centro de João Pessoa não têm uma florada plena”, disse Anderson Fontes.
Ele disse, ainda, que as árvores que estão em locais de reserva, como a Mata do Buraquinho e no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, já tiveram sua floração no período correto.

De acordo com Anderson Fontes, a Secretaria de Meio Ambiente faz a catalogação destas árvores.
O chefe da Divisão da Arborização e Reflorestamento da Secretaria de Meio Ambiente, disse, ainda, que várias cidades do Nordeste também sofrem com a não floração dos ipês quando o clima esquenta.

 “Não é um caso isolado de João Pessoa, não. Várias cidades nordestinas que tem ipês em solos urbanos, sem a proteção climática das demais árvores, sofrem com o clima quente. Com a experiência que eu tenho no estudo dos Ipês, acredito que as árvores do centro de João Pessoa não vão florar este ano”, disse chefe da Divisão da Arborização e Reflorestamento da Semam.




terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Bombeiros registram 179 incêndios na Grande João Pessoa


24/12/2012 16h06 - Atualizado em 24/12/2012 16h06 

Balanço vai de outubro a dezembro de 2012.
No mesmo período de 2011, foram 107 queimadas, diz Corpo de Bombeiros.
 

Do G1 PB
 
 

De outubro até esta segunda-feira (24),  já foram registrados 179 incêndios na Grande João Pessoa pelo 1º Batalhão de Bombeiros Militares (BBM). Segundo o BBM, o número é maior que o do mesmo período de 2011, quando foram notificadas 107 queimadas. Isso significa um aumento de 67%.
 
Os dados são considerados preocupantes pelo Corpo de Bombeiros. “Nós temos percebido um aumento principalmente nos últimos três meses do ano, que tem nos deixado preocupados sobre a incidência de incêndio em vegetação”, afirmou o major Nazareno de Oliveira, comandante do 1º BBM. Segundo ele, os registros chegam a 25 ocorrências em um único dia.
  
Os principais locais onde ocorrem incêndios são às margens das BRs 230 e 101 e a PB-008, além de vegetações nos bairros de Altiplano e Cabo Branco, em João Pessoa. Segundo o major Nazareno, os incêndios têm duas causas: naturais e criminosas.
 
Para atender as ocorrências, o Corpo de Bombeiros disponibiliza para a população quatro equipes de plantão diariamente na Grande João Pessoa. Mas a colaboração da comunidade é importante, enfatiza o comandante do 1º BBM.
 
“A ação acidental ainda é maioria, aquele cidadão que tenta queimar um material e acaba fugindo ao controle. Ou então o material que ele queimou acaba provocando fumaça, danos à saúde de outras pessoas. Esse tipo de incidência, principalmente nesse período, deve ser totalmente evitada. Denúncias a respeito de crime de incêndio em vegetação, a população deve ligar para 193”, finalizou.


 

sábado, 15 de dezembro de 2012

População reclama do 'coque'

Moradores reclamam da forma como o Petcoke e armazenado e transportado se espalhando pelas ruas do bairro Renascer.
 


 
 
Alberi Pontes
Para tentar amenizar a poeira preta que invade as casas, empresa contratou um caminhão-pipa para regar o trajeto por onde passam os caminhões

Moradores do município de Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa, continuam sofrendo os prejuízos causados pelo coque de petróleo (Petcoke), mesmo depois de oito anos da aplicação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo Ministério Público Federal (MPF), Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema-PB) e Companhia Docas da Paraíba. Preocupados com os problemas de saúde, principalmente respiratórios, alguns moradores já colocaram anuncio de venda nos imóveis. O MPF afirma que fiscalizações estão sendo feitas.
O TAC foi assinado entre as instituições visando contribuir para viabilizar a gestão ambientalmente adequada do produto residual da refinação do petróleo, coque de petróleo – Petcoke, no Porto de Cabedelo e adjacências.
O Petcoke é um produto derivado da refinação do petróleo e, por assemelhar-se a uma poeira preta, quando transportada inadequadamente, se espalha com facilidade pelas ruas do bairro Renascer, com destaque à rua que dá acesso ao Terminal de Combustíveis da Paraíba (Tecop), situado na Praia do Jacaré. A população se questiona se o TAC está sendo cumprido por parte da empresa, pois a situação continua preocupante, como relatou o funcionário público Luciano Teixeira, 36 anos, que resina na via de transporte do produto.
“Sabemos que o petcoke gera economia para o município, mas pela forma que é armazenado e transportado (em caminhões) acaba gerando doenças respiratórias, além disso, acreditamos que ele é uma substância cancerígena”, declarou o morador ao afirmar que a esposa teve alergia respiratória por seis meses, logo que foram morar no local. Luciano também mostrou-se preocupado com a poluição ambiental.
Para tentar amenizar a poeira preta que invade as casas, a empresa Tecop contratou um caminhão-pipa para regar duas vezes por dia o trajeto feito pelos caminhões que transportam o Petcoke, mas a população reclama. “Isso não adianta nada”, afirmou uma moradora que preferiu não se identificar.
Através da assessoria de comunicação, o procurador da República Werton Magalhães Costa responsável pelo caso, disse que o MPF tem feito, sim, a fiscalização do TAC, apesar das dificuldades de realizá-lo. No entanto, ressaltou que só poderia dar mais informações na próxima segunda-feira, pois está trabalhando em procedimentos com prazos que precisam ser cumpridos.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Programa Despoluir completa cinco anos com 50 mil veículos avaliados na PB, RN, PE e AL

21/06/12 - 18:38

Programa tenta promover a melhoria da qualidade do ar através da redução da emissão de poluentes como CO2 no meio ambiente 

 
O Programa Ambiental do Transporte (Despoluir) chega a cinco anos de existência. A repercussão de seu aniversário, no entanto, vai muito além da celebração do compromisso de promover a melhoria da qualidade do ar através da redução da emissão de poluentes como CO2 no meio ambiente. Isto porque o programa, em 2012, também alcança a marca das 50 mil avaliações realizadas em ônibus, caminhões e outros veículos movidos a diesel da frota das empresas de transporte da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas. Desse total, 10.955, ou seja, 21,9% das avaliações foram realizadas na Paraíba, sendo 9.291 em João Pessoa e 1.664 em Campina Grande. Durante esse período, as duas cidades obtiveram altos índices de aprovação, de modo que, para o diretor executivo da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC), Mário Tourinho, as empresas também comemoram a marca, visto que o programa também qualifica o serviço prestado e reconhece os esforços das empresas em melhorar os níveis de suas emissões.

Para se ter uma ideia da aprovação das empresas de transporte coletivo paraibanas, basta dizer que de 2007 a 2012, os índices de aprovação da frota paraibana chegou a 81%, assim como em João Pessoa que também repetiu o percentual de níveis de emissão dentro da normalidade. Cada avaliação dura em média dez minutos e nela os técnicos do Despoluir utilizam um opacímetro para analisar os índices de emissão de poluentes (CO2 e outros metais). Em função de sua técnica e regularidade de aferições, a avaliação do Despoluir, tem se tornado um parâmetro adotado para os programas de manutenção das frotas do transporte de passageiros em todo país.

É por esse e outros motivos que o diretor executivo AETC-JP, Mário Tourinho, lembra que a entidade apoia o programa e que os índices de aprovação das empresas de João Pessoa sempre figuram entre os melhores resultados, principalmente, no tocante à constante renovação da frota pessoense. “Temos uma frota com uma idade média de 3.6 anos. Isto com certeza é um grande influenciador dos resultados já que, somente nos últimos oito anos, mais de 300 novos ônibus foram incorporados à frota de João Pessoa”, disse Mário Tourinho. Vale destacar que em 2007 o nível de aprovação da frota da capital paraibana chegava a 64% e este cenário ficou bem diferente em 2010, quando a frota obteve 89% de aprovação e atingiu um dos melhores índices de aprovação entre os quatro estados nordestinos onde o programa funciona.

Só este ano, o Programa Despoluir já realizou mais de oito mil avaliações nos quatro estados. Na Paraíba, já foram feitos 1.443 aferições, sendo 1.172 em João Pessoa e mais 271 em Campina Grande. Toda a frota dos estados onde o programa atua - Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas - é vistoriada duas vezes ao ano. Mário Tourinho explica que quando técnicos do Despoluir encontram algum veículo fora do padrão, logo o veículo volta para a oficina para que sejam feitos os devidos reparos. Em toda a Paraíba, por mês, são feitas cerca de 275 aferições em ônibus urbanos, intermunicipais e rodoviários.

Sobre o Programa Despoluir

O Programa Despoluir, lançado em julho de 2007 pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e coordenado pela Fetronor, atua ampliando e renovando as ações do antigo Programa EconomizAR. O programa tem o objetivo de promover a melhoria da qualidade do ar através da redução da emissão de poluentes como CO2 e particulados no meio ambiente, que contribuem também para o aquecimento global. Ao longo de todo o ano, veículos de mais de 100 empresas sediadas nos estados base da Fetronor (RN, PB, PE e AL), que participam ativamente do Programa, são vistoriados por técnicos ambientais devidamente treinados para o uso de novas tecnologias adotadas nas aferições dos níveis de emissão de gases e particulados.

Da Redação (com assessoria)
WSCOM Online


Fonte

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Fumaça prejudica a saúde

Poluição aumenta os riscos de ataque cardíaco e problemas respiratórios além de asmas e rinites, relacionados a inalação de gases.


 
Segundo a Apan, a fumaça dos carros à combustão (movidos a álcool, gasolina e diesel) produz vários problemas para a população, principalmente com relação ao aumento do risco de ataque cardíaco e de problemas respiratórios, além de asmas e rinites, relacionados com a inalação de gases como o gás carbônico, o monóxido de carbono e outros gases compostos de enxofre e chumbo.

“Esta questão é muito grave porque, nos últimos 30 anos, no Brasil a emissão de gás carbônico por veículos automotores aumentou cerca de 283% e a população brasileira é eminentemente urbana”, revelou o biólogo Ronilson Paz.

Ainda segundo ele, políticas públicas que favoreçam o uso de transportes coletivos são importantes para diminuir o efeitos dos carros na poluição atmosférica. “Outra providência que pode ser tomada para diminuir a poluição atmosférica causada pelos veículos é a manutenção dos carros para evitar a fumaça negra, que é composta basicamente pela fuligem e partículas de carbono que causam graves danos à saúde”, sugeriu acrescentando que “essa fumaça provoca descoloração e corrosão de materiais, além de afetar os vegetais e animais domésticos”.


Inventário está sendo elaborado

Poluentes monitorados são material particulado, dióxido de enxofre, hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e ozônio.

Para estimar qual foi o índice de poluição do ar na Paraíba nos últimos anos, a Sudema está preparando um inventário de emissão de poluentes de fontes móveis, que vai de 1990 até 2011. “Vamos juntar informações de frota de veículos, idade dos automóveis e combustíveis usados por eles para estimar de quanto foi a poluição nesse período”, relatou Luciana. A previsão para o término do inventário é outubro.

Os poluentes monitorados são material particulado, dióxido de enxofre, hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e ozônio. Além dos carros, entre as principais fontes de poluição estão as indústrias, onde a fiscalização da Sudema é feita através de analisadores instalados nas chaminés dos prédios. A presença de analisadores é uma condição básica para que o órgão conceda a licença para a fábrica. “Além disso, pedimos um estudo de impacto ambiental e sempre verificamos se a indústria não ultrapassou o limite máximo de poluição”, pontuou Luciana Alves.

A Associação Paraibana de Amigos da Natureza (Apan), representada pelo biólogo Ronilson Paz, explicou que, mesmo com a fiscalização e com filtros que diminuem a emissão de gases tóxicos usados pelas fábricas, a Ilha do Bispo, o Bairro das Indústrias e o Distrito Industrial, além de Alhandra, são áreas que chamam a atenção pelas denúncias de poluição atmosférica.



Paraíba não monitora nível de qualidade do ar

Plano de Controle de Poluição Veicular foi elaborado pela Sudema e encaminhado ao governador. Após aprovação deverá ser posto em prática.






Apesar dos grande malefícios que a poluição causa à saúde da população, ainda não existe um monitoramento da emissão de poluentes de origem veicular na Paraíba. Porém, o Estado não está longe de receber esse serviço. Depois de uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), determinando que todos os estados façam esse monitoramento, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) elaborou um Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV).
 


Segundo a chefe do Controle de Poluentes Atmosféricos, Luciana Alves, o PCPV já foi encaminhado ao governador Ricardo Coutinho e só aguarda publicação para começar a ser colocado em prática. “Serão instaladas estações de monitoramento pela cidade. As estações serão equipadas com analisadores e cada um vai medir a concentração de um tipo diferente de poluente, todos de origem veicular”, explicou.
“As estações também vão fazer uma análise meteorológica, fator que influencia no índice de poluição no local. Se estiver chovendo, por exemplo, a qualidade do ar fica melhor porque a chuva limpa a atmosfera”, acrescentou Luciana. Ainda segundo ela, os dados das estações vão ser disponibilizados para a população de hora em hora através do site da Sudema.
Luciana disse que as medidas que deverão ser tomadas para minimizar a poluição vão ser tomadas com base nos dados do PCPV. “Vamos acompanhar a evolução da poluição e só então fazer planejamentos para minimizar os impactos”, comentou a chefe do Controle. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran), através da assessoria, informou que também ainda não tem planos para ajudar na diminuição da emissão de poluentes pelos veículos, mas garantiu que vai atuar na fiscalização conforme as regras repassadas pela Sudema.
A previsão é que o trabalho comece este ano e que em 2013 as estações já estejam instaladas. Inicialmente, o plano será aplicado apenas em João Pessoa, mas a Sudema tem a intenção de ampliá-lo para Campina Grande, que tem a segunda maior frota de veículos do estado.
Apesar de não existir informações sobre um índice de poluição na Paraíba, a Sudema considera que esse número está sempre aumentando devido ao crescimento constante da quantidade de veículos. De acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), nos três primeiros meses de 2012 a frota da Paraíba aumentou em mais de 14 mil veículos.
Em janeiro, o Denatran registrou 802.825 veículos em circulação no estado. Em março, esse número subiu para 817.036. A Paraíba só fica atrás, no Nordeste, de Sergipe, Alagoas e Piauí, em relação à frota. Nas principais cidades do estado, a quantidade de automóveis também cresceu. Em João Pessoa, o número cresceu de 257.940 em janeiro para 261.894 em março.
Em Campina Grande, o aumento foi de 124.554 em janeiro para 126.365 em março.
Segundo Luciana Alves, é um desafio para os governos de todos os estados controlar essa poluição vinda dos automóveis, mas que João Pessoa não deve ultrapassar os limites máximos porque a capital paraibana tem características metereológicas e topográficas que dispersam os poluentes, além de ter uma frota de veículos nova e pequena em relação a outros estados, correspondendo a apenas 7% do Nordeste. “Salvador é o único estado do Nordeste que tem esse monitoramento", informou.

Fonte


domingo, 11 de março de 2012

Instalação de fábrica de cimento na PB deve gerar 1.600 empregos

11/03/2012 09h24 - Atualizado em 11/03/2012 09h27

Obras da Cimentos Elizabeth em Alhandra deve começar em abril.
Mais de 50 operários já trabalham na preparação do terreno. 


Do G1 PB

Projeto deve começar a sair do papel em abril deste ano (Foto: Divulgação)
Projeto deve começar a sair do papel em abril
deste ano (Foto: Divulgação)
A instalação de uma fábrica de cimento na cidade de Alhandra, cidade do Litoral Sul paraibano localizada a 48 km de João Pessoa, deve gerar cerca de 1.600 empregos formais e aquecer a economia da região. A Elizabeth Cimentos tem o objetivo de gerar 800 empregos na construção civil apenas durante os dois anos previstos para a construção da fábrica. Para o mesmo período, na montagem mecânica e elétrica, a intenção é empregar uma média de 400 pessoas, podendo chegar a 1.200 no último ano de obras.

Depois da inauguração da unidade, prevista para o começo de 2014, a estimativa é que a fábrica tenha 400 funcionários diretos e 1.200 indiretos. As informações são do coordenador de projetos da Elizabeth, Degmar Diniz. Segundo ele, como o grupo é paraibano, será priorizada a mão-de-obra local, principalmente das cidades de Alhandra, onde fica localizada a fábrica, e Pitimbu, onde está a jazida.

“Vamos trabalhar na capacitação da mão-de-obra do povo da região e já estamos firmando parcerias com o Senai-PB [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial na Paraíba] e o IFPB [Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba]”, garantiu o coordenador. A previsão do grupo é que a folha de pagamento mensal seja de R$ 1 milhão.

Emprego foi a primeira oportunidade para Geilton em quatro anos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Emprego foi a primeira oportunidade para Geilton em
quatro anos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
O grupo está aguardando a licença da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), que deve sair até abril, para iniciar as obras. Porém, no local já trabalham 57 funcionários preparando o terreno para receber a estrutura da fábrica, todos moradores da região.

Geilton de Santos, de 29 anos, é um deles. O jovem está na equipe desde o primeiro dia de trabalhos no terreno, no início de dezembro, e explicou que essa foi a primeira oportunidade de emprego que teve desde 2008. “Eu trabalhei cinco anos como operador têxtil em uma fábrica, mas tive que sair pra ajudar meu pai depois da morte da minha mãe. Ainda fiz alguns bicos como marceneiro, mas esse trabalho veio em boa hora, com carteira assinada”, declarou.

Assim como a maioria da população da região, a família de Geilton trabalha com agricultura e também está se beneficiando com o Mercado Agrícola instalado pelo Grupo Elizabeth na cidade. “O mercado vai dar mais valor ao nosso produto porque vamos poder vender sem intermediários”, disse o trabalhador, cuja propriedade da família cultiva produtos como inhame, batata, macaxeira e feijão.

 
Duda nunca teve carteira assinada antes e trabalhava com agricultura (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Duda nunca teve carteira assinada
antes (Foto: Krystine Carneiro/G1)
O mercado também deve ajudar à família de Severino Filho, de 40 anos, mais conhecido como Duda, que é morador da Zona Rural de Alhandra e começou a trabalhar nos serviços gerais da fábrica de cimentos no dia 5 de março. Duda sempre trabalhou na agricultura na propriedade do pai. Com 40 anos de vida, esse emprego é sua primeira oportunidade com carteira assinada. “Sou pai de cinco filhos e essa vai ser uma grande melhora pra eles. Quero me aposentar nessa firma em nome de Jesus”, compartilhou Duda.

Para melhorar os serviços da cidade em que a fábrica será instalada, o Grupo Elizabeth vai levar um posto policial e um de saúde para Alhandra, além de reformar e ampliar a escola da região e asfaltar a estrada que liga a unidade fabril à PB-034, um trecho de cerca de 10 km segundo o coordenador de projetos Degmar Diniz. O investimento total no projeto está estimado em 300 milhões e a fábrica terá a capacidade de produzir 1 milhão de toneladas de cimento por ano.

Degmar Diniz (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Para Degmar Diniz, poluição no aspecto visual será
praticamente zero (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Sustentabilidade
O Grupo Elizabeth recorreu à tecnologia para reduzir a quase zero a emissão de poluentes da nova fábrica no meio ambiente. Segundo Degmar Diniz, o uso de filtros de mangas, um equipamento importado da Índia, será possível retirar 99,998% dos materias particulados da corrente gasosa. “Na questão visual eu diria que é poluição zero. Tecnicamente não existe nada zero, mas esse número está abaixo das normas mais exigentes do mundo”, revelou.

Degmar, que além de coordenador de projetos da Elizabeth também é engenheiro químico, explicou que o filtro de mangas é um exaustor em que o ar atravessa uma espécie de saco de malha com microporos. “As malhas, chamadas de mangas, são extremamente finas e as partículas ficam presas a elas. Tudo que ficar retido volta para a produção”, descreveu.

Não queremos deixar nenhum passivo ambiental para a população e nem para a prefeitura"
- Degmar Diniz, coordenador de projetos

Todo o lixo produzido pela fábrica ainda deve ser reciclado e o que não puder passar pela reciclagem será coprocessado. O grupo também prentende recuperar a área e fazer um replantio de espécies de Mata Atlântica no local. “Aquela área já foi toda antropizada, a ação humana já destruiu tudo. Não queremos deixar nenhum passivo ambiental para a população e nem para a prefeitura”, disse Degmar Diniz.

Técnicos da empresa fizeram uma pesquisa de dois anos para analisar o desempenho de equipamentos de várias marcas de diferentes países para reunir as máquinas que tivessem melhor rendimento com o mínimo de lesão ao meio ambiente. Foram adquiridos equipamentos da Itália, Alemanha, Índia, Tailândia e China que já estão a caminho do Brasil.

Com essas máquinas, Degmar explicou que será possível reduzir o consumo de energia elétrica e térmica na produção do cimento. Segundo ele, o normal é que se trabalhe usando de 115 a 125 quilowatt-hora (kWh) por tonelada de cimento. A Cimentos Elizabeth pretende reduzir isso e trabalhar abaixo de 90kWh. Em relação à energia térmica, é comum que as fábricas consumam de 815 a 830 quilocalorias (kcal) por quilo de clinquer, a matéria-prima do cimento. A intenção do grupo é trabalhar com, no máximo, 750 kcal. 


 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Licença de funcionamento foi embargada

Empresa estava em situação irregular com a Sudema por desenvolver atividades não especificadas.

A empresa responsável pela montanha de brita alega que trabalha dentro da legalidade e respeitando as condicionantes determinadas pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). “Utilizávamos aspersores antes mesmo da solicitação da Prefeitura de Cabedelo, porque é uma exigência para obtenção da licença de funcionamento da Sudema”, garante o funcionário da empresa, Ademar Suassuna.

Contrariando as afirmações da empresa, o procurador jurídico da Sudema, Donato Henrique da Silva, afirmou que desde o dia 23 de janeiro a licença de funcionamento do depósito de brita na BR-230 está revogada. “A empresa possuía uma licença para atuar dentro do memorial descritivo apresentado por eles, mas a equipe de fiscalização da Sudema constatou que a empresa desenvolvia outras atividades que não as especificadas por ela”, disse.

Segundo o procurador, a empresa foi autuada e a atividade embargada até que o projeto esteja novamente na Sudema com a comprovação da real atividade da mesma. Na manhã de ontem, funcionários continuavam transportando a brita. “Não estamos impedidos de funcionar, mas em negociação. Estamos diminuindo a pilha para reduzir a estocagem”, afirma Ademar Suassuna.

 Fonte

Moradores reclamam de poeira em depósito

Brita empilhada por empresa provoca nuvem de poeira que prejudica moradores em Cabedelo.


Uma montanha de brita depositada à céu aberto às margens da BR-230, em frente à rotatória que dá acesso à Mata do Amém, na estrada para Cabedelo, Grande João Pessoa, estaria provocado uma série de transtornos para comerciantes e moradores da região. A poeira que sobe com a constante movimentação de caminhões e tratores, segundo a população, gera problemas alérgicos, oftálmicos e respiratórios, sem falar nos danos ambientais.

A dona de casa Silvana da Silva Santos, que mora há 8 anos nos fundos do terrenos onde a usina de processamento da brita empilha o material, utilizado na construção civil, reclama dos inúmeros transtornos causados pela poeira. “Não há limpeza geral que dê jeito. Os móveis, o piso vivem empoeirados”, comenta.
Para agravar ainda mais a situação, explica Silvana, o filho, de apenas dois anos, está com graves problemas respiratórios, que ela afirma serem decorrentes do ar contaminado com a poeira que se espalha com o transporte da brita. “Ele sofre muito com a falta de ar, uma rouquidão e reclama muito dos olhos, dizendo que ardem. O médico acredita que deve ser da poeira da brita”, afirma.

Quem também reclama da sujeira provocada pela brita é a vendedora Cláudia Roberta Laranjeiras, que trabalha há dois anos em uma loja de móveis ao lado do terreno. “Por esses dias choveu e diminuiu um pouco, mas geralmente a poeira chega a fazer uma neblina na estrada, causando risco aos carros e pessoas que passam”, disse.

Segundo a vendedora, os comerciantes e moradores já fizeram um abaixo-assinado para que a empresa fosse deslocada para uma área mais apropriada, longe da movimentação urbana. “Estamos prejudicados por uma empresa poluente, funcionando em área residencial e próximo à vegetação nativa”, lamenta.

O secretário de Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Marques, confirmou que recebeu o abaixo-assinado e que, com base nele, a Prefeitura de Cabedelo solicitou uma série de exigências à empresa, como instalar aspersores para umedecer a brita, a fim de reduzir o nível de poeira.