As notícias reproduzidas pelo blog Meio Ambiente da Paraíba têm o objetivo de oferecer um panorama do que é publicado diariamente sobre o meio ambiente da Paraíba e não representam o posicionamento dos compiladores. Organizações e pessoas citadas nessas matérias que considerem seu conteúdo prejudicial podem enviar notas de correção ou contra-argumentação para serem publicadas em espaço similar e com o mesmo destaque das notícias anteriormente veiculadas.
Indústria de
cimentos Lafarge, instalada em Caaporã, pretende expandir em 13% a
produção do principal insumo da indústria de construção.
Alexsandra Tavares DivulgaçãoGrupo Lafarge Brasil possui nove fábricas e estações de moagem no país, disse o diretor de comércio do grupo
Com a demanda de cimento das obras de transposição do São Francisco e de
prospecção com a chegada da montadora da Fiat, em Goiana, a indústria
de cimentos Lafarge, instalada em Caaporã, pretende expandir em 13% a
produção do principal insumo da indústria de construção: o cimento. A
Lafarge pretende subir de 1,5 milhão de toneladas do insumo, em 2012,
para 1,7 milhão este ano.
No ano passado, a Lafarge produziu 65% do cimento do Estado (2,3 milhões
de toneladas), que atualmente tem duas indústria, segundo dados do
Sindicato Nacional da Indústria Cimenteira (Snic).
Com atuação nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, a indústria
Lafarge fornece material para as obras como a transposição do Rio São
Francisco (entre as cidades de Piranhas e Cajazeiras), e em Pernambuco,
para as obras das barragens de Palmares e São João Benedito.
Segundo o diretor de comércio de cimento da Lafarge Brasil, Rogério
Silva, o grupo possui nove fábricas no país e estações de moagem. “Em
2012, Caaporã representou cerca de 24% da nossa produção no país”,
afirmou o diretor.
EM EXPANSÃO
Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba
(Fiep), Francisco Buega Gadelha, a Cimpor e a Lafarge são as duas
indústrias em atuação na Paraíba, mas o mercado está expandindo. Estão
chegando à Paraíba mais quatro empresas: Cimpor 2 (Intercement),
Votorantim, Elizabeth e a Brennand.
A Paraíba atualmente é o segundo maior produtor de cimento do
Nordeste e deve liderar o mercado na Região nos próximos anos com a
instalação das novas indústrias.
“O Brasil como um todo está consumindo muito cimento porque há
mercado com obras como a da Hemobrás, Fiat e Transnordestina”, afirmou
Buega Gadelha.
Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João
Pessoa (Sinduscon-JP), Fábio Sinval, a entrada de mais indústrias
amplia o mercado, aumenta a concorrência e pode provocar queda de preços
para a indústria da construção.
“Para o setor da construção é bom porque existe a concorrência e isso
pode resultar em preços mais baixos. Mas acredito que o que é produzido
na Paraíba não vai ficar restrito somente ao consumo interno, será
exportado”, frisou.
Já o presidente do Sinduscon-PB, Lamir Motta, não acredita na queda
de preços do cimento. “Existe um preço médio do produto e isso não tende
a sofrer alteração. Mas a chegada de indústrias no Estado beneficia
todos porque o maior consumidor do produto é o povo e não as
construtoras. A Paraíba tem uma posição logística interessante, além de
ser rica em calcário. Isso atrai os empresários”, frisou.
EMPREGOS
O diretor de comércio de cimento da Lafarge Brasil, Rogério Silva,
afirmou que a indústria possui um recrutamento de pessoal permanente.
Nas fábricas, a demanda maior é por profissionais qualificados,
especialmente nas áreas técnicas, como manutenção (inspetores,
programadores e planejadores). Há também vagas associadas a setores
como Saúde e Segurança.
Segundo ele, os interessados em ingressar na empresa devem cadastrar
seu currículo no vagas.com. De acordo com Rogério Silva, a localização
geográfica da Paraíba é estratégica e facilita a distribuição do cimento
para o Nordeste e outros pontos do país.
“A localização geográfica do Estado, no centro do Nordeste, e a
proximidade com grandes centros consumidores, favorece a distribuição e
venda não apenas de nosso cimento, mas também dos concretos Lafarge em
toda a região. Diretamente a partir de Caaporã, abastecemos todo o
Estado da Paraíba e também os estados de Pernambuco, Alagoas e Rio
Grande do Norte. Pequenos volumes são direcionados ao Ceará”, frisou.
Plantados no
Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa, ipês não floriram este
ano; poluição e calor podem ter contribuído.
Larissa KerenFelipe GesteiraApenas algumas árvores floriram de forma tímida em pontos isolados
De setembro a dezembro, os moradores de João Pessoa sempre se encantavam
com a florada dos Ipês roxo, rosa e amarelos do Parque Solon de Lucena,
mais conhecida como a Lagoa, que enfeitavam o centro da cidade. No
entanto, nos últimos anos, apenas algumas árvores floriram de forma
tímida em pontos isolados do local.
Segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da
Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da capital, Anderson Fontes, o tempo
seco e a poluição podem ser as causas da não floração das árvores.
“Não existe conclusão científica sobre o assunto, mas estudos mostram
que os ipês plantados em locais urbanos sofrem bastante influência do
calor excessivo, dos gases poluentes liberados pelos carros e pela falta
de nutrientes no solo. Este é o cenário em que estão inseridas as
árvores da Lagoa. Desde 2010 os ipês do Centro de João Pessoa não têm
uma florada plena”, disse Anderson Fontes.
Ele disse, ainda, que as árvores que estão em locais de reserva, como
a Mata do Buraquinho e no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, já
tiveram sua floração no período correto.
De acordo com Anderson Fontes, a Secretaria de Meio Ambiente faz a catalogação destas árvores.
O chefe da Divisão da Arborização e Reflorestamento da Secretaria de
Meio Ambiente, disse, ainda, que várias cidades do Nordeste também
sofrem com a não floração dos ipês quando o clima esquenta.
“Não é um caso isolado de João Pessoa, não. Várias cidades
nordestinas que tem ipês em solos urbanos, sem a proteção climática das
demais árvores, sofrem com o clima quente. Com a experiência que eu
tenho no estudo dos Ipês, acredito que as árvores do centro de João
Pessoa não vão florar este ano”, disse chefe da Divisão da Arborização e
Reflorestamento da Semam.
Florada das árvores acontece de setembro a dezembro. Ipês fazem parte do cartão-postal de João Pessoa.
Do G1 PB com Larissa Keren
Desde 2010 os ipês do centro não têm uma florada plena (Foto: Felipe Gesteira/Jornal da Paraíba)
De setembro a dezembro, os moradores de João Pessoa
sempre se encantavam com a florada dos Ipês roxo, rosa e amarelos do
Parque Solon de Lucena, mais conhecida como a Lagoa, que enfeitavam o
centro da cidade. No entanto, nos últimos anos, apenas algumas árvores
floriram de forma tímida em pontos isolados do local.
Segundo o chefe da Divisão de Arborização e Reflorestamento da
Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da capital, Anderson Fontes, o tempo
seco e a poluição podem ser as causas da não floração das árvores.
“Não existe conclusão científica sobre o assunto, mas estudos mostram
que os ipês plantados em locais urbanos sofrem bastante influência do
calor excessivo, dos gases poluentes liberados pelos carros e pela falta
de nutrientes no solo. Este é o cenário em que estão inseridas as
árvores da Lagoa. Desde 2010 os ipês do Centro de João Pessoa não têm
uma florada plena”, disse Anderson Fontes.
Ele disse, ainda, que as árvores que estão em locais de reserva, como a
Mata do Buraquinho e no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, já
tiveram sua floração no período correto.
De acordo com Anderson Fontes, a Secretaria de Meio Ambiente faz a catalogação destas árvores.
O chefe da Divisão da Arborização e Reflorestamento da Secretaria de
Meio Ambiente, disse, ainda, que várias cidades do Nordeste também
sofrem com a não floração dos ipês quando o clima esquenta.
“Não é um caso isolado de João Pessoa, não. Várias cidades nordestinas
que tem ipês em solos urbanos, sem a proteção climática das demais
árvores, sofrem com o clima quente. Com a experiência que eu tenho no
estudo dos Ipês, acredito que as árvores do centro de João Pessoa não
vão florar este ano”, disse chefe da Divisão da Arborização e
Reflorestamento da Semam.
No mesmo período de 2011, foram 107 queimadas, diz Corpo de Bombeiros.
Do G1 PB
De outubro até esta segunda-feira (24), já foram registrados 179 incêndios na Grande João Pessoa
pelo 1º Batalhão de Bombeiros Militares (BBM). Segundo o BBM, o número é
maior que o do mesmo período de 2011, quando foram notificadas 107
queimadas. Isso significa um aumento de 67%.
Os dados são considerados preocupantes pelo Corpo de Bombeiros. “Nós
temos percebido um aumento principalmente nos últimos três meses do ano,
que tem nos deixado preocupados sobre a incidência de incêndio em
vegetação”, afirmou o major Nazareno de Oliveira, comandante do 1º BBM.
Segundo ele, os registros chegam a 25 ocorrências em um único dia.
Os principais locais onde ocorrem incêndios são às margens das BRs 230 e
101 e a PB-008, além de vegetações nos bairros de Altiplano e Cabo
Branco, em João Pessoa. Segundo o major Nazareno, os incêndios têm duas
causas: naturais e criminosas.
Para atender as ocorrências, o Corpo de Bombeiros disponibiliza para a
população quatro equipes de plantão diariamente na Grande João Pessoa.
Mas a colaboração da comunidade é importante, enfatiza o comandante do
1º BBM.
“A ação acidental ainda é maioria, aquele cidadão que tenta queimar um
material e acaba fugindo ao controle. Ou então o material que ele
queimou acaba provocando fumaça, danos à saúde de outras pessoas. Esse
tipo de incidência, principalmente nesse período, deve ser totalmente
evitada. Denúncias a respeito de crime de incêndio em vegetação, a
população deve ligar para 193”, finalizou.
Moradores reclamam da forma como o Petcoke e armazenado e transportado se espalhando pelas ruas do bairro Renascer.
Jaine AlvesAlberi PontesPara tentar
amenizar a poeira preta que invade as casas, empresa contratou um
caminhão-pipa para regar o trajeto por onde passam os caminhões
Moradores do município de Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa,
continuam sofrendo os prejuízos causados pelo coque de petróleo
(Petcoke), mesmo depois de oito anos da aplicação do Termo de
Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo Ministério Público Federal
(MPF), Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba
(Sudema-PB) e Companhia Docas da Paraíba. Preocupados com os problemas
de saúde, principalmente respiratórios, alguns moradores já colocaram
anuncio de venda nos imóveis. O MPF afirma que fiscalizações estão sendo
feitas.
O TAC foi assinado entre as instituições visando contribuir para
viabilizar a gestão ambientalmente adequada do produto residual da
refinação do petróleo, coque de petróleo – Petcoke, no Porto de Cabedelo
e adjacências.
O Petcoke é um produto derivado da refinação do petróleo e, por
assemelhar-se a uma poeira preta, quando transportada inadequadamente,
se espalha com facilidade pelas ruas do bairro Renascer, com destaque à
rua que dá acesso ao Terminal de Combustíveis da Paraíba (Tecop),
situado na Praia do Jacaré. A população se questiona se o TAC está sendo
cumprido por parte da empresa, pois a situação continua preocupante,
como relatou o funcionário público Luciano Teixeira, 36 anos, que resina
na via de transporte do produto.
“Sabemos que o petcoke gera economia para o município, mas pela forma
que é armazenado e transportado (em caminhões) acaba gerando doenças
respiratórias, além disso, acreditamos que ele é uma substância
cancerígena”, declarou o morador ao afirmar que a esposa teve alergia
respiratória por seis meses, logo que foram morar no local. Luciano
também mostrou-se preocupado com a poluição ambiental.
Para tentar amenizar a poeira preta que invade as casas, a empresa
Tecop contratou um caminhão-pipa para regar duas vezes por dia o trajeto
feito pelos caminhões que transportam o Petcoke, mas a população
reclama. “Isso não adianta nada”, afirmou uma moradora que preferiu não
se identificar.
Através da assessoria de comunicação, o procurador da República
Werton Magalhães Costa responsável pelo caso, disse que o MPF tem feito,
sim, a fiscalização do TAC, apesar das dificuldades de realizá-lo. No
entanto, ressaltou que só poderia dar mais informações na próxima
segunda-feira, pois está trabalhando em procedimentos com prazos que
precisam ser cumpridos.
Programa tenta promover a melhoria da qualidade do ar através da redução da emissão de poluentes como CO2 no meio ambiente
O Programa Ambiental do Transporte
(Despoluir) chega a cinco anos de existência. A repercussão de seu
aniversário, no entanto, vai muito além da celebração do compromisso de
promover a melhoria da qualidade do ar através da redução da emissão de
poluentes como CO2 no meio ambiente. Isto porque o programa, em 2012,
também alcança a marca das 50 mil avaliações realizadas em ônibus,
caminhões e outros veículos movidos a diesel da frota das empresas de
transporte da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas. Desse
total, 10.955, ou seja, 21,9% das avaliações foram realizadas na
Paraíba, sendo 9.291 em João Pessoa e 1.664 em Campina Grande. Durante
esse período, as duas cidades
obtiveram altos índices de aprovação, de modo que, para o diretor
executivo da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de
João Pessoa (AETC), Mário Tourinho, as empresas também comemoram a
marca, visto que o programa também qualifica o serviço prestado e
reconhece os esforços das empresas em melhorar os níveis de suas
emissões.
Para se ter uma ideia da aprovação das empresas de transporte coletivo
paraibanas, basta dizer que de 2007 a 2012, os índices de aprovação da
frota paraibana chegou a 81%, assim como em João Pessoa que também
repetiu o percentual de níveis de emissão dentro da normalidade. Cada
avaliação dura em média dez minutos e nela os técnicos do Despoluir
utilizam um opacímetro para analisar os índices de emissão de poluentes
(CO2 e outros metais). Em função de sua técnica e regularidade de
aferições, a avaliação do Despoluir, tem se tornado um parâmetro adotado
para os programas de manutenção das frotas do transporte de passageiros
em todo país.
É por esse e outros motivos que o diretor executivo AETC-JP, Mário
Tourinho, lembra que a entidade apoia o programa e que os índices de
aprovação das empresas de João Pessoa sempre figuram entre os melhores
resultados, principalmente, no tocante à constante renovação da frota
pessoense. “Temos uma frota com uma idade média de 3.6 anos. Isto com
certeza é um grande influenciador dos resultados já que, somente nos
últimos oito anos, mais de 300 novos ônibus foram incorporados à frota
de João Pessoa”, disse Mário Tourinho. Vale destacar que em 2007 o nível
de aprovação da frota da capital paraibana chegava a 64% e este cenário
ficou bem diferente em 2010, quando a frota obteve 89% de aprovação e
atingiu um dos melhores índices de aprovação entre os quatro estados
nordestinos onde o programa funciona.
Só este ano, o Programa Despoluir já realizou mais de oito mil
avaliações nos quatro estados. Na Paraíba, já foram feitos 1.443
aferições, sendo 1.172 em João Pessoa e mais 271 em Campina Grande. Toda
a frota dos estados onde o programa atua - Paraíba, Rio Grande do
Norte, Pernambuco e Alagoas - é vistoriada duas vezes ao ano. Mário
Tourinho explica que quando técnicos do Despoluir encontram algum
veículo fora do padrão, logo o veículo volta para a oficina para que
sejam feitos os devidos reparos. Em toda a Paraíba, por mês, são feitas
cerca de 275 aferições em ônibus urbanos, intermunicipais e rodoviários.
Sobre o Programa Despoluir
O Programa Despoluir, lançado em julho de 2007 pela Confederação
Nacional do Transporte (CNT) e coordenado pela Fetronor, atua ampliando e
renovando as ações do antigo Programa EconomizAR. O programa tem o
objetivo de promover a melhoria da qualidade do ar através da redução da
emissão de poluentes como CO2 e particulados no meio ambiente, que
contribuem também para o aquecimento global. Ao longo de todo o ano,
veículos de mais de 100 empresas sediadas nos estados base da Fetronor
(RN, PB, PE e AL), que participam
ativamente do Programa, são vistoriados por técnicos ambientais
devidamente treinados para o uso de novas tecnologias adotadas nas
aferições dos níveis de emissão de gases e particulados.
Poluição
aumenta os riscos de ataque cardíaco e problemas respiratórios além de
asmas e rinites, relacionados a inalação de gases.
Segundo a Apan, a
fumaça dos carros à combustão (movidos a álcool, gasolina e diesel)
produz vários problemas para a população, principalmente com relação ao
aumento do risco de ataque cardíaco e de problemas respiratórios, além
de asmas e rinites, relacionados com a inalação de gases como o gás
carbônico, o monóxido de carbono e outros gases compostos de enxofre e
chumbo.
“Esta questão é muito grave porque, nos últimos 30 anos, no Brasil a emissão de gás carbônico por veículos automotores aumentou cerca de 283% e a população brasileira é eminentemente urbana”, revelou o biólogo Ronilson Paz.
Ainda segundo ele,
políticas públicas que favoreçam o uso de transportes coletivos são
importantes para diminuir o efeitos dos carros na poluição atmosférica.
“Outra providência que pode ser tomada para diminuir a poluição
atmosférica causada pelos veículos é a manutenção dos carros para evitar
a fumaça negra, que é composta basicamente pela fuligem e partículas de
carbono que causam graves danos à saúde”, sugeriu acrescentando que
“essa fumaça provoca descoloração e corrosão de materiais, além de
afetar os vegetais e animais domésticos”.
Poluentes
monitorados são material particulado, dióxido de enxofre,
hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e ozônio.
Para estimar qual foi o
índice de poluição do ar na Paraíba nos últimos anos, a Sudema está
preparando um inventário de emissão de poluentes de fontes móveis, que
vai de 1990 até 2011. “Vamos juntar informações de frota de veículos,
idade dos automóveis e combustíveis usados por eles para estimar de quanto foi a poluição nesse período”, relatou Luciana. A previsão para o término do inventário é outubro.
Os poluentes monitorados são material particulado, dióxido de
enxofre, hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e
ozônio. Além dos carros, entre
as principais fontes de poluição estão as indústrias, onde a
fiscalização da Sudema é feita através de analisadores instalados nas
chaminés dos prédios. A presença de analisadores é uma condição básica
para que o órgão conceda a licença para a fábrica. “Além disso, pedimos
um estudo de impacto ambiental e sempre verificamos se a indústria não
ultrapassou o limite máximo de poluição”, pontuou Luciana Alves.
A Associação Paraibana de Amigos da Natureza (Apan), representada
pelo biólogo Ronilson Paz, explicou que, mesmo com a fiscalização e com
filtros que diminuem a emissão de gases tóxicos usados pelas fábricas, a
Ilha do Bispo, o Bairro das Indústrias e o Distrito Industrial, além de
Alhandra, são áreas que chamam a atenção pelas denúncias de poluição
atmosférica.
Plano de
Controle de Poluição Veicular foi elaborado pela Sudema e encaminhado ao
governador. Após aprovação deverá ser posto em prática.
Krystine Carneiro
Apesar dos grande malefícios que a poluição causa
à saúde da população, ainda não existe um monitoramento da emissão de
poluentes de origem veicular na Paraíba. Porém, o Estado não está longe
de receber esse serviço. Depois de uma resolução do Conselho Nacional do
Meio Ambiente (Conama), determinando que todos os estados façam esse
monitoramento, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente da
Paraíba (Sudema) elaborou um Plano de Controle de Poluição Veicular
(PCPV).
Segundo a chefe do Controle de Poluentes Atmosféricos, Luciana Alves,
o PCPV já foi encaminhado ao governador Ricardo Coutinho e só aguarda
publicação para começar a ser colocado em prática. “Serão instaladas
estações de monitoramento pela cidade. As estações serão equipadas com
analisadores e cada um vai medir a concentração de um tipo diferente de
poluente, todos de origem veicular”, explicou.
“As estações também vão fazer uma análise meteorológica, fator que
influencia no índice de poluição no local. Se estiver chovendo, por
exemplo, a qualidade do ar fica melhor porque a chuva limpa a
atmosfera”, acrescentou Luciana. Ainda segundo ela, os dados das
estações vão ser disponibilizados para a população de hora em hora
através do site da Sudema.
Luciana disse que as medidas que deverão ser tomadas para minimizar a
poluição vão ser tomadas com base nos dados do PCPV. “Vamos acompanhar a
evolução da poluição e só então fazer planejamentos para minimizar os
impactos”, comentou a chefe do Controle. O Departamento Estadual de
Trânsito (Detran), através da assessoria, informou que também ainda não
tem planos para ajudar
na diminuição da emissão de poluentes pelos veículos, mas garantiu que
vai atuar na fiscalização conforme as regras repassadas pela Sudema.
A previsão é que o trabalho
comece este ano e que em 2013 as estações já estejam instaladas.
Inicialmente, o plano será aplicado apenas em João Pessoa, mas a Sudema
tem a intenção de ampliá-lo para Campina Grande, que tem a segunda maior
frota de veículos do estado.
Apesar de não existir informações sobre um índice de poluição na
Paraíba, a Sudema considera que esse número está sempre aumentando
devido ao crescimento constante da quantidade de veículos. De acordo com
dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), nos três
primeiros meses de 2012 a frota da Paraíba aumentou em mais de 14 mil
veículos.
Em janeiro, o Denatran registrou 802.825 veículos em circulação no
estado. Em março, esse número subiu para 817.036. A Paraíba só fica
atrás, no Nordeste, de Sergipe, Alagoas e Piauí, em relação à frota. Nas
principais cidades do estado, a quantidade de automóveis também
cresceu. Em João Pessoa, o número cresceu de 257.940 em janeiro para
261.894 em março.
Em Campina Grande, o aumento foi de 124.554 em janeiro para 126.365 em março.
Segundo Luciana Alves, é um desafio para os governos de todos os
estados controlar essa poluição vinda dos automóveis, mas que João
Pessoa não deve ultrapassar os limites máximos porque a capital
paraibana tem características metereológicas e topográficas que
dispersam os poluentes, além de ter uma frota de veículos nova e pequena
em relação a outros estados, correspondendo a apenas 7% do Nordeste.
“Salvador é o único estado do Nordeste que tem esse monitoramento",
informou.
Obras da Cimentos Elizabeth em Alhandra deve começar em abril. Mais de 50 operários já trabalham na preparação do terreno.
Do G1 PB
Projeto deve começar a sair do papel em abril deste ano (Foto: Divulgação)
A instalação de uma fábrica de cimento na cidade de Alhandra, cidade do
Litoral Sul paraibano localizada a 48 km de João Pessoa, deve gerar
cerca de 1.600 empregos formais e aquecer a economia da região. A
Elizabeth Cimentos tem o objetivo de gerar 800 empregos na construção
civil apenas durante os dois anos previstos para a construção da
fábrica. Para o mesmo período, na montagem mecânica e elétrica, a
intenção é empregar uma média de 400 pessoas, podendo chegar a 1.200 no
último ano de obras.
Depois da inauguração da unidade, prevista para o começo de 2014, a
estimativa é que a fábrica tenha 400 funcionários diretos e 1.200
indiretos. As informações são do coordenador de projetos da Elizabeth,
Degmar Diniz. Segundo ele, como o grupo é paraibano, será priorizada a
mão-de-obra local, principalmente das cidades de Alhandra, onde fica
localizada a fábrica, e Pitimbu, onde está a jazida.
“Vamos trabalhar na capacitação da mão-de-obra do povo da região e já
estamos firmando parcerias com o Senai-PB [Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial na Paraíba] e o IFPB [Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba]”, garantiu o coordenador. A
previsão do grupo é que a folha de pagamento mensal seja de R$ 1 milhão.
Emprego foi a primeira oportunidade para Geilton em quatro anos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
O grupo está aguardando a licença da Superintendência de Administração
do Meio Ambiente (Sudema), que deve sair até abril, para iniciar as
obras. Porém, no local já trabalham 57 funcionários preparando o terreno
para receber a estrutura da fábrica, todos moradores da região.
Geilton de Santos, de 29 anos, é um deles. O jovem está na equipe desde
o primeiro dia de trabalhos no terreno, no início de dezembro, e
explicou que essa foi a primeira oportunidade de emprego que teve desde
2008. “Eu trabalhei cinco anos como operador têxtil em uma fábrica, mas
tive que sair pra ajudar meu pai depois da morte da minha mãe. Ainda fiz
alguns bicos como marceneiro, mas esse trabalho veio em boa hora, com
carteira assinada”, declarou.
Assim como a maioria da população da região, a família de Geilton
trabalha com agricultura e também está se beneficiando com o Mercado
Agrícola instalado pelo Grupo Elizabeth na cidade. “O mercado vai dar
mais valor ao nosso produto porque vamos poder vender sem
intermediários”, disse o trabalhador, cuja propriedade da família
cultiva produtos como inhame, batata, macaxeira e feijão.
Duda nunca teve carteira assinada antes (Foto: Krystine Carneiro/G1)
O mercado também deve ajudar à família de Severino Filho, de 40 anos,
mais conhecido como Duda, que é morador da Zona Rural de Alhandra e
começou a trabalhar nos serviços gerais da fábrica de cimentos no dia 5
de março. Duda sempre trabalhou na agricultura na propriedade do pai.
Com 40 anos de vida, esse emprego é sua primeira oportunidade com
carteira assinada. “Sou pai de cinco filhos e essa vai ser uma grande
melhora pra eles. Quero me aposentar nessa firma em nome de Jesus”,
compartilhou Duda.
Para melhorar os serviços da cidade em que a fábrica será instalada, o
Grupo Elizabeth vai levar um posto policial e um de saúde para Alhandra,
além de reformar e ampliar a escola da região e asfaltar a estrada que
liga a unidade fabril à PB-034, um trecho de cerca de 10 km segundo o
coordenador de projetos Degmar Diniz. O investimento total no projeto
está estimado em 300 milhões e a fábrica terá a capacidade de produzir 1
milhão de toneladas de cimento por ano.
Para Degmar Diniz, poluição no aspecto visual será praticamente zero (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Sustentabilidade
O Grupo Elizabeth recorreu à tecnologia para reduzir a quase zero a
emissão de poluentes da nova fábrica no meio ambiente. Segundo Degmar
Diniz, o uso de filtros de mangas, um equipamento importado da Índia,
será possível retirar 99,998% dos materias particulados da corrente
gasosa. “Na questão visual eu diria que é poluição zero. Tecnicamente
não existe nada zero, mas esse número está abaixo das normas mais
exigentes do mundo”, revelou.
Degmar, que além de coordenador de projetos da Elizabeth também é
engenheiro químico, explicou que o filtro de mangas é um exaustor em que
o ar atravessa uma espécie de saco de malha com microporos. “As malhas,
chamadas de mangas, são extremamente finas e as partículas ficam presas
a elas. Tudo que ficar retido volta para a produção”, descreveu.
Não queremos deixar nenhum passivo ambiental para a população e nem para a prefeitura"
- Degmar Diniz, coordenador de projetos
Todo o lixo produzido pela fábrica ainda deve ser reciclado e o que não
puder passar pela reciclagem será coprocessado. O grupo também
prentende recuperar a área e fazer um replantio de espécies de Mata
Atlântica no local. “Aquela área já foi toda antropizada, a ação humana
já destruiu tudo. Não queremos deixar nenhum passivo ambiental para a
população e nem para a prefeitura”, disse Degmar Diniz.
Técnicos da empresa fizeram uma pesquisa de dois anos para analisar o
desempenho de equipamentos de várias marcas de diferentes países para
reunir as máquinas que tivessem melhor rendimento com o mínimo de lesão
ao meio ambiente. Foram adquiridos equipamentos da Itália, Alemanha,
Índia, Tailândia e China que já estão a caminho do Brasil.
Com essas máquinas, Degmar explicou que será possível reduzir o consumo
de energia elétrica e térmica na produção do cimento. Segundo ele, o
normal é que se trabalhe usando de 115 a 125 quilowatt-hora (kWh) por
tonelada de cimento. A Cimentos Elizabeth pretende reduzir isso e
trabalhar abaixo de 90kWh. Em relação à energia térmica, é comum que as
fábricas consumam de 815 a 830 quilocalorias (kcal) por quilo de
clinquer, a matéria-prima do cimento. A intenção do grupo é trabalhar
com, no máximo, 750 kcal.
Empresa estava em situação irregular com a Sudema por desenvolver atividades não especificadas.
A empresa responsável
pela montanha de brita alega que trabalha dentro da legalidade e
respeitando as condicionantes determinadas pela Superintendência de
Administração do Meio Ambiente (Sudema). “Utilizávamos aspersores antes
mesmo da solicitação da Prefeitura de Cabedelo, porque é uma exigência
para obtenção da licença de funcionamento da Sudema”, garante o
funcionário da empresa, Ademar Suassuna.
Contrariando as afirmações da empresa, o procurador jurídico da
Sudema, Donato Henrique da Silva, afirmou que desde o dia 23 de janeiro a
licença de funcionamento do depósito de brita na BR-230 está revogada.
“A empresa possuía uma licença para atuar dentro do memorial descritivo
apresentado por eles, mas a equipe de fiscalização da Sudema constatou
que a empresa desenvolvia outras atividades que não as especificadas por
ela”, disse.
Segundo o procurador, a empresa foi autuada e a atividade embargada
até que o projeto esteja novamente na Sudema com a comprovação da real
atividade da mesma. Na manhã de ontem, funcionários continuavam
transportando a brita. “Não estamos impedidos de funcionar, mas em
negociação. Estamos diminuindo a pilha para reduzir a estocagem”, afirma
Ademar Suassuna.
Brita empilhada por empresa provoca nuvem de poeira que prejudica moradores em Cabedelo.
Angélica Nunes
Uma montanha de brita depositada à céu aberto às margens da BR-230, em
frente à rotatória que dá acesso à Mata do Amém, na estrada para
Cabedelo, Grande João Pessoa, estaria provocado uma série de transtornos
para comerciantes e moradores da região. A poeira que sobe com a
constante movimentação de caminhões e tratores, segundo a população,
gera problemas alérgicos, oftálmicos e respiratórios, sem falar nos
danos ambientais.
A dona de casa Silvana da Silva Santos, que mora há 8 anos nos fundos
do terrenos onde a usina de processamento da brita empilha o material,
utilizado na construção civil, reclama dos inúmeros transtornos causados
pela poeira. “Não há limpeza geral que dê jeito. Os móveis, o piso
vivem empoeirados”, comenta.
Para agravar ainda mais a situação, explica Silvana, o filho, de
apenas dois anos, está com graves problemas respiratórios, que ela
afirma serem decorrentes do ar contaminado com a poeira que se espalha
com o transporte da brita. “Ele sofre muito com a falta de ar, uma
rouquidão e reclama muito dos olhos, dizendo que ardem. O médico
acredita que deve ser da poeira da brita”, afirma.
Quem também reclama da sujeira provocada pela brita é a vendedora
Cláudia Roberta Laranjeiras, que trabalha há dois anos em uma loja de
móveis ao lado do terreno. “Por esses dias choveu e diminuiu um pouco,
mas geralmente a poeira chega a fazer uma neblina na estrada, causando
risco aos carros e pessoas que passam”, disse.
Segundo a vendedora, os comerciantes e moradores já fizeram um
abaixo-assinado para que a empresa fosse deslocada para uma área mais
apropriada, longe da movimentação urbana. “Estamos prejudicados por uma
empresa poluente, funcionando em área residencial e próximo à vegetação
nativa”, lamenta.
O secretário de Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Marques, confirmou
que recebeu o abaixo-assinado e que, com base nele, a Prefeitura de
Cabedelo solicitou uma série de exigências à empresa, como instalar
aspersores para umedecer a brita, a fim de reduzir o nível de poeira.