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Palma
Forrageira é a base alimentar para a produção da pecuária, sendo
largamente utilizada tanto para a manutenção dos rebanhos.
A palma forrageira é
hoje uma das principais alternativas para o setor agropecuário da região
semiárida brasileira. A cactácea é a base alimentar para a produção da
pecuária, sendo largamente utilizada tanto para a manutenção dos
rebanhos bem como na produção leiteira. E o Sistema Faepa/Senar-PB,
consciente do potencial desta cactácea, vem trabalhando, desde 2005,
para disseminar as propriedades da palma, assim como buscar as
informações e tecnologias mais atualizadas para tornar esta cultura cada
vez mais produtiva e rentável.
A utilização cresceu significativamente nos últimos seis anos,
especialmente após a introdução da nova metodologia de cultivo adensado
pelo Sistema Faepa/Senar-PB, que trabalhou na capacitação dos produtores
e trabalhadores rurais, utilizando unidades demonstrativas com
produtividade de dez a 12 vezes maior que o sistema tradicional. Mas foi
após o VI Congresso Internacional de Palma e Cochonilha, realizado em
João Pessoa, que a cultura ganhou visibilidade. “O congresso foi um
divisor de águas. Os produtores rurais e pesquisadores puderam conhecer
com profundidade as formas da palma", diz Mário.
O
problema da praga da cochonilha do carmim já está atingindo as
plantações de palma na região de Campina Grande e causando sérios
prejuízos, principalmente neste momento em que a pior seca dos últimos
anos está castigando o Nordeste. A informação é do deputado e engenheiro
Romero Rodrigues.
No ano passado, o deputado participou na
Embrapa em Campina Grande, no bairro do Centenário, seminário com
técnicos do Ministério da Agricultura, para discutir alternativas para o
combate a praga da cochonilha do carmim que ataca as plantações de
palmas forrageiras, já devastou mais de 100 mil hectares em 54
municípios da Paraíba, causando um prejuízo de quase R$ 500 milhões.
O
deputado Romero Rodrigues preocupado com o problema idealizou a
iniciativa que contou com as presenças de técnicos do Governo Federal,
secretários de Agricultura do Nordeste, prefeitos, vice-prefeitos,
vereadores e outras autoridades.
Conforme as informações são cerca
de 10 mil produtores rurais prejudicados pela destruição nos palmais e
que estão sendo obrigados a buscar formas alternativas para a
sobrevivência dos animais, principalmente do gado. Os prejuízos
provocados pela ação do parasita também gera desemprego e reduz a renda,
principalmente em 12 municípios do Cariri Ocidental e Oriental, onde a
devastação já é quase 100%.
Nessas localidades, o problema é ainda
mais grave porque os agricultores têm a agricultura e pecuária como
suas principais atividades econômicas. Além do Cariri, os municípios da
área compreendida pela Serra de Teixeira também foram afetados. Em toda
Paraíba restam apenas 80 mil hectares de palmas que inclusive já estão
sujeitas ao ataque da cochonilha. Com a velocidade de propagação da
praga, é possível que essas áreas remanescentes também sejam dizimadas
em até um ano.
Para minimizar as dificuldades enfrentadas pelos
agricultores, técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão
Rural (Emater-PB) junto com pesquisadores da Empresa Estadual de
Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), tem buscado soluções para
sanar as dificuldades. Como ainda não existe no mercado rural nenhum
tipo de defensivo agrícola capaz de combater a cochonilha, os
pesquisadores e extensionistas rurais estão procurando introduzir nas
áreas afetadas, uma espécie de palma conhecida como PB1, que
geneticamente é resistente à praga. Porém, a planta só existe no Sertão
da Bahia e custa até 50 centavos por raquete. Para obtê-la, o agricultor
precisa de recursos financeiros, transporte e manuseio do produto, até
às áreas rurais da Paraíba.
De acordo com o pesquisador da Emepa,
Edson Batista Lopes, a cochonilha é uma praga de origem mexicana e que
foi introduzida no Brasil pelo Estado de Pernambuco, para fins
comerciais. "A praga da cochonilha é usada no exterior para produção de
carmim, uma substância aproveitada para dar coloração a objetos, como
batons, guloseimas como sorvetes e outros derivados. Ao ser trazida para
o Brasil, os responsáveis perderam o controle biológico e as populações
aumentaram e se espalharam por todas as áreas, principalmente
Pernambuco e Paraíba", explicou o pesquisador.
Edson
explicou que na região do Cariri Ocidental, praticamente toda área em
que existia o cultivo de palma forrageira, foi devastada e com isso,
milhares de agricultores estão sendo obrigados a conviver com os
problemas. Ele disse que como ainda não existem formas mais eficientes
de combate a praga, e a solução mais plausível para o momento é a
substituição das palmas afetadas pela espécie PB1 mais conhecida como
"palma doce", os órgãos responsáveis tem se dedicado ao máximo a busca
da incorporação destas espécies para reduzir as dificuldades, que tem
aumentado imensuravelmente na região, que já sofre com a seca.
Estimativas da
Faepa apontam que dos 160 mil hectares de plantio de palma forrageira
na Paraíba, aproximadamente 40% foram destruídos pelo inseto em 2011.
Alberto Simplício
Em tempo de estiagem, a
palma forrageira é uma das alternativas para alimentar o rebanho
paraibano. Entretanto, o aparecimento da praga “cochonilha do carmim”,
nos últimos anos, provocou queda na produção, sobretudo na região do
Cariri, onde ela é mais cultivada. Estimativas da Federação da
Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa) apontam que dos cerca de 160
mil hectares de plantio de palma forrageira na Paraíba, aproximadamente
40% foram destruídos pelo inseto no ano passado, o que representa 64 mil
hectares.
Além dos prejuízos, outro problema tem causado preocupação nas
autoridades: o uso excessivo de agrotóxicos. Na última quinta-feira, 13
bovinos acabaram morrendo em uma propriedade rural da cidade de Boa
Vista, no Cariri, em um intervalo de apenas quatro horas. De acordo com
os levantamentos iniciais feitos pelos técnicos da Defesa Agropecuária,
as suspeitas são de que eles tenham morrido vítimas de intoxicação
provocada pela ingestão de palma que continha excesso de produtos
agrotóxicos, colocados para combater a cochonilha.
Segundo os especialistas, o excesso de agrotóxicos nos produtos pode
também provocar complicações em humanos, já que a palma é usada para
fabricação de bolos, sucos e doce.
“É preciso ficar alerta. A utilização de produtos químicos em excesso
é um problema muito sério e que precisa ser combatido. Em verduras e na
fruticultura esses agrotóxicos também são comuns e fica o alerta”,
observou o agrônomo e gerente regional da Empresa de Assistência Técnica
e Extensão Rural (Emater), Sales Júnior.
No próximo dia 13 deste mês, os técnicos da Emater irão promover um
encontro junto com equipes da Vigilância Sanitária para discutir o
problema. “O público prioritário será os produtores que comercializam na
Empasa e em feiras livres.
Nós precisamos fazer esse alerta”, alertou novamente Sales Júnior.
O agricultor Cândido Vieira, do distrito de Galante, município de
Campina Grande, conta que desde o ano passado está difícil conseguir
comprar a palma. “A questão é que alimentar o gado só com ração é
impossível, devido ao alto preço. E se não alimentar bem o gado, ele
corre o risco de cair de fraqueza. É uma dura realidade”, afirmou. O
presidente da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), Manoel
de Almeida Duré, disse que o principal meio de se enfrentar a praga é a
plantação de variedades resistentes a ela. Já foram desenvolvidas pelo
pesquisadores do órgão as variedades Palmepa 1, 2, 3 e 4. Ano passado
foram distribuídas 350 mil raquetes da tipo 1.