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domingo, 31 de março de 2013

Campina Grande ganhará primeiro Jardim Botânico do país a ser instalado em Bioma de Caatinga

jardim botanico campina grande


O primeiro Jardim Botânico do Brasil a ser montado em um bioma de caatinga funcionará em Campina Grande. A informação é do consultor de projetos Secretaria de Cultura do município, Bruno Vaz Diniz. O sítio ‘Louzeiro’, com uma área de 99 hectares e cercado por seis bairros da zona Norte da cidade, foi a área de preservação ambiental escolhida para sediar o Jardim Botânico da ‘Rainha da Borborema’.

A previsão é de que o local (que já possui uma área desapropriada de 25 hectares) esteja aberto à visitação até o final de 2013. “Essa área do sítio ‘Louzeiro’ que abrange uma faixa de preservação da fauna e flora de Campina Grande. Estamos trabalhamos para desapropriar até 70 hectares, talvez não seja a área toda, os 99 hectares. De qualquer maneira, já é uma área muito grande e estamos na fase de conversar com os moradores da área, além da fase de elaboração e implantação do projeto. A parte de compra é feita pela procuradoria jurídica do município”, declarou Bruno.

Segundo ele, a ação acontece em parceria com a Prefeitura de Campina e a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). “Devemos estar com a fundação pronta em breve, que será uma autarquia pública que vai operar o Jardim Botânico. Já pretendemos criar isso agora no mês de abril. Já as obras pioneiras, das edificações, os primeiros plantios de paisagismo deverão acontecer até julho deste ano e com isso, até o final do ano deveremos estar com o local aberto para a visitação”, declarou.

Detalhes do local – A ‘Rainha da Borborema’ já está associada à Rede Brasileira de Jardins Botânicos. O ‘Sítio Louzeiro’, área onde funcionará o Jardim Botânico de Campina Grande, é cercado pelos bairros: Nações, Alto Branco, Conceição, Rosa Mística, Jeremias e Jardim Continental.

Texto: Ligia Coeli

 Fonte


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Área de Mata Atlântica deve ser desapropriada para virar reserva

Prefeitura de Campina Grande que transformar áreas de Mata Atlântica em reservas ambientais e parques para a população campinense. 


 



Uma área de 60 hectares de Mata Atlântica deverá ser desapropriada pela Prefeitura de Campina Grande para a criação de reservas ambientais e parques com estrutura de lazer para a população. O projeto foi apresentado pelo prefeito Romero Rodrigues em reunião com o Ministério Público da Paraíba (MP-PB), que cobrou ações do Poder Público Municipal para evitar a degradação das áreas de mata nativa.
Para que este projeto seja concretizado, a proposta da gestão municipal é de dialogar com os proprietários dessas áreas para torná-las acessíveis à população e, gradativamente, criar parques de lazer que possibilitem melhoria na qualidade de vida dos campinenses. De acordo com o Eulâmpio Duarte, promotor de Defesa do Meio Ambiente, este é o primeiro passo dado para que, a partir da Mata Atlântica, novas localidades verdes possam ser criadas na cidade.
“O prefeito nos passou que a primeira conversa com um proprietário já está marcada e que há uma chance muito grande de ganharmos o primeiro espaço de resquício de Mata Atlântica. Esta não é uma proposta simples, nem rápida, já que o processo de desapropriação demanda tempo. Mas estamos entusiasmados por sabermos que, quando a área se tornar pública, poderemos desenvolver um projeto mais específico em cada local”, explicou Eulâmpio Duarte.
O secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Campina Grande, Geraldo Nobre, trilhou o mesmo pensamento do promotor e acrescentou que, para construir um projeto dessa natureza, é preciso primeiro ter a posse da terra, respeitar as suas características, para só depois passar a pensar na execução. “Nós temos conhecimentos de algumas áreas de Mata Atlântica, como em São José da Mata, por exemplo, mas só podemos pensar na execução do projeto quando soubermos qual a área disponível”, atestou o secretário.
Além da área em São José da Mata, distrito de Campina Grande, a cidade ainda conta com localidades que podem ser criados parques de lazer como na Mata do Louzeiro e os Açudes Velho e de Bodocongó.

Fonte

 

sábado, 22 de setembro de 2012

Crianças fazem trilha na Mata do Louzeiro

Ação tentou chamar a atenção dos poderes públicos e da sociedade para o problema da poluição na Mata do Louzeiro.


 


Cerca de 80 crianças participaram de um dia diferente na manhã de ontem. Estudantes de três escolas públicas de Campina Grande caminharam por uma trilha de 2,9 quilômetros, dentro da Mata do Louzeiro. A iniciativa partiu do Projeto Universidade Cidadã, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que já conseguiu identificar pontos de poluição da mata, única que oferece nascente de água doce da cidade, que desemboca em canais, através do Riacho das Piabas. Em alguns pontos, lixões começam a se formar intervindo na Natureza.

As crianças e professores caminharam às margens do Riacho das Piabas, dentro da mata e identificaram vários pontos de poluição. No Dia da Árvore, a ação tentou chamar a atenção dos poderes públicos e da sociedade para a problemática. No final da trilha, por exemplo, um verdadeiro depósito de lixo foi encontrado, com restos de construções, de sucata de veículos, restos de fabricações de tecidos em couro e outros tipos de entulho.

Durante um flagrante de despejo de objetos, o responsável pelo lixo não quis se identificar, mas contou que se tratava de restos de construção de outro bairro da cidade. Depois de 2,9 quilômetros percorridos, os trilheiros foram recebidos por uma equipe do 31° Batalhão de Infantaria Motorizado com frutas e bastante água. As crianças chegaram cansadas, mas se sentiram recompensadas com o passeio. “Foi muito cansativo, mas gostei muito. A gente viu muita coisa, mas o que chamou a atenção foi a poluição do riacho. A gente está aprendendo que não se deve jogar lixo na rua, principalmente nos canais”, disse o estudante da 4ª série Jonas Araújo, de 10 anos.

Segundo o ambientalista e biólogo Veneziano Sousa, cerca de 500 hectares da Mata do Louzeiro ainda estão preservados. Ele informou que é justamente a área que faz parte da zona rural da cidade e que contém cerca de 96 espécies arbóreas. “Depois que o riacho sai da zona rural e entra na zona urbana, com acesso através do bairro da Rosa Mística, já começa a ficar poluído. O nosso intuito aqui é justamente pedir pela revitalização do riacho, que está cada vez mais poluído”, disse.