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sábado, 30 de janeiro de 2016

Justiça da Paraíba garante preservação do Parque de Areia Vermelha

29/01/2016

 


O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio de um despacho publicado no Diário Oficial da Justiça nessa quinta-feira (17), derrubou os efeitos das duas decisões liminares concedidas pela 1ª instância da Comarca de Cabedelo, que suspendiam as determinações da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) no Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha. Com isso, passa a vigorar tanto o termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado em novembro do ano passado quanto à resolução de uma portaria da Sudema que dita proibições e regras do uso do espaço.  

“O Estado recupera nesse momento uma área pública, que é de domínio público, que é da população, para devolvê-la a sociedade”, disse o superintendente da Sudema, João Vicente Machado Sobrinho. 

Segundo o secretário executivo de Turismo do Estado, Ivan Burity, essa decisão foi o sinal verde dado pela Justiça ao Estado para que possa cumprir a proteção do local, uma vez que Areia Vermelha é um Parque Estadual. “Isso é o que a Sudema está tentando fazer, de estabelecer regras para a visitação, regras para o uso sustentável daquela unidade de conservação que vem sendo degradada de forma realmente de forma inaceitável”, afirmou. 

Para o secretário executivo de Meio Ambiente, Fabiano Lucena, a medida abre precedente para ampliar a proteção em outras áreas do litoral pessoense. “Essa vitória é emblemática por isso. Não adiantava de nada o Governo do Estado falar, como nós já vínhamos falando em ampliação do território protegido se tínhamos uma unidade de mais de 15 anos e não acontecia nela de fato a proteção ambiental”, destacou, frisando que o trabalho de proteção com o apoio da Sudema, da Secretaria do Turismo, da Secretaria do Meio Ambiente e Polícia Ambiental. 

A partir de agora, segundo Fabiano Lucena, no primeiro momento haverá uma conscientização das pessoas que visitam e trabalham no local que será feita pela Coordenadoria e Polícia Ambiental. Será um trabalho de educação ambiental e na desobediência vai ser aplicada uma medida administrativa. O descumprimento das regras é considerado crime ambiental. O consumo de alimentos deve ser feito dentro das embarcações.

Futuro incerto
A comerciante Maria José de Andrade teme perder a fonte de renda com a proibição. “Todos são pai e mãe de famílias. Estou com a energia prestes a ser cortada e não tenho como resolver. Eu dependo de Areia Vermelha para sobreviver. Fico desesperada porque tenho medo de faltar o pão na mesa para os meus filhos”.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sudema assina convênio de compensação ambiental com indústria cimenteira

Escrito por Laylson Ismar
  
Sex, 7 de fevereiro de 2014 18:50   
A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) assinou, nesta quinta-feira (6), o Termo de Compromisso para Compensação Ambiental com a InterCement (antiga Cimpor) concretizando o primeiro convênio dentro do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). A construção da nova indústria de cimento Caxitu está localizada no município do Conde.

Esta é uma iniciativa em que o empreendedor assume a obrigação de cumprir a compensação ambiental decorrente do licenciamento do empreendimento que pode causar impactos ambientais. O valor desembolsado pela InterCement foi de aproximadamente R$ 1.400.000,00, que será revertido para beneficiamento das Unidades de Conservação (UC) mantidas pela Sudema.

Os recursos serão aplicados para a aquisição de um catamarã para o Parque Estadual Marinho Areia Vermelha (Pemav), bem como a produção do seu plano de manejo e da Área de Preservação Ambiental de Tambaba. Além disso será possível a compra de uma viatura 4×4 para apoiar as pesquisas científicas dentro das UCs estaduais.

“O catamarã será desenvolvido por um engenheiro naval e produzido por um estaleiro. Já os planos de manejo serão estudados por nossos técnicos analisando todas as problemáticas da região, seus impactos ambientais, animais, plantas, fluxo de pessoas para gerar subsídios para a criação de normas de conduta, programas de ação e conservação nas unidades prevista em lei. A média é que fique pronto no prazo de um ano”, pontuou o coordenador de Estudos Ambientais da Sudema, Thiago Silva.

A assinatura do termo marca um momento histórico na gestão de Unidades de Conservação na Sudema, pois é a primeira vez que o procedimento segue todos os trâmites previstos no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985/2000, Decreto nº 4.340/2002, Decreto nº 6.848/2009). Os itens que serão adquiridos com o termo colabora no cumprimento das metas do planejamento estratégico da Sudema na implantação das UCs Estaduais e, ainda, com termo de compromisso celebrado com o Ministério Público Estadual de Cabedelo que solicita a implantação do Pemav.
Novas aquisições – O catamarã permitirá o deslocamento para Areia Vermelha em qualquer horário, além de ter estrutura de dormitório e escritório, podendo ser uma base flutuante para as atividades e gestão, pesquisa, educação ambiental e fiscalização. Já a viatura proporcionará aos pesquisadores aumentar a capacidade de pesquisas em áreas protegidas que ainda não eram acessadas e descobrir novas áreas de estudo.

Thiago Silva ainda destacou que a compensação é realizada de forma transparente e democrática. O cálculo é feito junto com o empreendedor podendo ser repassado de maneira direta – depósito em conta do órgão ambiental destinado exclusivamente para as UCs – ou em aquisição de equipamentos. “É uma contrapartida que ganha o Estado com desenvolvimento sustentável e o empreendedor. Queremos estimular o setor privado para a conservação ambiental e mostrar a seriedade e responsabilidade em que trabalham os órgãos ambientais”, finalizou.



sábado, 14 de dezembro de 2013

Duas tartarugas são encontradas presas em rede de pesca na Paraíba

14/12/2013 15h19 - Atualizado em 14/12/2013 16h00 

Animas estavam enroscados em coral na praia do Bessa, em João Pessoa.
Banhistas ajudaram no resgate das tartarugas.
 
Do G1 PB
 
 
Animais foram resgatado com auxílio de prancha, na praia do Bessa, em João Pessoa  (Foto: Arquivo Pessoal/David Montenegro)
Animais foram resgatados com auxílio de prancha, na praia do Bessa,
em João Pessoa (Foto: Arquivo Pessoal/David Montenegro)

Duas tartarugas foram encontradas presas em uma rede de pesca na manhã deste sábado (14) na praia do Bessa, em João Pessoa. Segundo David Montenegro, um dos banhistas que ajudou no resgate, os animais estavam enroscados na rede que estava presa em uma barreira de corais em uma área conhecida como Caribessa, no litoral da capital paraibana. Uma das tartarugas estava morta e em estado de decomposição, segundo David Montenegro. A outra foi liberada da rede e reintegrada ao habitat natural.
 
Segundo David Montenegro, os animais foram encontrados pelo atleta Gustavo Tadeu, quando ele praticava Stand Up Paddle, modalidade de surfe que se pratica em pé com um remo. “Gustavo encontrou e foi me avisar, porque eu estou sempre na área porque trabalho com passeios ecoturísticos de caiaque na praia. Por conta disso, sou praticamente um voluntário do Ibama na proteção da vida no local. Já colaborei muitas vezes com resgates e flagrei muitos crimes ambientais na área”, explicou.
 
Ele conta que aciona os órgãos competentes quando presencia algum tipo de crime de degradação ambiental, mas nem sempre vê ação por parte de quem deveria fiscalizar o local. “Algumas vezes ouvimos deles que falta equipamento para fiscalização, em outros casos falta pessoal. No mês passado vi um homem roubando parte do coral, liguei para Polícia Ambiental e felizmente conseguiram detê-lo. É um trabalho de fiscalização diário”, comentou.
 
A intenção das pessoas que frequentam o trecho da praia do Bessa é transformar a barreira de corais em Área de Preservação Permanente (APP), como é o caso da faixa de terra de Areia Vermelha na praia do Poço, em Cabedelo na Grande João Pessoa, e os corais de Picãozinho, na praia de Tambaú, na capital.
 
O G1 entrou em contato com a Superintendência do Ibama na Paraíba, mas as ligações não foram atendidas.

A tartaruga que foi encontrada viva na praia do Bessa foi devolvido ao mar (Foto: Arquivo Pessoal/David Montenegro)
A tartaruga que foi encontrada viva na praia do Bessa foi
devolvida ao mar (Foto: Arquivo Pessoal/David Montenegro)

 
Fonte
 
 

domingo, 9 de junho de 2013

Além de turva, água tem coliformes fecais

Problemas de esgotos da cidade agravam a situação no Parque de Areia Vermelha.






A pesquisa realizada pela equipe da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostrou também que a água do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha está tão turva que a luz do sol não alcança os corais. Além disso, os pesquisadores constataram o alto índice de coliformes fecais nessas águas.

“Os problemas de esgotos da cidade acabam agravando a situação, pois muita sujeira vai para os rios”, disse o professor Tarcísio Cordeiro. “Muitas casas em João Pessoa têm o esgoto ligado à rede pluvial, quando a chuva chega, leva tudo para o mar”, acrescentou.
 
O problema da poluição ambiental é considerado muito sério pelos pesquisadores. “Todo o impacto que se produz no continente afeta a sobrevivência dos recifes. Já estamos em uma situação crítica, os governos se mostram incompetentes diante dessa realidade”, criticou Cordeiro. Segundo ele, o aquecimento global acima de 2 graus vai ser doloroso para o mundo. “Acima disso é caótico, não teremos capacidade de administrar”, afirmou.
 
O professor defendeu também que se a consciência da população não mudar no que diz respeito à preservação ambiental, os governos terão que gastar milhões (ou até bilhões) na construção de recifes artificiais”, declarou. “A recuperação demanda um enorme impulso à gestão costeira integrada, que implica em mudança de hábitos e processos”, argumentou.
 
Se a água é mantida limpa, a quantidade de impactos é reduzida consideravelmente e os corais adquirem mais capacidade, ficam mais resistentes, por assim dizer. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, os corais que estão há seis, sete metros de profundidade não têm mais luz. Segundo o professor, não resta dúvida que os passeios turísticos interferem negativamente na proteção de Areia Vermelha.
 
Depois do período de coleta e análise, a equipe da UFPB chegou à conclusão que a qualidade da água do Parque Areia Vermelha está bastante deteriorada, com valores de turbidez muito elevados, isso ao se comparar com o que vem sendo observado em outros recifes, onde, segundo os pesquisadores, apesar de ter água mais transparente, já mostram sinais de estresse.
 
SUDEMA TENTA REDUZIR IMPACTOS
Através de campanhas educativas, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) tenta reduzir os impactos negativos em Areia Vermelha. Vitor Andrade, da coordenação de estudos ambientais do órgão, disse que por meio do projeto Conduta Consciente, que leva alunos para o local, a Sudema desenvolve campanhas educativas com os visitantes, proprietários de embarcações e donos de bares que funcionam na ilha.
 
Segundo ele, a falta de educação é mais recorrente entre os visitantes que moram na Paraíba, e não pelos turistas. “Parece que quem vem de fora tem mais consciência do que as pessoas que moram aqui. O que a gente observa é que muitos paraibanos não se preocupam em preservar, não jogando casca de amendoim ou lata de cerveja, por exemplo, porque se sentem donos da área. O turista, por outro lado, em sua maioria, mostra um comportamento diferente”, afirmou.
 
A parceria com a Polícia Ambiental também se faz necessária para coibir abusos em Areia Vermelha. “Os policiais têm a missão de proibir a circulação de pessoa na área dos corais e também de fiscalizar os bares, para que recolham todo o lixo produzido durante o dia”, explicou Andrade. Diariamente são seis bares em funcionamento em Areia Vermelha.
 
Apesar do esforço, a falta de um plano de manejo limita a atuação do órgão. De acordo com Andrade, a elaboração do plano deve ser iniciada até o final deste ano. É esse documento que impõe regras e define capacidade de cargas, disciplina o turismo e traça uma série de normais e planos para a área. Sem isso, a própria Sudema se perde na fiscalização. O projeto Conduta Consciente deve ser retomado no próximo verão.
 
DECRETO
Por meio do Decreto 21.263/2000 foi criado o Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, que atrai milhares de visitantes durante o ano inteiro. É lá que está uma significativa biodiversidade marinha associada a recifes de corais, segundo informações da Sudema. O próprio órgão reconhece o problema da poluição e excesso de pesca, que implicam em graves ameaças aos recifes de corais.
 
ESPÉCIES
Além de, pelo menos, nove espécies de corais, em Areia Vermelha também há nove tipos de esponjas-do-mar, 41 de moluscos, 31 de crustáceos, 55 de peixes, entre outros grupos da fauna recifal. A Sudema reconhece o problema da destruição física causada pelo tráfego marítimo de barcos e temperatura acima do normal.

Turismo e poluição ameaçam Parque de Areia Vermelha

Pesquisa mostra que degradação turística está afetando o bioma.




Kleide Teixeira
Pesquisa é coordenada pelo professor Tarcísio Cordeiro da UFPB

O Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha se tornou um dos mais importantes roteiros turísticos de quem visita a Paraíba. A beleza de Areia Vermelha deixa os visitantes encantados. O passeio de barco até o local, durante a alta temporada, custa em torno de R$30 por pessoa. É um negócio lucrativo para os operadores de turismo da capital, sem dúvida. Aos finais de semana, quando a maré permite, Areia Vermelha fica lotada.
 
Mas tudo pode ter uma consequência drástica. Uma pesquisa coordenada pelo professor Tarcísio Cordeiro, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mostrou que as comunidades dos recifes de Areia Vermelha estão bastante comprometidas e se a situação não for revertida, é possível que o bioma de corais deixe de existir em Areia Vermelha. “Tendo em vista o impactos já identificados, é provável que o Parque nunca mais venha a ter a diversidade e produtividade semelhantes àquelas de uma condição original”, disse o professor na pesquisa.
 
A degradação ambiental de Areia Vermelha é consequência, segundo os pesquisadores, de impactos de caráter global e local. Enquanto os turistas desfrutam da beleza do local, o Parque vai sendo degradado, em um sofrimento silencioso, porém rápido e preocupante. Segundo Cordeiro, há dois fatores que contribuem para o problema.
 
O primeiro deles é consequência de impactos naturais, como por exemplo, as tempestades. O segundo fator compreende o impacto causado pela poluição, pesca excessiva e também pela forma como o turismo é conduzido no local. Quando se somam, esses fatores têm uma combinação explosiva, que culmina na fragilidade do Parque de Areia Vermelha, considerado um dos principais destinos turísticos do Estado.
 
A pesquisa constatou dois fenômenos preocupantes, cujas consequências são desastrosas: água turva e com temperatura excessiva. De acordo com Cordeiro, duas coletas foram realizadas em Areia Vermelha, sendo uma durante a estação seca e outra na chuvosa. Antes de se estender mais sobre o resultado, cabe dizer que águas aquecidas acima do normal é considerado um fator de estresse. Os corais precisam de água com boa transparência e aquecida, mas nada de excessos.
 
Voltando à pesquisa, o professor afirmou que foi observado o branqueamento em massa, em decorrência do aumento da temperatura. Segundo ele, houve variação entre 30 °C e pouco mais de 31 ºC na estação seca , e de 28 °C a 29º C durante o período de chuvas. O problema acontece, portanto, porque parte considerável das espécies de corais tem pouca tolerância a altas temperaturas. “Já foi provado em experimentos de laboratório que o aumento da temperatura provoca branqueamento e até a morte, dependendo do quanto a temperatura subiu e de quanto é a exposição”, afirmou.
 
Sobre os impactos locais, o professor disse que “todo cidadão deveria pensar no excesso de carbono na atmosfera”. Os recifes, ele explicou, são a primeira defesa contra ressacas e tempestades. Quando os corais são afetados, essa proteção fica fragilizada, e o reflexo será a maior erosão costeira. Dentre as contribuições ambientais dos corais, é possível citar: proteção costeira, produção de alimentos, turismo e conservação da biodiversidade.

domingo, 12 de maio de 2013

Unidades de conservação na costa paraibana estão deterioradas

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Após dois anos de acompanhamento, pesquisadores da UFPB comprovaram falta de efetividade das áreas de conservação do litoral da Paraíba. Para os estudiosos, esse problema ameaça os arrecifes e impede o desenvolvimento dos corais, matando esses seres marinhos. São alarmantes as análises realizadas nas águas da área de proteção da barra do Rio Mamanguape, na Reserva Acaú-Goiana e no Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha. A água desses locais está tão turva que a luz do sol não alcança os corais e é alto o índice de coliformes fecais. Os pesquisadores afirmam que o estado não tem garantido a preservação das áreas legalmente protegidas e esgotos vêm sendo lançado nos estuários. Além disso, a pesca predatória, o turismo desordenado e os efeitos do aquecimento global têm interferido decisivamente para a degradação da vida marinha. Doutor em Zoologia e um dos coordenadores da pesquisa, o professor Tarcísio Cordeiro revelou os resultados do estudo ao repórter Joel Cavalcanti.





Fonte

 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Turistas dizem ter sido esquecidos na ilha de Areia Vermelha, na Paraíba


04/02/2013 18h26 - Atualizado em 04/02/2013 19h31 

Seis pessoas pegaram carona com outra embarcação para sair da ilha.
Empresa que levou o grupo afirma que eles perderam o horário marcado.
 
Do G1 PB
 
 

Turistas do Rio Grande do Norte registraram denúncia afirmando que teriam sido esquecidos na ilha de Areia Vermelha, na orla de Cabedelo, na Grande João Pessoa. A empresa que os levou até o local afirmou que os turistas perderam o horário marcado. As seis pessoas tiveram que pegar carona com outra embarcação para sair da ilha.

Elizabeth Ferreira, comerciante que estava no grupo de turistas, disse que eles foram até o barco no horário marcado e que ele já havia retornado. “Vimos a embarcação saindo, e cheguei a perguntar para meu amigo o que estava acontecendo. O garçom que nos atendia no restaurante da embarcação mandou eu ficar tranquila, que o barco voltaria para nos buscar, mas não voltou”, explicou.
 
Robinson Júnior, outro participante do grupo, disse que o horário não é prioridade. “É inconcebível que a empresa deixe pessoas em alto mar e falar que foi devido ao horário”.
 
Já Simone, dona da embarcação, se defendeu das acusações afirmando que o grupo de turistas recebeu a instrução de chegar 30 minutos antes do horário marcado. “E ainda assim nós saímos com 15 minutos de atraso. Eles deviam ter me ligado”.

Elizabeth e Robinson foram até a Capitania dos Portos da Paraíba e registraram denúncia contra e empresa de embarcações.


 

domingo, 29 de julho de 2012

Areia Vermelha passa bem

Publicado em 29/07/2012 às 08h00  

Sensibilização da comunidade sobre o turismo sustentável, criação de normas para o uso da ilha, redução dos efeitos de degradação, desenvolvimento de novas habilidades nos processos de aprendizagem e profissionalização. Estes foram alguns dos objetivos alcançados após um ano de atividades do projeto de extensão Educação e Preservação Ambiental do Parque de Areia Vermelha, coordenado pelo professor de Biologia do Ensino Médio do Campus V da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), José Jaílson de Farias.

A iniciativa é integrada ao Programa de Educação Ambiental do Campus de João Pessoa, coordenado pela professora Fátima Araújo, contando com a parceria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Prefeitura Municipal de Cabedelo e Associação das Tartarugas Urbanas (Guajiru), entre outros.

O projeto foi criado no intuito de desenvolver ações educativas para diminuir os impactos ambientais no Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, considerando o grau de degradação atual de sua ilha e o crescente turismo na área metropolitana de João Pessoa.

De acordo com o professor Jaílson de Farias, “todas as ações de orientação e normas de conduta para o uso sustentável do parque contribuíram, de forma significativa, na sensibilização e conscientização do desenvolvimento do turismo ecologicamente correto dos segmentos que utilizam de maneira direta ou indireta o Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha”.

O docente destaca, ainda, a importância do engajamento de discentes não só da UEPB como do IFPB e as parcerias firmadas com patrocinadores e financiadores do projeto que atendeu mais de 30 mil pessoas, entre visitantes e comerciantes do parque.

Ao todo, 40 estudantes da graduação em Ciências Biológicas da UEPB, além de alunos dos cursos técnicos em Meio Ambiente e Pesca do IFPB e um aluno de Engenharia Ambiental da UFPB participaram do projeto, que contou com cursos temáticos para formação, treinamento de técnicas de canoagem, reunião com comerciantes e donos de embarcações, oficinas para produção de material educativo, visitas à Areia Vermelha e execução das ações de orientação de normas de uso do parque, nas embarcações, na ilha e nos corais.

Também constituíram etapas do projeto a montagem de estande para apresentação de materiais educativos sobre as ações desenvolvidas no Parque, divulgação dos resultados obtidos e de práticas adequadas à realidade do Parque de Areia Vermelha em escolas de ensino médio, por meio de palestras, feiras de ciências e outros eventos pertinentes, além da análise de dados e planejamento das ações do projeto a cada período de maré.

Por meio da parceria com a Sudema, o projeto da UEPB auxiliou nas ações da campanha 'Conduta Consciente', desenvolvida pelo órgão, cujo slogan deste ano foi 'Não deixe nossa praia vermelha de vergonha'.

Os agentes ambientais atuaram na distribuição de material informativo, com dicas de preservação da vida no parque marinho, indicação de locais para banho e mergulho, corais e estacionamento de embarcações, além da localização de agentes e polícias ambientais.

O trabalho dos agentes ambientais foi realizado tanto no interior das embarcações, durante o percurso, como no banco de areia e nas áreas destinadas ao banho. Os agentes orientavam quanto aos cuidados com os corais, para que as pessoas não pisassem nesses animais, e também para que as embarcações não ancorem nesses pontos.

Os visitantes também foram orientados a não levar nada da ilha, para não causar desequilíbrio ao meio ambiente, não alimentar os peixes, recolher o lixo, desligar o som ou qualquer tipo de ruído durante a permanência na ilha e nadar ou mergulhar nas áreas reservadas, longe do tráfego de embarcações.

A ação foi realizada durante todo o verão até que chegasse o período de chuvas.


 

Parque foi criado há 12 anos



O Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha é localizado no município de Cabedelo e foi criado pelo Decreto Estadual 21.263, de 28 de agosto de 2000. A área, formada por recifes de corais, é um dos poucos ecossistemas recifais do Antlântico Sul e abriga uma grande biodiversidade marinha.

A criação do Parque ocorreu no intuito de proteger e preservar integralmente os recursos naturais do ecossistema, como a coroa, os recifes, a periferia (piscinas naturais), a fauna e a flora marinhas; despertar nos visitantes a consciência ecológica e conservacionista; controlar e ordenar o turismo sustentável e as demais atividades econômicas compatíveis com a conservação ambiental, entre outros.

De acordo com uma legislação ambiental específica, algumas atividades são proibidas no Parque, como práticas que venham a causar danos, poluição e degradação do ecossistema; lançamento de resíduos e detritos de qualquer natureza, passíveis de provocar deterioração à área; exercício de atividades de captura, pesca, etc.


terça-feira, 27 de março de 2012

Parque preservado


Conhecido por suas belezas naturais, o Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, que recebe muitos visitantes durante a maré baixa, estava sendo depredado pela falta de cuidado. A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), responsável por 16 unidades de conservação na Paraíba, entre elas, Areia Vermelha, entrou em cena através de campanhas educativas e um plano de proteção. “Limitamos a área para que embarcações e turistas não consigam chegar a alguns trechos. Nosso objetivo é evitar o impacto ambiental”, observa a bióloga Karina Massei, coordenadora de Educação Ambiental da Sudema.

A equipe, composta por estagiários da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFPB) e educadores ambientais, se desloca até o local sempre que a maré fica abaixo de 0.5 metro. O grupo realiza um trabalho educativo com os visitantes ainda nas embarcações. Eles recebem orientações sobre as áreas onde podem nadar, onde se deve descartar o lixo. Um barco da Prefeitura de Cabedelo fica no local e recolhe todos os resíduos.

“Quem visita Areia Vermelha tem mudado de hábito. O turista tem se preocupado mais em colocar o lixo no lugar certo. As pessoas que sobrevivem do turismo também, afinal, se eles não preservarem, amanhã não poderão realizar a atividade porque o ambiente de trabalho não vai mais existir”, completa Massei.
 


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Areia Vermelha é opção para quem busca sossego ou badalação na PB

23/01/2012 09h35 - Atualizado em 23/01/2012 14h05


Ilha é santuário para espécies que vivem em área de recifes.
Passeio é diferente em cada época do ano e até em cada dia da semana.



Krystine Carneiro  

Do G1 PB
 
Suspeita-se de que tom avermelhado da areia da ilha seja devido à grande concentração de ferro (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Tom avermelhado da areia pode ser resultado da concentração
de ferro (Foto: Krystine Carneiro/G1)
 
A pequena ilha batizada de Areia Vermelha, na Paraíba, é destino que pode combinar com diferentes programas. Dependendo da época escolhida, ela pode ser considerada um paraíso onde é possível encontrar isolamento e águas calmas. Em outros, a faixa de areia vira ponto de badalação e concentra a maior parte da frota de jet skis e de barcos do litoral paraibano.

Com vista para as cidades de João Pessoa e Cabedelo, ela é parte do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha. O local é um banco de areia temporário localizado a 15 minutos da Praia do Poço e que só aparece durante a maré baixa.

Programação Turismo Paraíba (Foto: Arte/G1)

A ilha foi batizada assim devido à coloração avermelhada da areia. Segundo o coordenador de Estudos Ambientais da Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema), Jerônimo Villas Boas, a suspeita é que a cor seja resultado da grande concentração de ferro na região. No entanto, a confirmação oficial virá de testes que estão em processo de finalização.

Areia Vermelha tem características diferentes dependendo da época do ano e do dia da semana em que é visitada. Aos sábados e domingos, quando a maré está baixa entre 9h e 13h, a ilha fica lotada e bem agitada. Na alta estação, de dezembro a março, o clima é de paquera. O local é sempre bem frequentado no verão, principalmente aos fins de semana.
É importante ficar atento à tábua de marés antes de conhecer Areia Vermelha. A maré ideal é de no máximo 0,4m, quando a areia fica à mostra. Com marés muito altas a visitação fica inviável. O passeio pode ser de barco, jet ski ou catamarã e dura cerca de três horas, dependendo do tempo de estadia na ilha.

Para os turistas que querem mais calma a dica é que façam o passeio durante a semana. Wanderson Teodoro, de Campinas, SP, levou a esposa Lara e a filha de 2 anos, para passar férias na Paraíba e aprovou o passeio. “É uma sensação de isolamento, de maior contato com a natureza”, disse Wanderson.
 
Depois de ter feito outros passeios pelo litoral, Lara elegeu Areia Vermelha como o melhor deles. “Tem a tranquilidade da água e é maravilhoso para nadar com criança”, complementou. A água rasa e sem muitas ondas deixa os pais à vontade para deixarem seus filhos brincarem sozinhos. Porém, é importante que os adultos fiquem atentos às âncoras das embarcações para que as crianças não se machuquem nelas.

Lara Teodoro aprovou a ilha pois sua filha de 2 anos pode brincar com tranquilidade (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Lara aprovou a ilha pois sua filha de 2 anos
pode brincar tranquilamente
(Foto: Krystine Carneiro/G1)
A ilha proporciona uma bela vista do Oceano Atlântico e da costa paraibana com o conforto de mesas próximas ao mar e de bares flutuantes que atendem aos visitantes de Areia Vermelha. No parque, o turista pode degustar o caranguejo no típico molho de coco a R$ 4 a unidade, além do coquetel de frutas, com ou sem álcool, servido em um abacaxi, por R$ 10.

O visitante também poderá provar outros pratos típicos de ambientes praianos, como uma porção de agulhinha (R$ 28), uma porção de abacaxi fatiado com raspas de limão (R$ 5) ou um peixe inteiro, cujo preço e tamanho é negociado diretamente com o garçom. O cardápio variado de bebidas tem desde cachaça (R$ 1 a dose) até whisky (R$ 7 a dose) e os bares ainda aceitam cartão de crédito.

Bandeiras limitam o acesso dos visitantes aos corais da ilha de Areia Vermelha (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Bandeiras limitam o acesso dos visitantes aos corais da ilha de
Areia Vermelha (Foto: Krystine Carneiro/G1)

A ilha de Areia Vermelha tem um banco de corais onde os visitantes podiam mergulhar. Porém, com a definição de normas emergenciais para preservar o parque, em 2007, o acesso aos corais foi limitado por bandeirinhas e agora é pertimitido apenas tirar fotos deles. Regras definitivas para Areia Vermelha ainda vão ser estabelecidas no Plano de Manejo, segundo Villas Boas.

Estima-se que as águas de Areia Vermelha protejam ao menos nove espécies de corais, nove tipos de esponjas-do-mar, 41 de moluscos, 31 de crustáceos, 55 de peixes, entre outros grupos da fauna recifal. Várias espécies de peixes vivem nos recifes da ilha, como pargos, sirigados, garoupas e meros.

Frota de barcos
Segundo informações do capitão dos Portos da Paraíba, o comandante Paulo Santos de Oliveira, a maior concentração de embarcações que atuam em esporte e recreio na Paraíba, incluindo catamarãs, jet skis e lanchas, está na ilha de Areia Vermelha. De acordo com ele, um dia de final de semana durante a alta estação pode reunir centenas de barcos no parque. A lista segue com Picãozinho, em João Pessoa, e Praia do Poço, Camboinha, Jacaré e Prainha, todos em Cabedelo.

Na Paraíba, estão inscritos na Capitania dos Portos aproximadamente 3 mil embarcações de esporte e recreio, sendo que 1,2 mil são apenas de jet skis. Esse número abrange também os barcos que ficam no interior do estado, principalmente em açudes como os de Coremas, Cajazeiras e Boqueirão.

Não existe restrição quanto ao número de embarcações que vão a Areia Vermelha e passam por lá, diariamente, embarcações particulares e comerciais. Por isso, a Sudema não tem estimativa de quantas embarcações circulam pela região por dia. Porém, todos os prestadores de serviços que atuam na ilha são cadastrados no órgão. Ao todo, são seis barcos bares e 17 catamarãs.

Com a chegada da alta temporada, que, segundo o comandante Paulo, dura de dezembro a março na Paraíba, a Capitania dos Portos intensificou a fiscalização das embarcações com a Operação Verão 2011/2012, para garantir a segurança no mar e minimizar acidentes envolvendo barcos e banhistas.

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