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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Semam e Ibama fazem parceria para controle do caracol gigante africano

Com o objetivo de informar às pessoas sobre o controle e combate do caracol gigante africano (Achatina fulica), a Prefeitura Municipal de João Pessoa

Com o objetivo de informar às pessoas sobre o controle e combate do caracol gigante africano (Achatina fulica), a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), montou um plano de ação para os anos de 2015 e 2016.

Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e Ibama vão ministrar oficinas educativas, com foco nas informações sobre o caracol africano, incidência, riscos à população, orientações sobre como deve ser feita a catação e o extermínio. Serão realizadas oficinas com diretores e professores das escolas da rede municipal de ensino de João Pessoa, dividida entre as 13 regiões adotadas pela PMJP para a realização do Orçamento Participativo (OP).

Controle e extermínio - As oficinas trarão informações sobre o que é o caracol africano, porque está presente no Brasil, como se prolifera e as medidas sustentáveis de combate. Os caracóis gostam de se alojar em locais úmidos e com sombra, de preferência em meio a entulhos, e são considerados hoje pragas urbanas, como ratos e baratas.

O biólogo da Semam, Cláudio Almeida, ressaltou que durante as oficinas "vamos desmistificar algumas crenças, como por exemplo, sobre a queima dos caracóis. Essa não é a forma mais adequada de extermínio, pois provoca combustão e poluição atmosférica. As pessoas estão jogando sal sobre os caracóis e essa também não é a maneira adequada de exterminá-los. Para acabar com os caracóis é simples, basta mergulhar os bichos por trinta minutos numa mistura de sabão em pó com água, fazendo com que morram asfixiados. Depois de mortos os caracóis devem ser enterrados", concluiu.

Cláudio Almeida ressaltou ainda que é preciso muito cuidado durante a catação, que deve ser feita de forma manual e com luvas. Todas as oficinas serão ministradas com uso de materiais de proteção e serão feitas por técnicos especializados.

Para a secretária de Meio Ambiente, Daniella Bandeira, "essa é uma oportunidade única, em que estamos unindo forças, atendendo a uma parceria coordenada pelo Ibama, com o objetivo de contribuirmos para a saúde da população".

CALENDÁRIO DAS OFICINAS 2015
A primeira oficina será ministrada no dia 20 de julho, às 19h, no Teatro Ednaldo do Egypto, em Manaíra.
21/07/2015 - 19h - Escola Municipal Anita Trigueiro - Altiplano
22/07/2015 - 19h - Escola Municipal Davi Trindade - Mangabeira
23/07/2015 - 19h - Escola Municipal Noema Tinoco
24/07/2015 - 19h - Escola Municipal João Monteiro da Franca - Conjunto Vieira Diniz
27/07/2015 - 19h - Escola Municipal Dumerval Trigueiro Mendes - Rangel

 Fonte

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Praia de João Pessoa está infestada com caramujos africanos


02/09/2013 17h27 - Atualizado em 02/09/2013 17h27 

Zoonoses e Emlur farão mutirões diários para recolhimento da espécie.
Biólogo recomenda que luvas sejam usadas para o manuseio do animal.
 
Do G1 PB com TV Cabo Branco
 
 
Desde o mês de julho, a praia do Cabo Branco, João Pessoa, uma grande quantidade de caramujos-africanos estão sendo encontradas, no início da manhã ou no final da tarde. Segundo o Centro de Vigilância Ambiental e Zoonose, a infestação acontece por conta da vegetação e do clima propícios, e, a partir desta segunda-feira (2), mutirões estão sendo feitos diariamente para o recolhimento da espécie na praia.

A educadora física Cybelle Navarro usa o espaço da praia para dar aulas e afirma que a realidade é assustadora. “Trabalho aqui há quatro anos e nunca vi esse descontrole na população de caramujos aqui. Os alunos se assustam e acaba sendo perigoso”, contou.
 
Ela confirmou que o número de caramujos começou a aumentar em julho. “Mas só em agosto eu realmente fiquei assustada e procurei o pessoal da Zoonose. Eu e outros professores chegamos uma hora antes das aulas, todos os dias, para fazermos um mutirão. Todos os dias nós capturamos entre 10 kg e 15 kg de caramujos”, explica.

Ronílson José da Paz, biólogo do Ibama, recomenda que as pessoas protejam as mãos para manusear os animais. “É recomendável que seja usada uma luva ou algum saco plástico, já que eles transmitem doenças. Para a eliminação do animal, aconselhamos que coloquem as espécies em um balde com água e sabão, que em pouco tempo eles morrem", explica.

O biólogo explica que o caramujo transmite dois vermes: um causador é da meningite e o outro pode produzir perfurações intestinais, provocando, em casos mais graves, até a morte. No entanto, no Brasil não há registros de doenças provocadas por eles. Com a grande quantidade, é necessário o auxílio dos órgãos de meio ambiente para esse controle. A partir de hoje, no fim da tarde, a Emlur e a Zoonoses farão catação na região.

Introdução ao Brasil
Ronílson conta ainda que a espécie chegou no país através de uma proposta de transformar os animais em escargot, para serem consumidos em restaurantes. “Como a população não tem o hábito de comer esse alimento, a produção foi grande demais e não conseguiu ser comercializada. Depois, os caramujos foram literalmente jogados no mato, provocando essa invasão, já que são animais de forte resistência e prolífica”, conta.

Fonte