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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Vídeo flagra dois homens ateando fogo em vegetação na Paraíba

20/12/2016 11h49 - Atualizado em 20/12/2016 11h49

Dupla usa galhos para espalhar fogo por vegetação em Alagoa Nova.
Incêndio chegou a ficar próximo de rede elétrica. 

Do G1 PB 

 
Um vídeo feito pelo repórter cinematográfico Volney Andrade, na TV Cabo Branco, flagrou o momento em que dois homens ateiam fogo na vegetação de uma propriedade rural na Cidade de Alagoa Nova, no Agreste paraibano. A gravação, feita na segunda-feira (19), mostra os dois homens espalhando o fogo com galhos.
 
Outro fato que chama atenção é a falta de equipamentos que ofereçam segurança aos trabalhadores. O fogo chegou a se espalhar e ficar próximo a poste elétrico. Apesar do flagrante, nenhum acidente foi registrado.
A concessionária de energia elétrica na Paraíba, Energisa, iniciou em 2015 uma campanha para combater as queimadas nos canaviais que acabam gerando a interrupção do abastecimento elétrico no interior do estado.

Fonte


 

sábado, 7 de novembro de 2015

Mortes, danos ambientais e sequelas marcam tragédias com barragens no país

Carlos Madeiro
Colaboração para o UOL, em Maceió
 
06/11/2015 - 22h50
 
A tragédia causada pelo rompimento das barragens de Fundão e de Santarém, em Mariana (MG), foi mais um capítulo na triste história que envolve incidentes no país e que causaram mortes, destruição ambiental e deixam sequelas até hoje. Nos últimos 30 anos foram pelo menos sete incidentes com mortes registradas, já contando o episódio de quinta-feira (5), em Minas Gerais. 

O que mais causou mortes foi o rompimento da barragem de Algodões, nos municípios de Cocal e Buriti dos Lopes, no Piauí, em 27 de maio de 2009. Oficialmente, nove pessoas morreram no incidente. Mas a Avaba (Associação das Vítimas e Amigos das Vítimas da Catástrofe pelo Rompimento da Barragem de Algodões) afirma que outras 15 foram hospitalizadas e morreram em seguida, aumentando para 24 as vítimas. Cerca de 2.000 pessoas ficaram desabrigadas e 1.038 casas foram destruídas. Segundo lado técnico, a "instabilidade da encosta" onde estava a barragem foi constatada ainda em 1997 e nada teria sido feito. Até hoje, ninguém foi responsabilizado pela tragédia.

Brito Jr./UOL
Lama deixada pelo rompimento da barragem de Algodões, no Piauí, ocorrido em 2009

Segundo o presidente da Avaba, Corcino Medeiros dos Santos, as vítimas ainda se recuperam do trauma e das perdas. "Os danos materiais e ambientais foram enormes. Todo mundo perdeu as casas e os animais, e a terra ficou imprestável. A indenização que era necessária para recompor mais rápido não foi paga ainda", disse. Em maio de 2014, o Tribunal de Justiça condenou o Estado a pagar indenizações num valor total R$ 100 milhões às vítimas, mas o governo recorreu e aguarda nova decisão.

Outra tragédia ocorreu em 29 de março deste ano, quando quatro pessoas morreram no rompimento de uma barreira provisória da hidrelétrica de Santo Antônio, em Laranjal do Jari, no Amapá. O acidente foi causado pelo rompimento de uma braçadeira de uma barragem de desvio do rio.

Na Paraíba, em junho de 2004, cinco morreram por causa do rompimento da barragem de Camará, em Alagoa Nova. Cerca de 3.000 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas.

Em Rondônia, PCH (Pequena Usina Hidrelétrica) de Apertadinho, em Vilhena, estava em fase final de obras em janeiro de 2008 quando a barragem se rompeu e causou assoreamento e deposição de detritos no rio e erosão do solo, entre outros estragos. Os danos ambientais se estenderam por 1.324 hectares. Até hoje, não há punição.

Campeão em rompimentos
Minas Gerais é o Estado com maior número de ocorrências nos últimos anos. Antes da tragédia de quinta-feira (5), o último incidente havia ocorrido em setembro de 2014, com o rompimento da barragem de uma mina em Itabirito. Três operários morreram e cinco ficaram feridos. O deslizamento de terra ocorreu em uma área destinada a depósito de rejeitos da Mineração Herculano. Outra barragem da empresa chegou a ser interditada porque também apresentava risco de ruir.

Em janeiro de 2007, a barragem com rejeitos da mineradora Rio Pomba Cataguases rompeu e inundou as cidades de Miraí e Muriaé com mais de 2 milhões de litros de lama de bauxita. Mais de 4.000 pessoas ficaram desalojadas e 1.200 casas foram atingidas. Um ano antes, em março de 2006, um outro vazamento durou três dias. Naquela ocasião, os 400 milhões de litros de resíduos de tratamento de bauxita -- água e argila -- atingiram um córrego da região e chegaram ao Rio de Janeiro.

Em 29 de março de 2003, outra barragem de rejeitos industriais em Cataguases se rompeu e despejou cerca de 1,4 bilhão de litros de lixívia negra, resíduo da produção de celulose, contaminaram o rio Paraíba do Sul e córregos próximos por 200 quilômetros, atingindo também o interior do Rio de Janeiro e deixando 600 mil pessoas sem água. Peixes e outros animais que viviam às margens dos rios morreram.

Em 2001, cinco operários morreram após rompimento de parte de uma barragem de contenção de minério em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. A barragem de Macacos levou lama e resíduos de mineração, que encobriram dois quilômetros de uma estrada. O acidente também causou assoreamento, degradação de cursos hídricos e destruição de mata ciliar.

Segundo o jornal "Estado de Minas", em 1986, em Itabirito, sete pessoas morreram no rompimento da barragem de rejeitos da Mina de Fernandinho, do grupo Itaminas. É o registro mais antigo do Estado, segundo a publicação.

Falta de estudos

Para o pesquisador aposentado do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Carlos Molion, o principal problema é que as barragens são construídas em áreas sem estudos prévios e não há inspeção contínua da situação das obras. "Talvez agora comecem a se preocupar mais com isso, mas nunca se fez barragem com a preocupação de quanta água pode ser colocada em cima da superfície", afirmou.

Segundo Molion, é comum que as obras não tenham detalhes do subsolo. "Existem inúmeros casos no Brasil de construções que não se preocupam com isso e acabam criando desastres porque as sondagens não foram feitas de forma apropriada e as soluções de infraestrutura não foram adequadas", disse.

O especialista afirma que a situação em Minas Gerais é mais grave por causa do solo. "Aquela região contem muitas cavernas; então, na medida em que vai se depositando água, ela cria pressão e o terreno vai acomodando -- o que produz pequenos abalos sísmicos, inferiores a 2 na escala Richter. Isso vai mexendo na estrutura. E nessa época do ano, aquela região recebe maior intensidade de chuva. Essa combinação de fatores causa um desastre."

Fonte

  

terça-feira, 17 de junho de 2014

Ministério da Integração diz que 'nova' Camará será entregue até 2015

17/06/2014 18h57 - Atualizado em 17/06/2014 21h33 

Barragem estourou há dez anos, matou cinco e deixou 3 mil desabrigados.
Estado diz que primeira etapa estará concluída até o fim de 2014.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
 
'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
Cerca de três mil pessoas ficaram desabrigadas e
cinco morreram quando a barragem estourou
(Foto: Severino Antonio da Silva /
arquivo pessoal)
A obra de reconstrução da barragem de Camará, destruída há dez anos, está prevista para terminar no segundo semestre de 2015. O cronograma é do Ministério da Integração Nacional. Na época em que estourou, a barragem lançou 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram cerca de 25 km até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu, no Brejo da Paraíba.

Mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa tiveram suas vidas afetadas. Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas. Mas apesar da previsão do governo federal, o secretário estadual de Recursos Hídricos do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, ressaltou que a primeira etapa estará concluída até o final de 2014.
A reconstrução de Camará acontece por decisão da Justiça. Dados fornecidos pela assessoria de Comunicação do Ministério da Integração Nacional apontam que o investimento é da ordem de R$ 84.976,067, do qual R$ 75 milhões são originários do governo federal com a contrapartida de R$ 9.976.067 do tesouro estadual.
 
Com mais de 75 km do sistema de adutora e investimentos, a obra está orçada em R$ 75 milhões e atendimento direto a mais de 45 mil pessoas de cidades a exemplo de  Alagoa Nova, Arara, Areial,  Lagoa Seca, Remígio, Serraria, Matinhas, Remígio e Esperança. As duas obras juntas contemplarão 175 mil paraibanos.

A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional explicou  que “é importante frisar que, além da reconstrução da Barragem Camará, o Ministério irá implantar a 1ª etapa do Sistema Integrado de Abastecimento de Água, composta por estação elevatória, adutoras e ETA visando abastecimento humano”.

'Tragédia de Camará', no brejo da Paraíba, completa dez anos (Foto: Severino Antonio da Silva / arquivo pessoal)
'Tragédia de Camará' completa dez anos (Foto: Severino
Antonio da Silva / arquivo pessoal)
O conjunto de obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC)  irá beneficiar as cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia, Areial, Esperança, Cepilho, Lagoa Seca, Matinhas, Montadas, Remígio, São Miguel, São Sebastião de Lagoa de Roça e Cepilho (Distrito de Areia) e Lagoa do Mato (Distrito de Remígio).

João Azevedo explicou que o governo do Estado atendeu a todas as determinações feitas pela Justiça e que todas as obras foram realizadas: reconstrução da ponte sobre o rio Mamanguape; a restauração da PB -079; a restauração da PB -075; a recuperação das estradas vicinais de Alagoa Grande; a reconstrução da passagem molhada de São José do Miranda.

Também foram concluídas a recuperação das casas semi-destruídas na zona urbana de Alagoa Grande; a reconstrução de uma escola na zona rural de Alagoa Nova; a reconstrução de muros, calçadas e pavimentação de ruas, e a reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 
Fonte
 
 
 

População ainda sofre uma década após tragédia de Camará, na Paraíba

17/06/2014 08h09 - Atualizado em 17/06/2014 11h06 

Tragédia foi ocasionada pelo rompimento de uma barragem.
Cinco pessoas morreram e três mil ficaram desabrigadas em 2004.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB

Camará. A palavra que se refere à planta nativa brasileira ganhou outra referência para mais de 28 mil habitantes da cidade de Alagoa Grande, a 119 km de João Pessoa. Para eles, Camará é sinônimo de desespero e morte, desde que a barragem rompeu no dia 17 de junho de 2004 e lançou em torno de 17 milhões de metros cúbicos de água que percorreram, aproximadamente, 25 quilômetros até invadir as ruas da parte baixa de Alagoa Grande, Areia, Alagoa Nova e Mulungu.
Na memória dos moradores do Brejo ficou o registro e a angústia de três mil desabrigados, segundo dados da Prefeitura de Alagoa Grande, que ainda tentam esquecer a noite da tragédia, as cinco mortes e parte da história de cada um destruída pela força das águas. “Foi de repente. A gente percebeu que não era uma enchente normal. A ponte começou a encher d'água até que avisaram que a barragem de Camará tinha estourado”, relembrou a dona de casa Leonita Alencar, de 61 anos, que mora ao lado da ponte por onde passa o Rio Mamanguape.

Leonita Alencar, 61 anos, vítima da tragédia da barragem de Camará, em Alagoa Grande (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Leonita Alencar, 61 anos, vítima da tragédia da
barragem de Camará, em Alagoa Grande
(Foto: Wagner Lima/G1 PB)
A noite de Leonita Alencar, o marido e a filha caçula foi às margens da rodovia em frente à casa da família na Rua Ernesto Cavalcante. “Chegou a um metro e meio nas paredes da casa". E a cada minuto observando a fúria provocada pela intensidade e volume das águas, Leonita diz ter sentido a sensação de que tudo se acabaria ali. “Perdemos tudo e senti muito medo. Tive a sensação de que o mundo estava se acabando. Ainda hoje tenho trauma: não posso ver muita água que fico nervosa”, contou.
 
A força das águas levou as paredes da casa, móveis, objetos, roupas, mas nenhuma perda doeu tanto quanto a das fotos que Leonita Alencar guardava de fases importantes da vida como juventude, casamento e nascimento dos quatro filhos. “Pedi foto dos meus 15 anos, do nosso casamento em 1972 e de vários momentos da nossa vida. Por sorte, consegui recuperar as fotos do casamento e dos 15 anos. No ano passado ganhei no meu aniversário uma foto que minha irmã conseguiu revelar”, frisou.
 
"Tive a sensação de que o mundo estava se acabando. Ainda hoje tenho trauma: não posso ver muita água que fico nervosa"
Leonita Alencar, moradora de Alagona Grande
 
Em outro ponto da cidade, o professor de física da Universidade Federal de Campina Grande, Rafael de Lima Rodrigues, descia a 'Ladeira do Colégio das Freiras' para avisar aos moradores das ruas próximas ao rio Mamanguape sobre a notícia ouvida na Cultura FM do rompimento da barragem de Camará.
 
“Realmente, a água veio destruindo tudo nessa parte baixa da cidade. Eu saí avisando de rua em rua sobre o rompimento da barragem. Algumas famílias acreditaram e conseguiram até fazer a mudança. Outras, ignoraram. No máximo, colocaram os móveis em cima de tamboretes e cadeiras pensando que a água era pouca. Na última vez que desci, vi carros sendo cobertos e uma correnteza muito forte. Triste ver que dez anos depois ainda tem gente esperando para receber indenização”, disse.

Correrias, saques e escuridão
Em aproximadamente 25 km de trajeto da barragem de Camará até o Centro de Alagoa Grande, a água saiu arrastando árvores, postes de energia elétrica e objetos. A professora Fátima Barbosa conta que estava deitada para dormir quando o irmão bateu na janela avisando de uma 'enchente'. “Eu ignorei porque pensei que fosse resultado da chuva fraca que tava caindo, mas quando abri a porta vi muita gente correndo, gritando desesperada e eu fiquei atordoada. Depois do choque inicial, sair daqui foi a única coisa que a gente pensou em fazer”, contou.

Fátima Barbosa, professora, vítima da barragem de Camará (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Fátima Barbosa mostra até onde a água subiu
naquele ano (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Fátima Barbosa explicou que faltou energia duas vezes naquela noite de 17 de junho de 2004 e a ajuda demorou muito para a urgência que existia. “A ajuda não chegou tão rápido quanto a gente precisava. Ajuda mesmo só chegou no outro dia à tarde. Tinha muitos curiosos, isso é verdade, mas a ajuda foi chegando aos poucos... umas doze horas depois. A ajuda inicial foram as nossas famílias e amigos uns ajudando aos outros”, disse.

Alojada em cima de uma barreira, após a casa da mãe também ficar alagada, Fátima Barbosa contou que o marido e o pai ficaram na Rua Professor Antônio Benvindo com água na cintura por conta dos saques. “Meu marido e meu pai permaneceram na rua porque estavam acontecendo muitos saques. Outras pessoas se aproveitaram da situação para ir para o local receber doações de quem realmente precisava”, lembrou.

As cenas do muro sendo derrubado, das pessoas correndo desesperadas e a angústia de não saber quem tinha ficado no interior das casas quando foram invadidas pela água não se comparam, segundo Fátima Barbosa, a cena em que o filho chorava. “O sufoco que a gente passou para conseguir as coisas... e perder tudo rapidamente”, desabafou. A cena que não vai sair da minha cabeça é a do meu filho que dizia que estava com fome e eu não tinha nada para dar a ele. Eu vou viver cem anos e não vou esquecer aquela noite de forma nenhuma.

 Maria Monteiro da Silva, 76, moradora, vítima da barragem de Camará, comprou novas imagens dos santos levados pelas águas (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Maria Monteiro da Silva comprou novas imagens dos santos
levados pelas águas (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
 
Na Rua da Glória, uma das mais atingidas, a idosa Maria Monteiro da Silva, de 76 anos, moradora da casa de nº  605, ao tentar abrir a porta da cozinha e sentir a pressão da água que começava a tomar conta da residência de apenas três cômodos, correu para a rua. Na fuga da força das águas, caiu e quebrou a clavícula.

“O que vivi naquela noite foi aperreio e agonia. Ainda hoje me lembro do que passei. A água destruiu a porta e levou foi tudo. Carregou panela, bojão, roupas. Só fiquei com um colchão porque na agonia eu coloquei ele em cima da parede”, disse. Católica, Maria Monteiro teve que comprar novamente as imagens dos santos que mantém relação de devoção porque as imagens anteriores foram levadas pelas águas.
 
 Maria Monteiro da Silva, 76 (a esquerda) e a agricultora, Severina dos Santos Sales Oscar da Silva, 57, vítimas da barragem de Camará (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Maria Monteiro e a agricultora Severina dos
Santos estão entre vítimas da barragem de Camará
(Foto: Wagner Lima/G1 PB)
A filha de Maria Monteiro, a agricultora, Severina dos Santos Sales Oscar da Silva, 57, ao se levantar às pressas da cama, conta que engalhou o brinco no “mosquiteiro” e teve a orelha rasgada. “Os troços já 'tavam' descendo tudo pelo buraco na parede. Eu pensei: 'Eu tirando minha mãe e minha filha, abaixo de Deus o diabo pode levar'. Aí fiz carreira só de camisola. Depois eu condenei essa camisola. Foram anos para construir as coisas e quinze minutos para o satanás acabar.

A gente não era dono da casa, mas eu achei que a gente ia receber uma casa, mas não. Os donos bateram em cima. Só recebi R$ 3.120 de indenização. Eu não tinha só R$ 3.120 na minha casa, meu filho. Eu escapei só com a vida”, frisou. A água chegou a um metro e oitenta centímetros. Ao retornarem para as duas casas, Severina abriu uma porta entre as duas moradias para ter acesso mais rápido para socorrer a mãe.
 
Fonte
 
 
 

Vítimas da tragédia de Camará, na PB, movem 550 ações por danos morais


17/06/2014 14h03 - Atualizado em 17/06/2014 14h03 

Ações cobram indenização pela perda de bens e constrangimento.
Procurador Geral do Estado foi procurado, mas não atendeu às ligações.
 
Wagner Lima 
 
Do G1 PB
 
Maria de Fátima Campos teve a casa invadida pelas águas da barragem de Camará e se mudou (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Maria de Fátima Campos teve a casa invadida pelas águas da barragem
de Camará e se mudou (Foto: Wagner Lima/G1)

Dez anos depois do rompimento da barragem de Camará, em Alagoa Nova, a 144 km de João Pessoa, estão em tramitação 550 ações com pedidos de indenização que variam de R$ 6 mil a R$ 80 mil, segundo um dos advogados à frente das ações, Nelson Azevedo Torres. Elas são movidas por moradores que seguem em uma batalha judicial por conta de danos morais e materiais contra o governo do Estado. 
 
As ações cobram do Estado, responsável pela obra e manutenção da barragem, indenização pela perda de bens e pelo constrangimento a que os moradores foram submetidos, segundo Nelson Azevedo Torres. “Os casos são bem parecidos. Os clientes perderam móveis, objetos pessoais e de valor, além de terem ficado sem o conforto dos seus lares. Alguns vão receber mais do que outros porque nem todo mundo conseguiu provar os danos materiais”, disse.
O G1 entrou em contato com o procurador Geral do Estado, Gilberto Carneiro para comentar as ações envolvendo o governo do Estado e as vítimas da tragédia de Camará, mas o gestor não atendeu os telefonemas.

A demora na tramitação, segundo Nelson Azevedo Torres, se deve a dois fatores. O primeiro, é que o processo foi distribuído para duas juízas. “Uma instruiu garantindo o direito aos danos materiais e a outra não. Recorremos e o Supremo Tribunal de Justiça mandou restabelecer a sentença inicial”, disse. O segundo se deve aos valores das indenizações pagas pelo governo do Estado, na avaliação do advogado. “De fato, o Estado pagou pequenas indenizações de R$ 600 a R$ 2 mil, o que não foi suficiente para ressarcir todas as vítimas da tragédia de Camará”, disse.
 
Em torno de 300 ações são por danos morais e materiais e as demais apenas por danos morais devido à dificuldade de comprovação das informações. “Há casos em que as pessoas ganharam eletrodoméstico de presente e conseguiram comprovar. Outras não conseguiram atestar que realmente tiveram prejuízo com a situação”, ressaltou. As ações iniciaram na Comarca de Alagoa Grande, seguiram para o Tribunal de Justiça e estão em tramitação no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

"Tenho muito medo. Muito medo de passar aquilo outra vez. Ninguém acredita mais. Eu não acredito. Aquilo vai estourar de novo." -- Maria de Fátima Campos, moradora de Alagoa Grande
A dona de casa Maria de Fátima Campos, 57 anos, morava na conhecida 'Rua do Rio'. Por trás da casa dela, o curso do Rio Mamanguape seguia. Com a ruptura da barragem de Camará, a água chegou acima de um metro e meio nas paredes. “Pra falar a verdade não achei que seria tanta água como foi. A minha vontade foi de sair daqui e não voltar mais nunca, por isso me mudei. Tive perda total das minhas coisas e me pagaram apenas R$ 3 mil. Deu para comprar alguma coisa, um fogão, uma geladeira. O resto a gente foi comprando aos poucos”, afirmou.
 
Os dois principais questionamentos de Maria de Fátima são o pagamento da indenização insuficiente e a reconstrução de Camará, para ela um pesadelo. “Tenho muito medo. Muito medo de passar aquilo outra vez. Ninguém acredita mais. Eu não acredito. Aquilo vai estourar de novo”, reforçou temerosa.
 
A atriz e professora Ana Cristina do Nascimento, conta que perdeu materiais de trabalho, fotografias, textos de teatro e até Adonis, um gato de estimação que desapareceu durante a invasão da água na residência dela na Rua da Glória. Como ressarcimento, ela disse que recebeu do governo do Estado duas parcelas de mil reais e uma terceira não foi quitada. “Foram oito dias sem água, faltava energia, lama por todo lugar. Dois dias depois chegou o carro-pipa. Um caos”, disse.
 
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terça-feira, 14 de maio de 2013

Projeto recupera mata ciliar do Mamanguape

Projeto Rio Mamanguape abrange sete municípios do Brejo paraibano e já beneficiou cerca de 15 pessoas. 




Há 6 anos um projeto vem trabalhando para a recuperação do Rio Mamanguape, que abrange sete municípios do Brejo paraibano, através da conservação e preservação de suas nascentes. De acordo com o engenheiro civil Lucílio Vieira, da Cooperativa de Projetos, Assistência Técnica e Capacitação do Nordeste – Ltda. (Coopacne), que executa o Projeto Rio Mamanguape, cerca de 15 mil pessoas já foram beneficiadas através da iniciativa, que já começou a recuperar a mata ciliar do rio, degradada por anos com o desmatamento.

Ele explicou que o projeto tem o intuito de ajudar especialmente os agricultores das cidades de Alagoa Nova, Areial, Esperança, Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Matinhas e Montadas, inclusive com ações educativas e construção ou recuperação de tanques e cisternas. “A grande solução para o abastecimento de água nessas cidades seria a recuperação da Barragem de Camará, já que apesar das chuvas serem consideráveis na região, não existem reservatórios para captar essa água”, informou.
 
As cisternas, uma solução encontrada pelo projeto como solução pontual, estão beneficiando hoje centenas de famílias. Conforme o engenheiro, já foram disponibilizadas entre mil a 1.200 equipamentos do tipo, para a reserva de água. “O trabalho educativo se estende na recuperação da mata ciliar do rio Mamanguape, inclusive com a ajuda dos próprios agricultores. Nós reflorestamos com 50% de plantas nativas, assim como árvores frutíferas e outras que possam também servir como fonte produtiva para os agricultores”, explicou.
 
O Projeto Rio Mamanguape está realizando a II Semana da Água, que aconteceu nas sete cidades do Brejo paraibano, sendo encerrada amanhã, em Lagoa Seca. Conforme a coordenadora da área de Educação da Coopacne, Maria Zélia Araújo, cerca de 600 pessoas, em cada um dos municípios, estiveram presentes ao evento, dentre gestores municipais, educadores, agricultores e estudantes. “Nós realizamos um trabalho de educação para a conservação do meio ambiente, desde o manuseio dos resíduos sólidos, o reaproveitamento da água, passando pelas doenças que podem ser ocasionadas por causa da exposição ao lixo”, disse.
 
O evento está acontecendo no Convento Ipuarana e se estenderá também através de uma oficina sobre as expectativas pertinentes à reedição do Projeto Rio Mamanguape em suas várias áreas de atuação, a partir da 8h, na Câmara de Vereadores, que acontecerá hoje. Amanhã haverá uma concentração ao lado da Secretaria de Ação Social, a partir das 8h, para uma caminhada que percorrerá várias ruas centrais da cidade e será encerrada na Praça da Igreja Matriz da cidade.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Estado da Paraíba é condenado a pagar R$ 1 mi por danos morais coletivos às vítimas de Camará

21.02.2013 - 11:48

 
O Estado da Paraíba deverá pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos em razão do rompimento da Barragem Camará, no município de Alagoa Nova, em 17 de junho de 2004.

A decisão foi da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

No acórdão, foi afastado o pagamento dos honorários advocatícios.

Consonante à 3ª Vara Federal da Paraíba, que também julgou o caso, o colegiado entendeu que o acidente com a barragem provocou prejuízos à coletividade, culminando com a devastação ambiental por causa da enxurrada liberada pelo rompimento da estrutura.

O acidente causou mortes e destruição em vários municípios no entorno da construção.

“Em se tratando de dano moral, a sua quantificação não é tarefa das mais fáceis. Na compensação por danos morais coletivos há de se ressaltar o caráter personalíssimo da natureza da reparação, visto que envolvem questões subjetivas e o interesse jurídico, no caso em tela, não leva em consideração o indivíduo em si, mas o grupo de indivíduos lesados como um todo, se caracterizando como interesse transindividual (de natureza indivisível)”, afirmou o relator desembargador federal Francisco Barros Dias.

A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal contra o estado da Paraíba e as empresas CRE Engenharia, Andrade e Galvão Engenharia e Holanda Engenharia, que construíram a barragem com recursos dos governos federal e estadual. Em 2004, quando o acidente aconteceu, foi instaurado um inquérito civil público que concluiu que o rompimento da Barragem de Camará decorreu de problemas na construção da obra, que ficou a cargo das construtoras demandadas.

No juízo de primeiro grau, o Estado da Paraíba foi condenado a reconstruir a Barragem de Camará; a promover a da inserção das famílias atingidas em políticas públicas já existentes; a reimplantar todos os serviços públicos afetados pelo desmoronamento da barragem, tais como reconstrução de pontes, rodovias, prédios públicos, muros, calçadas e pavimentação de ruas; e a reconstruir as casas residenciais destruídas nas zonas urbana e rural dos municípios de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.
 

Consultor Jurídico


sábado, 26 de janeiro de 2013

Camará: Estado recorre de decisão

Segundo o procurador-geral do Estado, todas as providências quanto ao assunto já foram adotadas, não cabendo danos morais. 


 
 

O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, afirmou ontem que o governo do Estado vai recorrer da decisão da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede em Recife, que manteve sentença de primeiro grau condenando o Estado da Paraíba a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivo, pelo rompimento da barragem Camará, na região do Brejo, em 17 de junho de 2004. “Entendemos que todas as providências que eram cabíveis o governo adotou, não só para reconstruir a barragem como para indenizar as famílias tendo em vista os prejuízos materiais. E por isso estamos recorrendo da decisão”, explicou Carneiro.

Ainda segundo ele, o governo do Estado está investindo R$ 35 milhões para reconstrução da nova barragem Camará. O governador Ricardo Coutinho, não obstante o problema não tenha surgido no seu governo, já tomou a decisão política e administrativa de fazer a reconstrução da barragem. Estão sendo investidos R$ 35 milhões para reconstruir, as obras já estão em andamento e a previsão é que até o final deste exercício de 2013 seja reinaugurada”, disse.

Além disso, o procurador do Estado garantiu que o governo vem cumprindo as sentenças de 1º grau determinando indenização às famílias pelas perdas materiais. “No tocante às indenizações materiais, que são aqueles prejuízos financeiros que as pessoas efetivamente tiveram, o governo já vem indenizando essas famílias através de indenizações que são fixadas nas comarcas de origem, no caso Guarabira e Alagoa Grande, de modo que, com o devido respeito que tenho pelo TRF que não é cabível indenização por dano moral a encargo do Estado”, comentou.

A ação proposta pelo Ministério Público Federal requeria a reparação e punição do Estado e das construtoras pelo rompimento da barragem. A sentença, proferida pela juíza Cristina Garcez, da 3ª Vara Federal, condenou o Estado a, dentre outras medidas, reconstruir a barragem de Camará, promovendo a inserção das famílias atingidas dentro das políticas públicas já existentes, reimplantação dos serviços públicos afetados pelo rompimento e reconstrução das casas destruídas na zona urbana de Alagoa Grande e na zona rural de Alagoa Nova, Areia e Mulungu.

A barragem rompeu no governo de Cássio Cunha Lima, segundo a perícia, por falta de monitoramento após a construção, conforme recomendado pelo Manual de Segurança e Inspeção de Barragem do Ministério da Integração Nacional.


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

TRF culpa Governo da Paraíba por rompimento de barragem de Camará

23/01/2013 16h49 - Atualizado em 23/01/2013 16h49 

Acidente ocorrido em 2004 deixou cinco mortos e três mil sem casa.
Estado foi condenado a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
 
Jhonathan Oliveira  

Do G1 PB
 
 
Em julgamento na terça-feira (22) o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado em Recife,  responsabilizou o Governo da Paraíba pelo rompimento da barragem de Camará, na região do Brejo, ocorrido em 17 de junho de 2004. A 2ª Turma do TRF excluiu de culpa o consórcio de construtoras responsável pela obra e apontou que o acidente teria sido causado pela falta de manutenção na barragem. O governo do estado ainda pode recorrer da decisão.

A decisão foi com base em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, que pedia que o Estado e as construtoras CRE Engenharia Ltda, Holanda Engenharia Ltda e Andrade Galvão Ltda fossem responsabilizados pelo rompimento. O TRF manteve o entendimento da Justiça Federal da Paraíba, em sentença dada em 2011, excluindo as empresas e culpando apenas a administração estadual.
 
No julgamento de terça-feira, o TRF impôs uma condenação por danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão ao Estado. Esses recursos devem ser revertidos para o Fundo de Reconstituição dos Interesses Supraindividuias Lesados (criado pela  Lei nº 7.347/1985). Como já havia sido determinado em 1ª instância, a corte orientou  que o governo do estado faça a reconstrução da barragem e de casas e estradas nas cidades de Alagoa Grande, Alagoa Nova, Areia e Mulungu, que foram atingidas pelas águas de Camará.
 
De acordo com o advogado Dirceu Galvão, que representou o consórcio de construtoras no processo, disse que as empresas conseguiram comprovar que não tiveram culpa no rompimento da barragem. 'Tivemos provas robustas no sentido de que o Governo do Estado não tomou os cuidados com a barragem”, disse. Dirceu afirma que o governo recebeu uma manual de segurança quando a obra foi entregue e que deveria ter ocorrido uma preocupação especial principalmente com relação ao primeiro enchimento. “Uma das medidas que poderia ter sido feita era o esvaziamento. O consórcio alertou o Governo, que preferiu não fazer”, pontuou.

A barragem foi construída na gestão do governador José Maranhão (PMDB) e rompeu durante a administração do hoje senador Cássio Cunha Lima (PSDB). O atual procurador-geral do governo, Gilberto Carneiro, disse que o o governador Ricardo Coutinho (PSB) já havia decidido reconstruir Camará independente de decisão judicial. No entanto, afirmou que o Estado não concorda com a condenação por danos morais coletivos e vai recorrer.

“Entendemos que não há culpa do Estado no acidente. Vamos recorrer da condenação por danos morais coletivos porque já estamos indenizando as famílias no tocante aos danos materiais”, disse Carneiro. Segundo o procurador, serão impetrados recursos especiais  no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Gilberto Carneiro informou também que a obra de reconstrução da barragem de Camará está em plena execução. Os investimentos na chamada Nova Camará chegam a R$ 75 milhões, sendo R$ 29 milhões para a construção da barragem, R$ 39 milhões para o sistema de abastecimento de água com adutoras, estações elevatórias e estações de tratamento, e mais R$ 7 milhões para a construção da barragem de nível Pitombeira-Serra Grande, que reforça o sistema de abastecimento de Alagoa Grande.

Rompimento
O acidente da  Barragem de Camará ocorreu na noite de 17 de junho de 2004 . Após o rompimento as águas inundaram parte dos municípios de Alagoa Grande, Mulungu, Alagoa Nova e Areia. A tragédia ocasionou a  morte de cinco pessoas e deixou cerca de três mil desabrigados. Onze dias depois, a barragem sofreu outro desmoronamento.

Um relatório produzido por engenheiros da Universidade Federal de Paraíba, em novembro de 2004,  mostrou que a barragem tinha capacidade para mais de 26 milhões de metros cúbicos de água. Conforme o mesmo relatório foram gastos na obra cerca de R$ 24 milhões.


 

sábado, 21 de julho de 2012

Bananeiras abre programação do Caminhos do Frio na Paraíba

21/07/2012 07h41 - Atualizado em 21/07/2012 07h41
 
Turistas poderão participar do Festival Gastronômico e de trilhas ecológicas.
Caminhos do Frio vai passar por seis cidades do Brejo paraibano.

Do G1 PB 

Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural (Foto: Arquivo/Sesc)
Bananeiras é a primeira cidade da rota cultural
(Foto: Arquivo/Sesc)
Começa na segunda-feira (23) o projeto 'Rota Cultural Caminhos do Frio'. Bananeiras, cidade localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, inicia as atividades do projeto com a programação “Aventuras e Arte na Serra”, entre os dias 23 e 29 de julho.

Na cidade, os turistas poderão participar do Festival Gastronômico, de trilhas ecológicas, de oficinas culturais e de apresentações teatrais e musicais, como da Orquestra Sanfônica e show da banda Cabruêra. A programação pode ser conferida na íntegra no site do evento.

Segundo divulgou a organização do evento, Bananeiras tem uma altitude de 526m e possui clima frio úmido, com temperatura média de 28°C no verão e 10°C no inverno. De acordo com a gestora de Turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, o Caminhos do Frio promove o desenvolvimento sustentável do turismo nas cidades que fazem parte do roteiro, contribuindo para que a comunidade local seja beneficiada com o incremento econômico e cultural. “Na programação, por exemplo, temos apresentações teatrais de crianças das cidades, que desenvolvem desde cedo um trabalho artístico que pode ter continuidade ao longo da vida”, disse a gestora.
Caminhos do Frio
Até o dia 2 de setembro, cerca de 30 mil turistas devem participar das atividades em seis cidades do brejo paraibano. Bananeiras, Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande e Alagoa Nova são as que fazem parte do roteiro. As seis cidades juntas irão movimentar mais de R$200 mil apenas na área cultural, oferecendo uma vasta programação.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Bananeiras abre o Caminhos do Frio na próxima segunda-feira

Entre julho e agosto, essas cidades serranas chegam a registrar temperaturas de até 12°

 
Chegou a hora de vestir o agasalho, subir a serra e desfrutar da rota cultural 'Caminhos do Frio' que começa nesta segunda-feira(23) na cidade de Bananeiras. O projeto leva na bagagem shows, teatro, dança, cinema, poesia, literatura, artesanato, gastrononomia, oficinas, exposições, trilhas, ecoturismo e visita aos engenhos. A sétima edição do roteiro parte de Bananeiras e depois segue para as cidades de Serraria, Pilões, Areia, Alagoa Grande, e encerra no dia 02 de setembro em Alagoa Nova.

Entre julho e agosto, essas cidades serranas chegam a registrar temperaturas de até 12°. Durante a temporada a região do Brejo paraibano deverá receber a visita de cerca de 30 mil turistas. Além de divulgar a cultura da região, o intuito do projeto também é lançar novos artistas e dinamizar a economia local. 'Caminhos do Frio' é praticamente a única rota turística do Estado e já é conhecida internacionalmente. A expectativa do Fórum do Turismo Sustentável do Brejo da Paraíba é que cerca de R$ 1,5 milhões sejam movimentados durante os 42 dias do evento.

Bananeiras, a quase 30 km dali e a 552 metros sobre o nível do mar, é o primeiro destino que merece uma visita. Esse município de passado colonial, recortado por ladeiras e sobrados do século 19, foi o maior produtor de café de toda a Paraíba e abriga um casario com 80 construções catalogadas pelo IPHAEP.

A região abriga também o histórico engenho Goiamunduba que, desde 1877. A cidade ainda conta com outras construções históricas como um túnel de trem de 1922 e um cruzeiro do final do século 19 localizado a 507 metros de altura, além da Cachoeira do Roncador, uma queda d’água de 45 metros.

AVENTURA E ARTE - A programação em Bananeiras começa na segunda, 23, com um dia dedicado ao cinema, com destaque para o lançamento oficial do curta-metragem “Flor”, do diretor Silvio Toledo.

O filme faz uma releitura da lenda "Comadre Florzinha", e foi quase todo filmado na cidade entre fevereiro e março deste ano, em pontos como a Mata da Bica, Cachoeira do Roncador e Cruzeiro de Roma.

“Flor” é um projeto transmídia, sem fins lucrativos, para produção de um curta-metragem em cinema digital adaptado do folheto de cordel 'Comadre Florzinha – Um romance na Serra das Flechas', de Vanderley de Brito e com aproximadamente 15 minutos de duração.

O filme traz uma novidade que é a aplicação de efeitos especiais para retratar uma personagem da fantasia do folclore nordestino, além de uma abordagem em romance diferente da abordagem de terror que o mito costuma ter.

Em Bananeiras, a programação do 'Caminhos do frio' apresenta também durante uma semana shows com Paulo Vinícios, Cabruêra, Gitana Pimentel, Sonora Sambagroove e Orquestra Sinfônica Infantil da Paraíba; e ainda exposição fotográfica, espetáculos de teatro infantil, trilha ecológica, festival gastronômico e oficinas cuturais.

Rota do Caminhos do Frio 2012:

Bananeiras – 23/07 a 29/07
Serraria – 30/07 a 05/08
Pilões – 06/08 a 12/08
Areia – 13/08 a 19/08
Alagoa Grande – 20/08 a 26/08
Alagoa Nova – 27/08 a 02/09


terça-feira, 22 de junho de 2004

Rompimento de barragem deixa cinco mortos na Paraíba

21/06/2004 - 10h34 

da Folha Online

Cinco pessoas morreram por causa do rompimento da barragem de Camará, em Alagoa Nova (a cerca de 150 km da capital, João Pessoa, na Paraíba), ocorrido na semana passada. No domingo, o corpo de um homem foi encontrado às margens de um rio.

Segundo o governo do Estado, três vítimas foram identificadas. São elas: Palmira Rocha Oliveira, 80, José Pedro Soares, 70, e Welington Sobral Luna, 27. As outras duas vítimas são homens.

Cerca de 3.000 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. De acordo com o governo, os desabrigados são os que tiveram as casas destruídas. Já os desalojados tiveram as casas inundadas, mas elas podem ser recuperadas. Elas foram encaminhadas para abrigos públicos ou estão em casas de parentes ou amigos.

Avaliação
O governador do Estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), visitou no domingo algumas das áreas atingidas. Os municípios mais afetados foram Alagoa Grande e Mulungu. Também foram atingidos Araçagi, Alagoinha, Mamanguape e Rio Tinto -- as duas últimas já perto do litoral paraibano.

O governador passará esta segunda-feira na região para conversar com prefeito e avaliar os estragos causados pelo rompimento da barragem.

O governador aguardará um laudo técnico para saber se há condições de recuperar a barragem ou se será necessário construir uma nova.

Construção
O rompimento ocorreu por volta das 21 h de quinta-feira. Segundo o governador, o reservatório, construído entre 2000 e 2002 (gestão anterior), apresentou problemas de fundação e construção. O governo afirma que a atual gestão da Secretaria de Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e Minerais havia detectado algumas rupturas no reservatório e notificado a empresa responsável pela obra.

Um buraco de 20 m de altura por 15 m de largura, surgiu da base acima na parte esquerda da barragem, na junção entre o muro de concreto e a lateral de solo e pedra, onde ela se fixa.

Com o decorrer do tempo, o buraco foi se expandido e o volume de água do vazamento, aumentando. O período de maior vazão foi entre 21 h e 1 h de quinta para sexta, ainda segundo Góis. Ele disse que por volta das 10 h quase todo o reservatório havia secado.

A barragem tem capacidade para armazenar 27 milhões de m³ de água, o equivalente a 26,5 bilhões de litros. Antes de começar a vazar, acumulava 17 milhões de m³, o que equivale a cerca de 60% da sua capacidade.

A assessoria de imprensa do consórcio responsável pela obra, formado pela Andrade Galvão Engenharia Ltda. e CRE Engenharia Ltda., informou na sexta que técnicos das empresas estavam na barragem apurando as causas do vazamento.

Destruição
O abastecimento de água, a rede telefônica e de energia ficaram comprometidos em Mulungu e Alagoa Grande. Neste último, os telefones voltaram a funcionar na noite de sexta.

Em Mulungu, que já enfrentou uma grande enchente em fevereiro, a rede elétrica foi totalmente danificada. De acordo com informações passadas pela assessoria do governo, a cidade deverá ficar 15 dias sem energia.

Em Alagoa Grande, a energia já foi restabelecida. Neste município, o Exército, em parceria com a Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) está distribuindo água em carros-pipa. A previsão é de que o abastecimento só volte ao normal em 15 dias.

Ajuda
Diante da situação, que descreveu como "calamitosa", Cunha Lima ligou na manhã de sexta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo ajuda humana e material. "O presidente foi extremamente solidário e ágil nas providências."

De acordo com o governo da Paraíba, com base em dados do Censo de 2000, Alagoa Grande tem cerca de 29 mil habitantes. Mulungu tem cerca de 9.000. Alagoa Nova, onde está a barragem, tem cerca de 18.500 habitantes, também de acordo com o Censo.