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sexta-feira, 7 de julho de 2017

CLÃ CUNHA LIMA NA MIRA: Empresa de filho de Cássio é multada por poluição ambiental

Publicado por: Amara Alcântara em 07/07/2017 às 05:15
  


A empresa Interblock Artefato de Cimento S/A, que tem como um dos sócios Diogo Oliveira Cunha Lima, filho do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), foi multada pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), por funcionar “estabelecimento potencialmente poluidor, sem o devido licenciamento”.

A empresa de Diego Cunha Lima foi multada, pela Sudema, na última quarta-feira (5), e terá 20 dias para corrigir as irregularidades encontradas ou recorrer. Interblock Artefato de Cimento fica situada em Alhandra e está ativa desde oito de abril de 2010, é uma indústria de artefatos de cimento e fornece pré-fabricados como pisos intertravados, meio-fio e blocos estruturais e de vedação.


Empresa de filho de Cássio é multada por poluição ambiental
Empresa de filho de Cássio é multada por poluição ambiental

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quarta-feira, 2 de março de 2016

MPF/PB convoca sociedade para consulta pública sobre poluição do rio Gramame

1 de março de 2016

Comunidades do Distrito Industrial serão ouvidas sobre impactos causados pela degradação 

MPF/PB convoca sociedade para consulta pública sobre poluição do rio Gramame
Crédito da imagem: pescanordeste.com.br
O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB) vai realizar, no dia 14 de março, consulta pública sobre os impactos da poluição do Rio Gramame sobre a Comunidade Mumbaba. O objetivo da consulta é prestar esclarecimentos à população e ouvir as indagações e demandas das comunidades afetadas pelo problema.

Conforme o edital de convocação, o evento trará o debate sobre os diversos impactos causados pela poluição da Bacia do Gramame e, em especial, do Riacho Mussuré, sobre as comunidades existentes no Distrito Industrial, principalmente sobre a comunidade Mumbaba.

A consulta pública será realizada na Igreja Assembleia de Deus de Mumbaba, situada na Rua Almerindo Luís da Silva, s/n, próximo ao campo de futebol, no Distrito Industrial, em João Pessoa (PB), com início às 13h30. Promovida pelo Fórum Permanente de Proteção ao Gramame, a consulta será aberta a toda a sociedade e será presidida pelo Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, José Godoy Bezerra de Souza.

Tramita no MPF inquérito civil que trata do despejo de produtos químicos no leito do Rio Gramame e os impactos produzidos por essa agressão sobre as comunidades que se situam em seu entorno.

Inquérito Civil nº 1.24.000.000257/2007-59.


Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República na Paraíba
Fone Fixo: (83)3044-6258
Celular: (83) 99132-6751
No twitter: @MPF_PB

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mais de 120 hectares de Mata Atlântica serão destruídas para construção de barragem na PB

Da Redação
Mais de 120 hectares de Mata Atlântica serão destruídas para construção de barragem na PBO Conselho de Proteção Ambiental - COPAM do Estado da Paraíba, aprovou na 88ª Reunião Extraordinária, com voto favorável do conselheiro da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN, a renovação da Licença Prévia nº 2478/2012 - para Construção de uma Barragem de Acumulação, dita Barra Cupissura, localizada no Município de Caaporã-PB.

A Barragem de Cupissura é mais uma obra hídrica do Estado da Paraíba, com capacidade de acumulação de água de 9,56 milhões de metros cúbicos, que faz parte do complexo da Adutora Translitorânea, que garantirá água tratada até o ano de 2030 para os moradores dos Municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde, Alhandra e Caaporã.

Para a construção da Barragem de Cupissura, serão desmatados cerca de 125,3 hectares de Mata Atlântica, localizados no limites da Paraíba com Pernambuco. No levantamento florístico realizado para o Estudo de Impacto Ambiental e Respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), foi encontrado um novo registro de Bromeliaceae para o Estado da Paraíba, a Canistrum aurantiacum. Essa espécie é rara e com poucos dados na literatura, com citação apenas em Alagoas e Pernambuco, e agora na Paraíba. Além dessa espécie, foi encontrada o jacarandá (Swartzia pickelii), que de acordo com a Instrução Normativa MMA nº 6/2008, referente à lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, essa espécie é considera ameaçada de extinção.


 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

APAN aprova o licenciamento da Barragem de Cupissura com desmatamento de mais de 120 ha de Mata Atlântica

A Barragem de Cupissura é mais uma obra hídrica do Estado da Paraíba

Na 88ª Reunião Extraordinária do Conselho de Proteção Ambiental - COPAM do Estado da Paraíba, realizada no último dia 2 de outubro de 2014, foi aprovada, com voto favorável do conselheiro da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN, a renovação da Licença Prévia nº 2478/2012 - para Construção de uma Barragem de Acumulação, dita Barra Cupissura, localizada no Município de Caaporã-PB.
 
A Barragem de Cupissura é mais uma obra hídrica do Estado da Paraíba, com capacidade de acumulação de água de 9,56 milhões de metros cúbicos, que faz parte do complexo da Adutora Translitorânea, que garantirá água tratada até o ano de 2030 para os moradores dos Municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde, Alhandra e Caaporã.

Para a construção da Barragem de Cupissura, serão desmatados cerca de 125,3 hectares de Mata Atlântica, localizados no limites da Paraíba com Pernambuco. No levantamento florístico realizado para o Estudo de Impacto Ambiental e Respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), foram encontrado um novo registro de Bromeliaceae para o Estado da Paraíba, a Canistrum aurantiacum.

Essa espécie é rara e com poucos dados na literatura, com citação apenas em Alagoas e Pernambuco, e agora na Paraíba. Além dessa espécie, foi encontrada o jacarandá (Swartzia pickelii), que de acordo com a Instrução Normativa MMA nº 6/2008, referente à lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, essa espécie é considera ameaçada de extinção.

Fonte

terça-feira, 11 de março de 2014

Região será polo cimenteiro

Além de Caaporã, indústrias de cimento serão instaladas em Alhandra, Pitimbu e Conde, alavancando economia do Litoral Sul.

Publicado em 11/03/2014 às 06:00

Com o subsolo rico em calcário, um dos principais componentes para a produção de cimento, o Litoral Sul da Paraíba é considerada como futuro polo cimenteiro do Estado.

O Município de Caaporã, por exemplo, terá ainda este ano a ampliação da indústria de cimentos Lafarge, além de projeto para a instalação de uma indústria de vidros planos.

Além de Caaporã, outras três indústrias de cimento serão instaladas em Alhandra, Pitimbu e no Conde. A expectativa do setor de mineração é que essa ampliação industrial eleve em até 300% a produção atual de cimento. A produção deverá chegar a 10 milhões de toneladas por ano, quando as cimenteiras entrarem em operação, segundo informações da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep). Já neste ano, o Estado deverá disputar a liderança na produção de cimento no Nordeste com Sergipe, líder do segmento na Região, segundo informações do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic).

Uma das empresas que se destacam no polo cimenteiro paraibano é a Lafarge, que opera no Estado desde 2010 e investiu mais de R$100 milhões nos últimos três anos. Segundo informações da assessoria de comunicação da empresa, “a unidade de Caaporã produz hoje mais de 1,5 milhão de toneladas de cimento e gera 255 empregos diretos, o que corresponde a 14% do número de empregados da empresa em todo o país. Devido à proximidade com grandes centros consumidores, Caaporã favorece a distribuição e venda não apenas de cimento, mas também dos concretos Lafarge em toda a região”.

Além de abastecer o mercado da Paraíba, a empresa atende ainda à demanda dos Estados de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte e pequenos volumes são direcionados ao Ceará. A ampliação da unidade da Lafarge em Caaporã deverá ser concluída até o final do ano, conforme a assessoria.

A perspectiva é que o crescimento industrial no Litoral Sul paraibano atraia outros empreendimentos no futuro. Além da produção cimenteira, a região conta ainda com destilarias, além da implantação da fábrica da Fiat, no município de Goiana (PE), divisa com a Paraíba.

“São dezenas de empresas que chegarão àquela região e em vários setores. No Litoral Sul, são cerca de 600 caminhões circulando por dia na rede integrada de desenvolvimento. Com certeza, um grande polo econômico para o nosso Estado”, destacou o presidente da Fiep, Buega Gadelha.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Polícia Ambiental flagra exploração irregular de minério na Paraíba

20/02/2014 18h20 - Atualizado em 20/02/2014 18h20

Areia era retirada de área de preservação ambiental em Alhandra.
 Sete caminhões foram apreendidos e dono da área deve ser autuado.
 
Do G1 PB
 
 
Caminhões foram apreendidos por serem usados na exploração irregular de areia (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Caminhões foram apreendidos por serem usados na
exploração irregular de areia (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Sete caminhões-caçamba foram apreendidos nesta quinta-feira (20) pela Polícia Ambiental em um distrito de Alhandra, cidade da Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo o cabo Douglas Silva, os caminhões estavam sendo usados para exploração irregular de minério em uma área de preservação ambiental. Outros três caminhões que estavam na área foram levados por funcionários, que fugiram do local.
O minério que estava sendo explorado no local era areia. De acordo com o policial, os caminhões apreendidos são de Pernambuco e os motoristas vão eventualmente à Paraíba para comprar o minério de areiais sem licenciamento.

O proprietário da área foi convocado a se apresentar ao Batalhão de Polícia Ambiental até as 17h desta quinta-feira, quando será feito o Termo de Apreensão dos veículos. O cabo Douglas Silva explicou que ele deve ser autuado por explorar a área ser licença ambiental. “Ele está explorando o minério aleatoriamente, sem estudo nenhum”, explicou.

Manifestação
A polícia chegou ao local porque moradores resolveram fazer uma manifestação contra a atividade. “A rua por onde trafegam os caminhões estava cedendo, fazendo com que as casas viessem a ter rachaduras. Por isso, houve o protesto”, relatou o cabo Douglas. Os moradores queimaram pneus na entrada da propriedade e os caminhões ficaram presos lá até a chegada da polícia.



 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pesquisa monitora águas subterrâneas da Bacia do Rio Gramame

Domingo, 16 de fevereiro de 2014

  
A pesquisa é desenvolvida pelo professor do Departamento de Tecnologia da Construção Civil da UFPB Cristiano Neves de Almeida. Desde 2003, ele avalia e monitora a qualidade da água subterrânea da Bacia do Rio Gramame, localizado na Paraíba. As águas dos lençóis freáticos são utilizadas por indústrias e pela comunidade rural da região. O monitoramento ajuda a identificar áreas contaminadas por resíduos, inclusive por agrotóxicos oriundos das plantações próximas à bacia. Mais informações sobre a pesquisa com a repórter Jéssica Sales.

Acesse o Rádio Tube e escute a reportagem.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dona de casa encontra cobra de mais de 2 metros no quintal da residência

Policiais ambientais capturaram o réptil e o levaram para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em João Pessoa


Cidades | Em 01/05/2013 às 13h50, atualizado em 01/05/13 às 13h54 | Por Redação


Uma dona de casa teve um grande susto na manhã desta quarta-feira (1). Ela encontrou uma cobra de mais de dois metros de comprimento no quintal da residência onde mora, na granja Santo Antônio, no distrito de Mata Redonda, em Alhandra, Litoral Sul da Paraíba.

De acordo com o repórter Jorge Filho, que esteve no local, Ana Paula estava varrendo o quintal, quando foi surpreendida pelo animal. Com medo, ela pediu ajuda aos vizinhos, que acionaram a Polícia Ambiental. 

Policiais capturaram o réptil e o levaram para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em João Pessoa.





sexta-feira, 12 de abril de 2013

PB ganha mais uma fábrica de cimento

Fábrica de cimentos do grupo Votorantim deverá ser instalada no município de Caaporã, com investimentos de R$ 700 milhões. 



 
O Litoral Sul paraibano deve concentrar o polo cimenteiro da Paraíba. O Grupo Votorantim deverá instalar uma fábrica de cimentos no município de Caaporã. A fábrica terá investimento de R$ 700 milhões, com capacidade de produção de 2 milhões de toneladas/ano e deverá entrar em operação em dois anos.
Em reunião com o governador Ricardo Coutinho, o Grupo Votorantim revelou que os entendimentos estão avançados do protocolo de intenções que garantirá a instalação do empreendimento. “Após a assinatura do protocolo de intenções, a previsão é que em dois anos a fábrica esteja iniciando a sua operação. Na construção da fábrica vamos gerar 1.200 empregos, principalmente na construção civil, e durante o seu funcionamento, previsto para 2015, de 700 empregos diretos e indiretos priorizando a mão de obra local”, adiantou o diretor técnico Edvaldo Rabelo.
Segundo a Votorantim, alguns fatores como a localização da Paraíba, os planos do grupo de aumentarem a produção no Nordeste, a reserva de calcário pertencente ao Grupo e a eficiência da Cinep, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Receita para viabilizar a implantação. “Já estivemos aqui com a antiga fábrica de cimentos Poty e queremos voltar em um bom momento vivenciado pelo setor na Paraíba”, comentou o diretor de Planejamento do grupo Votorantim, Luiz Alberto Castro.
O governador Ricardo Coutinho frisou os investimentos na infraestrutura na região como a duplicação e recuperação da estrada que liga Caaporã à BR-101 e os incentivos fiscais para garantir a instalação.
Atualmente, a Paraíba possui duas fábricas (Lafarge e Cimpor) e a segunda maior produção do Nordeste. Com a construção da Brennand (Pitimbu), Cimpor II (Conde) e Elizabeth (Alhandra) e com a Votorantim deve assumir em três anos a 2ª posição do país com 9,5 milhões de toneladas.



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Aesa contesta estudo do Inmet

Meteorologistas da Aesa afirmam que estudo do Inmet não retrata a realidade paraibana, e que o estado deve registrar chuvas acima da média.





Apesar de um estudo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicar que as chuvas na região do semiárido nordestino devem ficar abaixo da média histórica este ano, meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) afirmam que o estudo não retrata a realidade paraibana e que o estado deve registrar chuvas acima da média, especialmente a partir de março, com a regularidade da ocorrência de chuvas em todas as regiões.

De acordo com o meteorologista Alexandre Magno, o estudo realizado pelo Inmet faz uma previsão geral, colocando nas mesmas condições Estados com períodos chuvosos diferenciados, o que leva a um equívoco sobre a previsão de chuvas em cada unidade da federação. “Cada Estado possui regiões com períodos chuvosos diferentes, então, a previsão falha porque coloca uma realidade para todos os estados como se fosse uma coisa só, mas não é”, disse.

Ele explicou que todos os estudos feitos pela Aesa mostram que a Paraíba vai ter melhoria na ocorrência de chuvas. “A perspectiva continua sendo de que, a partir de março, deve aumentar a regularidade das precipitações chuvosas e todas as regiões do estado vão ter seus totais chuvosos oscilando dentro da média histórica”, afirmou Alexandre Magno, acrescentando que, este ano, os índices de registro de chuvas em pontos estratégicos de cada região paraibana, mesmo com as chuvas ainda sendo irregulares, se mantém dentro da média.

Como exemplos, o meteorologista mencionou alguns dos índices alcançados do início do ano até agora nos principais pontos de verificação de cada região. “No Alto Sertão, tivemos 236,5 milímetros (mm) em Riacho dos Cavalos. Em Coremas, 148 mm; Alhandra, 194,1 mm; No Brejo, Bananeiras teve 122,2 mm; Matinhas, 118,9; Monteiro, 102,3 mm. Tudo dentro da média, e ressaltando que estamos apenas no primeiro mês do período chuvoso das regiões do Semiárido, Cariri e Sertão, e, no Litoral, o período chuvoso se inicia somente em abril”, salientou.

A meteorologista Marle Bandeira, que participou da divulgação do estudo do Inmetpor meio de vídeo-conferência, explicou que os resultados dos estudos são divulgados em forma de probabilidades. “As chances das chuvas ficarem abaixo do normal são de 40%. Já a perspectiva das precipitações permanecerem dentro do padrão normal, que é de 35%. Há ainda 25% de probabilidade de chover acima da média histórica”, informou.

O relatório foi elaborado para o setor Norte da região Nordeste que, no caso da Paraíba, abrange o Sertão, Cariri e Curimataú. “É importante destacar que não estamos falando da previsão para todo o nosso Estado. De modo geral, as outras regiões devem ter chuva dentro da média histórica, apenas no semiárido é que temos essa possibilidade de chover abaixo do normal”, destacou Marle Bandeira.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aesa prevê continuidade das chuvas nas próximas 24 horas

18/02/2013 - 19:56 - Atualizado em 18/02/2013 - 19:58 

Na capital paraibana, foram registrados 24,5 mm em apenas quatro horas

Nesta terça-feira (19), a previsão é de variação de nuvens e possibilidade de pancadas de chuva nas regiões da Paraíba. Isto se deve ao deslocamento de nebulosidade proveniente da Zona de Convergência Intertropical. O Município de Alhandra, localizado a 48 quilômetros de João Pessoa, foi a cidade onde mais choveu nas últimas 24 horas. De acordo com as estações meteorológicas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), o índice pluviométrico registrado foi 109,3 mm.

Na capital paraibana, foram registrados 24,5 mm em apenas quatro horas. “Este foi resultado do monitoramento entre as 6h e 10h desta manhã, que foi um período mais intenso. Mas os números estão dentro da normalidade. Até o momento não há motivo para preocupação”, explicou a meteorologista Carmem Becker.

Durante o final de semana, o líder no ranking das chuvas foi o município Riacho  dos Cavalos, com 105 mm de chuvas. Catolé do Rocha também esteve entre as cidades mais chuvosas, contabilizando 78,5 mm do sábado para o domingo.

“As condições meteorológicas continuam favoráveis à ocorrência de chuvas em virtude do deslocamento de nebulosidade proveniente da Zona de Convergência Intertropical. Poderão ser registradas chuvas de intensidade moderada a forte tanto no semiárido paraibano quanto em áreas do Agreste, Brejo e Litoral no decorrer das próximas 24 horas”, concluiu a meteorologista.

Da Redação (com Assessoria)

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Crime ambiental gera 1,3 mil multas na PB

Infrações mais recorrentes em 2012 foram a prática da poluição sonora, segundo chefe da Divisão de Fiscalização da Semam-JP.
 



A prática de crimes ambientais gerou 1.317 multas em 2012 na Paraíba, sendo que 557 autos de infração foram emitidos pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e outros 760 pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP). A maioria das penalidades foi imposta a órgãos públicos e a empresas privadas.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização da Semam-JP, Alisson Cavalcanti, as infrações mais recorrentes em 2012 foram a prática da poluição sonora, o despejo de resíduos sólidos em locais inadequados e a contaminação de rios, feita principalmente através do lançamento de esgoto. As multas ainda foram aplicadas em empresas que invadiram áreas protegidas por leis ambientais e que emitiram substâncias tóxicas na atmosfera.

“No ano passado, fizemos muitos flagrantes de corte irregular de árvores, que estavam em áreas de proteção permanente. Também constatamos que algumas empresas depositaram os resíduos de construção civil em local inadequado e outras ainda que estavam com chaminés quebradas e que lançavam fumaças na atmosfera, de forma que incomodavam a vizinhança”, acrescentou Alisson Cavalcanti.

De acordo com um relatório divulgado ontem pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, a falta de licença ambiental apareceu entre as principais causas de multas aplicadas em empresas, no ano passado. Das 760 notificações registradas, 300 foram por esse motivo. Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa, a maior parte das autuadas pertence ao ramo da construção civil.

“Esse segmento possui um alto potencial poluidor, porque produz muitos resíduos que causam danos ao meio ambiente, como entulhos, tintas, ferros e solventes. Por isso, eles precisam retirar uma licença e receber orientações dos técnicos ambientais”, disse.

Em outras cidades
Além de João Pessoa, Campina Grande, Alhandra, Taperoá, Jacaraú, Alagoa Grande, Bayeux e Cabedelo foram cidades que também apresentaram quantidade elevada de multas aplicadas por crimes ambientais, segundo estatísticas divulgadas pela Sudema.

O número de autos de infração emitidos no ano passado foi maior em relação aos 270 registros dessa natureza feitos em 2011. Em 2013, só nos primeiros 18 dias de janeiro, o órgão já aplicou 55 multas por prática de crimes ambientais no Estado.

Rigor nas fiscalizações
O que diz a Apan
Para a Associação de Amigos da Natureza (Apan), uma Organização Não Governamental que atua em defesa do meio ambiente, o crescimento das multas é reflexo direto do maior rigor nas fiscalizações. O presidente da entidade, Antônio Augusto Almeida, explica que a multa é a última alternativa que dever utilizada pelo fiscal ambiental. “Por lei, o fiscal deve primeiramente notificar e não autuar de imediato. Se persistir é que ocorrem a autuação e multa. É preciso saber se isso está sendo cumprindo, porque não se pode multar de forma aleatória. É preciso fazer um trabalho de educação junto ao infrator, antes de aplicar a punição ”, observa.

“Mas se essas normas legais foram cumpridas pelos fiscais e mesmo assim houve a multa, acho positivo esse crescimento nas autuações. Isso mostra que os órgãos ambientais estão mais atuantes. A fiscalização é fundamental para a gestão dos recursos ambientais. Mas não se pode esquecer de fazer um trabalho de educação e conscientização”, ressalta.

Prazo de defesa
Após receber um auto de infração, as empresas têm prazo legal para apresentar defesa. Se os argumentos não forem convincentes, a autuação se converte em multa. O valor varia de acordo com o dano praticado. Na maioria dos casos, o problema se resolve de forma administrativa, no próprio órgão ambiental que fez o flagrante. O infrator poderá fazer um acordo e corrigir o dano causado. Mas, se não houver consenso, a situação poderá dar origem a um processo judicial. O caso é comunicado ao Ministério Público, que oferece denúncia à justiça.


 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Capital registra maior índice de chuvas na PB

Dados da AESA mostram que durante o mês de julho caíram 290,5 milímetros de chuvas sobre a capital; índice é 22,8% maior que a média histórica.
 

Walter Paparazzo
Percentual coloca João Pessoa no primeiro lugar do ranking de chuvas, na Paraíba

João Pessoa registrou no mês de julho, o maior índice pluviométrico dos últimos 30 anos. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), caíram sobre a capital 290,5 mílimetros de chuvas - 22,8% a mais do que a média histórica.

O percentual também colocou João Pessoa no primeiro lugar do ranking de chuvas, na Paraíba, no último mês.

As cidades de Cabedelo (254,6 mm), Santa Rita (239,7 mm), Alhandra (218,5 mm) e Pedras de Fogo (207,8 mm) completaram a lista dos cinco municípios onde mais choveu. "Entre abril e julho, temos o período mais chuvoso do Litoral, Agreste e Brejo.

É exatamente nessas regiões onde se encontram as cidades com maiores índices pluviométricos”, explicou a meteorologista da Aesa, Carmem Becker.

De acordo com a tabela divulgada pelo setor de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Cruz do Espírito Santo e Sapé também tiveram alto índice de chuvas, sendo - respectivamente - 39,2% e 56,5% maior do que a média dos últimos 30 anos durante o mês de julho. As cidades apareceram na sexta e sétima colocação no ranking, com 207,5 mm e 207 mm.

Segundo a meteorologista da Aesa, a tendência é que haja uma diminuição nas chuvas em todo o Estado. "Este mês de agosto deve ser marcado pelo aumento dos ventos e redução dos índices pluviométricos no Litoral, Agreste e Brejo. Para o Cariri, Sertão e Alto Sertão, a maior probabilidade é de chuvas de baixa magnitude. Algumas cidades podem registrar números inferiores a 10 mm”, alertou Carmem Becker.


 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Chuvas causam transtornos em João Pessoa; árvore cai em cima de carros Árvore atingiu quatro carros que estavam parados no semáforo.

19/06/2012 10h18 - Atualizado em 19/06/2012 11h14

Ninguém ficou ferido, mas veículos ficaram comprometidos. 

Do G1 PB

Árvore cai encima de carros no Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Árvore cai em cima de carros no Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Uma árvore do Parque Solon de Lucena, no Centro de João Pessoa, caiu por volta das 8h10 desta terça-feira (19), e atingiu quatro carros que estavam parados no semáforo. Segundo a Polícia Militar, que esteve no local para realizar o isolamento da área, apesar do tamanho da árvore, que tinha pelo menos oito metros, nenhuma das pessoas que estavam dentro dos carros ficou ferida.

Chuva causa transtornos no Centro de João Pessoa (Foto: André Resende/G1)
Chuva causa transtornos no Centro de João
Pessoa (Foto: André Resende/G1)
A queda da árvore foi ocasionada pelas fortes chuvas que caem desde a madrugada da sexta-feira (15) na capital paraibana. Ainda no Parque Solon de Lucena, a Lagoa chegou a transbordar e água invadiu a calçada.

Além do perigo da queda, as pessoas que saíram ilesas do susto correram risco de serem eletrocutadas, uma vez que a árvore chegou a arrancar fios de alta tensão.

Para José Cassimiro, um dos quatro condutores que estavam no sinal no momento da queda da árvore, foi um golpe de sorte nenhuma das pessoas envolvidas não terem se ferido. “Estava no meu carro, estacionado, vinha do Centro após deixar o pessoal da família no trabalho. Quando de repente escutei vários estalos e só senti a pancada em cima do teto do carro e aquele vulto cobrindo tudo Tivemos muita sorte”, relatou o senhor que trabalha como autônomo.

Ainda nervoso e sem saber como conseguiu sair sem nenhum ferimento, José Cassimiro, afirmou que o carro não possuía seguro e que não tinha ideia de como iria consertar o carro. ”Uso meu carro para trabalhar, depois desse susto não sei como vou fazer para o consertar os estragos do meu carro”, lamentou.

José Cassimiro mostra danos causado no carro após queda da ávore no Centro de João Pessoa (Foto: André Resende/G1)
José Cassimiro mostra danos causado no carro após queda da ávore no Centro de 
João Pessoa (Foto: André Resende/G1)
Uma equipe da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa (Sedurb), foi chamada até o local para realizar a remoção da árvore. A equipe da Sedurb utilizará uma máquina para serrar a árvore tombada, para que os carros danificados pela queda sejam removidos e o trânsito liberado.
 
Equipes retiram árvore que caiu encima de quatro carros no Parque Solon de Lucena, em João Pessoa (Foto: André Resende/G1)
Equipes retiram árvore que caiu em cima 
dos carros (Foto: Walter Paparazzo/G1)
A Sedurb informou que a secretária em exercício, Maristela Viana de Oliveira, estava em reunião e por isso não poderia atender nossa ligação. Mas disse que em breve ela entraria em contato com o G1 para passar informações sobre o que será feito com os motoristas que tiveram os veículos danificados.

Índice Pluviométrico
Segundo a meteorologista da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), Carmen Becker, choveu 51.6 mm na capital paraibana das 9h da segunda até as 9h desta terça. Para a Aesa, esse índice é considerado forte, devido à área ser urbana e à concentração da chuva, que foi durante a noite a madrugada.

Ainda de acordo com a meteorologista, o município que teve maior índice foi Alhandra, no Litoral Sul, onde choveu 70,9 mm. Em Santa Rita, a Aesa registrou 40 mm de chuva, em Bayeux, 36,2 mm, e em Cabedelo, 30,2 mm. Para Carmem, nesta época do ano, chuvas deste patamar são consideradas normais.
 
Chuva causa transtornos no Centro de João Pessoa (Foto: André Resende/G1)
Motoristas devem redobrar a atenção 
no trânsito (Foto: André Resende/G1)
Pontos de Alagamento
Até as 8h30 desta terça (19), a Superintendência de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) havia registrado dois pontos de alagamento em João Pessoa que devem ser evitados por motoristas.

Segundo a assessoria do órgão, um dos pontos é na Avenida João Machado com a Avenida Coremas e a Rua Jesus de Nazaré. O cruzamento entre a Avenida Sérgio Guerra, a principal via dos Bancários, e a Rua Rosa Lima também está alagado, de acordo com a Semob.

Segundo a meteorologista Carmen Becker, as chuvas nem são tão fortes mas, como está chovendo sem parar, a estrutura urbana não tem escoamento e acaba alagando e causando transtornos nas ruas da capital.
 
PRF registrou três acidentes em rodovias (Foto: Walter Paparazzo/G1)
PRF registrou três acidentes em rodovias
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Acidentes em rodovias
A Polícia Rodoviária Federal registrou três acidentes na Grande João Pessoa. Todos foram colisões traseiras sem vítimas. O inspetor Walter Motta disse que não tem como afirmar que os acidentes foram causados pela chuva, mas disse que é possível, devido à má visibilidade nas estradas.

Áreas de risco
A Defesa Civil de João Pessoa informou por volta das 8h desta sexta-feira (18) que devido às fortes chuvas, a cidade apresentava alguns pontos de alagamento em algumas áreas ribeirinhas, com na comunidade Novo Horizonte, no Cristo Redentor. Ainda conforme a Defesa Civil várias equipes iriam visitar as principais áreas ribeirinhas e avaliar o caso de cada família para decidir se remove ou não as pessoas alojadas nestas áreas.

 
Chuva causa transtornos no Centro de João Pessoa (Foto: André Resende/G1)
Ainda deve chover mais no Litoral
(Foto: André Resende/G1)
Previsão
Ainda de acordo com Carmem Becker, a previsão é de mais chuva para a faixa litorânea da Paraíba até esta quarta-feira (20) principalmente no fim da tarde e à noite.

Além do Litoral, onde deve chover mais, também é esperado um alto índice pluviométrico no Brejo e no Agreste paraibano. Nesses locais, no entanto, as chuvas são mais isoladas e não tão pesadas. Em Campina Grande choveu apenas 15,2 mm da segunda para a terça, sendo de 1 a 2 mm por hora, de forma intercalada, e, por isso, a água acumulada foi escoada e não deixou pontos de alagamento na cidade. Segundo a Defesa Civil, não houve problemas em Campina Grande. Para o Sertão, Cariri e Curimataú, a previsão é apenas de chuvas fracas e ocasionais.

Segundo Carmen, este ano as chuvas devem ser mais amenas em relação às chuvas torrenciais que castigaram Campina Grande em julho do ano passado. O inverno começa no dia 20, quando as temperaturas caem na cidade chegando a 16º C nas madrugadas e não ultrapassando os 25º C durante o dia. Isso deve se manter em julho e agosto. As chuvas inclusive devem ficar abaixo do comum para este período na Borborema, segundo a Aesa, mas os níveis são considerados dentro da normalidade, por enquanto, na região.


Fonte


domingo, 10 de junho de 2012

Caminhoneiro é preso com lenha

Caminhoneiro José Edjane Barbosa foi flagrado transportando nove metros cúbicos de lenha de mata atlântica, nas imediações do município de Alhandra, na região metropolitana de João Pessoa. 

Publicado em 09/06/2012 às 08h00
 

Na noite da última terça-feira, o caminhoneiro José Edjane Barbosa foi flagrado transportando nove metros cúbicos de lenha de mata atlântica, nas imediações do município de Alhandra, na região metropolitana de João Pessoa. De acordo com Luís Tibério, capitão do Batalhão da Polícia Ambiental, o flagra aconteceu próximo ao batalhão. “Ao ver o caminhão se aproximar, uma viatura fez a abordagem para saber a origem da lenha.

Como o proprietário do caminhão não apresentou autorização, foi autuado e teve o caminhão apreendido”, explicou o capitão.

O caminhão segue apreendido no Batalhão Ambiental. O caso foi encaminhado para a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sudema). O acusado tem 20 dias para apresentar defesa e justificativa, que vão ser consideradas pelo setor jurídico da secretaria e, se favorável ao caminhoneiro, poderá liberar o caminhão. Mas, independente disso, José Edjane vai ter que pagar uma multa de R$ 2.700 pelo crime ambiental.

 
A infração também vai ser encaminhada para o Ministério Público, que levará a investigação para a Polícia Civil, responsável em apurar a parte criminal.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Inventário está sendo elaborado

Poluentes monitorados são material particulado, dióxido de enxofre, hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e ozônio.

Para estimar qual foi o índice de poluição do ar na Paraíba nos últimos anos, a Sudema está preparando um inventário de emissão de poluentes de fontes móveis, que vai de 1990 até 2011. “Vamos juntar informações de frota de veículos, idade dos automóveis e combustíveis usados por eles para estimar de quanto foi a poluição nesse período”, relatou Luciana. A previsão para o término do inventário é outubro.

Os poluentes monitorados são material particulado, dióxido de enxofre, hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e ozônio. Além dos carros, entre as principais fontes de poluição estão as indústrias, onde a fiscalização da Sudema é feita através de analisadores instalados nas chaminés dos prédios. A presença de analisadores é uma condição básica para que o órgão conceda a licença para a fábrica. “Além disso, pedimos um estudo de impacto ambiental e sempre verificamos se a indústria não ultrapassou o limite máximo de poluição”, pontuou Luciana Alves.

A Associação Paraibana de Amigos da Natureza (Apan), representada pelo biólogo Ronilson Paz, explicou que, mesmo com a fiscalização e com filtros que diminuem a emissão de gases tóxicos usados pelas fábricas, a Ilha do Bispo, o Bairro das Indústrias e o Distrito Industrial, além de Alhandra, são áreas que chamam a atenção pelas denúncias de poluição atmosférica.



quarta-feira, 6 de junho de 2012

Índios são detidos depois de protesto por demarcação de terras na Paraíba

06/06/2012 10h19 - Atualizado em 06/06/2012 10h19
 

Tribo Tabajaras protestou em frente à Central de Polícia para liberar índios.
Dois foram presos após manifestação para fechar fábrica em Alhandra.

Do G1 PB


Dois índios foram presos enquanto participavam de uma manifestação na tarde da terça-feira (5) na cidade de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba. Os índios da tribo tabajaras passaram mais de três horas detidos. Um protesto organizado pela tribo foi feito na frente da Central da Polícia Civil de João Pessoa para que ele fossem liberados.

Eles participavam de uma manifestação para reivindicar a agilidade da demarcação das terras indígenas e o cancelamento da construção de uma usina de fabricação de cimento quando foram presos. A Polícia Civil informou que a prisão aconteceu porque o casal invandiu uma propriedade privada.

"Ele falou que a gente quebrou, ameaçou os guardas; falou que a gente quebrou os arames e que a gente estava com uma arma perigosa para furar eles. E isso não aconteceu", disse a índia que foi detida, Simone Bernardo. 

O delegado de Alhandra, Fred Magalhães, disse que eles foram presos porque não apresentaram nenhuma prova de que eram indígenas. A defensoria pública do estado rebateu dizendo que não existe documento para comprovar que a pessoa pertence a uma tribo indígena.

Depois de uma negociação, os índios detidos assinaram um termo de compromisso e foram liberados. Segundo o defensor público Daniel Teles Barbosa, um representante da Fundação Nacional do Índio (Funai) foi até o local e reconheceu que os presos eram mesmo indígenas para que eles fossem liberados.

Segundo o delegado, existe uma determinação judicial para que os índios fiquem a pelo menos cinco quilômetros de distância da área que eles invadiram. Os índios afirmam que foram retirados da área em novembro de 2011 porque está sendo construída uma fábrica de cimento no local, que é uma propriedade privada.

Eles querem reaver o terreno e voltar a morar no local. Estudantes universitários e organizações sociais apoiaram a tribo no protesto. "É um povo dos mais antigos, originários da Paraíba. É um direito de reconhecer a sua origem e, sobretudo, a sua terra para trabalhar nela", disse o estudante Gleyssen Ricardo.


 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Obra na falésia do Cabo Branco sairá do papel

Autorização foi concedida durante reunião de representantes de entidades governamentais, não governamentais e sociedade civil. 

Publicado em 30/05/2012 as 08h11
 


Francisco França
Chuva e maré alta provocam destruição na área

A Prefeitura de João Pessoa conseguiu ontem a licença ambiental que permite a instalação do projeto de contenção da erosão na barreira do Cabo Branco, Praça de Iemanjá e Praia dos Seixas. A autorização foi concedida durante reunião ordinária do Conselho de Proteção Ambiental (Copam), órgão vinculado ao Governo do Estado, composto por 17 representantes de entidades governamentais, não governamentais e sociedade civil. Dos 12 membros que compareceram ao encontro, onze votaram a favor do projeto.
 
Com a licença ambiental, o governo municipal poderá apresentar o projeto à Caixa Econômica Federal (CEF) e solicitar os recursos de R$ 6 milhões para dar início às obras. A previsão da Secretaria de Planejamento de João Pessoa é iniciar os trabalhos em 2013.
 
Segundo a secretária executiva do Copam, Fátima Morosine, o projeto foi aprovado, mas as obras ainda não poderão ser iniciadas de imediato. Ela explica que a prefeitura terá que apresentar estudos secundários, que ainda precisarão ser novamente analisados e aprovados pelo Copam. No entanto, a prefeitura está autorizada a abrir licitação para contratar a empresa que fará os trabalhos.
 
De acordo com o secretário adjunto de Planejamento de João Pessoa, Glauco Oliveira, os projetos já estão prontos e alguns já foram entregues à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), órgão autorizado a conceder a licença ambiental. O nosso próximo passo é apresentar essa proposta à Caixa Econômica e seguir as recomendações que a agência fizer”, disse Oliveira.
 
Ao todo, a obra está orçada em R$ 16 milhões. Deste total, R$ 6 milhões já estão disponíveis nos cofres da CEF e só serão liberados após a apresentação do projeto que estiver com a licença ambiental anexada. “Com a licença nas mãos, a prefeitura pode pedir financiamento e, com o dinheiro, pagar projetistas, abrir licitações e contratar as empresas”, destacou Fátima Morosine.
 

domingo, 11 de março de 2012

Instalação de fábrica de cimento na PB deve gerar 1.600 empregos

11/03/2012 09h24 - Atualizado em 11/03/2012 09h27

Obras da Cimentos Elizabeth em Alhandra deve começar em abril.
Mais de 50 operários já trabalham na preparação do terreno. 


Do G1 PB

Projeto deve começar a sair do papel em abril deste ano (Foto: Divulgação)
Projeto deve começar a sair do papel em abril
deste ano (Foto: Divulgação)
A instalação de uma fábrica de cimento na cidade de Alhandra, cidade do Litoral Sul paraibano localizada a 48 km de João Pessoa, deve gerar cerca de 1.600 empregos formais e aquecer a economia da região. A Elizabeth Cimentos tem o objetivo de gerar 800 empregos na construção civil apenas durante os dois anos previstos para a construção da fábrica. Para o mesmo período, na montagem mecânica e elétrica, a intenção é empregar uma média de 400 pessoas, podendo chegar a 1.200 no último ano de obras.

Depois da inauguração da unidade, prevista para o começo de 2014, a estimativa é que a fábrica tenha 400 funcionários diretos e 1.200 indiretos. As informações são do coordenador de projetos da Elizabeth, Degmar Diniz. Segundo ele, como o grupo é paraibano, será priorizada a mão-de-obra local, principalmente das cidades de Alhandra, onde fica localizada a fábrica, e Pitimbu, onde está a jazida.

“Vamos trabalhar na capacitação da mão-de-obra do povo da região e já estamos firmando parcerias com o Senai-PB [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial na Paraíba] e o IFPB [Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba]”, garantiu o coordenador. A previsão do grupo é que a folha de pagamento mensal seja de R$ 1 milhão.

Emprego foi a primeira oportunidade para Geilton em quatro anos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Emprego foi a primeira oportunidade para Geilton em
quatro anos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
O grupo está aguardando a licença da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), que deve sair até abril, para iniciar as obras. Porém, no local já trabalham 57 funcionários preparando o terreno para receber a estrutura da fábrica, todos moradores da região.

Geilton de Santos, de 29 anos, é um deles. O jovem está na equipe desde o primeiro dia de trabalhos no terreno, no início de dezembro, e explicou que essa foi a primeira oportunidade de emprego que teve desde 2008. “Eu trabalhei cinco anos como operador têxtil em uma fábrica, mas tive que sair pra ajudar meu pai depois da morte da minha mãe. Ainda fiz alguns bicos como marceneiro, mas esse trabalho veio em boa hora, com carteira assinada”, declarou.

Assim como a maioria da população da região, a família de Geilton trabalha com agricultura e também está se beneficiando com o Mercado Agrícola instalado pelo Grupo Elizabeth na cidade. “O mercado vai dar mais valor ao nosso produto porque vamos poder vender sem intermediários”, disse o trabalhador, cuja propriedade da família cultiva produtos como inhame, batata, macaxeira e feijão.

 
Duda nunca teve carteira assinada antes e trabalhava com agricultura (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Duda nunca teve carteira assinada
antes (Foto: Krystine Carneiro/G1)
O mercado também deve ajudar à família de Severino Filho, de 40 anos, mais conhecido como Duda, que é morador da Zona Rural de Alhandra e começou a trabalhar nos serviços gerais da fábrica de cimentos no dia 5 de março. Duda sempre trabalhou na agricultura na propriedade do pai. Com 40 anos de vida, esse emprego é sua primeira oportunidade com carteira assinada. “Sou pai de cinco filhos e essa vai ser uma grande melhora pra eles. Quero me aposentar nessa firma em nome de Jesus”, compartilhou Duda.

Para melhorar os serviços da cidade em que a fábrica será instalada, o Grupo Elizabeth vai levar um posto policial e um de saúde para Alhandra, além de reformar e ampliar a escola da região e asfaltar a estrada que liga a unidade fabril à PB-034, um trecho de cerca de 10 km segundo o coordenador de projetos Degmar Diniz. O investimento total no projeto está estimado em 300 milhões e a fábrica terá a capacidade de produzir 1 milhão de toneladas de cimento por ano.

Degmar Diniz (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Para Degmar Diniz, poluição no aspecto visual será
praticamente zero (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Sustentabilidade
O Grupo Elizabeth recorreu à tecnologia para reduzir a quase zero a emissão de poluentes da nova fábrica no meio ambiente. Segundo Degmar Diniz, o uso de filtros de mangas, um equipamento importado da Índia, será possível retirar 99,998% dos materias particulados da corrente gasosa. “Na questão visual eu diria que é poluição zero. Tecnicamente não existe nada zero, mas esse número está abaixo das normas mais exigentes do mundo”, revelou.

Degmar, que além de coordenador de projetos da Elizabeth também é engenheiro químico, explicou que o filtro de mangas é um exaustor em que o ar atravessa uma espécie de saco de malha com microporos. “As malhas, chamadas de mangas, são extremamente finas e as partículas ficam presas a elas. Tudo que ficar retido volta para a produção”, descreveu.

Não queremos deixar nenhum passivo ambiental para a população e nem para a prefeitura"
- Degmar Diniz, coordenador de projetos

Todo o lixo produzido pela fábrica ainda deve ser reciclado e o que não puder passar pela reciclagem será coprocessado. O grupo também prentende recuperar a área e fazer um replantio de espécies de Mata Atlântica no local. “Aquela área já foi toda antropizada, a ação humana já destruiu tudo. Não queremos deixar nenhum passivo ambiental para a população e nem para a prefeitura”, disse Degmar Diniz.

Técnicos da empresa fizeram uma pesquisa de dois anos para analisar o desempenho de equipamentos de várias marcas de diferentes países para reunir as máquinas que tivessem melhor rendimento com o mínimo de lesão ao meio ambiente. Foram adquiridos equipamentos da Itália, Alemanha, Índia, Tailândia e China que já estão a caminho do Brasil.

Com essas máquinas, Degmar explicou que será possível reduzir o consumo de energia elétrica e térmica na produção do cimento. Segundo ele, o normal é que se trabalhe usando de 115 a 125 quilowatt-hora (kWh) por tonelada de cimento. A Cimentos Elizabeth pretende reduzir isso e trabalhar abaixo de 90kWh. Em relação à energia térmica, é comum que as fábricas consumam de 815 a 830 quilocalorias (kcal) por quilo de clinquer, a matéria-prima do cimento. A intenção do grupo é trabalhar com, no máximo, 750 kcal. 


 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Donos de bares gostam da lei que diminui poluição sonora

Publicado em 10/01/2012 às 08h00

Angélica Nunes

Dono do Bar do Teco, um dos mais tradicionais na praia de Pitimbu, o comerciante José Antônio Gonçalves elogiou o cumprimento da lei. “A disputa de paredões é muito ruim para o comércio porque muitos clientes ficam incomodados com a mistura de sons. Acho justo que proíba os sons de carros, mas deviam deixar o do bar, porque é disso que a gente vive”, afirmou.

Apesar da satisfação, o comerciante criticou o trabalho arbitrário com que vem sido feita a fiscalização por parte da polícia. “Eles estão se aproveitando que muitos donos de bares não têm a portaria e impondo outros horários. Vieram aqui me obrigar a fechar o bar antes da meia-noite, mas eu tinha a portaria e o alvará de funcionamento. Estou documentado e por isso nada puderam fazer”, contou.

O major Marcos Benevides, comandante da Companhia de Policiamento de Alhandra, negou que os policiais estejam contrariando o que determina a lei. “Todas as viaturas receberam cópia da portaria e da determinação do Ministério Público e estão a cumprindo à risca. O problema é que mesmo dentro do horário, o excesso do volume também é proibido e isso também coibimos porque ninguém é obrigado a conviver com o barulho excessivo”, disse.

Fonte