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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Espera pode interferir no rendimento pessoal

Alto nível de estresse na espera pelo ônibus pode interferir no rendimento profissional, diz psicólogo. 

 


O ritmo acelerado e o alto nível de estresse a que as pessoas são expostas logo no início da manhã, decorrente da espera dos ônibus, podem interferir no rendimento profissional e/ou estudantil, diz o psicopedagogo Luis Humberto Franquet. Ele afirma que o fato de esperar o ônibus sem um conforto adequado já é um cansaço físico e mental, que diminui a capacidade de atenção e concentração.

“Se for um profissional da indústria, ele corre o risco de sofrer acidentes nas máquinas, devido à baixa concentração à qual foi submetido. Além disso, mesmo que a espera seja pouca, as pessoas acabam se estressando com a situação encontrada dentro dos ônibus, que costumam seguir superlotados nos horários de pico. Com isso, qualquer pessoa chega com a mente cansada e com dores nas pernas e colunas, por exemplo. Então já chega ao trabalho ou à escola cansado e indisposto”, avalia.

De acordo com Luis Humberto, no processo inverso, quando a pessoa termina o expediente de trabalho, o estresse aumenta mais quando somado à espera do ônibus para voltar para casa.

“Isso vai interferir na vida pessoal e familiar desse cidadão, que, muitas vezes, por chegar tarde e exausto em casa, prefere dormir do que jantar, perdendo sua qualidade alimentar e se isolando dos demais integrantes da família”, afirmou.


 

Passageiros reclamam da espera pelos ônibus em João Pessoa

João Pessoa realiza cerca de 7,5 milhões de viagens por mês com transporte público, mas demora do ônibus chega a 40 minutos.

 

 
De acordo com o chefe da Divisão de Ônibus (Dion) da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), Francisco Alcântara, são feitas cerca de 7,5 milhões de viagens com transporte público por mês, em João Pessoa. Para muitos, sair de casa para ir trabalhar acaba sendo uma saga que consome boa parte do tempo, já que, dependendo do bairro, pode-se levar cerca de uma hora e meia até o trabalho.

É o caso da costureira Lúcia da Silva, 45 anos, que mora no Rangel e trabalha nos Bancários, que espera cerca de 40 minutos por um ônibus. “Para pegar apenas um ônibus para ir para o trabalho, tenho que esperar a linha 201, que faz a rota Ceasa e demora muito. Quando os ônibus não quebram, espero por aproximadamente 40 minutos para ele passar no ponto”, relata. 
Lúcia diz, ainda, que nos finais de semana e nos feriados a demora é muito maior, passando do dobro do tempo em relação aos dias da semana, o que acaba desestimulando-a a sair de casa para passear com a família, que depende exclusivamente do transporte público. 
 
Há quem prefira pegar dois ônibus para chegar ao destino a ter que esperar mais de meia-hora à espera de um. É o caso da aposentada Rosely Valeriano, 55 anos. Ela disse que para ir ao Departamento de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), saindo da avenida Dois de Fevereiro, no Cristo, teria que pegar a linha ‘Penha’, mas pela demora, prefere pagar duas passagens para ganhar tempo. “Eu teria que pegar o ônibus da Penha, mas ele demora muito, entre 40 minutos e uma hora. Então eu pego o 203, que demora menos e depois pego outro. Pago duas vezes, mas chego mais rápido”, declara.

Segundo Francisco Alcântara, a maioria das pessoas que utiliza o transporte público em João Pessoa não sabe, ou não confia, na Integração Temporal. Através da bilhetagem eletrônica, é possível descer de um ônibus e pegar outro sem que a passagem seja novamente cobrada, dentro de um limite de 30 minutos. “As pessoas têm que ter confiança na Integração Temporal, pois ela realmente existe e funciona”, afirma.

De acordo com o Diretor de Planejamento da Semob, Adalberto Araújo, o crescimento demográfico acelerado é a raiz da sobrecarga do transporte coletivo. “Os bairros da zona sul estão crescendo muito rápido e estamos buscando alternativas para acompanhar esse crescimento, mas toda alteração leva um tempo para ser implementada”, avalia, acrescentado que a Semob já dispõe de projetos que preveem a reestruturação dos transportes públicos da capital.

O diretor da Associação das Empresas de Transportes Coletivos de João Pessoa (AETC-JP), Mário Tourinho, afirma que faz reuniões semanais com os donos das empresas de ônibus que circulam em João Pessoa para tomar conhecimento da situação e analisar a prestação do serviço. “Os próprios empresários relatam a demora que os ônibus levam para fazer o percurso.
Infelizmente, o drama vivido por todos é decorrente do trânsito”, lamenta.
  
 

Frota conta com 400 ônibus

Ao todo, são 466 ônibus divididos em 91 linhas e que atende a uma população de 723 mil pessoas. 


 


João Pessoa possui pouco mais de 723 mil habitantes, segundo dados do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para atender a população existem seis empresas de ônibus no município que oferecem mais de 400 veículos. “Na Semob (Superintendência de Mobilidade Urbana) temos uma frota cadastrada de 541 veículos, incluindo aqueles que ficam na reserva, enquanto outros vão para manutenção.

Circulando na cidade temos 466, divididos em 91 linhas”, afirmou o chefe da Divisão de Ônibus (Dion), Francisco Alcântara.

Segundo ele, as seis linhas circulares possuem demanda maior, já que percorrem grande parte dos bairros da cidade, a exemplo da 5110, diferente das linhas radiais, que saem do bairro para o Centro da cidade. “Apesar de trafegarem por outros bairros, são linhas de rotas mais simples. Os circulares possuem rotas maiores, atraindo maior número de passageiros”, pontua.

Alcântara diz que toda linha é direcionada de acordo com a demanda. Umas atendem suficientemente a população, outras têm oferta maior que a procura e ainda há as que precisam ser redimensionadas, a exemplo da 501 – Colinas do Sul, que recentemente sofreu alterações.

“Essa linha tem um percurso longo e passa constantemente por áreas de conflito de trânsito, com grande fluxo de veículos, o que promovia muita perda de tempo e dificuldade de operação.

Incrementamos mais três ônibus na frota que já contava com cinco. Da 501 fizemos a 5201 e a 2501, que além de continuar atendendo a população com rota pela avenida Epitácio Pessoa, segue por dentro do Cristo Redentor, por uma área mais tranquila, reduzindo o tempo de viagem”, detalha.

De acordo com o chefe da Dion, essa é uma solução a curto prazo com a finalidade de suprir necessidades emergenciais, na qual esse tipo de intervenção dá maior fluidez no trânsito. Há cerca de um ano, a Semob vem fazendo alterações no trânsito para dinamizá-lo, principalmente focando no transporte público, que é transporte de massa.