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sábado, 29 de dezembro de 2012

Erradicação dos lixões: MPPB trabalha na formação de quatro consórcios, abrangendo 50 municípios da PB

28/12/2012 - 11:32 

Vinte e dois desses 50 municípios terão unidades de gerenciamento integrado, ao custo de R$ 178.890,65 cada uma


 
A proposta de parceria político-institucional de cooperação firmada em julho de 2012 entre o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e o Ministério das Cidades vai permitir, em 2013, a implantação de instrumentos da 'Política Nacional de Resíduos Sólidos' em 50 municípios paraibanos, organizados em quatro consórcios já em fase de formação.

Vinte e dois desses 50 municípios terão unidades de gerenciamento integrado, ao custo de R$ 178.890,65 cada uma. O valor total do programa a ser investido é de R$ 3.577.813,00. E essa unidades serão instaladas nos seguintes municípios: Vieirópolis, Sobrado, São Miguel de Taipu, São José dos Ramos, São José da Lagoa Tapada, São Francisco, Santa Cruz, Salgado de São Félix, Riachão do Poço, Poço de José de Moura, poço Dantas, Nazarezinho, Natuba, Lastro, João Claudino, Cuité de Mamanguape, Capim, Caldas Brandão, Bernardino Batista, Baía da Traição e Aparecida.

Os quatro consócios são: Consórcio Intermunicipal do Baixo Paraíba (Cogiva), reunindo 13 municípios, numa população total de 156.302 habitantes; Consórcio de Municípios no Sertão, com 15 cidades e população total de 202.302 pessoas; Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública Integrada nos Municípios do Litoral, abrangendo 10 municípios (população total de 174.642; e Consórcio de Municípios do Cariri e Agreste, somando 12 municípios e uma população final de 187.254 habitantes.

Os consórcios são resultados das ações implementadas pelo projeto 'Construção de Cidadania Socioambiental', coordenado pelo promotor de Justiça José Farias de Souza Neto e que integra o Planejamento Estratégico do MPPB. O projeto tem como proposta básica o desenvolvimento de atitudes e comportamentos individuais e coletivos de responsabilidade compartilhada pela conservação dos recursos naturais, preservação do meio ambiente e construção de cultura de paz.

O 'Construção de Cidadania Socioambiental' realiza mobilização e conscientização das coletividades para a criação e instalação de Conselhos Municipais de Meio Ambiente; implantação de sistemas de gerenciamento integrado de resíduos sólidos, com coleta seletiva, reaproveitamento econômico e inclusão social; desenvolvimento de valores humanos que promovam atitudes e comportamentos pró-ambientais; e capacitação de promotores de justiça, funcionários do Ministério Público e conselheiros para a resolução administrativa de conflitos socioambientais.

Fim dos lixões
“O problema dos lixões é uma realidade em todos os municípios da Paraíba. Por isso a importância, a relevância desse projeto desenvolvido pelo Ministério Público”, justifica o promotor de Justiça José Farias, lembrando que a Lei 12.305/2010, que instituiu a 'Política Nacional de Resíduos Sólidos', estabeleceu como meta a erradicação dos lixões até agosto de 2014.

A 'Política Nacional de Resíduos Sólidos' prevê a educação ambiental e a mobilização social; a segregação de resíduos; a coleta seletiva universalizada; o pagamento pelo serviço público; o gerenciamento integrado; a reutilização, reciclagem e compostagem dos resíduos; a disposição final dos rejeitos em aterro sanitário; e a inclusão socioeconômica dos catadores.

Para o cumprimento da lei e do programa, o Ministério Público vai intensificar o trabalho de realização de seminários regionalizados para a sensibilização e conscientização de prefeitos; a mobilização e formalização de consórcios; oficinas de estruturação do programa em cada município; audiência pública em cada município, para mobilização de professores e agentes de saúde; formação de equipe técnica para a elaboração do Plano Municipal de Resíduos Sólidos; formação de equipe de educadores; organização em forma de associação ou de cooperativa de catadores; submissão do plano ao controle social; e adoção do plano por lei municipal.

da Redação com assessoria
WSCOM Online


Fonte

sábado, 20 de outubro de 2012

158 poços já perfurados

Perfuração de poços continua em mais seis cidades da Paraíba, beneficiando 27.595 pessoas residentes na zona rural.
 
 

Famílias da zona rural do interior paraibano vêm sofrendo esse ano por falta de chuvas, que prejudicou principalmente quem trabalha com a agricultura. Uma das medidas para amenizar a situação dessas pessoas é a construção dos poços artesianos.

Este ano, 158 poços já foram perfurados em comunidades rurais do Estado e a programação segue na próxima semana em mais seis municípios (Mamanguape, São João do Cariri, Parari, Nazarezinho, Cajazeiras e Catingueira), beneficiando 27.595 pessoas residentes em localidades da zona rural.

O baixo índice pluviométrico em várias cidades da Paraíba está refletindo no tempo seco e na falta de água. Uma das soluções são os poços que são perfurados em pequenas comunidades rurais e cada um atende em média a demanda de cinco ou mais famílias. Segundo o chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM, Milton Mafra, a profundidade máxima desses poços, também chamados cacimbas no Nordeste, é de 50 metros, mas a média tem sido 35 metros.

A vida útil de um poço pode chegar a mais de 20 anos, de acordo com a vazão de 1.500 litros por hora. Em muitas localidades, como no Cariri, essa água dos poços serve para atender os rebanhos. No ano passado, foram perfurados apenas 26 poços artesianos. “Esse número foi baixo em comparação a esse ano porque passamos o primeiro semestre organizando a equipe e solicitando as máquinas para o trabalho, que só começou a partir de junho. Já em 2012 vamos ter um salto significativo de perfurações de poços, podendo chegar até 200”, informou Milton.

A estiagem e a escassez de água são os pré-requisitos para solicitar a perfuração de poços. Segundo Milton Mafra, as demandas podem surgir por meio do Projeto Cooperar e Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), em atendimento a pleitos de associações de comunidades rurais. O chefe da Divisão de Hidrogeologia e Sondagens da CDRM informou que a solicitação de poços também chega por meio de projetos apresentados nas plenárias do Orçamento Democrático Estadual (ODE).

Dos seis municípios que vão ser beneficiados com os poços artesianos na próxima semana, todos eles registraram chuvas abaixo da média este ano. Segundo a meteorologista Marle Bandeira, o município de Cajazeiras deveria ter atingido uma média de 822 milímetros (mm) de chuva, mas só registrou 720mm. Como Cajazeiras, outras cidades também não atingiram a média de chuvas. “Esse ano foi um ano seco, podendo ser comparado a 1998”, disse.

Outra maneira para amenizar os efeitos da estiagem é a abertura das comportas dos açudes da Paraíba. Do total de mananciais monitorados (121) diariamente pela Aesa, 26 estão com capacidade inferior a 20%, até essa semana, e cinco têm menos de 5%. (Especial para o JP)