Mostrando postagens com marcador Pedras de Fogo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pedras de Fogo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de março de 2017

Semam dá continuidade e amplia o debate sobre as questões ambientais

Por Jô Vital - em

Ampliar o debate e contribuir com as discussões sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, buscando soluções e compartilhando experiências de sucesso. Com este objetivo a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), vai receber os representantes dos municípios da região metropolitana, no dia 11 de abril deste ano, durante o I Fórum de Gestão Ambiental da Região Metropolitana de João Pessoa. O Fórum será realizado das 9h às 13h, no auditório da Estação Ciência, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas acessando o link   https://goo.gl/1ZMWUE .

O I Fórum de Gestão Ambiental da Região Metropolitana de João Pessoa dá continuidade à série de debates, iniciada em novembro do ano passado, promovida pela Semam em João Pessoa. Ao ampliar a área de abrangência, incluindo representantes das cidades da Região Metropolitana, a PMJP espera contribuir com a troca de conhecimentos e experiências entre os municípios, estabelecendo parcerias.

O secretário de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto, ressaltou que o I Fórum Metropolitano tem como foco ampliar e estabelecer o debate entre os municípios. “Abrir canais de diálogo, estabelecer parcerias, trocar conhecimento e entender como as cidades da região metropolitana estão enfrentando os problemas relativos às questões ambientais é o caminho para afinarmos nossas ações. As questões sobre desenvolvimento sustentável e meio ambiente de João Pessoa e das demais cidades repercutem sobre todos os moradores da região metropolitana. Por isso é tão importante que tenhamos esse espaço de discussão e troca de conhecimento”, concluiu.

Programação - A programação foi elaborada para que todos os representantes dos municípios possam ter espaço para falar sobre os diversos modelos de gestão ambiental. Estão previstas as participações de representantes das cidades de Cabedelo, Pitimbu, Caaporã, Pedras de Fogo, Conde e Bayeux.

9h - Abertura
9h15 - “Gestão Ambiental no Município de João Pessoa”
Abelardo Jurema Neto
Secretário de Meio Ambiente de João Pessoa
9h30 - “Mudanças Climáticas: qual o papel das cidades?”
Andreia Banhe
Gerente do Programa CDP Cities América Latina
9h50 - “Plano de Governo de  Caaporã 2017-2020: um modelo de gestão sustentável”
Antonio Loureiro Cavalcante
Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Econômico de Caaporã
10h10 - “Estudos Parciais das Nascentes dos Rios Gramame, Mamuaba, Papocas e Mumbaba”
Pedro José Cesar Lima
Diretor de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Pedras de Fogo
10h30 - “Diagnóstico Preliminar da Atual Situação do Município de Pitimbu frente à Política Nacional de Resíduos Sólidos”
Cleiton Silva
Diretor de Meio Ambiente da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente de Pitimbu
10h50 - “Licenciamento Ambiental Municipal: a experiência de Cabedelo”
Walber Farias Marques
Secretário de Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Cabedelo
11h10 - “As potencialidades ambientais do Conde e os desafios da Semam”
Aurora Maria Figueiredo Coelho Costa
Secretária de Meio Ambiente do Conde
11h30 - “Urbanização de assentamentos precários nas comunidades de Bayeux”
Fabiana Lisboa
Secretária de Meio Ambiente de Bayeux
11h50 - Encerramento



 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na PB, aponta IBGE

16/12/2014 12h54 - Atualizado em 16/12/2014 12h54
 
Paraíba produziu 6 milhões de toneladas do produto, um aumento de 3,9%.
Santa Rita foi a cidade da PB que mais produziu cana-de-açúcar em 2013.
 
Do G1 PB
A cana-de-açúcar é o produto agrícola mais produzido na Paraíba, conforme mostra a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2013, divulgada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, foram produzidas 6.094.359 toneladas do produto em 2013, um aumento de 3,9% em relação a 2012.

O valor da produção de cana-de-açúcar em 2013 foi de R$ 386 milhões, ainda segundo o IBGE. A área destina à colheita do produto foi de 122.070 hectares, sendo que o rendimento médio é de 49.927 kg por hectare.
 
A cidade paraibana que mais produziu cana-de-açúcar em 2013 foi Santa Rita, com 930 mil toneladas do produto. O valor da produção foi de R$ 58,5 milhões no município. A lista segue com Pedras de Fogo (900 mil toneladas), Sapé (855 mil toneladas) e Rio Tinto (600 mil toneladas).

O segundo produto agrícula com maior produção na Paraíba foi o abacaxi, com uma produção de 285.715 toneladas em 2013. O valor da produção neste ano foi de R$ 325 milhões. Itapororoca é a cidade que mais produziu abacaxi no passado, com 75 mil toneladas produzidas. Porém, a quantidade de abacaxi produzida no estado teve uma queda de 3,03% de 2012 para 2013.

Extração vegetal
O IBGE também divulgou dados sobre a Produção de Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2013. O produto mais explorado na Paraíba é a lenha, com 470.697 toneladas produzidas em 2013. O valor da produção foi de R$ 9,6 milhões.

Em relação aos produtos alimentícios, o mais explorado é a castanha de caju. A Paraíba produziu 239 toneladas do produto em 2013, um crescimento de 4,82% em relação a 2012. O Brasil, no entanto, teve uma queda de 4,03% na produção desse produto.

O produto de extração vegetal que teve o maior aumento de produção na Paraíba em 2013 foi a mangaba, com um crescimento de 6,74%. Em contrapartida, o Brasil teve uma queda de 5,61%. Foram 95 toneladas produzidas na Paraíba em 2013.


 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

População que receberá água do São Francisco luta contra extração de areia

Na região do Rio Paraíba, destino final das límpidas águas do Velho Chico, moradores tentam frear a retirada de areia

Postada em: 15/02/2014 às 08:52:05
 
  
Na manhã do dia 12 de novembro de 2012, cerca de cem pessoas – agricultores sindicalistas, ambientalistas, representantes de associações civis ligadas à preservação do rio Paraíba – tendo à frente o deputado Antônio Ribeiro, mais conhecido como Frei Anastácio, e o ambientalista e médico João Batista da Silva, ocuparam a sede da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), na capital do estado, João Pessoa.
 
Os manifestantes exigiam da atual superintendente da Sudema, Laura Farias, a regularização da atividade de extração de areia junto ao Rio Paraíba, que prejudica a saúde do rio e acelera o processo de desertificação (a areia serve como uma esponja que absorve a água da chuva que cai durante apenas dois meses por ano, e evita a evaporação).
 
Por volta das 13 horas, os manifestantes já tinham em mãos um Termo de Compromisso assinado por Laura, segundo o qual o órgão assumia o compromisso de apresentar a tal regulamentação, além de criar a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Paraíba e fiscalizar todas as denúncias.

Um ano depois, porém, nenhum item havia sido efetivamente cumprido.

As reuniões informais da população com o objetivo de preservar o rio Paraíba deram origem ao Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, formado oficialmente em 2011 por integrantes de associações ambientais, sindicatos, Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ambientalistas e agricultores.

Extensão de obra no São Francisco é quase a distância entre Salvador e Recife

Em setembro de 2013, a superintendente Laura compareceu a uma das reuniões do Fórum de Defesa do Rio Paraíba, realizada no município de São José dos Ramos, e se comprometeu verbalmente em não conceder mais licenças para essa atividade. Mas, segundo o Fórum, novamente o compromisso foi quebrado.

Briga judicial
Em 9 de outubro de 2013, a empresa de Antônio Ferreira de Araújo, que atua em uma área de 149 hectares entre Itabaiana a Salgado de São Félix teve sua licença renovada por mais um ano.

O processo de renovação dessa licença traz algumas particularidades: em 5 de dezembro de 2012, entrou em vigor a Lei Orgânica de Itabaiana (PB), proibindo a retirada mecanizada de areia, cascalho e argila, sendo permitida apenas extração manual para uso em obras municipais. Com a licença por vencer no final de 2012, Antônio Ferreira entrou com um pedido de renovação, que foi negado pela Sudema. Seis meses depois, em 22 de julho de 2013, o empresário nomeou como seus procuradores os integrantes do escritório Lopes Advocacia. Um dos sócios é o advogado da Sudema, Ronílton Pereira Lins. Ou seja, o dono da firma que atende Antônio Ferreira trabalha também na Procuradoria Jurídica da Sudema.

Procurado pela reportagem, ele afirma que desde quando assumiu a Procuradoria Jurídica da Sudema não faz mais parte do escritório de advocacia, e não tem conhecimento das ações que são concebidas lá. “Meu nome deve ter sido colocado na procuração por engano, pois ainda devia constar nos documentos do escritório, mas não tenho mais nenhum vínculo ali”, afirmou.

Como advogado da Sudema, Ronílton garante que segue a recomendação do Ministério Público que determinou o fim da extração mecanizada. “Apenas concedemos licenças por intermédio de ação judicial, quando somos obrigados a cumprir”, enfatizou.

Em 12 de agosto de 2013, Antônio Ferreira obteve um mandado de segurança, expedido pelo então Juiz de Direito de Itabaiana Henrique Jorge Jácome de Figueiredo, para a renovação da licença. A Sudema concedeu então a renovação da licença de duas áreas: uma referente à área de Itabaiana a Salgado de São Félix e outra de Itabaiana a Pilar, ambas no dia 9 de outubro de 2013.

Contudo, em 28 de novembro de 2013, a promotora de Justiça de Itabaiana, Maricellly Fernandes Vieira, entrou com pedido de retratação da decisão da liminar. Ela acusa Antônio Ferreira de ter agido de má-fé ao entrar com o mandato judicial, omitindo do magistrado a existência da Lei Municipal de Itabaiana, que proíbe a atividade. Em 29 de janeiro, a Juíza Higyna de Almeida, da 1ª Vara Judicial de Itabaiana, tornou o mandato sem efeito.

Antonio Ferreira explora a mineração no rio Paraíba desde 2005. Ele alega que tem conhecimento da lei municipal, mas justifica: “Os órgãos concederam as licenças, então tenho permissão de trabalhar e procuro fazê-lo da melhor forma possível, de maneira legal”, salientou.

Outro caso apontado como mau exemplo pelo procurador da República Duciran Farena é o da obtenção de renovação das licenças de lavra experimental para a Fazenda Oiteiro, nos Municípios de São Miguel de Taipu e Pedras de Fogo.

A renovação das licenças foi concedida pela Sudema em dia 26 de agosto de 2013. Contudo, os documentos exigidos por Lei para o pedido de renovação de licença da área de cinco hectares de São Miguel de Taipu são datados do dia 28 de agosto de 2013 – dois dias depois de concedida a licença.

Nesse dia, Clóris Monteiro Vieira de Melo, proprietária da Fazenda Oiteiro, enviou um documento para o promotor de Pilar, Aldenor de Medeiros Batista, solicitando parecer favorável para a extração de areia. No mesmo dia, o promotor deu o parecer autorizando a Sudema a conceder a renovação. Em tempo recorde, ainda no dia 28, a Sudema emitiu o Parecer Jurídico nº 481/2013, acatando a justificativa do Ministério Público de Pilar.

Para piorar, todo o processo tramitou enquanto estava em vigor a Lei Orgânica do Município de São Miguel de Taipu que proíbe a extração mecanizada de areia, cascalho e argila. Pouco depois, em 12 de dezembro de 2013, a Lei foi revogada pela câmara de vereadores da cidade. O presidente é o vereador Augusto Vieira, filho da proprietária da Fazenda Oiteiro Ltda.

“Não há legislação estadual na Paraíba referente à atividade e as leis municipais prevalecem às federais por serem restritivas. Isto está na Constituição. Esta é uma atribuição das câmaras municipais”, explica o técnico do Ibama, Ronilson Paz.


A população não confia nas autoridades
Indignado, o agricultor e sindicalista Joserino de Sousa, do assentamento Corredor, na zona rural do município de Remígio, constata grandes mudanças no meio ambiente. “Hoje em dia cavamos um poço, e em questão de 10 meses não tem mais água, pois os lençóis de água desceram em direção ao leito. Há 20 ou 15 anos, a exploração de batatas era feita três meses por ano. De feijão, era por quatro meses do ano. Agora, raramente conseguimos colher uma vez no ano. Como é isso? Os proprietários se ‘adonam’ do rio e fazem o que querem? E a população que trabalha e planta e depende da água que tinha no rio? A gente não pode tirar uma pá de areia que já vem alguém para nos impedir”, lamenta Joserino. “Depois, quem vai passar sede serão os nossos filhos. Ou tomamos uma posição enérgica, de atitude, ou o rio vai acabar um cemitério, se depender dos órgãos governamentais”.
 
Entenda a legislação:
Segundo a legislação brasileira, o licenciamento para a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades que utilizam recursos ambientais capazes de causar degradação ambiental depende de prévio licenciamento por órgão estadual competente. Caso o órgão não esteja instalado, a atribuição é do Ibama. A empresa deve apresentar um estudo de impacto ambiental e relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), além de planos de reposição ou compensação da degradação ambiental.
 
Na Paraíba as licenças são concedidas pela Sudema, com pareceres do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) ou do Ministério Público. Ronilson Paz, técnico do Ibama na Paraíba, afirmou que o órgão realiza suas atribuições conforme a legislação. “A Sudema é um órgão para exercer o controle e a preservação do meio ambiente no estado e trabalha para isso”, disse Ronilson Paz. Já o ambientalista João Batista da Silva tem outra opinião: “A Sudema precisa estabelecer os critérios para extração de areia mecanizada, precisa de uma política de preservação da Bacia do Rio Paraíba há muito tempo, e parece que não dá importância para isso”. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O povo contra os areeiros

06.02.2014
Por Márcia Dementshuk / Fotos: Mano Carvalho #ReportagemPública

Na região do Rio Paraíba, destino final das límpidas águas do São Francisco, a população se organiza para frear a retirada de areia do leito do rio 
 

Membro do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, Jacinto Sales, acusa promotor de São Miguel de Taipu de não tomar providências contra a degradação do rio (Foto: Mano de Carvalho)
Membro do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba,
Jacinto Sales, acusa promotor de São Miguel de Taipu de
não tomar providências contra a degradação do rio
(Foto: Mano de Carvalho)

Participantes do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba denunciam irregularidades na atividade de mineração em municípios do Baixo Paraíba (Foto: Mano de Carvalho)
Participantes do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba
denunciam irregularidades na atividade de mineração em municípios
do Baixo Paraíba (Foto: Mano de Carvalho)

Na manhã do dia 12 de novembro de 2012, cerca de cem pessoas – agricultores sindicalistas, ambientalistas, representantes de associações civis ligadas à preservação do Rio Paraíba – tendo à frente o deputado Antônio Ribeiro, mais conhecido como Frei Anastácio, e o ambientalista e médico João Batista da Silva, ocuparam a sede da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), na capital do estado, João Pessoa. Os manifestantes exigiam da atual superintendente da Sudema, Laura Farias, a regularização da atividade de extração de areia junto ao Rio Paraíba, que prejudica a saúde do rio e acelera o processo de desertificação (a areia serve como uma esponja que absorve a água da chuva que cai durante apenas dois meses por ano, e evita a evaporação).
 

Por volta das 13 horas, os manifestantes já tinham em mãos um Termo de Compromisso assinado por Laura, segundo o qual o órgão assumia o compromisso de apresentar a tal regulamentação, além de criar a Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Paraíba e fiscalizar todas as denúncias.

Um ano depois, porém, nenhum item havia sido efetivamente cumprido.

As reuniões informais da população com o objetivo de preservar o Rio Paraíba deram origem ao Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, formado oficialmente em 2011 por integrantes de associações ambientais, sindicatos, Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ambientalistas e agricultores.

Em setembro de 2013, a superintendente Laura compareceu a uma das reuniões do Fórum de Defesa do Rio Paraíba, realizada no município de São José dos Ramos, e se comprometeu verbalmente em não conceder mais licenças para essa atividade. Mas, segundo o Fórum, novamente o compromisso foi quebrado.
 
Briga judicial
Em 9 de outubro de 2013, a empresa de Antônio Ferreira de Araújo, que atua em uma área de 149 hectares entre Itabaiana a Salgado de São Félix teve sua licença renovada por mais um ano.
 
O processo de renovação dessa licença traz algumas particularidades: em 5 de dezembro de 2012, entrou em vigor a Lei Orgânica de Itabaiana (PB), proibindo a retirada mecanizada de areia, cascalho e argila, sendo permitida apenas extração manual para uso em obras municipais. Com a licença por vencer no final de 2012, Antônio Ferreira entrou com um pedido de renovação, que foi negado pela Sudema. Seis meses depois, em 22 de julho de 2013, o empresário nomeou como seus procuradores os integrantes do escritório Lopes Advocacia. Um dos sócios é o advogado da Sudema, Ronílton Pereira Lins. Ou seja, o dono da firma que atende Antônio Ferreira trabalha também na Procuradoria Jurídica da Sudema. Procurado pela reportagem, ele afirma que desde quando assumiu a Procuradoria Jurídica da Sudema não faz mais parte do escritório de advocacia, e não tem conhecimento das ações que são concebidas lá. “Meu nome deve ter sido colocado na procuração por engano, pois ainda devia constar nos documentos do escritório, mas não tenho mais nenhum vínculo ali”, afirmou.
 
Como advogado da Sudema, Ronílton garante que segue a recomendação do Ministério Público que determinou o fim da extração mecanizada. “Apenas concedemos licenças por intermédio de ação judicial, quando somos obrigados a cumprir”, enfatizou.
 
Em 12 de agosto de 2013, Antônio Ferreira obteve um mandado de segurança, expedido pelo então Juiz de Direito de Itabaiana Henrique Jorge Jácome de Figueiredo, para a renovação da licença. A Sudema concedeu então a renovação da licença de duas áreas: uma referente à área de Itabaiana a Salgado de São Félix e outra de Itabaiana a Pilar, ambas no dia 9 de outubro de 2013.
 
Contudo, em 28 de novembro de 2013, a promotora de Justiça de Itabaiana, Maricellly Fernandes Vieira, entrou com pedido de retratação da decisão da liminar. Ela acusa Antônio Ferreira de ter agido de má-fé ao entrar com o mandato judicial, omitindo do magistrado a existência da Lei Municipal de Itabaiana, que proíbe a atividade. Em 29 de janeiro, a Juíza Higyna de Almeida, da 1ª Vara Judicial de Itabaiana, tornou o mandato sem efeito.
 
Antonio Ferreira explora a mineração no rio Paraíba desde 2005. Ele alega que tem conhecimento da lei municipal, mas justifica: “Os órgãos concederam as licenças, então tenho permissão de trabalhar e procuro fazê-lo da melhor forma possível, de maneira legal”, salientou.
 
Fazenda Oiteiro: licença concedida antes do pedido
Outro caso apontado como mau exemplo pelo procurador da República Duciran Farena é o da obtenção de renovação das licenças de lavra experimental para a Fazenda Oiteiro, nos municípios de São Miguel de Taipu e Pedras de Fogo.
 
A renovação das licenças foi concedida pela Sudema em dia 26 de agosto de 2013. Contudo, os documentos exigidos por Lei para o pedido de renovação de licença da área de cinco hectares de São Miguel de Taipu são datados do dia 28 de agosto de 2013 – dois dias depois de concedida a licença.
 
Nesse dia, Clóris Monteiro Vieira de Melo, proprietária da Fazenda Oiteiro, enviou um documento para o promotor de Pilar, Aldenor de Medeiros Batista, solicitando parecer favorável para a extração de areia. No mesmo dia, o promotor deu o parecer autorizando a Sudema a conceder a renovação. Em tempo recorde, ainda no dia 28, a Sudema emitiu o Parecer Jurídico nº 481/2013, acatando a justificativa do Ministério Público de Pilar.
 
Para piorar, todo o processo tramitou enquanto estava em vigor a Lei Orgânica do Município de São Miguel de Taipu que proíbe a extração mecanizada de areia, cascalho e argila. Pouco depois, em 12 de dezembro de 2013, a Lei foi revogada pela câmara de vereadores da cidade. O presidente é o vereador Augusto Vieira, filho da proprietária da Fazenda Oiteiro Ltda.
 
“Não há legislação estadual na Paraíba referente à atividade e as leis municipais prevalecem às federais por serem restritivas. Isto está na Constituição. Esta é uma atribuição das câmaras municipais”, explica o técnico do Ibama, Ronilson Paz.
 
A população não confia nas autoridades
Os moradores da região acompanham estarrecidos as manobras jurídicas para obtenção de licenças de extração de areia. “Em São Miguel de Taipu desde o ano 2000, a extração de areia tem sido violenta. Hoje em dia são retirados entre 60 e 90 caminhões por dia, ou melhor, na calada da noite. O promotor público de São Miguel tem conhecimento, mas não se pronuncia. Os juízes que respondem pela Vara do Meio Ambiente também não fazem nada. É público que todas as autoridades têm consciência”, desabafa o universitário e funcionário público Jacinto Sales.
 
Membro do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, Jacinto Sales, acusa promotor de São Miguel de Taipu de não tomar providências contra a degradação do rio (Foto: Mano de Carvalho)
Membro do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba, Jacinto Sales,
acusa promotor de São Miguel de Taipu de não tomar providências
contra a degradação do rio (Foto: Mano de Carvalho)
Indignado, o agricultor e sindicalista Joserino de Sousa, do assentamento Corredor, na zona rural do município de Remígio, constata grandes mudanças no meio ambiente. “Hoje em dia cavamos um poço, e em questão de 10 meses não tem mais água, pois os lençóis de água desceram em direção ao leito. Há 20 ou 15 anos, a exploração de batatas era feita três meses por ano. De feijão, era por quatro meses do ano. Agora, raramente conseguimos colher uma vez no ano. Como é isso? Os proprietários se ‘adonam’ do rio e fazem o que querem? E a população que trabalha e planta e depende da água que tinha no rio? A gente não pode tirar uma pá de areia que já vem alguém para nos impedir”, lamenta Joserino. “Depois, quem vai passar sede serão os nossos filhos. Ou tomamos uma posição enérgica, de atitude, ou o rio vai acabar um cemitério, se depender dos órgãos governamentais”.

Participantes do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba denunciam irregularidades na atividade de mineração em municípios do Baixo Paraíba (Foto: Mano de Carvalho)
Participantes do Fórum de Preservação e Defesa do Rio Paraíba
denunciam irregularidades na atividade de mineração em municípios
do Baixo Paraíba (Foto: Mano de Carvalho)

Entenda a legislação:
Segundo a legislação brasileira, o licenciamento para a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades que utilizam recursos ambientais capazes de causar degradação ambiental depende de prévio licenciamento por órgão estadual competente. Caso o órgão não esteja instalado, a atribuição é do Ibama. A empresa deve apresentar um estudo de impacto ambiental e relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), além de planos de reposição ou compensação da degradação ambiental.

Na Paraíba as licenças são concedidas pela Sudema, com pareceres do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) ou do Ministério Público. Ronilson Paz, técnico do Ibama na Paraíba, afirmou que o órgão realiza suas atribuições conforme a legislação. “A Sudema é um órgão para exercer o controle e a preservação do meio ambiente no estado e trabalha para isso”, disse Ronilson Paz. Já o ambientalista João Batista da Silva tem outra opinião: “A Sudema precisa estabelecer os critérios para extração de areia mecanizada, precisa de uma política de preservação da Bacia do Rio Paraíba há muito tempo, e parece que não dá importância para isso”.

 









sábado, 27 de abril de 2013

Pedras de Fogo vai receber a primeira fábrica de vidros do Litoral Sul da Paraíba

Investimento gerará 150 empregos diretos


O prefeito de Pedras de Fogo Derivaldo Romão (PSB) visitou o canteiro de obras da fábrica da Companhia Brasileira de Vidros Planos – CBVP, do Grupo Cornélio Brennand. que está investindo R$ 66 milhões na nova unidade. O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2013. Esta será a primeira fábrica de vidros do Litoral Sul da Paraíba, o grupo instalou unidade similar na cidade de Goiana no vizinho Estado de Pernambuco.

“Esse equipamento dará um grande impulso em nossa economia e irá trazer muitas oportunidades nos postos de trabalho para nossa população que comemorou a iniciativa do Grupo Cornélio Brennand”, destacou professor Dedé, como é carinhosamente chamado pela população de Pedras de Fogo.

A CBVP, que deverá gerar 150 empregos diretos, implantará tecnologia pioneira, com ganho de eficiência operacional, o que a posicionará no patamar das melhores e mais modernas fábricas de vidros planos do mundo. A escolha por Pedras de Fogo levou em consideração a localização estratégica em relação aos municípios paraibanos, além do estímulo e apoio oferecidos pela gestão socialista no município.

“O grande desafio de nossa gestão é promover políticas efetivas de emprego e renda, trazendo melhoria na qualidade de vida do nosso povo. Precisamos acabar com a cultura política pequena e fico muito feliz com a implantação dessa empresa trazendo grande investimento para o nosso município”, pontuou Derivaldo Romão

A nova unidade propiciará empregos para a população local, que terá acesso a cursos e treinamentos no Brasil e em outros países detentores do know-how (Itália, Estados Unidos e França). Na fase de construção, está prevista a geração de até 150 empregos. A companhia terá como principais clientes as indústrias da construção civil, moveleira e automotiva.

“Iremos oxigenar a economia de nosso município com 150 empregos diretos, fora os indiretos, imaginem quantos empregos não irão surgir nos ramos da: alimentação, hospedagem, transporte e de logística para esta empresa!”, comemorou o prefeito.

O prefeito Derivaldo Romão, também anunciou que novos investimentos estão sendo capitalizados para Pedras de Fogo: “”Estamos disponibilizando uma área de 30 hectares do nosso Distrito Industrial, para que possamos trazer novas empresas para nossa cidade e iremos desapropriar uma área ao lado da BR 101 no intuito de instalarmos outros segmentos que darão ao suporte ao Pólo Automotivo de Goiana”, revelou.
Assessoria


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ibama multa empresa da PB por matar jaguatirica e colocar vídeo na internet

11/04/2013 16h19 - Atualizado em 11/04/2013 18h09 

Animal ameaçado de extinção foi morto com dois tiros de espingarda.
Multas somam R$ 10 mil além de processo por crime ambiental.




 
Do G1 PB
Uma empresa avícola e um de seus funcionários foram autuados pelo Ibama na Paraíba pela captura e abate de uma jaguatirica nesta quinta-feira (11). A autuação foi realizada por agentes ambientais federais do órgão, que tomou conhecimento do caso por meio de um vídeo postado na internet no dia 22 de março.
 
A assessoria de imprensa do Ibama informou que no vídeo o animal, constante da lista oficial de ameaça de extinção, aparece em uma gaiola nas dependências da empresa e é morto com dois tiros de espingarda por um vigilante que trabalha na empresa, localizada no município de Pedras de Fogo, no litoral sul da Paraíba.

Foram aplicadas duas multas, uma contra a empresa, pela captura do animal, e outra contra o vigilante, por matar a jaguatirica. Como agravante, consta a divulgação na internet do vídeo mostrando o abate do felino.

As multas somaram R$ 10 mil, e além de responderem administrativamente perante o Ibama, os autuados devem sofrer processo por crime ambiental na Justiça, cuja pena varia de nove meses a um ano e seis meses de detenção.
 
Fonte

sábado, 10 de novembro de 2012

Animal raro é apreendido em Pedras de Fogo por policiais ambientais


Sábado, 10 de novembro de 2012 20h30

Fonte: Da Redação
 
 
O Batalhão de Polícia Ambiental fez neste sábado o resgate de um animal nada comum na área urbana.

O animal capturado é um quandu. A apreensão aconteceu na cidade de Pedras de Fogo e ele estava no telhado de um galpão numa altura de aproximadamente 8 metros.

O Corpo de Bombeiros também foi solicitado para fazer o resgate, que demorou aproximadamente 3 horas.

Segundo o sargento Valdir, o roedor teria saído da mata por causa das queimadas. Ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres em Cabedelo.
 
*Com informações da TV Cabo Branco

Fonte

 

Polícia Ambiental captura cuandu em teto de galpão na Paraíba

10/11/2012 16h16 - Atualizado em 10/11/2012 16h16

Animal estava no alto de um galpão localizado em Pedras de Fogo.
Após capturado, cuandu será levado para avaliação no Cetas, em Cabedelo.
 
Do G1 PB
 
Cuandu estava em cima do telhado de um galpão em construção, em Pedras de Fogo (Foto: Waldir Pereira/Polícia Ambiental)
Cuandu estava em cima do telhado de um galpão
em construção, em Pedras de Fogo
(Foto: Waldir Pereira/Polícia Ambiental)
A Polícia Militar Ambiental capturou, na manhã deste sábado (10), um cuandu no município de Pedras de Fogo, a 42 km de João Pessoa. Segundo informações do sargento Waldir Pereira, da PM Ambiental, o animal que se assemelha a um porco espinho estava no teto de um galpão em construção. O resgate do cuandu mobilizou também o Corpo de Bombeiros e moradores da região, que cederam ainda um caminhão com guincho para suspender os policiais e evitar que o telhado do galpão quebrasse com a ação.
 
De acordo com o sargento Waldir, o animal provavelmente se abrigou no galpão após alguma das constantes queimadas de canaviais tê-lo deixado sem habitat. “Este tipo de animal costuma se abrigar em ambientes de mata e como neste local a área urbana é muito próxima da área rural, é possível que o cuandu tenha se abrigado no alto galpão após alguma queimada. Tívemos que ter cautela no resgate pois o teto do galpão era de um material frágil, que não suportaria nossa subida, mas contamos com a ajuda de um civil que levou o policial até o topo com um guincho”, comentou.

O animal capturado será levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Cabedelo, na Grande João Pessoa, para que seja feita uma avaliação. Caso não seja encontrado nenhum ferimento, o cuandu será solto na reserva de Mata Atlântica, de João Pessoa, onde também se localiza o Jardim Botânico.


Animal, semelhante a um porco espinho, será encaminhado para o Cetas, em Cabedelo (Foto: Waldir Pereira/Polícia Ambiental)
Animal, semelhante a um porco espinho, será encaminhado para o
Cetas, em Cabedelo (Foto: Waldir Pereira/Polícia Ambiental)


Fonte

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

880,7 mil paraibanos não têm água tratada

Sem aceso à água tratada, 23,38% da população paraibana, precisa recorrer a poços e outros tipos de fontes para garantir abastecimento.


 
Rizemberg Felipe
De acordo com dados do IBGE, a Paraíba possui 57.089 domicílios sem água encanada
Por outro lado, a pesquisa apontou que 829.018 domicílios são atendidos pela rede pública de fornecimento de água. Ao todo, são 2.901.563 paraibanos que dispõem desse serviço, já que o IBGE calcula que cada moradia possui, em média, 3,5 habitantes.

Das pessoas que não têm água encanada em casa, a maior parte recorre a poços ou nascentes naturais, existentes dentro da propriedade. São 57.089 domicílios nessa situação, o que corresponde a 199.811 pessoas, segundo estimativa do IBGE. A maior quantidade de casas, nestas condições, está localizada nas cidades de Jericó (6.795), Pedras de Fogo (2.494), São Sebastião de Umbuzeiro (2.366), Santa Rita (2.113), Mamanguape (1.699), Mari (1.468), São José do Rio do Peixe (1.191), Areia (1.097) e Baía da Traição (963).

Outras 50.988 moradias também são atendidas por poços ou nascentes naturais, no entanto, localizadas longe das propriedades, o que obriga que 178.458 habitantes precisem se deslocar, por alguma distância, para fazer o transporte de latas e baldes cheios com a água. Ainda de acordo com IBGE, a maioria dessas pessoas que não têm acesso à água encanada vive na zona rural.

Entre essas pessoas está a dona de casa Maria das Mercês da Silva, 59 anos. Ela mora numa comunidade conhecida como “Ilha dos Pescadores”, localizada às margens da PB 008, na divisa de João Pessoa e Conde. No local, só há apenas três casas, que não são atendidas por tratamento de água. Os moradores precisam recorrer a lago e a um poço artesiano, construído na área.

“Todos os dias, eu pego meu balde, coloco na cabeça e vou atrás da água. Preciso caminhar uma meia hora para ir e voltar. É um sofrimento grande, mas não tem jeito. Faz 23 anos que vivo assim”, lamenta.

Na precária casa, feita de taipa, Maria das Mercês vive com dois adultos e duas crianças, que já apresentaram na saúde as consequências da falta do tratamento de água. “Minha neta vive com dores de barriga. Acho que é por causa dessa água mesmo, que é muito barrenta. Meu sonho é que um dia a água encanada chegasse aqui, mas isso é muito difícil”, diz a dona de casa.

Perto dali, outra área também sofre a falta da água de qualidade, apesar de estar localizada em zona urbana. Mesmo atendida pela rede da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Comunidade de Paratibe, localizada ao lado do bairro do Valentina Figueiredo, precisa recorrer a poços artesianos.

Segundo a moradora Jorlane Nascimento Pereira, 23 anos, o motivo disso são as constantes faltas de água que ocorrem na região. “Aqui, falta água umas três vezes por semana. Às vezes, ficamos o dia todo sem uma gota de água na torneira. Por isso, tiramos água no poço”, diz.

O poço ao qual Jorlane se refere fica no quintal da casa e possui 25 metros de profundidade. Apesar da estrutura ficar perto de uma fossa, a água retirada é usada sem tratamento doméstico prévio. “A gente tira a água para beber, tomar banho, limpar a casa e fazer comida. Não colocamos água sanitária e nem fervemos, não", explica a dona de casa.


 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Capital registra maior índice de chuvas na PB

Dados da AESA mostram que durante o mês de julho caíram 290,5 milímetros de chuvas sobre a capital; índice é 22,8% maior que a média histórica.
 

Walter Paparazzo
Percentual coloca João Pessoa no primeiro lugar do ranking de chuvas, na Paraíba

João Pessoa registrou no mês de julho, o maior índice pluviométrico dos últimos 30 anos. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), caíram sobre a capital 290,5 mílimetros de chuvas - 22,8% a mais do que a média histórica.

O percentual também colocou João Pessoa no primeiro lugar do ranking de chuvas, na Paraíba, no último mês.

As cidades de Cabedelo (254,6 mm), Santa Rita (239,7 mm), Alhandra (218,5 mm) e Pedras de Fogo (207,8 mm) completaram a lista dos cinco municípios onde mais choveu. "Entre abril e julho, temos o período mais chuvoso do Litoral, Agreste e Brejo.

É exatamente nessas regiões onde se encontram as cidades com maiores índices pluviométricos”, explicou a meteorologista da Aesa, Carmem Becker.

De acordo com a tabela divulgada pelo setor de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Cruz do Espírito Santo e Sapé também tiveram alto índice de chuvas, sendo - respectivamente - 39,2% e 56,5% maior do que a média dos últimos 30 anos durante o mês de julho. As cidades apareceram na sexta e sétima colocação no ranking, com 207,5 mm e 207 mm.

Segundo a meteorologista da Aesa, a tendência é que haja uma diminuição nas chuvas em todo o Estado. "Este mês de agosto deve ser marcado pelo aumento dos ventos e redução dos índices pluviométricos no Litoral, Agreste e Brejo. Para o Cariri, Sertão e Alto Sertão, a maior probabilidade é de chuvas de baixa magnitude. Algumas cidades podem registrar números inferiores a 10 mm”, alertou Carmem Becker.


 

domingo, 17 de junho de 2012

Nascentes do Rio Gramame estão poluídas

Retirada da mata, prática de agricultura sem apoio técnico agravaram a situação.





A falta de educação ambiental e o desconhecimento técnico de parte da população colocam em risco as nascentes do Rio Gramame. A bacia é responsável por cerca de 70% do sistema de abastecimento de água doce da Grande João Pessoa (que compreende a capital, Bayeux, Cabedelo, parte de Santa Rita, e das cidades de Pedras de Fogo e Conde). Devido à falta de cuidados, as águas das nascentes estão poluídas e a consequência disso pode ser drástica.

O professor Hamílcar José Almeida Filgueira, responsável pelo projeto 'Restauração das Nascentes do Rio Gramame', conta que se verificou o desmatamento indiscriminado no campo, principalmente para o consumo de lenha e carvão em atividades domésticas e de pequenas indústrias de forma não sustentável. A retirada de matas ciliares, a prática da agricultura e da pecuária sem apoio técnico e a expansão da zona urbana sem planejamento são outros fatores que agravam a situação.

Na avaliação do professor, a falta de educação ambiental e a ausência de interesse político são os grandes entraves para a preservação das nascentes dos rios na Paraíba. “Durante a realização do projeto, notamos que uma das medidas para preservação é cercar o ambiente para evitar a retirada indevida de mata e a consequente degradação”, frisa. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Os agricultores das proximidades das nascentes precisariam ser compensados. Em outras palavras, seria uma espécie de troca: o agricultor ajuda na preservação e recebe uma compensação financeira. Sem isso, fica difícil tornar o projeto realidade. “Os agricultores precisam da área para garantir a sobrevivência da família, não é tão fácil quanto parece”, afirma Hamílcar. “Quando iniciamos os estudos, o primeiro questionamento dos agricultores foi sobre como iriam sustentar suas famílias”, reforça.

O levantamento feito pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) catalogou 72 nascentes ao longo do rio, mas por falta de verba suficiente, foram escolhidas as mais representativas. Com isso, o estudo dos pesquisadores da UFPB foi desenvolvido ao longo das nascentes Cabelão, Cacimba da Rosa, comunidade Nova Aurora e comunidade Fazendinha. O trabalho também se estendeu à nascente Bela Rosa, localizada no divisor de águas nas bacias hidrográficas dos rios Gramame e Paraíba. Todas as nascentes estão no município de Pedras de Fogo.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Quatro usinas da Paraíba recebem hoje selo de Dilma

Selo é concedido pela Comissão Nacional de Diálogo e Avaliação do Compromisso Nacional. 

Publicado em 14/06/2012 às 08h00 

Quatro das sete usinas de cana-de-açúcar da Paraíba serão agraciadas hoje no Palácio do Planalto pela presidente Dilma Rousseff, com o Selo “Empresa Compromissada”, concedido pela Comissão Nacional de Diálogo e Avaliação do Compromisso Nacional às empresas do setor consideradas cumpridoras de todas as boas práticas empresariais e trabalhistas.

“O país vai saber que na Paraíba não existe mais o uso de trabalho escravo ou degradante na cadeia produtiva do setor sucroenergético”, revelou Edmundo Coelho Barbosa, presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool e do Açúcar da Paraíba (Sindalcool-PB), acrescentando que o número e a proporção de empresas paraibanas que receberão o selo é maior que o de Pernambuco. "Apenas uma de 23 usinas pernambucanas vai receber o selo", disse.

As empresas paraibanas, que durante todo o ano passado foram auditadas e aprovadas segundo as regras estabelecidas no Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, são as seguintes: Japungu Agroindustrial (Santa Rita), Monte Alegre (Mamanguape), Miriri Alimentos e Bionergia (Santa Rita) e Giasa - LDC SEV (Pedras de Fogo).

Segundo Edmundo Barbosa, o selo foi criado para identificar e reconhecer positivamente a empresa, por suas ações em benefício do trabalhador manual na cana-de-açúcar. A concessão, segundo ele, visa estimular a ética positiva, ou seja, as boas práticas empresariais, e não confere à empresa que o recebe qualquer vantagem no âmbito governamental ou comercial.

Ainda de acordo com Edmundo Barbosa, este reconhecimento, durante o evento da Conferência Rio+20, sinaliza para o mundo que “aqui no Brasil é possível conciliar crescimento econômico, inclusão social e proteção ambiental”. Segundo ele, a maior parte do setor já vinha tratando tema com seriedade, mas sempre houve contestação por parte da comunidade internacional. “Não poderia ter momento mais adequado para o setor produtivo dar esta resposta de comprometimento com a melhoria das condições de trabalho das pessoas e disseminar as melhores práticas trabalhistas e ambientais”, completou.

Hoje, o setor sucroenergético da Paraíba emprega aproximadamente 60 mil trabalhadores diretos e indiretos e 25% da safra, é feita por meio da mecanização. “O nosso maior gargalo é a qualificação profissional dos nossos trabalhadores”, alertou Barbosa, que cobra medidas para elevar a competitividade da indústria de etanol e redução de impostos sobre os investimentos para a ampliação da produção.

Fonte