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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Flanelinha reutiliza água para lavar carros

12/02/2018 às 18h00 • atualizado em 13/02/2018 às 09h42


Mesmo sem saber, Ivanildo Lima dá lição de sustentabilidade
(Foto: Juliana Santos/MaisPB)

Nas cidades é normal ver água sair dos aparelhos condicionadores de ar instalados em prédios. Muitas vezes, gotículas caem sobre quem anda pela ruas. Mas para um flanelinha aqueles pingos tem um valor muito especial. De gota em gota, por dia ele transforma nove baldes de água em dinheiro lavando veículos em um estacionamento no Centro de João Pessoa.

Ivanildo Lima da Silva, 50 anos, estudou até a 8º ano do ensino fundamental e apesar de não ter conhecimento sobre sustentabilidade, a necessidade e vontade de trabalhar para si, fez com que ele tornasse a atividade de lavador de carro uma função sustentável. Ele decidiu utilizar a água que sai de aparelhos de ar condicionados depois que foi proibido de pegar água em uma repartição pública. “Vi quanta água estava saindo de um cano acoplando a vários aparelhos de uma agência bancária, então coloquei o balde e vi que juntava muita água”, comentou.

Quando o flanelinha notou, estava enchendo nove baldes de 20 litros, no total de 180 litros diários. A água que seria descartada serviu de ferramenta para que Ivanildo continuasse com sua única fonte de renda. “Ás vezes fico aguando as plantas das repartições públicas, porque é muita água que junta”, afirma.

De gota em gota o flanelinha enche nove baldes de água (Foto: Juliana Santos/MaisPB)

Com a água em abundância ele conseguiu um cliente, em seguida outro e todos satisfeitos com o serviço. Sua postura e forma com que trabalha conquistaram os clientes. Apesar de não saber dirigir, Ivanildo tem todas as noções de como orientar um motorista a estacionar em uma vaga. “Toda semana eu assisto um programa sobre carros, vejo as matérias que ensinam como estacionar”, conta.
 
A servidora pública Rafaela Cristofoli deixa o carro todos os dias no estacionamento do lado do seu trabalho e sempre pede para que o Ivanildo lave o veículo. Ao saber que o lavador de carro utiliza água de ar condicionado, Rafaela revela que ficou surpresa e muito feliz com a atitude. “Hoje temos que ter essa preocupação de não desperdiçar e o uso consciente feito pelo flanelinha me deixa tranquila, pois ele utiliza água reaproveitada”, disse.

Para o gestor ambiental Fábio Carvalho, tudo que não é retirado da fonte, como água de ar condicionado, é uma forma de poupar o meio ambiente e evitar desperdícios. De acordo com Carvalho, dependendo do tamanho, um prédio com sistema de reaproveitamento da água desses aparelhos pode tornar-se auto sustentável. “A água reaproveitada pode ser utilizada para limpeza e descargas dos banheiros do prédio, por exemplo”, comenta.

Segundo o Fábio, para montar um sistema de reaproveitamento, é necessário fazer um estudo aprofundado e desenvolver um projeto específico para cada finalidade.

Juliana Santos – MaisPB


 

domingo, 30 de julho de 2017

Três mil garrafas pet viram 250 vassouras ecológicas por mês em João Pessoa

Projeto é da Emlur, que usa vassouras produzidas na limpeza urbana da cidade.

Por G1 Paraíba
Vassouras ecológicas são usadas na varrição das ruas de João Pessoa (Foto: Renato Brito/Emlur)
Vassouras ecológicas são usadas na varrição das ruas de
João Pessoa (Foto: Renato Brito/Emlur)
  
Cerca de 3 mil garrafas do tipo pet são reaproveitadas todo mês na produção de 250 vassouras utilizadas na limpeza urbana de João Pessoa. A produção acontece na oficina de vassoura ecológica da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), no Bairro do Roger. 

As vassouras produzidas no local duram em média 4 meses no trabalho da varrição de rua, enquanto as de piaçava, comuns neste tipo de trabalho, duram um mês, Segundo Josué Peixoto, coordenador da Coleta Seletiva da Emlur.

Os equipamentos da oficina têm capacidade de produzir em torno de 20 peças por dia e cada vassoura utiliza 12 garrafas pet. Na produção, apenas a parte do meio da garrafa é utilizado e as extremidades são repassadas para a Oficina de Arte da Emlur ou para os catadores das associações de material reciclado.

“A Emlur tem grande potencial para desenvolver projetos sustentáveis que buscam caminhos viáveis para o melhor aproveitamento de materiais descartados. Além da Oficina de Vassoura, Oficina de Arte, temos também a Usina de Beneficiamento de Materiais da Construção Civil - Usiben, que produz material utilizado na pavimentação de vias na Capital”, reforça Peixoto.

Etapas da fabricação da vassoura ecológica
  • Retira-se o rótulo da garrafa pet, corta as extremidades e lava;
  • Coloca na máquina para produzir os fios;
  • Os fios passam para bobinas quadradas e são levados para o forno por dez minutos
  • Em seguida são colocadas na água para receber um choque térmico (esse processo faz com que os fios fiquem rígidos);
  • Depois os fios são cortados em feixes;
  • Posteriormente, os fios são socados em cepa (base da vassoura);
  • Para finalizar a peça, acrescenta o cabo de madeira
 
 
 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Mulher paga faculdade com material reciclável e leva latinhas para formatura

'Sou capaz de largar tudo para ir catar latinha na rua', diz sucateira que se formou em Serviço Social.
 
Por Artur Lira, G1 Paraíba
Luciene Gonçalves desceu no baile carregando latinhas para homenagear marido (Foto: David Silva/Alian Eventos)
Luciene Gonçalves desceu no baile carregando latinhas para
homenagear marido (Foto: David Silva/Alian Eventos)

As fotos e vídeos da paraibana Luciene Gonçalves descendo as escadas no seu baile de formatura carregando latinhas tomaram as redes sociais desde o sábado (1º). Se as imagens já chamam a atenção, a história de vida da sucateira de 35 anos serve como exemplo de dedicação e superação. 

A descida com latinhas não era em vão. Foi a forma que ela encontrou para homenagear o marido, também sucateiro. Ela se formou em Serviço Social pagando os quatro anos de faculdade com o dinheiro que conseguia com a venda de reciclagem. Ela se formou em uma faculdade particular de Sousa, no Sertão paraibano, onde mora com a família. 

Estudos interrompidos
Mãe aos 20 anos, Luciene terminou o ensino fundamental e deixou os planos de estudar de lado para trabalhar e ajuda a sustentar a família. Atualmente ela tem duas filhas, sendo uma de 14 anos e outra de 12.

A profissão de sucateiros do casal foi herdada do avô de Pedro Filemon, 35 anos, o marido de Luciene. “O avô do meu marido tinha um depósito de reciclagem. Com um tempo a gente percebeu que ele [o avô] já estava ficando cansado, por causa da idade, e decidimos começar a entrar no negócio”, disse ela.
 
Quase dez anos após concluir o ensino médio, longe dos livros e dedicando-se apenas ao trabalho, Luciene decidiu voltar aos estudos e realizar o sonho da graduação. A escolha do curso não foi tão difícil.
“Serviço Social foi feito pra mim. Eu gosto muito de ajudar as pessoas. E depois que entrei no curso e fiz estágios, tive a certeza de que aquilo foi feito pra mim”, diz.
Sonho da família
A sucateira não sonhou com a graduação sozinha. Quando decidiu fazer o curso ela também estimulou o marido a estudar junto para tentar uma graduação. Ele escolheu o curso de administração e também entrou na faculdade na mesma época que Luciene. Os dois foram aprovados na mesma seleção.

“Minha família me estimulou e eu também incentivei meu marido. Passamos noites e noites estudando e treinando redação. Não foi fácil, depois de tanto tempo voltar a estudar”, conta ela. 

Durante os quatro anos de curso, conseguir o dinheiro das mensalidades exigiu esforço e sacrifício. Cada centavo era contado. Conciliar trabalho, família e estudo foi outro desafio. Mas a situação ficou complicada mesmo no último ano de curso. Há nove meses, o pai de Luciene começou a enfrentar problemas renais e passou a fazer sessões de hemodiálise. 

Marido de Luciene abriu mão do baile de formatura para ver mulher comemorar o diploma (Foto: David Silva/Alian Eventos)
Marido de Luciene abriu mão do baile de formatura para ver mulher
comemorar o diploma (Foto: David Silva/Alian Eventos)
 
“Eu também tive que organizar o tempo para levar meu pai para as sessões, todas as semanas, na terça-feira, quinta-feira e sábado. Mas eu nunca desanimei. Às vezes chegava na sala de aula chorando, mas também encontrei amigas que foram como irmãs, que me apoiaram. Essa foi a época mais difícil, pois ocorreu quando eu já estava fazendo meu trabalho de conclusão de curso”, disse Luciene. 

Festa exclusiva para Luciene
Luciene e Pedro entraram na faculdade juntos e terminaram o curso juntos, mas apenas Luciene teve festa de formatura. “Meu marido abriu mão de fazer a formatura dele para que fosse feita a minha. Este também foi mais um motivo para homenagear ele. Eu não fiz isso para aparecer. Eu quis homenagear e confesso que estou um pouco surpresa com a repercussão que está tendo”, conta ela. 

Agora formada, Luciene disse que deseja um emprego na área, mas confessa que ama trabalhar como sucateira. “Por mim, eu trabalhava de dia com sucata e de noite como assistente social. Eu quero crescer na vida, mas nunca esquecer minhas origens. E se um dia for necessário eu sou capaz de largar tudo pra ir catar latinha na rua. Não tenho vergonha, pois foi com o dinheiro da reciclagem que eu sustentei minha família”, conta ela.

Exemplo de vida e inspiração para as filhas que já estão concluindo o ensino médio, Luciene disse que seu grande segredo é não perder tempo, reclamando dos problemas da vida. “E eu sempre digo ao meu marido que não reclame, pois quem reclama não sai da lama. Eu tinha que ser alguém na vida, não ser só sucateira, mas ter um curso superior pra dar exemplo para as minhas filhas. Tem gente que trabalha em escritório e diz que não tem tempo para estudar. Eu trabalho dentro da sujeira e pra mim não faltou garra pra terminar meu estudos. Tem gente que reclama de barriga cheia”, disse Luciene. 




 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

'Lixo me deu o luxo', diz sucateira da PB que levou latinhas para formatura

03/04/2017 12h22 

Luciene Gonçalves, de 35 anos, fez surpresa para família em Sousa.

Divulgação/David Silva
"Quando eu estava descendo as escadas eu pensava: 'o lixo desse povo está fazendo
eu descer essa escada", revelou



A conclusão do ensino superior é uma grande conquista na vida de qualquer pessoa. Digna de uma grande festa para marcar este momento. Pensando nisso, e em fazer uma surpresa para a família durante sua formatura no sábado (1º), a paraibana Luciene Gonçalves, de 35 anos, natural de Sousa, no sertão do estado, decidiu mostrar o orgulho de seu trabalho na festa do curso de Serviço Social. A sucateira desceu as escadas carregando latinhas vazias, que representaram sua fonte de renda para conseguir bancar os estudos em uma faculdade privada da região. A foto da moça viralizou nas redes sociais no final de semana, e vem recebendo comentários cheios de reconhecimento e felicitações.

"Vi que ali era um momento único na minha vida. Por causa da minha idade, porque entendia que seria difícil fazer outro curso, porque tenho filhas. Ali era meu orgulho, meu momento", afirmou Luciene. Ela disse que quis fazer uma surpresa para seu marido, filhas e sua família, para deixar tudo ainda mais marcante. Sobre a foto viralizar nas redes sociais, ela “não imaginou que teria toda essa repercussão”.

A formatura sempre foi um sonho da sousense, que inclusive participou da comissão de formatura - grupo de alunos responsável por também preparar a festa - e foi uma das que mais encorajou os colegas de turma a realizarem o grande evento.

A assistente social diz não sentir vergonha de trabalhar com lixo, e em nenhum momento da fase acadêmica se sentiu inferiorizada por isso. "Quando eu estava descendo as escadas eu pensava: 'o lixo desse povo está fazendo eu descer essa escada", revelou. “O lixo me deu o luxo de estar ali”, concluiu.

(Foto: Samy Play/AgitosPlay)
Sucata e rotina
Segundo Luciene, ela trabalha com sucata há sete anos. Junto com seu marido, Pedro Filemon, também de 35 anos, decidiu colocar a reciclagem após insistência de sua parte. Ele tinha medo do comércio não dar certo, e para ela, que contou ser positiva, não houve dificuldades e enxergou na reciclagem uma forma de renda para sustentar sua família. “Quando quis fazer a faculdade ele também disse que não ia dar certo. Mas eu insisti, sei como é importante ter educação”, afirmou.

Como todo panorama da economia, a crise afetou o negócio de Luciene e colocou em risco sua graduação. “Tinha mês que atrasava [a mensalidade]. Cidade pequena, muitos concorrentes, a crise. Mas a gente corria atrás”, disse a mãe de duas filhas, uma de 14 e outra de 12 anos.

A rotina de Luciene era frenética. Trabalho, família, faculdade. “Era muito difícil, eu ia correndo [após sair do trabalho] para a faculdade. Às vezes tinha dez ou quinze minutos para me arrumar e ir para a aula. Cheguei a dormir na aula por causa do cansaço, mas eu estava lá. Eu sonhava com esse curso”, relatou de forma emocionada.

Um problema de saúde do seu pai também surgiu em meio a toda essa rotina. Ele precisou iniciar hemodiálise - método de filtração do sangue por meio de um rim artificial -, um processo doloroso e repetitivo, e ficou sob os cuidados de Luciene. Segundo a sucateira, ela já chegou a fazer prova chorando por causa do estado de saúde do seu pai. Suas filhas, Hilda Maria, de 14 anos, e Camilly, de 12 anos, também nunca deixaram ela desistir. “Elas sempre me apoiaram e nunca me deixaram pensar em desistir”, exaltou.



Vergonha. Palavra que sempre é pauta na vida de Luciene. “Você não tem vergonha de trabalhar com lixo?”, “você não sente vergonha de estar no chão com seus empregados?”, são algumas das perguntas que ela revelou ouvir. Os questionamentos são respondidos com o mesmo orgulho de quem desceu as escadas com latinhas. “Eu não tenho vergonha. Não posso ter vergonha de onde tiro meu sustento. Trabalho como todos”, contou.

Sucateira ou assistente social
Luciene quer seguir na área de reciclagem e continuar gerenciando sua sucata. Porém, também almeja atuar como assistente social. “Quero comprar meu lixo de dia e ser do serviço social de noite”, resumiu.




“Se me perguntarem o que eu sou, vou dizer que sou uma sucateira - e com orgulho - e depois vou dizer que sou uma assistente social”, afirmou Luciene.

Luciene Gonçalves já possui mais dois comércios, além da sucata onde tudo começou, e agora está graduada em Serviço Social. “Nunca tive medo de enfrentar nada”, finalizou.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Agricultor cria parque de diversões com materiais reciclados na Paraíba

16/02/2017 19h24 - Atualizado em 16/02/2017 19h24
José Luiz, de 78 anos, criou brinquedos e aparelhos de ginástica.
Agricultor faz a alegria de moradores de Belém, no Agreste da Paraíba.

Gabriel Costa* 

Do G1 PB

Parque construído com materiais reciclados por agricultor de Belém, região agreste da Paraíba. (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Parque construído com materiais reciclados por agricultor de Belém, região agreste da Paraíba. (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

José Luiz, agricultor de Belém, no Agreste paraibano, tem 78 anos e não pensa em parar de trabalhar. Na verdade, ele dedica boa parte do seu tempo em fazer a alegria das crianças da região: Luiz construiu um parque de diversões no quintal de casa todo feito apenas com materiais reciclados.

O agricultor deixou um pouco de lado a lavoura e sua rotina atualmente é dentro da sua oficina, o berçário das suas invenções. Utilizando materiais que encontra na rua e também recebendo doações de donos de parques da cidade, seu Luiz começou a fazer brinquedos e percebeu que era bom nisso. “Fiz uma coisa e deu certo. Aí fui trabalhando em outra, deu certo. O povo foi dando valor: ‘esse ficou bom’, ‘faz outro!’. E fui continuando”, conta o inventor.

Ele teve oito filhos que, quando cresceram, foram morar em outra cidade. Seu Luiz e a esposa ficaram sós em casa e sentiram a falta que faz uma mesa cheia. Sentiram também a falta de receber visitas em casa. Com os brinquedos que ele criou, conseguiu formar um parque de diversões no seu quintal: o Parque São Luiz.

José Luiz, agricultor e inventor do parque de diversões. (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
José Luiz, agricultor e inventor do parque de
diversões. (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Quando chega o final de semana, não dá outra: a casa fica lotada de crianças! Gabriel mesmo, menino de quatro anos, vive no parque. Já José Catarino, diz que aprendeu a andar de pernas-de-pau apenas por causa das invenções de seu Luiz. “Cheguei aqui, comecei a pegar nas pernas-de-pau e aprendi”, conta. Afinal, como não gostar de lá? O parque São Luiz tem balanços, gangorras, brinquedos até que a gente não sabe nem se tem nome, mas sabe que as crianças passam a semana pedindo que chegue o sábado para irem brincar lá.


Além dos brinquedos
O melhor é que não só a molecada é muito bem-vinda no parque de diversões, lá também tem uma academia ao ar livre. O agricultor achou pouco fazer a alegria dos pequenos e também decidiu utilizar sua criatividade para os mais velhos, senão alegres, mas com um corpo malhado. José Luiz criou equipamentos de ginástica também com a mesma lógica dos brinquedos; utilizando apenas sucata e materiais reciclados.

“Até eu que já sou adulto me sinto uma criança aqui no parque de seu Luiz. Todo mundo já conhece e fala: ‘ah, vamos lá pra seu Luiz!’”, relata o músico Luciano Gabriel, morador da região. O parque já existe há três anos e nunca cobrou nada dos seus visitantes.

O melhor pagamento
O que motiva seu Luiz é a certeza de que nos finais de semana os risos das crianças e suas brincadeiras estarão no seu quintal. “Meus netos dizem: ‘vamos lá pra casa de vô que lá tem brinquedo pra a gente brincar’; e chegam correndo um atrás do outro. Entram nem em casa pra tomar água!”, diz.

O sorriso é ainda raro no rosto de José Luiz, sofrido do Sol e do suor, como todo trabalhador da lavoura que faz da terra a sua sobrevivência. Mesmo assim o cansaço e nem a rotina dura tira dele a felicidade que é ter a casa cheia novamente. “Isso é o que me dá prazer. É a melhor coisa da vida”, conta o agricultor e inventor.

*Sob supervisão de Taiguara Rangel.






sábado, 11 de fevereiro de 2017

Mãe junta 300 kg de latinhas e realiza sonho de filho estudar na Europa

11/02/2017 08h40 - Atualizado em 11/02/2017 08h40
Paraibana fez rifa, juntou latinhas, alumínio e plástico e recebeu doações.
Estudante Pedro Fernandes faz intercâmbio na Finlândia há quase um ano.

Dani Fechine*

Do G1 PB


Isabel reuniu mais de 300kg de latas para ajudar manutenção do filho na Europa (Foto: Isabel Cristina/Acervo Pessoal)
Isabel reuniu mais de 300 kg de latas para ajudar manutenção
do filho na Europa (Foto: Isabel Cristina/Acervo Pessoal)
 
“Meus filhos vão realizar tudo que eu não pude realizar”, confessou a paraibana Isabel Cristina Fernandes, de 51 anos, que lutou contra a própria realidade para que o filho Pedro, de 18 anos, realizasse o sonho de estudar em um intercâmbio na Finlândia. Natural da Cidade de Picuí e trabalhando há 24 anos na sede recreativa da Associação dos Magistrados da Paraíba, em Cabedelo, junto com o marido Milton Viana, Isabel conseguiu arrecadar mais de R$ 1,2 mil coletando material reciclável.

Latinhas, alumínio e plástico ajudaram o filho a se manter no país onde começou a estudar idiomas. Hoje, além de trabalhar com o marido na Associação dos Magistrados, onde também mora há 24 anos, Isabel faz cocadas, trufas, cupcakes e outros doces para ajudar no custeio. O que iria para o lixo no trabalho, Isabel transformava em dinheiro. No caminho para a igreja, também apanhava o que conseguia.
  
Uma arrecadação dos magistrados da Paraíba, do Rio Grande do Norte, de São Paulo e de Pernambuco, ajudou Isabel a completar R$ 30 mil para realizar o sonho do filho. "Eu ainda vou para longe, ainda vou voar, morar em outro país", foi com esse desejo de Pedro que tudo começou, conforme conta Isabel.

Para ela, a única solução era o filho estudar. Ele queria fazer algum curso de idiomas, mas se a mãe utilizasse o dinheiro para isso, a família não teria o que comer. Então Pedro começou a estudar por conta própria, no computador. “Assistia seriado sozinho e sempre cantava em inglês, para aprender”, contou Isabel. Quando uma mulher de Taiwan se hospedou no clube da associação, todos ficaram surpresos com a desenvoltura de Pedro para conversar em inglês.

Isabel fez a inscrição de Pedro na Associação Rotary para tentar o intercâmbio e, após a realização da prova, ele foi classificado em oitavo lugar. Na preparação da papelada necessária, mais um desafio. “Quando eu vi o que eu tinha que pagar eu pensei que ele não ia mais”, refletiu a mãe.

A campanha atingiu amigos de Isabel e do magistrado Manoel Abrantes, que ajudou junto a outros a reunir o dinheiro necessário. No início, eles precisavam de mais de R$ 5,2 mil para dar início à viagem. Em menos de três dias, a conta bancária de Isabel já somava R$ 6 mil.

Sonho realizado
Pedro está na Finlândia desde agosto de 2016 e hoje ele já fala inglês, sueco e está aprendendo francês. Foi aprovado no curso de Relações Internacionais, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e deve começar o curso quando voltar ao Brasil, provavelmente no final do mês de julho deste ano.

Com a partida de Pedro, o coração de Isabel ficou pequeno. A porta do desembarque era minúscula para um futuro tão grande que estava por vir.  “É uma dor quando a gente vê nossos filhos saindo daquela portinha do aeroporto”, disse Isabel.


Pedro, de 18 anos, conseguiu realizar sonho de intercâmbio na Finlândia (Foto: Pedro Fernandes/Acervo Pessoal)
Pedro, de 18 anos, conseguiu realizar sonho de intercâmbio
na Finlândia (Foto: Pedro Fernandes/Acervo Pessoal)
 
Agora Isabel vende uma rifa. Recebeu uma doação de uma suqueira como prêmio e só vai parar com as vendas quando o objetivo for alcançado: pagar o passeio da escola do filho para conhecer outros países da Europa.

“Eu me sinto muito feliz, que às vezes é até inexplicável de falar, é incrível quando você sonha a vida toda de ir para o exterior e de repente seu sonho se realiza”, disse Pedro. “Isso mostrou que eu sou capaz e que tudo é questão de querer. E hoje eu posso ver que todo o esforço que a minha mãe fez está valendo a pena", completou.

24 anos de dedicação e amor
Casados há 24 anos e com dois filhos, Isabel e Milton fazem pela família o que não puderam fazer por si mesmos. Além de Pedro, o filho mais velho do casal tem 22 anos e se chama Severino, estudante de Farmácia, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). “Eu quero que eles sejam vitoriosos por tudo isso. Cada luta que eles viram que a gente passou, que eles reconheçam. Isso é tudo maravilhoso”, declarou.

Nascida no Município de Picuí, Isabel viveu por uma escolha da mãe. O pai não assumiu a paternidade e queria que a gravidez fosse abortada. Ela resistiu e colocou Isabel no mundo. Os sonhos de Isabel têm a mesma marca de luta e de lição de vida. “Eu vou lá ver meu filho na Finlândia. Eu sempre sonhei em ir longe, conhecer o mundo. Meu filho puxou a mim”, disse.


Isabel está casada e trabalha na Associação de Magistrados há 24 anos (Foto: Isabel Cristina/Arquivo Pessoal)
Isabel trabalha na Associação de Magistrados da Paraíba há 24 anos e teve ajuda
de uma campanha que arrecadou dinheiro para a viagem do filho
(Foto: Isabel Cristina/Arquivo Pessoal)

*Sob supervisão de Taiguara Rangel


Fonte 


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Saiba onde trocar lixo eletrônico por desconto em conta de luz na Paraíba

24/04/2015 18h47 - Atualizado em 24/04/2015 20h14

Pontos de coleta estão espalhados por todo o estado.
Aparelhos como televisor, teclado e caixa de som são aceitos.
 
Do G1 PB


Coleta de lixo eletrônico será neste sábado (20), das 10h às 16h, na Praça Santa Rita (Foto: Daniela Ayres/ G1)
Ação já funciona desde de março e faz
parte do Projeto Conta Cidadã
(Foto: Daniela Ayres/ G1)
A Paraíba tem 19 pontos de troca de aparelhos eletrônicos e de informática sem utilidade por descontos na conta de luz. A ação já funciona desde março e faz parte do Projeto Conta Cidadã da concessionária de energia do estado, a Energisa. A empresa disponibiliza pontos de coleta fixos em Campina Grande, João Pessoa e Bayeux além de unidades móveis em várias partes do estado.
 
O cliente precisa ir até um dos postos de coleta levando a conta de energia elétrica mais recente ou, se já possuir, o cartão de cadastro no Conta Cidadã. O desconto será calculado a partir da quantidade de lixo eletrônico que será levado e o desconto será concedido na cobrança seguinte. Nos pontos de coleta haverá uma balança para pesar os materiais.
 
De acordo com a Energisa, a reciclagem dos materiais será feita por diversas empresas especializadas. Veja abaixo os pontos de coleta.

Materiais aceitos
CPU, monitor, impressora, notebook, teclado, mouse, caixa de som, no break, estabilizador, leitor de CD/DVD, HD, floppy drive, fonte, roteador, centrais telefônicas. TV, aparelhos de som, vídeo cassete, aparelho de DVD, receptor de sinal de tv, ar condicionado, micro-ondas e ventilador.
 
Também são aceitas calculadoras, conversores diversos, celulares, telefones, tablets, liquidificador, aspirador de pó, batedeira, lavadora de roupa, secadora de roupa, lavadoura de prato, enceradeira, filmadoras, máquina de fotografia, secretária eletrônica balança eletrônico, CD player, motores e transformadores.
 
Para mais informações, o consumidor deve ligar para 0800 083 0196.


CIDADE BAIRRO ENDEREÇO DIA HORÁRIO
João Pessoa Cruz das Armas Av. Cruz das Armas Segunda à sexta-feira
Sábado
08h às 17h
07h às 11h
João Pessoa Jaguaribe Feira de Jaguaribe Quarta e sexta-feira Quarta 08h às 16:00/ Sexta 08 às 16:30
João Pessoa Bessa Rua Dr. Francisco de Assis Câmara Dantas Terça-feira 08h às 16h
João Pessoa Colinas do Sul (Gervásio Maia) Rua da Pedra do Reino Quinta-feira 09h às 15h
João Pessoa Manaíra Rua Manoel Bezerra Cavalcante Quarta e quinta-feira Quarta 08:30 às 16:30/ Quinta 08:30 às 16:00
João Pessoa Bancários Rua Efigênio Barbosa Silva Sexta-feira 08h às 16h
João Pessoa Mandacaru Rua João de Brito Lima Moura Segunda e terça-feira 08:30h às 16h
João Pessoa Alto do Mateus Av. Col. Joca Velho Quinta-feira 09h às 16:30
João Pessoa Valentina Rua Pedro Nolasco de Menezes Filho Sexta-feira 08:30 às 14:30h
João Pessoa Ilha do Bispo Avenida Redenção Segunda-feira 08h às 16:30
Bayeux Mario Andreazza Rua Nivaldo Domingues Segunda-feira (quinzenal) 08h às 15h
Bayeux Comercial Norte Rua Projetada Segunda-feira (quinzenal) 09h às 15h
Campina Grande Bodocongó Rua João Sérgio de Almeida Segunda à sexta-feira 09h às 15h
Campina Grande Liberdade Rua Odon Bezerra Segunda à sexta-feira 09h30 às 15h30
Campina Grande José Pinheiro Rua Marineira Agra Quarta, Quinta e Sexta-feira 10h às 16h
Campina Grande Presidente Médice Rua João Cavalcante de Arruda Segunda e terça-feira 10h30 às 16h30
Campina Grande Cinza Rua Cláudio B. Lima Segunda-feira 08:30h às 14:30h
Campina Grande Catolé Rua Luiza Motta Terça e Sexta-feira 10h às 16h
Campina Grande Malvinas Av. Plínio Lemos Quarta-feira 09h às 15h




terça-feira, 24 de março de 2015

População pode trocar lixo eletrônico por desconto em conta de luz na PB

24/03/2015 10h43 - Atualizado em 24/03/2015 10h43

Pontos de coleta estarão espalhados por todo o estado.
Aparelhos como televisor, teclado e caixa de som são aceitos.
 
Do G1 PB
 
Coleta de lixo eletrônico será neste sábado (20), das 10h às 16h, na Praça Santa Rita (Foto: Daniela Ayres/ G1)
Energisa quer recolher 15 t de lixo eletrônico
(Foto: Daniela Ayres/ G1)
Moradores da Paraíba podem trocar aparelhos eletrônicos e de informática sem utilidade por descontos na conta de luz. A ação, divulgada nesta terça-feira (24), faz parte do Projeto Conta Cidadã da concessionária de energia do estado, a Energisa. A empresa disponibiliza pontos de coleta fixos em Campina Grande, João Pessoa e Bayeux além de unidades móveis em várias partes do estado.
 
O cliente precisa ir até um dos postos de coleta levando a conta de energia elétrica mais recente ou, se já possuir, o cartão de cadastro no Conta Cidadã. O desconto será calculado a partir da quantidade de lixo eletrônico que será levado e o desconto será concedido na cobrança seguinte. Nos pontos de coleta haverá uma balança para pesar os materiais.
 
De acordo com a Energisa, a reciclagem dos materiais será feita por diversas empresas especializadas. A empresa planeja coletar 15 toneladas de lixo nos pontos de coleta nos próximos 30 dias. Veja abaixo os pontos de coleta.
 
Materiais aceitos
CPU, monitor, impressora, notebook, teclado, mouse, caixa de som, no break, estabilizador, leitor de CD/DVD, HD, floppy drive, fonte, roteador, centrais telefônicas. TV, aparelhos de som, vídeo cassete, aparelho de DVD, receptor de sinal de tv, ar condicionado, micro-ondas e ventilador.
 
Também são aceitas calculadoras, conversores diversos, celulares, telefones, tablets, liquidificador, aspirador de pó, batedeira, lavadora de roupa, secadora de roupa, lavadoura de prato, enceradeira, filmadoras, máquina de fotografia, secretária eletrônica balança eletrônico, CD player, motores e transformadores.

Para mais informações, o consumidor deve ligar para 0800 083 0196.

CIDADE BAIRRO ENDEREÇO DIA HORÁRIO
João Pessoa Cruz das Armas Av. Cruz das Armas Segunda à sexta-feira
Sábado
08h às 17h
07h às 11h
João Pessoa Jaguaribe Feira de Jaguaribe Quarta e sexta-feira Quarta 08h às 16:00/ Sexta 08 às 16:30
João Pessoa Bessa Rua Dr. Francisco de Assis Câmara Dantas Terça-feira 08h às 16h
João Pessoa Colinas do Sul (Gervásio Maia) Rua da Pedra do Reino Quinta-feira 09h às 15h
João Pessoa Manaíra Rua Manoel Bezerra Cavalcante Quarta e quinta-feira Quarta 08:30 às 16:30/ Quinta 08:30 às 16:00
João Pessoa Bancários Rua Efigênio Barbosa Silva Sexta-feira 08h às 16h
João Pessoa Mandacaru Rua João de Brito Lima Moura Segunda e terça-feira 08:30h às 16h
João Pessoa Alto do Mateus Av. Col. Joca Velho Quinta-feira 09h às 16:30
João Pessoa Valentina Rua Pedro Nolasco de Menezes Filho Sexta-feira 08:30 às 14:30h
João Pessoa Ilha do Bispo Avenida Redenção Segunda-feira 08h às 16:30
Bayeux Mario Andreazza Rua Nivaldo Domingues Segunda-feira (quinzenal)
08h às 15h
Bayeux Comercial Norte Rua Projetada Segunda-feira (quinzenal)
09h às 15h
Campina Grande Bodocongó Rua João Sérgio de Almeida Segunda à sexta-feira 09h às 15h
Campina Grande Liberdade Rua Odon Bezerra Segunda à sexta-feira 09h30 às 15h30
Campina Grande José Pinheiro Rua Marineira Agra Quarta, Quinta e Sexta-feira 10h às 16h
Campina Grande Presidente Médice Rua João Cavalcante de Arruda Segunda e terça-feira 10h30 às 16h30
Campina Grande Cinza Rua Cláudio B. Lima Segunda-feira 08:30h às 14:30h
Campina Grande Catolé Rua Luiza Motta Terça e Sexta-feira 10h às 16h
Campina Grande Malvinas Av. Plínio Lemos Quarta-feira 09h às 15h

domingo, 1 de março de 2015

Incêndio atinge depósito de materiais recicláveis em João Pessoa

01/03/2015 15h41 - Atualizado em 01/03/2015 15h41

Material queimado gerou uma nuvem de fumaça e preocupou moradores.
Bombeiros foram acionados e controlaram o fogo; perícia será realizada.
 

Do G1 PB


Queima dos materiais recicláveis resultou em uma nuvem de fumaça densa que assustou moradores (Foto: Eduardo Gama/ Arquivo pessoal )
Queima dos materiais recicláveis resultou em uma nuvem de fumaça que
assustou moradores (Foto: Eduardo Gama/ Arquivo pessoal )

Um incêndio atingiu um depósito de materiais recicláveis no final da manhã deste domingo (1º) no Monsenhor Magno, Zona Sul de João Pessoa e assustou moradores próximos do local. O terreno era usado para guardar materiais como papelão, plástico, alumínio e ferro. A queima do material resultou em uma densa nuvem de fumaça, que assustou moradores e quem passava pelo local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e uma equipe da brigada de incêndio foi enviada até o terreno e controlou as chamas rapidamente. Segundo os homens do Corpo de Bombeiros, uma perícia será realizada no local para descobrir o que causou o incêndio. Nenhuma pessoa ficou ferida no incidente e também não há relatos de intoxicação por conta da fumaça.



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sedurb já recolheu mais de 1.500 garrafas de vidro no ‘São João Pra Valer’

24/06/2014 - 17:09 

A medida é para garantir a segurança das pessoas que vão curtir a festa. 
 

 A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), já trocou mais de 1.500 garrafas de vidro com as de plástico durante os três dias de ‘São João Pra Valer’, realizado no Busto de Tamandaré. A medida é para garantir a segurança das pessoas que vão curtir uma das festas mais populares do Brasil.
 
Sessenta fiscais e agentes de controle urbano da Sedurb estão distribuídos em três pontos de trocas de garrafas de vidro por assemelhados de plástico, situados no entorno do Busto de Tamandaré, entre as praias de Tambaú e Cabo Branco. A intenção é evitar o uso potencialmente perigoso do vidro em brigas, crimes e acidentes.
 
“As pessoas podem curtir o São João Pra Valer em paz, porque a segurança no entorno do Busto de Tamandaré está garantida. A Prefeitura de João Pessoa pensou em tudo para garantir o bem-estar do forrozeiro, inclusive na troca das garrafas de vidro com assemelhados de plástico”, garantiu o secretário adjunto da Sedurb, José Gadelha Neto.
 
Segurança – Cerca de 400 homens das polícias Civil e Militar, Guarda Civil Municipal, Corpo de Bombeiros e efetivo particular participam do esquema de segurança integrada durante os dias de shows do São João Pra Valer no Busto de Tamandaré.
 
Programação – Nesta terça-feira (24), dia de São João, a banda Luan Estilizado sobe ao palco e promete um passeio por todos os clássicos do forró com arranjos diferentes, em que são introduzidos instrumentos elétricos, tais como a guitarra e o teclado. Antes, no entanto, as apresentações da noite serão abertas pelo Forró da Xeta.

Secom-JP



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Resíduos de borracha são reaproveitados em asfalto

Pesquisa desenvolvida na UFCG aponta que resíduos de borracha da produção de sandálias aumenta a durabilidade da pista.
 





Uma pesquisa desenvolvida no curso de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) está criando uma tecnologia de reaproveitamento de resíduos de borracha que sobram da produção industrial de sandálias para a produção de asfalto. A descoberta diminui o impacto negativo no meio ambiente.
 
Segundo o professor doutor Ariosvaldo Barbosa Sobrinho, orientador da pesquisa – uma tese de doutorado que será defendida hoje às 15 h, na UFCG, em Campina Grande, pelo pesquisador Fábio Remy –, os estudos mostraram que os resíduos de borracha acrescentados aos ingredientes que formam a manta asfáltica conferem maior flexibilidade ao asfalto e podem até triplicar a durabilidade da pista.

“Utilizamos o produto proveniente do petróleo e junto aos outros ingredientes, como brita e areia, adicionamos o material borrachoso, oriundo da produção de sandálias da Alpagartas em Campina Grande”, explicou.

De acordo com o orientador, há um aumento de 10% no custo de produção, mas segundo ele, o gasto é mínimo, quando comparado aos benefícios gerados. “Envolve mais energia, para manter aquecida a massa asfáltica e um maquinário específico. Mas o custo é muito pequeno, se levarmos em consideração a qualidade. O asfalto borracha é mais silencioso, mais flexível e dura até três vezes mais do que o convencional”, enfatizou.

Segundo Ariosvaldo Barbosa, a pesquisa é pioneira no Brasil, com relação ao uso de borracha proveniente de calçados para a produção de asfalto.

Indagado sobre o trabalho, o pesquisador Fábio Remy afirmou que uma vez concluído, a expectativa é que ele seja colocado em prática. “Comecei a pesquisa percebendo a carência de inovações. Estamos focados na defesa do projeto, que prevê a integração dessas partículas oriundas dos resíduos sólidos para melhorar a qualidade do asfalto. Futuramente, esperamos colocar os estudos em prática”, salientou.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Emlur recolhe mais de 90 toneladas de lixo após o Réveillon em João Pessoa

Número representa a coleta realizada nas Avenidas João Maurício, Almirante Tamandaré, Cabo Branco e áreas adjacentes, localidades onde diariamente são recolhidas 40 toneladas


Cidades | Em 02/01/2014 às 15h24, atualizado em 02/01/2014 às 15h29 | Por Redação, com assessoria


Reprodução/Internet
Imagem ilustrativa

Os agentes de limpeza da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) recolheram 93,21 toneladas de lixo domiciliar nas principais avenidas localizadas no entorno da Orla, no primeiro dia do ano, após as festividades relacionadas ao Réveillon. 
O número representa a coleta realizada nas Avenidas João Maurício, Almirante Tamandaré, Cabo Branco e áreas adjacentes, localidades onde diariamente são recolhidas 40 toneladas, ou seja, durante as comemorações de final de ano houve um acréscimo de 130% no número de lixo produzido pela população.
Mais de 200 agentes de limpeza trabalharam antes, durante e após as comemorações, garantindo a manutenção e limpeza da orla. Todo o material recolhido através da coleta e varrição foi encaminhado ao Aterro Sanitário Metropolitano, localizado a 15 km de João Pessoa.
 
Para o superintendente Anselmo Castilho, o esquema montado pela Emlur para dar assistência à limpeza da cidade superou as expectativas. “Ocorreu tudo como planejado. Agradecemos o empenho dos agentes de limpeza e demais servidores que contribuíram para a realização deste brilhante trabalho”, ressaltou o superintendente.
 
Reciclagem - De acordo com o coordenador do setor de Coleta Seletiva da Emlur, Ulysses Ximenes, pelo menos 4,8 toneladas do lixo recolhido deve ser reaproveitado. “Entre Tambaú e Cabo Branco foram 3 toneladas e, no Bessa, foi recolhida 1,8 tonelada, entre papéis, plástico, alumínio e vidro”, disse o coordenador.
 
Ações - Foram realizados serviços de catação e varrição manuais, lavagem do calçadão com carros-pipa e coleta de lixo através de caminhões compactadores e triciclos de carga, tanto antes dos festejos, quanto após o réveillon.
Máquinas de varrição e catação mecanizadas também auxiliaram nas ações e caminhões caçamba foram usados para coletar entulhos e podas. 


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Presépio natalino feito com materiais recicláveis chama atenção na PB

24/12/2013 13h31 - Atualizado em 24/12/2013 13h31

Obra está localizada ao lado do Museu de Arte Popular da Paraíba.
Todos os personagens foram feitos em tamanho real, totalizando 16 peças.
 
Do G1 PB
 
 

Um presépio natalino no Açude Novo, em Campina Grande, vem encantando as pessoas que passam por lá, principalmente por ter sido todo construído com materiais recicláveis, levando educação ambiental para um lugar público. Todos os personagens foram feitos em tamanho real, totalizando 16 peças.
 
Os artesãos de Campina Grande tiveram um mês para concluir a obra e encantar os turistas que vieram durante o feriado para a cidade. O presépio está localizado ao locado do Museu de Arte Popular da Paraíba, e foi construído através de um projeto da Universidade Estadual da Paraíba em parceria com um grupo de produção de peças artísticas e decorativas com o uso de resíduos sólidos.
“Foram mais de 30 dias de trabalho, e a gente se esforçando para fazer o melhor possível para expor nosso trabalho”, disse Hermógenes Araújo, coordenador do projeto. O artista plástico Sandrak Soares, que participou da confecção do presépio, explicou que “aí tem papel, papelão, revistas velhas, restos de canos. E agora concluído para toda comunidade ver que podemos reaproveitar o que temos”.


 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Paraíba vence prêmio nacional com projeto de reciclagem de resíduo urbano

Terça-feira, 26 de novembro de 2013 - 16h47 


O subprojeto de reciclagem de resíduos da Associação dos Catadores de Material Reciclado (Ascamare) de Bonito de Santa Fé, financiado pelo Governo do Estado através do Projeto Cooperar e Banco Mundial, foi um dos quatro vencedores da primeira edição do Prêmio Cidade Pró-Catador promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República. O resultado foi divulgado no site oficial do Governo Federal na tarde da segunda-feira (25).
 
Os outros contemplados foram os municípios de Arroio Grande (RS), Crateús (CE) e Ourinhos (SP).
 
O prêmio tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade às prefeituras cujas práticas com inclusão social e econômica de catadores possam ser referências para incentivar outros municípios a implementarem suas iniciativas. Também tem a finalidade de aprofundar o conhecimento dos gestores públicos federais, estaduais e municipais sobre políticas públicas de reciclagem, coleta seletiva e inclusão social e econômica de catadores, e criar um banco de boas práticas.
 
A premiação acontecerá em São Paulo durante o Natal da presidenta Dilma Rousseff com os catadores de materiais recicláveis e população de rua, no próximo mês. Além do reconhecimento, dois representantes de cada experiência – um gestor público municipal e um catador – serão contemplados com viagens para conhecer experiências internacionais de reciclagem.
 
O Subprojeto de Reciclagem de Resíduos Sólidos foi contemplado com recursos do Cooperar no valor de R$ 399,8 mil investidos em obras, instalações e equipamentos, como a construção de galpão para triagem com área coberta de 273 m², caminhão com tela de proteção, garagem, equipamentos e material permanente, empilhadeira elétrica manual, balança digital, 10 carrinhos manuais para coletar recicláveis, 16 contentores de resíduos sólidos, prensa mecânica e outros, além de material de consumo, como luvas, máscaras para proteção e fardamento. O terreno de 2 hectares foi conseguido em parceria com a Prefeitura Municipal.


Dos 63 municípios inscritos no Prêmio Cidade Pró-Catador, dez foram selecionados na primeira etapa: Arroio Grande (RS), Bonito de Santa Fé (PB), Crateús (CE), Itaúna (MG), Lavras (MG), Manhumirim (MG), Novo Hamburgo (RS), Ourinhos (SP), Santa Cruz do Sul (RS) e Tibagi (PR).
 
Avaliação – Os projetos foram avaliados in loco pela comissão de técnicos do Governo Federal que escolheram os quatro que mais se destacam no desenvolvimento de políticas públicas junto aos catadores de materiais recicláveis.
 
A comissão avaliadora era formada por técnicos da Secretaria-Geral da Presidência da República, Secretaria de Assuntos Federativos da Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Fundação Banco do Brasil.
 
Já a comissão julgadora, que escolheu os quatro ganhadores do prêmio, foi formada por membros do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os critérios utilizados para a seleção foram a inclusão socioeconômica dos catadores, sustentabilidade, caráter inovador, replicabilidade, impacto no público-alvo, integração com outras políticas, participação da comunidade, existência de parcerias e escopo do projeto.
 
Qualidade de vida – Para a presidente da Ascamare, Rita da Silva Miguel, que trabalhava como gari e agora também é responsável pela coleta seletiva de Bonito de Santa Fé, o prêmio é um reconhecimento do trabalho feito. “Antes, com o preconceito, nós éramos escanteados, e agora estamos mostrando que temos valor para a sociedade”, destacou.
 
Rita da Silva disse que o Cooperar foi à base de tudo, pois antes do apoio do órgão em 2012, não tinha sequer o fardamento para trabalhar. “Com a coleta melhorou muito e ainda vai melhorar mais. Com os ganhos, minha feira passou a ser maior e ainda comprei a mobília da minha casa”, lembrou.
 
De acordo com o extensionista da Universidade Federal da Paraíba, Tarcísio Valério da Costa, que foi responsável pelo projeto de implantação da coleta seletiva em Bonito de Santa Fé, para consolidar a ação, a associação passou por um período de capacitação sobre associativismo, economia solidária e educação ambiental, em parceria com a UFPB, e passou por oficina de capacitação imersa pelo Método Itog (Investimento, Tecnologia, Organização e Gestão) do Cooperar.
 
Além disso, toda a cidade praticamente foi envolvida na capacitação com campanhas educativas e palestras, que continuam sendo feitas nas escolas, associações e nos meios de comunicação locais.
 
Tarcísio Valério lembrou que após a implantação da coleta, em março de 2012, a associação chegou a produzir em três meses cerca de 2 toneladas de material reciclável. Hoje, mensalmente tem uma produção de 7 toneladas e faturamento de R$ 3,8 mil, divididos entre os 113 associados. A produção do material é vendida para uma empresa de reciclagem de Juazeiro do Norte (CE).
 
Adesão – A cidade também aderiu à coleta seletiva e duas vezes por semana os moradores dividem em sacolas plásticas os resíduos gerados em suas residências, separando o material orgânico do material reciclável (vidros, papelão, alumínio, entre outros). O material coletado vai para dois Pontos de Entrega Voluntária (Pev), de acordo com calendário semanal distribuído pela Ascamare.
 
Tarcísio destacou que reciclar é bom tanto para o meio ambiente como para quem recicla. Mas lembrou que as pessoas ainda não atentaram para a iniciativa, pois apenas 55% dos resíduos produzidos são recicláveis e 45% não são aproveitados e o destino infelizmente são os aterros sanitários.
 
Ele disse que dados do Ipea de 2010 revelam que o potencial da cadeia produtiva de recicláveis pode chegar a gerar uma movimentação financeira de R$ 8 bi com a implantação de políticas públicas para o segmento. “A indústria da confecção, por exemplo, utiliza 32% de pet”, informou.
 
O Prêmio Cidade Pró-Catador conta ainda como parceiros com o Ministério do Meio Ambiente, Fundação Banco do Brasil, Ipea e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.