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sexta-feira, 5 de maio de 2017

População denuncia despejo de esgoto no Mar dos Macacos, em Intermares

Vídeos postados ontem mostram o momento que as ondas do mar se misturam às águas poluídas


Praia do surfista em Intermares (Foto: Reprodução/panoramio)

O esgoto mais uma vez invadiu a praia de Intermares, em Cabedelo, e deixou o Mar dos Macacos poluída, depois que pescadores locais abriram, na tarde de quinta-feira (04), o maceió para dar passagem às águas contaminadas rumo à praia. A ação levou a população local a denunciar o problema por meio das redes sociais, reclamando da “fedentina” na praia e no mar, prejudicando os banhistas.  

O secretário de Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Farias Marques, admitiu nesta sexta (05) que a água chega, de fato, com esgoto, e explicou que ao longo do rio Jaguaribe, às margens, existem comunidades que despejam o esgoto diretamente no rio, e o braço do rio que desagua entre Intermares e João Pessoa leva esse esgoto para o Maceió.

“De vez em quando o maceió abre, ou espontaneamente em função das chuvas, ou moradores e pescadores daquela comunidade ali, abrem, como foi feito ontem. Eles abrem para pescar”, afirmou o secretário.

No entanto, segundo ele, outro motivo que faz essas comunidades abrirem o maceió, também, é para que, com as chuvas, a água não retorne para as casas dos ribeirinhos que residem às margens do rio e sofrem com as inundações.

“Margeando o rio Jaguaribe, tanto do lado de João Pessoa como de Cabedelo, tem aproximadamente umas 300 casas em comunidades carentes, na beira do rio, lançando o esgoto diretamente no rio, e vai para dentro do maceió”, explicou o secretário.
Esse material fica sedimentado no fundo do maceió, que ao ser aberto, polui a praia com o esgoto que vem junto com a água e os sedimentos do rio.

De acordo com o secretário, o problema está sendo discutido pelas prefeituras de Cabedelo e João Pessoa, o Ministério Público Federal, Ibama e Sudema, e segundo ele, para solucionar a questão, as famílias teriam que ser transferidas para outras localidades. “É um problema social, econômico e ambiental. “A gente está tentando viabilizar uma área para transferir parte dessas comunidades para coibir esse lançamento de esgoto no rio”, disse.

Vídeos postados ontem mostram o momento que as ondas do mar se misturam às águas poluídas. Walber Farias informou que a última audiência com o MPF para tratar do assunto foi realizada no final do ano passado.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Ambientalistas farão campanha para preservação do caranguejo

Paraíba
26.01.2017 - 17:08:06


Ambientalistas farão campanha para preservação do caranguejo

Secretários de Meio Ambiente de vários municípios, além de representantes da Sudema e da ONG SOS Caranguejo-Uçá estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira, 26, com o Superintendente do Ibama, Thiago Diniz. O encontro teve como objetivo o planejamento da campanha educativa de preservação do caranguejo porque se aproximam as datas de "andada" do crustáceo, período em que fica proibida sua captura. 

A ação terá início nesta sexta-feira, 27, às 7h30 no Mercado Público de Cabedelo, e as 10h será lançada oficialmente a campanha no "Golfinho Bar". O trabalho educativo será realizado em toda extensão do litoral paraibano e nos mercados livres. 

Confira a programação da campanha:

Dia 27/01 - (Sexta-feira) 
7h30 - Mercado público de Cabedelo
8h30 - Mercado público de Bayeux
9h - Mercado público de Tambaú (João Pessoa)
10h - Bar Golfinhos (Bessa)- Lançamento oficial da campanha.

Dia 03/02 - (Sexta-feira)
9h30 - Barra de Camaratuba 
10h30 - Baia da Traição

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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Empresas são multadas por crime ambiental em Cabedelo, na Paraíba

28/04/2016 11h05 - Atualizado em 28/04/2016 11h15
 
Somadas, as multas para a Cagepa e Tecop chegam a R$ 220 mil.
Ações são resultado de denúncias da população.
 
Do G1 PB
 
Duas empresas foram multadas em um total de R$ 220 mil por crimes ambientais na cidade de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura (Semapa) do município, as empresas foram autuadas na quarta-feira (27), e as ações são resultado de denúncias feitas pela população.

De acordo com a Semapa, o Terminal de Combustível da Paraíba Ltda (Tecop) foi multado por derramamento excessivo de coque verde de petróleo, produto que substitui os carvões vegetal e mineral em altos fornos, em um lago utilizado como receptor do sistema de afluentes da unidade. O vazamento teria acontecido por causa de uma falha no sistema de tratamento e também atingiu parte do mangue.
 
Ainda segundo o órgão, a equipe de fiscalização identificou que a empresa tentou esconder parte do dano cobrindo o coque com areia. Pelo crime, a empresa foi autuada e multada em R$ 140 mil, além de arcar com a recuperação da área atingida.
A segunda empresa multada foi a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), por vazamento de esgoto proveniente de um poço de visita na avenida Mar Vermelho, no bairro de Intermares. De acordo com a Semapa, um laudo de infração foi emitido e a multa aplicada foi no valor de R$ 80 mil.

“O principal papel da fiscalização ambiental não é multar, mas orientar cidadãos e empresas. Em casos mais leves, nossos agentes emitem notificações, mas em casos de crime ambiental de maior gravidade, eles têm que aplicar o que a lei preconiza”, destacou Walber Farias, titular da Semapa.

O G1 entrou em contato com a Tecop por telefone, nesta quinta-feira (28), e a atendente informou, às 10h40, que a pessoa responsável pela empresa estava em uma reunião, mas que retornaria o contato. Até as 11h15, o retorno não foi feito pela empresa.

Por email, a Cagepa informou, às 11h11, que a notificação chegou no órgão nesta quinta-feira e que a Cagepa vai recorrer, uma vez que o serviço de manutenção estava programado para ser executado durante esta quinta. Segundo a Cagepa, equipes técnicas estavam no local durante a manhã para fazer a desobstrução da rede de esgotos.

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