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quarta-feira, 27 de maio de 2015

ANA proíbe irrigação e pesca no Açude de Coremas, no Sertão da PB

26/05/2015 13h50 - Atualizado em 26/05/2015 13h50
 
Ao todo, 102 municípios vão ser afetados com a medida.
Secretário de agricultura de Coremas diz que decisão vai gerar prejuízo.
 
Do G1 PB
 
A irrigação e a pesca estão proibidas na região do Açude de Coremas/Mãe D’Água, no Sertão da Paraíba, que compreende 102 municípios. As medidas foram anunciadas na segunda-feira (25) pela Agência Nacional das Águas (ANA), durante reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica Piranhas-Açu, naC idade de Coremas, tendo em vista o baixo volume dos reservatórios pertencentes à bacia. Aproximadamente 115 mil pessoas serão afetadas pela medida.
  
Segundo o secretário de agricultura da cidade de Coremas, Antônio Forte, a medida da ANA vai trazer um grande prejuízo ao município e também às cidades vizinhas, como Cajazeirinhas, Pombal, Paulista, São Bento, dentre outras. “Não se resolve um problema criando outro. Somente em Coremas, mais de 1.500 famílias serão prejudicadas com essa proibição. Isso sem contar os municípios vizinhos, não são menos de 115 mil pessoas que dependem dessas atividades para viver”, afirmou.
 
Ainda conforme o secretário, a medida foi considerada impopular porque não proibiu a irrigação das várzeas de Sousa. “Como é que proíbem a irrigação na cidade de Coremas e em outros municípios que estão na bacia e permitem que a água vá para as várzeas de Sousa?”, indagou. Segundo ele, haverá uma reunião no dia 6 de junho para avaliar estratégias para esses produtores.
 
Conforme a ANA, a série de reuniões na bacia do açude de Coremas acontece até a próxima sexta e têm a finalidade de apresentar e discutir o balanço hídrico na região e das ações necessárias para o enfrentamento da seca. Nas sessões estão presentes representantes da ANA, órgãos gestores de recursos hídricos dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, usuários do sistema, representantes dos municípios, produtores rurais, além de outras instituições.
 
Segundo a assessoria de imprensa do órgão, as ações definidas podem variar desde a redução da vazão defluente dos reservatórios até mesmo a suspensão dos usos considerados como não prioritários pela legislação, já que em situações de escassez hídrica, é priorizado o abastecimento humano e animal.

Fonte



domingo, 16 de março de 2014

Newton adverte classe Política para incorporar Coremas à Transposição

3/16/14 - 11:27 AM - Atualizado em 3/16/14 - 11:35 AM

Especialista lembra que projeto foi aprovado por vários Estados

O engenheiro agrônomo, Newton Marinho, estudioso em projetos hídricos no Estado e outras matérias envolvendo efeitos da estiagem continuada no Semi-árido, advertiu a classe política paraibana para que lutem visando incorporar recursos com objetivo de concretizar o projeto em execução pela Secretaria estadual de Recursos Hídricos incorporando o Complexo Coremas-Mãe d'Água ao Projeto da Transposição, via PAC.

Eis, na integra, a exposição com dados do experiente especialista no assunto:

“Súmula sobre a distribuição geográfica das águas da transposição no sertão da Paraíba.

O projeto da transposição, na sua fundamentação básica, foi concebido em primeiríssimo lugar para “garantir a segurança hídrica às populações e aos animais, assegurando ainda à região, uma oferta de água capaz de promover o seu progresso, através da indústria e outras atividades, independente dos efeitos negativos das estiagens”.

A irrigação ficaria condicionada aos estoques de água disponíveis nos reservatórios existentes na região, viabilizando a estes a possibilidade de recarga e caso de grandes estiagens, aproveitando a época de maior oferta no Rio São Francisco. Para isso os canais e demais equipamentos atualmente em execução, foram planejados dentro dessa possibilidade.

Comentário sobre a transposição no sertão da Paraíba:
As águas da transposição (eixo norte),chegarão ao semiárido da Paraíba pela região do Sertão de Cajazeiras, em seguida seguirão pela região de Sousa rumo ao Rio Grande do Norte via Rio Piranhas, unindo-se ao Rio Piancó no Município de Pombal, abaixo do seu perímetro urbano, banhando as sedes dos municípios de Paulista e São Bento, e, tangenciado toda a micro-região de Catolé do Rocha. Dessa forma, conclui-se que a região ao norte do sertão, terá vários pontos estratégicos para um efetivo atendimento hídrico, beneficiando mais de 8.500 km² das micro-regiões acima.

Por outro lado, a parte sul do sertão que compreende as regiões do Vale do Piancó, Vale do Espinharas, Vale do Sabugy e a parte urbana do município de Pombal, ficaram fora do projeto da transposição, ou seja: continuarão na dependência das inconstantes precipitações pluviométricas para o abastecimento humano e apoio ao progresso. A área das micro-regiões desassistidas é de aproximadamente 16.000km², compreendendo 39 municípios, portanto duas vezes mais extensa que a parte norte do sertão.

A população total chega a 380.000 habitantes,com destaque para as cidades de Conceição com 19.000 habitantes, Itaporanga com 24.000, Piancó com 16.000, Santa Luzia com 15.000, Pombal com 33.000 e Patos com 102.000 habitantes. Reafirmando o que já foi anteriormente dito, a oferta hídrica a esse contingente humano,fica condicionada as inconstâncias climáticas, na única dependência do complexo Coremas/Mãe D’água que além de não ir receber as águas do São Francisco, tem a obrigação legal de liberar uma vazão constante de 4m³/seg para o Rio Grande do Norte através do Rio Piranhas.

Com a não inclusão do complexo Coremas/Mãe D’água como receptor das águas da transposição, toda essa imensa região ficará fora dos objetivos básicos do programa acima descritos como (foi concebido em primeiríssimo lugar para garantir a segurança hídrica às populações e aos animais, assegurando ainda à região, uma oferta de água capaz de promover o seu progresso, através da indústria e outras atividades, independente dos efeitos negativos das estiagens).

Para superação desse inconveniente, a solução seria a defesa por parte da classe política do estado de uma entrada de água (tecnicamente viável) proveniente do eixo norte do projeto, à altura do município de Conceição, integrando o 4º maior reservatório do nordeste com seus 1,4 bilhão de m³ ao projeto da transposição.

Sua exclusão foi um erro gravíssimo de planejamento e um descuido inexplicável da classe política local.
Como ações objetivas visando a correção desse equívoco, já houve uma aprovação da nova entrada de água por parte do comitê gestor da obra, que é formado pelos quatro estados componentes e mais os ministérios afins como o da Integração, Meio Ambiente e outros.

O Estado da Paraíba através da Secretaria de Recursos Hídricos contratou o projeto que já se encontra em fase final, segundo informações do próprio secretario Dr. João Azevedo.

Entretanto os representantes políticos locais não vêm dando a devida importância ao problema. Levando-se em consideração por hipótese, que se não existissem outras cidades a serem beneficiadas pelo projeto, pela importância para o desenvolvimento do estado, bastaria apenas a cidade de Patos com seus 102.000 habitantes para justificar a ação.

Recomendações:
1- Pedir urgência ao estado na finalização e aprovação do projeto, para se ter uma idéia dos custos da obra;
2- Formalizar o pedido oficial de inclusão da obra no PAC;
3- Garantir os recursos orçamentários e,
4- Iniciar os tramites burocráticos, visando a licitação.

newton.coelho@bol.com.br 83 88641138
 
Da Redação
WSCOM Online


 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Intensidade dos raios UV chega a nível extremo na PB, segundo CPTEC


09/01/2014 18h25 - Atualizado em 09/01/2014 18h25 

Secretaria de Saúde alerta para cuidados durante a exposição ao sol.
Foram registrados raios UV de intensidade 10 na capital e em Campina.
 
Do G1 PB
 
O índice de radiação UV (ultravioleta) atingiu nível extremo na Paraíba, nesta quinta-feira (9), de acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC). De acordo com os dados CPTEC, às 10h30 desta quinta-feira, foram registrados índices de raios ultravioleta de intensidade 8 em Sumé, considerado muito alto, além de 10 em João Pessoa e Campina Grande, 11 em Patos e 12 em Cajazeiras e Pombal, níveis considerados extremos.
 
Até o próximo domingo (12), ainda segundo o CPTEC, o índice deve chegar a 12 em outras regiões. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta que os raios UV podem causar sérios danos à saúde. Entre os malefícios, estão o envelhecimento precoce, câncer de pele, problemas oculares e até mesmo alterações no sistema imunológico.

A dermatologista do Complexo Hospitalar Clementino Fraga, Luciana Trindade, alerta que a população deve tomar alguns cuidados para evitar os efeitos nocivos dos raios UV. “São cuidados que temos que ter diariamente, como evitar a exposição ao sol no horário das 9h às 15h, e, neste período de alta estação, até as 16h. Caso a pessoa tenha que se submeter a essa exposição, deve sempre usar protetor solar com fator igual ou maior que 30, principalmente crianças, gestantes, idosos e pessoas com a pele e olhos mais claros. Tudo isso sem abrir mão de uma hidratação permanente”, explicou.
 
 
Fonte
 
 
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PB só pode retirar água de açude três vezes por semana, diz ANA

08/10/2013 12h47 - Atualizado em 08/10/2013 12h47 

Decisão se refere ao Rio Piranhas-Açu e ao Açude Coremas e Mãe d'Água.
Medida atinge Coremas, Pombal, Cajazeirinhas, Paulista e São Bento.
 
Do G1 PB
 
 
Cinco cidades da Paraíba só podem retirar água do Rio Piranhas-Açu e do Açude Coremas e Mãe D'Água três vezes por semana, durante o período da seca. Foi o que determinou a Agência Nacional das Águas (ANA), que definiu um calendário com restrições para a retirada de água desses locais. Segundo o relatório, o rio Piranhas-Açu está com 34,4% da capacidade de armazenamento e o açude com 33,2%.
 
As cidades atingidas pela determinação são Coremas, Pombal, Cajazeirinhas, Paulista e São Bento. Nessas cidades a população só pode retirar água para praticar qualquer atividade produtiva, como irrigação e piscicultura, às segundas, quartas e sextas, no horário da tarifa verde. 

 Segundo a ANA, é importante que os irrigantes observem os horários mais adequados e não irriguem entre 11h e 17h, pois nesse período muita água é perdida por evaporação. Outro alerta é para que nenhum outro tipo de cultura seja iniciada no período da seca, sob pena de não haver água suficiente.

Além da Paraíba, no Rio Grande do Norte a medida vale para Jardim de Piranhas e Jucurutu, onde será permitida a retirada de água às terças, quintas e sábados. A restrição para a retirada de água teve início na segunda-feira (7) e deve continuar enquanto durar a seca que castiga o semiárido nordestino. A ANA informou que vem monitorando a situação do rio e dos açudes e poderá alterar as regras, caso considere necessário.


 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Chove em 15 cidades

Apesar das precipitações terem atingido apenas 15 municípios, elas já foram motivo de esperança para moradores que sofrem com a estiagem.


Leonardo Silva
No Cariri e Sertão: segundo a Aesa, a tendência é que ocorram chuvas irregulares na região

A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) registrou as primeiras chuvas de 2013 no Cariri e Sertão da Paraíba entre a última terça-feira e ontem. Apesar das precipitações terem atingido apenas 15 municípios das regiões, elas já foram motivo de esperança para os moradores que sofrem com a estiagem desde o ano passado. A cidade que teve o maior índice de chuvas foi Sumé, no Cariri, que marcou 19,4 milímetros (mm).
Para as próximas semanas os meteorologistas preferem adotar a cautela no que se refere a aguardar que o fenômeno se repita.
De acordo com Carmem Becker, as previsões da Aesa apontaram que até o final do mês de março as chuvas devem aparecer, mas de forma muito irregular. Segundo ela apontou, essas precipitações são referentes a uma época denominada de pré-estação, que nas áreas do Cariri e Sertão indicam chuvas bastante irregulares e esparsas.
“A tendência é de que deverão ocorrer chuvas irregulares com padrões dentro da normalidade para a região do Cariri e do Sertão, além de todo o Estado. A melhoria da qualidade do período chuvoso será a partir do final de fevereiro e início do mês de março. Mas, é importante dizer que essa tendência dependerá exclusivamente das condições térmicas dos oceanos”, ressaltou a meteorologista Carmem Becker.
As outras cidades que também registraram chuvas foram: Triunfo (5,2 mm), São José do Rio do Peixe (7 mm), Jericó (19,4 mm), Água Branca (10,2 mm), Santa Teresinha (8,4 mm), Pombal (4,6 mm), Salgado de São Félix (4,7 mm), Ibiara (1,8 mm), São João de Caiana (3 mm), Aparecida (3 mm), Marizópolis (3,8 mm), São Francisco (4,6 mm), São José da Lagoa Tapada (2 mm) e São Gonçalo (15,2 mm). Segundo Carmem, os agricultores dessas cidades atingidas pelas chuvas e as vizinhas que podem ser as próximas a receber as precipitações devem buscar orientações para iniciar o plantio na terra.


 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cooperar: 400 mil para Bonito de Santa Fé

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Cooperar: 400 mil para Bonito de Santa FéEstá em fase final de construção o galpão que vai servir de base para as 113 famílias integrantes da Associação dos Catadores de Material Reciclado de Bonito de Santa Fé, no Sertão paraibano. Elas já trabalhavam com reciclagem, mas se organizaram e solicitaram apoio do Projeto Cooperar para investir e estruturar o serviço, que vai receber cerca de R$ 400 mil. Esta é a primeira vez, na história do Cooperar, que é feito um investimento relacionado ao segmento de resíduos sólidos em todo o Estado.

A primeira parcela do investimento já foi liberada e garante a construção do galpão. “Atualmente, estamos em fase de licitação de um caminhão e prestes a licitar alguns equipamentos, como: prensa, balança, empilhadeira, botas e outros itens de segurança”, revelou a presidente da Associação, Rita da Silva Miguel. “Estamos cheios de expectativa, tanto que já alugamos uma prensa para adiantar o serviço, enquanto a nossa não chega”, completou.

Atualmente, os catadores dependem dos atravessadores, que negociam a venda do material reciclável com as indústrias a um preço médio de R$ 0,40, o quilo do produto. “Se vendermos direto para as fábricas, o quilo do material chega a R$ 1,40, um lucro considerável quando calculamos tudo”, explicou a presidente. A previsão é de que a produção passe a ser feita no novo galpão, com todos os equipamentos, entre o mês de dezembro e o início do próximo ano.

Para o gestor do Projeto Cooperar, Roberto Vital, esse é um tipo de investimento que ultrapassa o lado administrativo e atinge também o social. “Essas famílias trabalhavam em condições subumanas e, por meio desse projeto, vão mudar de vida. Tudo vai ser bem mais organizado, com equipamentos adequados, higiene e segurança em relação aos produtos”, disse. De acordo com o gestor, o investimento só foi possível graças a uma parceria importante, com a Universidade Federal da Paraíba. “Representantes da UFPB auxiliaram os catadores na organização da associação e na elaboração da proposta apresentada ao Cooperar, dessa forma o projeto começou a se estruturar”.

O representante da UFPB, Tarcísio Valerio da Costa, que trabalha como extensionista da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade, informou que o interesse das famílias pela organização do trabalho facilitou o andamento do projeto. “Foram várias capacitações, apoio na elaboração da proposta e acompanhamento técnico junto às famílias. Agora, é aguardar as próximas etapas”, falou. Assim que o investimento for concluído o destino do material reciclável deve ser Sousa, na Paraíba; ou Juazeiro do Norte, no Ceará.

Coleta Seletiva – O trabalho da associação de catadores ajuda também a mudar a cultura da população de Bonito de Santa Fé, que hoje já compreende a importância do trabalho de reciclagem e colabora com a separação do material ainda nas casas. “Implantamos a coleta seletiva há pouco mais de um ano no município e hoje o resultado nos surpreende”, disse o secretário de meio ambiente da cidade, Luis Fernando de Lima. Os municípios vizinhos também vão ser beneficiados, já que a associação vai coletar material reciclável não só em Bonito de Santa Fé, mas nas localidades próximas.

Outros investimentos – Além do financiamento do projeto de apoio aos catadores de resíduos sólidos em Bonito de Santa Fé, outras propostas similares recebem investimentos do Governo do Estado, por meio do Projeto Cooperar. Em Salgado de São Félix, a Cooperativa dos Catadores de Material Reciclável de Itabaiana deve receber R$ 383 mil para o serviço. Já em Pombal, a liberação de R$ 386 mil vai beneficiar a Associação dos Catadores de Material Reciclável do município. 

Fonte

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Justiça proíbe fogos e propaganda em carros

Juíza da 31ª Zona Eleitoral, proíbe queima de fogos de artifício e uso de carros particulares na campanha, em diversas cidades do Sertão.


 
 
 
Depois de proibir visitas de candidatos a eleitores, a juíza da 31ª Zona Eleitoral, Isa Vanessa de Freitas, baixou mais uma portaria que vem gerando polêmica no Sertão. A magistrada proibiu agora a queima de fogos de artifícios em manifestações políticas e a utilização de carros particulares para veiculação de propagandas eleitorais nos municípios de Pombal, Paulista, Lagoa, São Domingos, São Bentinho e Cajazeirinhas.
 
Na portaria, a juíza explicou que recebeu várias reclamações de populares incomodados com o uso abusivo dos explosivos e som alto em veículos particulares tocando músicas de candidatos. A magistrada abriu uma exceção para o uso de fogos de artifícios uma vez por semana quando há comícios, mas a 30 metros de distância da aglomeração de pessoas. No dia 7 de outubro, após as eleições, os explosivos estarão liberados das 17h às 21h. Em caso de descumprimento, o infrator será punido com aplicação de multa e inclusive prisão.

Na semana passada, Isa Vanessa tinha proibido que candidatos a prefeito, a vice ou a vereador de Pombal visitassem eleitores, entre a meia-noite e às 7h. Além de ter material apreendido e encaminhado ao cartório eleitoral, o postulante a cargo eletivo corre o risco de pagar multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 15 mil, bem como poderá responder por crime de desobediência e também a inquérito policial, para investigar a prática do crime de captação ilícita de sufrágios (compra de votos). Na cidade, concorrem apenas duas candidatas à Prefeitura Municipal: Mayene Van (PMDB) e Polyana Dutra (PT), que disputa a reeleição.



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Caçadores de animais silvestres são presos na Paraíba

Publicado em 20.08.2012, às 15h16


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Carcaça de animais foi apreendida e posteriormente incinerada pela equipe do Ibama
Foto: Lisarbson Messias/ Ibama/ Divulgação

Vanessa Silva

 Do NE10/ Paraíba

Um grupo de caçadores foi preso, neste final de semana, na Paraíba, por caça ilegal de animais silvestres no Sertão do Estado, divulgou nesta segunda-feira (20) a Superitendência do Ibama. Segundo o órgão, foram detidos três homens que realizavam o transporte dos bichos.

As prisões ocorreram durante a operação 'Voo Livre', realizada nos municípios de Brejo do Cruz, São Bento e Pombal. Uma equipe de agentes ambientais federais do Ibama realizava o monitoramento de áreas de postura de ovos das pombas da espécie Zenaida auriculata, a popular arribaçã, e também montava barreiras em rodovias quando se deparou com os suspeitos.

Na primeira abordagem, foi detido um motociclista que transportava 13 arribaçãs abatidas. Logo em seguida, a equipe parou uma caminhonete levava caçadores, cães de caça e 14 tatus-peba e um tamanduá mirim. O tatu-peba aparece nas listas oficiais de espécies ameaçadas de extinção. Os dez animais que estavam vivos foram soltos pelos agentes do Ibama em seu habitat, enquanto os abatidos foram incinerados pela equipe.

As multas aplicadas somaram R$ 81,5 mil. A motocicleta e a caminhonete utilizados para a prática dos crimes também foram apreendidas e estão retidas no pátio do escritório do Ibama em Souza, no Sertão da Paraíba. Foram apreendidas ainda duas espingardas, bem como equipamentos utilizados para a caça, como lanternas e enxadotes. Os infratores foram conduzidos à delegacia de Brejo do Cruz, onde foram qualificados. Além das penalidades administrativas impostas pelo Ibama, os autuados devem responder por crime ambiental na justiça.

domingo, 1 de julho de 2012

Caça e cativeiros ilegais de animais silvestres são alvo de fiscalização do Ibama no sertão da Paraíba

Foto: Carlos dos Santos Brandão.
João Pessoa (27/06/2012) – O Ibama realizou, no último final de semana, uma operação nos municípios de Patos, Pombal, São João do Rio do Peixe, Cajazeiras e Sumé, no sertão da Paraíba, para atender denúncias de caça e de cativeiro ilegal de animais. Áreas onde há concentração de ninhos de arribaçãs foram percorridas e fiscalizadas, para coibir a caça das aves migratórias.

Três homens flagrados com um tatu-peba abatido foram autuados, e houve apreensão de cerca de 50 pássaros e um macaco em cativeiros ilegais. Também foi apreendido um trator de esteira que fazia um desmatamento ilegal de cerca de 12 hectares de caatinga, encontrado e autuado pelos servidores durante a operação. As atividades na área desmatada foram embargadas, tendo em vista a regeneração da vegetação destruída.

As multas aplicadas aos infratores somaram quase R$ 50 mil. Além das sanções administrativas de multa e apreensão dos animais e equipamentos utilizados para a prática dos ilícitos, aplicadas pelos servidores do Ibama, os autuados devem responder pelos crimes ambientais na Justiça. No caso de crimes contra a fauna, a pena pode ser de seis meses a um ano de detenção e multa.

Os animais apreendidos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em Cabedelo, onde recebem cuidados veterinários e passam por quarentena. Nesse período é avaliado se os animais possuem condições de ser reintroduzidos em seus habitats.

O chefe da fiscalização do Ibama na Paraíba, Rodrigo Escarião, afirma que “o combate aos crimes contra a fauna é uma das prioridades no estado, as operações são realizadas continuamente, e a pessoa que insiste em caçar ou manter animais silvestres em cativeiro ilegal pode ter a certeza que em algum momento será alcançada pela fiscalização do Ibama e sofrerá as penalidades previstas na legislação.”

Christian Dietrich
Ascom -Ibama

 Fonte

sábado, 2 de junho de 2012

Diretor do IPHAEP em Laudo Técnico vai propor a permanência da Chaminé da Brasil Oiticica


“Se ninguém mexer com essa chaminé nada vai acontecer com ela”. A afirmação é do Diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba –(IPHAEP) arquiteto e professor da UFPB, Dr. Marco Antonio Farias Coutinho, que veio a nossa cidade na tarde desta quarta feira (30), atendendo solicitação do promotor de Justiça Leonardo Fortunato, para fazer uma vistoria na Chaminé da Brasil Oiticica e emitir um laudo técnico das condições em que a mesma se encontra.


No momento da vistoria da torre uma comissão formada pelo Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Vereador Jose William de Queiroga Gomes, dos Vereadores Paulo Gomes Vieira e Marcos Bandeira, engenheiro agrônomo José Tavares Neto, radialista Clemildo Brunet, empresários e alguns populares, acompanhou toda inspeção feita pelo Dr. Marco Coutinho.


A cada passo em torno da chaminé, Dr. Marco Coutinho fez anotações, tirou fotos, para fundamentar seu parecer e laudo técnico que será apresentado ao Promotor de Justiça Leonardo Fortunato. Em sua opinião a Chaminé está íntegra apresentando apenas algumas fissuras na parte superior da torre que podem ser recuperadas, em sua visão a base está sólida não oferecendo risco de cair.


Vai propor que seja preservada a torre da Chaminé para um Monumento histórico que beneficiará os moradores da localidade com a construção de uma praça. Ele considerou que a chaminé é um ícone para a cidade de Pombal.


REPORTAGEM DE CLEMILDO BRUNET
 

As ruínas da velha Brasil Oiticica já sumiram, mas a velha chaminé parece lutar para resistir no tempo

16:42  POMBAL  

Apaixonado pelos relatos de meu pai, que também foi um dos funcionários da importante fábrica, paro para contemplar o seu último tombo. A velha chaminé que parece lutar para resistir no tempo.


Perdi as contas de quantas vezes visitei as dependências da massa falida, aquelas ruínas me faziam imaginar fatos que ouvia em relatos de pessoas que tiveram ali oportunidades de emprego, quando não a certeza do sustento de suas famílias.


Mesmo não sendo contemporâneo dessa época, imaginava contemplando o que ali acontecia no tempo em que Pombal se voltava para a extração de óleo vegetal, não obstante sendo a oiticica referência da vida econômica e social da cidade.


Se parada no tempo me fazia pensar e relembrar coisas, imagine agora vendo tudo aquilo ser consumido pela força do progresso, realidade que machuca como se quisesse resistir. Inútil tentar dizer que não, quando a força do dinheiro sempre fala mais alto.


Para ligar o presente ao passado, resta ainda a velha chaminé que com sua forma majestosa parece não querer se curvar evitando assim que apaguem o último capítulo dessa história.

Ainda posso avistá-la, mas até quando poderei contemplar a estrutura que passei a amar e admirar pelo som estridente anunciando as horas que passavam.  Talvez tenha sido algoz do seu próprio destino ao tocar sua sirene pela ultima vez.


Gostaria de ter duas almas, como esses dois caminhos que existem dentro de mim um chamado saudade e o outro lembrança de tudo que ficou para traz.

Em minha memória os relatos de meu pai e no meu computador os registros fotográficos para que possa se perpetuar para os meus netos o que foi um dia a velha Brasil Oiticica, um símbolo de luta em comunidade através do convívio social surgido.


Peço como última quimera: não derrubem a chaminé, imagem imponente na paisagem que brilha como um majestoso semblante símbolo de um tempo que não volta mais, mas que deixou saudades. É o testemunho fiel de nossa história.


Preservem pelo menos esta identidade.  

Para lembrar as gerações futuras que a Brasil Oiticica, foi a primeira grande indústria e até agora a única de Pombal.



E assim a vida tece, fio a fio, o novelo do controle do imaginário de um povo que mais uma vez não quer perder  para o dinheiro a sua identidade.

Assim como a velha chaminé... resiste!


 

domingo, 18 de março de 2012

Na PB, 65% das cidades não têm recursos para obras da transposição

Domingo, 18/03/2012
 
DANIEL MOTTA

Os municípios paraibanos que vão receber as águas do Rio São Francisco devem estar 100% saneados e com esgotamento sanitário até 2015, quando as obras da transposição devem ser concluídas. No entanto, apenas 18 cidades das 51 que integram diretamente as bacias dos Rios Piranhas e Paraíba, por onde correrão as águas após a transposição, possuem recursos para execução das obras, o que corresponde a 35% do total.

O Estado calcula que para executar os serviços em todos os 51 municípios seja necessário um investimento de meio bilhão de reais. Se até 2015 os municípios não tiverem concluído as obras, ficarão sem o abastecimento das águas do “Velho Chico”, conforme exigências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).  

Dos 51 municípios, apenas 11 conseguiram recursos na ordem de R$ 84 milhões pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que serão executados pelo Governo do Estado por meio da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e da Companhia de Água e Esgoto do Estado da Paraíba (Cagepa). Estes municípios esperam a conclusão de processos licitatórios para começarem as atividades. Os sete restantes conseguiram os recursos diretamente com o Governo Federal, um total de mais de R$ 37 milhões. A reportagem apurou que as cidades de Brejo do Cruz, Itaporanga e Pombal iniciaram os trabalhos.

De acordo com o secretário de obras do PAC da Paraíba, Ricardo Barbosa, o Estado não tem condições de garantir os recursos necessários para execução das obras em todos os municípios. Ele explicou que para que os trabalhos sejam realizados é necessário a participação dos municípios, do Estado e do Governo Federal. “São investimentos muito altos e que necessitam da participação de todos os setores. O Governo da Paraíba tem buscado adquirir recursos para execução das obras, para que nenhuma cidade fique sem receber as águas da transposição”, explicou.

Segundo Ricardo Barbosa, o Governo do Estado aprovou ano passado projeto para saneamento básico e esgotamento sanitário das cidades de Belém de Brejo do Cruz, São Bento, Coremas e São José de Piranhas, no Sertão, que estão inseridos na Bacia do Rio Piranhas, contemplados pelo Eixo Norte da transposição. Pelo eixo Leste, o Estado adquiriu recursos para Cabaceiras, Coxixola, Livramento, São José dos Cordeiros, Caraúbas, Serra Branca e Taperoá, no Cariri.
 
Obras não começaram
Apesar da garantia dos recursos, em nenhuma dessas cidades as obras ainda foram iniciadas. “Estão em fase final de processo licitatório e as obras devem começar em breve. A expectativa é de que as obras possam ser concluídas antes que a transposição aconteça. A legislação do Ibama exige que as cidades integrantes das Bacias do Rio São Francisco devem estar totalmente saneadas e com rede de esgoto completa e agora a luta é buscar mais recursos que possam garantir os serviços em todas essas cidades”, frisou.
 
Em São José de Piranhas existem dois lotes das obras da transposição, sendo que um está parado e outra em andamento. Mas o Rio Piranhas, que corre a região sertaneja e será usado para o transporte das águas que serão transpostas até os açudes de Engenheiro Ávidos e Coremas, recebe esgotos da cidade e de outros municípios da localidade. A cidade não conta com esgotamento sanitário.
 
“São José de Piranhas conseguiu recursos via Governo do Estado e Funasa na ordem de R$ 8,3 milhões para o esgotamento sanitário, porque a cidade não conta com o serviço. As obras ainda não foram iniciadas porque está em processo de licitação, mas as informações que temos é de que sejam iniciadas nos próximos meses”, contou o secretario de administração, Caio Lacerda.
 
Esgoto é despejado no Piranhas
As obras serão divididas em etapas em São José de Piranhas, conforme o secretário de Administração, Caio Lacerda, e para que a primeira aconteça, já foram liberados R$ 2,4 milhões. “A situação em São José de Piranhas é precária, porque a cidade é a primeira da Paraíba com acesso ao Rio Piranhas, que é por onde correrão parte das águas da transposição para o açude de Engenheiro Ávido, que abastece as cidades da região. Atualmente o esgoto cai nesse rio e, por isso, a cidade precisa logo que seja feito o esgotamento sanitário para não poluir mais”, disse.
 
Com a falta de esgotamento sanitário, cerca de 30 municípios, entre eles Livramento, Taperóa, Caraúbas, Camalaú, Serra Branca e Cabaceiras, depositam esgoto no Rio Taperoá, afluente do Rio Paraíba, que deságua no açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão, que abastece Campina Grande e parte do Agreste e Cariri. Os dois rios estão poluídos e assoreados e o açude está poluído por conta da grande quantidade de esgotos que recebe.
 
O secretario de administração de Livramento, José Anastácio, contou que a cidade foi contemplada com um total de recursos de R$ 6,2 milhões, para obras do esgotamento sanitário. Ele revelou que na última semana, técnicos da Cagepa estiveram na cidade realizando inspeções para que as obras possam ser iniciadas, logo que o processo licitatório seja concluído. “As obras têm que começar logo porque a transposição deve ser concluída em 2015 e precisamos estar com a cidade saneada e com o esgotamento sanitário em dia, para não mais necessitar jogar no rio, que levará as águas para o açude de Boqueirão”, destacou ele.
 
Taperoá
Já em Taperoá, serão investidos R$ 8,5 milhões dos recursos do PAC II, para as obras de esgotamento sanitário. No entanto, o prefeito do município, Deoclecio Moura, aponta que para toda a obra é necessário um total de R$ 15 milhões.  Um milhão e quinhentos mil reais referentes à primeira parcela do recurso, já foi liberado e, assim como nos outros municípios, a obra ainda não foi iniciada por conta da licitação. “Essa obra tem que ser concluída dentro de dois a três anos, porque são muitas obras”, destacou o prefeito, adiantando que outros municípios que integram a bacia hidrográfica do Taperoá estão com projetos sendo analisados para contemplação de recursos.
 
Pombal
Em Pombal, a prefeita Pollyana Feitosa conseguiu através do Ministério da Saude, um total de R$ 25 milhões para execução de 100% das obras de saneamento básico e esgotamento sanitário da cidade. A primeira etapa da obra, que custou R$ 5 milhões, já está em fase de conclusão e o recurso de R$ 8 milhões para segunda etapa, já foi licitado e a obra deverá ter início no mês de maio, quando a primeira etapa será concluída.
 
Segundo o gerente de convênios do município, José Tavares, para garantir a obra na primeira fase, a prefeitura também entrou com uma contrapartida de mais de R$ 254 mil. A expectativa é de que em três anos Pombal esteja totalmente pronta para receber as águas do Rio São Francisco.
 
“A rede de esgoto está toda sendo feita no Centro da cidade e depois será feita nos bairros. Todo o esgoto da cidade é depositado no rio Piranhas, mas isso não pode acontecer mais. Estamos acelerando os serviços para garantir que em 2015 quando a água chegar, Pombal esteja 100% saneada e com esgotamento sanitário”, frisou ele.Tavares.


 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Vale dos Dinossauros: MPF ajuíza ação contra Dnit e Sudema

15/03/2012 - 16h45

Obras de construção das BRs 405-PB, 426-PB e 434-PB, feitas pelo Dnit, já impactaram diversos locais de preservação, tendo até mesmo destruído um sítio pré-histórico. 
 
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, no dia 8 de março de 2012, ação civil pública, com pedido de liminar, contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado da Paraíba (Sudema), em defesa do patrimônio cultural, paleontológico e científico, formado pelo conjunto dos sítios paleontológicos da Bacia do Rio do Peixe, localizada no sertão da Paraíba.
 
O objetivo da ação, é evitar a continuidade da depredação realizada pelo Dnit contra o patrimônio cultural paleontológico daquela região, bem como responsabilizar, tanto o Dnit quanto a Sudema, pelos danos já causados durante as obras de construção das rodovias BRs 405-PB, 426-PB e 434-PB.
 
Segundo foi apurado, as obras das referidas BRs impactaram diversos locais de preservação, tendo até mesmo destruído um sítio pré-histórico. Foram utilizados explosivos para alargamento do leito existente, maquinário pesado, terraplenagem, sem qualquer espécie de estudos prévios de prospecção arqueológica e paleontológica, e muito menos trabalhos de salvamento. Achados paleontológicos destruídos foram localizados inclusive em “bota-fora” - restos das obras acumulados ao lado das estradas, após concluídas.
 
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) chegou a notificar o Dnit para que paralisasse imediatamente as intervenções físicas na área do Vale dos Dinossauros, por ausência de autorização do órgão competente, bem como explicasse, por escrito, a destruição da área com potencial arqueológico e paleontológico, considerando a existência, na área da obra, desses bens protegidos pela legislação. No entanto, nada foi providenciado pelo Dnit, que deu prosseguimento à devastação até a conclusão final da BR 405-PB.
 
Pegadas destruídas - Em inspeção no Vale dos Dinossauros, técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), verificaram que cercas de placas de rocha centenárias, usadas pela população rural para delimitação de propriedades, nas quais foram identificados grande número de evidências palentológicas, foram completamente destruídas pelas obras da BR 405-PB. Apenas nas obras de implantação dessa rodovia, no município de São João do Rio do Peixe, foram destruídos aproximadamente 2,5 km de cercas de placas de rocha.
 
Para o MPF, o poder público federal deveria ser o primeiro a zelar pelos seus próprios bens e propiciar, por todos seus órgãos, sejam da administração direta ou indireta, a proteção, o zelo e o cuidado com este importante patrimônio. “A participação da Sudema nestes empreendimentos, com a emissão de licenças ambientais sem previsão específica de estudos de prospecção arqueológica, surpreende, pois não só o órgão mantém o Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, como não desconhece a existência e a importância dos demais sítios paleontológicos do Vale do Rio do Peixe, muitos dos quais, como o sítio Cabra Assada, destruídos pela estrada que ela própria licenciou.”
 
Liminar - O Ministério Público Federal pede, em caráter de urgência, que a Justiça determine ao Dnit a paralisação imediata de todas as obras civis nos trechos mencionados na ação, abstendo-se de dar-lhes continuidade até que realizados os estudos arqueológicos necessários, sejam identificados, preservados ou salvos os sítios arqueológicos existentes, condicionando o retorno das obras à autorização do Iphan.
Também pede-se que o Dnit abstenha-se de dar início a qualquer obra de engenharia em toda a região da Bacia do Rio do Peixe, sem a contratação prévia de equipe de arqueologia, e sem que os estudos destas estejam concluídos, e realizado o salvamento de todos os sítios identificados na área de impacto das obras.
 
Pedido principal - O MPF pede que a ação seja julgada procedente, para que, mantidas as disposições do pedido liminar, sejam o Dnit e a Sudema condenados solidariamente ao pagamento de indenização pelos danos causados, no valor de R$ 10 milhões, considerada a gravidade dos fatos e a irreversibilidade da destruição já causada. Esse valor deverá ser integralmente revertido para projetos ou estudos de identificação, delimitação, proteção e salvamento de todos os sítios arqueológicos localizados na Bacia do Vale do Rio do Peixe.
 
Área tombada: A área de 700 km², trata-se de um dos mais importantes acervos paleontológicos do Brasil, que ainda padece de falta de estudos, mapeamento e proteção. É composta não só pelo conhecido Monumento Natural do Vale dos Dinossauros, mas por diversos outros sítios, abrange cerca de trinta localidades da região, tais como os municípios de Sousa, Aparecida, Pombal, Uiraúna, Vieirópolis e São João do Rio do Peixe.
 
Vale ressaltar que a área é objeto do Processo de Tombamento nº 1.576-T-09, aberto no Iphan, o que a coloca imediatamente sob a tutela da autarquia, nos termos do Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.