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sexta-feira, 28 de julho de 2017

PB tem aviso de mar grosso com ondas de até 4 m de altura, diz Capitania dos Portos

Alerta de ventos fortes e mar grosso da Capitania dos Portos é válido até este domingo (30). 
 
Por G1 PB

A Capitania dos Portos da Paraíba emitiu avisos de ventos fortes e mar grosso para o litoral do estado, nesta sexta-feira (28). Os ventos fortes na direção Sudeste/Oeste devem ter rajadas com "força 8". O aviso de mar grosso deve gerar ondas de até 4 metros de altura.

Os alertas são válidos até as 9h e 21h, respectivamente, deste domingo (30).

A partir desse aviso, a Capitania do Portos recomenda que, durante esse período, praticantes de esportes náuticos evitem a prática de esportes no mar.

Além disso, é recomendado que embarcações de pequeno e médio porte evitem navegar e que embarcações de médio e grande porte redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores e casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança.

Em caso de emergência, deve-se entrar em contato com 0800-281-30-71 (Disque Segurança da Navegação), 185 (Salvamar Nordeste), (83) 3241-2805 (Capitania dos Portos) ou (83) 9 9302-9294 (WhatsApp Denúncia).
 
 
 
 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Ressaca do mar pode gerar ondas de até 2,5 m na PB, diz Capitania dos Portos

Aviso é válido até as 9h da terça-feira (18).
Por G1 PB

Mais um alerta de ressaca do mar foi emitido pela Capitania dos Portos da Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1/Arquivo)
Mais um alerta de ressaca do mar foi emitido pela Capitania dos Portos
da Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1/Arquivo)

Mais um alerta de ressaca no mar foi emitido nesta segunda-feira (17) pela Capitania dos Portos da Paraíba: as ondas podem chegar a até 2,5 m, com direção Sudeste/Leste. O aviso é válido até as 9h da terça-feira (18).
A Capitania dos Portos recomenda que pescadores em embarcações de pequeno e médio porte não naveguem e que os praticantes de esportes náuticos evitem entrar no mar.
O alerta serve para embarcações de médio e grande porte que devem redobrar a atenção durante o período.
Em casos de emergência, a Capitania dos Portos pode ser contatada nos números 0800-281-30-71, 185, 3241-2805 ou no (83) 99302-9294, que tem aplicativo de mensagens.
 
Fonte

sábado, 15 de julho de 2017

PB tem oito trechos de praias impróprias para banho este fim de semana; veja tábua das marés

Previsão é de nebulosidade com chuvas passageiras no litoral e temperatura mínima de 21 °C.
Por G1 Paraíba


Praia do Jacaré deve ser evitada por banhistas neste fim de semana (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia do Jacaré deve ser evitada por banhistas neste fim de semana
(Foto: Krystine Carneiro/G1)

Oito praias da Paraíba estão impróprias para banho neste fim de semana, segundo relatório da Sudema divulgado na sexta-feira (14). As praias impróprias estão nas cidades de Cabedelo, João Pessoa e Pitimbu. Outras praias 48 praias estão totalmente liberadas para os banhistas, sendo 36 delas consideradas com condições excelentes.

Quem for aproveitar as praias, também deve ficar atento ao nível da maré, que vai neste sábado (15) estar alta às 8h17, quando começa a baixar e chega a 0,6 m às 14h28.

Os banhistas devem enfrentar nebulosidade variável com possibilidade de chuvas passageiras no litoral do estado, segundo a Aesa. A temperatura na região deve ficar entre 21°C e 29°C.
 

Cabedelo
  • Jacaré: evitar banho à esquerda do estuário do rio Paraíba.
  • Miramar: evitar trecho de 100 metros à direita e à esquerda da galeria de águas pluviais
João Pessoa
  • Manaíra: evitar toda extensão
  • Cabo Branco: evitar proximidades da rotatória da final da Avenida Cabo Branco (100m à direita e 100m à esquerda)
  • Penha: evitar toda extensão
Pitimbu
  • Pitimbu: evitar as proximidades do final da Rua da Paz
  • Maceió: evitar banho 100 metros à direita e à esquerda da desembocadura do Riacho Engenho Velho
  • Acaú/Pontinha: evitar banho no Rio Goiana
Tábua das marés no sábado (15)
  • 1h58 - 0,6m
  • 8h17 - 2,1m
  • 14h28 - 0,6 m
  • 20h53 - 2 m



sexta-feira, 14 de julho de 2017

Litoral da PB deve ter ressaca e mar grosso com ondas de até 3,5m, avisa Capitania dos Portos

Aviso da Capitania dos Portos é válido até este domingo (16).

Por G1 PB


Ondas podem chegar a 3,5 metros de altura por causa do mar grosso (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Ondas podem chegar a 3,5 metros de altura por causa
do mar grosso (Foto: Walter Paparazzo/G1)
A Capitania dos Portos da Paraíba emitiu avisos de ressaca e mar grosso para o litoral do estado, nesta sexta-feira (14). A ressaca deve gerar ondas de até 2,5 metros de altura, porém, devido ao mar grosso, elas podem chegar a 3,5 metros.
Os avisos de mar grosso e ressaca são válidos até as 9h e 21h, respectivamente, deste domingo (16).
A partir desse aviso, a Capitania do Portos recomenda que, durante esse período, praticantes de esportes náuticos evitem a prática de esportes no mar.
Além disso, é recomendado que embarcações de pequeno e médio porte evitem navegar e que embarcações de médio e grande porte redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores e casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança.
Em caso de emergência, deve-se entrar em contato com 0800-281-30-71 (Disque Segurança da Navegação), 185 (Salvamar Nordeste), (83) 3241-2805 (Capitania dos Portos) ou (83) 9 9302-9294 (WhatsApp Denúncia). 


 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Aviso de ressaca na PB é prorrogado e Capitania alerta para ondas de até 2,5m

Aviso é válido até as 9h da quinta-feira. Pescadores e esportistas devem evitar navegar.
Por G1 PB


Ondas podem chegar a 2,5 metros de altura no litoral da Paraíba (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Ondas podem chegar a 2,5 metros de altura no litoral da Paraíba
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
A Capitania dos Portos prorrogou o aviso de ressaca do mar no litoral da Paraíba e alertou a população para a ocorrência de ondas de até 2,5 metros de altura. O aviso é válido até a quinta-feira (13), às 9h.
A recomendação da Capitania do Portos é que, durante esse período, praticantes de esportes náuticos evitem a prática de esportes no mar.
Além disso, é recomendado que embarcações de pequeno e médio porte e pescadores evitem navegar e que embarcações de médio e grande porte redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores e casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança.
Em caso de emergência, deve-se entrar em contato com 0800-281-30-71 (Disque Segurança da Navegação), 185 (Salvamar Nordeste), (83) 3241-2805 (Capitania dos Portos) ou (83) 9 9302-9294 (WhatsApp Denúncia).

Fonte

 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Paraíba registra uma das marés mais altas do ano nesta sexta-feira

31/01/2014 20h30 - Atualizado em 31/01/2014 20h30 

Marca deve se repetir neste sábado e, depois, só em agosto.
Mar invadiu área do Largo da Gameleira, em João Pessoa.
 
Do G1 PB
 
Ressaca fez com que o mar invadisse o Largo da Gameleira (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Ressaca fez com que o mar invadisse o Largo da Gameleira
(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Uma das marés mais altas do ano, de 2,8 metros, foi registrada às 16h53 (horário local) desta sexta-feira (31) na Paraíba. Segundo a previsão da Marinha do Brasil, não haverá uma maré mais alta que esta em todo ano de 2014.

Essa marca de 2,8 metros deve se repetir apenas neste sábado (1º), às 17h38, e no dia 12 de agosto, às 5h17, de acordo com dados do Banco Nacional de Dados Oceanográficos.

Entre as praias de Manaíra e Tambaú, João Pessoa, por exemplo, a ressaca fez com que o mar batesse na barreira que protege a calçada e invadisse a área do Largo da Gameleira.


 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Defesa Civil busca solução para erosão marinha da Baía da Traição

09-06-2013 às 08h00

Defesa Civil busca solução para erosão marinha da Baía da TraiçãoRepresentantes da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Defesa Civil participaram, nesta sexta-feira (7), de uma reunião na Baía da Traição, cidade do Litoral Norte, para buscar alternativas para minimizar a problemática da erosão marinha que atinge a orla da cidade e já invade até algumas ruas do local.
 
Na ocasião, o gerente executivo de Defesa Civil, coronel Cícero Hermínio e o gerente operacional de Defesa Civil, Antônio Cavalcante de brito, foram recebidos pelo prefeito da cidade, Manuel Messias. O gestor municipal foi orientado a decretar situação de emergência no município por erosão marinha, objetivando recursos federais para a construção de muros de contenção nas principais áreas de avanço do mar.
 
De acordo com o gerente executivo de Defesa Civil Estadual, é indiscutível a construção de obras emergenciais no local. "A solução imediata que observamos ao andarmos pelas áreas atingidas é a construção de muros de contenção, assim diminuiria, consideravelmente, os efeitos danosos da erosão que atinge o município", afirmou o coronel Cícero Hermínio.
 
O gerente operacional de Defesa Civil, Antônio Cavalcanti de Brito, ressaltou que o Governo do Estado está buscando alternativas junto ao município no sentindo de minimizar o problema. "Nos colocamos a disposição para qualquer atendimento, colaboração na elaboração de documentos para reconhecimento federal de situação de emergência, bem como a ajuda no desenvolvimento de projetos para mitigar os efeitos da erosão marinha no local", destacou o gerente.

O coordenador municipal de Defesa Civil, Luiz Pedro, agradeceu a visita da equipe estadual e disse que o apoio da Defesa Civil vai ser fundamental para uma solução da erosão que atinge a cidade. "A Baía da Traição precisa definitivamente de obras emergenciais para solucionar esse grave problema. Que bom que estamos com as mesmas ideias e projetos, tenho certeza que com o apoio do Governo do Estado conseguiremos bons resultados", finalizou o coordenador.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Ressaca do mar e chuvas fazem calçada ceder na orla de João Pessoa


01/05/2013 17h06 - Atualizado em 01/05/2013 17h06

Maré chegou a 2,5 m na segunda-feira (29).
Prefeitura informou que a demanda foi repassada para a secretaria.
 
Do G1 PB
 

Uma parte do piso do Largo da Gameleira, localizado na orla de João Pessoa ao lado do Hotel Tambaú, cedeu devido às chuvas e altas marés dos últimos dias no litoral paraibano. Na segunda-feira (29), a maré chegou a 2.5m às 6h43. Nesta quarta (1º), a maior maré foi de 2.2m, às 8h42. Por meio das redes sociais, a Prefeitura de João Pessoa informou que a demanda já foi repassada para a secretaria responsável (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Uma parte do piso do Largo da Gameleira, localizado na orla de João Pessoa ao lado do Hotel Tambaú, cedeu devido às chuvas e altas marés dos últimos dias no litoral paraibano. Na segunda-feira (29), a maré chegou a 2,5m às 6h43. Nesta quarta (1º), a maior maré foi de 2,2m, às 8h42. Por meio das redes sociais, a Prefeitura de João Pessoa informou que a demanda já foi repassada para a secretaria responsável (Foto: Krystine Carneiro/G1)
 
 
Na orla da Praia de Manaíra, o piso da calçadinha também está quebrado. O problema foi encontrado onde fica uma desembocadura de galeria de águas pluviais. O banco do local, no entanto, não cedeu (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Na orla da Praia de Manaíra, o piso da calçadinha também está quebrado. O problema foi encontrado onde fica uma desembocadura de galeria de águas pluviais. O banco do local, no entanto, não cedeu (Foto: Krystine Carneiro/G1)
 

 

Mega Tsunami de 100 metros pode atingir costa do Norte e Nordeste do Brasil

29/04/2013 | 11h02min

Um mega Tsunami pode atingir o Norte e Nordeste do Brasil e a Costa Leste dos USA. (abaixo foto de satélite das Ilhas Canárias e o Vulcão Cumbre Vieja, na Ilha La Palma expelindo fumaça)


Um mega tsunami é um raro tsunami com ondas de mais de 100 metros de altura. Deixando de lado alguns grandes tsunamis no Alasca, incluindo aí um de 520 metros de altura, na baia de Lituya.

Acredita-se que o último mega tsunami que atingiu uma área com população ocorreu há 4.000 anos. Geólogos dizem que tal evento é causado por gigantescos deslocamentos de terra, originados por uma ilha em colapso, por exemplo, em um vasto corpo d’água como um oceano ou um mar.

Mega tsunamis podem atingir alturas de centenas de metros, viajar a 900 km/h ao longo do oceano, potencialmente alcançando 20 km ou mais terra adentro em regiões de plataformas continentais/costas de baixa altitude. Em oceanos profundos, um mega tsunami é quase invisível. Move-se em um deslocamento vertical de aproximadamente um metro, com um comprimento de ondas de centenas de quilômetros. Porém, a enorme quantidade de energia dentro deste movimento de gigantesca massa líquida produz uma onda muito mais alta, à medida que a onda se aproxima de águas rasas situadas nas costas litorâneas das plataformas continentais.
 
A Ilha de La Palma e a escura Cratera do Vulcão Cumbre Vieja

Terremotos geralmente não produzem tsunamis desta escala, a não ser que eles possam causar um grande deslocamento de terra debaixo d’ água, tipicamente tais tsunamis têm uma altura de dez metros ou menos (seria o caso do Tsunami do Japão em Março de 2011). Deslocamentos de terras que são grandes comparadas à profundidade atingem a água tão rapidamente que a água que foi deslocada não pode se estabelecer antes que as rochas atinjam o fundo.
 
Isto significa que as rochas deslocam a água em velocidade total em todo seu caminho ao fundo. Se o nível da água é profundo, o volume de água deslocado é muito grande e as partes baixas estão sob alta pressão. Isto resulta numa onda que contém grande quantidade de energia.
 
Algumas pessoas assumem que mega tsunamis pré-históricos varreram antigas civilizações, como um castigo do(s) deus(es), comum em muitas culturas ao redor do mundo. Porém, isto é improvável, considerando que mega tsunamis usualmente acontecem sem qualquer aviso, atigindo apenas áreas costeiras e não necessariamente ocorrendo após uma chuva qualquer.
 


A hipótese de mega tsunamis foi criada por geólogos buscando por petróleo no Alasca. Eles observaram evidência de ondas altas demais em uma baía próxima. Cinco anos depois, uma série de deslocamentos de terra foi revelada como a causa destas altas ondas no Alasca. O histórico geológico mostra que mega tsunamis são muito raros, mas que devastam qualquer coisa próxima à costa atingida. Alguns podem devastar costas de continentes inteiros. O último evento conhecido desta magnitude aconteceu há 4 mil anos na Ilha de Reunião, leste de Madagascar.
 
UMA ONDA QUE ATINGIU 524 metros de ALTURA na BAIA DE LITUYA-ALASKA, EM 1958

Um fato sempre intrigou biólogos e geólogos na baia de Lituya, no Alaska. Ao redor de toda a baia, nas margens, existe uma faixa de vegetação começando da linha d’água composta por arvores jovens e somente muitas dezenas e até centenas de metros acima é que aparecem as árvores velhas. Os cientistas sempre souberam que as arvores jovens nasceram em decorrência da morte das arvores velhas que ali estavam, mas não sabiam o que havia causado isso. Um evento geológico colossal elucidou o enigma.
 

No dia 9 de julho de 1958, um grande terremoto de 8.5 graus na escala richter sacudiu a região da baia de Lituya. Uma grande massa de rocha com volume estimado de 30 milhões de metros cúbicos se desprendeu de uma altura de 900 metros de uma montanha, mergulhando na profunda baia de Lituya. O gigantesco e súbito deslocamento de água produziu uma descomunal onda. Segundos depois, parte da onda atingiu a margem oposta ao deslizamento 1350 metros adiante e quebrou, subindo uma outra montanha e derrubando arvores a inacreditáveis 524 metros de altura. O restante da onda seguiu adiante e arrasou com a baia de Lituya derrubando arvores a até 200 metros de altura.
 
Os acontecimentos de 1958 no ALASCA mostraram que Tsunamis também podem ser criados por deslocamento de grandes massas de rochas de ilhas vulcânicas e deslocamento de grandes massas de água sobre a plataforma continental, o que se um dia ocorrer, será numa escala muito maior e poderá devastar faixas litorâneas inteiras de muitos países.
 
Ameaças de Mega tsunamis
Ilhas vulcânicas como as de Reunião e as Ilhas do Havaí podem causar megatsunamis porque elas não são mais do que grandes e instáveis blocos de material mal agrupado por sucessivas erupções. Evidência de grandes deslocamentos de terra foram encontradas na forma de grande quantidade de restos subaquáticos, material terrestre que caiu oceano adentro. Em anos recentes, cinco de tais restos foram encontrados somente nas ilhas havaianas.
 
Alguns geólogos acreditam que o maior candidato para a causa do próximo megatsunami é a erupção do VULCÃO CUMBRE VIEJA na ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias, na costa oeste da África. Em 1949, uma erupção causou a queda do cume de Cumbre Vieja e fez cair vários metros adentro do Oceano Atlântico. Acredita-se que a causa disto foi causada pela pressão do magma em aquecimento e água vaporizando-se presa dentro da estrutura da ilha, causando um deslocamento da estrutura da ilha.
 
A velocidade e a amplitude de deslocamento e o tamanho das ondas em caso de
colapso do Vulcão Cumbre Vieja na Ilha de La Palma.
 
Durante uma próxima erupção, que estima-se acontecerá em algum tempo nos próximos anos, séculos ou milênios, irá causar um novo deslocamento da ilha, fazendo a metade ocidental, pesando talvez 500 milhões de toneladas, deslocar-se catastroficamente em direção ao fundo do oceano e com isso gerando uma imensa onda em direção ao oeste, ao norte/nordeste do Brasil e à costa leste dos EUA.
”Isto irá automaticamente gerar um megatsunami com ondas locais com alturas de centenas de metros”.

Depois que o tsunami cruzar o Atlântico, provavelmente irá gerar uma onda com 10 a 25 metros de altura ao chegar no Caribe e na costa leste da América do Norte várias horas depois (entre oito a dez horas), gerando grandes problemas econômicos e sociais para as populações litorâneas sobreviventes dos países envolvidos e para a economia global como um todo. Enquanto que potencialmente não tão destruidor como um super-vulcão, um mega tsunami seria um desastre sem precedentes em quaisquer regiões em que este evento ocorra.
 
Investigação intensiva na seqüência da catástrofe do tsunami na Indonésia de 26 de dezembro de 2004 mostrou que muitas outras zonas costeiras também estão em perigo de sofrerem impacto de tsunamis. Assim, as costas leste e oeste do Atlântico e na costa do Mediterrâneo, não estão a salvo de maremotos e, portanto, devem ser mais bem protegidas.
 
TSUNAMIS NO ATLÂNTICO
 
Mapa de ocorrências históricas de Tsunamis no Atlântico:
 

Locais de ocorrências de Tsunamis na área do Oceano Atlântico. Em vermelho houve séria destruição, em amarelo destruição moderada e em branco pequena destruição.
 
Poucas catástrofes como tsunamis ocorrem no Atlântico, em comparação com o Pacífico. Os maremotos em Lisboa (em 1º de NOVEMBRO DE 1755, posterior ao grande terremoto acontecido no mesmo dia com epicentro no nordeste do Oceano Atlântico e que destruiu Lisboa) e em Porto Rico foram até agora a maior catástrofe de tsunamis, quando milhares de pessoas perderam suas vidas. Saiba mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sismo_de_Lisboa_de_1755
 

Localização potencial do epicentro do
terremoto de 1755 em LISBOA e o tempo
de propagação e chegada do posterior
tsunami, em horas após o sismo.

 
Vulcão pode provocar tsunami nos EUA e no norte do Brasil, dizem cientistas
Por Daniel Flynn -  www.reuters.com

Madri, Espanha (Reuters) - Uma onda de 50 metros de altura atingindo o litoral atlântico dos Estados Unidos e destruindo tudo no seu caminho – não se trata de um filme de Hollywood, mas de uma sombria previsão de cientistas britânicos e norte-americanos, que também incluem o BRASIL na lista de possíveis lugares atingidos.
 
Enquanto a comunidade internacional tentava ajudar as vítimas do devastador maremoto de dezembro no sul da Ásia, os especialistas alertam que a erupção de um vulcão nas ilhas Canárias (que pertencem à Espanha e ficam no litoral norte da África) pode provocar a maior tsumami já registrado na história humana.
 
Cálculo do tamanho e da evolução das ondas do Tsunami com o colapso do Vulcão Cumbre Vieja nas Ilhas Canárias:
 
Cálculo da evolução da propagação das ondas do tsunami:
A = 2 minutos, B = 5 minutos, C = 10 minutos, D = 15 minutos, E = 30 minutos,
F = 1 hora, G = 3 horas, H = 6 horas atinge o Norte/Nordeste do BRASIL
e I = 9 horas atingindo a Flórida.

Segundo um polêmico estudo desses cientistas, uma explosão no vulcão Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, pode lançar uma montanhas de rochas do tamanho de uma ilha dentro do Atlântico, a uma velocidade de até 350 quilômetros por hora. Mas muitos cientistas dizem que o risco de uma megatsunami provocado por tal erupção está sendo exagerado. Nesse estudo, a energia liberada pela erupção seria equivalente ao consumo de eletricidade nos Estados Unidos durante seis meses. As ondas sísmicas se deslocariam pelo Atlântico na velocidade de um avião a jato (900 km/hora).
 
A devastação nos Estados Unidos provocaria prejuízos de trilhões de dólares e ameaçaria dezenas de milhões de pessoas. Países como a Espanha, Portugal, Grã-Bretanha, França, BRASIL, Região do Caribe, Guianas, Venezuela e todos os países da África Ocidental também poderiam ser atingidos pelas ondas gigantes. “Isso pode ocorrer na próxima erupção, que pode acontecer no próximo ano, ou pode levar dez mil anos para acontecer”, disse Bill McGuire, do Centro de Pesquisas Benfield  Hazard, da Grã-Bretanha. (Sobre os EUA ver no Link: http://thoth3126.com.br/o-futuro-dos-eua-por-ned-dougherty/
 
O Cumbre Vieja, que teve sua última explosão em 1971, normalmente tem erupções em intervalos de 20 a 200 anos.“Simplesmente não sabemos quando vai acontecer, mas há alguém preparado para assumir o risco depois dos incidentes do Oceano Índico?”, disse McGuire, propondo a criação de um programa para monitorar a atividade sísmica na encosta do vulcão.
 
“Precisamos fazer com que as pessoas saiam antes do colapso em si. Uma vez que o colapso tenha acontecido, o Caribe teria nove horas, e os EUA de 6 a 12 horas, para retirar dezenas de milhões de pessoas.” Mas outros especialistas vêem exageros na previsão sobre o Cumbre Vieja ou sobre o vulcão havaiano de Kilauea. A Sociedade Tsunami, que reúne especialistas de vários países, diz que essas teorias só servem para assustar as pessoas.
 
O grupo argumenta que o Cumbre Vieja não explodiria em uma única rocha e que a onda criada seria muito menor (apesar de haver registros históricos de mega explosões como a do Vulcão submerso THERA em Santorini, no arquipélago das ilhas gregas conhecidas como As Cíclades, no Mar Egeu, que em torno de 1.680 a.C. explodiu violentamente, literalmente jogando pelos ares a maior parte da ilha Santorini e o topo da montanha.
 
Fotos de satélite de SANTORINI, no Mar Egeu
e o gigantesco buraco/vazio deixado na ilha pela
explosão do vulcão THERA em 1.680 a.C.

O impacto daquela erupção fez-se sentir em toda a Terra, mas com particular intensidade na bacia do Mar Mediterrâneo. A erupção do vulcão THERA em Santorini parece estar ligada ao colapso da Civilização Minóica na ilha de Creta, distante de Santorini 110 km ao sul.
 
Acredita-se que tal cataclismo tenha inspirado as posteriores lendas acerca de Atlântida. Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santorini.
 
“Estamos falando de milhares de anos no futuro. Qualquer coisa pode acontecer. Nesse meio tempo um asteróide também poderia cair na Terra”, disse George Pararas-Carayannis, fundador da Sociedade Tsunami.
 
Muitos especialistas acham que as tsunamis provocadas por deslizamentos abruptos duram menos do que aquelas gerados por terremotos fortes, como o de 26 de dezembro de 2004, na Indonésia que matou cerca de trezentas mil pessoas.
 
Santorini à esquerda.

Charles Mader, editor de uma revista do Hazards sobre tsunamis, prevê que mesmo um enorme deslizamento em La Palma provocaria ondas de apenas um metro de altura nos EUA.
 
De qualquer forma, especialistas avaliam que a ameaça das tsunamis estava subestimada antes da tragédia asiática, que matou mais de 150 mil pessoas. “Não seria surpresa para mim se amanhã víssemos outra tsunami como essa,” disse Pararas-Carayannis, apontando para as falhas geológicas de Portugal, de Porto Rico e do Peru como riscos possíveis.
 
Para McGuire, um sistema de alerta no Oceano Índico teria evitado completamente as mortes em Sri Lanka e na Índia, já que na maioria dos casos a população precisava se deslocar apenas um quilômetro para ficar a salvo. Na opinião dele, o risco dos tsunamis para a Terra só é inferior ao do aquecimento global. “Com as costas fortemente ocupadas agora, particularmente nos países em desenvolvimento, as tsunamis são um grande problema porque, ao contrário dos terremotos, transmitem a morte e a destruição através de oceanos inteiros.”
O arquipélago da Ilhas Canárias. Na Ilha de EL HIERRO, AO SUL DA ILHA
DE PALMA, onde está o CUMBRE VIEJA está acontecendo uma enorme
atividade sísmica, com muitos terremotos (alguns são submarinos)


Ilhas Canárias: Risco de erupção vulcânica em El Hierro ao sul de LA PALMA
 
Nos últimos dias do ano de 2011, se registrou uma série de movimentos sísmicos na ILHA DE EL HIERRO, e especialistas estão agora a avaliar se o magma está subindo.
 
Barcos transportando equipes da Unidade Militar de Emergências do governo espanhol local partiram, no final da manhã, para El Hierro, para uma eventual operação de evacuação. Cinquenta e três pessoas foram já realojadas e o principal túnel da ilha, entre as localidades de Frontera e Valverde, foi fechado.
 
Foto à direita: El Hierro, nas Ilhas Canárias: Risco
de erupção vulcânica. Esferas azuis e vermelhas
marcam a ocorrência de Terremotos recentes.

As autoridades espanholas estão a mobilizar-se para uma eventual evacuação da ilha de El Hierro, no arquipélago espanhol das Canárias, devido ao risco de uma erupção vulcânica.
 
Desde o dia 19 de Julho até às 11h16 de hoje, foram registados 8.356 eventos sísmicos (TERREMOTOS) na ilha de EL HIERRO, segundo dados do Instituto Geográfico Nacional (IGN) dA Espanha. Apenas 15 teriam sido sentidos de fato pela população, segundo a edição online do diário espanhol El Pais.
 
Mas o número de sismos aumentou e alguns mais recentes parecem estar  ocorrendo a uma profundidade menor do que a maioria, o que pode significar um aumento do nível do magma sob a ilha.
 

 
Especialistas dizem que esta ocorrendo erupções submarinas em EL HIERRO, que se localizam a cerca de 2.000 metros de profundidade no leito do oceano e a uma distância entre cinco e sete quilômetros da costa.
 
De qualquer forma, com o aumento na frequência dos eventos sísmicos o governo das Ilhas Canárias acionou o nível “amarelo” de alerta – o segundo menos grave numa escla de quatro cores, e que implica em maior informação à população e planificação de recursos. As autoridades estão se preparando para, caso necessário, retirar 4.000 pessoas da Ilha de El Hierro em quatro horas.
 
Segundo Maria del Carmen Romero, professora de Geografia da Universidade de Laguna, citada pelo jornal La Vanguardia, um dos principais riscos é o de desmoronamentos de terras, já que a ilha tem encostas muito acentuadas. No entanto, pode não chegar a haver uma erupção vulcânica, lembrando de uma crise sísmica semelhante, descrita em crônicas de 1793, sem erupção vulcânica.

Tradução, composição e imagens de várias fontes: Thoth3126@gmail.com


Thot 3126




quinta-feira, 14 de março de 2013

Ressaca marítima atinge bares

Ondas de 2,6 metros invadiram bares e residências da Praia do Seixas; comerciantes tiveram estabelecimentos destruídos pela força do mar. 





A ressaca marítima que atingiu a costa paraibana no final da tarde de ontem provocou susto em moradores e comerciantes da orla de João Pessoa. Ondas de 2,6 metros, resultado de fortes ventos vindos do Atlântico Sul, invadiram bares e residências da Praia do Seixas, destruindo boa parcela dos empreendimentos da região. Representantes comunitários locais estimam que cerca de 25 estabelecimentos foram afetados.

Barracas derrubadas, bancos arrastados e boa parte da barreira que serve de apoio para a circulação dos clientes não existe mais.

Por volta das 17h, ondas violentas começaram a entrar nos bares, conforme relatou o comerciante José Roberto do Nascimento. “O prejuízo é grande. De 15h percebemos que o mar estava ficando violento, quando chegou no final da tarde, a água já tinha tomado todo o bar. Em menos de uma hora já estava tudo destruído. A gente tenta consertar, mas o mar está muito violento, não temos condições de consertar sozinhos”.

A poucos metros dali, a comerciante Maria José Gomes reclamava do lixo trazido pela violenta ressaca marítima. “É muito lixo, a gente encontra de tudo. O meu bar está cheio de pedaços de coqueiros, pedras, garrafas plásticas, um monte de lixo. A gente vai ter que consertar todo o bar e retirar todo aquele lixo”, lamentou.

Na Praia do Cabo Branco, a sete quilômetros do Seixas, também foi possível perceber o contraste entre força da natureza e falta de educação dos homens: muito lixo trazido pela força do mar estava espalhado por boa parte da avenida Cabo Branco.

O militar Edson Oliveira, morador da região, ficou impressionado com o visual após a ressaca. “Eu nunca tinha visto nada assim.

Nessas horas a gente consegue ver a força da natureza. De manhã o mar estava bem baixo e agora essa violência toda”, declarou.

Na Praia de Tambaú, também na capital, o clima de quem transitava pela região era outro. Turistas e moradores aproveitavam para registrar o visual atípico provocado pelas altas ondas, os mais ousados chegavam até mesmo a tomar banho com o respingo das ondas na calçadinha, atitude que deve ser evitada nos próximos dias.

A oceanógrafa Rosio Camayo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), explicou os fatores que levaram ao aumento da maré. “Uma forte rajada de vento está atingindo o Atlântico Norte, vindo do Sul, o que aumenta a agitação do mar no Nordeste do país. Essa agitação faz os ventos entrarem com mais força na faixa litorânea, provocando as fortes ondas. O ideal é que se evite entrar no mar nesses horários de grande pico, que deve acontecer até próxima sexta-feira”, aconselhou.

O secretário de Planejamento da Prefeitura de João Pessoa, Rômulo Polari, informou que a secretaria, juntamente com o Comitê Gestor Orla, já mantém permanente diálogo sobre a questão do avanço do mar e consequentemente, sobre a situação dos barraqueiros na capital. Polari informou ainda que a Secretaria de Planejamento, dentro da programação de reuniões com o Comitê Gestor Orla, vai convidar os barraqueiros para um diálogo sobre os danos causados pelo avanço do mar e sobre uma possível relocação. “Vamos ouvir os barraqueiros para, juntamente com eles, encontrarmos uma solução para este problema”, disse.
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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Maré alta derruba coqueiros e abala estrutura de bar à beira mar na PB

23/02/2013 17h36 - Atualizado em 23/02/2013 17h36

Na Ponta de Seixas a maré foi a 2,3m de altura neste sábado.
Tábua de Marés prevê maré ainda mais alta para os próximos dias.
 
Do G1 PB
Os frequentadores de um bar na praia de Ponta de Seixas, em João Pessoa se assustaram com a força com que as ondas bateram no estabelecimento neste sábado (23). O estabelecimento fica na beira da praia e a maré chegou a 2,3m durante a tarde. (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Os frequentadores de um bar na praia de Ponta de Seixas, em João Pessoa se assustaram com a força com que as ondas bateram no estabelecimento neste sábado (23). O estabelecimento fica na beira da praia e a maré chegou a 2,3m durante a tarde. (Foto: Walter Paparazzo/G1)
 

De acordo com a Tábua de Marés, nos próximos dias a maré subirá ainda mais, chegando a 2,5m principalmente na terça, quarta e quinta-feiras. Além de estruturas construídas, coqueiros e árvores também são derrubados pela força do mar. (Foto: Walter Paparazzo/G1)


De acordo com a Tábua de Marés, nos próximos dias a maré subirá ainda mais, chegando a 2,5m principalmente na terça, quarta e quinta-feiras. Além de estruturas construídas, coqueiros e árvores também são derrubados pela força do mar. (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Fonte

 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Paisagem de Baía da Traição, na Paraíba, muda com o avanço do mar

27/11/2012 11h11 - Atualizado em 27/11/2012 11h17

Pelo menos 66 casas estão danificadas pelo avanço do mar.
Moradores fazem o que podem para manter casas.
 
Inaê Teles 

Do G1 PB

 
Baía da Traição está com casas destruídas à beira mar na Paraíba (Foto: Inaê Teles/G1)
Baía da Traição está com as casas a beira-mar destruídas
(Foto: Inaê Teles/G1)
 
Piso destruído, escadas danificadas, teto que desabou. Essas são algumas das imagens que são possíveis ver a beira-mar da Praia Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba. Desde 2008 o avanço do mar atinge as construções na orla da cidade e hoje já invade até uma das ruas do local. O G1 visitou Baía da Traição, que fica a 77 km da capital, para ver de perto os estragos causados pelo mar.
 
Prefeitura de Baía da Traição tem imagem antiga da orla  (Foto: Reprodução)
Prefeitura de Baía da Traição tem imagem antiga da
orla que mostra extensa área de areia
(Foto: Reprodução)
Um levantamento realizado em 2009 pela prefeitura de Baía da Traição apontava que 66 casas haviam sido destruídas por conta do avanço do mar. Segundo Luiz Pedro do Nascimento, coordenador da Defesa Civil na cidade, esse número não teve mudanças nos últimos anos, no entanto as casa ficaram ainda mais danificadas. 
 
Passeando pela beira-mar, o G1 se deparou com dezenas de casas destruídas, coqueiros caídos e muitos destroços dos imóveis e quebra-mar que não suportaram a força da água. Os banhistas dividem o espaço com os entulhos a beira-mar.
O geografo Williams Guimarães explicou que diversos fatores contribuem para a erosão marinha na área de Baía da Traição. Ente eles os de cunho natural e também de interferência humana. Segundo o geografo, a linha de arrecifes é responsável por proteger a costa. Ela age como uma espécie de quebra-mar natural e diminui o efeito das ondas.

Segundo Williams, Baía da Traição é uma área naturalmente erosiva. “A taxa de sedimentação é muito baixa. Ocorre muita retirada de areia e pouca reposição. O maior rio do Nordeste é São Francisco e a taxa de deposição de areia no mar é baixíssimo”, explicou.

Cenário de destruição

Paisagem de Baía da Traição está mudando por conta do avanço do mar na Paraíba (Foto: Inaê Teles/G1)
Paisagem de Baía da Traição está mudando por conta do avanço do mar na
Paraíba (Foto: Inaê Teles/G1)
Na memória dos moradores e turistas que frequentam a região há alguns anos, restam apenas as lembranças de uma Baía da Traição em que tinha uma área extensa de areia até chegar no mar. Alguns moradores contam que na área que hoje é água salgada, há mais de 20 anos servia de ponto de pouso de jatinhos. “Avião pousava aqui na maré seca”, contou Marluce de Araújo que mora há mais de 50 anos em Baía da Traição, em uma casa localizada na frente do mar.

'Tenho medo do que Deus queira mandar', disse a moradora Dona Marluce  que  teme que algum dia o mar realmente invada Baía da Traição (Foto: Inaê Teles/G1)
'Tenho medo do que Deus queira mandar', disse a
moradora Dona Marluce (Foto: Inaê Teles/G1)
Dona Marluce é uma das moradoras que não pensa em deixar a cidade, mas que de certa forma teme que algum dia o mar realmente invada a cidade. “Tenho medo do que Deus queira mandar”, disse. Segundo Williams, Baía da Traição é uma área naturalmente erosiva.

De acordo com Williams, a preocupação de Dona Marluce tem fundamento. “Aquela é uma região naturalmente erosiva. Se não tiver uma proteção vai ser engolida pelo mar”, disse. Mesmo com o receio, Dona Marluce contou que prefere continuar na sua casa. "Gosto muito daqui. É muito bom mesmo", explicou.

Manoel Veríssimo já gastou mais de R$ 10 mil ao longo dos 20 anos que adquiriu sua casa à beira-mar com a construção de quebra-mar e de outras medidas para conter o avanço do mar. “Na maré alta a água do mar atinge a altura do poste”, contou Manoel. Ele disse que já pensou em vender o imóvel, mas desistiu pois sairia perdendo por conta da desvalorização da casa . “Antes do avanço do mar minha casa valia R$ 120 mil, mas agora não vale nem R$ 80 mil”, lamentou.

O casal Manoel e Eione Veríssimo já gastou mais de R$ 10 mil com a construção de quebra-mar para proteger casa em Baía da Traição (Foto: Inaê Teles/G1)
O casal Manoel e Eione Veríssimo já gastou mais de R$ 10 mil com a construção
de quebra-mar para proteger casa em Baía da Traição (Foto: Inaê Teles/G1)

A esposa de Manoel, Elione Oliveira Veríssimo, disse gostar do local apesar de todos os gastos que já tiveram. O geografo Williams explicou que as pessoas querem um resultado a curto prazo e por isso acabam construindo barreiras de proteção sem um estudo da área e por isso eles não suportam a força das ondas.

“Duas décadas atrás a região era uma vila de pescadores e hoje é uma cidade grande em termo de população. E a gente observa que a população cresce avançando para linha da costa”, disse Williams. Luiz Pedro, da Defesa Civil, explicou que o quadro de habitantes do município de Baía da Traição, que tem uma área de 102.36 km², é composto por 8 mil moradores, sendo pelo menos 4 mil deles de origem indígena da tribo Potiguara. Os índios que vivem nas reservas não foram atingidos pelas mudanças vistas no mar durante os últimos anos, pois eles não ocupam a área da costa.

Prefeitura de Baía da Traição está reformando a praça do Centro da cidade que foi destruída pelo mar (Foto: Inaê Teles/G1)
Prefeitura está reformando a praça do Centro que foi
destruída pelo mar (Foto: Inaê Teles/G1)
Ações
Em 2010, o Governo da Paraíba decretou situação de emergência em Baía da Traição, que na época já sofria com a erosão marinha que ameaçava bens do local e colocava em risco a vida dos moradores e dos turistas que passam pelo município. O pedido foi encaminhado para Brasília, mas o Governo Federal não decretou situação emergência e, segundo a Defesa Civil, os recursos seriam fundamentais para conter o avanço do mar. "A gente não tem muito o que fazer, pois nã há recursos", lamentou. 
Luiz explicou que a prefeitura só pode interferir na área que é pública, dessa forma são os moradores da região que devem construir suas próprias barreiras para conter o mar. Já na praça, que é um bem público, a prefeitura realiza uma reforma pois ela também foi atingida pelas águas do mar.

Para conter a erosão marinha em Baía da Tração o geografo Williams Guimarães apontou uma alternativa. “É preciso fazer um estudo aguçado da área e ver como se comporta essa região. Fazer uma análise da taxa de sedimentação, estudo da corrente, mas tudo isso demanda tempo. E após esse estudo detalhado é possível realizar obras de engenharia que diminuem esse feito”. Segundo o geografo, o processo de erosão está ocorrendo em uma velocidade muito a alta e a tendência é aumentar, mas com uma obra realizada com base em estudos profundos é possível desacelerar o processo. E segundo o geografo, a ação tem que ser conjunta com apoio dos moradores e das instituições municipal, estadual e federal. "Se não tiver um procedimento coletivo, pode acabar danificando muito aquela área", finalizou.