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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Chuva preocupa quem mora em área de risco

Tempo nublado e início das chuvas causam preocupação em moradores do Timbó e do Bairro São José, áreas consideradas de risco. 


  

Francisco França
Moradores enfrentam a água suja e os insetos que invadem as casas durante o período chuvoso
É só o céu ficar nublado para a dona de casa Rosa de Lourdes de Oliveira ficar com medo de que a casa onde mora, na comunidade do Timbó, em João Pessoa, volte a ser invadida pela água do rio que passa pelo local. A preocupação da moradora é a mesma de outras pessoas que vivem nas áreas consideradas de risco, na capital, já que desde a última sexta-feira, a ocorrência de chuvas tem sido frequente no Litoral paraibano e a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é que as precipitações continuem ao longo desta semana na região.
 

Para hoje, a previsão do Inmet é de ocorrência de chuvas isoladas durante todo o dia na capital. No Timbó, 136 famílias foram beneficiadas com moradias em condomínio popular. Mas, outras dezenas têm a esperança de conseguir um imóvel em um local seguro.
 
A casa de Rosa de Lourdes está localizada bem próxima ao rio Timbó. Ela conta que além da água suja, ratos e insetos invadem a residência constantemente e bastou as poucas chuvas dos últimos dias para que o piso ficasse encharcado pelas infiltrações.

“Na minha casa a água entra por baixo do chão. Moro aqui com duas crianças e vejo a hora as paredes caírem por cima da gente. No ano passado, o pessoal da prefeitura me cadastrou, mas até hoje não recebi nada e estou na mesma situação”, lamentou a dona de casa.
 
A mesma situação de risco é a da família da catadora Ângela Lorentino. Além da proximidade com o rio Timbó, a casa onde ela mora fica em frente a uma galeria, que está sem cobertura, oferecendo risco principalmente às crianças que passam pelo local. Parte da galeria não foi coberta pelas placas e o esgoto correndo a céu aberto atrai insetos para as residências. “O pessoal da prefeitura começou a tapar a galeria, mas não terminaram. Faz mais de um mês que está assim, tudo aberto.
 
De lá para cá, crianças, idosos e outras pessoas que passavam por aqui caíram nesse esgoto”, denunciou.
 
No bairro São José o clima de tensão entre os moradores que ainda estão nas residências às margens do rio Jaguaribe não é diferente. Os moradores contam que a limpeza do rio é feita com regularidade, mas muitos que foram cadastrados para deixar as casas e ir para o auxílio aluguel ainda não foram contemplados com o benefício.
 
A aposentada Maria Lúcia Matias, moradora do bairro há mais de 30 anos, desde o ano passado não consegue deixar a casa arrumada. Temendo uma nova inundação na casa onde mora, ela deixa os móveis suspensos, roupas e objetos menores empacotados. Quando começam as chuvas, ela não consegue ficar tranquila em casa.
 
“Nas chuvas do ano passado, a água do rio entrou na minha casa e entrou cobra, sapo, rato. Foi uma imundície. Também perdi móveis e um microondas”, lembra Maria Lúcia. A moradora relata ainda que foi cadastrada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) para receber o auxílio aluguel e gostaria de deixar a casa na área de risco, mas o benefício ainda não foi concedido.
 
MORADORES RECLAMAM DE APARTAMENTOS
Outros moradores da comunidade do Timbó, nos Bancários, reclamam que alguns apartamentos do condomínio popular foram entregues com a obra inacabada, como falta de encanação para esgotamento sanitário e instalação de portas, além do calçamento das ruas, que não foi concluído.
 
A dona de casa Ana Maria da Silva conta foi contemplada com um dos apartamentos há três meses. Ela conta que há cerca de um mês, as telhas já apresentaram problemas de rachaduras e com as últimas chuvas, a água infiltrou as paredes e parte da laje. Outro problema apontado por ela é a falta de calçamento na maior parte das ruas do condomínio e um outro trecho para escoamento da água que oferece risco de acidentes para as crianças. “Esse buraco aqui é um perigo grande para as crianças, porque não tem nenhuma proteção. Semana passada mesmo, um menino caiu aqui e quebrou o braço. Quando começar o inverno mesmo vai ficar mais perigoso”, disse a moradora.

A sogra de Betânia da Silva também recebeu um apartamento, porém o banheiro da residência não estava com o sistema de encanação completo e os quartos estão sem portas. “O pessoal da prefeitura que estava trabalhando aqui disse que não vão colocar as portas e que os moradores é quem tem que consertar o que estiver faltando”, lamentou.
 
Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), o secretário Ronaldo Guerra explicou sobre o calçamento. Segundo o órgão, projeto está no momento passando por retificação para que seja dada continuidade à obra.
 
Enquanto isso, a secretária de Habitação do município, Socorro Gadelha, garantiu que o condomínio do Timbó foi entregue aos moradores em bom estado. “Entregamos com todos os ajustes.
 
Fizemos inclusive a vistoria com os moradores que assinaram reforçando que estava tudo certo”, lembrou. “O muro de contenção também está pronto. Estamos apenas terminando uma pequena parte da pavimentação, que devemos concluir em até 20 dias e não afeta em nada a segurança do condomínio”, completou.
 
Ainda de acordo com Socorro Gadelha, há outros projetos estão em andamento e o foco das ações da secretaria são as áreas de risco. “Estamos construindo o muro de contenção da Saturnino de Brito. Depois, construiremos as 400 unidades (habitacionais)”, disse.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Ocupação irregular no Altiplano

Ocupação começou há pelo menos dez anos com pessoas vindas de cidades do interior do Estado, de acordo com moradores do local.



 

Rizemberg Felipe
Famílias sobrevivem com o medo e a insegurança de serem despejadas do local

Cerca de 20 famílias ocupam, de maneira irregular, um terreno no bairro do Altiplano, nas proximidades do condomínio Bougainville, em João Pessoa. Em contraste com os prédios e residenciais de luxo da vizinhança, as famílias construíram pequenas casas e sobrevivem com o medo e a insegurança de serem despejadas do local.

Segundo os moradores do local, a ocupação começou há pelo menos dez anos com pessoas vindas de cidades do interior do Estado. No entanto, as ameaças de despejo ficaram mais frequentes nos últimos dois anos, uma vez que as famílias alegam que o terreno pertence a uma construtora da capital, e os empresários têm pressionado os moradores para deixar as casas.

Além disso, as famílias também correm o risco de ficar sem água e energia elétrica nas residências, já que o fornecimento é clandestino.

A situação de ficar 'sem teto' é uma preocupação constante de Evanilda Moreira. A doméstica conta que veio da cidade de Lagoa Seca, na região do Agreste paraibano, a convite de um primo, que já morava no terreno desde 2008. Segundo Evanilda, somente nas últimas duas semanas, donos de uma construtora foram até o local conversar com os moradores para tentar um acordo. “Essa semana, dois homens chegaram aqui e perguntaram quanto a gente gastou para construir as casas. Disseram que vão fazer um acordo e pagar o que a gente gastou”, lamenta.

A falta de condições financeiras para procurar outro local para morar e o desemprego é a realidade na maior parte das famílias que moram no terreno.

PREFEITURA CADASTRA
O diretor de regularização fundiária da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de João Pessoa (Sedes-JP), Geovanni Freire dos Santos, informou que as famílias que moram no terreno informado pela reportagem já foram cadastradas. Segundo o diretor, a secretaria recebeu um terreno no bairro de Mangabeira para a construção das casas populares e o projeto está em fase de elaboração.

Enquanto isso, as famílias serão avaliadas e deverão receber o auxílio aluguel, no valor de R$ 200, para deixar as casas. Ainda conforme o diretor, na capital, 40 mil famílias estão cadastradas no programa Minha Casa, Minha Vida e aguardam a entrega dos imóveis.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Secretaria de Desenvolvimento Social vai enviar equipe ao Lixão

Secretaria não sabia que pessoas ocupavam as áreas do antigo lixão



Apesar de algumas famílias ocuparem as áreas do antigo lixão há mais de cinco anos, a ocupação irregular é desconhecida pelos órgãos públicos. A informação só chegou ao conhecimento da Secretaria de Desenvolvimento Social de João Pessoa (Sedes/JP) através da reportagem do JORNAL DA PARAÍBA.
A diretora de Organização Comunitária e Assistência Popular do órgão, psicóloga Edite Rodrigues, disse que vai enviar uma equipe no local para constatar a situação e adotar as providências.

“Não tínhamos conhecimento de que havia famílias nessa área, até porque aquela região não pode ser ocupada. Iremos acionar também a Sedurb, já que pertence a ela a responsabilidade de monitorar a ocupação de espaços públicos”, afirmou ele.
O secretário da Sedurb, Américo Cabral Neto, também admitiu desconhecer a existência das famílias na área proibida e determinou que os técnicos da secretaria se dirijam ao local, para analisar a situação. “Vou mandar, em caráter de urgência, uma equipe ao local para fazer um relatório. Se for constatada mesmo essa ocupação irregular, as famílias serão removidas com ajuda da Sedes”, afirmou.
Equipes do Conselho Tutelar da Região Norte também farão uma visita ao lugar, para verificar as condições precárias em que as crianças vivem na localidade. Os conselheiros farão um relatório da situação, para acionar os órgãos responsáveis pela assistência à saúde da criança.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Em dois dias já choveu quase metade da média de julho em João Pessoa


03/07/2012 17h23 - Atualizado em 03/07/2012 17h23

Previsão é de mais chuva nas próximas 24 horas no litoral paraibano.
Defesa Civil toma precauções em áreas de risco.


Do G1 PB
 
Foi detectado pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) que o acumulado de chuvas apenas nos dois primeiros dias de julho registrou 102,8 milímetros, ou seja, já choveu 43,45% da média história de chuvas para todo mês, que é de 236 milímetros.

Defesa Civil está demolindo casas em áreas de risco (Foto: Divulgação)
Defesa Civil está demolindo casas em áreas de risco
(Foto: Divulgação)
Apenas nas últimas 48 horas, 30 chamadas foram recebidas pela Defesa Civil, que considerou três delas de alto risco: um alagamento no bairro São José, um desmoronamento na comunidade Saturnino de Brito, em Jaguaribe e um deslizamento na barreira Monsenhor José Coutinho, no bairro do Roger. Na comunidade Saturnino de Brito, nove casas foram interditadas ou demolidas desde o começo das chuvas.

A Aesa prevê ainda a continuação da chuva no litoral paraibano pelas próximas 24 horas. "As condições meteorológicas ainda permanecem favoráveis à ocorrência de chuvas em boa parte do setor leste paraibano. A tendência é que se a garoa se mantenha até amanhã, com algumas intermitências,” informou a meteorologista Carmem Becker.
A meteorologista comentou que poderão ocorrer pancadas de chuva de intensidade moderada, mas que a possibilidade de chuvas fortes entre esta terça (3) e a quarta-feira (4) não está descartada.

Com estas informações, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) permanece em estado de alerta para monitorar as áreas de risco em João Pessoa, que foram atingidas pelas fortes chuvas.

Barreira deslizou durante chuvas na capital (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Barreira deslizou durante chuvas na capital
(Foto: Walter Paparazzo/G1)
Noé Estrela, coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, comentou que algumas famílias resistem a terem que deixar suas casas, mesmo conhecendo o risco.“ Explicamos que é uma ação emergencial para a segurança delas”, disse.
 
As famílias que sofrem com isso, estão sendo transferidas para abrigos provisórios, como a Escola Municipal Damásio da Franca, onde recebem apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social. Ainda, as famílias estão sendo inscritas no auxílio moradia da Prefeitura Municipal de João Pessoa, para que possam pagar o aluguel de uma nova casa.

Para qualquer emergência, o telefone da Defesa Civil está disponível durante 24 horas, todos os dias da semana. A população pode acioná-la pelo número 0800-2859020. A chamada é gratuita.


 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Casas atingidas pelas chuvas são demolidas

Terça, 26 de junho de 2012 - 12h33
 

A Coordenadoria Municipal da Defesa Civil (Comdec) visitou na manhã desta terça-feira (26) a comunidade Saturnino de Brito, no bairro de Jaguaribe, para demolir três casas que desmoronaram durante as fortes chuvas da semana passada. O trabalho está sendo realizado por agentes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). O órgão informou que as ações emergenciais já foram controladas, mas que as equipes continuam monitorando as áreas de risco na cidade de João Pessoa.

As três famílias que moravam nos imóveis estão em um abrigo provisório na Escola Municipal Damásio da Franca, em Jaguaribe, e serão inscritas no auxílio moradia para pagar o aluguel de uma nova casa. As famílias estão recebendo apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, com auxílio de cesta básica, assistência médica, colchões e cobertores.

O coordenador da Defesa Civil, Noé Estrela, explicou que a demolição é necessária para a segurança das famílias atingidas e da comunidade. “Essas casas foram interditadas na última terça-feira, avaliamos as condições de cada uma e agora chegou o momento de demolir. As famílias foram retiradas, assim como alguns pertences que podem ser reaproveitados”, disse.

“Por enquanto minha família está abrigada na escola e a prefeitura já nos informou que vamos receber o auxílio moradia”, disse Luciana Lopes, moradora de uma das casas e mãe da adolescente que foi atingida durante o desmoronamento. Ela afirmou ainda que o estado de saúde da filha é estável. “Ela já recebeu alta e agora está na casa da minha irmã”, contou.

Apesar das chuvas terem diminuído, esta semana as equipes devem continuar as visitas nas áreas alagadas na semana passada, como as comunidades do Timbó (Bancários), São José (Bairro São José), Comunidade do S (Roger), entre outras.

Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo número 0800-285-9020, disponível 24 horas todos os dias da semana. A chamada é gratuita. Além da Defesa Civil, estão participando das operações a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob).

Previsão do Tempo – A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é que o tempo continue chuvoso nos próximos dias. Nesta terça-feira (26), o órgão prevê sol entre chuvas isoladas, com temperatura variando entre 21° e 30°.

Nesta quarta-feira (27), as chuvas devem permanecer, registrando temperatura mínima de 22° e máxima de 31°. Já na quinta (28) e sexta (29), a previsão é que as chuvas parem, mas o tempo continuará nublado.

Da Redação, com Secom/JP


 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Defesa Civil permanece monitorando áreas de risco mesmo após as chuvas em JP

20/06/12 - 18:12 

Desde a madrugada de ontem, PMJP monitora comunidades ribeirinhas e pontos de alagamento que podem oferecer riscos a população

As chuvas cessaram e a Coordenadoria da Defesa Civil divulgou boletim na tarde desta quarta-feira (20) informando que as ações emergenciais já foram controladas, mas que o órgão continua monitorando as áreas de risco na cidade de João Pessoa. As águas do Rio Jaguaribe ainda estão com o nível acima do normal, mas devem diminuir nas próximas horas. A previsão da Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba (Aesa) é que não ocorram mais chuvas até o fim do dia.

Desde a madrugada de terça-feira (19), a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) monitora comunidades ribeirinhas e pontos de alagamento que podem oferecer riscos a população. Foram vistoriadas áreas no Timbó (Bancários), São Rafael (Castelo Branco), Comunidade do ‘S’, no Baixo Roger, Saturnino de Brito (Varadouro), São José, entre outras.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Noé Estrela, os estragos poderiam ter sido maiores se não fosse o Plano de Contingência realizado pela prefeitura previamente. “Nós realizamos um trabalho preventivo muito forte nas comunidades de João Pessoa que evitou o maior prejuízo para a população”, disse.

Famílias  - Até a noite dessa terça-feira (19), 160 pessoas das comunidades São José, Timbó e Saturnino de Brito foram removidas de suas moradias para abrigos provisórios nas escolas municipais Nazinha Barbosa (Manaíra), Alice Carneiro (Manaíra), Damásio Franca (Saturnino de Brito), igreja Menino Jesus de Praga (Bancários) e Centro de Referência da Cidadania (Bancários).

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Município (Sedes) está realizando o trabalho de assistência oferecendo os cuidados básicos como o local para repousarem, cesta básica, assistência médica, colchões e cobertores.

Previsão – De acordo com Carmen Decker, metereologista da Aesa, não há previsão de chuvas para esta quarta-feira, mas podem ocorrer chuvas eventuais nos próximos dois dias. “Existe uma tendência de retorno das chuvas nestas quinta e sexta-feira, de forma moderada”, afirmou. Ela acrescentou que até hoje já choveu mais do que o esperado para todo o mês de junho. “Estávamos esperando uma precipitação de 301 mm e já choveu o equivalente a 378,5 mm”, detalhou.

24 horas - Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil através do número 0800-285-9020, disponível 24 horas todos os dias da semana. A chamada é gratuita. Além da Defesa Civil, estão participando das operações a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob).

Da Redação (com Assessoria)
WSCOM Online

 Fonte