Mostrando postagens com marcador Tambaba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tambaba. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A verdade nua e crua sobre os últimos acontecimentos envolvendo Tambaba; estupidez e má fé comandaram o fechamento dos estabelecimentos da praia

20/02/2017 às 10:21 
 
Como todo paraíso Tambaba tem suas serpentes e o que poderia ser uma atmosfera de paz e sossego na realidade é um campo de guerra, uma zona de confronto por causa de um pequeno grupo de pessoas que resolveram encampar a praia como se ela fosse propriedade particular. Escondidas por trás de uma entidade que já teve existência legal denominada Sonata, elas agem de forma sorrateira e insidiosa, sabotando tudo e todos que por acaso contrariem seus interesses subalternos.
 
Apesar de permanecer em plena clandestinidade por questões com a Receita Federal e ter seu CNPJ cancelado por pendências ainda não solucionadas, como indica o site do órgão, a Sonata se manifesta como se legalizada estivesse e age debochadamente dentro do município, sob a inspiração de um grupelho de espertalhões, participando de debates, reuniões e conselhos, deliberando sobre tudo o que diz respeito à praia, numa acintosa atividade clandestina que ainda ilude autoridades como a secretária de Meio Ambiente do Conde, Aurora de tal, cuja patética intervenção no episódio do fechamento dos estabelecimentos de Tambaba demonstrou que a sua única credencial para o cargo é o grau de parentesco com a prefeita Márcia Lucena, uma espécie de interventora colocada no cargo pelo prestigio eleitoral do governador Ricardo Coutinho e dos religiosos, Frei Anastácio e Padre Severino.
 
Como consequência desse espaço concedido a essas entidades que se dizem representantes de Tambaba (as demais em situação tão ou mais nebulosa e obscura do que a própria Sonata, algumas presididas por pessoas cujo prontuário policial inclui processos por estupro e maus tratos a animais, outras por falsidade ideológica, ao se passarem por descendentes de etnias aborígenes, e definidos por estudiosos e pesquisadores da matéria como impostores, decepcionados com o que constataram depois de entrevistar o referido índio de araque), a praia vive em conflito permanente entre forças, legalmente constituídas, e essas entidades piratas, cuja presença em Tambaba se faz de forma sazonal ou oportunista, convocadas por campanhas cretinas destinadas a recolher o lixo que eles mesmos depositam.
 
Como resultado dessa luta inglória, rasteira e mesquinha e da cumplicidade, complacência e omissão de sucessivas gestões, Tambaba esteve fechada por 24 horas e por pouco não se transforma em deserto, consequência dessa batalha campal declarada pelos que constituem a Sonata, e de denúncias irresponsáveis, definidas pelo procurador Ivan Burity como sendo insanidades, que colocam em risco a existência do principal destino turístico do estado e dos projetos de urbanização e adequação do que já existe dentro dos critérios estabelecidos pela legislação vigente, para que se reproduza em Tambaba o que já existe em lugares semelhantes, como Pipa, Praia do Cordeiro e Praia do Pinho - onde o turismo vinga - e não sofrem ataques promovidos pela insanidade de sabotadores ambientais, alguns travestidos de funcionários públicos.
 
A verdade nua e crua
Numa atitude irresponsável e desabrida, que beira à loucura, como definiu Ivan Burity, pelos estragos que podem ser causados a maior referência do turismo paraibano, dois membros da Sonata procuraram a Superintendência do Patrimônio da União e a Sudema, e usando de relações pessoais com servidores e do despreparo da secretária Aurora de Tal, eles conseguiram convencer esses órgãos de que Tambaba tinha que ter sua precária estrutura de serviços (bares e pousadas) fechada, o que foi posteriormente interpretado como retaliação a uma proibição para uma caminhada ecológica que rendia dividendos aos denunciantes e que tinha por principal atrativo a passagem por dentro da área de nudismo da praia, num desrespeito afrontoso a legislação que criou Tambaba e que regula a presença dos frequentadores, já que os participantes eram convidados a entrar vestidos onde só se pode entrar nu.
 
A concepção da caminhada ecológica traduzia a mentalidade truculenta, arrogante e prepotente dessas pessoas que dizem defender Tambaba já que ela atropelava a essência do naturismo ao misturar alhos e bugalhos no interior da praia. Munida de uma credencial de uma entidade internacional denominada ANDA BRASIL, a guia turística afrontava e desrespeitava a todos com suas incursões por dentro da praia transformando naturistas em objetos de exposição à curiosidade dos integrantes da caminhada em total desrespeito ao que estabelece a lei municipal que criou Tambaba e ainda lucrando com o evento já que cobrava R$ 60,00 e anunciava pela internet como atrativo a passagem pela área proibida da praia num desaforo absurdo que foi contido pelo secretário Toti Souto Maior.
 
O Jampanews está encaminhando questionário para a ANDA BRASIL para saber da entidade se ela orienta seus guias a desrespeitarem as leis locais e se vale também para a França onde ela é estabelecida originalmente, já que o argumento apresentado pela guia para afrontar a legislação municipal brasileira era o de que, como integrante credenciada da ANDA BRASIL tinha esse privilégio de ignorar o que estabeleceu em Lei a Câmara Municipal de Conde.
 
Retaliação
Proibida pelo secretário de Turismo do Conde, sendo umas das primeiras medidas saneadoras da nova gestão restabelecendo o respeito à legalidade, a retaliação veio em seguida: uma sucessão de ataques, infectados de calúnias e difamações, que terminou por minar a autoridade do secretário atropelado por colegas como Aurora de Tal que, entre outras hostilidades, indeferiu pleitos voltados para a realização de eventos que divulgariam e promoveriam a praia, o Conde e a Paraíba, como assim definiu o titular do turismo, Toti Souto Maior.
 
O ápice da retaliação foi à interdição dos precários estabelecimentos de Tambaba onde nem os vendedores de coco escaparam da fúria dos servidores da Sudema e da SPU, todos multados e autuados em nome de uma preservação ambiental que a própria Sudema faz questão de ignorar quando o caso envolve personalidades poderosas e influentes. 
 
Escapou da violência da Sudema e da secretária de Meio Ambiente apenas uma barraca construída na encosta da falésia, mas que só sobreviveu incólume e intocável por ser propriedade dos denunciantes prova inconteste de que a fiscalização foi seletiva.
 
O outro estabelecimento de propriedade dos denunciantes só foi multado porque as vítimas ameaçaram escandalizar caso a fiscalização não passasse por lá, pressão que levou a secretária de Meio Ambiente evadir-se do local assim que percebeu o clamor dos perseguidos.
 
Cobiça
Mas o angu tem carne por debaixo e farejando daqui e dali o Jampanews descobriu a razão única para tanto interesse em desmontar a precária estrutura de serviços existente em Tambaba e tanto empenho dos espertalhões da Sonata para essa ação demolidora. Dentro da área de naturismo tem um espaço de 14 hectares de propriedade privada que o dono resolveu doar ao estado e cuja destinação estaria sendo avaliada para ser administrado por uma entidade naturista, o que tem agitado os vivaldinos de plantão.
 
Sem muito conhecimento do naturismo e empolgado pelo que viu no último Tambaba Fest  do qual participou com empolgação juvenil, o secretário de Turismo do Estado, Ivan Burity, supostamente sócio da Sonata, provavelmente por desconhecimento da situação ilegal da entidade, anunciou que a área pode ser doada a Federação Brasileira de Naturismo, outro ninho de cobras cuja direção recentemente eleita pode ter sua posse embargada em razão da participação como eleitor do presidente da Sonata, um major da Policia Militar, cuja eleição também será questionada, aqui, na Paraíba, quando se fizer oportuna à ocasião já que são flagrantes as ilegalidades cometidas para sua condução ao cargo.
 
Diante desse cenário e desse festival de irregularidades, os efeitos podem complicar a eleição nacional que, segundo naturistas de tradição já estaria legalmente comprometida pela participação de outro naturista paraibano cuja entidade que preside estaria em piores condições de legalidade que a própria Sonata.
 
Esse foi eleito para o Conselho Maior da Federação Brasileira, o que mostraria o zelo dispensado pela diretoria eleita ao que dita à legislação nacional e explicaria também o esvaziamento e o descrédito que atingiu a entidade, hoje desfalcada dos principais redutos de naturismo do país representados por Tambaba e pela praia do Pinho.
 
Como Deus existe e o paraíso também e as serpentes idem, Tambaba se recupera da agressão sofrida e seus pequenos estabelecimentos voltaram a funcionar depois que proeminentes figuras do Governo Estadual interferiram na ação tresloucada da secretária de Meio Ambiente do Conde capitaneando uma força administrativa voltada para desmontar o principal destino turístico do Estado alvo da fúria e da vindita de pessoas de mentalidade estreita e mesquinha.
 
Aguarda-se que o bom senso prevaleça sempre e que entidades ou pessoas desacreditadas não voltem a interferir na praia para que prejuízos como o ocorrido não se repitam já que naturistas do Brasil e do mundo acompanharam apreensivos o desenrolar desses acontecimentos como mostram as inúmeras correspondências que chegam ao portal comprovando a importância da praia no cenário mundial. 
 
Reservas, antecipadamente feitas, não só para Tambaba, mas para a rede hoteleira como um todo, estiveram perto de ser canceladas em decorrência dessas atitudes destrambelhadas e dessa falta de visão para a importância de Tambaba para o turismo paraibano.  
 
Bares, restaurantes, enfim, o comércio da cidade sofreu o impacto da violência descabida e vibrou com a notícia da desinterdição efeito da ação saneadora do Governo do Estado que tem no governador Ricardo Coutinho um defensor e um entusiasta dos eventos promovidos no interior de Tambaba e que convida o Brasil e o mundo para a Paraíba. Ricardo já fez questão de convocar os promotores do Tambaba Fest para cumprimentá-los pessoalmente pelo êxito do evento e se disse disposto apoiar e incentivar tudo o que é de importância para o estado.
 
Por tudo isso, fuxiqueiros, delatores, impostores, desocupados, enfim, cretinos de todos os naipes devem ser preteridos pelas autoridades e restringidos aos monturos, lugar adequado para essa espécie nefasta da raça humana.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

SPU denuncia pouso de helicópteros no cânion

Uso irregular pode acelerar a degradação da área que é considerada vulnerável.


 


Fotos: Francisco França
Denúncia chegou a SPU através de moradores e ambientalistas, que teriam visualizado pousos
 
A Superintendência do Patrimônio da União na Paraíba (SPU-PB) recebeu denúncias de que helicópteros estão pousando no cânion de Coqueirinho, localizado no Conde, Litoral Sul da Paraíba. O uso irregular pode acelerar a degradação da área que é considerada vulnerável e já sofre com o desgaste natural causado pela erosão. Segundo a superintende da SPU, Daniella Bandeira, o caso foi denunciado para a Aeronáutica que deverá fiscalizar o tráfego aéreo na região.
 

A denúncia chegou a SPU através de moradores e ambientalistas, que teriam visualizado o pouso de aeronaves nos finais de semana. A superintendente pediu a população que, em caso de novas ocorrências, as denúncias sejam feitas diretamente para a Aeronáutica.
 
Localizado na praia de Coqueirinho, a formação geológica do cânion se destaca pela exuberância, e chama atenção de turistas que se encantam durante as visitações que se intensificam durante o verão. Apesar de belo, a área sofre com a ação natural da erosão. Segundo o secretário de Meio Ambiente do Conde, a Prefeitura ainda não dispõe de projeto para preservação do cânion.

Nos próximos dias, equipes da SPU vão fiscalizar a ocupação na região do cânion de Coqueirinho. O objetivo da ação é identificar se barracas, bares e restaurantes retirados da área da União ano passado e que podem acelerar o processo de degradação ambiental voltaram a ocupar irregularmente a área do cânion. Contudo, Daniella esclarece que a superintendência só atua no combate a ocupação de área da União quando recebe denúncias de órgãos ambientais.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente do Conde, Alexandre Cunha, a área onde o cânion está localizado pertence a lotes privados. “A verdade é que o que existe é que quando vamos discutir esse tema e buscar medidas que minimizarmos os impactos naturais e garantir a preservação, nos deparamos com o problema de identificar os proprietários e entrar em acordo com ambientalistas”, declarou o secretário.
Segundo ele, a erosão que atinge mais fortemente o cânion é provocada pela ação das chuvas e do vento, e que, portanto, as ações de contenção devem ser feitas de cima para baixo.
 
“Aquele é um terreno bem extenso e inclinado, mas que fica distante cerca de um quilômetro do mar, não sofrendo tanto com o impacto das ondas. No entanto, no período chuvoso, as águas vão abrindo as voçorocas e é possível observar claramente as grande valas que se formam e que deterioram progressivamente e irredutivelmente a formação rochosa”, explicou o secretário de Meio Ambiente do Conde.
 
Contudo, o secretário Alexandre Cunha explica que o plano de preservação do cânion é um projeto a longo prazo principalmente porque a Cidade do Conde tem carências que dificultam a preservação do atrativo turístico. “Apenas através do saneamento básico, calçamento e drenagem é que é possível minimizar os impactos no local. Sem contar que não podemos entrar em terreno privado e impor a contenção”, frisou o secretário.
 
Existem obras para melhorar a infraestrutura da área que envolvem acesso e saneamento além da preservação do meio ambiente, entre elas a pavimentação da PB-008 até a descida de Coqueirinho. A obra diminuirá o volume de água que desce para o cânion e contempla a criação de córregos que canalizam parte das águas da chuva para um córrego, que deságua em um rio e consequentemente no mar. (Colaborou Luzia Santos)

Sudema inseriu área no Plano de Manejo de Tambaba . O problema da erosão do cânion de Coqueirinho já chegou ao conhecimento da Secretaria de Administração do Meio Ambiente (Sudema). O órgão inseriu a área no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba, que ficará pronto no primeiro semestre deste ano, conforme informações do coordenador de estudos ambientais da Sudema, Thiago Cesar Farias da Silva.

Atualmente, o Plano de Manejo está na fase de levantamento de documentação. Com ele, a Sudema  buscará normatizar as ações em toda a área do Litoral Sul da Paraíba, desde a construção de um novo equipamento, passando pelo levantamento dos pontos críticos de ameaça do cânion, desde seu início em Tabatinga, até Praia Bela, onde se encerra.

“Nossos técnicos estão elaborando ideias de ação para a recuperação das encostas do cânion, com o objetivo de reduzir os avanços das voçorocas, com previsão de apresentação ainda neste primeiro semestre de 2014. Estamos elaborando o cronograma para então decidir sobre algo mais concreto, delinear o problema e planejar o orçamento e as ações, que deverão ser de suavização do talude (parte inclinada do terreno), mas é tudo ainda muito empírico, talvez sejam necessárias medidas mais enérgicas, mas ainda não sabemos quais”, afirmou Thiago César Farias da Silva, coordenador de estudos ambientais da Sudema.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Construção do Porto em Goiana poderia trazer tubarões para Litoral Sul da Paraíba, diz professor

30.07.2013 - 11:01
 
Segundo Rosa, os impactos poderão ser semelhantes aos observados em Boa Viagem, em Recife. Na Paraíba, seriam afetadas as praias do Litoral Sul, como Pitimbu, Praia Bela e até Tambaba. 




O risco de um ataque de tubarão no litoral paraibano é ínfimo, mas essa situação pode mudar, caso seja construído o Porto de Goiana (PE), que tem sido estudado, nos últimos anos, pelo Governo de Pernambuco. O alerta é do biólogo, oceanógrafo e especialista em tubarões e arraias, Ricardo Rosa, que é também professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Segundo Rosa, os impactos poderão ser semelhantes aos observados em Boa Viagem, em Recife. Na Paraíba, seriam afetadas as praias do Litoral Sul, como Pitimbu, Praia Bela e até Tambaba.

Isso acontece porque, conforme explica o pesquisador, a construção desse tipo de obra pode impactar profundamente o bioma aquático, como fez o Porto de Suape, no litoral pernambucano. Além do tráfego intenso de navios na costa (que faz com que os tubarões sejam atraídos e entrem em correntes de deriva, que os fazem chegar às praias urbanas), há fatores como a degradação dos ambientes naturais, como os arrecifes e os estuários.
 
“Para algumas espécies que vivem mais nos ambientes de arrecife, como o tubarão-lixa, a alimentação já está comprometida pela degradação e pela pesca. Então, eles se aproximam do litoral”, explicou.
 
Diferente de Pernambuco – que tem mais de 50 incidentes envolvendo tubarões e banhistas –, a Paraíba só tem um registro de ataque, ocorrido ainda no começo do século passado. A depender da própria ecologia paraibana, esse risco continua a ser mínimo, ainda que o Porto de Cabedelo se expanda. 
 
“Em Suape, a circulação marinha foi alterada. Eles fizeram quebra-mares e chegaram a modificar o estuário. Em Cabedelo, não. Só existe um quebra mar e a dragagem, que não foi tão grave. Não é que não exista possibilidade, mas é mais remota, também pelas características do nosso litoral, que não tem grandes estuários e é mais protegido, com arrecifes e sem canais profundos próximos às praias”, observou Ricardo Rosa.
 
Com o Porto de Goiana, entretanto, a ameaça viria de Pernambuco. “Se ali houver modificação ambiental significativa, os tubarões podem se deslocar para o nosso Litoral Sul. Essas correntes de deriva costeira são, em geral, no sentido sul para o norte”, explicou. É por isso que estaria ameaçada a balneabilidade em praias de cidades como Pitimbu e Acaú.
 
Vídeo mostra tubarão
Nos últimos dias, um vídeo está circulando na internet, mostrando um tubarão-tigre morto na Praia da Penha, em João Pessoa. Apesar disso, a bióloga Rita Mascarenhas explica que a captura ocorreu ainda em junho, ressaltando que a população não deve temer, uma vez que se trata de um animal capturado em alto mar. O biólogo e oceanógrafo Ricardo Rosa também tranquiliza a população, embora destaque que algumas espécies se aproximam do litoral, para dar à luz.
 
“As fêmeas adultas do tubarão-tigre e do tubarão-martelo podem ser pescadas bem perto da praia, porque elas vêm parir em águas muito rasas. Isso ocorre normalmente, mas, nesses períodos, esses animais nem se alimentam. Eles não são risco potencial”, observou. Além do tubarão-tigre, são espécies comuns no litoral paraibano o cação-frango e o cação-lixa.
 
Turista morta em Recife
Uma turista de São Paulo foi morta na segunda-feira da semana passada, após um ataque de tubarão, na praia de Boa Viagem, em Recife (PE). Bruna Gobbi tinha 18 anos e se encontrava numa área sinalizada como de grande risco de ataques. O oceanógrafo Ricardo Rosa explica que, embora a espécie não tenha sido identificada, provavelmente o tubarão estava em busca de alimento, já que não é agressivo. “Mas, sua característica é o reconhecimento do alimento através da mordida, por isso deve ter mordido a jovem para identificar se aquele alimento o servia ou não”, pontuou.
 
Respeito ao habitat natural
O oceanógrafo lamentou o fato de que, em geral, as pessoas acreditam que todos os tubarões são perigosos. “Se fizermos as contas, só 10 espécies no mundo todo, em relação às 500 que existem, oferecem risco potencial. Ainda assim, a questão está muito bem colocada pelo Cemit (Comitê Pernambucano de Monitoramento de Incidentes com Tubarões), através da professora Rosângela Lessa. Ela diz que o tubarão está no seu ambiente natural. Se a pessoa sabe que existe risco de encontro, ela está assumindo esse risco quando vai nadar, surfar... Nós não podemos culpar o tubarão pelo ataque”, disse, reforçando a importância de obedecer à sinalização.
 
Governo de Pernambuco: sem resposta
A reportagem entrou em contato com as secretarias de Imprensa, Desenvolvimento Econômico e do Governo de Pernambuco, para obter informações sobre como anda o projeto de implantação de um porto na cidade de Goiana (PE). Entretanto, até o fechamento desta edição, não obteve resposta. As informações divulgadas na internet sinalizam, entretanto, que o projeto já está pronto, sendo analisado pela Fundação Getúlio Vargas, antes de ser aprovado.
 
Como evitar ataques
- Ao ir a praias com risco de tubarão, como Boa Viagem, respeite a sinalização;
- Ao entrar no mar, evite ir para o fundo. Fique no raso;
- Verifique a existência de salva-vidas.



sábado, 27 de abril de 2013

Sobre a luta de Reginaldo Marinho em defesa de Tambaba

sábado, 27 de abril de 2013

Tambaba é uma linda praia do litoral paraibano onde se pratica nudismo, e mulher nua foi a coisa mais bonita que Deus criou. Pois então, Tambaba é um paraíso. Aí chegam uns políticos matreiros juntos com empresários inescrupulosos (ou vice-versa) é querem destruir esse Paraíso com uma invasão turístico-imobiliária. Não conseguirão. O intelectual humanista, inventor e multimídia Reginaldo Marinho deu início a uma luta em defesa de Tambaba que vem se alastrando nas redes sociais. A revista Folha do Meio Ambiente (www.folhadomeio.com.br) encampou a luta e deu curso à campanha ambientalista, vários portais e blogs ecoaram. A indignação com a ameaça de destruição da reserva ecológica de Tambaba vai se alastrando e as vozes se alevantam (permitam-nos o uso da grandiloquência camoniana), como se  pôde ver, por exemplo, na vigorosa carta-denúncia de Heitor Cabral.

O Blog ROCHA 100 entra na luta, como já o vinha fazendo o Portal 100 Fronteiras, por influência da tenacidade de Reginaldo Marinho.

Cumpre não arrefecer; e ainda mais: ampliar o movimento, fazer um grande encontro dos defensores de Tambaba, ir à Asssembléia Legislativa e Câmaras Municipais, acionar o Ministério Público. Enfim, fazer tudo que for possível e não sossegar até que a ameaça predadora esteja definitivamente afastada.





segunda-feira, 22 de abril de 2013

Tambaba Vive

Você está em Folha do Meio Ambiente Edição Impressa 2013 04
 
APA de Tambaba
 
Instituto Agronômico de Campinas se juntou a UFPA para produzir trabalhos sobre a sustentabilidade em Tambaba
 
 
20 de abril de 2013 Antônio Fernando Caetano Tombolato

 

Há 10 anos tenho frequentado a área de Tambaba motivado pela riqueza e exuberância da natureza local, principalmente pela flora extremamente diversa, resultado de um mosaico composto por diferentes formações edáficas e disponibilidade aquífera. Toda essa motivação gerou um intercâmbio entre o Instituto Agronômico de Campinas, SP, onde trabalho há mais de 35 anos, e as Universidades Federal da Paraíba e em Areia. Produzimos alguns trabalhos, dentre os quais o “Potential ornamental plants of Tambaba Environmental Protected Area, Paraiba State, Brazil” apresentado em um Simpósio Internacional em Buenos Aires.

Parabenizo a Folha do Meio Ambiente e especialmente o jornalista Reginaldo Marinho pela abordagem abrangente no artigo “Praia de Tambaba – santuário ambiental prestes a ser estuprado”, artigo de capa - edição 228/março. O texto evidencia a atual situação de fragilidade na qual se encontra a proteção ambiental da região de Tambaba, uma das poucas ilhas verdes do litoral norte da região nordeste brasileira, fruto de um estágio de regeneração de cerca de 30 anos. Um leigo poderia se equivocar pelo baixo porte das árvores e arbustos nativos imaginando tratar-se de uma vegetação jovem, mas que na verdade representa o perfil típico da cobertura vegetal do tabuleiro.
 
Lamentavelmente a ânsia por investimentos lucrativos em curto prazo ignoram o real valor da preservação e exploração racional dos recursos naturais de maneira sustentável e que valorizam a característica regional – fauna, flora, vida marinha, mananciais fluviais, manguezais, geografia das falésias, cultura popular, agricultura familiar, artesanato e a expressão do naturismo de renome mundial – elementos que compõem um complexo de grande valor para o futuro da exploração do (eco)turismo internacional que cada vez mais procura descobrir e valorizar as expressões naturais e  culturais diferenciadas.
 
Um projeto de porte megalomânico certamente de instalação economicamente inviável, devido ao vultoso investimento da ordem de bilhões, pretende eliminar o resquício de Mata Atlântica (inquestionavelmente protegida pela legislação federal) ainda existente na APA de Tambaba. Ignora-se quem seriam os reais investidores (se é que existem) e se estes estariam cientes de que a exploração turística de Tambaba poderia ser feita de maneira ecologicamente sustentável. Uma vez eliminada a mata nativa que garantia existe de que o projeto (talvez) especulativo será efetivamente implantado? Certamente o local estará, então, aberto para qualquer outro tipo de ocupação desordenada e a implantação de um modelo repetitivo já presente em diversos locais não só do Brasil como também em outros países (“resorts”, campos de golfe, condomínios de alto padrão, privatização de praias, loteamentos, e, quem sabe, até indústrias de mineração e etc). Se não for utopia, é a destruição certa do que ainda resta da Natureza de Tambaba. Seria este tipo de desenvolvimento-padrão que o governo estadual vislumbra para o emergente turismo da Paraíba ou seria preferível um programa de desenvolvimento turístico diferenciado de modo a valorizar a cultura, sua população, a natureza e o turismo? 
 
(*) Antônio Fernando Caetano Tombolato - Diretor do Jardim Botânico - Instituto Agronômico – IAC - Campinas SP - tombolat@iac.sp.gov.br
 
 

 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Natureza sem proteção rigorosa

Área de Proteção Ambiental de Tambaba, no Conde, não possui plano de manejo, o qual determina o que pode ser construído na área.









Fotos: Francisco França
Plano de Manejo deve começar a ser feito em junho e concluído em um ano, segundo a Sudema
Quem conhece as praias do Litoral Sul, no Conde, se encanta com facilidade. O congestionamento aos finais de semana reforça a tese de que o local é mesmo destino certo para quem quer descansar e desfrutar da beleza e tranquilidade de praias como Tabatinga, Coqueirinho e Tambaba. Tão certo como o encantamento dos turistas é o interesse de investidores brasileiros e estrangeiros pela área, considerada uma 'mina de ouro'.

Mas os problemas não se resumem às construções desordenadas, resultado de licenças emitidas sem o devido rigor em anos anteriores. Recentemente um incêndio destruiu parte da Área de Proteção Ambiental de Tambaba (APA), que engloba uma área de 11.320 hectares. Situações que sugerem falha na fiscalização por parte da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Na prática, a APA criada há oito anos, não foi realmente implantada e não consegue barrar a ambição dos empresários.
A falta do plano de manejo dificulta a fiscalização efetiva prevista na APA. O plano é um documento de conduta que traz as peculiaridades da área e impõe regras e flexibilidades para o seu ordenamento. O coordenador de estudos ambientais da Sudema, Tiago Silva, disse que a elaboração do plano de manejo deve começar em junho próximo e ser concluído em um ano. É importante ressaltar que a categoria APA é flexível e não impede a instalação de equipamentos de forma coerente.

De acordo com Tiago, a lei que cria as APAs não traz 'amarras', as quais cabem ao plano de manejo, que deve complementá-las. “É um documento importante que determina o que pode ser construído, como o tipo de equipamento turístico e o tipo de comércio”, frisou. Há casos de licenças concedidas pela Sudema classificadas como 'estranhas' pelos atuais servidores.

Segundo o coordenador, a APA de Tambaba é praticamente toda loteada, isso porque nunca houve ordenamento. “A ideia agora é criar as condutas e zonear corretamente”, afirmou. O plano será construído com recursos advindos da compensação ambiental de uma empresa de cimento que se instalou no Litoral Sul. “Hoje a gente percebe que a APA passou anos sem sua real implantação”, declarou.

Apesar disso, o coordenador disse que a simples existência da APA já serve para barrar alguns 'abusos' por parte de empresários que querem construir nas praias do Litoral Sul.

“Mesmo sem ter sido implantada, houve realmente uma proteção naquela área. Talvez se a APA não tivesse sido criada, o Litoral Sul hoje poderia ser comparado a uma 'selva de pedra', na qual todos os espaços estariam ocupados com hotéis, pousadas, resorts e residências”, afirmou Tiago Silva.
 

Prática do naturismo atrai turistas para a Paraíba

Prática do naturismo atrai turistas para a a praia de Tambaba, no litoral sul do estado.



Conhecida mundialmente pela prática do naturismo, a Praia de Tambaba recebe centenas de visitantes quase que diariamente.

A beleza do local impressiona os turistas, que aproveitam a ocasião para fotografar. Conseguir uma vaga de estacionamento aos finais de semana requer um pouco de paciência. Ao descer a ladeira que leva à praia, o visitante pode optar por entrar na área destinada à prática do naturismo, onde tirar roupa se torna obrigatória.

Mas muitos banhistas ficam na primeira parte da praia, onde não é preciso ficar pelado. O fluxo de turistas aumenta aos finais de semana e feriados. Bom para quem visita, melhor para os comerciantes. É o caso de Maria de Fátima Borges, que vende chapéu na entrada de Tambaba. “A gente consegue ganhar um dinheirinho. Todos os dias eu vendo, graças a Deus”, disse.

Só em pensar que parte da APA pode ser destruída para construção de imóveis, os turistas se mostram apreensivos.

“Aqui é um paraíso que precisa ser preservado para as futuras gerações. Precisamos nos unir para evitar qualquer ação que venha a degradar o meio ambiente”, disse a turista de São Paulo Analice Correia Santos.

O dono da pousada do Bilú, no início da praia de Tambaba, também é um dos defensores da preservação do bioma de Mata Atlântica que ainda resta no local. “Se isso aqui for destruído, teremos muito a perder, porque espécies importantes da fauna e flora, algumas em extinção, vão se acabar”, comentou. Ele destacou que Tambaba ganhou recentemente dois títulos internacionais. O empresário disse ainda que incêndios na área ocorrem com frequência.

sábado, 23 de março de 2013

Praia de Tambaba: Não vale estuprar a mais bela praia de naturismo do mundo

Turismo & sustentabilidade
 
PRAIA DE TAMBABA
Não vale estuprar a mais bela praia de naturismo do mundo
 
21/03/2013 Reginaldo Marinho, de João Pessoa-PB
 

A praia de Tambaba pode estar com os dias contados. Indicada pelo portal Brasil Naturista como sendo a praia mais conhecida do segmento, no plano internacional, além de ter sido sede do 30º Congresso Internacional de Naturismo, em 2008, a praia integra a Área de Proteção Estadual de Tambaba, criada pelo decreto estadual 22.882, de 26 de março de 2002. Adjacente à praia de Tambaba, encontra-se uma extensão de Mata Atlântica que está em pleno processo de recomposição, desde o desmatamento provocado pelo mercado imobiliário, com a demarcação de vários loteamentos, na década de 80. Em apenas 30 anos, esse nicho de Mata Atlântica expressa, através dessa força que se reconstitui, o símbolo de um organismo que insiste em viver. Essa Unidade de Conservação está ameaçada de ter um de seus recantos mais nobres extinto para dar lugar a gigantesco complexo turístico, composto de quatro resorts, com 1.892 apartamentos, um campo de golfe de 18 buracos, quatro condomínios com 959 lotes residenciais, três pousadas com 288 unidades habitacionais, três clubes, un centro comercial e estacionamentos com 1.400 vagas.
 
Todo trecho da praia de Tambaba, praia naturista conhecida internacionalmente, se insere na APA de mesmo nome e apresenta orla exposta, retilínea, com grandes falésias e estreita faixa de praia. A erosão é bastante intensa na área atuando diretamente sobre as falésias favorecendo voçorocas. No trecho predomina cobertura do bioma da Mata Atlântica em estágio de regeneração. Possui grande concentração de arrecifes areníticos, com formatos interpretativos como Pedra da Baleia, da Caveira, do Elefante, etc.

 
O anúncio desse megaprojeto turístico assusta muita gente. Assusta a população local, assusta os ambientalistas e assusta as ONGs que defendem a natureza. É compreensível que o prestígio que Tambaba conquistou ao longo dos anos provoque todo tipo de fantasias na mente consumidora, mas empreendimentos dessa magnitude deveriam ser instalados em áreas já antropisadas, que existem várias na região. 


Ao sair de Tambaba, registrei um crime ambiental que para queimar a mata que fica na fronteira da Área de Proteção Ambiental de Tambaba e o assentamento rural denominado Sítio Tambaba. Para incendiar, sem nenhuma precaução, quatro lotes de 15x35m, os proprietários causaram incêndio que atingiu uma extensão aproximada de 10 hectares. Restaram na área a mesa construída com parte da madeira derrubada, o banco, troncos calcinados e vestígios de uma divertida bebedeira com muitas latas de cerveja.
 

 Antônio Augusto de Almeida - ENTREVISTA

 “A agressão à APA de Tambaba é um triste exemplo. A verdade é que gestão ambiental em nosso estado – e muito no Brasil inteiro - é somente formalidade para mascarar a legalidade”.
 
O engenheiro Antônio Augusto de Almeida tem histórico de seriedade e de luta pelas questões ambientais. Professor, ambientalista, sanitarista, Antônio Augusto foi secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, na gestão do prefeito Ricardo Coutinho, atual governador do Estado da Paraíba, e é vice-presidente da Associação dos Amigos da Natureza. (RM)
 
 
Folha do Meio - O projeto Reserva de Garaú vai ocupar uma área contínua de 186 hectares. Que impactos ambientais vão ocorrer para a fauna e flora da região?
Antônio Augusto -  A área escolhida para implantação do projeto é a mais preservada e a que ainda guarda as características básicas do ecossistema local, entre as quais a fauna remanescente. As demais áreas já estão antropisadas.  
“Essa coisa do empresário imobiliário se apropriar de uma área notável por suas características naturais e paisagísticas, que é um patrimônio da sociedade, para agregar valor ao produto e, consequentemente, maximizar o lucro do capital, é uma velha estratégia posta em prática nos países que ainda não tem uma consciência da sustentabilidade”.
 
FMA - Pelo mapa de ocupação da área, se percebe que a cobertura florestal a ser conservada corresponde a apenas a uma franja perimetral a Leste do empreendimento. Nesse caso, a nesga de floresta residual passaria a exercer uma função paisagística simplesmente? 
Antônio Augusto -  Exatamente. A flora que restará terá função simplesmente paisagística para vender o empreendimento e depois passará a  sofrer pressão porque “incomoda” pois tem custo de manutenção e segurança.  Essa coisa do empresário imobiliário se apropriar de uma área notável por suas características naturais e paisagísticas, que é um bem comum de todos ou, patrimônio da sociedade, para agregar valor ao produto e, consequentemente, maximizar o lucro do capital, é uma velha estratégia posta em prática nos países que ainda não tem uma consciência da sustentabilidade. Em resumo: destrói a notabilidade, sai incólume da cena do crime e transfere a culpa para os compradores e seja lá quem for.
 
FMA - A área do empreendimento irá ocupar uma extensão de floresta secundária, do bioma Mata Atlântica, em estágio avançado de recomposição. A conservação dessa recuperação florestal não poderia cumprir uma função pedagógica para difundir uma experiência de sucesso que nasceu do acaso?
Antônio Augusto -  Claro que sim, a natureza dá lições, a todo momento, porém a ganância e a mentalidade da destruição impedem que se tirem proveito delas. 
 
FMA - Para construir esse complexo turístico, o empreendimento terá que desflorestar praticamente a área toda. Não seria mais interessante que esse projeto fosse deslocado para uma área já degradada?
Antônio Augusto - Sim. A visão da sustentabilidade econômica e socioambiental  aponta para uma apropriação de um patrimônio natural notável preservado, por uma maioria, inclusive de empresas, que se instalassem no entorno, passando a gozar de uma qualidade de vida cada vez melhor. Num país sério, o responsável por um órgão ambiental que licencia um empreendimento localizado numa APA, oficialmente instituída, mofaria na cadeia.
 
FMA - O incremento populacional previsto será de 8.800 pessoas, que corresponde a 41% do total de habitantes do município. Que impactos poderiam ser causados por essa concentração de população adicional?
Antônio Augusto -  Imagine-se cerca de 9 mil pessoas, numa estimativa por baixo, e mais de 1.400 veículos  trafegando em áreas pavimentadas. É a urbanização de uma área de preservação. Infelizmente, em nosso país a culpa por prática de ilícitos, que implicam em perdas de vidas ou danos coletivos diversos, acaba diluindo-se e vem a impunidade. Num país sério, o responsável por um órgão ambiental que licencia um empreendimento localizado numa APA, oficialmente instituída, mofaria na cadeia.
 
FMA - Qual seria a vocação turística mais adequada para Tambaba, considerando-se o patrimônio ambiental existente?
Antônio Augusto - Como disse anteriormente ou, ao invés de matar a galinha dos ovos de ouro, preservá-la, colher e fazer eclodir seus ovos para se ter novas galinhas.
 
FMA - As experiências fracassadas de megacomplexos turísticos, no Brasil e na Espanha, indicariam que a licença ambiental poderia ser usada para mascarar o loteamento da área?
Antônio Augusto -  Sim. Vivemos uma vulnerabilidade total das instituições responsáveis pela implementação das bases da sustentabilidade em nosso país, especialmente na Paraíba. A verdade é que gestão ambiental em nosso estado – e muito no Brasil inteiro - é somente formalidade para mascarar a legalidade.
 
FMA - O projeto arquitetônico apresentado não incorpora nenhuma vinculação sustentável ou comprometida com o turismo ecológico. De que forma poderia se praticar um turismo ambiental, que garantisse a manutenção florestal e assegurasse o desenvolvimento econômico vocacionado da região?
Antônio Augusto -  Como já disse, é um projeto, de um modo geral,  votado para o lucro imediato e nisso, como não poderia deixar de ser, está contribuindo a arquitetura convencional.
 
FMA - Considerando o prestígio internacional de Tambaba, de que modo poderia ser praticado o turismo na área, como vetor econômico, sem impactar o meio ambiente?
Antônio Augusto - Tambaba tem os pré-requisitos para o desenvolvimento de um turismo sustentável, desde que preservada na sua integridade. Há inúmeras experiências mundiais e algumas em nosso país nesse sentido. São muitos os exemplos recentemente divulgados, guardadas as diferenças culturais, como na Croácia.
 
 FMA - Numa visão macro, que medidas a Prefeitura do Conde deveria adotar para potencializar a vocação turística natural, sem causar tantos danos ambientais?
Antônio Augusto -  Uma prefeitura como a do Conde deveria ter, além de uma legislação ambiental consubstanciada no seu plano diretor, um projeto estratégico de desenvolvimento sustentável. 
Porém, não nos devemos iludir. Como está o sistema eleitoral e o processo da gestão pública em nosso país e estado, em que não há continuidade administrativa e o administrador se comporta como dono, proprietário, não é fácil. A própria comunidade ambiental tem que reagir. Há que haver mobilização séria na área política e junto aos órgãos fiscalizadores.
 

Para salvar Tambaba, a própria comunidade ambiental tem que reagir.
Há que haver mobilização séria na área política e junto aos
órgãos fiscalizadores
 
 
 
 
Fotos: Reginaldo Marinho  
 

O crime ambiental choca os olhos de quem visita a APA de Tambaba. O assentamento rural denominado Sítio Tambaba virou cinza. Aproximadamente 10 hectares foram queimados para virar lotes de 5x35m. Tambaba está ameaçada de ter um de seus recantos mais nobres extinto para dar lugar a gigantesco complexo turístico, composto de quatro resorts, com 1.892 apartamentos, um campo de golfe, quatro condomínios com 959 lotes residenciais, três pousadas com 288 unidades habitacionais, três clubes, un centro comercial e estacionamentos com 1.400 vagas.Como licenciar um empreendimento situado dentro de uma APA?
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 









Professor ANDRÉ PIVA adverte:
um absurdo acontece na APA de Tambaba
O grave é que a licença ambiental já foi até previamente concedida


 Professor André Piva, da UFPB, e sua filha Alice.

O professor André Piva, da Universidade Federal da Paraíba, tem conhecimento, experiência e autoridade para criticar e analisar projetos que envolvem turismo e meio ambiente. André Piva, Doutorado em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia, é o Coordenador do Programa de Pós-graduação lato sensu em Turismo de Base Local - UFPB. Com vasta experiência em planejamento, organização e execução de eventos artístico-culturais, especialmente na cadeia produtiva do turismo, André Piva conhece muito bem o empreendimento na APA de Tambaba e tem posições. Pesquisador nas áreas de turismo e cultura em perspectivas da economia criativa e indústrias criativas.    (Reginaldo Marinho)

Violência ambiental - “Tambaba já é oficialmente considerada como Área de Proteção Ambiental, por isso nosso estarrecimento com uma licença já previamente concedida, e indícios de que o empreendimento pode se tornar realidade. Como isso é possível? Quais as forças e interesses que estão possibilitando tal conduta?”
 
Massacre na fauna - “Um impacto total e violento. Vai simplesmente erradicar a fauna do lugar. Não se trata apenas de extinguir ou expulsar animais silvestres que habitam e sobrevivem da área, mas de comprometer toda a fauna de uma grande área de todo o entorno que depende da mata que o projeto vai destruir, ou seja, há animais do próprio local e de outras áreas que dependem da alimentação nativa do lugar, de relacionamentos para procriação, de pássaros que lá vivem e voam para outros locais fazendo o natural trabalho de semeadura, como também de pássaros que trazem sementes dos outros locais. 
 
O megaempreendimento vai quebrar a contiguidade de áreas conservadas com áreas em recuperação e o rio com áreas de mangues, fontes de alimentação da vida silvestre. Vai fechar o contato natural dos animais com suas fontes de alimentação e, certamente, as construções e dejetos a serem despejados poluirão o rio e o mangue”.
 
Na contramão da ONU e da sustentabilidade - “Walter Aguiar, enquanto representante do governo da Paraíba, disse que o Estado não tem posição contrária a construção de resorts porque condiz com a realidade do turismo.Explicou que a tentativa é construir em conjunto com a sociedade de forma participativa e de maneira sustentável, levando em conta os objetivos do milênio pautados pela ONU”.
 
Esse pensamento nos preocupa. Se o Estado aceita os resorts na Paraíba por condizer com a realidade do turismo, colocamo-nos, como pesquisadores, embasados na literatura acadêmico-científica, que o turismo compatível com tal tipo de empreendimento, nada tem de sustentável, contrário, portanto, às diretrizes da ONU. 
 
No caso, o empreendimento se torna um oásis de luxo cercado de favelas. O Estado não pode pender para o poder econômico, beneficiando poucos privilegiados em detrimento do povo”.
 
Agressão irrecuperável - “O projeto trará uma agressão irrecuperável ao meio ambiente, poluição do rio Garaú e uma urbanização desordenada no entorno, além da extinção da praia naturista de Tambaba, que é um produto turístico especial, claro que para públicos específicos, entretanto de grande valor simbólico. 
O certo é que o projeto arquitetônico, assim como toda a concepção do empreendimento nada tem de sustentabilidade, mesmo que no projeto se diga isso, ou mesmo se tratar de um projeto ecoturístico tudo não passa de falácias”. 
 
Como confiar na fiscalização? - “É sabido que os construtores, após o projeto aprovado, não cumprem com o comprometido e não há como se confiar na fiscalização. Não vemos quaisquer chances de sustentabilidade estrutural no projeto: abastecimento de água, coleta de lixo e tratamento de esgotos, formas de se evitar a favelização da área, estrutura de mobilidade compatível com o número de público que se quer atrair”.
 
Desafio do novo prefeito - “O município do Conde já foi muito agredido e muito depredado, mas ainda dá tempo de corrigir muita coisa. Temos que pensar em programas macros e micros para o desenvolvimento de seu turismo em bases exclusivamente sustentáveis. Há muito o que fazer e muitos desafios para a nova administração. O setor de turismo conta com pessoal competente, com muita boa vontade, porém temo se eles realmente conseguirão derrotar interesses poderosos”.
 
APA de Tambaba - “É fundamental conservar as áreas da APA de Tambaba. O verde do município deve ser preservado e valorizado ao máximo, em função do turismo. Há que se incrementar parques ecológicos, bosques, hortos florestais e florais, estruturas variadas para práticas ecoturísticas, construções de vias mais condizentes com o tráfego de veículos, leis mais severas para construções e aí por diante”. 
 
 
  
Área de Proteção Ambiental de Tambaba
A APA tem por finalidade garantir a integridade dos ecossistemas terrestres e aquáticos, proteger os cursos d`água, melhorar a qualidade de vida da população e disciplinar a ocupação da área.
 
Silvestre Gorgulho
 
Tambaba é uma praia situada no município de Conde, a 17 km de João Pessoa-PB. É conhecida por ser uma praia onde se pratica o nudismo, sendo a primeira praia do Brasil a permitir o naturismo por lei municipal.
 
 
 

A área é de rara beleza e tem mirantes lindíssimos que permitem observar a natureza exuberante de toda a costa, com trilhas para caminhadas a beira mar. Além das falésias multicoloridas, existe uma Unidade de Conservação de uso sustentável – APA de Tambaba - que abrange parte da microrregião do litoral sul do estado da Paraíba entre os municípios de Conde, Alhandra e Pitimbú
 
 
 
 
 
O nome vem do tupi-guarani e tem dois significados: “o conteúdo das conchas” e “monte de Vênus”. Segundo a lenda, uma bela índia de nome Tambaba, apaixonou-se por um guerreiro de outra tribo. O cacique, pai de Tambaba, não permitiu o casamento. A bela índia pôs-se a  chorar e suas lágrimas inundaram as terras secas e transformaram primeiro num lago e depois numa praia, com ondas suaves. Deus sol eternizou o local como um templo natural do amor e da vida. A praia, que tem uma topografia intimista e protegida, é um presente dos deuses com suas águas cristalinas e mornas.
 
A área é de rara beleza e tem mirantes lindíssimos que permitem observar a natureza exuberante de toda a costa, com trilhas para caminhadas a beira mar. Além das falésias multicoloridas, existe uma Unidade de Conservação de uso sustentável – APA de Tambaba - que abrange parte da microrregião do litoral sul do estado da Paraíba entre os municípios de Conde, Alhandra e Pitimbu. 
 
Encontram-se inseridas na APA as praias de Tabatinga, Coqueirinho, Tambaba, Graú e praia Bela e as localidades de Mata da Chica, Garapaú, Andreza, Roncador e Mucatu.
 
A APA está em uma das mais belas áreas do litoral paraibano, resguardando um mosaico de fitofisionomias da Floresta Atlântica, como a mata de tabuleiro, a mata de reestinga e os maguezais. Além disso, apresenta formações geomorfológicas   de beleza singular como suas falésias, nichos de cabeceiras, vales e canyons.
 
A APA de Tambaba tem por finalidade garantir a integridade dos ecossistemas terrestres e aquáticos, proteger os cursos d`água que integram a região, melhorar a qualidade de vida da população e disciplinar a ocupação da área, para que esta não avance de forma desordenada e em ritmo acelerado, como se apresentava antes da criação da UC, contribuindo assim para a redução da degradação do ambiente local e sua restauração futura.
 
 
 
 

domingo, 13 de janeiro de 2013

APAN convida interessados para defesa da APA de Tambaba

A Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN convida os interessados para defender a APA de Tambaba contra a instalação de um empreendimento que comprometerá todo o ecossistema, bem como a Praia Naturista de Tambaba.

Veja abaixo o convite:
Por favor, repassem para os seus contatos...
A APA Tambaba é uma unidade de conservação de uso sustentável, criada através do decreto estadual 22.885, no ano de 2002. Está inserida numa das mais belas áreas do litoral sul paraibano e se caracteriza por apresentar trechos de vegetação do bioma mata atlântica ainda preservados e estruturas geomorfológicas de beleza singular.
Ocupações e construções irregulares, desmatamentos e queimadas assim como a desarticulação do Conselho Gestor da APA têm contribuído para a degradação e descaracterização da Unidade comprometendo os objetivos pelo qual fora criada.
Para agravar ainda mais a situação encontra-se em fase de licenciamento no órgão ambiental licenciador e fiscalizador da Paraíba, o empreendimento denominado Complexo “Eco-turístico” Reserva de Garaú (vide youtube), constituído de 04 resorts, 03 condomínios, áreas comerciais e campo de golfe, que, se construído, ocupará todo o loteamento Barra de Jacumã/Tambaba de aproximadamente 238 hectares, que concentra a maior área contínua de Mata Atlântica da APA Tambaba.
Vale salientar que há no local uma fauna bastante diversificada, desde aves, pequenos mamíferos, além de inúmeros répteis, sendo que muitos em vias de extinção...
A área apresenta ainda sítios arqueológicos e estudos comprovaram a existência de artefatos indígenas carecendo de mais investigações.
Diante disto, os moradores, veranistas, surfistas, ciclistas, naturistas, trilheiros e todos os paraibanos, estão convidados a participar de Audiência Pública a ser realizada no dia 14 de janeiro de 2013, às 15:00 h, no Salão Paroquial da Igreja matriz no Município de Conde-PB, em que se apresentará o Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório do empreendimento da LORD Negócios Imobiliários.
Sua presença é muito importante para garantir a preservação da APA Tambaba, por tudo que ela representa ao patrimônio natural e histórico do estado da Paraíba.
“A APA TAMBABA ESTÁ MORRENDO... E VOCÊ?”

Conheça os impactos que serão gerados com  implantação do empreedimento:





terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sudema remove comerciantes

Comerciantes que ocupam irregularmente a Falésia de Coqueirinho serão removidos até a próxima semana. 


 
 


A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), em parceria com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental, vai realizar mais uma ação de retirada de ocupantes irregulares da Falésia de Coqueirinho - complexo natural inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba, município do Conde, no Litoral Sul. A previsão é que a retirada aconteça até a próxima semana.
 
De acordo com o coordenador de estudos ambientais da Sudema, Thiago César Silva, os proprietários de estabelecimentos já foram notificados, e quem ainda não deixou o local deverá ser removido. Após a saída, a área será cercada para evitar novas construções. O coordenador mantém a expectativa de ser desnecessário utilizar da força policial para a retirada dos comerciantes irregulares. “Os ocupantes tiveram até o dia 2 deste mês para permanecer no local sem correr o risco de terem suas mercadorias apreendidas”, explicou.
 
De acordo com a Sudema, em junho do ano passado ocorreu a primeira etapa das ações, com a retirada dos barraqueiros da Praia de Coqueirinho e a demolição das barracas de alvenaria. No entanto, novos comerciantes invadiram a localidade. A segunda etapa começou em 21 de dezembro último, quando foi realizado um levantamento dos comerciantes instalados no local e eles foram alertados sobre a ilegalidade da ocupação da área de preservação ambiental.
 
“A atividade comercial praticada por eles gera poluição ambiental, devido o barramento de um riacho para lavagem de utensílios, além da degradação do ambiente de mangue associado ao riacho”, argumentou o coordenador de estudos ambientais da Sudema. Ele destacou, ainda, que o número de ocupantes passou de oito para 28, o que agravou a situação.
 
Para o coordenador de estudos ambientais da Sudema, a necessidade de restrição do uso da área está relacionada à urgência na preservação ambiental. “Vamos interditar a faixa da APA para que haja, neste espaço, a recuperação natural da vegetação, e as águas do rio voltem a desembocar no mangue”, disse o coordenador afirmando que a área de preamar destinada aos turistas não sofrerá nenhuma interrupção.
 
Ainda de acordo com Thiago César, a terceira etapa do trabalho de organização turística de Coqueirinho já teve início, para que haja a estruturação do espaço e se proíba a ocupação dos comerciantes em locais indevidos, como nas proximidades das falésias e mangue.
 
De acordo com o coordenador, a proteção desses ambientes é fundamental, pois os terrenos são extremamente frágeis e susceptíveis à erosão. Além disso, nessas áreas está inserida a vegetação de mata de tabuleiro, tipo florestal (fitofisionomia) exclusiva do Bioma Mata Atlântica, que é protegida pela Lei 11.428/2006.
 
A remoção dos comerciantes da Falésia de Coqueirinho foi pedida pelo Ministério Público Federal através da ação civil pública número 0010032-24.2003.4.05.8200 (2003.82.00.010032-7).
 
COMPLEXO TURÍSTICO
Inaugurado no dia 15 de dezembro pelo governador Ricardo Coutinho, o Complexo Turístico de Lazer, na praia de Coqueirinho foi criado para tirar os comerciantes da clandestinidade e capacitá-los para atender apropriadamente aos turistas. O equipamento foi financiado com recursos do Programa Empreender PB.
 
Com uma área construída de 170 m², projetado num terreno de 3.518 m² com inteira acessibilidade aos portadores de necessidades especiais, o Centro tem capacidade para receber 2.400 pessoas. Além disso, o espaço disponibiliza, aos turistas, bares, praça de eventos, quiosque para informações, chuveiros e banheiros.


domingo, 6 de janeiro de 2013

Sudema continua trabalho de desocupação da área de falésia de Coqueirinho

06/01/2013 - 10:24 - Atualizado em 06/01/13 - 10:40

Complexo natural de rara beleza está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba 


A Coordenadoria de Estudos Ambientais (CEA) da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) em parceria com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental e a Coordenadoria de Gerenciamento de Crise estão realizando mais uma ação de retirada de ocupantes irregulares da Falésia de Coqueirinho. Esse complexo natural de rara beleza está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) de Tambaba, município do Conde, no litoral sul.

A ação é motivada pela Ação Civil Pública do Ministério Público Federal (MPF), que determina a desocupação da área conhecida como “Falésia da Praia de Coqueirinho”, e por uma deliberação do Copam (nº 3446/2012) que ordena os usos na faixa de praia de Coqueirinho. A ação do MPF está sob o número 0010032-24.2003.4.05.8200(2003.82.00.010032-7).

Etapas da ação - Em junho de 2012 ocorreu a primeira etapa das ações com a retirada dos Barraqueiros da Praia de Coqueirinho e a demolição das barracas de alvenaria. No entanto, novos comerciantes invadiram a localidade.

A segunda etapa começou no dia 21 de dezembro passado, quando foi realizado um levantamento dos comerciantes instalados no local e estes foram alertados sobre a ilegalidade da ocupação da área de preservação ambiental.

“A atividade comercial praticada por eles gera poluição ambiental, devido o barramento de um riacho para lavagem de utensílios, além da degradação do ambiente de mangue associado ao riacho”, explicou o coordenador de estudos ambientais da Sudema, Thiago César Silva.

Ele destacou ainda que o número de ocupantes passou de oito para 28, o que agravou a situação: “Hoje a necessidade de restrição é devido à urgência na recuperação da falésia e do mangue, que está morrendo. Vamos interditar faixa da Área de Proteção Ambiental para que haja neste espaço essa recuperação natural e as águas do rio voltem a desembocar no mangue”, disse o coordenador afirmando que a área de preamar destinada aos turistas não sofrerá nenhuma interrupção.
 
Ainda de acordo com Thiago César, a terceira etapa do trabalho de organização turística de Coqueirinho já teve início para que haja a estruturação do espaço e se proíba a ocupação dos comerciantes em locais indevidos como nas proximidades das falésias e mangue.

Proteção ao turismo – “Além da preservação ambiental queremos inibir o loteamento da praia pelos ocupantes e, assim, evitar que os turistas tenham que pagar pelo espaço público. Esperamos não ter que utilizar da força policial, pois todos eles já foram comunicados previamente”, lembrou o coordenador ao afirmar que os ocupantes tiveram até o dia 2 deste mês para permanecer no local sem correr o risco de terem suas mercadorias apreendidas.

De acordo com o coordenador, a proteção desses ambientes é fundamental, pois os terrenos são extremamente frágeis e susceptíveis à erosão. Além disso, nessas áreas está inserida a vegetação de mata de tabuleiro, tipo florestal (fitofisionomia) exclusiva do Bioma Mata Atlântica, que é protegida pela Lei nº 11.428/2006. “A ação dos ocupantes ilegalmente geram poluição ambiental e sanitária e a aglomeração de pessoas em locais indevidos”, esclareceu.

O trabalho de retirada está sendo possível devido à parceria com a Secretaria de Turismo do Estado, Ibama, SPU, Polícia Militar (BPAmb), Coordenadoria de Gerenciamento de Riscos, CEATur, Companhia de Alhandra, BPTran e Prefeitura Municipal do Conde.

Falésias da Praia de Coqueirinho - A área de proteção ambiental é considerada de interesse ecológico pela Constituição Estadual de 1989. Os visitantes podem desfrutar de uma beleza cênica onde as falésias exibem tonalidades coloridas e alturas variáveis.

As falésias são escarpas verticais que apresentam angulações diversas que se estendem próximo ao mar, tendo uma divisão entre falésia ativa (que recebem os ataques das ondas do mar) e falésia inativa (são aquelas cuja deposição sedimentar já não permite mais o alcance das ondas marinhas).

Complexo Turístico de Coqueirinho - Inaugurado no dia 15 de dezembro pelo governador Ricardo Coutinho, o Complexo Turístico de Lazer, na praia de Coqueirinho foi criado para tirar os comerciantes da clandestinidade e capacitá-los para atender apropriadamente aos turistas. O equipamento foi financiado com recursos do Programa Empreender PB e integra o conjunto de ações do Governo do Estado para fortalecer a infraestrutura turística do litoral.

Com uma área construída de 170 m², projetado num terreno de 3.518 m² com inteira acessibilidade aos portadores de necessidades especiais, o Centro tem capacidade para receber 2.400 pessoas. Além disso, o espaço disponibiliza aos turistas bares, praça de eventos, quiosque para informações, chuveiros e banheiros. Também haverá ambulantes cadastrados e identificados com crachá para a venda de produtos avulsos.

Da Redação com Assessoria



sábado, 5 de janeiro de 2013

Santuário: Tambaba tem mais um reconhecimento nacional e é eleita uma das seis praias mais bonitas do Nordeste

03/01/2013



A prefeita eleita do Conde, Tatiana Correia, tem o privilégio de administrar uma das faixas litorâneas mais bonitas do Brasil. Esse rico e badalado patrimônio natural não deixa de ser destaque no noticiário nacional principalmente no período de verão quando o sol e o mar se tornam os grandes destaques da temporada.

Os principais meios de comunicação do país estão elegendo os mais requisitados paraísos tropicais do nordeste e o litoral do Conde aparece como um dos mais privilegiados nesses requisitos ao colocar no ranking das praias mais bonitas pelo menos três dos seus balneários – Tambaba, Tabatinga e Coqueirinho.

Tatiana assume com o compromisso de conceder ao Turismo a atenção que até agora nenhuma gestão anterior dispensou principalmente com relação à Tambaba que, ao contrário do prestígio que goza lá fora sempre foi tratada com preconceito pelos gestores do município. Para essa missão de alavancar o Turismo no Conde, Tatiana escalou a filha, Juliana Correia, para comandar a pasta em seu Governo.

Tambaba é visto como um relicário da natureza. Em seus limites existem tesouros ambientais incomparáveis, únicos por guardarem e preservarem as riquezas do que resta da Mata Atlântica do ponto de vista da flora e da fauna. Tambaba é também uma área de misticismo, onde religiões como a Jurema surgiram e se difundiram pelo nordeste. A Jurema é uma seita que tem a Acácia, árvore nativa da região, como seu símbolo de poder e magia e Tambaba é vista como sendo seu berço natural.

Tambaba seria também um local sagrado que, segundo os esotéricos, guardaria um dos portais para outras dimensões. Esse potencial religioso e místico, na opinião de muita gente como o empresário Marcos Bilú, dono da pousada e restaurante a Arca do Bilú, “pode e deve ser explorado como mais uma vertente para valorizar o balneário”.

Bilú defende a criação de um parque nacional ecológico, de uma reserva ambiental para a área de Tambaba como forma de preservar esse patrimônio natural, onde as tradições como a da Jurema Sagrada poderia ser cultuada ao exemplo do Santo Daime na floresta amazônica manifestação religiosa que já se espalhou por todo país e serve de atração turística para a região Norte.


TURISMO
PORTAL IG: Tambaba está entre as seis praias mais bonitas do Nordeste

Portal selecionou seis praias que costumam tirar o fôlego à primeira vista

Em um período propício para descobertas e escolha de novos roteiros, o Portal IG promove uma pesquisa junto aos internautas para saber qual a praia mais bonita do Nordeste. De acordo com a pesquisa, o IG informou que a Região tem mais de 3 mil quilômetros de praias, sendo difícil apontar qual é a mais bonita. Para ajudar o internauta, o portal selecionou seis praias que costumam tirar o fôlego à primeira vista. Entre as selecionadas está a praia de Tambaba, no litoral sul da Paraíba.

“A equipe do IG reconhece que a tarefa dos internautas foi uma ‘das mais ingratas: a de eleger apenas uma praia para chamar de incrível, linda, maravilhosa’ do Nordeste brasileiro”. O portal reafirma que não foi fácil eleger essas seis praias.

Sobre a praia de Tambaba, a equipe destacou as rochas e falésias que protegem a beleza do local e também ajudam a dividir a praia em dois setores para que todos os visitantes se sintam confortáveis - os que preferem praticar o naturismo ou aqueles que fazem a opção por não tirar a roupa.

As outras cinco praias escolhidas foram Carneiros e Coqueiros, em Pernambuco; Gunga, em Alagoas, Jericoacoara, no litoral cearense, do Espelho, em Trancoso, na Bahia e Genipabu, no Rio Grande do Norte. Para votar basta acessar: http://migre.me/cEgie.

Revista da Trip - A praia de Tambaba também será destaque da revista de bordo da Trip Linhas Aéreas, produzida pela Editora Trip. A editora está produzindo uma reportagem sobre a prática do naturismo e algumas praias naturistas serão citadas no material. A revista começará a circular nos voos da companhia aérea em março. Na Paraíba, a Trip iniciou dois voos diretos em João Pessoa e Salvador, em dezembro do ano passado.


Secom-PB



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Tambaba vai sediar campeonato de surf naturista no próximo final de semana

Da Redação
 
Tambaba vai sediar campeonato de surf naturista no próximo final de semanaimagem (da internet)

A Praia de Tambaba, em Conde,  vai sediar, na próxima semana, a 5ª edição do Campeonato Tambaba Open Surf Naturista. Os praticantes de surf e bodyboard poderão participar do evento naturista nos dias 15 e 16 de setembro.

O evento está sendo organizado pela entidade Naturistas Unidos (NU) e vai comemorar os cinco anos do Projeto SurfNU, que tem como proposta difundir o naturismo através do surfe. Segundo os organizadores, o evento pretende, também, congregar e estimular o desenvolvimento de práticas esportivas naturistas e incentivar a frequência de jovens. "Assim como despertar a população para uma consciência ecológica e consolidar o naturismo como movimento filosófico que busca a vida ao natural", disse o coordenador do Projeto SurfNU, Carlos Santiago.

Carlos Santiago disse que o surf representa a natureza, segundo ele, o projeto é o único do gênero no mundo, e será apresentado pela delegação brasileira no 33º Congresso Internacional de Naturismo que acontecerá na Croácia, no mesmo período em que vai ser realizado o 5º Tambaba Open de Surf Naturista.

Competição - Durante o campeonato serão disputadas três categorias: local (sem limite de idade, destinada ao residente ou freqüentador da praia de Tambaba e que esteja devidamente habilitado pela Comissão de Credenciamento Local); Open (categoria aberta e sem limite de idade); e o maior grau de dificuldade (Expression Session) - categoria aberta e sem limite de idade.

Inscrição - Os interessados poderão se inscrever nos dias 15 e 16 de setembro, das 9h às 12h, junto à secretaria do campeonato, na Praia de Tambaba. "Será cobrada uma taxa de inscrição de R$ 30,00 por cada categoria, exceto a Expression Session, cuja gratuidade está associada à inscrição em uma das competições do campeonato", explicou Carlos Santiago.

Premiação - De acordo com a organização da 5ª Edição do Tambaba Open de Surf Naturista, serão premiados os quatro melhores das categorias local e open. A primeira colocação receberá uma prancha, troféu e brinde, enquanto que as demais serão premiadas com troféus e brindes. Já a categoria Expression Session, apenas a manobra de maior grau de dificuldade será premiada com prancha, troféu e brinde.