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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carnaval tem 7 prisões por poluição sonora com 'paredão' no litoral da PB

28/02/2017 18h01 - Atualizado em 28/02/2017 18h01
 
Equipamentos foram apreendidos pela Polícia Militar.
Donos dos 'paredões' foram detidos e vão pagar multa de R$ 5 mil.

Do G1 PB


'Paredão de som' foi apreendido em Lucena, no Litoral Norte da Paraíba (Foto: Comunicação Social do BPAmb)
'Paredão de som' foi apreendido em Lucena, no Litoral Norte da Paraíba
(Foto: Comunicação Social do BPAmb)
Sete pessoas foram detidas e tiveram seus “paredões de som” apreendidos durante o Carnaval 2017, no litoral da Paraíba. No fim da manhã desta terça-feira (28), três pessoas foram presas e autuadas por poluição sonora em Lucena, no Litoral Norte do estado. Todos foram multados em R$ 5 mil e tiveram o equipamento apreendido.

O número se soma a outra prisão feita na segunda-feira (27), em Baía da Traição, também no Litoral Norte, e mais três realizadas em Jacumã, no Litoral Sul, no domingo (26). O balanço é do comandante do Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb), major Cristóvão Lucas. 

O batalhão realizou ações para combater a perturbação do sossego durante o feriadão. Para diminuir o número de ocorrências, o BPAmb apostou na conscientização dos foliões e tem feito várias blitzen educativas nas cidades que realizam eventos de carnaval, com a distribuição de panfletos orientando as pessoas.

O crime de poluição sonora tem pena prevista de 1 a 4 anos de prisão e o infrator ainda tem que pagar uma multa que pode variar de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, conforme prevê o artigo 61 do Decreto 6.514/2008.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Polícia apreende 'paredões de som' no Carnaval em Jacumã, na Paraíba

27/02/2017 12h39 - Atualizado em 27/02/2017 14h26
 
Três pessoas foram detidas e levadas para delegacia por poluição sonora.
Presos foram autuados e pagaram fiança de um salário mínimo.

Do G1 PB

  
'Paredão' foi apreendido por poluição sonora em Jacumça, no Conde, no domingo (26) (Foto: Major Lucas/Polícia Militar da Paraíba)
'Paredão' foi apreendido por poluição sonora em Jacumça, no Conde, no domingo (26)
(Foto: Major Lucas/Polícia Militar da Paraíba)

Três “paredões” de som foram apreendidos no domingo (26) na praia de Jacumã, na cidade do Conde, no Litoral Sul da Paraíba, pela prática de poluição sonora. De acordo com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental, três homens foram presos em flagrante como proprietários dos equipamentos. Ainda de acordo com a polícia, o primeiro foi preso em flagrante, com "equipamento de som com volume bastante elevado, equipamento conhecido como paredão", segundo o Major Lucas, comandante da PMAmb.

O homem foi autuado pelo crime de poluição sonora, que tem pena prevista de 1 a 4 anos de prisão, recebeu multa de R$ 5 mil e teve o equipamento apreendido. Ele foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 937 (um salário mínimo), além de aceitar a condição de passar por um curso de boas práticas ambientais.

Outros dois homens também foram autuados por poluição sonora na mesma região, ambos pagaram fianças de um salário mínimo para serem soltos. Os equipamentos de som deles também foram apreendidos e ambos sofreram multas pela prática delituosa.

Todos foram autuados na Delegacia de Jacumã, que, segundo Major Lucas, está ativa excepcionalmente durante este período de Carnaval para atender os chamados da região. As ações da Polícia Militar Ambiental (PMAmb) acontece nos principais locais de carnaval, com foco em Baía da Traição, Lucena e Jacumã, e só terminam após o carnaval nas regiões.

Balanço parcial
A Polícia Militar recebeu 614 chamados para atender ocorrências de perturbação do sossego das 18h da última sexta-feira (24) até as 7h30 desta segunda-feira (27), sendo 521 casos somente na Região Metropolitana e nos Litorais Norte e Sul do estado.

Para diminuir o número de ocorrências, o Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb) vem apostando na conscientização dos foliões e tem feito várias blitzen educativas nas cidades que realizam eventos de carnaval, com a distribuição de panfletos orientando as pessoas.

No ano passado, em todo o carnaval (5 a 9/2) foram recebidos 1.015 chamados, número que superava em mais de 5% os do carnaval de 2015 (13 a 17/2), quando foram registradas 958 solicitações para este tipo de ocorrência.

A poluição sonora é combatida com multa que começa com R$ 5 mil e pode chegar até a R$ 50 milhões, conforme prevê o artigo 61 do Decreto 6.514/2008.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Sudema orienta ligar para o 190 em caso de paredão de som na Paraíba

"Caso presencie paredões de som, pode ligar para o 190 e de imediato as demandas são encaminhadas para o Batalhão Ambiental”, disse Fiscalização


Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente | Em 23/02/2017 às 18h09, atualizado em 23/02/2017 às 18h12 | Por Redação
 

A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), em parceria com Batalhão de Policiamento Ambiental, vai intensificar as ações contra as práticas abusivas da poluição sonora durante o Carnaval. As ações acontecerão nos municípios do Litoral Sul, Norte e do interior do estado. A orientação é ligar para o 190 em casos de denúncias.
 
O coordenador do setor da Fiscalização da Sudema, Capitão Cunha, falou sobre as punições para quem for pego praticando a infração. “No caso de constatada a poluição sonora, o responsável responderá pela conduta de forma administrativa, e é passível também de ser conduzido à delegacia de polícia para responder penalmente, pois a referida poluição trata de crime ambiental, prevista na Lei Federal 9.605/1998, além de se enquadrar como perturbação do sossego, previsto na Lei das Contravenções Penais”, explicou.
 
Capitão Cunha também ressaltou a importância da participação do cidadão no sucesso da operação. “A população é peça fundamental para o êxito da ação. Caso presencie paredões de som, pode ligar para o 190 e de imediato as demandas são encaminhadas para o Batalhão Ambiental”, disse.
 
A poluição sonora ocorre quando num determinado ambiente o som altera a condição normal de audição. Embora ela não se acumule no meio ambiente, como outros tipos de poluição causam vários danos ao corpo e à qualidade de vida das pessoas. O barulho excessivo provoca efeitos negativos para o sistema auditivo, além de provocar alterações comportamentais e orgânicas.



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Paredões de som serão proibidos no réveillon de João Pessoa


 
asdhgvsaghdvghvsagdghvsaghdA utilização dos paredões de som durante o réveillon na orla de João Pessoa vai ser proibida. A determinação foi definida pela Secretaria de Meio Ambiente Municipal (Semam) e os proprietários que desrespeitarem a determinação podem ter os equipamentos de som ou os carros apreendidos.
 
Segundo a Semam, a proibição visa combater a poluição sonora durante a festividade e preservação das áreas de proteção ambiental da praia. Membros da Guarda Municipal e da Polícia Militar vão estar promovendo a fiscalização no local e autuando possíveis infratores.
 
De acordo com o chefe da Divisão de Fiscalização da Semam, Allison Cavalcanti, as áreas da orla são protegidas por lei e os infratores vão ser punidos.
 
“Estamos lidando com uma área que é protegida por três esferas legais. São leis federais, estaduais e municipais que estabelecem o cuidado com a vegetação da praia. Vamos atuar com rigor na preservação do espaço”, contou Allison Cavalcanti.



sexta-feira, 20 de março de 2015

MP proíbe poluição sonora perto de escolas em Campina Grande

20/03/2015 06h30 - Atualizado em 20/03/2015 06h30

Ambulantes e comércio de bebidas alcoólicas também foram proibidos.
TAC foi firmado entre Ministério Público e Prefeitura de Campina Grande.
 
 
Do G1 PB
 

Poluição sonora, venda não autorizado de bebidas alcoólicas e a presença de comércio ambulante estão proibidas próximo às escolas de Campina Grande. A medida deve-se a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público e a Prefeitura Municipal, nesta quinta-feira (19).
 
Segundo a Promotoria de Defesa dos Direitos da Educação, o objetivo é garantir os direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal. A decisão vale para as imediações de todas instituições de ensino fundamental, médio e superior,  públicas ou privadas.

A audiência presidida pelo promotor Guilherme Costa Câmara teve a participação de representantes de órgãos de segurança, meio ambiente e educação. Foram definidas ações conjuntas e as competências de cada órgão envolvido.

Devem contribuir para a fiscalização a a 3º Gerência Regional de Educação, Polícia Militar da Paraíba, Guarda Municipal, Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTran).

Para o cumprimento da medida, a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), fará a notificação dos comerciantes do setor. Em caso de desobediência, serão adotadas as medidas legais.

Segundo o promotor Guilherme Câmara, a proibição se deve à ocorrência de problemas gerados pela existência de inúmeros pontos de vendas não autorizados ou regularizados e a poluição provocada por sons de veículos, principalmente nos fins de semana, nas proximidades de instituições de ensino.
 
Fonte
 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Operação ‘Som Legal, Cidade Sossegada’ começa nesta sexta

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 - 11:45
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Poder Judiciário começou a ser executada nesta sexta-feira (16), nas cidades do litoral paraibano com o objetivo de combater os abusos no uso de aparelho sonoro e outros meios de poluição sonora e perturbação alheia.
 
Intitulada “Som Legal, Cidade Sossegada”, a operação deverá conduzir à delegacia qualquer pessoa que cometa a infração. O alvo principal são aqueles que permanecem com som alto, seja em carros, bares ou outros ambientes que venham a incomodar a população.
 
“Não vamos mais permitir que haja reincidência. O infrator não será mais advertido duas vezes. Ele será levado à delegacia, terá o equipamento apreendido e será feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência para que o mesmo responda na Justiça por perturbação alheia”, explicou Isaías Gualberto, delegado geral adjunto da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds).
 
O projeto “Som Legal, Cidade Sossegada” começou a ser idealizado há cerca de um ano, quando os órgãos envolvidos na operação perceberam que os infratores eram advertidos, mas depois que os policiais deixavam o local, voltavam a aumentar o som e continuavam perturbando o ambiente.
 
Multiplicadores – “A partir dessa constatação, pensamos em criar uma forma conjunta de combater esse tipo de ação. Estamos apenas começando um projeto piloto. Depois dessa primeira etapa, vamos abranger todas as regiões do Estado. Além da apreensão dos equipamentos e da autuação dos infratores, vamos realizar um trabalho educativo nas escolas para que os alunos sejam multiplicadores na conscientização da população a respeito da poluição sonora”, disse a promotora de justiça Andréa Bezerra.
 
Para o major Tibério Leite, do Batalhão do Meio Ambiente, o trabalho conjunto deverá ser o diferencial nesta ação, principalmente porque está havendo um novo entendimento sobre a questão da poluição sonora no Estado. “Antigamente cada instituição trabalhava separadamente e, muitas vezes, sem a sintonia necessária para alcançar o sucesso. Por isso, surgiu a necessidade de unirmos as forças e praticarmos um novo tipo de abordagem. Não vamos ser mais tolerantes com o abuso de som alto e quem estiver perturbando o ambiente será levado de imediato para a delegacia a fim de fazer o procedimento necessário. Nosso objetivo é que até o final do ano a operação “Som Legal, Cidade Sossegada” esteja abrangendo todo o Estado”, destacou.
 
Segundo estudo realizado pela Polícia Ambiental e dados divulgados pelo Núcleo de Análise Criminal e Estatística da Seds, os atendimentos às denúncias de perturbação do sossego alheio feitos pelo Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) – 190, entre janeiro e novembro de 2014, chegaram a 24 mil ocorrências em todo o Estado. Ainda segundo o estudo, a maior incidência de reclamações ocorre no horário das 17h às 3h, e nos dias de sexta-feira, sábado e domingo.


 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MPPB elabora campanha para combater a poluição sonora

22 de dezembro de 2014 às 12:51

Decibelimetro
Decibelímetro.
Mais de 24 mil atendimentos de perturbação do sossego foram registrados no serviço “190”, entre janeiro e novembro deste ano, na Paraíba, sendo que 81,2% das ocorrências são provenientes de quatro municípios da Grande João Pessoa: João Pessoa, Santa Rita, Bayeux e Cabedelo. Apenas a Capital paraibana é responsável por 13.175 registros desse tipo (o equivalente a 54,8% do total). Em média, isso equivale a 72 registros por dia ou três reclamações de barulho excessivo por hora.

O problema levou o Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Centro de Apoio Operacional (Caop) às Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, a elaborar, junto com as polícias civil e militar do estado, uma campanha de combate à poluição sonora intitulada “Som legal – cidade sossegada”. A campanha foi discutida na última quarta-feira (17), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa, pela coordenadora do Caop do Meio Ambiente, promotora Andrea Bezerra Pequeno, pelo promotor Raniere Dantas, pelo major da PM, Luiz Tibério Leite, pela delegada Cassandra Duarte e pelo juiz Antonio Eimar de Lima.

De acordo com a promotora de Justiça Andrea Bezerra Pequeno, que coordena o Caop do Meio Ambiente, vários são os entraves que dificultam, atualmente, o combate à poluição sonora no estado da Paraíba, como a falta de um protocolo padrão de atendimento das ocorrências por parte das forças policiais; a falta de educação da população em relação ao assunto e a ausência de um órgão estadual ou municipal de fiscalização atuante e ativo em praticamente todas as cidades da Paraíba, com técnicos capacitados para o uso de decibelímetros. “Hoje, a Sudema só se encontra instalada nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Patos. Mesmo assim, nesse último caso, com precárias condições de funcionamento, principalmente, por falta de efetivo humano”, explicou.

Na maioria dos casos, a poluição sonora é provocada pelo uso irregular de carros de som, paredões, estabelecimentos comerciais e até mesmo templos religiosos, principalmente nas pequenas cidades, onde há o costume de uso de caixas difusoras de som em postes.

A campanha
Para enfrentar e coibir a poluição sonora, a campanha “Som legal – cidade sossegada” foi idealizada de modo a atender a dois grandes objetivos: promover cursos de capacitação de forma integrada e pautados na legalidade para que as polícias cumpram seu dever de fiscalização e combate às infrações de perturbação ao sossego alheio ou poluição sonora, com intuito de preservar a ordem pública e promover um atendimento padronizado em relação a esse problema pelas forças policiais. A campanha deve ser iniciada em janeiro, com a realização do primeiro curso de capacitação para policiais.

Para isso, a Polícia Militar deverá designar guarnições para participarem da operação do projeto-piloto, inclusive com uso de decibelímetro e capacitar, por meio de Centros de Ensino e da Acadepol, os policiais militares de todo o Estado no atendimento padronizado, conscientizando-os da seriedade dessas infrações, que costumeiramente estão associadas à prática de outros crimes mais graves, como: alcoolemia ao volante; lesões corporais; uso ou tráfico de entorpecentes; menores de 18 anos de idade consumindo bebidas alcoólicas; homicídios e exploração sexual infantil. “O Ciop deverá encaminhar, mensalmente, ao Caop do Meio Ambiente relatório estatístico de todas as denúncias verificadas, para fins de acompanhamento, fiscalização e mapeamento das áreas com maior incidência desde tipo de delito e, consequentemente, uma atuação ministerial mais enfática e precisa”, explicou a promotora de Justiça.

Já a Polícia Civil deve designar equipe policial para compor a Delegacia do Meio Ambiente que deverá agir de forma proativa em investigações especializadas e, sempre que possível, agir de forma integrada com a PM.

Para isso, a Acadepol e o Centro de Ensino deverão capacitar os policiais civis do Estado quanto ao atendimento padronizado e célere, para a rápida e efetiva resolução das ocorrências trazidas pela Polícia Militar, referentes à perturbação de sossego alheio e poluição sonora, evitando a ausência demorada das guarnições e viaturas nas áreas destinadas ao patrulhamento.

Outra medida que deverá ser adotada pela Polícia Civil é a remessa célere do procedimento elaborado ao Judiciário, comunicando o fato ao Caop do Meio Ambiente para fins de acompanhamento e fiscalização do trâmite processual. “A ideia é fomentar e recomendar entre as autoridades policiais entendimento quanto ao enquadramento do artigo 42 da Lei das Contravenções Penais, como a coletividade sendo a vitima (delito de ação penal pública incondicionada), não necessitando da indicação de uma vítima determinada para constatação do delito”, acrescentou a representante do MPPB.

Andréa Bezerra informou que o Ministério Público estadual também deverá atuar de forma padronizada nos procedimentos policiais relacionados à poluição sonora e à perturbação do sossego alheio, inclusive, com a estipulação de cláusulas especiais nas transações penais e termos de ajustamento de conduta sobre cursos de educação ambiental a ser ministrado pelo Batalhão Ambiental; a destinação de multas aplicadas no Juizado Especial Criminal, sobre a aquisição de decibelímetros e outros equipamentos destinados ao combate à poluição sonora, por exemplo.

O MPPB vai participar dos cursos de capacitação da Acadepol e do Centro de Ensino da PM, ministrando palestras voltadas à educação ambiental e ao enfrentamento da poluição sonora, além de analisar os dados remetidos pelo Ciop e pela polícia civil, encaminhado aos promotores de Justiça que atuam nos municípios onde forem feitos os registros de poluição sonora. “Também vamos trabalhar junto a templos religiosos, por meio de termos de ajustamento de conduta, fazendo com estes se enquadrem aos limites sonoros permitidos, através de licenciamento ambiental”, disse a promotora de Justiça.

Assessoria

Fonte


domingo, 21 de dezembro de 2014

Poluição sonora tira o sono de moradores em bairros da capital


 
 
Mangabeira é o campeão de reclamações com 380 denúncias. Em seguida vem o bairro do Bessa, com 250 denúncias. O terceiro é o Valentina com 165 registros. 
 

Francisco França
 
Francisco França
Carros de som estão entre os principais causadores de poluição sonora
Para muitas pessoas, após as 22h é hora de começar a se preparar para descansar. Porém, para moradores de bairros como Mangabeira, Bessa e Valentina, a realidade é diferente, isso porque é a partir dessa hora que o barulho começa em igrejas, bares e carros que estacionam e ligam o som alto para dar início a festas que impedem a noite de sono dos moradores. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) de João Pessoa, esses três bairros lideram a lista no que diz respeito à poluição sonora, que só nesse ano gerou 2.128 denúncias junto ao órgão.

Somente o bairro de Mangabeira, que ficou em primeiro lugar no número de reclamações, apresentou 380 denúncias junto à Semam. Em segundo lugar vem o bairro do Bessa, com 250 denúncias. Logo em seguida, vem o bairro do Valentina de Figueiredo, com 165 denúncias. Além destes bairros, o chefe de fiscalização da Semam, Waldir Diniz, ainda elencou outros bairros em que casos de registro de poluição sonora são recorrentes, como Tambaú, Manaíra, Cabo Branco e Funcionários.

“Inicialmente o número de denúncias é alto porque a gente observa o aumento no número de igrejas e academias, principalmente, que vem crescendo vertiginosamente. Isso sem falar nos bares. Com relação ao bairro de Mangabeira, lá é o bairro mais populoso de João Pessoa, o que eu acredito que seja o motivo pelo qual as ocorrências são mais provenientes de lá”, comentou.

De acordo com Waldir, em áreas residenciais, até as 19h, o volume máximo permitido é de 55 decibéis. Das 19h às 22h, esse volume diminui para 50 decibéis. Já após as 22h, o volume máximo permitido é de 45 decibéis. Quando moradores reclamam do alto volume de carros ou estabelecimentos, o órgão vai no local e realiza a medição do volume, só depois disso começa a agir.

“Ao chegar ao local, os fiscais da Semam primeiro medem a altura do som. Se estiver extrapolando, nós orientamos. Se não estiver, ainda assim a gente aborda os proprietários dos locais e orienta que ele não aumente o volume além daquele que está ali, para que as pessoas identifiquem a necessidade de não infringirem a legislação ambiental”, completou.

Segundo o chefe da divisão de fiscalização da Semam, muita gente desconhece a legislação ambiental, que delimita a altura de som máxima até certo horário, o que ocasiona grande parte dos transtornos, por isso, segundo ele, o objetivo primeiro do órgão é orientar e educar ao invés de, como primeira medida, multar. “A maioria dos empreendimentos que são abertos são de
pessoas que desconhecem a legislação ambiental. Além disso, muitos deles também não são licenciados. Apesar de, muitas vezes, chegarmos aos locais durante um período em que há a intervenção da lei, a gente prioriza a orientação, e é assim que temos tentado trabalhar. Primeiramente, orientando”, explicou.

Além da Semam, outro órgão responsável por realizar as fiscalizações de casos de poluição ambiental é o Batalhão de Polícia Ambiental. Segundo o soldado Bruno Silva, do setor de estatística do Batalhão, do começo do ano até o mês de agosto foram autuados 101 estabelecimentos devido a casos de poluição sonora em toda a Região Metropolitana. “Os casos Segundo o chefe da divisão de fiscalização da Semam, muita gente desconhece a Além da Semam, outro órgão responsável por realizar as fiscalizações de casos de mais frequentes provêm de Mangabeira e do Cristo. São os bairros em que mais registramos as ocorrências”, afirmou.

Pessoa já se acostumaram com o barulho

Noites sem sono se tornaram frequentes na vida da dona de casa Marinalda da Costa, de 35 anos, após a abertura de uma igreja evangélica ao lado da sua casa, no bairro de Mangabeira. Segundo ela, que hoje relata que o barulho se tornou algo normal, o problema era ainda maior quando suas filhas eram bebês. Hoje elas têm quatro anos e já se acostumaram à barulheira que,  segundo ela, vira a noite pelo menos uma vez por mês.

“Minhas filhas perdiam noites de sono, e eu também, né? Até as 21h, 22h tudo bem, mas após isso é complicado. Eles às vezes ensaiam até tarde e também tem umas vigílias em que eles viram a noite pelo menos uma vez por mês tocando a noite toda”, relatou, dizendo que nunca pediu para que diminuíssem o som por já ter se acostumado com o problema.

Segundo a moradora, outro problema são pessoas que ligam o som do carro e começam festas altas horas da noite. Apesar de declarar que esses casos diminuíram muitos nos últimos tempos, ela afirma que isso chegava a ser pior do que a igreja ao lado da sua casa. “Eu acho que falta educação do povo que, muitas vezes, não tem noção de que isso importuna a gente”, disse.

André Soares, de 31 anos. Ao lado de sua casa também funcionava uma igreja evangélica que tinha sido adaptada dentro de uma residência. Quando o local funcionava e virava as noites, o jeito era ter que ficar sem dormir ou então utilizar protetores auriculares. “Eu cansei de ficar sem dormir ou então de tentar dormir de todo jeito com aqueles protetores de ouvido. Isso acontecia com frequência e não adiantava pedir para baixar”, lamentou.

Segundo o funcionário público, há cerca de seis meses ele não ouve mais barulhos provenientes da igreja. Ele ainda não sabe se o local parou de funcionar ou não, mas, de qualquer forma, afirma “agradecer a Deus” pela barulheira ter acabado. “Sei que é uma contradição agradecer a Deus pela igreja ter saído do lado de sua casa, mas a realidade é essa, porque eu não aguentava mais esse barulho”, declarou.

Apesar da igreja ter parado com o barulho constante, André afirmou que ainda há casos de poluição sonora frequentes no local. “Mangabeira é, com certeza, o bairro em que há mais poluição. Eu digo isso a você porque se não é de um lado, é de outro. São carros, academias, igrejas, tudo importuna aqui”, comentou o funcionário público.Apesar da igreja ter parado com o barulho constante, André afirmou que ainda há casos de

Apesar da igreja ter parado com o barulho constante, André afirmou que ainda há casos de poluição sonora frequentes no local. “Mangabeira é, com certeza, o bairro em que há mais poluição. Eu digo isso a você porque se não é de um lado, é de outro. São carros, academias, igrejas, tudo importuna aqui”, comentou o funcionário público.

Multa pode chegar a R$ 5 mil
De acordo com o chefe da divisão de fiscalização da Semam, Waldir Diniz Junior, inicialmente a orientação dos fiscais do órgão é de educar, porém, em casos de recorrência, algumas punições são estabelecidas para quem descumprir as normas presentes na legislação ambiental, dentre elas multa que pode ir de R$ 1.201 a R$ 5 mil. “Muita gente diz que desconhece, que não sabia da lei e tudo mais, então a gente preza por orientar, mas, em caso de reincidência, começamos as autuações. A multa por poluição sonora varia por decibéis, podendo variar de R$ 1.201, em casos que passem até 10 decibéis do limite, a R$ 5 mil, em casos que ultrapassem 40 decibéis do limite estabelecido”, informou. Ainda de acordo com Waldir, em casos de igrejas e bares ­que, muitas vezes, não são licenciados ­ inicialmente se faz a notificação, depois a interdição da música eletrônica ou mecânica. “Posteriormente, se continuar com o não licenciamento então começamos a multar. Nesses casos, a multa varia de R$ 8 mil a R$ 40 mil”, completou.


domingo, 3 de agosto de 2014

Poluição sonora afeta terminal

Professora da UEPB coordenou pesquisa que aponta que sáude auditiva pode ser colocada em risco nos terminais de ônibus.


 

Utilizar o transporte coletivo nos terminais de passageiros de Campina Grande pode colocar em risco a saúde auditiva dos usuários. É o que aponta pesquisa coordenada pela professora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Nayliane Costa.
 

Após 2 meses de coletas de dados no Terminal Integrado de Passageiros e no Terminal Rodoviário Cristiano Lauritzen (Rodoviária Velha), comprovou-se que nos horários de maior movimentação a poluição sonora produzida ultrapassa os limites indicados pela legislação.
 
Segundo o estudo, os dois locais averiguados se localizam em uma zona classificada como diversificada, por concentrar comércio, grande movimentação de pessoas e veículos. Mesmo assim, o limite da produção sonora que não deve superar no período diurno o valor de 65 decibéis (dB), valor que mede a intensidade do mesmo, chegou no Terminal Integrado a uma média de 75 dB, e um pico de 89 dB. Já na Rodoviária Velha a média foi de 71dB, e um pico de 95 dB. Esses valores foram medidos entre as 11h e as 13h entre os meses de dezembro de 2013 e janeiro de 2014.
 
A professora Nayliane Costa apontou que os fatores que contribuem para que esses índices atinjam valores altos são principalmente os motores dos veículos e os ruídos provocados pela frenagem dos ônibus. Ela ainda apontou que o comércio informal que existe nos arredores dos locais tem sua parcela de contribuição para a poluição sonora, mas que o que incomoda o sistema auditivo dos usuários e que pode levar a dano na saúde é principalmente o ruído causado pelos veículos.
 
“Os níveis encontrados estão acima do recomendado pela NBR 10151, além do decreto estadual e da lei complementar municipal. Esses ambientes são desconfortáveis quanto ao ruído e também insalubres. A proximidade das plataformas de embarques, o barulho das frenagens dos veículos e a concentração de veículos nos horários de pico possibilita um risco à saúde dos usuários, como também dos profissionais que trabalham no local. A exposição prolongada nesses locais pode causar perda da audição e outros distúrbios de saúde”, explicou a professora Nayliane Costa.

Além de catalogar os dados obtidos através do aparelho decibelímetro, o estudo também realizou uma pequisa com os usuários do sistema de transportes para que o consumidor avaliasse o nível de poluição produzida nos dois locais. De acordo com os números, 60% das pessoas ouvidas apontaram a poluição sonora como maior desconforto nos dois espaços. “A população se sente incomodada, uma vez que a maioria apontou que passa entre 20 e 60 minutos dentro de um terminal. Por isso que essa superexposição pode ser tão prejudicial à saúde”, acrescentou Nayliane.

Apesar dos dois terminais de passageiros estarem localizados no Centro da cidade, onde existe a lei municipal do silêncio que determina a produção sonora de no máximo 55 dB, as pessoas que denunciam o descumprimento dessa norma ainda não apresentaram queixa ao município. Pelo menos foi o que afirmou Denise de Sena, coordenadora de Meio Ambiente de Campina Grande, que apontou que apesar da maioria das denúncias de poluição no município serem a sonora, esses locais praticamente não são citados.

“Por mês nós recebemos cerca de 90 denúncias. Dessas, 30% são de poluição sonora, mas aqui nunca chegou nenhuma vinda do Terminal Integrado, e em poucas vezes a Rodoviária Velha é citada. Nós ainda não tomamos conhecimento dessa pesquisa, vamos averiguar nos locais para ver se os números apresentados existem, e, se comprovado, vamos tomar alguma medida. A maioria das reclamações são de som alto em bares, residências ou em locais próximos de escolas, que mesmo não estando no Centro, todas já compreendem zonas de silêncio”, explicou Denise de Sena.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Promotorias do Meio Ambiente recomendam que partidos políticos cumpram legislação ambiental

15/07/2014 - 19:03
 
MP espera que partidos observem a legislação quanto aos limites da emissão de sons e ruídos e o licenciamento ambiental de equipamentos de som.
 
As 1ª e 2ª Promotorias do Meio Ambiente e Patrimônio Social de João Pessoa expediram recomendação aos representantes legais de partidos e coligações e aos candidatos aos cargos eletivos das Eleições 2014 que observem a legislação quanto aos limites da emissão de sons e ruídos e ao licenciamento ambiental de equipamentos de som para a veiculação de propaganda eleitoral.
 
As Promotorias recomendaram ainda que a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) que elaborem um plano de trabalho para priorizar e agilizar a tramitação de processos de licenciamento ambiental dos equipamentos sonoros de propaganda eleitoral bem como fiscalizem de forma adequada esses equipamentos, em todo o território estadual, no caso da Sudema, e em João Pessoa, no caso da Semam. Todas as licenças concedidas deverão ser encaminhadas à Promotoria do Meio Ambiente da Capital.
 
Foi recomendado também à Secretaria de Segurança e Defesa Social e às Policias Civil e Militar que, ao constatarem prática de poluição sonora, estética ou visual e ausência de licença ambiental, requisitem uma equipe de fiscalização ambiental da Sudema ou da Semam para verificação da licença, aferição da potência e frequência do equipamento sonoro e autuação administrativa do infrator. Nestes casos, o veículo deve ser retido e o condutor levado à delegacia para as providências policiais.
 
A Polícia Civil deverá apreender o equipamento sonoro utilizado para a prática de crime ambiental e realizar uma perícia nele. Já os veículos devem ser encaminhados ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) para a lavratura do auto de infração, conforme o artigo 228 do Código de Trânsito Brasileiro.
 
As Promotorias recomendaram ainda à Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) que discipline a circulação de veículos de propaganda nos principais corredores de tráfego de João Pessoa a fim de evitar impactos ao meio ambiente e ao bem-estar provocados pelos grandes congestionamentos.

Legislação
A recomendação destaca que os veículos que realizam serviços de publicidade, divulgação, entretenimento e comunicação só podem circular com autorização emitida por órgão do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). A Resolução nº 204/2006, do Conselho Nacional de Trânsito, disciplina que os veículos não podem produzir som acima dos 80 decibéis.

A recomendação, os promotores ressaltam que os carros de som, minitrios ou qualquer outra fonte de emissão de som para propaganda eleitoral, mesmo autorizado pela legislação eleitoral, deve respeitar a legislação ambiental. Também é ressaltado que, caso seja comprovada a prática de crime ambiental, a responsabilidade civil, criminal e administrativa recairá também sobre os partidos e candidatos beneficiários da propaganda poluidora.


Da Redação com Assessoria



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Poluição Sonora: Câmara aprova "tolerância zero" contra os paredões em Campina Grande

20/06/2014


A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou, na manhã desta quarta-feira (18), o Projeto de Lei nº 134/2014, que dispõe sobre a aplicação de penalidades mais duras pela emissão abusiva de ruídos sonoros provenientes de aparelhos de som instalados em veículos automotores, estabelecimentos comerciais e de entretenimento, residências e carrinhos de venda de CDS e similares.

Pelo Projeto, o descumprimento lei acarretará na imposição de multa de 05 (cinco) até 100 (cem) Unidades Fiscais de Campina Grande (UFCG), sem prejuízo das demais sanções de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas. Atualmente, a Unidade Fiscal de Campina Grande é fixada no valor de R$ 37.75 (Trinta e sete reais e setenta e cinco centavos). Assim, a multa poderá variar de R$ 188,75 até R$ 3.775,00.

A fiscalização do cumprimento da lei ficará a cargo da Coordenação do Meio Ambiente do município e seus agentes, a qual poderá recorrer à Superintendência de Trânsito e Transportes Público e à Guarda Civil Municipal para a realização de ações conjuntas.

Por outro lado, o projeto inova ao autorizar a Prefeitura Municipal de Campina Grande a firmar Termo de Cooperação Técnica com a Polícia Militar do Estado da Paraíba para a formação de Força Tarefa para fiscalizar o cumprimento da Lei.

Segundo Olimpio, a Poluição Sonora é a causa mais frequente de queixas por parte da população de Campina Grande perante as autoridades responsáveis pelo controle e fiscalização ambiental, especialmente, nos bairros mais populares onde o som alto é uma constante nos pontos de revendas de bebidas alcoólicas e residências. “A população não aquenta mais tanto descaso no trato com a poluição sonora, a qual afeta o meio ambiente, além de prejudicar o descanso e a qualidade de vida das pessoas trazendo danos irreparáveis a saúde física e mental. Precisamos definitivamente enfrentar com maior rigor esse problema”, explicou Olimpio.

O projeto agora segue para a apreciação do prefeito Romero Rodrigues, o qual tem o prazo de 15 dias para sancionar ou vetar a matéria.

Assessoria

sábado, 15 de março de 2014

MP promete força tarefa contra poluição sonora na Paraíba

15/03/2014 06h00 - Atualizado em 15/03/2014 11h46 

Ação é uma parceria entre Sudema e as polícias Civil e Militar.
Intenção é coibir práticas delituosas.
 
Wagner Lima  

Do G1 PB
 
Uma ação intitulada “Som Legal, Cidade Sossegada” está sendo prometida para ter início até o final deste mês pelo Ministério Público da Paraíba em uma parceria com a Superintendência da Administração do Meio Ambiente (Sudema) e as polícias Civil e Militar. A intenção é coibir práticas delituosas, a exemplo de tráfico de drogas, exploração sexual comercial de crianças e adolescentes e homicídios.
 
Os casos de poluição sonora do Litoral ao Sertão da Paraíba serão resolvidos com notificação, apreensão de paredões de som e podem chegar até a prisão de quem cometer crime ambiental a partir da poluição sonora, segundo a coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias do Meio Ambiente (Caop) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Andréa Bezerra Pequeno.
 
A ação deve envolver até 76 promotores do Meio Ambiente existentes na Paraíba, que serão orientados, segundo a coordenadora do Caop Meio Ambiente, a solicitar blitzen, sugerir fiscalizações em determinadas áreas nas cidades em que a poluição sonora é recorrente. Um Boletim de Ocorrência Padrão a ser utilizado pelas polícias Civil e Militar foi gerado e o Caop terá condições de monitorar os casos e dar condições para que o promotor tenha subsídios para oferecer denúncia ou procedimentos administrativos.
Andréa Bezerra reforçou que os casos mais recentes de poluição sonora registrados em todo o estado além de serem expressivos, resultaram em crimes. “Em apenas um feriadão na capital, o registro de três mortes decorrentes de discussão por conta de som alto. Infelizmente, a poluição sonora se tornou um problema generalizado.

De Cajazeiras ao Conde nós identificamos que há um excesso de poluição sonora. Para se ter uma ideia, 90% das ocorrências registradas pelo Centro Integrado de Operações Policiais foram de poluição sonora, o que é preocupante”, afirmou.
 
Penalidades
Nas fiscalizações serão feitas as aferições para identificar o nível de poluição sonora. Ao se constatar o uso de paredões de som, os equipamentos serão apreendidos, segundo a coordenadora Andrea Bezerra, e só retornarão aos proprietários por meio de decisão judicial. “Como os paredões são os mecanismos utilizados por essas pessoas para realizar a poluição sonora e muitas vezes a perturbação da ordem pública, os equipamentos serão apreendidos.
 
Policiais no interior serão capacitados
O Batalhão de Polícia Militar treinou 15 integrantes que estarão aptos para ações itinerantes e, à medida que eles fazem as fiscalizações nas cidades, também treinam outros policiais militares. Andrea Bezerra reforçou que aliado a esse contingente haverá equipes da Sudema e o acompanhamento do Ministério Público nessas ações.

O reforço na capacitação padronizada dos policiais no combate à poluição sonora se deve à precariedade encontrada em várias cidades da Paraíba, segundo a coordenada do Caop do Meio Ambiente. “Não dá para quantificar, mas em todas as reuniões com promotores temos conhecimento de que vários municípios não dispõe de órgãos para fiscalizar e combater esse tipo de crime. Outros tem o serviço, mas não dispõem de infraestrutura ou pessoal para realizar o trabalho. Com esse treinamento os policiais terão como atuar de forma padrão em todo o estado”, disse.

A poluição sonora, apenas no Carnaval de 2014, ocasionou 828 das 950 reclamações feitas ao Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), segundo dados da Polícia Militar. Na capital, a cada final de semana das 22h às 7h, a PM registra até 230 chamados por perturbação da ordem pública ocasionada pelo excesso de som.
 
 
Fonte
 
 

quinta-feira, 13 de março de 2014

Supermercado Manaíra invade passeio público e provoca poluição sonora em bairro nobre da Capital


Publicado em 13/03/2014 09h32

Promotoria realiza audiência para discutir ocupação irregular de passeio público por supermercado, em João Pessoa 

Por Assessoria
 
A 2ª Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Social realiza, na manhã desta quinta-feira (13), uma audiência para discutir denúncia de ocupação irregular de passeio público e dificuldade na mobilidade urbana provocadas pelo Supermercado Manaíra, na Capital, principalmente na esquina das ruas Dr. João Franca e Sapé. Participam representantes dos moradores do local, do supermercado e da Prefeitura de João Pessoa.

De acordo com a denúncia, existe uma área delimitada para cargas e descargas do supermercado, mas os condutores dos caminhões, carretas e outros veículos automotores que abastecem o estabelecimento não obedecem a esses limites, bem como os recuos para estacionamento nas esquinas e as calçadas.

O resultado disso, segundo o requerimento, são calçadas abarrotadas de mercadorias, pessoas atravessando as ruas transportando as mercadorias, esquinas tomadas por caminhões, tornando o tráfego perigoso e às vezes obstruído, sendo comum a ocorrência de atritos dos moradores com os trabalhadores que transportam os produtos.

Poluição sonora
Os moradores também noticiaram a 1ª Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Social da Capital quanto ao problema da poluição sonora causada pelo supermercado Manaíra, já que o estabelecimento colocou câmaras de refrigeração a céu aberto que produzem mais de 60 decibéis de ruídos permanentes, devido à ausência de isolamento acústico.


 

quarta-feira, 12 de março de 2014

João Pessoa tem apenas quatro fiscais para coibir poluição sonora

12/03/2014 06h00 - Atualizado em 12/03/2014 08h25

Grupo é responsável por fiscalizar todos os tipos de agressão ambiental.
PM atende até 230 chamados por poluição sonora nos fins de semana.

Wagner Lima
Do G1 PB

João Pessoa conta com apenas duas equipes, cada uma com dois fiscais, para fiscalizar casos de poluição sonora denunciados pela população. O mesmo grupo é responsável por atender a todas as demais denúncias de agressões ao meio ambiente diariamente nos 64 bairros da capital. A confirmação foi feita pelo chefe da Divisão de Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da Prefeitura de João Pessoa.
 
O problema se acentua a partir das 22h, quando as reclamações de poluição sonora feitas pela população passam a 'disputar' com as ocorrências policiais as atenções da Polícia Militar (PM), acionada pelo Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop). A cada final de semana, das 22h às 7h, a PM recebe entre 220 e 230 chamados desse tipo na capital.

O comandante do policiamento regional metropolitano da Polícia Militar (PM), coronel Jeferson Pereira, ressaltou que a PM só tem agido, das 22h às 7h de domingo a domingo, porque a Semam argumentou não ter pessoal suficiente para realizar as visitas às localidades com uso excessivo de som. “A obrigação inicial e principal é da Semam que argumentou não ter efetivo suficiente e como várias dessas ocorrências se configuram como perturbação da ordem pública a PM tem atuado", explica.

Jeferson também diz que, para a polícia, interessante seria se a cada ida aos locais das ocorrências, a equipe policial fosse acompanhada de um técnico da Prefeitura de João Pessoa para fazer as lavraturas das notificações. "Nós estamos indo a locais com reincidência que não foram notificados porque isso cabe ao órgão técnico”, enfatizou.

Os números, segundo o coronel Jeferson, são expressivos. De sexta a domingo, a Polícia Militar registra de 220 a 230 denúncias na capital por perturbação da ordem pública apenas das 22h às 7h. No carnaval, durante os quatro dias, a PM contabilizou 950 reclamações de perturbação da ordem pública, das quais 828 foram localizadas na Grande João Pessoa.

“Isso é uma demanda gigante para uma cidade que sofre com muitas ausências. O mais importante nisso tudo é reforçarmos que em todo encaminhamento que fizéssemos tivesse o acompanhamento de técnicos de um órgão público”, disse. A Semam não dispõe de dados de denúncias de poluição sonora, especificamente, nos finais de semana das 7h às 22h.

Fiscais com plantões sobrecarregados
A Semam mantém, atualmente, apenas duas equipes que trabalham em dois turnos: uma das 7h às 19h e o outro das 10h às 22h. Durante as doze horas de plantão, os quatro fiscais das duas equipes precisam dar conta não só das denúncias diárias de poluição sonora, mas das reclamações de mais outros três itens: denúncias de águas servidas (esgotos lançados na rua), construções sem licença ambiental e criação de animais em perímetro urbano.
O chefe da Divisão de Fiscalização da Semam, Waldir Farias, ressaltou que, embora as demandas resultem em grande volume de trabalho para as equipes, não há previsão de ampliação da equipe técnica. “A gente tem que trabalhar com o que tem. Não há previsão de ampliarmos as equipes de fiscais, mas o secretário está se mobilizando para aumentar as equipes", garante.
 
Segundo ele, seriam necessárias, no mínimo, nove equipes para garantir três por dia, cada uma com duas pessoas. Além das denúncias cotidianas, os fiscais atendem às solicitações feitas pelo Ministério Público, demandas da Ouvidoria Municipal e revisam os processos de licenciamento ambiental, segundo Waldir.
 
A restrição no número de equipes aliada à violência com que alguns denunciantes recebiam os agentes da Secretaria de Meio Ambiente, principalmente, após as 22h, foi o principal motivo, segundo Waldir Farias, para que o serviço ficasse indisponível entre 22h e 7h, inclusive o Disque Denúncia. “Após as 22h, em várias denúncias de poluição sonora também verificávamos a perturbação da ordem pública e, muitas vezes, com pessoas embriagadas que ameaçavam os agentes da Seman. Por isso, a Polícia Militar deve ser acionada nesse horário”, frisou.


 

Poluição sonora representa mais de 57% das queixas em João Pessoa

12/03/2014 06h00 - Atualizado em 12/03/2014 08h26

Em 2014, Semam registrou 850 reclamações, sendo 490 por barulho.
Zona Sul e Bessa lideram ranking na cidade.

Wagner Lima

Do G1 PB

As reclamações de excesso de som correspondem a 57,64% de todas as demais irregularidades contra o meio ambiente em João Pessoa, segundo dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam). De 1º de janeiro a até esta terça-feira (11), a Semam registrou 850 reclamações das quais 490 são por poluição sonora. No mesmo período de 2013, a Semam recebeu 860 denúncias relacionadas a barulho entre as 1.300 reclamações.
A queda de 370 reclamações no mesmo período, segundo o chefe da Divisão de Fiscalização da Semam, Waldir Farias, se deve provavelmente ao não funcionamento do Disque Denúncia e da atuação dos fiscais do órgão das 22h às 7h. “Como nós da Semam não funcionamos após as 22h, essas reclamações não são contabilizadas e por isso deve ter ocorrido queda nos números”, explicou.
A secretária Maria Albuquerque reclamou do excesso de som alto na noite da segunda-feira de carnaval, dia 4 de março. Por volta das 23h45 ela recorreu ao 190 da PM. Conseguiu ser atendida pelo telefone, mas não havia possibilidade do envio de uma viatura porque todas estavam em outras ocorrências. “Liguei duas vezes e o que me disseram é que tinha pouca gente na ativa naquele dia e todos em outras ocorrências. Irritada, não insisti mais”, disse.

Zona Sul e Bessa lideram denúncias
Uma das áreas que mais têm registrado denúncias de poluição sonora é a zona sul da capital, em especial os bairros de Mangabeira e Bancários, segundo Waldir Farias. “Nessa área tem aumentado muito as reclamações da população por conta de estabelecimentos e de sons automotivos”, afirmou.

O som alto vindo de estabelecimento comercial foi o principal problema vivido nos Bancários pela educadora Amélia Nóbrega durante cinco meses. Ao alugar um apartamento em 2012, os primeiros problemas surgiram com o barulho originário de um bar, de onde o som vazava e incomodava a vizinhança.
Amélia Nóbrega chegou a acionar diversos órgãos de fiscalização, mas sem que o problema fosse resolvido, ela teve que rescindir o contrato de locação porque a saúde já apresentava os primeiros sinais de consequência de noites mal dormidas. “Fiz tratamento de saúde e hoje consigo dormir com um leve despertar. Nos Bancários, infelizmente, a lei do silêncio não é respeitada como em Tambauzinho. Durante os cinco meses deixei de levar trabalhos para casa, dormia mal e até minha taxa de serotonina baixou. A sensação é de abandono”, explicou.
 
Há quem use o bom humor para driblar a irritação. A atendente de telemarketing Ana Figueiredo, moradora dos Funcionários II, vem enfrentando o problema com o som do vizinho há anos. Há dois anos resolveu denunciar e não conseguiu nem a ida dos fiscais ao local.
 
No mês passado, cansada de ouvir todo o repertório do cantor Roberto Carlos por conta do som alto do vizinho, ela tentou mais uma vez, mas nem foi atendida. “Só não ouvi Roberto Carlos quando meu vizinho adoeceu, mas todos os dias ele usa o som alto. Já conheço todo o repertório. Quando a gente vence o medo de arrumar confusão com o vizinho e liga para a Semam, não consegue. Quando tenta recorrer à PM não é atendido porque tem várias prioridades. O jeito é sair de casa e tentar esquecer do vizinho e de Roberto Carlos”, disse.
Os três bairros mais barulhentos
Os bairros mais “barulhentos” de João Pessoa, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, são Mangabeira (59 queixas em 2014), Bessa (32) e Cruz das Armas (13). Sons automotivos, paredões, sons provenientes de igrejas, bares e casas de vizinhos lideram os tipos de infração mais comuns à legislação ambiental municipal. As multas para os que insistem em desrespeitar a legislação vão de R$ 200 a R$ 5 mil reais, com risco de apreensão do equipamento.
Nas operações realizadas pela Semam, estabelecimentos como igrejas e academias de musculação que não têm o licenciamento ambiental são notificadas para providenciarem o documento. Para os que persistem na infração, o órgão aplica a multa. Os autos de infração são baseados na medição por decibéis em taxas diferenciadas por áreas residenciais e comerciais e pelos horários.



quarta-feira, 5 de março de 2014

Paredões de som ainda são problema

Apesar das multas e fiscalizações, 'Paredões de Som' ainda lideram queixas registradas pela Polícia no período carnavalesco.


 

Alberi Pontes
Até a segunda-feira (3) já haviam sido registradas 432 ocorrências relacionadas à perturbação do sossego
Mesmo com a proibição judicial e sob pena de pagamento de multa em desobediência à uma resolução da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), a prática de instalar 'paredões de som' nos veículos automotivos ainda é comum no litoral paraibano, sendo também uma das principais queixas registradas pela polícia durante o período carnavalesco.

Desde a última sexta-feira, 28, até a manhã da última segunda-feira, foram registrados 432 ocorrências relacionadas à pertubação do sossego motivadas por ruídos de aparelhos de som, segundo informações do Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar (BPAmb).

Em Jacumã, bastam alguns minutos de passeio pela orla e parte da cidade para ver condutores de veículos com 'paredões de som' trafegando sem nenhum constrangimento.

Segundo um dos responsáveis pela ronda do BPAmb no Conde, Tiago Lima, o policiamento foi reforçado na cidade, assim como nos outros pontos do litoral paraibano, com duas viaturas exclusivas do Batalhão, além das motocicletas. No entanto, ele conta que a prática irregular é mais intensa no período noturno.

“O nosso policiamento tem atuado de forma estratégica, mas o pessoal continua infringindo a legislação, mesmo com a aplicação de multa, que pode ser de até R$ 5 mil e até mais.

Infelizmente, o pessoal não respeita e nós temos que autuar e apreender o veículo”, disse.

terça-feira, 4 de março de 2014

Perturbações têm 432 chamadas

Número, referente ao período da noite da sexta-feira (28) até as 6h da manhã da segunda-feira (3) já é 1,17% maior em relação a 2013. 

 


Em menos de 66 horas, a Polícia Militar recebeu 432 chamados para atender a ocorrências por perturbação de sossego na Paraíba. O número, referente ao período da noite da sexta-feira até as 6h da manhã de ontem, já é 1,17% maior em relação ao total de 427 registros dessa natureza ocorridos durante todo o período de Carnaval do ano passado.

Os Municípios de João Pessoa (197 casos), Lucena (66), Conde (52) e Santa Rita (26) foram as localidades com o maior número de casos.

Além da perturbação ao sossego, outras ocorrências foram registradas e terminaram em prisões. Da última sexta-feira até as 10h de ontem, 62 pessoas já haviam sido detidas pela Polícia Militar após prática de delitos.

Além disso, 20 armas de fogo foram apreendidas. As duas quantidades superaram os números do Carnaval de 2013, quando ocorreram 53 prisões e 15 apreensões de armamentos.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Casos de perturbação do sossego no carnaval da PB ultrapassam de 2013


03/03/2014 10h29 - Atualizado em 03/03/2014 10h29 

São 432 ocorrências, superando as 427 do ano passado, segundo a PM.
Número de pessoas detidas passou para 61 e foram 20 armas apreendidas.
 
Do G1 PB
 
Os chamados para ocorrências de perturbação do sossego no carnaval de 2014 na Paraíba já ultrapassaram os do ano passado, de acordo com novo levantamento da Polícia Militar divulgado nesta segunda-feira (3). Foram registradas 432 ocorrências deste tipo, superando as de 2013, que somaram 427 casos.
As ocorrências de perturbação de sossego geralmente ocorrem quando as pessoas incomodadas com o barulho de som e música alta acionam a PM. As cidades com maior número de casos foram João Pessoa, com 197 casos, Lucena com 66, Jacumã com 52 e Santa Rita com 26 chamados.

O número de pessoas detidas subiu para 63 e, o de armas de fogo apreendidas, para 22. No último balanço, divulgado na manhã do domingo (2), eram 53 suspeitos detidos e 15 armas apreendidas. As últimas cinco armas retiradas de circulação foram encontradas em quatro cidades. Duas em Campina Grande, e uma em Bananeiras, Cuité e Santa Rita, respectivamente.
 
 
Fonte
 
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Homem incomodado com barulho mata vizinho a facadas na Paraíba

02/12/2013 12h27 - Atualizado em 02/12/2013 12h27 

Segundo a polícia, vítima foi morta enquanto dormia.
PM prendeu o suspeito horas depois.
 
Do G1 PB
 
Um homem foi assassinado na noite deste domingo (1) no Município de Alagoa Grande, no Agreste paraibano. De acordo com as informações da Polícia Militar, o suspeito do crime seria o vizinho do homem, que teria esfaqueado a vítima por conta de um som alto dentro da residência.

Segundo a PM, o crime aconteceu por volta das 22h30 (horário local). A vítima estava dormindo em casa quando o suspeito, de 36 anos, arrombou a porta da residência e esfaqueou o homem pelo menos nove vezes. A vítima morreu no local e o agressor fugiu com destino desconhecido, deixando a arma utilizada no crime em cima da cama do homem.

A Polícia Militar explica que realizou várias rondas pelo município e que por volta de 1h desta segunda-feira (2), o suspeito foi preso em flagrante ao voltar pra casa, que fica em frente à residência da vítima. O homem teria confessado o crime e explicado que estava incomodado com o barulho feito pela vítima dentro de casa. Ele foi encaminhado para a cadeia pública de Ingá.
 
Caso parecido
Na última quarta-feira (27), em João Pessoa, a Polícia Militar registrou um caso parecido de homicídio envolvendo vizinhos. Um taxista de 45 anos foi morto a tiros pelo vizinho, de 71 anos, após uma discussão sobre uma reforma em um muro conjugado entre as duas casas, no bairro Valentina Figueiredo.
 
 
Fonte
 
 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sudema apreende 100 equipamentos de som

Percentual de apreensões de equipamentos de som este ano, já supera em 51,52% os 12 meses de 2012; os dados são da Sudema.
 




O número de apreensões de equipamentos de som utilizados em carros para a realização de propagandas ou eventos aumentou este ano na Paraíba. Segundo o chefe de Fiscalização da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), major Luiz Tibério, de janeiro até ontem pela manhã foram aprendidos 100 equipamentos, enquanto que durante todo o ano passado foram 66 em todo o Estado.
 
Este ano já supera em 51,52% os 12 meses de 2012. Os proprietários têm agora 20 dias para sua defesa ou o material será doado a órgãos e entidades públicas.
 
A maioria do material foi apreendida na capital paraibana e segundo o major Luiz Tibério as fiscalizações estão se tornando cada vez mais intensas, já que encontram respaldo em leis federal e estadual.
 
Com esse respaldo a Secretaria de Estado dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia deliberou a proibição da circulação com os equipamentos sonoros de paredões ligados, em reboques ou similares e em compartimentos de veículos utilitários com capacidades de carga acima de quatro toneladas, nos centros urbanos dos município do estado da Paraíba.
 
“Inicialmente os trios elétricos não podiam circular nas cidades realizando propagandas com um barulho acima do permitido, agora também os paredões estão proibidos de fazer isso.
 
A Sudema está fiscalizando e existe punição para o infrator, com a apreensão dos equipamentos. Se houver a liberação da utilização do som acima do permitido, pela justiça por exemplo, fica sob responsabilidade do juiz que liberou, as consequências da poluição sonora”, disse. De acordo com o chefe da fiscalização, uma deliberação publicada no Diário Oficial da Paraíba, ontem, modificou o período de defesa do proprietário do equipamento apreendido passando de 60 para 20 dias.
 
Conforme a deliberação, os veículos que possuírem gerador devem adotar o isolamento ou atenuação sonora de forma que ao entrar em operação o ruído emitido pelo gerador não ultrapasse 55 dB(A) medido a uma distância de seis metros.
 
Os equipamentos sonoros apreendidos, cujos proprietários não apresentarem defesa administrativa no prazo de 20 dias, à partir da data da autuação, serão doados para órgãos e entidades públicas de caráter científico, cultural, educacional, hospitalar, penal, militar e social, bem como para outras entidades sem fins lucrativos de caráter beneficente.