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Indústria de
cimentos Lafarge, instalada em Caaporã, pretende expandir em 13% a
produção do principal insumo da indústria de construção.
Alexsandra Tavares DivulgaçãoGrupo Lafarge Brasil possui nove fábricas e estações de moagem no país, disse o diretor de comércio do grupo
Com a demanda de cimento das obras de transposição do São Francisco e de
prospecção com a chegada da montadora da Fiat, em Goiana, a indústria
de cimentos Lafarge, instalada em Caaporã, pretende expandir em 13% a
produção do principal insumo da indústria de construção: o cimento. A
Lafarge pretende subir de 1,5 milhão de toneladas do insumo, em 2012,
para 1,7 milhão este ano.
No ano passado, a Lafarge produziu 65% do cimento do Estado (2,3 milhões
de toneladas), que atualmente tem duas indústria, segundo dados do
Sindicato Nacional da Indústria Cimenteira (Snic).
Com atuação nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, a indústria
Lafarge fornece material para as obras como a transposição do Rio São
Francisco (entre as cidades de Piranhas e Cajazeiras), e em Pernambuco,
para as obras das barragens de Palmares e São João Benedito.
Segundo o diretor de comércio de cimento da Lafarge Brasil, Rogério
Silva, o grupo possui nove fábricas no país e estações de moagem. “Em
2012, Caaporã representou cerca de 24% da nossa produção no país”,
afirmou o diretor.
EM EXPANSÃO
Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba
(Fiep), Francisco Buega Gadelha, a Cimpor e a Lafarge são as duas
indústrias em atuação na Paraíba, mas o mercado está expandindo. Estão
chegando à Paraíba mais quatro empresas: Cimpor 2 (Intercement),
Votorantim, Elizabeth e a Brennand.
A Paraíba atualmente é o segundo maior produtor de cimento do
Nordeste e deve liderar o mercado na Região nos próximos anos com a
instalação das novas indústrias.
“O Brasil como um todo está consumindo muito cimento porque há
mercado com obras como a da Hemobrás, Fiat e Transnordestina”, afirmou
Buega Gadelha.
Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João
Pessoa (Sinduscon-JP), Fábio Sinval, a entrada de mais indústrias
amplia o mercado, aumenta a concorrência e pode provocar queda de preços
para a indústria da construção.
“Para o setor da construção é bom porque existe a concorrência e isso
pode resultar em preços mais baixos. Mas acredito que o que é produzido
na Paraíba não vai ficar restrito somente ao consumo interno, será
exportado”, frisou.
Já o presidente do Sinduscon-PB, Lamir Motta, não acredita na queda
de preços do cimento. “Existe um preço médio do produto e isso não tende
a sofrer alteração. Mas a chegada de indústrias no Estado beneficia
todos porque o maior consumidor do produto é o povo e não as
construtoras. A Paraíba tem uma posição logística interessante, além de
ser rica em calcário. Isso atrai os empresários”, frisou.
EMPREGOS
O diretor de comércio de cimento da Lafarge Brasil, Rogério Silva,
afirmou que a indústria possui um recrutamento de pessoal permanente.
Nas fábricas, a demanda maior é por profissionais qualificados,
especialmente nas áreas técnicas, como manutenção (inspetores,
programadores e planejadores). Há também vagas associadas a setores
como Saúde e Segurança.
Segundo ele, os interessados em ingressar na empresa devem cadastrar
seu currículo no vagas.com. De acordo com Rogério Silva, a localização
geográfica da Paraíba é estratégica e facilita a distribuição do cimento
para o Nordeste e outros pontos do país.
“A localização geográfica do Estado, no centro do Nordeste, e a
proximidade com grandes centros consumidores, favorece a distribuição e
venda não apenas de nosso cimento, mas também dos concretos Lafarge em
toda a região. Diretamente a partir de Caaporã, abastecemos todo o
Estado da Paraíba e também os estados de Pernambuco, Alagoas e Rio
Grande do Norte. Pequenos volumes são direcionados ao Ceará”, frisou.
Sustentabilidade na
construção civil - aspectos de prevenção de acidentes e boas práticas
ambientais nas obras, será tema o da palestra da última reunião
ordinária do Comitê Permanente Regional da Paraíba (CPR-PB).
O encontro será no auditório do
Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa
(SINDUSCON-JP), na próxima quinta-feira (7), às 14h. A palestra será
proferida pelo engenheiro de segurança, José Edmilson de Souza Filho,
diretor da Ambientec.
Durante a reunião haverá informes sobre
as Normas da Energisa (NDU-001/NDU-002) e a prevenção de acidentes por
choque elétrico. Além de uma avaliação das ações do Comitê em 2012 e
planejamento para o ano de 2013. Na ocasião, serão escolhidos ainda, os
novos membros para ocupar a coordenação do CPR em 2013.
O CPR tem o objetivo de melhorar os
ambientes de trabalho na indústria da construção, tornando-os mais
saudáveis e com maior qualidade de vida. Instituído em abril de 1996, o
Comitê é uma instância de controle social, que tem multiplicado recursos
e potencializado resultados, através de ações solidárias empreendidas
por representantes do governo, trabalhadores, empresários e organismos
técnico-científicos.
Resíduos Sólidos da Construção Civil são processados e reutilizados pela prefeitura da capital em obras de pavimentação.
No primeiro semestre
deste ano, a Usina de Beneficiamento de Resíduos Sólidos da Construção
Civil (Usiben) entregou 18.178 metros cúbicos (m³) de material
resultante de demolição ou construção, sendo que beneficiado.
Conforme a assessoria de imprensa da Emlur, mais de 95% deste
material foi reutilizado pela Secretaria de Infraestrutura em obras da
prefeitura, a exemplo de pavimentação de ruas e avenidas. A Emlur
informou, ainda, que desde o último dia 1º de agosto já exige das
construtoras o Certificado de Transporte de Resíduos (CTR), documento
preenchido em três vias e que comprova a destinação adequada dos
entulhos.
As informações sobre a nova determinação já foram repassadas para o
setor da construção civil, no último dia 12, no I Encontro para Soluções
dos Resíduos da Construção e Demolição – realizado na sede do Sindicato
da Indústria da Construção Civil (Sinduscon).
Semam-JP fiscaliza descarte irregular de resíduos da construção civil em áreas de preservação ambiental.
Em João Pessoa, os
entulhos encontrados nas áreas de preservação ambiental e nas regiões
próximas a rios é motivo de preocupação para a Secretaria de Meio
Ambiente de João Pessoa (Semam/JP). Para a diretora de Controle
Ambiental do órgão, Aparecida de Assis, o descarte correto é um
procedimento simples de ser feito. “A presença dos resíduos compromete o
meio ambiente e não há justificativa para a prática já que existem
empresas especializadas em transportar os resíduos”, declarou, ao
informar que as fiscalizações da Semam também são periódicas e as multas
podem chegar a valores altos.
Para evitar a prática ilegal, é exigido do construtor a elaboração de
um Plano de Gerenciamento de Resíduos. O documento aponta a quantidade
de entulho a ser produzida, quem vai recolhê-la e onde será destinada.
Ele é requisito, inclusive, para que sejam concedidas as licenças
ambientais necessárias para início e término de construções.
“Temos um modelo do plano disponível na Semam, até para facilitar o
processo”, acrescentou. No entanto, para o presidente do Sindicato da
Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), Irenaldo
Quintans, os construtores têm cumprido rigorosamente o Plano de
Gerenciamento de Resíduos.
“As construtoras são fiscalizadas em relação a isso e têm que ficar
com o documento dentro das obras, à disposição dos fiscais”, comentou,
ao opinar que “os construtores legalistas cumprem a determinação”.
João Pessoa vive auge da expansão imobiliária, mas sofre com violência e déficit na saúde.
Valéria Sinésio
Se
alguém tiver a oportunidade de comparar fotos antigas de João Pessoa
das décadas de 70 ou 80 com as de hoje, vai se impressionar. O cenário
mudou totalmente. A cidade vive o auge da expansão imobiliária e do
crescimento vertical. De acordo com o presidente do Sindicato da
Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), Irenaldo Quintans, o
mercado imobiliário praticamente dobrou seu crescimento nos últimos
anos.
Atualmente são seis mil imóveis
verticais novos ou em construção. Cerca de R$ 2 bilhões são injetados no
município através do investimento privado. Quintans disse também que a
maior demanda da construção civil está nos bairros do Bessa e Bancários.
“Isso se deve à estabilidade econômica e o fácil acesso ao crédito
bancário, além dos programas de habitação, como o 'Minha Casa, Minha
Vida', do governo federal”, afirma o presidente.
A capital também enfrenta outros
problemas além da moradia e transporte. A insegurança atormenta a vida
dos moradores da cidade. Segundo o Mapa da Violência 2012 Jovens do
Brasil, elaborado pelo Instituto Sangari, a taxa de homicídios tem
aumentado na maioria das capitais. De acordo com o Mapa, a cidade de
João Pessoa subiu da 13ª posição (com 37,8%) para a 2ª posição (com
80,3% homicídios) a cada 100 mil habitantes.
O bairro de Mandacaru é considerado um
dos mais violentos da cidade. A secretária do lar Maria do Socorro
Araújo Gomes, 45, que mora no local, disse que vive assustada. “Em um
dia mataram cinco pessoas, as crianças não podem brincar fora de casa,
pois há risco de bala perdida”, afirmou.
A saúde do município também passa por
dificuldades, apesar de números positivos de atendimento e unidades
hospitalares. Segundo o IBGE (2009) a cidade disponibiliza 152
estabelecimentos, sendo duas unidades federais, 15 estaduais e 135
municipais. A prefeitura disponibiliza 180 equipes de saúde da família
que atuam no município em uma abrangência de atendimento de 89,73%
segundo dados do site da instituição. Um dos hospitais municipais é o
Complexo Hospitalar de Mangabeira (Trauminha), que por mês realiza em
média 270 cirurgias de ortopedia e trauma.
Mesmo com esses números, alguns dos 125
PFSs da cidade muitas vezes deixam de atender a população, como relata
Maria do Socorro Araújo, que faz apelo para melhoria da saúde no PSF de
Mandacaru. Segundo ela, a falta de médico, dentistas ou de materiais
para procedimentos cirúrgicos dentários são constantes.
“Quando não faltam dentistas, falta o
material para fazer procedimentos cirúrgicos e temos que vir três vezes
no PSF para pegar uma ficha”, afirmou. (Com colaboração de Juliana
Santos)