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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Faixa exclusiva de ônibus na Dom Pedro II começa a ser fiscalizada na segunda-feira, diz Semob

Transitar na faixa passa a ser considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na habilitação.
Por G1 Paraíba

Via exclusiva está em funcionamento desde o dia 14 de agosto (Foto: André Resende/G1)
Via exclusiva está em funcionamento desde o dia 14 de agosto
(Foto: André Resende/G1)
 
Começa na segunda-feira (2) a fiscalização das faixas exclusivas para ônibus nas avenidas Dom Pedro II e Nossa Senhora de Fátima, em João Pessoa, divulgou nesta quinta-feira (28) a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP).

A partir desta data, transitar na faixa passa a ser considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e registro de sete pontos negativos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A faixa começou a funcionar em caráter educativo no dia 14 de agosto e funciona nos dois sentidos do binário. No sentido Centro-bairro, começa do cruzamento com a avenida dos Tabajaras, se estendendo até as imediações do Jardim Botânico Benjamin Maranhão.

No sentido oposto, segue das imediações do Jardim Botânico até a Praça Pedro Gondim, na avenida Nossa Senhora de Fátima. O corredor segue pela faixa da direita, onde o estacionamento se tornou proibido.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Lei busca incentivar uso de bicicleta na cidade de João Pessoa

 
 
A proposta estabelece que o Poder Executivo pode firmar convênio com empresas, organizações não governamentais e financeiras, a fim de instituir campanha publicitária de educação para implementação da política cicloviária
 
Créditos: Reprodução / WEB
Ciclistas da cidade de João Pessoa poderão contar com a nova Lei Municipal 13.246, cuja política é o incentivo ao uso da bicicleta para promover sua utilização como meio de transporte. A norma visa proporcionar acesso democrático às vias e espaços públicos, ampliando a mobilidade urbana.

Segundo o documento, a implementação desta política garantirá: o desenvolvimento de atividades relacionadas com o sistema de mobilidade cicloviária e de pedestres; a promoção de ações e projetos em favor de ciclistas, pedestres e cadeirantes, a fim de melhorar as condições para o deslocamento; a melhoria da qualidade de vida na cidade, por intermédio de ações que favoreçam o caminhar e o pedalar; a eliminação de barreiras urbanísticas aos ciclistas e cadeirantes; a implementação de infraestrutura cicloviária urbana, como ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, bicicletários e sinalização específica; a integração da bicicleta ao sistema de transporte público existente; a promoção de campanhas educativas voltadas para o uso da bicicleta.

“O uso eficiente da bicicleta como modalidade de transporte urbano é bastante viável no município de João Pessoa, pois é um equipamento acessível a quase toda a população, devido ao preço e ao baixo custo de manutenção. Logo, as ações de incentivo ao uso da bicicleta como modalidade de transporte atendem a uma parcela considerável da população, que precisa se deslocar diariamente para o trabalho, estudo ou mesmo lazer. Trata-se de uma alternativa importante e sustentável”, avaliou o vereador Marmuthe Cavalcanti (PSD), autor da lei.

A proposta estabelece que o Poder Executivo pode firmar convênio com empresas, organizações não governamentais e financeiras, a fim de instituir campanha publicitária de educação para implementação da política cicloviária, especialmente no que concerne à aplicação de normas de uso da bicicleta. Nesse contexto, o Executivo Municipal também poderá regulamentar a Lei, no que couber.

“Além de ambientalmente eficiente e saudável para o usuário, o uso da bicicleta como meio de transporte pode representar uma economia considerável para milhares de pessoas. O desafio principal da nova Lei é garantir mais oportunidades para utilização da bicicleta no espaço urbano, proporcionando segurança aos ciclistas, eliminando barreiras urbanísticas e implantando a infraestrutura cicloviária adequada e necessária para a popularização da bicicleta”, disse Marmuthe.



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Prefeitura de João Pessoa interdita trânsito na ladeira do Cabo Branco

05/11/2014 13h34 - Atualizado em 06/11/2014 09h01 

Interdição se deve ao avanço da erosão na barreira do Cabo Branco.
Anúncio da medida foi feito nesta quarta-feira (5).
 
Wagner Lima Do G1 PB
 
O trânsito de veículos na ladeira do Cabo Branco, em João Pessoa, foi parcialmente interditado na terça-feira (4). A medida emergencial, divulgada durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (5), foi tomada por causa do avanço da erosão na barreira do Cabo Branco, um dos principais pontos turísticos da Paraíba. O valor total do investimento para conter a erosão e o prazo de início e conclusão das obras não foram divulgados.
 
Nos próximos dias, segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob), o acesso de veículos à área deverá ser totalmente proibido. O superintendente do órgão, Roberto Pinto, disse não saber a quantidade de veículos atingidos com a mudança no trânsito porque o órgão não dispõe de contagem na área.
 
Secretários municipais e o representante da Acquatool LPP Ltda, responsável pelos projetos de contenção na área, concederam a entrevista coletiva no auditório da Receita Municipal, no Centro Administrativo Municipal, no bairro de Água Fria, na capital.

 
A destruição da barreira tem  chamado a atenção de turistas, comerciantes e defensores do meio ambiente. O problema foi mostrado em reportagem do Jornal Nacional no último sábado (1º).

Com a interdição, os motoristas que seguem do Cabo Branco em direção à Estação Cabo Branco vão poder seguir pela ladeira nas imediações da Praça de Iemanjá, possivelmente até este final de semana, segundo o titular da Semob, Roberto Pinto. Para quem vem da PB-008 e pretende ir até a orla o fluxo de veículos em direção à Estação Cabo Branco e a ladeira estão proibidos.

A alternativa é pegar a rotatória em frente à Estação das Artes (anexo da Estação Cabo Branco) seguir em frente pela Rua Luzinete Formiga Lucena, pegar a segunda via à direita, a Rua Zita Maria Carneiro da Cabral até a Avenida Panorâmica do Cabo Branco até o acesso às ladeiras que levam ao Cabo Branco.

Sem infraestrutura
O representante da Acquatool Consultoria, Pedro Antônio Molinas, responsável pelos estudos e projetos para conter a erosão, reconheceu que os motoristas devem enfrentar dificuldades porque essas ladeiras são de paralelepípedos e com iluminação precária. A Secretaria de Planejamento reforçou que os projetos estão em curso para dotar os acessos de condições de tráfego.
 
Durante a coletiva, o secretário do Planejamento do município, Rômulo Polari, não citou prazos para as obras e ao ser indagado sobre o volume de recursos para a obra disse que não teria como adiantar. “A gente não sabe a quandidade de recursos porque os projetos estão em elaboração”, frisou.

Quebramares serão colocados a 300 metros da beira-mar 
A praia do Cabo Branco, conhecida pelas piscinas naturais e reproduções de várias espécies, contará nesse trecho onde se registra a erosão da barreira, a instalação de quebramares distantes 300 metros da beira-mar. A ideia é a de que eles fiquem submersos para conter a intensidade das ondas que quebram na base da barreira.

A estimativa, segundo Pedro Molinas da Acquatool Consultoria, é a de que a cada ano a barreira tem perdido em torno de até 50 metros devido às ações de intensidade das marés na base da barreira e as intervenções urbanas no alto da barreira.

O técnico Pedro Antônio Molinas, da  Acquatool Consultoria, explicou que a distância é maior do que a prevista no projeto inicial que era de apenas 50 metros. Ele garantiu que o impacto no paisagem natural será o mínimo possível. “Intervenções deixam as praias alijadas, artificiais, mas nós vamos fazer com que os quebramares fiquem submersos e o máximo que se possa ver é um 'colchão de espumas brancas' e só os visualize em maré baixa”, frisou.

Na base da barreira serão feitos reparos com o mesmo tipo de material dos quebramares, além de outras medidas no alto da barreira: implantação de projetos de drenagem, reflorestamento e a interdição total de veículos na área mais atingida com a proibição da pista de subida.

O titular do Planejamento, Rômulo Polari, explicou que os dois projetos para a construção da Praça do Sol Nascente, na Praia do Sexias e o de revitalização da Praça de Iemanjá já estão prontos e com recursos alocados para iniciar as obras, mas as ações foram suspensas devido ao aumento da erosão no local.

Impacto do fluxo de veículos contribuiu para erosão da barreira, diz estudo 
Pedro Antônio Molinas, da  Acquatool Consultoria, mostra impacto dos veículos sobre a barreira do Cabo Branco (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Pedro Antônio Molinas, da Acquatool
Consultoria, mostra impacto dos veículos sobre
a Barreira do Cabo Branco (Foto: Wagner Lima/G1 PB)
Tremores ocasionados por veículos de pequeno porte ao frear ou mudar de direção acarretam peso sob o solo maior que o do próprio automóvel. Essa foi uma das constatações iniciais obtidas pelo estudo de impacto realizado pela Acquatool Consultoria.
 
Pedro Antônio Molinas explicou que a interdição do tráfego na área é definitiva. “O impacto da erosão não foi apenas natural, mas também por conta da intervenção humana. O retorno do tráfego na área não tem volta nunca mais. Não obstante, o desafio de proteger a barreira é maior”, disse.

Por conta dos resultados iniciais do estudo, a ladeira do Cabo Branco e adjacência serão destinadas apenas para a circulação de pedestres, ciclistas e praticantes de outros esportes. Na frente da Estação Cabo Branco será permitida apenas a passagem de ônibus de turismo para o desembarque de turistas. Mais adiante, os motoristas deste tipo de transporte terão um novo contorno em frente à estação para retornar a uma área destinada ao estacionamento.
 
Erosão preocupa visitantes e comerciantes 
Para os visitantes e comerciantes da área o impacto na erosão tira um pouco do encanto do lugar. A turista Elaine Lousado disse por conta da erosão deixou de ver mais perto da Ponta do Seixas por conta da interdição do mirante. “Daqui nós tempos uma visão não totalmente boa como se estivesse com a estrutura adequada”, frisou.

O comerciante Aluísio César, que tem uma barraca na Praia do Seixas, disse teme perder o ponto por conta do avanço do mar. “A cada dia que passa o mar tá vindo mais e mais e a barreira está caindo”, frisou.
 
O  geógrafo Williams Guimarães reforçou que uma série de fatores têm contruído para o desgaste da falésia do Cabo Branco, entre eles o tráfego de veículos, a falta de vegetação no topo da falésia, que também sofre o impacto de construções na área. “As construções no topo da falésia também potencializaram a erosão na barreira”, afirmou.
 
Um projeto para contenção da erosão da barreira do Cabo Branco deve ser iniciado ainda este ano, segundo o secretário do Planejamento de João Pessoa, Rômulo Polari. “A solução é fazer quebra mares ao longo das imediações dessa fenda dos corais de forma artificial. Vamos corrigir essa ruptura da barreira dos corais”, disse.


 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Promotorias do Meio Ambiente recomendam que partidos políticos cumpram legislação ambiental

15/07/2014 - 19:03
 
MP espera que partidos observem a legislação quanto aos limites da emissão de sons e ruídos e o licenciamento ambiental de equipamentos de som.
 
As 1ª e 2ª Promotorias do Meio Ambiente e Patrimônio Social de João Pessoa expediram recomendação aos representantes legais de partidos e coligações e aos candidatos aos cargos eletivos das Eleições 2014 que observem a legislação quanto aos limites da emissão de sons e ruídos e ao licenciamento ambiental de equipamentos de som para a veiculação de propaganda eleitoral.
 
As Promotorias recomendaram ainda que a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) que elaborem um plano de trabalho para priorizar e agilizar a tramitação de processos de licenciamento ambiental dos equipamentos sonoros de propaganda eleitoral bem como fiscalizem de forma adequada esses equipamentos, em todo o território estadual, no caso da Sudema, e em João Pessoa, no caso da Semam. Todas as licenças concedidas deverão ser encaminhadas à Promotoria do Meio Ambiente da Capital.
 
Foi recomendado também à Secretaria de Segurança e Defesa Social e às Policias Civil e Militar que, ao constatarem prática de poluição sonora, estética ou visual e ausência de licença ambiental, requisitem uma equipe de fiscalização ambiental da Sudema ou da Semam para verificação da licença, aferição da potência e frequência do equipamento sonoro e autuação administrativa do infrator. Nestes casos, o veículo deve ser retido e o condutor levado à delegacia para as providências policiais.
 
A Polícia Civil deverá apreender o equipamento sonoro utilizado para a prática de crime ambiental e realizar uma perícia nele. Já os veículos devem ser encaminhados ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) para a lavratura do auto de infração, conforme o artigo 228 do Código de Trânsito Brasileiro.
 
As Promotorias recomendaram ainda à Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) que discipline a circulação de veículos de propaganda nos principais corredores de tráfego de João Pessoa a fim de evitar impactos ao meio ambiente e ao bem-estar provocados pelos grandes congestionamentos.

Legislação
A recomendação destaca que os veículos que realizam serviços de publicidade, divulgação, entretenimento e comunicação só podem circular com autorização emitida por órgão do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). A Resolução nº 204/2006, do Conselho Nacional de Trânsito, disciplina que os veículos não podem produzir som acima dos 80 decibéis.

A recomendação, os promotores ressaltam que os carros de som, minitrios ou qualquer outra fonte de emissão de som para propaganda eleitoral, mesmo autorizado pela legislação eleitoral, deve respeitar a legislação ambiental. Também é ressaltado que, caso seja comprovada a prática de crime ambiental, a responsabilidade civil, criminal e administrativa recairá também sobre os partidos e candidatos beneficiários da propaganda poluidora.


Da Redação com Assessoria



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ciclofaixa de Lazer será suspensa neste domingo devido aos festejos juninos

18/6/2014 - 16:48 - Atualizado em 18/6/2014 - 18:41

Efetivo de agentes da Semob será remanejado para atender aos diversos eventos juninos na cidade. 


A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) de João Pessoa vai suspender a operação da Ciclofaixa de Lazer excepcionalmente no próximo domingo (22) devido às festas juninas e aos jogos da Copa. O efetivo de agentes que estaria disponível na ciclofaixa vai ser remanejado para atender aos diversos eventos juninos que ocorrerão na cidade neste domingo.

Lançada em setembro do ano passado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), a Ciclofaixa de Lazer já é uma opção de esporte e diversão para famílias e amigos que se encontram aos domingos para aproveitar o benefício. O espaço exclusivo para ciclistas funciona todo domingo na avenida Epitácio Pessoa, das 7h às 16h, indo do Busto de Tamandaré até a Lagoa, retornando à orla.

Para garantir tranquilidade e segurança aos ciclistas, a Semob disponibiliza um efetivo de 25 agentes de mobilidade distribuídos em toda a extensão da Ciclofaixa de Lazer. Ainda colaboram com a operação, monitores que ficam nos cruzamentos sinalizando com bandeirolas quando o semáforo está verde para os carros, o que aumenta a segurança na faixa exclusiva.

Com 13 quilômetros de extensão, a faixa exclusiva para os ciclistas dominicais, proporciona aos adeptos das duas rodas uma via segura para a prática dessa salutar modalidade de atividade física e, ecologicamente correta, pois não polui o meio ambiente com a emissão de gases tóxicos.

Benefícios -  Para o professor de educação física e especialista em musculação, Fernando Barros, andar de bicicleta é um excelente exercício para o corpo e para a mente, porque além das melhorias nas condições cardíacas e respiratórias, também proporciona a liberação do estresse do dia a dia, sem falar do relaxamento dos músculos envolvidos logo após as pedaladas.

Depoimento - A estudante de economia Gabriela Barreto, 22 anos, decidiu levar uma vida mais saudável há cinco anos. Ela disse que pelada todos os domingos desde que a ciclofaixa foi implantada.

“Perdi muito peso pedalando e tenho uma vida equilibrada e mais saudável”, disse Gabriela Barreto que considera positiva a medida da Prefeitura em disponibilizar para os ciclistas um espaço seguro e livre para pedalar.

Morando na Torre, pertinho da avenida Epitácio Pessoa, Gabriela disse que costuma pedalar sozinha na ciclofaixa e isso possibilitou a integração com outras ciclistas. “Além de me sentir segura, já fiz amigos que também pedalam na ciclofaixa aos domingos”.
 
Secom JP


 

terça-feira, 11 de março de 2014

Motoristas usam redes sociais para reclamar

População usou redes sociais para publicar fotos, vídeos e demonstrar insatisfação com a mobilidade urbana na capital.

Publicado em 11/03/2014 às 06h00

A demora para solucionar os problemas do trânsito no local do acidente e nas vias adjacentes, gerou transtornos para a população pessoense, que por meio das redes socais, como Facebook e Twitter, demonstraram insatisfação com a mobilidade urbana da cidade e publicaram fotos e mensagens referentes ao caos perdurado durante a manhã.

Além das vias congestionadas informadas pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), outras duas também foram afetadas pelo problema, conforme postagens dos internautas.
Muita gente reclamou de atraso para chegar ao trabalho e à escola, afirmando que trajetos simples que normalmente são feitos em 15 ou 20 minutos, foram percorridos em 40 minutos e até uma hora.
Algumas pessoas publicaram no Facebook que as avenidas Ruy Carneiro e Epitácio Pessoa também ficaram com fluxo intenso, a exemplo da internauta Renata Ferreira que postou “Gente, até a Ruy Carneiro está engarrafada. Hoje é um 'daqueles' dias em João Pessoa”, em referência aos constantes dias de caos no trânsito registrados após a ocorrência de acidentes.
Já o internauta Thadeu Rodrigues ressaltou que optar por vias alternativas não foi uma solução viável. “Eu peguei três atalhos e fiquei preso nos três”, postou.
Esses são apenas alguns exemplos da manifestação dos pessoenses nas redes sociais, que demonstram a revolta da população em relação ao trânsito e aos planos de ação da Semob para situações como a de ontem.
Em resposta às críticas, a assessoria da Semob informou que a prefeitura pessoense investe em sinalização de trânsito para otimizar a fluidez e aumentar a segurança de pedestres e motoristas, mas também tem investido na criação de novos acessos para oferecer à população rotas alternativas, dividindo o tráfego com os corredores principais.
De acordo com a Semob, a otimização das rotas já existentes, como a criação de binários e o alargamento de avenidas, também demonstram a atenção com mobilidade.
Entretanto, o órgão declarou que trabalha para que nos casos de acidentes sem vítimas, os veículos sejam retirados da via e os condutores se dirijam à delegacia para registro da ocorrência. Contudo, ressaltou que acidentes como o ocorrido na manhã de ontem, envolvendo vítimas, ocasionam a obstrução das vias, inclusive para poder realizar o resgate dos envolvidos.


 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Projetos que não saem do papel

População enfrenta trânsito e congestionamento diariamente na capital, enquanto projetos de mobilidade não são executados. 



 



Alberi Pontes
Semob admite que principais projetos de modalidade urbana não saíram do papel

Propostas para melhorar o tráfego em pontos estratégicos de João Pessoa existem, no entanto o responsável pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Nilton Pereira, admite que os principais projetos de modalidade urbana não saíram do papel. Enquanto as soluções não são executadas, pedestres e condutores sofrem para se livrar de congestionamentos em vários pontos da cidade.

Um deles é a avenida Epitácio Pessoa, por onde o motoboy Jaerton de Oliveira trafega diariamente e perde, em média, 20 minutos preso em congestionamentos todos os dias. Para melhorar o fluxo de veículos ao longo da avenida Epitácio Pessoa, existe um projeto para a construção de um viaduto que ligaria um trecho da avenida, nas proximidades do Espaço Cultural, à BR-230. Segundo informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Planejamento do Município (Seplan), a proposta está em análise na Semob.

Outro projeto que desafogaria o trânsito entre os bairros dos Bancários e Castelo Branco é o 'Vias do Atlântico'. Elaborado em 2011, através de um convênio entre a prefeitura da capital e o governo do Estado, o projeto estava orçado em 9,1 milhões e seria executado pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER). Mas, as obras ainda não foram iniciadas por falta de recursos, conforme explicou o superintendente da Semob, Nilton Pereira.

“Há um projeto chamado 'Vias do Atlântico'. Uma via interligando as Três Ruas, nos Bancários, UFPB, próximo ao Hospital Universitário, e Altiplano, servindo de rota alternativa para acesso aos bairros da zona sul. Estava tudo pronto para a licitação do projeto, que seria de grande importância para a população da cidade. Porém, com o rompimento político do governo do Estado com a prefeitura, o projeto está parado desde então”, confirmou.

Nilton Pereira alegou ainda que a prefeitura está buscando recursos para iniciar as obras, mas ainda não há previsão para o trabalho. Já o diretor de Operações da Semob, Cristiano Nóbrega, informou que no trecho que abrange o projeto e também no entorno da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mais de dois mil veículos trafegam pela área todos os dias.

Saindo da zona sul e seguindo em direção à avenida Epitácio Pessoa, um dos principais corredores da cidade, a falta de mobilidade afeta condutores e transeuntes todos os dias. Além dos trechos já conhecidos por quem transita pelo local, outros pontos tidos como “vias alternativas” já registram pequenos transtornos de mobilidade. No entanto, até esses “atalhos” têm concentrado grande quantidade de veículos e deixado o trânsito lento.

Acostumado a transitar pela Epitácio Pessoa para fazer entregas, o motociclista Jaerton aponta trechos da avenida Epitácio Pessoa, dos bairros da Torre e Tambauzinho como os pontos mais críticos nos horários do início e final da tarde.

“Mesmo com a moto, não consigo me livrar do trânsito e fico parado no congestionamento”, lamentou.

A servidora Paloma Oliveira revela que outras ruas no bairro da Torre, principalmente nas proximidades do mercado público, também ficam congestionadas nos horários de maior tráfego, início da manhã, 7h, e da noite, 18h. “Procuro utilizar mais as BRs, mas sempre que passo pela Torre ou Epitácio enfrento congestionamento. A gente perde muito tempo no trânsito”, disse a jovem.

POPULAÇÃO RECLAMA DE 'GARGALOS' NO CENTRO
No Centro de João Pessoa, os condutores já estão acostumados a encontrar congestionamento no entorno do Parque Solon de Lucena (Lagoa), sobretudo nos horários de pico. Contudo, em outros trechos do bairro, como as avenidas Odon Bezerra, Dom Pedro I e Princesa Isabel , próximo ao Mercado Central, são as novas “dores de cabeça” dos condutores.

Jeferson dos Anjos trafega diariamente pelo Centro da capital e aponta a área no entorno do Parque Solon de Lucena (Lagoa) e do viaduto Dorgival Terceiro Neto como os locais de maior movimentação. “Tem dias que naquela área eu passo de 15 a 20 minutos no congestionamento. Todos os dias é a mesma coisa. Tem a faixa exclusiva para os ônibus, mas não adianta muito”, completa.

Para fugir do trânsito, muitos condutores também procuram rotas alternativas, como a avenida Princesa Isabel, Maximiliano de Figueiredo, para seguir no sentido Centro/Praia. O cruzamento entre as avenidas Severina Moura e Júlia Freire, no bairro da Torre, é via de acesso para a Epitácio Pessoa, nos sentidos Centro/Praia e Praia/Centro frequentemente fica congestionada devido ao tráfego de veículos no local. O mesmo acontece no viaduto do Cristo Redentor.

SEM CONTATO
A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA tentou contato por telefone, durante todo o dia, com o superintendente da Semob, Nilton Pereira, para saber mais informações sobre o projeto de mobilidade previsto para a área da avenida Epitácio Pessoa e os demais projetos do PAC Mobilidade. Mas, até o fechamento desta edição, o gestor não foi localizado para comentar o assunto.

sábado, 31 de agosto de 2013

Grupo faz protesto para impedir alargamento de avenida na Paraíba

30/08/2013 20h33 - Atualizado em 30/08/2013 20h33

Manifestantes são contra alargamento da Av. Beira-Rio, em João Pessoa.
Prefeitura pretende destruir parte do canteiro central para abertura da via.
 
Do G1 PB
 
 
Movimento João Pessoa Que Queremos é contra a destruição do canteiro para abertura de mais uma faixa (Foto: André Resende/G1)
Movimento João Pessoa Que Queremos é contra a destruição do canteiro
para abertura de mais uma faixa (Foto: André Resende/G1)

Um grupo de pessoas ligadas ao movimento João Pessoa Que Queremos voltaram a ocupar o canteiro central da Avenida Beira-Rio na tarde desta sexta-feira (30). Um protesto semelhante havia sido feito em julho. Os manifestantes estiraram faixas entre as árvores do canteiro e distribuíram panfletos para informar à população sobre os prejuízos do alargamento da via e retirada de quatro metros do canteiro central.
 
Os protestantes defendem que a manutenção do canteiro é mais importante que o alargamento da avenida. Segundo um dos organizadores da manifestação, Henrique França, o aumento de uma faixa de carro em detrimento da diminuição do espaço verde da cidade foi um medida usada em João Pessoa que não deu certo.

Henrique França explica que solução semelhante foi usada em João Pessoa e não surtiu efeito (Foto: André Resende/G1)
Henrique França explica que solução semelhante
foi usada em João Pessoa e não surtiu efeito
(Foto: André Resende/G1)
“Alargar as vias não é a solução. A avenida Pedro II é a prova de que aumentar uma faixa não resolve o problema da mobilidade na cidade, apenas adia por alguns poucos anos. O que o nosso movimento pede é equilíbrio. Não queremos o fim do nosso patrimônio ambiental”, comentou. O alargamento de vias como medida paliativa é um dos treze pontos contrários ao alargamento presentes no panfleto entregue pelos manifestantes.
 
A moradora do bairro de Tambauzinho, Germana Cavalcanti Chaves, relata que usa o canteiro todos os dias para se deslocar até a casa da mãe. Segundo ela, o canteiro é o único meio de locomoção dos moradores das imediações da avenida. “Em muitas partes da Beira-Rio não tem calçadas, por isso a gente usa o canteiro central para caminhar. Se diminuírem, a gente vai andar aonde? Todo dia criança, idoso, todo tipo de gente é quase atropelada pelos carros, com uma pista a mais, o perigo vai aumentar”, desabafou a moradora.
 
Henrique França explicou que a Prefeitura de João Pessoa realizou uma reunião na quinta-feira (29) para que fossem discutidas as obras na Avenida Beira-Rio com a sociedade. Segundo o jornalista, a prefeitura decidiu compartilhar o projeto das obras, o que não tinha sido feito ainda, mas discordou com relação à abertura de uma nova faixa na avenida. Na reunião, ficaram acordadas a padronização das calçadas e a instalação de uma ciclovia.

 
Manifestantes pedem equilíbrio nas obras de mobilidade da Prefeitura de João Pessoa (Foto: André Resende/G1)
Manifestantes pedem equilíbrio nas obras de mobilidade da Prefeitura
de João Pessoa (Foto: André Resende/G1)

O grupo pede que a população se envolva na discussão sobre a mobilidade da cidade e os projetos pretendidos pela Prefeitura de João Pessoa. Na manhã da próxima terça-feira (3), haverá a segunda audiência entre a Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), Ministério Público e a população para discutir as intervenções nas Avenidas Epitácio Pessoa e Beira-Rio. O movimento pede que a população compareça à audiência.

“A nossa intenção é colocar 200 pessoas no auditório do Ministério Público para debater as futuras obras de mobilidade de João Pessoa. A população precisa fazer parte dessas intervenções, não podemos mais perceber as obras apenas quando elas começarem a ser feitas”, arrematou Henrique França.



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Projeto prevê multa para quem jogar lixo no chão em JP

 

Assessoria
 

Projeto prevê multa para quem jogar lixo no chão em JPImagem (Da internet)


O vereador Felipe Leitão (PP) leu um parecer técnico da Autarquia Municipal Especial de Limpeza Urbana de João Pessoa (Emlur) o qual viabiliza Projeto de Lei de sua autoria que prevê a aplicação de multas para quem descartar lixo em vias públicas da Capital. O documento indica a contratação de novos funcionários para fiscalização, trabalho conjunto com a Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e a Guarda Municipal, além de Curso de Educação em Meio Ambiente para cidadãos multados.
 
"Eu relembro que a efetividade dessa lei não é apenas promover a aplicação de multas, mas, sobretudo, educar. Além disso, não adianta dizer que a falta de lixeiras na cidade é uma desculpa para se jogar lixo nas ruas. Não é desculpa. Na cidade de Tóquio, no Japão, também não há muitas lixeiras nas vias. As crianças aprendem na escola, desde cedo, a preservarem o meio ambiente. É uma questão cultural. Essa lei entrou em vigor no Rio de Janeiro (RJ) na última terça-feira (19), e, em apenas 10 horas, a cidade registrou 110 multas só de pedestres que sujaram as ruas", salientou Felipe Leitão.
 
O parlamentar explicou que havia acabado de receber em seu gabinete o documento da Emlur, com o parecer assinado pelo engenheiro Pedro Rocha, reconhecendo a necessidade de a lei entrar em vigor em João Pessoa. Além disso, o parecer técnico trouxe algumas observações e requisitos tidos como essenciais para que a lei de propositura de Felipe Leitão seja cumprida.
 
O documento lido pelo vereador deixa claro que o Projeto de Lei é relevante devido ao excesso de lixo que a população de João Pessoa descarta em vias públicas da cidade. De acordo com a Emlur, mais de 400 mil toneladas de lixo foram jogadas nas ruas da Capital desta forma em 2012. O ofício ainda indica que apenas a aplicação das multas não resolverá esse problema, mas que inibirá tal prática.
 
A grande dificuldade indicada pela Emlur para efetivar a lei será no que tange ao número de funcionários para realizar a fiscalização. Hoje, a Autarquia possui 130 fiscais, e, por isso, o órgão aponta a necessidade de realizar convênios com outros órgãos ou empresas, além de promover a qualificação e a capacitação do quadro destinado à fiscalização.
 
Para isso, a Emlur aponta, no parecer, que seja realizado também o trabalho conjunto da Semob, da Semam e da Guarda Municipal. Além disso, o documento indica que, após ser multado, o cidadão leve uma advertência e que se matricule no Curso de Educação em Meio Ambiente.
 
Outra exigência é de que, antes de entrar em vigor e aplicar multas em João Pessoa, a lei deve ser amplamente divulgada nos canais e meios de comunicação de que o Poder Público dispõe, como também deve ser realizada campanha educativa veiculada em rádios, TVs, internet e jornais.

Conheça a lei
De acordo com o Projeto de Lei de Felipe Leitão, as pessoas que jogarem lixo nas ruas, avenidas e espaços públicos da Capital deverão pagar multas que variam de R$ 125,00 a R$ 890,00. Assim, a população ficará impedida de jogar latas de bebidas, garrafas de plástico ou vidro, papel, piolas de cigarros, além de outros produtos e materiais descartáveis. No projeto, o vereador defende que, após a promulgação da lei, durante os primeiros 60 dias de sua aplicabilidade, os órgãos municipais competentes pela fiscalização fiquem encarregados de promover campanhas educativas junto à sociedade.
 
O parlamentar explica, com base na proposta em apreciação, que o infrator que jogar em área pública, por exemplo, resíduo com tamanho igual ou menor ao de uma lata de alumínio, desembolsará R$ 125,00. Já o infrator que jogar lixo maior do que uma lata de alumínio, com até 1m³, por exemplo, pagará uma multa de R$ 250,00, e o que jogar lixo com mais de 1m³ será multado em até R$ 890,00.
 
O projeto prevê ainda que a pessoa que reincidir na infração, dentro do prazo de um ano, será multada no valor dobrado da multa anterior, dependendo do tamanho e da quantidade de lixo descartado em via pública.
 
A Guarda Municipal ficará responsável pela fiscalização dos transeuntes, enquanto que a Semob e a Semam vão fiscalizar motoristas, veículos, ciclistas e motociclistas, entre outras categorias.
 
O cidadão que se recusar a fornecer o documento de identidade para receber a multa, caso infrinja a lei, será encaminhado à Delegacia Distrital de Polícia da área, onde assinará um Boletim de Ocorrência que dará respaldo à punição e à emissão da multa.
 
Os valores arrecadados com as multas, segundo o projeto, serão depositados em um fundo para a realização de campanhas educativas. Felipe Leitão deixa claro que os serviços de coleta de lixo da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) não serão afetados, mesmo com a aprovação da lei. A população vai continuar colocando os sacos de lixos nos locais apropriados, em frente às suas residências.

Fonte



sexta-feira, 19 de julho de 2013

A PMJP (Semob) quer desfigurar a Beira Rio. E o que você tem a ver com isso?

 
Na última quarta, 17/07,  o Movimento João Pessoa Que Queremos realizou o protesto “Ocupe a Beira Rio”, com o objetivo de questionar a intervenção anunciada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, através de sua Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), com o estreitamento do canteiro central e retirada de árvores para dar lugar a mais duas pistas para veículos automotores.  



Foto: Thercles Silva - Mídia Colaborativa


O protesto foi na praça da comunidade Hildon Bandeira e começou à tardinha, quando o fluxo de veículos centro-praia começa a se intensificar. Mas em vez de bloqueio, pneus queimados e rostos enfezados, os manifestantes compartilharam frutas, sorrisos e explicações sobre porque a intervenção na Beira Rio é inaceitável, com motoristas e com a comunidade local.

Se você não estava lá, veja alguns motivos pelos quais a Prefeitura de João Pessoa não deve mexer na Beira Rio: 

A avenida é uma das mais bonitas e arborizadas da cidade, um patrimônio natural, um cartão postal. Imagine a Beira Rio como você conhece. Agora imagine-a com seis pistas e sem árvores. O que achou?

Alargar ruas para carros não é – definitivamente - solução para congestionamento. Fosse assim, São Paulo seria uma maravilha. Só que não. Além disso, a Semob não apresentou qualquer estudo de viabilidade da intervenção. Você viu? Nem eu. 
 
A alegação da Semob é de que estaria priorizando o transporte coletivo. Não é verdade. Está apenas penalizando o meio ambiente e a comunidade local, com a abertura da terceira faixa e deixando o fluxo de veículos de passeio inalterado, com as duas faixas atuais.

Sim, há toda uma comunidade que mora às margens da Beira Rio e que inclusive utiliza o canteiro central para transitar (já que não há calçadas) e para lazer. Imagine essa avenida sem calçada, sem ciclovia, com canteiro reduzido, com um fluxo permanente de ônibus e com seis faixas de rolamento. Você gostaria de morar numa avenida assim? A Semob diz que não há espaço para calçadas ou para passarelas de travessia. Pra carro tem, Né?

A propósito atualmente circulam na Beira Rio poucas linhas de transporte coletivo, que praticamente não interferem no fluxo da via. Até o momento a Semob não apresentou nenhum estudo sobre quais linhas de transporte coletivo quer transferir para a Beira Rio, qual a viabilidade dessa operação e como isso desafogaria o tráfego e aonde. 

O canteiro da Beira Rio, com aproximadamente seis metros de largura, cumpre uma importante função de permeabilidade das águas de chuva, impedindo que a água que escoa dos bairros Torre, Expedicionários e Tambauzinho se concentre na avenida. Retirar o canteiro significa alagamento. Alguém duvida? Transitaremos numa avenida congestionada e alagada.

Em sua campanha, o então candidato Luciano Cartaxo (PT) assumiu publicamente e através de carta compromisso assinada com o Movimento Massa Crítica (Pró Ciclovias), que implementaria o projeto cicloviário apresentado pela gestão Luciano Agra em audiência pública na Câmara Municipal de João Pessoa em março de 2012. Que contemplava a Beira rio com Ciclovia. Promessa é dívida. Não pode ser dúvida.

Este mesmo projeto cicloviário foi retirado da página da Semob há mais de um mês, fato registrado pelo Movimento Massa Crítica, que pediu e não recebeu nenhuma explicação. Ontem o Superintendente da Semob, Nilton Pereira, finalmente informou que o projeto foi retirado do ar, apenas para alterar a logomarca da gestão. Esperamos seu retorno ao site e que a ciclovia da Beira Rio não tenha sumido. Enquanto a Semob não muda a logomarca, o projeto original pode ser acessado aqui: http://issuu.com/pmjponline/docs/projeto_cicloviario_joao_pessoa/32, ou aqui: http://massacriticapb.blogspot.com.br/2013/06/acorda-joao-pessoa.html.

E o que você, se não mora na Beira Rio, sequer transita por lá e nem usa bicicleta, tem a ver com isso? É simples. Hoje é a Beira Rio que está sendo vítima de uma ação mal planejada, de duvidosa eficácia, pouco transparente e sem qualquer diálogo com a sociedade civil organizada e com a comunidade que ali reside. Amanhã pode ser a rua em que você mora.

Gestão pública não é um cheque em branco para que a prefeitura decida sem consultar a população. Intervenções dessa natureza precisam ser sim, discutidas e devem ser feitas levando em conta os aspectos sociais, ambientais e culturais. Porque a João Pessoa que queremos não é feita só de avenidas e todas as suas demandas não se esgotam num projeto de BRT.

A cidade quer mais verde, acessibilidade e mobilidade humana.



Foto: Thercles Silva - Mídia Colaborativa

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Protesto na PB quer evitar destruição de canteiro em grande avenida

17/07/2013 18h14 - Atualizado em 17/07/2013 18h14 

Moradores não querem que árvores sejam derrubadas para ampliar vias. Prefeitura afirmou que propostas ainda estão sendo estudadas.
 
Do G1 PB

Grupo é contra a destruição do canteiro para o aumento das vias na avenida (Foto: Daniel Peixoto/G1)
Grupo é contra a destruição do canteiro para o
aumento das vias na avenida.
(Foto: Daniel Peixoto/G1)
Uma mobilização contra a redução do canteiro central da avenida Beira Rio reuniu cerca de 50 pessoas na tarde desta quarta-feira (17) na altura do bairro de Tambauzinho, em João Pessoa. De acordo com uma das coordenadoras do movimento 'João Pessoa que Queremos', Socorro Fernandes, o protesto pretende chamar a atenção da população para a necessidade de discutir a questão da mobilidade urbana na cidade.
  

“Não é alargando avenidas, tirando canteiros e árvores, que vai resolver o problema”, defende Socorro. Segundo ela, o grupo propõe que haja mais ciclovias, que se discuta políticas públicas e que se pense uma “mobilidade humana sem destruição da natureza para construção de novas vias”. O grupo fez uma abordagem aos motoristas que passavam pelo local oferecendo frutas e usando bandeiras e cartazes.
 
Grupo distribuiu frutas para os carros que passavam (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Grupo distribuiu frutas para os carros
que passavam (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Nesta quinta-feira (18), o grupo participa de uma audiência pública no auditório do Ministério Público sobre a questão da mobilidade urbana e que vai reunir diversas secretarias municipais e o Conselho Regional de Engenharia (Crea). Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana (semob), não há nenhum projeto pronto e que há duas propostas de intervenções na Beira Rio que estão sendo estudadas e que ainda serão alvo de diálogo com outras secretarias do município.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Semob inicia pesquisa na internet com ciclistas de João Pessoa

Questionário será aplicado até o dia 17 de maio
Postado em por edificar

“Anda de bicicleta? Então queremos conhecer você. Responda nossa pesquisa e ajude a construir uma cidade melhor para todos os ciclistas”. É com esse chamamento aos internautas que a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) de João Pessoa inicia, nesta quarta-feira (8), uma pesquisa pela internet com objetivo de coletar dados sobre os ciclistas que circulam na cidade. A pesquisa que vai até o dia 17 deste mês está disponível nas páginas oficiais do Facebook  da Prefeitura (pmjponline) e o da Autarquia (Semob), onde as pessoas vão encontrar o link http://bit.ly/pesquisacicloviaria  para visualizar o questionário.

A enquete online é semelhante a que foi feita em nove pontos da cidade, entre os dias 9 e 10 de abril, e basicamente aborda questões como a origem e destino dos que utilizam a bicicleta, os problemas enfrentados, tempo de percurso, faixa etária, classe social, escolaridade e, se a bicicleta é utilizada para o deslocamento às atividades diárias ou apenas para ao lazer.

A pesquisa virtual é uma oportunidade para os ciclistas que não participaram da anterior também opinarem para a melhoria das condições de mobilidade para quem pedala em João Pessoa, contribuindo na tomada de decisões para os projetos e os investimentos que visam a garantia da segurança viária dos que circulam de bicicleta na Capital.

Primeira etapa - A Semob fez uma avaliação positiva da primeira etapa da pesquisa com ciclistas realizada em abril. Na pesquisa, feita em nove pontos da cidade, houve contagem dos ciclistas e entrevistas em horários específicos. Durante os três dias foram contados 11.215 ciclistas que passaram por esses locais e entrevistados 1.343. Os dados ainda estão sendo analisados pela empresa que está prestando consultoria para a Prefeitura Municipal de João Pessoa e serão somados aos da enquete online.

A pesquisa cicloviária tem como finalidade construir um perfil das pessoas que usam bicicleta na cidade, o que vai permitir a execução de projetos e ações do poder público, a exemplo da expansão da rede cicloviária, que conta hoje com 45 quilômetros. Os planos são de superar os 100 quilômetros de extensão, dando segurança e mobilidade a quem utiliza este meio de transporte no deslocamento.

Avaliação positiva - A coordenadora da pesquisa, Aída Pontes, avaliou como positiva a primeira etapa da coleta de dados e entrevistas com os usuários de bicicletas. “Eu estou bastante satisfeita com o resultado da primeira etapa da pesquisa. Tivemos uma boa receptividade dos ciclistas, que revelaram suas dificuldades e fizeram sugestões para melhorar o deslocamento deles. Esperamos também a adesão dos ciclistas que usam a internet”, disse.

Ela ressaltou a importância da pesquisa para fazer um diagnóstico e um prognóstico da situação dos ciclistas na cidade. “A partir daí teremos uma visão definida de como está à situação no momento, e de como poderá ficar no futuro”.

Depois da análise de toda a pesquisa, a Semob vai utilizar os dados para desenvolver o projeto de integração entre a bicicleta e os corredores de ônibus que serão implantados, expandir o plano cicloviário existente, com base nas linhas de desejo encontradas na pesquisa, e decidir quais serão as prioridades na política pública em favor do deslocamento seguro dos ciclistas.
 
Fonte: Secom-JP.






quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Chuva deixa moradores em alerta na capital

Chuvas que caíram na capital causou alguns transtornos no trânsito; alguns pontos de alagamento também foram identificados.  


 

Fotos: Francisco França
Equipes da Defesa Civil irão visitar o Bairro São José

A ocorrência de chuvas na manhã de ontem, em João Pessoa, pegou os moradores de surpresa e provocou transtornos em vários pontos da cidade, como engarrafamentos, pequenas colisões traseiras em veículos e alagamentos em alguns locais. Para a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), as chuvas são consideradas de fracas a moderadas.

A assessoria de comunicação da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) de João Pessoa disse que o órgão só registrou apenas uma colisão entre dois veículos, ocorrida na rua Sérgio Guerra, que fica por trás do Supermercado Carrefour, no bairro dos Bancários, por volta das 7h40, o que acabou deixando o trânsito lento.

No entanto, os motoristas precisaram redobrar a atenção e contar com a paciência para trafegar nas principais avenidas de João Pessoa, que normalmente já sofrem com o grande fluxo de veículos, mas que com as chuvas teve a situação agravada. A avenida Dom Pedro II, próximo ao Jardim Botânico Benjamin Maranhão e Avenida Ruy Carneiro, nas proximidades do bairro São José, são exemplos de locais que registraram congestionamentos, inclusive na segunda área houve alagamento, de acordo com a assessoria de comunicação da Semob.

Já o coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Francisco Noé Estrela, disse que o órgão disponibilizou, ainda pela manhã, equipes para visitar o bairro São José, por apresentar riscos de inundação.

“A situação do São José é bastante complicada, devido à maioria das casas ficar próximo da desembocadura de um rio. Além disso, muitas casas invadiram as margens do rio”, explicou ao acrescentar que as comunidades do Timbó, no bairro Bancários, e Saturnino de Brito, localizada no bairro Jaguaribe também precisam de maior atenção, mas que todas as 31 áreas de risco serão fiscalizadas pela Defesa Civil.

A comerciante Risonete Montenegro, 70 anos, mora na comunidade Saturnino de Brito, localizada no bairro Jaguaribe, há 43 anos, disse que apesar de a casa dela estar protegida por um muro de arrimo, se preocupa com a situação da área. “O maior problema daqui são os bueiros que entopem e as barreiras deslizam. Já vi muita casinha caindo”, relatou.

EMERGÊNCIA
Segundo Noé Estrela, a Defesa Civil não registrou nenhum chamado de emergência durante a manhã, mas ressaltou que o risco de deslizamento de barreiras nas comunidades é alto. “O maior problema constatado são os riscos de inundação e deslizamento de barreiras, já que muitas residências ficam em toda a extensão do Rio Jaguaribe. Pedimos à população que, em caso de necessidade, ligue para o telefone 0800-285 9020 ou para o Corpo de Bombeiros (193)”, apelou.

Noé Estrela completou que a Defesa Civil, além de dar todo o apoio necessário às 10.500 famílias que vivem nas áreas de risco, vai orientá-las quando houver situações mais arriscadas.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Carros dividem areia da praia com banhistas em Cabedelo, na Paraíba


27/01/2013 15h48 - Atualizado em 27/01/2013 15h48

Flagrante foi feito na praia de Camboinha, na manhã deste domingo (27).
Prefeitura irá combater irregularidade, de acordo com assessoria.
 
Do G1 PB

 
A reportagem do G1 flagrou veículos circulando entre banhistas na praia de Camboinha III, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. O flagrante foi feito na manhã deste domingo (27). Os carros além de trafegarem pela praia, dividindo o espaço com banhistas, permaneceram algumas horas com o som em alto volume em meio as pessoas que estavam aproveitando a praia (Foto: Tatiana Ramos/G1) 
 
A reportagem do G1 flagrou veículos circulando entre banhistas na praia de Camboinha III, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. O flagrante foi feito na manhã deste domingo (27). Os carros além de trafegarem pela praia, dividindo o espaço com banhistas, permaneceram algumas horas com o som em alto volume em meio as pessoas que estavam aproveitando o dia de sol (Foto: Tatiana Ramos/G1)
 
 
A prefeitura de Cabedelo, por meio da Secretaria de Comunicação, explicou que a fiscalização deste tipo de irregularidade é de responsabilidade da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) do município, criada há cerca de 15 dias. Ainda conforme a assessoria, não foi feita desde a criação nenhum denúncia de carros trafegando nas praias de Cabedelo, mas que a partir de segunda-feira (28) organizará um esquema de fiscalização para combater este tipo de irregularidade (Foto: Tatiana Ramos/G1) 
 
A prefeitura de Cabedelo, por meio da Secretaria de Comunicação, explicou que a fiscalização deste tipo de irregularidade é de responsabilidade da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) do município, criada há cerca de 15 dias. Ainda conforme a assessoria, não foi feita nenhum denúncia deste tipo desde a criação da Semob, mas que a partir de segunda-feira (28) organizará um esquema de fiscalização para combater este tipo de irregularidade (Foto: Tatiana Ramos/G1)
 
 
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Seminário discute mobilidade urbana

Durante o evento, participantes discutiram problemas enfrentados pelos ciclistas da capital, como a extensão de ciclovias e desrespeito de motoristas.

 

 

A bicicleta como meio de transporte alternativo para desafogar o trânsito e trazer qualidade de vida para os pessoenses. Este foi o tema que reuniu autoridades e entidades não governamentais durante o seminário 'Rodada de Bicicleta', realizado na tarde de ontem, na Câmara Municipal de João Pessoa.

Durante o evento, os participantes discutiram os problemas enfrentados pelos ciclistas nas ruas da capital, como a extensão de ciclovias ainda insuficientes e o desrespeito de motoristas. “É preciso conscientizar as pessoas sobre a bicicleta como meio de transporte e chamar a atenção do poder público para a infraestrutura da cidade. Não se pode ter uma cidade boa priorizando só os carros”, destacou o vereador Geraldo Amorim, um dos organizadores do evento.

A capital conta atualmente com 50 km de ciclovias, conforme dados da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob). De acordo com o superintendente Nilton Pereira, este número deverá ser ampliado para 127 km até o ano que vem. “Temos que começar a pensar a cidade para as pessoas, em que haja uma dependência menor de meios de transportes motorizados", disse.

Para a representante do Movimento Massa Crítica, Patrícia Montaño, a bicicleta está inserida em um sistema de transporte sustentável e é necessário que os órgãos públicos estimulem a população.


 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Semob dá prazo para autorizar eventos em ruas de João Pessoa

11/11/2012 15h48 - Atualizado em 11/11/2012 15h48

Pedidos de autorização devem ser feitos com 48 horas de antecedência.
Objetivo é evitar transtornos desnecessários á população, diz Semob.
 
Do G1 PB 


A Secretaria de Comunicação de João Pessoa (Secom-JP) informou neste domingo (11) que as empresas e órgãos públicos que desejarem realizar serviços e eventos em vias públicas devem solicitar autorização à Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) com, no mínimo, 48 horas de antecedência. Segundo o superintendente executivo do órgão, o objetivo é evitar transtornos desnecessários a veículos e pedestres, caso os serviços possam ser feitos em dias e horários alternativos. A população pode ajudar em casos de obstrução de vias sem autorização ligando para a Semob para o telefone 0800-281-1518, da Central de Informações e Reclamações (Cerin).
 
De acordo com a Secom-JP, a solicitação das empresas e órgãos públicos à Semob deve ser detalhada com o local exato e o horário da obra, serviço ou evento.

Pedidos com menos de 48 horas de antecedência serão indeferidos, ressalvados aqueles considerados imprevisíveis, como os de urgência e os motivados por estrita força maior, tudo após análise e autorização do setor competente do órgão.

Segundo o superintendente, caso o serviço não tenha a autorização, a Semob determinará a imediata interrupção dos trabalhos com a liberação da via para o tráfego de veículos e pedestres, exigindo-se de quem estiver executando que solicite a autorização e aguarde a resposta do órgão com dia e horário determinados para o reinício do serviço. “Toda a responsabilidade civil ou penal por danos causados em função de obras ou serviços não autorizados, serão de quem irregularmente as executar”, explicou Nilton Pereira.

Cristiano Nóbrega, diretor de Operações da superintendência, afirma há casos em que vias com grande fluxo de veículos são interditadas por empresas, associações de bairro e outras instituições sem o mínimo de planejamento ou a devida autorização do órgão que disciplina o trânsito, o que causa transtornos à mobilidade urbana e à população, principalmente em horários de pico.

O que diz a Lei
De acordo com a Secom-JP, o Código de trânsito Brasileiro (CTB), artigo 95, diz que nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos ou pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via.


 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Espera pode interferir no rendimento pessoal

Alto nível de estresse na espera pelo ônibus pode interferir no rendimento profissional, diz psicólogo. 

 


O ritmo acelerado e o alto nível de estresse a que as pessoas são expostas logo no início da manhã, decorrente da espera dos ônibus, podem interferir no rendimento profissional e/ou estudantil, diz o psicopedagogo Luis Humberto Franquet. Ele afirma que o fato de esperar o ônibus sem um conforto adequado já é um cansaço físico e mental, que diminui a capacidade de atenção e concentração.

“Se for um profissional da indústria, ele corre o risco de sofrer acidentes nas máquinas, devido à baixa concentração à qual foi submetido. Além disso, mesmo que a espera seja pouca, as pessoas acabam se estressando com a situação encontrada dentro dos ônibus, que costumam seguir superlotados nos horários de pico. Com isso, qualquer pessoa chega com a mente cansada e com dores nas pernas e colunas, por exemplo. Então já chega ao trabalho ou à escola cansado e indisposto”, avalia.

De acordo com Luis Humberto, no processo inverso, quando a pessoa termina o expediente de trabalho, o estresse aumenta mais quando somado à espera do ônibus para voltar para casa.

“Isso vai interferir na vida pessoal e familiar desse cidadão, que, muitas vezes, por chegar tarde e exausto em casa, prefere dormir do que jantar, perdendo sua qualidade alimentar e se isolando dos demais integrantes da família”, afirmou.


 

Passageiros reclamam da espera pelos ônibus em João Pessoa

João Pessoa realiza cerca de 7,5 milhões de viagens por mês com transporte público, mas demora do ônibus chega a 40 minutos.

 

 
De acordo com o chefe da Divisão de Ônibus (Dion) da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), Francisco Alcântara, são feitas cerca de 7,5 milhões de viagens com transporte público por mês, em João Pessoa. Para muitos, sair de casa para ir trabalhar acaba sendo uma saga que consome boa parte do tempo, já que, dependendo do bairro, pode-se levar cerca de uma hora e meia até o trabalho.

É o caso da costureira Lúcia da Silva, 45 anos, que mora no Rangel e trabalha nos Bancários, que espera cerca de 40 minutos por um ônibus. “Para pegar apenas um ônibus para ir para o trabalho, tenho que esperar a linha 201, que faz a rota Ceasa e demora muito. Quando os ônibus não quebram, espero por aproximadamente 40 minutos para ele passar no ponto”, relata. 
Lúcia diz, ainda, que nos finais de semana e nos feriados a demora é muito maior, passando do dobro do tempo em relação aos dias da semana, o que acaba desestimulando-a a sair de casa para passear com a família, que depende exclusivamente do transporte público. 
 
Há quem prefira pegar dois ônibus para chegar ao destino a ter que esperar mais de meia-hora à espera de um. É o caso da aposentada Rosely Valeriano, 55 anos. Ela disse que para ir ao Departamento de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), saindo da avenida Dois de Fevereiro, no Cristo, teria que pegar a linha ‘Penha’, mas pela demora, prefere pagar duas passagens para ganhar tempo. “Eu teria que pegar o ônibus da Penha, mas ele demora muito, entre 40 minutos e uma hora. Então eu pego o 203, que demora menos e depois pego outro. Pago duas vezes, mas chego mais rápido”, declara.

Segundo Francisco Alcântara, a maioria das pessoas que utiliza o transporte público em João Pessoa não sabe, ou não confia, na Integração Temporal. Através da bilhetagem eletrônica, é possível descer de um ônibus e pegar outro sem que a passagem seja novamente cobrada, dentro de um limite de 30 minutos. “As pessoas têm que ter confiança na Integração Temporal, pois ela realmente existe e funciona”, afirma.

De acordo com o Diretor de Planejamento da Semob, Adalberto Araújo, o crescimento demográfico acelerado é a raiz da sobrecarga do transporte coletivo. “Os bairros da zona sul estão crescendo muito rápido e estamos buscando alternativas para acompanhar esse crescimento, mas toda alteração leva um tempo para ser implementada”, avalia, acrescentado que a Semob já dispõe de projetos que preveem a reestruturação dos transportes públicos da capital.

O diretor da Associação das Empresas de Transportes Coletivos de João Pessoa (AETC-JP), Mário Tourinho, afirma que faz reuniões semanais com os donos das empresas de ônibus que circulam em João Pessoa para tomar conhecimento da situação e analisar a prestação do serviço. “Os próprios empresários relatam a demora que os ônibus levam para fazer o percurso.
Infelizmente, o drama vivido por todos é decorrente do trânsito”, lamenta.