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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Programa Despoluir completa cinco anos com 50 mil veículos avaliados na PB, RN, PE e AL

21/06/12 - 18:38

Programa tenta promover a melhoria da qualidade do ar através da redução da emissão de poluentes como CO2 no meio ambiente 

 
O Programa Ambiental do Transporte (Despoluir) chega a cinco anos de existência. A repercussão de seu aniversário, no entanto, vai muito além da celebração do compromisso de promover a melhoria da qualidade do ar através da redução da emissão de poluentes como CO2 no meio ambiente. Isto porque o programa, em 2012, também alcança a marca das 50 mil avaliações realizadas em ônibus, caminhões e outros veículos movidos a diesel da frota das empresas de transporte da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas. Desse total, 10.955, ou seja, 21,9% das avaliações foram realizadas na Paraíba, sendo 9.291 em João Pessoa e 1.664 em Campina Grande. Durante esse período, as duas cidades obtiveram altos índices de aprovação, de modo que, para o diretor executivo da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC), Mário Tourinho, as empresas também comemoram a marca, visto que o programa também qualifica o serviço prestado e reconhece os esforços das empresas em melhorar os níveis de suas emissões.

Para se ter uma ideia da aprovação das empresas de transporte coletivo paraibanas, basta dizer que de 2007 a 2012, os índices de aprovação da frota paraibana chegou a 81%, assim como em João Pessoa que também repetiu o percentual de níveis de emissão dentro da normalidade. Cada avaliação dura em média dez minutos e nela os técnicos do Despoluir utilizam um opacímetro para analisar os índices de emissão de poluentes (CO2 e outros metais). Em função de sua técnica e regularidade de aferições, a avaliação do Despoluir, tem se tornado um parâmetro adotado para os programas de manutenção das frotas do transporte de passageiros em todo país.

É por esse e outros motivos que o diretor executivo AETC-JP, Mário Tourinho, lembra que a entidade apoia o programa e que os índices de aprovação das empresas de João Pessoa sempre figuram entre os melhores resultados, principalmente, no tocante à constante renovação da frota pessoense. “Temos uma frota com uma idade média de 3.6 anos. Isto com certeza é um grande influenciador dos resultados já que, somente nos últimos oito anos, mais de 300 novos ônibus foram incorporados à frota de João Pessoa”, disse Mário Tourinho. Vale destacar que em 2007 o nível de aprovação da frota da capital paraibana chegava a 64% e este cenário ficou bem diferente em 2010, quando a frota obteve 89% de aprovação e atingiu um dos melhores índices de aprovação entre os quatro estados nordestinos onde o programa funciona.

Só este ano, o Programa Despoluir já realizou mais de oito mil avaliações nos quatro estados. Na Paraíba, já foram feitos 1.443 aferições, sendo 1.172 em João Pessoa e mais 271 em Campina Grande. Toda a frota dos estados onde o programa atua - Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas - é vistoriada duas vezes ao ano. Mário Tourinho explica que quando técnicos do Despoluir encontram algum veículo fora do padrão, logo o veículo volta para a oficina para que sejam feitos os devidos reparos. Em toda a Paraíba, por mês, são feitas cerca de 275 aferições em ônibus urbanos, intermunicipais e rodoviários.

Sobre o Programa Despoluir

O Programa Despoluir, lançado em julho de 2007 pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e coordenado pela Fetronor, atua ampliando e renovando as ações do antigo Programa EconomizAR. O programa tem o objetivo de promover a melhoria da qualidade do ar através da redução da emissão de poluentes como CO2 e particulados no meio ambiente, que contribuem também para o aquecimento global. Ao longo de todo o ano, veículos de mais de 100 empresas sediadas nos estados base da Fetronor (RN, PB, PE e AL), que participam ativamente do Programa, são vistoriados por técnicos ambientais devidamente treinados para o uso de novas tecnologias adotadas nas aferições dos níveis de emissão de gases e particulados.

Da Redação (com assessoria)
WSCOM Online


Fonte

domingo, 29 de janeiro de 2012

Licença de funcionamento foi embargada

Empresa estava em situação irregular com a Sudema por desenvolver atividades não especificadas.

A empresa responsável pela montanha de brita alega que trabalha dentro da legalidade e respeitando as condicionantes determinadas pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). “Utilizávamos aspersores antes mesmo da solicitação da Prefeitura de Cabedelo, porque é uma exigência para obtenção da licença de funcionamento da Sudema”, garante o funcionário da empresa, Ademar Suassuna.

Contrariando as afirmações da empresa, o procurador jurídico da Sudema, Donato Henrique da Silva, afirmou que desde o dia 23 de janeiro a licença de funcionamento do depósito de brita na BR-230 está revogada. “A empresa possuía uma licença para atuar dentro do memorial descritivo apresentado por eles, mas a equipe de fiscalização da Sudema constatou que a empresa desenvolvia outras atividades que não as especificadas por ela”, disse.

Segundo o procurador, a empresa foi autuada e a atividade embargada até que o projeto esteja novamente na Sudema com a comprovação da real atividade da mesma. Na manhã de ontem, funcionários continuavam transportando a brita. “Não estamos impedidos de funcionar, mas em negociação. Estamos diminuindo a pilha para reduzir a estocagem”, afirma Ademar Suassuna.

 Fonte

Moradores reclamam de poeira em depósito

Brita empilhada por empresa provoca nuvem de poeira que prejudica moradores em Cabedelo.


Uma montanha de brita depositada à céu aberto às margens da BR-230, em frente à rotatória que dá acesso à Mata do Amém, na estrada para Cabedelo, Grande João Pessoa, estaria provocado uma série de transtornos para comerciantes e moradores da região. A poeira que sobe com a constante movimentação de caminhões e tratores, segundo a população, gera problemas alérgicos, oftálmicos e respiratórios, sem falar nos danos ambientais.

A dona de casa Silvana da Silva Santos, que mora há 8 anos nos fundos do terrenos onde a usina de processamento da brita empilha o material, utilizado na construção civil, reclama dos inúmeros transtornos causados pela poeira. “Não há limpeza geral que dê jeito. Os móveis, o piso vivem empoeirados”, comenta.
Para agravar ainda mais a situação, explica Silvana, o filho, de apenas dois anos, está com graves problemas respiratórios, que ela afirma serem decorrentes do ar contaminado com a poeira que se espalha com o transporte da brita. “Ele sofre muito com a falta de ar, uma rouquidão e reclama muito dos olhos, dizendo que ardem. O médico acredita que deve ser da poeira da brita”, afirma.

Quem também reclama da sujeira provocada pela brita é a vendedora Cláudia Roberta Laranjeiras, que trabalha há dois anos em uma loja de móveis ao lado do terreno. “Por esses dias choveu e diminuiu um pouco, mas geralmente a poeira chega a fazer uma neblina na estrada, causando risco aos carros e pessoas que passam”, disse.

Segundo a vendedora, os comerciantes e moradores já fizeram um abaixo-assinado para que a empresa fosse deslocada para uma área mais apropriada, longe da movimentação urbana. “Estamos prejudicados por uma empresa poluente, funcionando em área residencial e próximo à vegetação nativa”, lamenta.

O secretário de Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Marques, confirmou que recebeu o abaixo-assinado e que, com base nele, a Prefeitura de Cabedelo solicitou uma série de exigências à empresa, como instalar aspersores para umedecer a brita, a fim de reduzir o nível de poeira.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

População denuncia poluição atmosférica causada por empresa que comercializa brita na estrada de Cabedelo

 
Clilson Júnior
População denuncia poluição atmosférica causada por empresa que comercializa brita na estrada de Cabedelo
Clilson Júnior
ClickPB

Uma verdadeira montanha poluidora de brita a céu aberto vem provocando a insatisfação de comerciantes e moradores  da cidade de Cabedelo. O deposito que funciona como  usina de distribuição de brita localizado próximo  à rotatória que dá acesso a mata do amém na BR 230, vem gerando o repúdio de comerciantes e moradores do local. No momento em que reportagem esteve no local  esta manhã, foi possível registrar  a entrada e saída de caminhões carregados de brita por um trator, poluindo todo ambiente.

Mapa

A atividade além de invadir o logradouro público, extrapolando os limites do lote, é realizada em área residencial, sem qualquer tipo de proteção ou medidas para mitigação da emissão de poeira em direção às residências e comércios no entorno. Segundo moradores esta atividade é praticada diariamente a mais de um ano. Outro aspecto grave, diz respeito a destruição do acesso a BR próximo a rotatória, supostamente para facilitar o acesso dos tratores e caminhões. 

Providências:

Os moradores disseram que já foram feitos diversos abaixo-assinados e entregues a Prefeitura de Cabedelo e Sudema, mas até a data de hoje a atividade poluidora continua degradando o ambiente. Segundo um morador que preferiu omitir seu nome com medo de represálias, a empresa que explora a britagem naquele local sequer tem licença ambiental para comercializar o produto naquele local, já que há restrições ambientais devido a lei de zoneamento municipal restritivas aquela atividade as margens da BR 230.

Um especialista consultado pela reportagem do ClickPB revelou o perigo que a população vem sendo exposta a partículas de britas, em média e longo prazo poderão apresentar alterações do sistema respiratório que podem ser permanentes ou temporários, dependendo de fatores determinantes, como tamanho das partículas, quantidade inalada e tempo de exposição. Ele lembrou que o pó da pedra é constituído basicamente de silicatos e silica livre que podem levar a um processo especial de fibrose pulmonar.

Brita BR


Brita BR

Brita BR

Brita BR

Brita BR

Brita BR

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domingo, 25 de dezembro de 2011

PB ainda não tem serviço de monitoramento da poluição do ar

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) nem a Superintendência de Administração do Meio Ambiente possuem estudos ou equipamentos para fazer essa medição.

 
 
Apesar da preocupação crescente da sociedade com a poluição do meio ambiente, a Paraíba ainda não conta com nenhum monitoramento da poluição do ar no Estado. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) nem a Superintendência de Administração do Meio Ambiente possuem estudos ou equipamentos para fazer essa medição.

Por sua vez, a superintendente de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Tatiana Domiciano, adiantou que o órgão está estudando a implantação de uma rede de monitoramento da qualidade do ar no Estado, com estações que detectam todo tipo de poluição, não só a emitida pelos carros.

“Estivemos em Salvador (o único Estado nordestino com essa ação na região) no início do mês para conhecer a experiência deles e implantar aqui, inicialmente através de quatro estações de monitoramento, sendo uma móvel e três fixas”, disse Tatiana, ponderando, contudo, que o órgão está na fase de tentar captar recursos para o projeto, que demandaria um investimento de aproximadamente R$ 10 milhões.

Segundo ela, técnicos que fizeram uma análise 'rápida' concluíram que de início quatro estações seriam suficientes, sendo elas localizadas em Campina Grande, Cabedelo e João Pessoa. “A ideia é que façamos ainda um inventário para localizar quais as áreas que demandam mais atenção, a exemplo de polos industriais”, explicou Tatiana, destacando que a implantação das estações permitiria a Sudema emitir vários relatórios diários, dando conta da qualidade do ar em determinados pontos do Estado, e que subsidiariam a elaboração de políticas públicas.

Ela ainda citou benefícios como o desenvolvimento do polo industrial, monitoramento do uso e a ocupação do solo (com indicação de onde as indústria podem se instalar) e ordenamento do tráfego de veículos. “Para entender, por exemplo, que é importante fazer rodízio de carros e utilizar alternativas de mobilidade como o transporte público”, citou Tatiana, ao informar que, atualmente, as empresas que têm um potencial poluidor são obrigadas no processo de licenciamento a encaminhar relatórios para a Sudema, mas esse monitoramento não é permanente.

A chefe de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam), Socorro Menezes, explicou que o monitoramento ainda não é feito pelo órgão porque falta equipe técnica especializada e ainda equipamentos para realizar o trabalho. Ela confirmou contudo, que a Semam está entendimento com a Sudema “para que possam estabelecer esse monitoramento". 

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