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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Exército demole bares da Praia do Jacaré, em ponto turístico da PB

12/08/2015 11h37 - Atualizado em 12/08/2015 11h37 

Operação da Superintendência de Patrimônio da União retirou estruturas.
Demolição dos bares foi autorizada após audiência realizada em 2014.
 
Do G1 PB


Equipe do exército removeu o que sobrou da estrutura dos bares do Jacaré, na Grande João Pessoa (Foto: Divulgação/MPF-PB)
Equipe do exército removeu o que sobrou da estrutura dos bares do Jacaré, na Grande João Pessoa
(Foto: Divulgação/MPF-PB)

O trabalho de demolição dos bares da praia do Jacaré, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, começou na manhã desta quarta-feira (12) e está sendo realizado pelo Exército. Na segunda-feira (10), os proprietários começaram a retirar as estruturas por conta própria para aproveitar o máximo possível de material. O trabalho desta quarta-feira acontece em cumprimento de uma operação da Superintendência do Patrimônio da União no Estado da Paraíba (SPU-PB).
  
De acordo com o SPU,  a retirada está sendo realizada em cumprimento à decisão judicial fruto de acordo homologado pelo juiz federal João Pereira de Andrade Filho, durante audiência de conciliação solicitada pelo Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB), realizada em setembro de 2014. O prazo para que os donos dos bares fizessem a retirada acabou na segunda-feira (10).
 
A remoção, feita das 5h às 14h, para não prejudicar o comércio local, está sendo feita em parceria com o MPF, além de Polícia Federal, Exército, Marinha, Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Prefeitura Municipal de Cabedelo.
 
O procurador da República José Godoy Bezerra de Souza acredita que a retirada da estrutura física dos estabelecimentos será finalizada até o final da semana. Os projetos do Parque Turístico Municipal do Jacaré, elaborado pela Prefeitura Municipal de Cabedelo, bem como de pavimentação, drenagem e rede coletora de esgoto, feitos pelo Governo do Estado e Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), já foram apresentados ao MPF.

Os quatro bares que ocupam áreas da União na Praia do Jacaré, em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa, começaram a ser demolidos na noite segunda-feira (10). A informação foi confirmada pelo presidente da Associação dos Bares e Restaurantes da Praia do Jacaré, Leonardo Mendes. O local é endereço do famoso pôr do sol ao som do 'Bolero de Ravel'.
 
A remoção das estruturas dos bares foi feita pelos próprios comerciantes, seguindo um acordo feito na Justiça Federal, no ano passado. Segundo a Justiça Federal, os quatro bares ocupavam irregularmente, para fins de exploração comercial, área de uso comum da população.
 
Bares do Jacaré, em um dos principais pontos turísticos de João Pessoa, serão demolidos até o final de semana (Foto: Divulgação/MPF-PB)
Bares do Jacaré, em um dos principais pontos turísticos de João Pessoa, serão demolidos
até o final de semana (Foto: Divulgação/MPF-PB)
Os bares foram desocupados e estavam fechados desde o dia 1º de julho. Segundo a decisão da Justiça, os bares deviam ter sido removidos até o dia 10 de julho, mas a demolição não foi feita porque, segundo os proprietários, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) teria demorado para liberar as licenças dos projetos de demolição. Por conta disso, o Tribunal Regional Federal (TRF) chegou a suspender a decisão até a Sudema se posicionar sobre o caso.
“Resolvemos realizar a demolição em caráter de urgência, para não ter prejuízo maior nos nossos materiais. Os trabalhadores começaram na segunda à noite e estamos retirando todo o material que dá para aproveitar. Tem cerca de 50 mil telhas e quase 80 toneladas de madeiramento, e não queremos perder este material caso a demolição seja feita pela Justiça”, explicou Leonardo.
 
Retirada da estrutura foi feita em operação da Superintendência do Patrimônio da União na Paraíba (Foto: Divulgação/MPF-PB)
Retirada da estrutura foi feita em operação da
Superintendência do Patrimônio da União
na Paraíba (Foto: Divulgação/MPF-PB)
Segundo o secretário de Turismo do município, Omar Gama, as obras de construção começaram na segunda-feira. “Nesta primeira etapa será contemplado a região do mercado de artesanato, que deve estar pronto até o final de dezembro. Em seguida faremos o parapeito na área que será aberta após a remoção dos bares e a terceira etapa será a licitação para a ocupação e construção dos quatro novos restaurantes que serão instalados no novo parque”, disse.
 
Omar explicou ainda que, mesmo que o projeto tenha o mesmo número de estabelecimentos que havia anteriormente, isso não significa que os mesmos bares serão instalados. “Isso não será uma relocação. Como se trata de uma área pública, a única maneira de fazer com que se utilize este espaço é através de um processo licitatório. O processo é aberto a todos e a única forma destes comerciantes voltarem para cá é vencendo a licitação”, concluiu o secretário.
 
O presidente da associação comenta que os proprietários têm interesse em voltar ao local. “O futuro a gente não sabe ainda, mas vamos participar da licitação para ocupar os restaurantes do novo parque, uma vez que temos este direito e vamos lutar por ele”, disse Mendes.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Bares começam a ser demolidos na Praia do Jacaré, na Paraíba

11/08/2015 11h50 - Atualizado em 11/08/2015 20h48 

Remoção está sendo feita pelos próprios proprietários dos estabelecimentos.
Restaurantes ocupavam irregularmente áreas da União.




 
Do G1 PB


Proprietários estão removendo todo o material que podem ser reaproveitados (Foto: Othacya Lopes/Jornal da Paraíba)
Proprietários estão removendo material que pode ser reaproveitado
(Foto: Othacya Lopes/Jornal da Paraíba)
Os quatro bares que ocupam áreas da União na Praia do Jacaré, em Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa, começaram a ser demolidos na noite segunda-feira (10). A informação foi confirmada pelo presidente da Associação dos Bares e Restaurantes da Praia do Jacaré, Leonardo Mendes. O local é endereço do famoso pôr do sol ao som do 'Bolero de Ravel'.
 
A remoção das estruturas dos bares foi feita pelos próprios comerciantes, seguindo um acordo feito na Justiça Federal, no ano passado. Segundo a Justiça Federal, os quatro bares ocupavam irregularmente, para fins de exploração comercial, área de uso comum da população.

Os bares foram desocupados e estavam fechados desde o dia 1º de julho. Segundo a decisão da Justiça, os bares deviam ter sido removidos até o dia 10 de julho, mas a demolição não foi feita porque, segundo os proprietários, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) teria demorado para liberar as licenças dos projetos de demolição. Por conta disso, o Tribunal Regional Federal (TRF) chegou a suspender a decisão até a Sudema se posicionar sobre o caso.

“Resolvemos realizar a demolição em caráter de urgência, para não ter prejuízo maior nos nossos materiais. Os trabalhadores começaram na segunda à noite e estamos retirando todo o material que dá para aproveitar. Tem cerca de 50 mil telhas e quase 80 toneladas de madeiramento, e não queremos perder este material caso a demolição seja feita pela Justiça”, explicou Leonardo.

Jurandir do Sax toca o Bolero de Ravel enquanto o sol se põe todos os dias na Praia do Jacaré (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Bolero de Ravel é executado todos os dias durante
o pôr do sol na Praia do Jacaré
(Foto: Krystine Carneiro/G1)
A prefeitura de Cabedelo apresentou em julho o projeto definitivo do Parque Jacaré e, segundo o secretário de Turismo do município, Omar Gama, as obras de construção começaram na segunda-feira. “Nesta primeira etapa será contemplado a região do mercado de artesanato, que deve estar pronto até o final de dezembro. Em seguida faremos o parapeito na área que será aberta após a remoção dos bares e a terceira etapa será a licitação para a ocupação e construção dos quatro novos restaurantes que serão instalados no novo parque”, disse.
 
Omar explicou ainda que, mesmo que o projeto tenha o mesmo número de estabelecimentos que havia anteriormente, isso não significa que os mesmos bares serão instalados. “Isso não será uma relocação. Como se trata de uma área pública, a única maneira de fazer com que se utilize este espaço é através de um processo licitatório. O processo é aberto a todos e a única forma destes comerciantes voltarem para cá é vencendo a licitação”, concluiu o secretário.
 
O presidente da associação comenta que os proprietários têm interesse em voltar ao local. “O futuro a gente não sabe ainda, mas vamos participar da licitação para ocupar os restaurantes do novo parque, uma vez que temos este direito e vamos lutar por ele”, disse Mendes.
 
Cerca de 50 mil telhas e quase 80 toneladas de madeiramento devem ser removidos pelos donos do bares, segundo levantamento da associação (Foto: Othacya Lopes/Jornal da Paraíba)
Cerca de 50 mil telhas e quase 80 toneladas de madeiramento devem ser removidos pelos donos do bares, segundo levantamento da associação (Foto: Othacya Lopes/Jornal da Paraíba)

domingo, 11 de março de 2012

Praia do Jacaré, na Paraíba, deve ter reordenamento no primeiro semestre


11/03/2012 17h48 - Atualizado em 11/03/2012 17h48

Parque Turístico do Jacaré vai passar por adequação dos espaços.Empresa que vai fazer estudo de impacto ambiental será definida este mês.
 
Do G1 PB

Jurandy toca em cima do barquinho desde janeiro de 2001 (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Bares e restaurantes ficam às margens do rio na
Praia do Jacaré (Foto: Krystine Carneiro/G1)
O Parque Turístico do Jacaré, espaço localizado na cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, onde centenas de pessoas, ou até milhares em período de alta estação, se reúnem diariamente para apreciar o pôr-do-sol ao som do Bolero de Ravel, deve passar por um reordenamento com início previsto ainda para o primeiro semestre de 2012. O local, também conhecido apenas por Praia do Jacaré, é um dos mais famosos cartões postais da Paraíba e vai passar por um processo de adequação dos espaços.

A seleção da empresa que vai realizar o estudo de impacto ambiental da ocupação da Praia do Jacaré por bares, restaurantes, lojistas e artesãos será o primeiro passo para o projeto ganhar forma. O prazo para o início dos trabalhos de intervenção no parque ainda não tem data, mas, segundo o secretário da Pesca e Aquicultura de Cabedelo, Walber Farias Marques, que está à frente das ações, a previsão é que o edital para escolha da empresa seja lançado até o final de março.

Atualmente a Praia do Jacaré é ocupada por bares, restaurantes, lojas e feira de artesanato e o plano de reordenamento foi necessário depois que a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) tentou retirar os bares e restaurantes do local em 2011. O argumento era que o espaço era de propriedade da União e área de preservação ambiental permanente.

No entanto, em junho do ano passado, a SPU decidiu suspender a remoção. Na ocasião, a superintendência do órgão aceitou o projeto de reordenamento do Parque Turístico do Jacaré que havia sido elaborado pela Prefeitura de Cabedelo e interrompeu temporariamente a retirada.

Apenas após a realização do estudo de viabilidade ambiental e da autorização da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) é que o projeto poderá ser de fato implantado. O estudo deverá ser realizado por uma empresa privada contratada pela Prefeitura de Cabedelo, através do edital de licitação. “Em um primeiro momento, ainda em junho do ano passado, a SPU exigiu a apresentação do estudo de impacto ambiental (EIA) e o relatório de impacto ambiental (Rima) para liberação da licença técnica. Essas pesquisas são detalhadas e demoram entre seis meses e um ano para serem concluídas. Contudo, depois de análises, a SPU passou a exigir estudo de viabilidade ambiental (EVA) que pode ser elaborado entre 30 e 60 dias”, revelou Walber Marques.


Praia do Jacaré tem lojinhas com produtos típicos da Paraíba (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia do Jacaré tem estrutura com lojinhas e feira de artesanato
(Foto: Krystine Carneiro/G1)

Conforme a superintendente da SPU em João Pessoa, Daniella Bandeira, caberá à Sudema avaliar o estudo e dar o parecer técnico para implantação do projeto. Os investimentos necessários ainda não foram calculados, mas os recursos para implantação da obra devem ser levantados quando o aval do órgão ambiental for expedido.

O secretário da Pesca ressalta, contudo, que a prefeitura pode perder a concessão da área da Praia do Jacaré – que é uma área da União e foi entregue à gestão municipal ano passado. “A Prefeitura já autorizou a realização da adequação, mas a demora pode levar a SPU, em Brasília, a suspender a implantação do projeto”, declarou.
 


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Secretário de Meio Ambiente de Cabedelo faz vistoria no Moinho Dias Branco, após denúncia do ClickPB

 
 
Da redação
Secretário de Meio Ambiente de Cabedelo faz vistoria no Moinho Dias Branco, após denúncia do ClickPB
Foto: Walla Santos
O Secretário de Pesca e Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Farias, enviou esclarecimentos sobre denuncia de suposto crime ambiental cometido pelo Moinho Dias Branco, recentemente veiculada no ClickPB. 

De acordo com o Secretário, ele só tomou conhecimento da denúncia através do portal e disse que já vem tomando as devidas providências. Segundo Walber Farias, a primeira providência que tomou foi de fazer uma visita a área com outro técnico da Secretaria. "Como agente público, me senti na obrigação de informar a população cabedelense, através desse conceituado Portal, sobre a situação e as medidas adotadas", disse o secretário.

 Veja a nota enviada pelo Secretário de Pesca e Meio Ambiente, Walber Farias:

Tomei conhecimento da matéria sobre o Grande Moinho Tambaú -GMT na quarta-feira (22/02/12) à noite, através do Click Pb, bem como, no outro dia por intermédio do Portal Soltando o Verbo. A primeira providência que tomei foi de fazer uma visita a área com outro técnico da Secretaria. Como agente público, me senti na obrigação de informar a população cabedelense, através desse conceituado Portal, sobre a situação e as medidas adotadas. Porém, gostaria de fazer um breve histórico da situação da obra relatada na matéria.
 
No ano de 2007 fui procurado pelo Presidente da Federação Paraibana de Surf onde o mesmo, a época, fazia uma denúncia de construção de sistema de lançamento de efluentes na Praia de Miramar por parte do GMT. Naquela ocasião também fiz vistoria e constatamos a existência de uma obra de escoamento de efluentes através do uso de gabião em caixa. Mantivemos contato com a SUDEMA e com o representante da empresa que informou tratar-se de sistema de drenagem de água pluvial, ou seja, de escoamento da água da chuva e que o mesmo estava devidamente licenciado pela SUDEMA, fazendo parte do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental -EIA/RIMA, solicitado, a época, a empresa como condicionante a emissão da licenças ambientais por parte daquele órgão ambiental.

Atendendo dessa forma, as normas ambientais vigentes para o procedimento licenciatório (Resolução nº 1/86 e nº 237/97 do Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA) para a construção do GMT. Nosso questionamento fez com que a coordenadora geral de meio ambiente da empresa Sra. Gabriela Farias, se deslocasse da sede da empresa em Salvador para dar os esclarecimentos necessários a Secretaria sobre o sistema.

Com relação a essa nova vistoria, constatamos a presença em uma das galerias de material orgânico (resíduos de trigo), que provavelmente foram carreados pela água da chuva e que devido a permanência do mesmo na água, ocasionou a fermentação, assim como a sua decomposição com a liberação de odor de produto estragado (azedo).

Fato semelhante a este aconteceu no ano passado na empresa São Braz S/A, onde também através de denúncia, constatamos a existência de lançamento de água pluvial com resíduos de milho, resultando dessa forma no mesmo odor. Na época, mantivemos contato com a SUDEMA e a empresa foi notificada e resolveu o problema construindo um sistema de captação.

Com relação ao GMT mantive contato com a coordenadora ambiental  e relatei o caso a mesma, solicitando um maior cuidado com o produto, evitando que o mesmo fosse carreado pela água para estas galerias. Estamos de olho!

Em outra galeria, constatamos uma grande quantidade de algas (lodo), ocasionado pelo acúmulo de água em sua estrutura, uma vez que o solo não estava absorvendo a água lançada pela galeria. Diante de tal situação, mantive contato direto com a Superintendente da SUDEMA Dra. Tatiana Domiciano, que também manifestou preocupação com a situação e que determinaria o envio do Chefe de fiscalização do órgão capitão Tibério, acompanhado de um técnico em análise de qualidade de água, o qual realizou coleta realizou coleta de material para análise. Afinal, ninguém pode sair afirmando que uma substância desconhecida é tóxica tanto para saúde humana; quanto para o meio ambiente, sem uma análise técnica da mesma . Informei a situação à coordenadora ambiental da empresa que também requisitou a presença da SUDEMA para emissão de laudo.

Quanto a questão do Projeto Orla mencionado na matéria, infelizmente na época da construção do GMT, o Comitê do Orla de Cabedelo ainda não tinha atuação plena sobre estas questões. Inclusive, se os leitores lembrarem, esta obra a época, foi bastante polêmica, pois confrontava com a legislação ambiental estadual, referente ao escalonamento de altura em área de praia, com a proibição dos chamados espigões. Motivo pelo qual, a nossa lei estadual maior (Constituição Estadual) foi modificada para implantação do GMT. Com apoio do Poder Legislativo Estadual; assim como do Poder Legislativo Municipal para qual a obra necessitaria de aprovação. Todo esse processo se deu com a anuência e vontade, a época, do gestor estadual e municipal.

Atualmente todos os projetos com intervenção em área de praia no município, sejam do Poder Público ou da Iniciativa Privada, precisam passar pelo Comitê Gestor do Projeto Orla de Cabedelo. A exemplo do projeto da Praia de Santa Catarina, Campus do IFPB de Cabedelo, Urbanização do Jacaré, etc. Sendo a sua aprovação condicionante para o licenciamento ambiental e de cessão de uso de área pelo Patrimônio da União. Pela experiência que tenho como Presidente do Comitê; assim como representante do município na Comissão Técnica Estadual do Orla, acho pouco provável que este tipo de projeto fosse aprovado no Comitê nos dias atuais.

Cabedelo possui um problema crônico quanto ao lançamento de efluentes domésticos nas galerias de águas pluviais, pois muitos moradores fazem ligações clandestinas à rede de drenagem urbana, onde só deveria receber água da chuva. Muitos destes acham que lançar água do banho, da lavagem de pratos e outros utensílios domésticos não se caracteriza como esgoto, porém este é um pensamento totalmente equivocado. Acontece que todos estes resíduos, lançados nas galerias tem como corpo receptor o mar ou o estuário. Como grande parte das galerias deságuam no estuário, o mesmo acaba ficando poluído, comprometendo dessa forma a saúde da população ribeirinha e as atividades extrativistas, a exemplo da pesca artesanal.

Nos últimos anos passamos a adotar um modelo mais rigoroso nos processos de construção de casas, tanto unifamiliares; quanto multifamiliares. Exigindo nos processos que tramitam na Secretaria de Pesca e Meio Ambiente, conforme as normas da NBR 7229/93;13969/97, projeto hidrosanitário, com teste de absorção de solo e as respectivas ARTs. Dessa forma, o empreendedor constrói o imóvel com sistema de esgotamento sanitário adequado (fossa séptica com vala de infiltração nos padrões técnicos para operação), evitando que os resíduos domiciliares sejam lançados na rede pluvial ou mesmo, em alguns casos, nas vias públicas.

Com a instalação do sistema de esgotamento sanitário em todo o município, que atualmente se encontra em fase de implantação, tais problemas serão superados e passaremos a ter um meio ambiente mais limpo e uma população com melhor qualidade de vida.

Fonte


domingo, 29 de janeiro de 2012

Moradores reclamam de poeira em depósito

Brita empilhada por empresa provoca nuvem de poeira que prejudica moradores em Cabedelo.


Uma montanha de brita depositada à céu aberto às margens da BR-230, em frente à rotatória que dá acesso à Mata do Amém, na estrada para Cabedelo, Grande João Pessoa, estaria provocado uma série de transtornos para comerciantes e moradores da região. A poeira que sobe com a constante movimentação de caminhões e tratores, segundo a população, gera problemas alérgicos, oftálmicos e respiratórios, sem falar nos danos ambientais.

A dona de casa Silvana da Silva Santos, que mora há 8 anos nos fundos do terrenos onde a usina de processamento da brita empilha o material, utilizado na construção civil, reclama dos inúmeros transtornos causados pela poeira. “Não há limpeza geral que dê jeito. Os móveis, o piso vivem empoeirados”, comenta.
Para agravar ainda mais a situação, explica Silvana, o filho, de apenas dois anos, está com graves problemas respiratórios, que ela afirma serem decorrentes do ar contaminado com a poeira que se espalha com o transporte da brita. “Ele sofre muito com a falta de ar, uma rouquidão e reclama muito dos olhos, dizendo que ardem. O médico acredita que deve ser da poeira da brita”, afirma.

Quem também reclama da sujeira provocada pela brita é a vendedora Cláudia Roberta Laranjeiras, que trabalha há dois anos em uma loja de móveis ao lado do terreno. “Por esses dias choveu e diminuiu um pouco, mas geralmente a poeira chega a fazer uma neblina na estrada, causando risco aos carros e pessoas que passam”, disse.

Segundo a vendedora, os comerciantes e moradores já fizeram um abaixo-assinado para que a empresa fosse deslocada para uma área mais apropriada, longe da movimentação urbana. “Estamos prejudicados por uma empresa poluente, funcionando em área residencial e próximo à vegetação nativa”, lamenta.

O secretário de Meio Ambiente de Cabedelo, Walber Marques, confirmou que recebeu o abaixo-assinado e que, com base nele, a Prefeitura de Cabedelo solicitou uma série de exigências à empresa, como instalar aspersores para umedecer a brita, a fim de reduzir o nível de poeira.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

'Piscinas' entre corais são destaque de passeio em Picãozinho, na Paraíba

24/01/2012 06h15 - Atualizado em 24/01/2012 06h43

Local fica a 15 minutos de barco da Praia de Tambaú, em João Pessoa.
Pôr do sol na Praia do Jacaré é destaque no programa.

Krystine Carneiro  
Do G1 PB
 
 
Picãozinho (Foto: Bráulio Chacon)
De dezembro a março, os corais de Picãozinho ficam à mostra e a água
mais clara (Foto: Bráulio Chacon/Divulgação)

As praias são as mais importantes atrações turísticas da Paraíba. Mas, algumas das mais belas paisagens naturais só podem ser vistas dentro da água. Em Picãozinho, uma barreira de recifes localizada a aproximadamente 15 minutos da Praia de Tambaú, em João Pessoa, é possível mergulhar e registrar os momentos em fotos subaquáticas ao lado de diversas espécies de peixes.

Programação Turismo Paraíba (Foto: Arte/G1)

O apelido da barreira de recifes foi dado por pescadores locais. Eles viam um pequeno pico de pedra no mar que formava piscinas naturais e resolveram batizá-lo de Picãozinho. O período de dezembro a março, quando a água fica mais clara, é o mais indicado para a visitação. Porém, o passeio com mergulho, que dura cerca de duas horas, pode ser feito em qualquer época do ano. O importante mesmo é consultar a tábua de marés antes de fazer o passeio. Com a maré de até 0,4m, os corais ficam à mostra formando uma linda vista.

No barco, o visitante pode alugar máscaras de mergulho por R$ 10 para apreciar melhor a fauna do local, pegar boias emprestadas e encomendar fotos subaquáticas, cujo preço varia de R$ 25 a R$ 30. O fotógrafo garante a presença de peixes nas fotos usando comida para peixe envolta em um plástico. Mesmo sem comer a ração, os peixes se atraem pelo cheiro do alimento e tornam a foto ainda mais bonita.

Visitante pode tirar fotos subaquáticas com os peixes (Foto: Bráulio Chacon)
Visitante pode tirar foto subaquática com peixes
(Foto: Bráulio Chacon/Divulgação)
 
 
As principais proibições do local são não pisar nos recifes e não alimentar os peixes. As limitações foram definidas para preservar a fauna do local e os corais, que estavam sendo destruídos devido ao grande número de visitantes. Apesar das regras, é possível ver os peixinhos por todos os lados e fotografá-los.

As embarcações também são submetidas a algumas regras. Nenhum barco pode ficar a menos de cinco metros dos corais. Por isso, o visitante tem que ter disposição para nadar pelas piscinas naturais, além de tomar cuidado para não pisar nos corais.

Os barcos de passeio ainda têm serviço de bordo com restaurante, onde são servidos espetinhos (R$ 4 a unidade), porção de carne de sol com batata frita (R$ 15) e refrigerantes (R$ 2 a lata). A comida, no entanto, só pode ser consumida dentro do barco, já que é proibido ir para a água com qualquer tipo de alimento.

O casal de Brasília Lucas Riulena e Márcia Thuin foi pela primeira vez a Picãozinho e registrou fotos debaixo d'água. “Foi muito legal, nunca tinha tirado foto com os peixes”, disse Lucas. O casal passou oito dias de férias na Paraíba e conheceu outras praias como Jacaré, Bessa e Tambaú. “É lindo, maravilhoso”, disse Márcia.

Visitante pode assistir ao pôr-do-sol à bordo de um catamarã (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Visitante pode assistir ao pôr-do-sol à bordo de um
catamarã (Foto: Krystine Carneiro/G1)
 
Pôr-do-sol no Jacaré
Depois de passar a manhã e a tarde no mar, uma boa opção é assistir ao pôr do sol ao som do Bolero de Ravel à bordo de um catamarã sobre o Rio Paraíba. O passeio de barco na Praia do Jacaré, em Cabedelo, dura cerca de uma hora e meia com direito a explicações históricas e geográficas do local e um show de humor no lugar onde o sol se põe primeiro no país, aproximadamente às 17h15.

No fim do passeio, os visitantes assistem ao espetáculo da natureza ao som de Jurandy do Sax, que toca vinte minutos de bolero ao vivo em cima de uma canoa todos os dias. O artista já tocou a composição mais de 4 mil vezes e já é considerado uma atração turística da Paraíba.

O Rio Paraíba nasce na Serrá do Jabitacá, na cidade de Monteiro, a 303 km da capital João Pessoa, e desagua em Cabedelo. A área localizada na Praia do Jacaré, onde acontece o encontro do rio com o mar, tem 750 m de largura e 12 m de profundidade.
 
Para quem prefere ver o espetáculo em terra firme, a Praia do Jacaré tem diversos bares às margens do Rio Paraíba de onde o pôr do sol é acompanhado pelo som do saxofone de Jurandy. O local também tem lojinhas com produtos da terra, uma feira de artesanato e uma praça de alimentação que o visitante não pode deixar de conhecer quando não estiver a bordo do barco.

A Praia do Jacaré é um dos locais que mais concentram embarcações que atuam em esporte e recreio na Paraíba, incluindo catamarãs, jet skis e lanchas. Na Paraíba, estão inscritos na Capitania dos Portos aproximadamente 3 mil embarcações de esporte e recreio, sendo que 1,2 mil são apenas de jet skis.

A partir de janeiro, a Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Cabedelo vai iniciar um processo de “balizamento”, onde será formada uma área de exclusão durante o período de apresentação de Jurandy do Sax. “Vamos proteger o artista, porque alguns barcos estavam se aproximando muito e ele poderia cair”, explicou o secretário Walber Farias.

Praia do Jacaré também tem um grande volume de barcos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Praia do Jacaré também tem uma grande concentração de
barcos (Foto: Krystine Carneiro/G1)