quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ação nas praias da Paraíba quer ajudar na preservação do peixe-boi

05/06/2014 11h26 - Atualizado em 05/06/2014 11h26 

Campanha que está abordando banhistas já passou por 28 praias.
Abordagem ensina como proceder ao encontrar animal encalhado.
 
Do G1 PB
 
Projeto 'Viva o Peixe-Boi Marinho' realiza ação em Barra de Mamanguape (Foto: Divulgação/Luciano Candisani)
Ação promove educação sobre como preservar o
peixe-boi marinho (Foto: Divulgação/Luciano Candisani)

A campanha educativa itinerante do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho está sendo intensificada nas praias da Paraíba nesta semana em celebração ao Dia do Meio Ambiente, nesta quinta-feira (5). Desde fevereiro, a equipe já percorreu 28 praias do litoral abordando os banhistas e falando sobre como ajudar a preservar o peixe-boi marinho. Este mês a campanha chega às praias Carapibus, Coqueirinho do Sul, Praia do Amor (no Conde) e volta a Cabo Branco e Tambaú (em João Pessoa).
 
De acordo com a educadora ambiental do Projeto, Gisela Sertório, um dos principais motivos para que o peixe-boi marinho ocupe o status de criticamente ameaçado de extinção no país são os impactos ambientais provocados pelo homem.
Lixo, esgoto e substâncias tóxicas lançadas nos mares e nos rios, circulação intensa de embarcações motorizadas nos locais de ocorrência da espécie, degradação dos manguezais, destruição da mata ciliar, construções desordenadas em praias e estuários, perda de habitat (estuários e áreas costeiras), captura acidental em redes de pesca. Todos estes fatores colocam em risco o ambiente, a saúde e a vida da espécie, segundo a educadora.

“Acredito que este movimento está sendo muito válido. Nas nossas visitas, percebemos que muitas pessoas não têm informações suficientes sobre o peixe-boi marinho. Dizem que ele é dócil, aproxima-se com facilidade, mas acham que podem tocar, alimentar. Elas não têm a consciência de que isso traz problemas ao animal e nem que ele está ameaçado de extinção”, diz Gisela.

A campanha também está orientando sobre o que fazer em casos de encalhe. A orientação para quem encontrar qualquer animal marinho vivo ou morto na praia é de comunicar primeiramente ao órgão ambiental atuante na região ou entrar em contato com a própria Fundação pelos telefones: (83) 9961-1338/ (83) 9961-1352/ (81) 3304-1443. Se o animal estiver vivo, deve-se protegê-lo do sol, não alimentar nem devolver à água e evitar aglomeração em torno do animal.
 
 
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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Estudante do IFPB elabora projeto de telha e tijolo ecológicos


Postado em por edificar

Estudante do IFPB elabora projeto de telha e tijolo ecológicos
Assessoria de Comunicação
Transformar um projeto de vida em realidade é um caminho muitas vezes longo. Não basta apenas ter o capital, é preciso possuir o chamado espírito empreendedor. Os países cada vez mais necessitam de ideias que unam economia com sustentabilidade e, neste caso, a escola é o caminho para incentivar e descobrir talentos como o do estudante do campus Campina do IFPB, Daniel de Mélo Silva, que, após assistir às aulas da disciplina de empreendedorismo, ficou estimulado a abrir seu próprio negócio.

Concluinte do curso de Mineração, Daniel, com o apoio do professor Rômulo Torres, elaborou um projeto que consiste na instalação de uma fábrica de telhas e tijolos ecológicos produzidos a partir de rejeitos de caulim oriundos de mineradoras. “A ideia é contribuir com a preservação do meio ambiente, ajudando a diminuir os impactos ambientais na mineração com o uso do rejeito abortado pela empresa”, explica o estudante.

A mistura dos compostos químicos e físicos do caulim resulta em um produto final com mais resistência e dureza. Se concretizado, a fabricação desses materiais atenderia a grande demanda da construção civil na cidade de Campina Grande. Romper os muros do campus Campina foi o primeiro passo dado pelo aspirante a empresário.

Ele apresentou seu projeto na sexta edição da Feira do Empreendedor do Sebrae, que aconteceu na segunda semana de maio, em João Pessoa. “Foi um grande prestígio representar o IFPB Campus Campina Grande neste evento. A feira me chamou muito atenção, porque foi muito dinâmica e percebi que um de seus focos principais era atrair diferentes tipos de públicos”, analisa.

Por meio de slides de textos e fotografias, o futuro técnico em Mineração diz que seu projeto gerou bastante curiosidade no público e que, na oportunidade, também fez contatos para futuras parcerias. “Mantive contato em especial com donos de empresas de construção e de fábrica de tijolo, que tinham a curiosidade em saber se dava pra colocar o projeto em prática”, conclui.
Fonte: Assessoria de Comunicação/Erani Baracho.


 

Tribunal de Contas cobra plano de segurança para mananciais da PB


04/06/2014 16h55 - Atualizado em 04/06/2014 16h55 

Determinação da corte foi decorrente de uma auditoria operacional.
TCE apontou uma série de problemas nos reservatórios do estado.
 
Do G1 PB

Em sessão nesta quarta-feira (4), o Tribunal de Contas da Paraíba determinou que a secretaria de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia elabore planos de segurança para os reservatórios paraibanos. A decisão da corte foi decorrente de uma auditoria operacional realizada em barragens que integram o sistema  de abastecimento do estado.

De acordo com o voto do conselheiro Fernando Catão, relator do caso, o plano deve ser feito em articulação com a Agência Nacional das Águas (ANA) e o Departamento Nacional de Obras Contra Seca (DNOCS).
Catão enumerou problemas nos reservatórios como despejo de esgotos sanitários, assoreamento de bacias em decorrência da escassa vegetação e  ainda a contaminação de água por largo uso de agrotóxicos no entorno das represas. Ele também reclamou da falta de informações sobre as outorgas concedidas a terceiros para o uso das águas.

O G1 procurou a secretaria de Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência Tecnologia, mas até a publicação dessa notícia não havia recebido o retorno do secretário.

O TCE também recomendou ao governador Ricardo Coutinho (PSB) a regularização fundiária das áreas em volta dos mananciais. E ainda que repasse os recursos financeiros e técnicos para fiscalização e proteção das áreas. O órgão também solicitou o estabelecimento de planos de cargos e carreiras da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e da Sudema, “inclusive com a realização de concursos públicos”, segundo o voto do relator.

Também com base no voto do conselheiro Fernando Catão, o TCE emitiu alertas a 94 prefeitos a fim de que promovam a transferência de moradias localizadas, irregularmente, em volta dos reservatórios, que são áreas de preservação permanente.
 
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