quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Presidente de SAB é morto a tiros no Itararé

Poluição em açude pode ter sido a causa da morte do Presidente da Sociedade de Amigos do Bairro do Itararé. 





Mais um homicídio foi registrado em Campina Grande, no Agreste do Estado, ontem pela manhã. Desta vez o alvo foi o presidente da Sociedade de Amigos do Bairro (SAB) do Itararé, o pedreiro José de Lima Pontes, de 61 anos de idade.

Conforme a Polícia Civil, dois homens chegaram em um veículo e, um deles, efetuou seis tiros contra a vítima, que acabou morrendo no local. No momento do crime, José estava trabalhando em uma construção na Rua Joaquim Tavares de Souza.

Segundo informações do delegado que investiga o homicídio, Francisco de Assis da Silva, a vítima morava em um assentamento invadido, conhecido como Santa Cruz, localizado na zona rural e próximo ao bairro do Itararé. “De acordo com as pessoas do mesmo assentamento, a vítima era presidente da SAB e estaria lutando pela não poluição de um açude local, que servia para o consumo da comunidade. Os populares contaram que algumas pessoas estariam aproveitando a água do açude para banhar animais e, com isso, sujando o manancial”, disse o delegado.

Ele também informou que teria sido este o motivo do crime, o descontentamento de alguns moradores contrários à luta da vítima, contra a poluição do açude. “O senhor era conhecido de todos e, pelas declarações, era uma pessoa de bem. Estamos em diligência, mas ainda não conseguimos pistas dos acusados”, contou. O crime aconteceu por volta das 10h30, quando o pedreiro trabalhava em uma obra e foi surpreendido por um veículo Gol, de cor prata e placas não identificadas.

Até o início da noite de ontem a polícia continuava com as investigações, mas nenhum suspeito foi encontrado. A PC também investiga a história contada pelos moradores e está averiguando se a situação corresponde ao crime.


Representantes do MST ocupam sede da Sudema em João Pessoa

24/10/2012 12h37 - Atualizado em 24/10/2012 17h44

Movimento pressiona o órgão para agilizar licença ambiental.
Manifestação também aconteceu em rodovias federais do Sertão.

Do G1 PB

Manifestantes disseram que só deixariam a sede da Sudema após um acordo para a liberação de licença ambiental (Foto: Jorge Machado/ G1)
Manifestantes ocuparm  a sede da
Sudema para pedir licença ambiental
(Foto: Jorge Machado/ G1)
Militantes do Movimento Sem Terra (MST) ocuparam na manhã desta quarta-feira (24) a sede da Superintendência do Meio-Ambiente em João Pessoa (Sudema). De acordo com a assessoria do movimento, a ocupação aconteceu como forma de pressionar a Sudema para liberar licença ambiental para que cerca de duas mil famílias possam produzir nos 40 assentamentos espalhados pelo estado.

No início da manifestação, os servidores da Sudema ficaram impedidos de deixar o local, segundo Frederico Rego, advogado do órgão. "Mas, como as negociações avançaram, os manifestantes liberaram a nossa saída", afirmou.

Além da ocupação à sede da Sudema, os manifestantes do MST, cerca de 2,8 mil, segundo a PRF, também bloquearam no início da manhã desta quarta-feira (24) trechos da BR-230 no Sertão da Paraíba.

Reprentantes do Incra, Sudema e do MST participaram de uma reunião na sede do órgão (Foto: Jorge Machado/ G1)
Reprentantes do Incra, Sudema e do MST participaram de
uma reunião na sede do órgão (Foto: Jorge Machado/ G1)
De acordo com a PRF, as duas faixas da rodovia federal ficaram interditadas, provocando intenso congestionamento entre as cidades de Sousa e Aparecida, no Sertão paraibano. Também, segundo a PRF, foi palco da manifestação do MST trechos próximos a Olho d'Água, no Vale do Piancó.

Segundo o MST, as famílias lutam pela licença ambiental há cerca de quatro anos. “Não há como a gente produzir sem a licença ambiental. As famílias estão sobrevivendo graças a cestas básicas doadas pelo governo ou contando com a solidariedade de outros assentamentos”, afirmou Heloisa de Souza, do MST.
 
A superintendente da Sudema Laura Faria disse que o impasse está em se formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta que congreguem todos os órgãos quanto à licença para que os assentados possam produzir. “Estamos na elaboração de um tac que condiciona várias situações, para que órgãos como a Sudema, Incra, Ibama e Ministério Público Federal cheguem a um denominador comum”, afirmou.


Às 12h, a sede da Sudema foi desocupada, segundo a assessoria do MST, foi assinado um acordo que delimita a área em que deve haver atividades produtivas. Em reunião, estavam o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Sudema e representantes do MST. “Com esse acordo, acreditamos que o processo de licença ambiental seja agilizado", disse Heloisa de Souza.

 Fonte


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cagepa anuncia racionamento de água em cidades e distritos da PB

22/10/2012 17h31 - Atualizado em 23/10/2012 16h19

Algumas cidades só terão abastecimento uma vez por semana.
Veja como vai funcionar o racionamento em cada um dos locais.

Do G1 PB


Em reunião na manhã desta segunda-feira (22), a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) decidiu que as cidades de Bananeiras, Solânea, Cacimba de Dentro, Caiçara, Logradouro e Cachoeirinha vão sofrer racionamento de água a partir desta terça-feira (23). Os distritos de Rua Nova, em Belém, e de Braga, em Monte Horebe, também terão o sistema implantado.

A Cagepa já havia informado na última sexta-feira que as cidades de Remígio e Esperança, e os distritos de Lagoa do Mato, São Miguel e Cepilho, do Agreste paraibano, serão atingidos pelo racionamento.

Os municípios de Bananeiras, Solânea e Cacimba de Dentro, abastecidos pelo manancial de Canafístula II, ficarão sem água nos finais de semana. O racionamento nessas localidades terá início no próximo sábado (27). Vai faltar água sempre às 18h do sábado e o abastecimento só voltará na segunda-feira, às 18h.
 
O açude Canafístula II está atualmente com apenas 39% de sua capacidade. A cagepa informou que se o racionamento não fosse feito, a água só daria para abastecer os municípios até o final de janeiro do próximo ano e com o racionamento a água é suficiente para abastecer até o começo de março de 2013.
Já Rua Nova, Caiçara e Logradouro, que são abastecidas pela Lagoa do Matias, terão o sistema de racionamento implantado nesta terça-feira (23). Nestes locais, o racionamento sempre funcionará no sistema de quatro dias com abastecimento e três dias com a interrupção, sempre no horário das 7h da terça até as 7h da sexta, e deve continuar acontecendo até que o volume de água aumente.

A Lagoa do Matias está com apenas 41% de sua capacidade, em situação de alerta.

O racionamento acontecerá de forma mais crítica nas comunidades rurais de Cachoeirinha e Braga, onde só haverá abastecimento de água pela Cagepa em um dia da semana, na quarta-feira, durante 24 horas.

Objetivo
A assessoria de imprensa da Cagepa informou que a ideia do racionamento é evitar que ocorra um novo colapso, como aconteceu em 2011, entre os sistemas que abastecem esses locais, quando as cidades tiveram que ficar sendo abastecidas com carro pipa. “Se o racionamento fosse feito em 2010 essas cidades não teriam sofrido esse colapso e sofrido de maneira mais drástica em 2011”, disse a assessoria.

Estiagem
Em maio deste ano, o governo decretou situação de emergência em 195 dos 223 municípios da Paraíba e medidas como o racionamento de água e abastecimento com carros-pipa já foram adotadas. Os meteorologistas afirmam que as regiões mais afetadas são Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão. No período que deveria chover mais no Cariri e Curimataú, choveu 58,74% abaixo da média esperada.

De acordo com a Defesa Civil da Paraíba, a lista de cidades em situação de emergência por causa da seca deve deve ser atualizada em novembro, quando se encerram os prazos do decreto e as prefeituras apresentarem dados sobre as situações nos municípios.

Fonte