terça-feira, 13 de maio de 2014

Chuvas vão atingir Litoral, Brejo e Agreste da PB nas próximas 24 horas

13/05/2014 16h02 - Atualizado em 13/05/2014 17h00 

Intensidade das chuvas deve variar de moderada a forte, diz Aesa.
Temperaturas devem variar entre 20 ºC e 34 ºC em todo o estado.
 
Do G1 PB
 
 
Água se acumulou na Rua Walfredo Macedo Brandão, conhecida como Principal dos Bancários em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Água se acumulou na Rua Walfredo Macedo Brandão, conhecida como
Principal dos Bancários em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

As regiões do Litoral, Brejo e Agreste da Paraíba devem continuar sendo atingidas por chuvas que podem variar entre moderada e forte pelo menos nas próximas 24 horas. A previsão do setor de metereologia da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) foi divulgada na manhã desta terça-feira (13).
 
Para o Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão também há previsão de chuva, mas com menor intensidade, segundo a meteorologista Marle Bandeira. 
 
“A atuação e a proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no Nordeste favorecem o aumento da nebulosidade em grande parte da Paraíba, principalmente no setor centro-leste. No decorrer do dia, o tempo deverá ficar instável e propício à ocorrência de chuvas tanto nas regiões do Litoral, Brejo e Agreste quanto em áreas das regiões localizadas do oeste do Estado”, relatou

Em todo o Estado, as temperaturas devem variar entre a mínima de 20 °C (no Brejo) e a máxima de 34 °C (no Sertão). No Litoral, as temperaturas devem variar entre 23 °C e 29 ºC.

 
Chuva também alagou Avenida João Machado, em Jaguaribe, na capital paraibana (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Chuva também alagou Avenida João Machado, em Jaguaribe,
na capital paraibana (Foto: Walter Paparazzo/G1)

 
Fonte
 
 
 

'Gente que nunca fez nada' critica obra do São Francisco, diz Dilma

13/05/2014 11h32 - Atualizado em 13/05/2014 13h53 

Presidente foi ao Nordeste vistoriar trechos da transposição.
Ao falar do abastecimento na região, ela citou o sistema Cantareira, em SP.
 
Juliana Braga  
Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff rebateu nesta terça-feira (13) críticas sobre atrasos nas obras de transposição do rio São Francisco e disse que "quem nunca fez nada, desanda a cobrar". A presidente realiza visita a estados do Nordeste para  vistoriar as obras do rio e deu a declaração em conversa com jornalistas em São José de Piranhas (PB).

Dilma posa para foto com operários no túnel Túnel Cuncas II, nas obras do Rio São Francisco  (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Dilma posa para foto com operários no Túnel Cuncas II, nas obras
do Rio São Francisco (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A construção começou em 2007. O projeto de integração do São Francisco tem extensão total de 469 quilômetros e a estimativa é que 11,6 milhões de pessoas sejam atendidas com fornecimento de água em cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A previsão do governo federal, segundo o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, é que as obras fiquem prontas até dezembro do ano que vem.

"Acontece uma coisa engraçada no Brasil, não sei se vocês já notaram. Quem nunca fez, desanda a cobrar de quem fez. Então é isso que nós estamos assistindo. Gente que nunca fez quando pôde, cobrar de quem está fazendo quando pode", criticou.
Ao comentar a oferta de água que a transposição vai proporcionar, a presidente fez uma comparação com o sistema Cantareira, que abastece a cidade de São Paulo. Para Dilma, a capital paulista passa por uma situação "difícil". O nível da represa chegou a 8,6% nesta terça.

"O rio São Francisco é o rio que beneficia mais a população nordestina e que vai garantir uma diferença de qualidade, principalmente quando nós estamos vendo, hoje, uma situação muito, muito difícil sendo passada no estado mais rico da federação, que é São Paulo. É a falta de água na barragem da Cantareira, lá do reservatório da Cantareira", disse.

Em seguida, Dilma elogiou o planejamento dos estados no Nordeste no que diz respeito a abastecimento de água. "Você veja que o Nordeste teve esse mérito. Ele teve essa consciência e esse planejamento. Não é de hoje que você faz isso", pontuou.

Momentos mais tarde, já em Jati (CE), Dilma voltou a mencionar a situação do estado de São Paulo, ao dizer que, no Nordeste houve "previsão" e que lá nenhum líder foi "surpreendido pela seca".
 
"Vejam vocês que o Brasil está passando por um período de estiagem e hoje, no Sudeste, nos estados mais ricos da federação, especialmente em São Paulo, estamos enfrentando uma seca de todas proporções. Mas lá não tem obra dessa proporção para garantir segurança hídrica", disse.

Ela completou que os trabalhadores que participaram da obra deveriam estar de "queixo erguido" porque, segundo ela, a transposição vai mudar as "condições" para o Nordeste se desenvolver.

Agenda
A presidente Dilma Rousseff vai fazer nesta terça vistoria em trechos da obra de transposição do Rio São Francisco em cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará.

Primeiro ela vai passar pelas obras do Túnel Cuncas II, próximo a São José de Piranhas (PB) – segundo o Ministério da Integração, o túnel possui quatro quilômetros de extensão e foi concluído em março deste ano. Em seguida, a presidente vai visitar a barragem construída em Jati (CE), responsável por levar a água do rio São Francisco ao estado do Ceará.

A última vistoria de Dilma nesta viagem será em Cabrobó (PE), onde visitará a Estação de Bombeamento 1, responsável por levar a água do rio a localidades com altitude elevada. De acordo com o ministério, a etapa está 83,8% concluída.

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o custo total previsto da obra de transposição é de R$ 8,2 bilhões e, até março deste ano, R$ 4,6 bilhões já haviam sido executados (valor sem correção monetária).

Cobranças
Na segunda-feira (12), em cerimônia na ciadade de Ipatinga (MG), Dilma também reclamou das críticas de cobranças feitas por conta de atrasos na execução do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. "Por que na hora de a gente fazer o acordo e passar os recursos todo mundo quer, e na hora de cobrar só nós somos cobrados? Que história é essa? Eu respondo pelos meus atos, mas não respondo pelos dos outros", disparou.

O governo mineiro rebateu a crítica e disse em nota que a responsabilidade pela obra é do governo federal. Disse ainda que a obra não foi iniciada porque o DNIT - estatal ligada ao Ministério dos Transportes - ainda não liberou o projeto para o estado fazer a licitação.
 
 Fonte
 
 
 

Dilma vistoria nesta terça trechos da transposição do São Francisco

13/05/2014 05h47 - Atualizado em 13/05/2014 09h20 

Presidente visitará trechos em cidades da Paraíba, Ceará e Pernambuco.
Custo previsto da obra é de R$ 8,2 bi e estimativa é que termine em 2015.
 
Juliana Braga e Filipe Matoso Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff faz nesta terça-feira (13) visita de vistoria a trechos da obra de transposição do Rio São Francisco em cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará. A previsão do governo federal, segundo o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, é que as obras fiquem prontas até dezembro do ano que vem.

Dilma fará a vistoria nesta terça às obras do Túnel Cuncas II, próximo a São José de Piranhas (PB) – segundo o Ministério da Integração, o túnel possui quatro quilômetros de extensão e foi concluído em março deste ano. Em seguida, a presidente irá visitar a barragem construída em Jati (CE), responsável por levar a água do rio São Francisco ao estado do Ceará.

A última vistoria de Dilma nesta viagem será em Cabrobó (PE), onde visitará a Estação de Bombeamento 1, responsável por levar a água do rio a localidades com altitude elevada. De acordo com o ministério, a etapa está 83,8% concluída.

A construção começou em 2007. O projeto de integração do São Francisco tem extensão total de 469 quilômetros e a estimativa é que 11,6 milhões de pessoas sejam atendidas com fornecimento de água em cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o custo total previsto da obra é de R$ 8,2 bilhões e, até março deste ano, R$ 4,6 bilhões já haviam sido executados (valor sem correção monetária).
A transposição do São Francisco é, atualmente, dividida em dois eixos: Norte e Leste. O Eixo Norte, de acordo com o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentado em fevereiro deste ano, está 50% concluído e o Eixo Leste, 52%, segundo o governo. Além dos eixos, há obras dos chamados subsistemas, responsáveis por levar água dos eixos centrais a estações de tratamento.

Críticas
Ambientalistas e organizações sociais são contrários ao projeto de infraestrutura, com a alegação de que a transposição causaria danos graves ao meio ambiente e a populações mais pobres do sertão nordestino.

O Comitê da bacia hidrográfica do Rio São Francisco, que tem representantes de todos os estados em que passa o curso d’água, divulgou parecer afirmando que a revitalização do rio em áreas urbanizadas deveria ser prioridade antes da transposição. Segundo o comitê, as margens do São Francisco sofrem com a erosão e isso acarretaria no aumento da quantidade de terra no leito e redução do volume de água, oferecendo risco à navegação e impacto às espécies aquáticas.

Ambientalistas sugerem a necessidade de reduzir o despejo de esgoto não tratado no rio. Caso isso não fosse feito, a transposição levaria para açudes água poluída e não potável.

Para os críticos, as obras estariam impactando negativamente a Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais, e não beneficiaria populações ribeirinhas e indígenas que vivem nessas regiões, já que, segundo as ONGs, o projeto contemplaria principalmente grandes produtores rurais e o setor industrial.
 
TCU apura sobrepreço no Eixo Norte
obras da transposição do sao francisco no CE em janeiro (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Trecho das obras do São Francisco no Ceará,
em imagem de janeiro deste ano
(Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
O Tribunal de Contas da União (TCU) apura contratos assinados entre o governo e empresas responsáveis pelo fornecimento de bombas e construção de sistemas de bombeamento referentes ao Eixo Norte da obra – orçados em R$ 14,4 milhões.

A Secretaria de Fiscalização de Obras Portuárias, Hídricas e Ferroviárias, unidade técnica responsável por acompanhar todos os processos relativos às obras de integração do São Francisco, informou nesta segunda-feira (12) que, desses R$ 14,4 milhões, R$ 8,7 milhões são referentes a indícios de sobrepreço praticado contra a União e R$ 5,7 milhões, a serviços previstos considerados desnecessários ou repetidos.

Segundo o órgão, a União e as empresas já apresentaram explicações, que deverão ser analisadas pelo tribunal. Esses contratos são referentes ao Lote 8, licitação aberta em 2011.

O processo analisou, ao todo, R$ 16,7 milhões, mas R$ 2,3 milhões já retornaram aos cofres públicos.

Ainda segundo o TCU, desde 2005, quando o primeiro processo de fiscalização foi aberto para apurar indícios de irregularidade nas obras, foram encontrados R$ 776,2 milhões em indícios de sobrepreço e serviços desnecessários ou repetidos. No período, foram abertos 20 processos.

O TCU aponta que nos 20 processos foram encontrados projetos básicos deficientes, sobrepreço, deficiência de fiscalização e supervisão e atrasos nas obras.

O tribunal diz em relatório, no entanto, que "benefícios" foram obtidos ao longo desses nove anos, como a descentralização da estrutura de fiscalização, abertura de procedimentos para apurar pagamentos indevidos e realização de ações para melhorar a gestão de contratos.