domingo, 5 de agosto de 2012

Trânsito cada vez mais lento

Com mais de 270 mil veículos nas ruas, João Pessoa pede um projeto que possa criar novas alternativas para os motoristas.




Perder a paciência ao ficar preso em um congestionamento no trânsito de João Pessoa não é difícil. O desenvolvimento da cidade representa também o aumento no número de veículos em circulação na cidade, que vive quase sempre ‘engarrafada’. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), a frota de veículos em João Pessoa é de 270.336. A relação é de um carro para cada três habitantes.

Uma realidade bem diferente da registrada no início do século passado, quando o principal transporte da capital era o bonde a cavalo. O tempo passou e as carroças foram substituídas pelos carros, motos e ônibus. Diariamente, segundo o Detran-PB, 237 novos veículos entram em circulação na Paraíba, sendo a maioria em João Pessoa. As vias de trânsito de João Pessoa não acompanharam a evolução da cidade.

Atualmente, alguns pontos são considerados muito críticos, devido aos congestionamentos registrados em horários de pico. São eles: avenida Epitácio Pessoa, avenida Ruy Carneiro, Pedro II, principal dos Bancários, avenida Josefa Taveira, em Mangabeira, avenida Cruz das Armas, viaduto do Cristo Redentor, dentre outros. Um percurso que há dez anos era feito em 15 minutos, agora toma o dobro do tempo.

Uma informação curiosa e importante nessa abordagem sobre a evolução do trânsito de João Pessoa é o fato de que o primeiro automóvel circulou na capital no ano de 1909. O primeiro trecho percorrido foi da rua Nova à rua Direita, com destino ao município de Santa Rita. Uma viagem de João Pessoa a Recife, no início do século passado, durava 15 dias. Os viajantes tinham de enfrentar matas fechadas.

No ano passado, o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, anunciou o projeto de mobilidade urbana, que prevê alterações no trânsito da capital, como o alargamento da avenida Epitácio Pessoa e circulação exclusiva para ônibus no anel interno da Lagoa. Porém, um ano depois, tudo continua do mesmo jeito.


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